Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Antonio Anastasia reforça apoio para evitar perda de produção de grãos e do gado no Norte de Minas e nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Governo de Minas lança planos de combate e convivência com a seca

Fonte: Agência Minas

“Estamos contratando centenas de caminhões-pipa para abastecimento de água da população atingida pela seca elevando condições para que não ocorra uma perda de produção de grãos e do gado”. Antonio Anastasia

Nós vamos começar a enfrentar agora mais um período de seca, um problema que há muito tempo os mineiros, que moram no Norte de Minas e nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, enfrentam. E o Governo de Minas lançou um grande plano de contingência. Que ações estão previstas neste plano, governador?

Antonio Anastasia – Nós temos um problema em Minas que é um problema histórico. É o tema da seca do grande norte. Isto decorre de razões climáticas, tanto que esta área faz parte da área da Sudene e está, junto com o Nordeste, no chamado polígono das secas. É uma região que merece uma atenção especial. E, desde o ano passado, nós lançamos um plano, o Plano Seca. Houve em 2010, e estamos repetindo agora em 2011 sob a responsabilidade da Defesa Civil. Exatamente com o objetivo de, em primeiro lugar, diminuir as consequências da seca, ou seja, levar abastecimento de água para as pessoas que ficarem sem abastecimento, através de caminhões-pipa. Estamos contratando centenas para este objetivo. E, ao mesmo tempo, estamos levando cestas básicas e condições para que não ocorra uma perda de produção, quer de grãos, quer de gado. Então, todo esforço será feito nesse sentido. E, é claro, que temos também um outro mecanismo, que criamos recentemente, de levar cisternas (para a região). São mais de 700 cisternas que nós colocamos fixas, principalmente nas localidades mais afastadas, para receber esta água do caminhão pipa, para facilitar o abastecimento. Rstas cisternas também servem para captar a água das chuvas, quando as chuvas retornarem no mês de outubro.

Não se trata só de ações emergenciais. É preciso que haja um planejamento para que as pessoas possam conviver com este período seco…

Antonio Anastasia – Sim. Por isso, o plano se chama Plano de Convivência com a Seca. Pois nós sabemos que a seca existe e que a seca volta a cada ano. Um ano mais intenso, outro menos intenso, mas sabemos que ela atinge a toda a região: Norte do estado e os vales do Mucuri e Jequitinhnona. Por isso mesmo é muito importante nós sabermos conviver com a seca. Tirar da seca algum proveito sob ponto de vista do conhecimento, das suas consequências e dos seus efeitos, e preparar a nossa população, especialmente a população rural, para conviver com este que é um fenômeno anual. Este Plano de Convivência com a Seca, portanto, está muito baseado na visão de construirmos pequenas barragens e pequenas bacias coletoras de água. Iniciamos este processo em 2009 e já temos quase mil destas bacias construídas em muitos municípios do nosso Norte. Estamos aumentando este ano de 2011 para construirmos mais quinhentas destas bacias, também pequenas barragens. Estes espelhos d’água, de mais ou menos dez mil metros quadrados, servem não só para termos água para a irrigação e consumo do gado, mas também para outras necessidades. Então, é fundamental para que haja a manutenção da atividade econômica, especialmente a agrícola, no Norte do estado, durante o período da seca. Estamos trabalhando sempre firme, juntamente com a universidade do Norte de Minas, em Montes Claros, a nossa Unimontes, uma universidade estadual, com o objetivo de apresentarmos novas propostas tecnológicas para combatermos os efeitos da seca. E o governo, através da Defesa Civil, e seus diversos órgãos, permanentemente lado a lado das famílias que são vítimas deste efeito climático, para não só minimizar, mas tentar reverter, em um futuro próximo, os efeitos da seca em Minas Gerais.

A tecnologia de hoje pode, então, ser usada em benefício destas populações?

Antonio Anastasia – Certamente, nós temos tecnologia hoje que permite um avanço melhor, não só na busca de novos mananciais de água, mas especialmente através de métodos de conservação desta água, de captação da água que vem das chuvas e, ao mesmo tempo, identificando forma de convivências de cultura mais resistentes e formas de abastecimento daquela água do período chuvoso. Nós queremos ter um trabalho muito firme, juntamente com prefeitos e lideranças, neste Plano Seca. Aliás, já lançamos este ano o Plano Seca em Montes Claros, no Norte de Minas, e em Teófilo Otoni, no Mucuri. E vamos lançar em breve também no Jequitinhonha. Contando com a parceria, não só dos prefeitos, mas também dos sindicatos rurais e das lideranças que atuam , especialmente, na zona rural.

 

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01/07/2011 - Posted by | Antonio Anastasia | , , , , , , , ,

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