Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Municípios que compõem a Bacia do Rio Paranaíba participam de seminário sobre melhores práticas para uso do solo

O Governo Aécio Neves, por meio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), realiza, nesta terça-feira (19), em Patos de Minas, o Seminário de Práticas Conservacionistas. O objetivo é apresentar para produtores, técnicos e demais interessados as opções de manejo e conservação de solos mais adequadas às características e necessidades das propriedades rurais situadas nos 24 municípios que compõem a Bacia do Rio Paranaíba.

O Seminário integra o projeto de delineamento de áreas com potencial erosivo para a Bacia do Rio Paranaíba (PN1–Igam) desenvolvido pela Epamig, em parceria com a Embrapa e com as Universidades Federais de Lavras (Ufla) e Viçosa (UFV). O projeto, que identificou as áreas mais suscetíveis à erosão do solo na região, foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e concluído em novembro de 2009.

A pesquisadora da Epamig, Eliane Maria Vieira, explica que o fato de uma região ser mais propensa à erosão do solo não implica em degradação. “Muitas das práticas que vamos abordar durante o seminário já são utilizadas pelos produtores da região. São medidas de baixo custo, que podem amenizar os impactos ambientais, além de resultarem em economia para o produtor que, ao adotar tais práticas, diminui seus gastos com adubação e correção dos níveis do solo”, completa.

Práticas Conservacionistas

Eliane Vieira informa que a degradação pode atingir o solo em vários níveis. “Durante o seminário abordaremos a erosão laminar, que se dá na camada superior do solo, que é aquela responsável pela condução dos nutrientes. As boas práticas de conservação podem amenizar as perdas naturais desses nutrientes”.

Ainda de acordo com a pesquisadora as práticas conservacionistas de solo se dividem em três categorias principais, as vegetativas, que incluem ações como reflorestamento, manejo de pastagens e plantio direto; as edáficas, que consistem em adubação verde, química ou orgânica, e eliminação e controle das queimadas nas práticas agropastoris; e as mecânicas, que abrangem técnicas de preparo do solo e planejamento do plantio.

As inscrições para o Seminário são gratuitas e podem ser feitas no site da Epamig. Os participantes do evento receberão uma cartilha com esclarecimentos sobre as principais práticas de conversação de solos. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3489-5078 ou pelo e-mail: mailto:eventos@epamig.br.

SERVIÇO:

Seminário de Práticas Conservacionistas

Data: 19 de janeiro de 2010

Horário: 9h

Local: Hotel HZ  – rua Padre Caldeira, 371, Centro – Patos de Minas

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14/01/2010 Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Viveiros de mudas ajudam Governo Aécio Neves e Cemig no reflorestamento da Bacia do Rio São Francisco

O reflorestamento da bacia do Rio São Francisco ganhou um importante aliado. O viveiro de mudas instalado no ano passado, junto à Usina Hidrelétrica Três Marias, da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), já auxilia na recomposição da mata ciliar do Rio Paraúna e de cursos d’água nos municípios de Presidente Juscelino, Paineiras e Abaeté, na região Central de Minas Gerais. Em dezembro, a comunidade rural do Bonfim recebeu o lançamento do Programa de Reflorestamento de Áreas Degradadas em Bacias Hidrográficas Formadoras de Afluentes do Reservatório da Represa de Três Marias, com a participação de crianças e jovens no plantio de mudas.

Bonfim está localizada na sub-bacia hidrográfica do Rio Extrema, município de Três Marias, que deságua no lago da usina e concentra nascentes e córregos que sofrem grande impacto ambiental. O programa, uma parceria da Cemig com instituições locais, que diminuirá o aporte de sedimentos no reservatório, também atende a expectativa dos proprietários da região. Em conjunto com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) foram também realizadas reuniões de sensibilização, conscientizando os proprietários sobre o valor da preservação ambiental.

A Cemig fornece adubos, formicidas e mudas, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) garante cercas de eucalipto e rolos de arame farpado para o cercamento das nascentes e córregos onde a mata for reconstituída e a Prefeitura de Três Marias transporta todo esse material. Os proprietários rurais da Associação Comunitária do Bonfim são responsáveis pelo frete das mudas entre o viveiro e o local de plantio, pela reserva e cessão das áreas escolhidas e pela mão de obra. A Emater-MG realiza a assistência técnica e a elaboração do projeto.

No primeiro ano, serão reflorestados 19,6 hectares de 17 propriedades, sendo 8,5 ha em área de mata ciliar, 7,5 ha próximos a nascentes e quatro ha em áreas degradadas de recarga hídrica. Até o final do ano, a área será ampliada para 25 hectares de 25 propriedades, incluindo a construção de terraços em curva de nível, para a proteção do solo, em 125 ha de pastagens e a construção de 100 bacias de captação de águas pluviais, totalizando um investimento de quase R$ 250 mil.

Segundo o secretário de Meio Ambiente e Agricultura de Três Marias, Roberto Carlos da Silva, o trabalho realizado no Bonfim será um exemplo para atender todas as demais sub-bacias no município.

Espécies nativas

O viveiro de Três Marias, instalado ao lado da usina, vai assegurar as mudas necessárias ao trabalho de reflorestamento nas regiões Norte e Noroeste de Minas. Com capacidade para abrigar 40 mil mudas de espécies nativas, elas serão destinadas aos programas de reflorestamento ciliar e arborização urbana na região, realizados em parceria com proprietários rurais, empresas e instituições que atuam na área ambiental.

Segundo o analista ambiental Renato Junio Constâncio, da Gerência das Usinas do Norte da Cemig, tecnicamente, o viveiro é denominado de espera ou terminação. “O material genético, frutos e sementes, é coletado na região de Três Marias e processado no Laboratório de Sementes da Cemig, em Belo Horizonte. A produção acontece no viveiro da Usina de Itutinga, no Sul de Minas e depois segue para cá”, explica.  Dentre as espécies cultivadas, estão ingá, capinxigui, peito de pombo, gonçalo alves, aroeira, sangra d’água, guanandi, cedro, cagaita, mangaba, pau viola, tamboril e ipê.

14/01/2010 Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Governo Aécio Neves já atende a 8,2 milhões de pessoas em sistemas adequados e regularizados de disposição de resíduos

Cerca de 8,2 milhões de pessoas têm acesso a sistemas adequados e regularizados de disposição de resíduos em Minas Gerais. Esse número, referente a dezembro de 2009, representa 50,2% da população urbana do Estado, mais que o dobro das pessoas atendidas em 2003, quando o percentual era de 19,2%. Naquele ano, a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) lançou o programa ‘Minas Sem Lixões’, hoje um dos pilares do Projeto Estruturador ‘Resíduos Sólidos’, do Governo Aécio Neves, que pretende beneficiar pelo menos 60% da população urbana do Estado até 2011.

Outra meta do Projeto Estruturador é reduzir em 80% o número de lixões, alcançando um máximo de 160, e substituí-los por sistemas regularizados de disposição de resíduos. Segundo dados da Feam, em dezembro de 2009, 409 municípios ainda possuíam lixões. Entre os municípios com situação regularizada, 58 possuem ou dispõe o lixo em aterros sanitários, 273 em aterros controlados e 113 em usinas de triagem e compostagem.

Para alcançar as metas, o gerente de Saneamento Ambiental da Feam, Francisco Pinto Fonseca, observa que a formação de consórcios intermunicipais é uma excelente alternativa já que otimizam o uso de áreas e reduzem os custos de implantação e operação dos sistemas. “Os municípios devem dar preferência à constituição de consórcios o que é menos impactante para o meio ambiente”, afirma. O sistema já é utilizado em algumas regiões de Minas Gerais e a Feam já realizou estudo preliminar que indica as possibilidades de consorciamento para todo o Estado.

Fonseca observa ainda que os consórcios são um bom mecanismo para garantir que as políticas implementadas sejam mantidas.  “O desafio é fazer com que os municípios mudem de comportamento, transformem os lixão em, pelo menos, aterros controlados e ainda mantenham o trabalho evitando com que locais já regularizados voltem ao status de lixão”. Ele observa que os municípios precisam assimilar que o investimento na destinação correta de lixo é compensado com ganhos em outras áreas.

Regularização

A deliberação normativa do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) nº 143, de 25 de novembro de 2009, também criou mecanismos facilitadores para que os municípios implementem sistemas adequados de destinação de resíduos. A norma estabelece novas classificações para a regularização ambiental dos sistemas de tratamento, de acordo com a quantidade de lixo tratado.

A principal mudança é a ampliação da faixa de municípios classificados como de médio potencial poluidor que agora engloba a faixa de geração entre 15 e 250 toneladas diárias de resíduos. Até 15 toneladas, são pequenos e acima de 250, grandes. “A essência da mudança foi o benefício a muitos municípios que tem dificuldades para regularizar sua situação e ficarão isentos de tributos pesados e licenciamento mais caro”, afirma. Os sistemas de disposição classificados como de médio porte passarão a receber Autorização Ambiental de Funcionamento.

Coleta seletiva

Fonseca alerta ainda para que os municípios devem observem a Lei Estadual 18.131, de 13 de janeiro de 2009, que incita os municípios a fazerem o Plano Integrado de Resíduos Sólidos, incentivando a disposição correta e implantação de mecanismos como a coleta seletiva. “A legislação, além da questão ambiental, abre a discussão sobre a valoração dos resíduos sólidos, possibilitando analisar o aproveitamento, inclusive energético, em alguns municípios”, afirma. Com o apoio da Feam, em 2009, 34 municípios implantaram sistemas de coleta seletiva.

Francisco Fonseca observa que a Feam vem desempenhando um papel de gestão junto aos municípios e que o ‘Minas sem Lixões’ ganhou maior proporção ao trabalhar em parceria com Fundação Israel Pinheiro e as Universidades Federais de Lavras e Viçosa. “Essas parcerias ampliam o alcance do trabalho da Feam na aproximação com municípios que não tem a capacidade técnica para resolver as questões relativas à destinação de resíduos”, afirma. Outras parcerias estão sendo negociadas para trabalhar na região Norte do Estado.

14/01/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , , , | Deixe um comentário