Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Ações de Aécio junto à agricultura familiar permitiram expansão da atividade em Minas e regulamentação de lei federal facilitará obtenção de recursos de produtores mineiros.

Nova lei de extensão rural facilita acesso a recursos
Assistência técnica: Com apoio, produção dos agricultores cresce 9%
Fonte:
Rosangela Capozoli, para o Valor, de São Paulo

Menos burocracia e maior sustentabilidade e agilidade na obtenção de recursos. Esse é principal objetivo da Lei Geral da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) sancionada em janeiro e que está à espera da regulamentação para, em seguida, ser dado o sinal verde para as primeiras chamadas públicas para atendimento aos agricultores.

“O decreto de regulamentação está pronto na Casa Civil. Já avançamos e elaboramos o sistema de informática por onde a lei vai tramitar, começando pelo credenciamento dos produtores da agricultura familiar”, afirma Argileu Martins da Silva, diretor do departamento de assistência técnica e extensão rural do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA). A Lei Geral de Assistência Técnica e Extensão Rural, institui a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para Agricultura Familiar (Pnater) e cria o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (Pronater).

“A Lei de Ater reforça os investimentos do governo federal em assistência técnica e extensão rural”, diz Nilton Cosson, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Assistência Técnica Extensão Rural (Asbraer) e secretário de Extensão Agro Florestal e Produção Familiar do Acre. A lei avançou e o orçamento do setor acompanhou a evolução. Em 2003, os recursos disponíveis para o segmento eram de R$ 42 milhões e passaram para R$ 482 milhões no ano passado, um salto de 1.000% no prazo de sete anos, com um total acumulado R$ 1,57 bilhão no período. Para 2010, a proposta de lei orçamentária é de quase quadruplicar. “Podemos afirmar que deverá atingir R$ 1,8 bilhão em todo o Brasil”, diz Martins da Silva. O número de agricultores e assentados da reforma agrária atendidos pela extensão rural também cresceu. “O aumento de família assistida pela Ater passará de 3,04 milhões de famílias assistidas em 2009 para cerca de 3,5 milhões de famílias neste ano”, estima Cosson.

Depois de quase dez anos de luta para aprovação da lei, representantes do setor apostam que ela dará mais impulso a um serviço que anteriormente estava atrelado a convênios, impedindo que os recursos chegassem no momento de necessidade do agricultor. Agora, os repasses serão feitos por edital, para cada situação específica. “O apoio à produção familiar é dinâmico e às vezes os recursos não saem no momento exato. A Lei Geral de Ater tem dois aspectos principais: dá continuidade ao processo e não terá mais interrupção em função de projetos ou convênios”, diz Cosson. O serviço contratado através de edital, segundo ele, irá fortalecer e garantir uma assistência mais forte e mais qualificada aos produtores.

Com a lei, a extensão rural passa a ser reconhecida como “serviço essencial, da mesma forma que a saúde, a educação e a segurança, e os recursos federais vão chegar mais fácil e rapidamente aos agricultores familiares e de forma continuada e articulada com o calendário agrícola, possibilitando mais investimentos no campo”, diz Antonio Lima Bandeira, presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

Martins da Silva destaca a importância da assistência técnica na agricultura familiar e aponta o resultado da produtividade de algumas culturas que tiveram acesso, dando como exemplo o programa Mais Alimentos. “Os agricultores que receberam assistência técnica tiveram um aumento de 9% na produção de alimentos na última safra sobre a anterior”, afirma. O leite, por exemplo, teve um ganho de 18,25%, seguido da mandioca com 13,4%, milho 9,3% e o feijão 8,9%. Outras culturas como café, trigo e arroz tiveram aumento de 7,6%, 5,4% e 3,2%, respectivamente. “A assistência técnica é a mola propulsora das demais políticas. Quanto mais acesso a políticas públicas e conhecimento a agricultura familiar receber, maior o índice de crescimento”, garante.

Após o “esfacelamento” da extensão rural, ela foi restabelecida a partir de 2002 com a criação do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) dentro do MDA. “Hoje, em quase todas as unidades da federação houve uma recomposição do sistema de extensão rural. Entidades que não existiam mais estão sendo reconstruídas”, diz Cosson. Pelas suas contas, hoje são mais de 17 mil técnicos profissionais focados na extensão rural. “O serviço de extensão rural está em 5.561 municípios, ou seja, em 95,3% dos municípios com a presença da extensão rural. A meta é atingir 100% até 2011.”

“A aprovação da Lei Geral de Ater deverá trazer avanços importantes para afirmação da política pública de assistência técnica e extensão rural nos Estados, proporcionando às Emateres mais flexibilidade na aplicação dos recursos e investindo-os da forma mais apropriada”, afirma Lima Bandeira que também é professor e doutor em economia rural. Ele garante que vai dar sequência ao projeto atual do ex-governador Aécio Neves para a Ater no Estado e ressalva que, “às vezes, fará um necessário ajuste por questão de estilo. Não temos um projeto novo, mas temos ideias e a inspiração conceitual para reviver posições pessoais, tendo em mente a caminhada já iniciada e que vamos prosseguir”. Sobre os avanços da extensão rural mineira nos últimos anos, o presidente lembra que a empresa se modernizou graças aos investimentos do governo de Minas.

Segundo Cosson, desde 1990 o orçamento para extensão rural e assistência técnica tem sido sustentado pelos Estados, de acordo com suas possibilidade. “Hoje, os Estados estão bancando quase que a totalidade, mas com a lei esse processo deverá sofrer modificações e é possível que retome 50% por parte do governo federal e os Estados arquem com o restante”, comenta.

O aumento médio da safra da agricultura familiar tem sido entre 5% e 10%. “Todo ano temos recorde de safras e o importante não é só o aumento da produtividade, mas incorporar áreas que não estão no processo de extensão”, lembra Cosson. Ele diz ainda que na Amazônia, por exemplo, são 2 milhões de hectares a serem incorporados. “Temos um grande avanço a fazer e isso está sendo feito através do fortalecimento familiar que é responsável por uma média de 80% da produção de alimentos do país. Essa lei privilegia o setor”, resume.

22/06/2010 Posted by | Ação Sustentável, Cidadania | , , , , , , | Deixe um comentário

Debate público discute desmatamento na Mata Atlântica

O Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) realizou, nesta sexta-feira (18), um debate público sobre o desmatamento do Bioma Mata Atlântica no Brasil. O encontro contou com a presença do secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, com o diretor-executivo da ONG SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, da presidente da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), Maria Dalce Ricas, e dos representantes da Associação Mineira de Silvicultura (AMS), Dárcio Calais, e da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Fetaemg), Carlos Alberto Santos.

No encontro, foram debatidos os dados divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica no dia 27 de maio, que relatam o desmatamento de Mata Atlântica em todos os estados brasileiros com ocorrência do bioma. Os dados revelam uma diminuição do percentual de área desmatada em Minas Gerais em relação à área do bioma no início de cada período avaliado. Esse percentual passou de 4,27% no período 1995/2000 para 0,47% no último levantamento (2008/2010). A área desmatada em hectares também vem sofrendo redução a cada período. Importante ressaltar que o número de municípios mineiros que desmatou o bioma caiu de 405, no período de 2005/2008, para 159 no último levantamento.

“Minas Gerais é o estado que possui a maior área remanescente de Mata Atlântica do país. São 2.624.626 hectares do bioma, cerca de 300 mil hectares a mais do que o estado de São Paulo, que tem 2.304.854 hectares, a segunda maior área”, ressaltou José Carlos Carvalho. O secretário também destacou que os números relativos ao desmatamento estão relacionados à nova delimitação do bioma mata atlântica em Minas Gerais, estabelecida pela Lei Federal 11.428, regulamentada pelo decreto 6660/2009, que incluiu as fisionomias florestais deciduais do Norte de Minas como pertencentes à Mata Atlântica.

“Os números apresentados pela SOS Mata Atlântica estão coerentes com o monitoramento contínuo realizado pelo Estado em parceria com Universidade Federal de Lavras desde 2003. De acordo com os dados oficiais, houve supressão de 12.100 hectares nos municípios de ocorrência de mata atlântica entre junho de 2008 e junho de 2009. No Estado como um todo, incluindo os biomas cerrado caatinga e mata atlântica, o desmatamento total foi de 30.687 ha, cerca de 35% menos que em relação ao mesmo período no ano agrícola anterior (2007/2008)”, informou o secretário.

José Carlos Carvalho destacou que o Instituto Estadual de Florestas (IEF) tem como um dos focos de sua atuação a recuperação de áreas degradas por meio do plantio de espécies vegetais nativas do Estado de Minas Gerais, existentes nos biomas cerrado e mata atlântica. Nessas ações, o IEF promove mobilização e educação ambiental de comunidades em prol da conservação e recuperação florestal; capacitação dos produtores rurais, parceiros e técnicos em tecnologias de produção de mudas, extensão florestal, recuperação de áreas degradadas e outros temas associados à questão ambiental.

Entre os anos de 2007 e 2009, foram recuperados 17.666 hectares de mata atlântica, beneficiando diretamente 3.347 produtores rurais. As ações incluem recuperação de áreas degradadas e proteção de nascente. “Queremos, com a divulgação dos dados da Fundação, estimular ações de recuperação florestal e de proteção da mata atlântica, justamente como é feito em Minas”, declarou Mario Mantovani.

21/06/2010 Posted by | Meio Ambiente | , , , , , | Deixe um comentário

Meta 2010 apresenta resultado final do relatório Velhas Sustentável

O Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), o Projeto Manuelzão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Velhas), apresentam na próxima terça-feira (22), às 14h, no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), em Belo Horizonte, o relatório final do diagnóstico ambiental “Velhas Sustentável”.

O documento, proposto em 2008, foi consolidado por meio de oficinas temáticas, realizadas nas sub-bacias dos rios Itabirito, do Peixe, Jequitibá, Caeté-Sabará, Taquaraçu, Jaboticatubas e das sub-bacias dos ribeirões do Arrudas, Onça e da Mata. A partir de dados de órgãos governamentais e de parceiros, além de contribuições das comunidades envolvidas com representação de prefeituras, setor produtivo e sociedade civil, foi possível fazer uma radiografia dos problemas ambientais na área de abrangência do Projeto Estruturador de Revitalização do Rio das Velhas – Meta 2010.

O diagnóstico “Velhas Sustentável” identificou problemas como focos erosivos, expansão urbana desordenada, passivo de mineradoras, disposição inadequada de resíduos sólidos urbanos, doenças de veiculação hídrica, saneamento básico, nascentes desprotegidas, dentre outros, e propôs possíveis soluções e ações necessárias para resolver os problemas enfrentados nas sub-bacias estudadas. “A forma com que o diagnóstico foi construído é muito importante, com a participação efetiva da população, inclusive sugerindo ações e medidas que possam ser adotadas. Isso, além de ser um instrumento de mobilização, é um grande avanço no aspecto democrático”, ressalta a coordenadora executiva do projeto estruturador, Myriam Mousinho.

Desafios

Dentre os principais desafios enfrentados pelo diagnóstico podemos ressaltar o levantamento sobre as doenças de veiculação hídrica e o saneamento nas bacias. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 85% das doenças conhecidas são de veiculação hídrica, ou seja, relacionadas à água. De acordo com o documento, nas sub-bacias do Onça e do Arrudas, que abrangem os municípios de Belo Horizonte, Contagem e Sabará, esse índice chega a 3,11% em Sabará, que não possui estação de tratamento de esgoto. Em Belo Horizonte é de 1,20% e em Contagem chega a 0,99%. Essas doenças podem estar relacionadas com as condições de moradia. As oficinas temáticas citaram como possíveis soluções, a educação da comunidade ribeirinha e a articulação com os subcomitês, para uma atuação de forma mais preventiva.

O documento levantou também as Unidades de Conservação (UC) na região da Meta 2010. São 24 UCs e duas áreas de proteção especial cadastradas junto ao Instituto Estadual de Florestas (IEF), das quais nove estão na sub-bacia do ribeirão Arrudas (seis de proteção integral e duas de uso sustentável, além de uma área de proteção especial), e cinco na sub-bacia do Onça (quatro de proteção integral e uma de uso sustentável).

Usando outras ferramentas como Zoneamento Ecológico Econômico e o Atlas para Preservação da Biodiversidade em Minas, o “Velhas Sustentável” ratifica a importância das unidades de conservação existentes na bacia. Afirma, por exemplo, que os parques do Rola Moça e da Baleia (estaduais) e do Mangabeiras (municipal) são de grande importância ambiental, porém, são ambientes frágeis que necessitam de fiscalização. O problema da disposição adequada de resíduos sólidos também foi apresentado no diagnóstico.

Dos 27 municípios da bacia, 10 utilizam aterro sanitário, cinco aterro controlado, três têm unidade de triagem e compostagem e nove ainda dispõem os resíduos de forma inadequada, nos lixões. Considerando apenas os três municípios: Belo Horizonte, Contagem e Sabará, que dispõem os seus resíduos sólidos urbanos em aterro sanitário, observamos que 72,7% da população dos municípios da área de abrangência da Meta 2010 são atendidos por uma destinação ambientalmente correta de seus resíduos.

Para o problema da disposição adequada de resíduos sólidos, o diagnóstico propôs o trabalho junto à população para a redução da produção de lixo e a implementação de ações educacionais para incentivar a redução de resíduos sólidos, como por exemplo, o uso de sacolas plásticas. Além disso, foi proposto a criação de programas de educação ambiental envolvendo escolas e comunidades, a viabilidade da constituição de consórcio para aterro sanitário nos municípios que ainda não possuem aterro, a elaboração de planos integrados de gerenciamento de resíduos, a liberação pelo Fhidro de recursos para a elaboração de projetos básicos e executivos, visando a implantação de Aterro Sanitário e Usina de Triagem e Compostagem de resíduos sólidos urbanos.

Serviço:

Evento: Apresentação do relatório final do diagnóstico ambiental “Velhas Sustentável”

Data: 22/06/2010

Horário: 14h

Local: CMRR, rua Belém, nº 40, bairro Esplanada, Belo Horizonte

21/06/2010 Posted by | Água, Meio Ambiente | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Copasa é a mais bem avaliada empresa de saneamento do país

Um estudo, publicado nesta quinta-feira (17), no jornal Brasil Econômico, mostra que a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) foi a única empresa de saneamento que teve boa avaliação nas oito categorias do levantamento feito pela Associação Brasileira das Concessionárias Privadas dos Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon). A pesquisa avaliou 26 companhias estaduais de saneamento do país.

O estudo, elaborado com base em dados do Ministério das Cidades, levou em conta critérios de rentabilidade, produtividade, geração de caixa e capacidade de endividamento das empresas. Os desempenhos foram divididos entre bom, razoável, baixo e insuficiente.

A Copasa ficou na frente da Sabesp (SP) e da Sanepar (PR), avaliadas como boas em sete categorias. As companhias de Goiás (Saneago), Rio Grande do Sul (Corsan), Bahia (Embasa) e Espírito Santo (Cesan) foram aprovadas em seis das oito categorias.

As 19 restantes ficaram abaixo do regular em mais de três critérios, sendo que sete delas foram aprovadas em apenas uma ou nenhuma das categorias (Cosanpa/PA, Caema/MA, Caerd/RO, Caer/RR, Caesa/AP, Deas/AC e Cosama/AM).

Para o presidente da Copasa, Ricardo Simões, esse resultado é o coroamento do esforço da gestão que se iniciou em 2003, com o chamado Choque de Gestão. “As empresas estabeleceram metas claras e objetivas, com indicadores de desempenho, que aferem todo o tempo a administração, permitindo transformar a empresa em referência de qualidade no setor de serviço público”.

O estudo da associação mostra ainda que a maioria das empresas de saneamento, controladas por autarquias municipais e estaduais, é mal gerenciada e tem as finanças comprometidas, o que dificulta a captação de verbas junto ao Governo Federal. Segundo avaliação do presidente da Abcon, Yves Besse, as companhias não só não conseguem elaborar os projetos necessários para pleitear a verba federal, como não possuem condições financeiras mínimas para receberem linhas de financiamento.

Os dados apresentados também mostram que apenas 28% dos R$ 35 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), destinados pela União à área de saneamento, foram desembolsados.

Nos últimos sete anos, os investimentos da Copasa superaram os cinco bilhões de reais. Estes recursos foram aplicados em diversos empreendimentos com a utilização de tecnologia de ponta proporcionando a modernização e melhoria dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Além disso, esses empreendimentos levaram mais oportunidades de negócios para as cidades, promovendo o seu desenvolvimento, gerando mais emprego e contribuindo para a preservação do meio ambiente. Outros R$ 3 bilhões ainda estão previstos dentro do programa de investimento da companhia para serem aplicados, até 2012, com o objetivo de ampliar e melhorar o saneamento.

21/06/2010 Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , , , | Deixe um comentário

Governo firma parceria para estudos sobre recursos hídricos

O governador Antonio Anastasia assinou, nesta quinta-feira (17), no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, protocolo com a Fundação Jacques Cousteau estabelecendo cooperação técnico-científica para o desenvolvimento e execução de programas e projetos voltados para a pesquisa, conservação e educação ambiental, com prioridade para os temas ligados aos recursos hídricos em Minas Gerais.

“Somos um estado com grande riqueza nos recursos hídricos e, por isso, a importância dessa parceria com uma fundação tão renomada”, destacou o governador em seu pronunciamento.

Governador Anastasia entrea Medalha da Inconfidência a Francine Cousteau

Governador Antonio Anastasia e Francine Cousteau na Cidade Administrativa

Governo de Minas, através das Secretarias de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e daFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), e a Fundação Jacques Cousteau se comprometeram, com o protocolo, a estabelecer ações e mobilizar suas unidades e seus serviços para o desenvolvimento dos programas de pesquisa.

A presidente da Fundação, Francine Cousteau, viúva do comandante Jacques Cousteau, destacou que não poderia haver melhor momento para firmar a parceria com Minas Gerais e celebrar a memória de Cousteau, já que neste ano de 2010 se comemora seu centenário.

“O Brasil começa a dar um exemplo para mundo no cuidado com seus recursos hídricos. E é uma alegria estar junto com Minas Gerais, através de ações concretas como esta que assinamos hoje, porque o trabalho que fazemos agora é para as gerações futuras, para nossos filhos, netos e bisnetos”, afirmou.

Centro Cousteau

Durante a solenidade, o governador autorizou o Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais (Deop/MG), em acordo com aUniversidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), a ceder um terreno para a implantação do Centro Cousteau para as Águas e do Centro Unesco-Cousteau de Ecotecnia, ao lado do Instituto Hidroex em Frutal, no Triângulo Mineiro.

O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alberto Portugal, explicou que a parceria com a Fundação Cousteau para novos estudos sobre os recursos hídricos consolida em Minas uma das principais estruturas para pesquisas sobre águas do Brasil e da América Latina. “A Fundação Cousteau é mais um parceiro que irá atuar, ao lado do Governo de Minas, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Empraba) e da Agência Nacional de Águas, nas pesquisas em Frutal”, destacou.

O governador Antonio Anastasia condecorou ainda a Fundação Cousteau, através de sua presidente, com a Medalha da Inconfidência, maior comenda oferecida pelo Governo de Minas.

Hidroex

A implantação do Centro Cousteau para as Águas e do Centro Unesco-Cousteau de Ecotecnia, em Frutal, foi autorizada nessa quarta-feira (16) pelo Ministério de Ciência e Tecnologia. As duas estruturas irão funcionar de maneira integrada, instaladas fisicamente ao lado do Instituto Hidroex, em Frutal.

O Centro de Ecotecnia desenvolverá técnicas e programas para a recuperação e preservação de áreas degradadas. Centros semelhantes já foram implantados em 13 países. No caso da unidade de Frutal, o trabalho será voltado para a restauração do Cerrado Brasileiro. Já o Espaço Cousteau para as Águas vai abrigar uma ampla exposição das atividades desenvolvidas por Jacques Cousteau.

O Hidroex foi idealizado para ser o difusor de conhecimento sobre a questão das águas para a América Latina e a África e para atuar na recuperação de biomas estratégicos, com chancela da Unesco. A proposta para a implantação do Hidroex foi apresentada pelo Governo de Minas, com apoio do governo federal e também de entidades do terceiro setor e organismos internacionais ligados ao meio ambiente. Em maio de 2008, o projeto foi aprovado no Conselho de Hidrologia da Unesco. Em outubro de 2009, durante a conferência geral da Unesco, foi referendado.

Centenário de Cousteau

Várias homenagens estão sendo realizadas em diversas partes do mundo para comemorar o centenário do militar, oceanógrafo e explorador francês Jacques Cousteau, nascido em junho de 1910. Capitão da marinha francesa, Cousteau desenvolveu veículos subaquáticos e, juntamente com o engenheiro Émile Cagnan, inventou o aqualung, cilindro portátil de ar comprimido para usar debaixo d’água.

Criou também a câmera de TV submarina. Seus estudos foram fundamentais para a exploração de petróleo no mar do Norte e para a pesquisa dos hábitos de muitas espécies de animais. Com a câmera subaquática, registrou em inúmeros filmes, suas viagens a bordo do barco Calypso, do qual se tornou comandante em 1950.

Fez vários documentários de longa-metragem, entre eles “O Mundo do Silêncio” (1955), que ganhou o Oscar e a Palma de Ouro do Festival de Cannes. Outro documentário, “O Mundo sem Sol” (1964), também foi premiado com o Oscar. Em suas pesquisas pelo mundo, que incluíram diversas viagens ao Brasil, demonstrou extrema preocupação com a manutenção do equilíbrio da ecologia e com a preservação das espécies. Faleceu em 25 de junho de 1997.

O governador Antonio Anastasia destacou a importância das pesquisas realizadas por Cousteau e ressaltou que ele continua sendo um grande exemplo. “A nossa missão é colocar para cada mineiro o sonho e o trabalho de Cousteau na preservação da nossa terra”, afirmou.

21/06/2010 Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Minas se prepara para o vazio sanitário da soja e do algodão

No período de 28 de junho a 1º de julho, profissionais da área de defesa sanitária vegetal do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) participarão de um treinamento preparatório para fiscalização do Vazio Sanitário da soja e do algodão. O objetivo é fiscalizar 80 propriedades de algodão e 655 de soja em todo o Estado, para verificar se os produtores cumprem a legislação vigente. O treinamento acontecerá em Patos de Minas, região de grande concentração de lavouras da soja e do algodão.

De 1º de julho a 30 de setembro, é proibido o plantio de soja em território mineiro, a não ser nas áreas de pesquisa científica e de produção de sementes genéticas autorizadas pelo IMA. O objetivo é evitar que o fungo causador da Ferrugem da Soja se multiplique durante o final da entressafra. No período de 90 dias os produtores não poderão manter plantas de soja vivas. Todos os estados produtores de soja e algodão são obrigados a estabelecer o Vazio Sanitário, pois é uma exigência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Já o período do Vazio Sanitário do Algodão acontece de 20 de agosto a 20 de outubro e é uma das medidas fitossanitárias para a prevenção e controle do Bicudo do Algodoeiro (espécie de besouro).

Este é o primeiro ano que vai ocorrer o vazio do algodão. Em setembro de 2009, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), através da resolução nº 1.021 estabeleceu a medida, que entra em vigor no segundo semestre de 2010. A finalidade é proteger a produção de algodão para prevenir possíveis prejuízos ocasionados pela praga. Nesse período também não pode existir nenhuma planta viva de algodão em todo o estado.

Segundo o diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, o período do Vazio Sanitário é de extrema importância, pois Minas, assim como outros estados, tem se destacado na produção de soja e algodão. “O controle preventivo e o combate às pragas são essenciais para garantir a competitividade desses produtos nos mercados nacional e internacional”, informa.

Além disso, Rodrigues Neto avalia que o Vazio Sanitário é um aliado do produtor, já que visa à prevenção de pragas e possíveis perdas nas lavouras além de uma diminuição do uso de agrotóxicos.

Soja e Algodão

De acordo com dados (referentes a maio de 2010) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Minas, há 15.619 hectares de área destinada ao cultivo de algodão, com uma produção estimada de 57.456 toneladas. A maior parte da produção do algodão está concentrada nas regiões Norte, Noroeste e Alto Paranaíba.

Quanto à produção de soja, Minas Gerais é um dos maiores produtores nacional, com uma área de 1.020.281 hectares e produção de 2.926.410 milhões de toneladas (dados informados pelo IBGE – maio/2010). As principais regiões produtoras no Estado são Alto Paranaíba, Noroeste, Norte e Triângulo Mineiro.

21/06/2010 Posted by | Meio Ambiente | , , , , | Deixe um comentário

7º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais premiará produção sustentável

A valorização da produção sustentável terá destaque no 7º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais. O regulamento, divulgado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), prevê, além dos prêmios para as três melhores amostras em cada categoria (categorias natural e cereja descascado), homenagem aos cafeicultores com o melhor café produzido com sustentabilidade, também nas duas categorias.

Para o diretor técnico da Emater-MG,  José Ricardo Ramos Roseno, “Não podemos separar qualidade e sustentabilidade”. Os cafeicultores participantes do programa estadual Certifica Minas Café serão incentivados a inscrever amostras da safra 2010 no concurso. “O programa de certificação foi responsável, entre outros avanços, pela melhoria da qualidade dos cafés mineiros”, disse. Serão considerados aspectos como o respeito às legislações ambiental e trabalhista e boas práticas agrícolas, como o uso correto de agrotóxicos e equipamentos e manejo das lavouras.

O concurso estadual de qualidade dos cafés produzidos em Minas Gerais será lançado oficialmente durante a Expocafé 2010, nesta quarta-feira (16). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 8 de setembro, nos escritórios da Emater-MG. Serão avaliadas a umidade e a uniformidade dos grãos apresentados e as características sensoriais da bebida preparada com eles, como sabor, aroma, corpo e grau de acidez.

De acordo com o regulamento do concurso, serão desclassificadas amostras com umidade superior a 11,5% e as que apresentarem colorações amarelada, amarela, esbranquiçada e discrepante. Também não poderão participar amostras com vazamento superior a 5% na peneira 16.

Quanto ao sabor e aroma da bebida preparada, que irão definir a classificação, serão admitidas somente amostras com as seguintes características: estritamente mole (café que apresenta, em conjunto, todos os requisitos de aroma e sabor “mole”, porém mais acentuado); mole (com aroma e sabor agradáveis, brando e adocicado); apenas mole (sabor levemente doce e suave, mas sem adstringência ou aspereza de paladar). Além dessa classificação, serão analisados pelos julgadores os atributos sensoriais de corpo, acidez, doçura e fragrância, que receberão notas de 0 a 10.

Entre as novidades do 7º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais está o georreferenciamento de todas as amostras inscritas. “Esse processo vai proporcionar às propriedades participantes um diferencial a mais no mercado internacional”, afirma o coordenador do concurso, Marcos Fabri Junior, da Emater-MG. Ele explica que o georreferenciamento será feito por técnicos da empresa e garantirá aos compradores o rastreamento da origem do produto. Mais informações sobre como participar podem ser obtidas pelo telefone (35) 3821-0020 ou pelo e-mail uregi.lavras@emater.mg.gov.br.

Expocafé 2010

A Emater-MG apresentará diversas tecnologias de baixo custo para a cafeicultura durante a 13ª Expocafé, que acontece de 16 a 18 de junho, na Fazenda Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Três Pontas, no Sul de Minas. Os visitantes poderão conhecer as características de diferentes tipos de terreiros usados para a secagem de café, além de um lavador construído artesanalmente, que separa o café cereja (maduro) dos secos.

17/06/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Pequenas barragens beneficiam quatro mil famílias no semiárido

Água disponível para o abastecimento das famílias, garantindo a sobrevivência; viabilização da irrigação de pequenas lavouras; água disponível para cuidar das criações, valorização da terra. Estes são alguns dos resultados imediatos proporcionados pela implantação do Programa Convivência com a Seca e Inclusão Produtiva. “Eu nunca esperava de ter uma água de qualidade como esta, na minha propriedade. Melhor do que isso, só quando eu morrer e for pro céu.” Com esse depoimento, o produtor Ilário Pinto de Oliveira, da Fazenda Capitólio, em Teófilo Otoni, fala dos benefícios trazidos pela barragem de terra construída na comunidade.

Visando reduzir as ações emergenciais, aumentar a oferta permanente de água e assegurar o desenvolvimento econômico do Norte do Estado e dos vales do Jequitinhonha e Mucuri, o Governo de Minas instituiu, em 2008, o Comitê Gestor de Convivência com a Seca e Inclusão Produtiva para coordenar as ações no semiárido mineiro. A Fundação Rural Mineira (Ruralminas), dentre outros órgãos que fazem parte do Comitê, é a responsável pela execução de pequenas barragens nos municípios da região.

A metodologia consiste na construção de pequenos barramentos de terra para o armazenamento de água, com o objetivo de recuperar as áreas degradadas pelas chuvas, perenizar mananciais com água de boa qualidade e amenizar as consequências dos períodos de estiagem. Também são construídas bacias de captação, visando permitir a infiltração das águas de chuva nos lençóis subterrâneos, abastecendo as nascentes e criando um círculo virtuoso.

Do início do ano passado, quando os projetos começaram a ser implantados, até junho deste ano, já foram investidos R$ 5,8 milhões de recursos estaduais, beneficiando diretamente mais de quatro mil famílias na zona rural de 24 municípios. De acordo com o balanço da Ruralminas, 62 barramentos já estão implantados, além da construção de 621 bacias de captação, e da conservação de 319 km de estradas vicinais.

Nova realidade

As prefeituras, por meio dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável, fazem a indicação dos locais para a construção dos barramentos, e os técnicos da Ruralminas analisam a sua viabilidade técnica. A escolha dos pontos leva em consideração, também, o maior número de famílias que podem ser beneficiadas. Como na comunidade Liberdade, em Teófilo Otoni, considerada o maior polo de produtores da agricultura familiar do Vale do Mucuri.

Segundo o técnico Leonardo Machado Natalino, responsável pela implantação dos trabalhos nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, a Ruralminas tem know-how na construção de barramentos, com índice máximo de eficiência em relação ao que é investido. “Saber como posicionar o equipamento, escolher as máquinas mais adequadas para cada trabalho, orientar os operadores, tudo isso são detalhes que fazem a diferença”, explica.

De acordo com o produtor rural João Carlos Nunes Coelho, de Teófilo Otoni, “todo o ano víamos a água de beber diminuir. Nesta época, já começávamos a economizar água. Agora não tem mais isso”, afirma João. Ari Esteves do Carmo, produtor do município de Novo Cruzeiro, também relembra as dificuldades que a comunidade já enfrentou. “Vocês precisavam ver a água que as pessoas eram obrigadas a beber, vermelha, cheia de lodo”.

As águas que vêm se multiplicando nas propriedades do semiárido garantem não apenas a sobrevivência do dia a dia, como também acendem a esperança no futuro, a possibilidade de sonhar com novos projetos para o futuro dos filhos, na terra onde nasceram e foram criados. “Com a água que corre hoje nas minhas terras, tenho como imaginar um meio de meu filho investir na propriedade, gerar renda e emprego na região, sem precisar sair pra longe, e ter um começo bem mais fácil do que eu tive”, conclui o produtor Ilário de Oliveira.

16/06/2010 Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Concerto encerra a Semana do Meio Ambiente em Minas Gerais

Com uma apresentação especial em comemoração ao meio ambiente, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais reuniu nesse domingo (13) cerca de duas mil pessoas na Barragem Santa Lúcia, em Belo Horizonte. O concerto, parte da série “Clássicos no Parque”, encerrou as atividades da Semana do Meio Ambiente de Minas Gerais e teve o apoio da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e da Usiminas.

A orquestra, com 85 músicos, apresentou peças de dança como o Bolero de Ravel, o tango ‘Oblivion’ de Astor Piazzola, a polka ‘Trisch, Trasch’ de Johann Strauss II, a Valsa das Flores de Piotr Llich Tchaikovsky, a polonaise, uma dança originária da Polônia, de Frédéric Chopin e o batuque do brasileiro Oscar Lorenzo Fernandez. Também fez parte do repertório a peça ‘Quatro Estações’ de Vivaldi.

No evento, o presidente da Feam, José Cláudio Junqueira, ressaltou a importância de se pensar o meio ambiente por meio das expressões culturais e destacou que a Semana do Meio Ambiente trabalhou o tema da valorização dos resíduos. “A Feam está trabalhando junto aos setores industriais visando à redução na geração dos resíduos, bem como práticas de reutilização e reciclagem, e essa atitude significa menos resíduos para nossos aterros sanitários e para o meio ambiente”, afirmou.

A assessora de Meio Ambiente da Usiminas, Maria Helena Fonseca, também destacou a importância de envolver arte, indústria e comunidade em um evento comemorativo ao meio ambiente. “Somos todos agentes de mudanças e projetos como esse nos motivam a refletir sobre práticas sustentáveis no dia a dia”, disse.

No evento, a Feam e a Usiminas assinaram um Acordo de Cooperação Técnica com o objetivo de pesquisar e identificar alternativas para a reutilização e a reciclagem de resíduos de aciaria, que são resíduos oriundos do processo siderúrgico. “Este resíduo já tem um uso consagrado no setor da construção civil, mas o aproveitamento ainda é pequeno, e a proposta é avaliar as possibilidades de ampliar o uso, inclusive, na agricultura”, explicou José Cláudio Junqueira. O Acordo tem vigência de 36 meses e prevê o desenvolvimento de estudos, projetos, pesquisas e seminários pela equipe técnica da Feam e pelo Centro de Pesquisas da Usiminas.

16/06/2010 Posted by | Meio Ambiente | , , , , , , | Deixe um comentário

Produtores rurais são homenageados por preservação ambiental

Durante a cerimônia de inauguração do complexo de obras do Parque Estadual do Sumidouro, nesse domingo (13), três produtores rurais mineiros foram agraciados pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) com o Diploma de Produtor Rural Modelo por aliarem a produção agrícola com ações de preservação do meio ambiente. A homenagem foi entregue pelo governador Antonio Anastasia e o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho.

Um dos agraciados foi o produtor Ricardo Toledo Ferreira, proprietário da Fazenda São Francisco com 30 hectares de área de preservação, próximo a Área de Proteção Ambiental da Mantiqueira, no município de Baependi, no Sul de Minas. Ricardo é beneficiado pelo Projeto de Proteção da Mata Atlântica em Minas Gerais (Promata) e é agente multiplicador na comunidade sobre as atividades de proteção ao meio ambiente.

Outro destaque é o trabalho desenvolvido pelo agricultor Helton Aguiar Neves que participa de vários projetos de proteção à biodiversidade (Projeto de Proteção à Biodiversidade, Projeto Integrado de Criação de Animais Silvestres – pacas, catitus, capivaras e queixadas -, Projeto de Conservação e Estudos de Cervídeos e Projetos de Reabilitação e Soltura de Aves). Segundo Helton esta homenagem não é individual. “O projeto é fruto de parcerias com o IEF, Ibama, Polícia Ambiental, Prefeitura de Ouro Preto, Universidade Federal de Lavras e empresas da iniciativa privada”, explica.

Helton é proprietário da Fazenda Engenho D’Água, que possui 72 hectares, com cobertura florestal do bioma Mata Atlântica da propriedade estimada em 80%. Helton também desenvolve pesquisa sobre Criação e Conservação de Animais Silvestres com a Universidade Federal de Viçosa e Projeto de Apicultura no modelo solidário: Produtor Rural, Empresário e a Fazenda Engenho D’Água. O pomar e a horta são orgânicos.

No entorno do Parque Estadual Serra Negra, no município de Itamarandiba, no Vale do Jequitinhonha, outro produtor foi homenageado por conservar os recursos naturais. Daniel Leandro Fernandes é proprietário da Fazenda Cristal que possui 172 hectares com cobertura florestal superior a 80%. Ele desenvolve trabalho de reflorestamento, pecuária leiteira e pomar.

O Diploma de Produtor Rural Modelo foi instituído em 1986, em seus 23 anos de existência já premiou 95 agricultores. As ações são indicadas pelos escritórios regionais do Instituto Estadual de Florestas e avaliadas por uma comissão formada por representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Emater-MG e do próprio Instituto.

16/06/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário