Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Fundação João Pinheiro divulga Índice Mineiro de Responsabilidade Social – sistema promove monitoramento das atividades do setor público

Educação e saúde foram os segmentos que tiveram maior peso no Índice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS) e Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi a cidade que obteve o melhor desempenho com 0,736. A posição de destaque se deve às dimensões educação (6º), renda (1º), meio ambiente (3º) e finanças públicas (18º). O resultado faz parte da segunda edição do IMRS organizado numa base de dados com cerca de 350 indicadores municipais para o Estado de Minas Gerais, desenvolvido pelo Centro de Estudos de Políticas Públicas (CEPP) da Fundação João Pinheiro (FJP), coordenado pelo Governo Aécio Neves, tendo como base o período 2000 a 2007.

O trabalho dá continuidade ao IMRS lançado em 2005, com dados para os municípios de Minas Gerais no ano de 2000 a 2004 e está organizado com indicadores municipais contemplando as dimensões saúde, educação, renda, segurança pública, habitação e meio ambiente, cultura e desporto e lazer e finanças municipais, que poderão subsidiar o planejamento das políticas públicas aplicadas ao âmbito local, a alocação de recursos financeiros, materiais e humanos.

A novidade dessa nova versão do IMRS está na revisão metodológica de vários indicadores, bem como a própria construção dos índices sínteses que constituem o IMRS propriamente dito. “Estas mudanças vão permitir que o IMRS seja recalculado para os anos 2000, 2002 e 2004, além de possibilitar a comparação com o período posterior da série”, disse Isabella Virgínia Freire Biondini, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental do CEPP/FJP.

Para a especialista, “ao longo do tempo, esse trabalho, além de aprimorar as estatísticas municipais e a consequente compreensão da realidade, poderá também, contribuir para promover o sistema de monitoramento das atividades do setor público, nas ações formuladas em planos e programas nas diversas áreas da administração pública”, salientou.

Segundo Isabella Biondini, “esta edição do IMRS é um avanço significativo, uma vez que os dados permitem uma avaliação fragmentada do desempenho do poder público na promoção da responsabilidade social nas diversas áreas setoriais. Além de ser uma ferramenta ágil e abrangente, é também preciosa para a transparência e controle por parte da sociedade”.

A segunda edição do IMRS está também, disponível via internet e será distribuída em CD a todas as prefeituras mineiras. O estudo pode ser consultado de duas formas,  explicou a analista de Sistemas Lisiene Bruna de Lima Pio Santos, da Assessoria de Tecnologia da Informação (ATI) da FJP. “O acesso poderá ser através do site da Fundação João Pinheiro – www.fjp.mg.gov.br , ou pelo site do DataGerais”, informou.

No site da FJP, haverá um link especial do IMRS, junto aos outros links de destaque, como, por exemplo, ícone do DataGerais, Lei Robin Hood. Eles ficam na parte inferior  da primeira página do site, abaixo da lista de notícias em destaque. O usuário também poderá acessar o menu principal em Serviços > Produtos, e escolher na lista de serviços disponíveis o “Índice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS). No DataGerais, estará destacado na primeira página um link em ícone laranja- denominado Responsabilidade Social.

Para armazenar a base de dados foi especialmente construído um software que disponibiliza adicionalmente alguns recursos de análise, como a ordenação, a construção de mapas e histogramas. Além disso, permite ainda, visualizar informações segundo as divisões espaciais do Estado utilizadas pelas diversas instituições que forneceram os dados organizados nesta base.

22/01/2010 Posted by | Meio Ambiente, Responsabilidade Social | , , , , , , , | Deixe um comentário

Ecoeficiência e sustentabilidade: Cidade Administrativa, construída pelo Governo Aécio Neves, diminuirá custos com redução do impacto ambiental

A Cidade Administrativa de Minas Gerais marcará a história arquitetônica do país. 0 projeto é assinado por um dos mais renomados arquitetos do mundo, Oscar Niemeyer. Com inauguração prevista para fevereiro. a o projeto do Governo Aécio Neves é mais um passo importante para a modernização administrativa, iniciada em 2003 com o Choque de Gestão e a adoção de medidas para tornar o Estado mais eficiente. Além disso, os edifícios que compõem o conjunto arquitetônico vão funcionar dentro dos modernos concetios de ecoeficiência e sustentabilidade.

Na Cidade Administrativa, o esgotamento sanitário a vácuo possibilitará uma redução de 90% do consumo de água em relação à descarga convencional. Uma rede extra de água vai permitir que os prédios utilizem água reciclada. Os edifícios terão sistemas inteligentes para economizar recursos. A energia elétrica e o ar-condicionado, por exemplo, serão controlados por um sistema central que evita que ambientes desocupados sejam refrigerados ou recebam iluminação desnecessariamente.

O projeto paisagístico previu o plantio de 3,6 mil árvores e o revestimento em grama de uma área de 130 mil metros quadrados. O projeto reúne 114 espécies representativas da flora de Minas Gerais. A Cidade Administrativa também terá uma alameda com 146 palmeiras imperiais, uma referência à Praça da Liberdade, que por muito tempo foi o centro do poder público de Minas Gerais.

Na região da Cidade Administrativa, o Parque Estadual Serra Verde – o segundo maior da cidade – será aberto ao público em 2010. Será mais uma importante área de preservação e lazer, para a população. A Cidade Administrativa contará com a coleta seletiva de papel, plástico, vidro, metal e lixo orgânico, além de pilhas, baterias e lâmpadas. Todo o resíduo gerado terá destinação específica, de acordo com as melhores práticas ambientais.

A Cidade Administrativa terá cinco prédios principais – a sede do governo, dois prédios de secretarias de Estado, um centro de convivência e um auditório – além de unidades de apoio para equipamentos, estacionamentos e dois lagos que somam 804 mil metros quadrados de área total e 265 mil metros quadrados de área construída.

As obras começaram em dezembro de 2007. O valor da obra – R$ 948 milhões – é custeado integralmente pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), uma estatal que só pode gastar seus recursos com obras de infraestrutura e desenvolvimento, em Minas Gerais.

A Cidade Administrativa proporcionará uma forte redução de custos operacionais, gerando economia anual de cerca de 80 milhões para o Tesouro do Estado. Os principais itens que permitirão essa economia são: a rede de telecomunicações (chamadas serão entre ramais e não mais locais); centralização dos serviços gerais; soluções econômicas e sustentáveis de aproveitamento de água e energia; cortes de gastos com aluguéis, serviços de recepção e vigilância; sistemas de informática centralizados; dimensionamento dos serviços de reprografia e impressão.

22/01/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente, Responsabilidade Social Corporativa | , , , , , , | 1 Comentário