Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Diagnóstico sobre o Rio das Velhas terá oficina temática organizada pelo Governo Anastasia e UFMG

Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), órgão do Governo Antonio Anastasia, em parceria com o Projeto Manuelzão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Comitê de Bacia do Rio das Velhas (CBH Velhas), realiza nesta terça-feira (18) oficina temática com o objetivo de apresentar e levantar informações complementares para a conclusão do Diagnóstico “Velhas Sustentável”.

O diagnóstico foi proposto no final de 2008 e se consolida como um documento que faz uma radiografia dos problemas ambientais na área de abrangência do Projeto Estruturador de Revitalização do Rio das Velhas – Meta 2010. Este documento, composto de dados coletados junto a órgãos estaduais do governo e parceiros do projeto estruturador, fornecerá as diretrizes para as ações de melhoria, além de orientar ações de fiscalização na região da Meta 2010.

Os resultados desta coleta de informações estão sendo apresentados às comunidades das sub-bacias do rio das Velhas em seu trecho metropolitano, para validação e levantamento de ações que contribuam para a revitalização do rio. Quatro oficinas já foram realizadas nos municípios de Itabirito, Santa Luzia, Sete Lagoas e Belo Horizonte. A quinta oficina acontece em Matozinhos, onde será apresentado o Diagnóstico ambiental da sub-bacia do ribeirão da Mata.

Em junho acontece o seminário final, com a consolidação de todas as informações levantadas, que serão apresentadas para toda a sociedade. “A forma com que o diagnóstico está sendo construído é muito importante, com a participação efetiva da população, inclusive sugerindo ações e medidas que possam ser adotadas. Isso, além de ser um instrumento de mobilização é um grande avanço no aspecto democrático”, ressalta a coordenadora executiva do projeto estruturador, Myriam Mousinho.

Diagnóstico Velhas Sustentável

O diagnóstico “Velhas Sustentável” identificou os pontos frágeis em relação a áreas com potencial de erosão. Com uma alta taxa de urbanização, municípios como Belo Horizonte e Contagem apresentam uma economia baseada na metalurgia e siderurgia básica. A atividade agropecuária começa a ganhar força na economia dos municípios a partir do distanciamento da RMBH. As informações sobre o solo e sobre as atividades econômicas são fundamentais no combate à poluição difusa, provocada por carreamento de sedimentos para o leito do rio, entre outras causas.

Outro dado levantado pelo diagnóstico foi com relação ao índice de internações provocadas por doenças de veiculação hídrica. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 85% das doenças conhecidas são de veiculação hídrica, ou seja, relacionadas à água. De acordo com o documento, nas sub-bacias do Onça e do Arrudas, que abrangem os municípios de Belo Horizonte, Contagem e Sabará, esse índice chega a 3,11% em Sabará, que não possui estação de tratamento de esgoto. Em BH é de 1,20% e em Contagem chega a 0,99%. Essas doenças podem estar relacionadas com as condições de moradias.

O documento levantou também as Unidades de Conservação na região da Meta 2010. São 24 UCs e duas áreas de proteção especial cadastradas junto ao Instituto Estadual de Florestas (IEF), das quais nove estão na sub-bacia do ribeirão Arrudas (seis de proteção integral e duas de uso sustentável, além de uma área de proteção especial), e cinco na sub-bacia do Onça (quatro de proteção integral e uma de uso sustentável).

Usando outras ferramentas como Zoneamento Ecológico Econômico e o Atlas para Preservação da Biodiversidade em Minas, o “Velhas Sustentável” ratifica a importância das unidades de conservação existentes na bacia. Afirma, por exemplo, que os parques do Rola Moça e da Baleia (estaduais) e do Mangabeiras (municipal) são de grande importância ambiental, porém, são ambientes frágeis que necessitam de fiscalização.

O problema da disposição adequada de resíduos sólidos também foi apresentado no diagnóstico. Dos 27 municípios da bacia, 10 utilizam aterro sanitário, cinco aterro controlado, três têm unidade de triagem e compostagem e nove ainda dispõem os resíduos de forma inadequada, nos lixões. Considerando apenas os três municípios: Belo Horizonte, Contagem e Sabará, que dispõem os seus resíduos sólidos urbanos em aterro sanitário, observamos que 72,7% da população dos municípios da área de abrangência da Meta 2010 são atendidos por uma destinação ambientalmente correta de seus resíduos.

Serviço:

Evento: Diagnóstico Velhas Sustentável

Data: 18/05/2010

Horário: 14 as 17 horas

Local: Garden House, rua Paulo Gonçalves, nº 407, bairro Progresso, Matozinhos (MG)

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18/05/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Programa de Habitação do Governo Aécio Neves entrega casas com aquecedores solares

As 225 famílias que moram no Conjunto Habitacional Village III, construído pela Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab/MG) em Montes Claros, no Norte de Minas, serão as primeiras a receberem em suas casas a instalação de aquecedor solar, como resultado da parceria com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) que prevê a implantação do equipamento em 15 mil moradias do Lares Geraes Habitação Popular (PLHP), programa habitacional iniciado Governo Aécio Neves

A montagem dos aquecedores começa nesta segunda quinzena de maio e, depois de Montes Claros, passará a beneficiar as demais cidades da região Norte que dispõem de conjuntos habitacionais do PLHP e, em seguida, nas demais regiões do Estado. A instalação pela Cemig dos 15 mil aquecedores solares é produto do convênio assinado com a Cohab/MG e atenderá 244 conjuntos habitacionais no total de 172 cidades de todo o Estado.

Os equipamentos do sistema de aquecimento solar substituem os chuveiros elétricos e têm capacidade de 200 litros de água aquecida, que possibilitam a média de cinco banhos diários. Com os aquecedores, o mutuário fará uma economia de 30% a 40% no consumo de energia elétrica. Além disso, serão colocadas a cada ano 25 mil lâmpadas fluorescentes compactas de 25 Watts, de baixo consumo, sendo cinco em cada casa.

A parceria realizada pela Cohab/MG e Cemig foi, recentemente, destaque na revista Sun & Wind Energy, editada na Alemanha e que aborda temas sobre energia renováveis como solar e eólica.

Com o intuito de facilitar a instalação dos equipamentos solares, foram desenvolvidos dois tipos de suporte. Um a ser adotado nos casos onde o engradamento metálico já contempla duas esperas para o encaixe do suporte do boiler; e o segundo, chamado de “individual”, que possui uma base a ser fixada na laje, junto às alvenarias, para atender aos demais engradamentos, inclusive onde foi utilizada a madeira.

Em reunião entre representantes da Cemig – o engenheiro e coordenador do programa na empresa, Davidson Andreoni; o consultor José Carlos Ayres e o gerente Leonardo Resende Rivetti – e da Cohab/MG – o diretor de Desenvolvimento e Construção, José Antônio Cintra; a engenheira Maria Lúcia e o gerente de Obras, Adenilson Dias – foi apresentado e aprovado o projeto de suporte individual. A empresa vencedora da licitação apresentará, oportunamente, para análise e aprovação da Cohab/MG, o projeto do suporte para os engradamentos com duas esperas.

Desse total de 2.286 equipamentos, 1.215 estão em casas construídas pela Cohab/MG no âmbito do Lares – Habitação Popular, programa habitacional do Governo de Minas que vem sendo executado desde meados de 2005. De acordo com o novo convênio firmado entre Cohab/MG e Cemig, em 25 de novembro de 2008, o equipamento tem as seguintes características técnicas:

– Reservatório de 200 litros;

– Atende até cinco banhos diários, com conforto;

– Coletor com dois metros quadrados: coleta média mensal equivalente a 1.430 KWh/mês;

– Horário indicado para banhos: durante o dia;

– GMG/Cohab pioneiros: experiência bem sucedida indicou uso geral; instalação em todas as casas de um conjunto inovação no Brasil;

– Sistema de instalação simplificado, mesmo na casa já pronta, sem danificá-la;

– Abastecimento direto da rede de água pública;

– Etiquetado pelo Inmetro, categoria B; garantia de cinco anos; excelente qualidade;

– Mesmo com céu nublado aquece;

– Economia em torno de 30 a 40% no consumo de energia;

– Alterna com chuveiro elétrico.

Aquecedores

18/05/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , | Deixe um comentário