Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Governo Aécio realiza 1º Seminário de Recomposição de Áreas de Preservação Permanente

Com a evolução e aperfeiçoamento dos serviços prestados às pessoas como fornecimento de energia, abastecimento de água e tecnologias de ponta, dentre outros, é necessário prestar atenção ao que se faz em relação ao meio ambiente, muitas vezes, matéria-prima de todos os suprimentos humano. Pensando nisso, é necessário debater e dialogar sobre a implantação e manutenção de programas de recomposição de áreas de preservação permanente, as APPs.

O Governo Aécio neves realiza 1º Seminário de Recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APP), que acontece no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), em Belo Horizonte, numa promoção da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), prossegue até esta quarta-feira (17) com o propósito de atualizar conceitos e técnicas referentes à APP, trocar experiências entre os diversos órgãos do setor ambiental quanto à elaboração e aplicação de programas de fomento à conservação e recomposição destas áreas.

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) atenta a sua qualidade na prestação de serviço, mas sem descuidar do meio ambiente, participa do seminário, trocando experiências com os outros participantes acerca da necessidade e desafios do programa de reflorestamento ciliar, através do gerente de Estudos e Manejo da Ictiofauna e Programas Especiais, Newton José Schmidt Prado.

Mediante a necessidade de regularizar seu parque gerador que é anterior à legislação ambiental, a Cemig se dedicou à obtenção das licenças ambientais corretivas de suas usinas. Nesse processo, diversas questões referentes às ações nessa área foram levantadas pela sociedade e governo, o que instigou a necessidade de debater sobre APP.

Para Newton, preservar áreas permanentes é exercer uma função ambiental de preservar recursos hídricos, paisagem, estabilidade geológica, a biodiversidade e o fluxo gênico de fauna e flora, além de proteger o solo e assegurar o bem-estar da população. “Como a energia hidrelétrica é a principal fonte de geração da Cemig, torna-se extremamente importante a manutenção da qualidade e quantidade das águas dos rios mineiros, sendo esse o principal estímulo para as ações promovidas pela Cemig”, explica o gerente.

Desafios do reflorestamento

O principal desafio enfrentado para a instalação de programas de conservação e recomposição de APP é a resistência dos produtores rurais em perder área de cultivo para a preservação ambiental, já que essas áreas, geralmente, são as mais produtivas da propriedade.

Outro entrave é o alto custo de implantação de projetos de recomposição, sendo necessária a manutenção nos plantios por pelo menos dois anos.

Ações da Cemig

Pensando na preservação de suas áreas de atuação, a Cemig possui dois viveiros de mudas com capacidade de produção de 600 mil mudas anuais, suficientes para atender seus programas de revegetação de matas ciliares, sendo o excedente doado para programas desenvolvidos por proprietários rurais, órgãos governamentais e ONGs.

A Empresa possui poucas áreas de APP de sua propriedade, já que as áreas de entorno de seus reservatórios pertencem aos produtores rurais vizinhos. Desse modo, as ações da Cemig visam à identificação de proprietários dispostos a recuperar suas APPs, onde, dependendo dos acordos firmados, a Cemig pode executar todo o projeto, o plantio ou ainda apenas a doação de mudas, ficando a manutenção por conta do parceiro.

Anualmente a Cemig realiza, em média, 60 hectares de reflorestamento. E, em 20 anos, a Cemig já reflorestou cerca de mil por meio de uma análise histórica de matas ciliares e fomentou a recuperação de 50 nascentes.

Anúncios

18/03/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , | Deixe um comentário

Governo Aécio Neves assina protocolo de intenção com empresa que produzirá plástico ecológico em Itamonte, Sul de Minas

O Governo Aécio Neves , por meio do Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), assinou, nesta terça-feira (16), dois protocolos de intenções, no valor de R$ 17 milhões, para implantação das empresas TecnoBag Minas Indústria e Comércio de Plásticos e Injecap Minas Indústria e Comércio de Plásticos, em Itamonte, no Sul do Estado.

Durante a assinatura do protocolo, o diretor da Injecap e da Tecnobag, Giovanni Bergamaschi, anunciou ao presidente do Indi, Adriano Magalhães, que em parceria com a Basf Brasil, a empresa está desenvolvendo o estudo de um novo produto, o plástico compostado ou biodegradável, a ser produzido na unidade de Itamonte.

“Nossa preocupação é criar uma alternativa para reciclagem do plástico e, de vilão, transformá-lo em um produto biodegradável em associação com fibras vegetais. O plástico associado ao amido de milho resultará, por exemplo, na produção de sacolas para supermercados, enquanto junto ao bagaço da cana se transformará em madeira plástica e poderá substituir a madeira”, destacou o empresário.

O presidente do Indi considerou a iniciativa muito interessante, lembrando que para o Estado é importante a instalação de uma empresa inovadora em um pequeno município, gerando emprego e renda. “Cem empregos em uma cidade de 14 mil habitantes significa mais de um mil postos de trabalho em uma grande cidade, pois repercutirá com muito mais força no mercado local, trazendo qualificação da mão de obra e permitindo a implantação de uma nova cadeia produtiva e o surgimento de um novo polo industrial”, enfatizou.

As empresas

Com investimento próprio de R$ 8 milhões, a Tecnobag Minas vai produzir e comercializar filmes plásticos de alta densidade para as indústrias siderúrgica, química e de papel. Deverá ser implantada até o final deste ano, com faturamento inicial previsto de R$ 60 milhões. De 2012 em diante deverá alcançar o valor de R$ 80 milhões, com a geração de 210 empregos diretos e indiretos.

A Injecap Minas receberá investimentos de R$ 9 milhões, também de recursos próprios. Sua produção será tampas plásticas para materiais e embalagens para a indústria alimentícia. Em 2010, a empresa pretende faturar R$ 4 milhões e, a partir de 2012, deverá atingir os R$ 6 milhões. Serão criados 120 empregos diretos e indiretos.

Polo

A Tecnobag e a Injecap pertencem a um grupo de empresas do setor plástico, criado em 1975 em São Paulo, presente em cinco estados brasileiros e que já possui cinco empresas em Itamonte. Em Minas, é responsável pela geração de mais de 600 empregos diretos e no Brasil por 1.700 empregos diretos e 2.500 indiretos.

Giovanni Bergamaschi informou que a intenção do grupo é criar um polo plástico em Itamonte com a produção de filme de polipropileno, filme termoencolhível, strech (filme elástico), sacolas de supermercados, bobinas para hortifrutis, sacos para lixo, filme para indústrias e tampas plásticas.

As duas empresas foram constituídas em novembro de 2009 com o propósito específico de implantação de uma indústria do setor de plásticos em Minas Gerais.

18/03/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , | Deixe um comentário

Governo Aécio implementa estudo e controle da cianobactérias – algas que podem liberar toxinas prejudiciais à saúde

Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) iniciou neste mês de março o projeto “Consolidação de Laboratórios de Referência para Detecção, Identificação e Estudos sobre Cianobactérias”. Em janeiro foi publicado no Diário Oficial do Estado a ordem para liberação de recursos do projeto. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) irá liberar em torno de R$ 520 mil para a compra de equipamentos e adequação da infraestrutura do Cetec para a criação do novo laboratório.

A iniciativa, que faz parte doPolo de Excelência em Recursos Hídricos de Minas Gerais da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e terá duração de dois anos, prevê a instalação de infraestrutura na instituição que a capacitará para realizar análises de amostras de águas dos rios do Estado para detecção de cianobactérias e determinação da presença ou não das cianotoxinas nos cursos d’água. Também será possível a quantificação dessas toxinas mediante comparação com amostras padrão.

As cianobactérias, também conhecidas popularmente como algas azuis, apesar de serem bactérias, estão presentes em qualquer tipo de curso d’água, mas quando se proliferam em excesso podem liberar toxinas que causam a morte de peixes, animais e seres humanos. Normalmente essa proliferação sem controle acontece em áreas que sofrem eutrofização, ou seja, o excesso de nutrientes na água. Essas substâncias químicas, particularmente Fósforo e Nitrogênio, são mais presentes em rios nos quais são despejados esgoto doméstico, rejeitos de processamento de laticínios e fertilizantes.

De acordo com a pesquisadora do Setor de Biotecnologia e Tecnologia Química (SDB), Patrícia Faleiro Pimentel, o atual laboratório de microbiologia ambiental e biotecnologia passará a ter um espaço destinado à biologia molecular, que será utilizado para detecção dos genes das cianobactérias, o que vai gerar uma previsão mais rápida e precisa a respeito da presença desses organismos tóxicos no ambiente. “Para a implantação dos novos equipamentos, estamos numa etapa de disponibilização de espaço, reorganizando as coisas dentro do laboratório. Também estamos realizando treinamentos fora do estado, levantamento do material que precisaremos comprar, e contratação de estagiários. Outras atividades desenvolvidas são reuniões entre os setores envolvidos para determinação de planos de trabalhos e cronogramas”. Ao todo, 15 pesquisadores da instituição estarão envolvidos. Além do SDB participam os setores de Medições Ambientais (SAM) e Recursos da Água (SAA).

Além de resolver uma demanda do estado que estava se tornando um problema de saúde pública, particularmente no Norte de Minas, o novo laboratório do Cetec será uma instalação multiuso que estará à disposição de outros projetos da casa. “Atualmente o pesquisador Agostinho Clóvis, do SAA, realiza para a Regap a filetagem de peixes e eles são levados para laboratórios do Rio de Janeiro para serem analisados. Depois que o laboratório estiver funcionando, isso não será mais necessário e poderemos fazer a análise de cianotoxinas em peixes no próprio Cetec. Isso será bom para a Regap e para nós, agregando mais uma possibilidade de pesquisa às que já efetuamos”, completou.

18/03/2010 Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Operação Pá de Cal: Governo Aécio intensifica fiscalização em 32 mineradoras no Centro Oeste de Minas

Teve início nessa segunda-feira (15) aOperação Pá de Cal que conta com a participação da Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) do Alto São Francisco. A operação prevê a fiscalização de 32 mineradoras na região do município de Pains, no Centro-Oeste do Estado. As empresas serão fiscalizadas em diversas áreas, cabendo a Supram avaliar questões do ponto de vista da regularização ambiental referente à exploração de calcário. As atividades se encerram nesta sexta-feira (19).

Além da Supram, participam da operação 150 membros de diversos órgãos sendo eles: Ministérios Públicos Federal (MPF), Estadual (MPE) e do Trabalho (MPT); polícias Federal e Militar; Exército Brasileiro; Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM); Ministério do Trabalho; Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO); Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Todas as ações estão sendo coordenadas da cidade de Arcos, onde foi montado um Centro de Apoio que conta com representantes dos órgãos envolvidos. Pains é o município com o maior número de cavidades naturais subterrâneas conhecidas no país. São 804 cavernas, o que representa uma média de duas cavidades por quilômetro quadrado. O Estado de Minas Gerais abriga 38,87% das unidades espeleológicas brasileiras.

A extração e o beneficiamento do calcário, principal atividade da região, provoca grande impacto no meio ambiente. As mineradoras degradam o solo e podem causar abalos que fazem desmoronar cavernas, além de gerar poluição atmosférica e sonora.

18/03/2010 Posted by | Meio Ambiente | , , , , , | Deixe um comentário