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Oposição: Aécio Neves diz que Planalto está sem rumo

Oposição: Aécio critica Dilma por tirar foco das questões que afligem brasileiros. “Nós, da oposição, temos que denunciar isso”, comentou.

Aécio: oposição reage

Aécio crítica à Dilma

Aécio propõe a realização de um referendo para a reforma política

Fonte: Correio Braziliense

Aécio e PSB criticam iniciativa do Planalto

Tucano acredita que o governo está desnorteado e condena o modelo de plebiscito proposto por Dilma. Socialistas defendem consulta popular em 2014 para valer só em 2018

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato a presidente da República, reforçou as críticas ao modelo proposto pelo Palácio do Planalto para a reforma política e justificou a decisão dos partidos de oposição de não participar de encontro com a presidente Dilma Rousseff com o intuito de tratar dos protestos no país. Antes de se reunir com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo, o parlamentar, que preside o PSDB nacional, disse que não recebeu nenhum convite e que, para ele, uma reunião “nesse instante até perdeu um pouco o sentido”. “Anunciou-se que haveria um convite às oposições, mas ela (Dilma) já conversou com todos aqueles que costumam concordar com seus entendimentos. Talvez até pelas oposições divergirem da presidente, não tenhamos sido convidados.”

Na semana passada, o Palácio do Planalto anunciou a intenção de Dilma de promover um encontro com os partidos da oposição, a exemplo do que fez com as legendas da base aliada, na sexta-feira. A ideia inicial seria reuni-los no mesmo dia do encontro com os aliados, mas o evento acabou não ocorrendo. Ontem, o PPS e o DEM divulgaram nota rejeitando a possibilidade de uma reunião com Dilma.

Segundo Aécio, o Planalto está sem rumo. “Eu vejo, na verdade, um governo pressionado, um governo que um dia lança a proposta de uma Constituinte específica e um dia depois volta atrás. Vejo o governo federal e a presidente da República buscando tirar o foco das questões centrais que afligem os brasileiros. E nós, da oposição, temos que denunciar isso.”

O parlamentar propõe a realização de um referendo para a reforma política, e não um plebiscito como quer a presidente. “Defendemos que o Congresso tenha uma agenda rápida para votar a reforma política, que seria submetida depois a um referendo. Isso me parece o mais razoável. Fazer um plebiscito sobre matérias que não permitem opções somente entre sim ou não, de opções múltiplas, é, na verdade, tentar tirar o foco da questão central. O governo tem de fazer o pacto da reforma do Estado, cortando pela metade os ministérios e cargos públicos, até para justificar investimentos em outras áreas”, disse Aécio.

Adiamento
Apesar de integrar a base aliada, o PSB, presidido nacionalmente pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, deve defender, hoje, que o plebiscito proposto pelo Palácio do Planalto seja adiado para 2014 e que as regras só passem a valer em 2018. A decisão foi antecipada, ontem à noite, pelo líder da legenda na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS).

Segundo o parlamentar, o país não pode realizar um plebiscito dentro de dois meses, em setembro, no “afogadilho”, para debater questões que podem não interessar à população, como financiamento público de campanha e voto em lista fechada. Ele frisou ainda que a reforma política que vai ser proposta pelo governo, com cinco ou seis pontos, é um retrato apenas do que o PT vem discutindo, sem qualquer interlocução com a sociedade. “A reforma não tem que ser só a política eleitoral”, disse Albuquerque.

“O governo tem de fazer o pacto da reforma do Estado, cortando pela metade os ministérios e cargos públicos”

Aécio Neves, presidente do PSDB e senador por Minas Gerais

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08/07/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , | Deixe um comentário

Discurso de Aécio sobre manifestações ganha destaque na mídia

Discurso:  Há tempos que se cobrava de Aécio Neves um pronunciamento amplo e profundo, de candidato para valer.

Protestos: o discurso de Aécio Neves

Fonte: Blog Queremos Aécio Neves Presidente

Aécio Neves recebe elogios por discurso em nome da oposição

Para o jornalista Carlos Chagas, Aécio Neves demonstrou todo seu potencial para enfrentar as eleições de 2014, durante o discurso que fez na última terça-feira (25). Em nome da oposição, o senador apresentou propostas à presidente Dilma Rousseff para atender as demandas do povo que está nas ruas e ainda criticou a postura da petista diante das manifestações.

“Seu discurso na tarde de terça-feira, em nome das oposições, preencheu com folga as expectativas de quantos aguardavam a presença, no ringue, de um contendor capaz de enfrentar Dilma Rousseff e a reeleição”, afirmou Chagas em seu artigo.

Leia o texto na íntegra:

FALOU COMO CANDIDATO

Por Carlos Chagas*

Há tempos que se cobrava de Aécio Neves um pronunciamento amplo e profundo, de candidato para valer, capaz de mostrar-se como tal, abordando problemas e soluções nacionais de curto e de longo prazo. Apesar de haver assumido a presidência do PSDB e destacando-se como o futuro indicado pelos tucanos à presidência da República, o senador mantinha-se numa zona de cautela. Fazia críticas ao governo, duras e respeitosas, mas continuava devendo um plano de vôo para maiores alturas.

Não deve mais. Seu discurso na tarde de terça-feira, em nome das oposições, preencheu com folga as expectativas de quantos aguardavam a presença, no ringue, de um contendor capaz de enfrentar Dilma Rousseff e a reeleição. Falou por conta da crise gerada pelas manifestações de rua e a necessidade de o Congresso e os partidos responderem aos clamores, reclamos e protestos da população.

Foi duro ao comentar a fala da presidente da República, feita na véspera. Para ele, o país ouviu o mesmo monólogo de sempre: “assistimos o Brasil Velho tentando ser ouvido pelo Brasil Novo, com o governo buscando terceirizar as dificuldades que ele mesmo criou”.

Aécio lembrou que até pouco nenhum governo havia disposto de tanto apoio popular e parlamentar. Por isso, ficou frustrado com as propostas de Dilma para superar a crise. Num momento como o atual, julgava impensável que as oposições não tivessem sido convocadas. Sua voz teria que ser ouvida antes da apresentação das medidas unilaterais do governo. “Não tivemos o privilégio de ser convocados”, queixou-se sem fechar as portas ao chamamento que veio depois, estando marcada para segunda-feira a ida dos tucanos ao Planalto. Citou Ulysses Guimarães para reclamar um novo pacto federativo: “Ninguém mora na União, nem no Estado. Mora-se no Município.”

Seguiu-se a apresentação de um elenco de iniciativas que o PSDB teria levado pessoalmente a Dilma, mas seria naquele momento divulgado pela tribuna do Senado.

Obrigatoriedade de ficha-limpa para a ocupação de qualquer cargo no serviço público. Extinção dos cartões corporativos para funcionários públicos. Apuração de todos os gastos do governo com a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Explicações da presidente Dilma sobre ter inaugurado tantos estádios, se agora afirma terem sido todos apenas financiados pelo BNDES, mas que os empréstimos serão pagos. Saber, também, quais os gastos de empresas brasileiras no exterior, a começar pela aquisição, pela Petrobrás, de uma refinaria falida em Passadena, Estados Unidos, a preços muito superiores aos do mercado.

“Para acreditarmos nas boas intenções da presidente – continuou Aécio – seria necessário um gesto simbólico por parte dela. Por que não reduzir pela metade o número de ministérios? Por que não cortar parte dos 22 mil cargos comissionados do Executivo, preenchidos pelo PT? A revisão das dívidas dos Estados é imprescindível, bem como a participação dos Estados na aplicação de pelo menos 50% daquilo que pagam à União. Tolerância zero com a inflação. Nível mínimo para as despesas públicas. Conclusão de todas as obras viárias ligadas à Copa do Mundo. Arquivamento do plano mirabolante do trem-bala e utilização de seus recursos na recuperação da malha ferroviária nacional. Revisão do investimento mínimo na saúde pública, com sua ampliação através de recursos dos royalties do petróleo, c om a óbvia prevalência para a educação. Recuperação das Santas Casas da Misericórdia, em estado falimentar em todo o país. Desoneração das empresas dedicadas ao saneamento básico.”

Entre essas, outras propostas foram alinhadas pelo ex-governador de Minas, numa espécie de pré-plano de governo, ainda que oferecido como colaboração com a presidente Dilma Rousseff. No encerramento, clamou pela rejeição da PEC-37, sepultada no dia seguinte pela Câmara, assim como rotulou de vocação para o suicídio a proposta também depois abandonada, da Assembléia Constituinte exclusiva.

Em suma, o senador Aécio Neves discursou pela primeira vez como candidato assumido, recebendo apoio dos correligionários e elogios de adversários.

Carlos Chagas é jornalista

Coluna Aécio Neves Folha

Conheça um pouco mais – Aécio Neves: biografia 

08/07/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , | Deixe um comentário