Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Governo Aécio implementa estudo e controle da cianobactérias – algas que podem liberar toxinas prejudiciais à saúde

Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) iniciou neste mês de março o projeto “Consolidação de Laboratórios de Referência para Detecção, Identificação e Estudos sobre Cianobactérias”. Em janeiro foi publicado no Diário Oficial do Estado a ordem para liberação de recursos do projeto. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) irá liberar em torno de R$ 520 mil para a compra de equipamentos e adequação da infraestrutura do Cetec para a criação do novo laboratório.

A iniciativa, que faz parte doPolo de Excelência em Recursos Hídricos de Minas Gerais da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e terá duração de dois anos, prevê a instalação de infraestrutura na instituição que a capacitará para realizar análises de amostras de águas dos rios do Estado para detecção de cianobactérias e determinação da presença ou não das cianotoxinas nos cursos d’água. Também será possível a quantificação dessas toxinas mediante comparação com amostras padrão.

As cianobactérias, também conhecidas popularmente como algas azuis, apesar de serem bactérias, estão presentes em qualquer tipo de curso d’água, mas quando se proliferam em excesso podem liberar toxinas que causam a morte de peixes, animais e seres humanos. Normalmente essa proliferação sem controle acontece em áreas que sofrem eutrofização, ou seja, o excesso de nutrientes na água. Essas substâncias químicas, particularmente Fósforo e Nitrogênio, são mais presentes em rios nos quais são despejados esgoto doméstico, rejeitos de processamento de laticínios e fertilizantes.

De acordo com a pesquisadora do Setor de Biotecnologia e Tecnologia Química (SDB), Patrícia Faleiro Pimentel, o atual laboratório de microbiologia ambiental e biotecnologia passará a ter um espaço destinado à biologia molecular, que será utilizado para detecção dos genes das cianobactérias, o que vai gerar uma previsão mais rápida e precisa a respeito da presença desses organismos tóxicos no ambiente. “Para a implantação dos novos equipamentos, estamos numa etapa de disponibilização de espaço, reorganizando as coisas dentro do laboratório. Também estamos realizando treinamentos fora do estado, levantamento do material que precisaremos comprar, e contratação de estagiários. Outras atividades desenvolvidas são reuniões entre os setores envolvidos para determinação de planos de trabalhos e cronogramas”. Ao todo, 15 pesquisadores da instituição estarão envolvidos. Além do SDB participam os setores de Medições Ambientais (SAM) e Recursos da Água (SAA).

Além de resolver uma demanda do estado que estava se tornando um problema de saúde pública, particularmente no Norte de Minas, o novo laboratório do Cetec será uma instalação multiuso que estará à disposição de outros projetos da casa. “Atualmente o pesquisador Agostinho Clóvis, do SAA, realiza para a Regap a filetagem de peixes e eles são levados para laboratórios do Rio de Janeiro para serem analisados. Depois que o laboratório estiver funcionando, isso não será mais necessário e poderemos fazer a análise de cianotoxinas em peixes no próprio Cetec. Isso será bom para a Regap e para nós, agregando mais uma possibilidade de pesquisa às que já efetuamos”, completou.

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18/03/2010 - Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , , , , ,

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