Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Governo Aécio Neves: resíduos de lixo da região metropolitana é analisado para uso ecoeficiente

O Setor de Análises Químicas (STQ) da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), coordenada pelo Governo Aécio Neves, realiza durante este mês de janeiro a preparação para análise de amostras de lixo recolhido nas ruas de Belo Horizonte. A análise faz parte de projeto realizado pela instituição e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) que irá medir o potencial energético do lixo descartado pelas cidades da região metropolitana da capital.

O lixo que está sendo preparado para a análise foi coletado nas ruas da capital no mês de agosto do ano passado e foi separado em função das classes econômicas e da região geográfica onde foi recolhido. Estão sendo consideradas para a separação as classes A, B,C,D e E, além da classe comercial. Apesar de ainda não ter passado por análise, alguns dados, ainda não conclusivos, chamaram a atenção dos pesquisadores do Cetec como, por exemplo, os tipos de resíduos que compõem o lixo coletado.

De acordo com o pesquisador do STQ Luiz Carlos Pataca, “já foi feita uma análise prévia dos componentes principais e observamos a diferenciação dos resíduos sólidos da classe B em relação às demais. Esta diferenciação ocorreu devido a uma maior quantidade de resíduos de poda neste grupo de amostras. Outra diferenciação mostrada no estudo foi o fato de que os resíduos descartados pela classe comercial têm um maior porcentual de papelão e papel comparado com as outras classes”, explica.

Os resíduos foram recolhidos pela equipe do Setor de Recursos da Terra (SAT), organizados e pesados pelos pesquisadores antes de serem repassados ao STQ. Luiz Carlos conta que todo tipo de material dos restos descartados fará parte do estudo, desde plástico e papelão até lixo de banheiro. Já no segundo setor, o lixo é moído em um moinho de facas e peneirado. Para a preparação dessas amostras, várias foram as dificuldades, sendo a principal encontrar um moinho que conseguisse triturar os resíduos sólidos que foram triados. O aparelho teve de ser adaptado pela empresa Tecnal especialmente para o projeto.

Após o processo de moagem e peneiramento, que é a primeira etapa da preparação das amostras, elas serão prensadas em pastilhas, enroladas em uma resistência metálica e queimadas na presença de oxigênio em um aparelho chamado de calorímetro, que vai determinar o Poder Calorífico Superior (PCS) do resíduo sólido. Para medir o potencial energético, também será necessário saber o Poder Calorífico Inferior (PCI), obtido por meio de cálculo a partir do conhecimento do teor de hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, enxofre e carbono da amostra e seu PCS.

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25/01/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário