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Aécio diz que PSDB não defenderá mal feito do partido

Aécio: “Se alguém do PSDB tiver feito algo errado, se recebeu propina, que vá para a cadeia também”, defendeu o senador.

Ética e Eleições 2014

Fonte: O Globo 

Aécio: ‘Se alguém do PSDB tiver feito algo errado, que vá para a cadeia também’

Apesar de acusações contra tucanos, senador se mostra otimista com o cenário das eleições de 2014

Em meio às acusações de que integrantes do PSDB teriam recebido propina do cartel montado por multinacionais para fraudar licitações em São Paulo, e apesar da possibilidade de o mensalão mineiro ser julgado no próximo ano, o pré-candidato do partido à presidência, senador Aécio Neves, diz estar decidido a colocar a ética no debate eleitoral. Em um encontro com jornalistas na noite desta quarta-feira, o tucano mostrou-se otimista com o cenário do próximo ano, exaltou o crescimento do número de eleitores que pedem mudanças no governo e disse que não se sente nada desconfortável com as acusações que atingem tucanos.

– Eu vou falar muito de ética. Muito. Se alguém do PSDB tiver feito algo errado, se recebeu propina, que vá para a cadeia também. Se alguém cometeu erros, isso não tira um milímetro da minha autoridade para falar de ética. Governei um estado por oito anos e tenho 30 anos de vida pública – afirmou Aécio.

Embora haja grande ansiedade em setores da oposição com os números das pesquisas mais recentes, mostrando que a presidente Dilma Rousseff venceria hoje no primeiro turno, Aécio disse acreditar que esse cenário só deve começar a mudar a partir de abril, quando houver maior equilíbrio na exposição dos pré-candidatos. Hoje, nas palavras dosenador, o que existe é um “monólogo” da presidente.

– Eu e Eduardo (Campos) sabemos que teremos de atravessar o Rubicão (ou seja, tomar uma decisão difícil e audaciosa, como fez o imperador romano Júlio César, ao cruzar esse rio da Itália e desencadear uma guerra) até chegar à comunicação de massa, o que só deve acontecer entre março e abril. Até lá, vai ser uma travessia no deserto. Não tenho ilusão de mudar isso (números da pesquisa) antes de terminar a Copa – declarou, lembrando os números da presidente na eleição passada:

– Nessa mesma época, última semana de novembro, primeira de dezembro, a Dilma tinha 17% e estava em campanha aberta, rodando o Brasil nas asas do Aerolula. Ela só foi passar o Serra em julho.

Em meio à finalização das linhas mestras de seu plano de governo, que serão reveladas oficialmente na próxima terça-feira, Aécio vem se reunindo nas últimas semanas com grandes empresários e representantes de setores organizados. Hoje à noite, será a vez de um encontro com 30 executivos do setor financeiro e industrial em São Paulo.

Mais do que apresentar propostas, esses encontros servem para o candidato mostrar em termos práticos quem o acompanha – e que, provavelmente, estará ao seu lado em um eventual governo. O exemplo de hoje é didático: acompanharão o tucano no evento o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, o governador de Minas GeraisAntônio Anastasia, e o senador paulista Aloysio Nunes Ferreira – cotado para ser seu vice.

– O que estou fazendo é mostrando quem é o meu grupo. Essas são as pessoas com quem ando – explicou.

– O ano de 2015 será um ano muito difícil, sem dúvida. Há aí uma crise de confiança e o que esperamos é que a nossa eleição crie uma reversão de expectativa e nos dê fôlego para atravessar esse momento.

O espectro de interlocutores é diverso. Na semana passada, o tucano participou de jantares com alguns dos principais representantes nacionais do agronegócio na casa do pecuarista Jovelino Mineiro. Já nesta segunda-feira, esteve com os representantes dos principais grupos ambientalistas nacionais e internacionais, como Greenpeace e WWF, em um jantar organizado pelo ex-deputado federal Fábio Feldman. Amanhã, volta a se reunir com representantes do setor agrícola, desta vez, com os ex-ministros da Agricultura Roberto Rodrigues e Alysson Paulinelli, e, na segunda-feira, terá reunião com empresários cariocas e, em seguida, com José Júnior, do Afroreggae.

O foco dos tucanos será o eleitorado que quer mudanças de fato, em uma evidente contraposição ao governador Eduardo Campos, que apoiava o governo Lula até setembro. Sua afirmação mostra que, a despeito do seu esforço para combinar o jogo com o socialista, haverá também confronto entre os dois durante a pré-campanha e a campanha eleitoral.

– Vamos ser a mudança de verdade e segura para o Brasil. Não somos meia mudança. Quem quiser meia mudança talvez não fique conosco.

13/12/2013 Posted by | Político | , , , , , , , , | Deixe um comentário

2014: Aécio já conta com apoio de Campos

Eleições 2014: “Se ambos estamos no campo oposicionista, se estamos negociando composições nos estados, creio que convergência é natural”.

Eleições 2014

Fonte: Correio Braziliense 

Aécio já conta com Eduardo

Para o pré-candidato tucano, é natural que as oposições conversem sobre 2014, mas avisa: “Estaremos no segundo turno”

Em suas conversas com deputados e senadores de outros partidos, em especial, aliados do governo Dilma Rousseff, o presidente do PSDBsenador Aécio Neves (PSDB-MG) tem apresentado uma contabilidade potencial de votos para tentar convencer essas legendas a não apostar todas as fichas no PT em 2014. Ontem, ele fez a mesma conta em um jantar com jornalistas em Brasília e deu ainda um motivo a mais para que os partidos se voltem para ele: a possibilidade de o PSDB ter o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, em seu palanque num eventual segundo turno. “Eduardo não conseguirá fazer uma campanha que não seja de oposição. Não teria lógica”, disse Aécio. ”Se ambos estamos no campo oposicionista, se estamos negociando composições nos estados, creio que a convergência é natural. Nós, naturalmente, o apoiaríamos. Não vamos fazer isso porque acredito que estaremos no segundo turno”, completou.

senador mineiro destacou ainda que a campanha de 2014 terá um elemento que não apareceu em outras eleições: conversas entre os oposicionistas. “Na campanha passada, isso não aconteceu”, diz ele, sem mencionar, entretanto, os nomes do ex-ministro José Serra (PSDB-SP) e Marina Silva (PSB-AC). Feito isso, o senador tucano elencou as razões que lhe permitem acreditar que o embate final de 2014 será entre ele e a presidente da República, Dilma Rousseff. Em primeiro lugar, ele considera possível repetir a expressiva votação em Minas que o fez governador por dois mandatos e, depois, senador. “O PSDB é bem estruturado em São Paulo e está bem posicionado no Sul”, diz, citando a perspectiva de reeleição do governador do Paraná, Beto Richa. No Rio Grande do Sul, Dilma perdeu em 2010 e, dadas as dificuldades do atual governador, Tarso Genro (PT), o PSDB tem mais chances de tirar votos por ali.

O Norte do país, visto como um reduto petista intransponível em 2010 – “no Amazonas foi 90% a 9%”, lembrou ele – não repetirá, na visão de Aécio, o mesmo percentual pró-Dilma em 2014 porque, hoje, o prefeito de Manaus é o tucano Arthur Virgilio. ”E no Pará, conquistamos a prefeitura de Belem”, completou, ao discorrer sobre a estrutura tucana país afora.

De onde viria o candidato a vice da chapa tucana? Aécio apenas sorri e, eis que de repente, chega o senador Aloysio Nunes Ferreira, líder do partido no Senado. Passou para dar um olá ao grupo 30 jornalistas, convidado para o jantar com Aécio, no mezanino do restaurante Piantella, uma sala hoje transformada em adega, decorada com fotos e ensinamentos políticos de Ulysses Guimarães. Participaram ainda do encontro informal o secretário-geral do partido, Bruno Araújo, e os senadores Álvaro Dias (PR) e Cássio Cunha Lima (PB). Ontem, Aloysio participaria de um encontro de Aécio com empresários, em São Paulo.

Cartel e mensalão
As perspectivas de julgamento do caso que envolve o PSDB de Minas Gerais, chamado de mensalão mineiro, e as denúncias de cartel no metrô e nos trens de São Paulo também entraram na conversa. “Se ficar alguma coisa provada contra alguém que seja do PSDB, (o culpado) tem que ir para a cadeia também. Vou falar muito sobre ética na campanha”, prometeu. O senador tucano lembrou que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, lidera as pesquisas apesar de o caso do cartel estar diariamente na mídia. “Isso não é algo que contamine o Geraldo. Ele não é desonesto. Vou duas vezes por semana a São Paulo. Não pega. Ninguém toca nesse assunto”, assegurou o pré-candidato, que não deixou de mencionar o PT ao se referir ao episódio de Minas: “Vamos aguardar o julgamento. Mas não vamos cometer o equívoco do PT de acobertar, de transformar (o escândalo) em coisa política. Isso não tira um milímetro da minha autoridade para falar de ética. Vou falar. Tenho 30 anos de vida pública. Se alguém do PSDB cometeu ato ilícito, vai responder.”

De repente, alguém diz que a presidente Dilma também repisa sempre que não compactua com “malfeitos”. Aécio, inspirado no Congresso petista, responde: “Qual é o PT da Dilma? É o PT que a homenageia ou é o PT que faz desagravo, inocentando politicamente o pessoal do mensalão? Ela é refém de uma estrutura”, avaliou.

O presidenciável tucano atribui os bons números de Dilma nas pesquisas ao fato de a presidente ser a única candidata que já esta nas ruas. Afinal, ela é a presidente e tudo o que fala tem peso, mas ele acredita no sentimento da mudança que, na avaliação dele, tende a “se amplificar”. Aécio considera que o pais vive o fim de um ciclo político, em que a presidente fará uma campanha defensiva. “É a economia, as obras não entregues. Não tem nada de estruturante para ser entregue.”

13/12/2013 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio 2014: união da oposição fortalece briga contra o PT

Aécio Neves: segundo o senador o PSDB e a oposição entram nas eleições fortalecidos no Nordeste.

Eleições 2014

Fonte: Valor Econômico 

Para Aécio, oposição unida fará a diferença

Por Raymundo Costa e Rosângela Bittar

O pré-candidato do PSDB a presidente, Aécio Neves, vai lançar na terça-feira, 17, “um conjunto de diretrizes” no qual deve assentar as bases de um futuro programa de governo. “É mais do que um conjunto de princípios”, afirmou Aécio. “É um conjunto de prioridades”. A palavra chave será “mudança“.

O presidenciável não quis antecipar algumas dessas diretrizes. O que Aécio considera fundamental é que desde já começou a “sinalizar” qual é a sua turma – inclusive na economia – e consequentemente o que pretende fazer no governo federal, na hipótese de vencer as eleições de outubro do próximo ano.

Ontem à noite Aécio participou de um jantar com cerca de 30 grandes empresários, em São Paulo. Na segunda-feira, haverá outro grande encontro com empresários do Rio de Janeiro. Organizados pelo economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Armínio é o denominador comum desses encontros, o que não quer dizer que ele será necessariamente ministro da Fazenda ou czar da Economia num futuro governo do PSDB. Mas se Aécio Neves for eleito presidente de um novo governo tucano, certamente será influenciado pelas ideias econômicas professadas por Armínio Fraga.

A “turma” a que se refere Aécio é integrada pelo ex-presidente Fernando HenriqueArmínio, o governador de Minas GeraisAntônio Anastasia (que deve ser peça-chave em eventual governo de Aécio) e o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), cotado para compor a chapa como candidato a vice-presidente, na hipótese de os tucanos concorrerem com chapa pura – a ideia seria dar densidade para Aécio em São Paulo, já que espera sair de Minas com uma grande votação.

“Se houver o mesmo empenho em São Paulo que nós tivemos em Minas Gerais [o ex-governador José Serra ganhou da presidente Dilma Rousseff a eleição em Belo Horizonte, em 2010], nós ganhamos a eleição”, disse.

Na conversa que teve com repórteres e colunistas de jornais, televisão, rádio e portais da internet, na quarta-feira, Aécio registrou alguns “fatos novos” na eleição de 2014 e que justificam seu otimismo, apesar do favoritismo da presidente da República, segundo apontam as pesquisas de opinião pública.

Aécio acredita que um fato diferencia a campanha de 2014 das campanhas anteriores, desde que o PT venceu em 2002: “Nas outras, as oposições em nenhum momento construíram algum tipo de entendimento”. Agora ocorre exatamente o oposto. “O Eduardo [Campos, do PSB] não conseguirá fazer uma campanha que não seja de oposição. Haverá uma convergência natural”. Segundo o presidenciável, “nós temos 80% de afinidade [PSDB e PSB] no Brasil hoje”.

Aécio disse que apoiará Campos se ele for para o segundo turno e se diz “cada dia mais convencido de que Eduardo o apoiará”, em caso contrário. Com a ressalva de que será ele, Aécio, quem estará no segundo turno.

O segundo “fato relevante” destacado por Aécio, que também é presidente do PSDB, é a ressurreição do partido no Nordeste. “Uma fênix mesmo”, disse. “Nós renascemos das cinzas, tínhamos sido dizimados, não tínhamos nada. Tínhamos Maceió”, afirmou, referindo-se às duas últimas eleições no Nordeste. Agora, “ganhamos muito mais que o PT, as capitais mais pobres. A periferia mais pobre do Brasil é a de Salvador, nós ganhamos do PT [com ACM Neto, do Democratas e provável aliado na eleição]. Aracaju (SE), Maceió (AL) e Teresina (PI), nós ganhamos nas três, Campina Grande, na Paraíba”

Segundo Aécio, 35% dos domicílios desses cidades, em média, recebem o Bolsa Família. “E votaram no PSDB“. No Norte, nas duas principais capitais – Belém (PA) e Manaus (AM) “nós ganhamos, sendo que o Pará tem mais eleitores do que o conjunto da Amazônia. Lá ganhamos o governo e a prefeitura da capital. Ganhamos Manaus”. Aécio lembrou que a diferença a favor obtida por Serra nos três Estados do Sul do país, perdeu “só no Amazonas – foi 99% a 1%”. De fato, Serra não conseguiu desfazer a versão disseminada de que acabaria com a Zona Franca de Manaus. “Nós vamos diminuir a diferença nas regiões mais pobres. Deixou de ser o ativo que era do PT“, disse.

Por via das dúvidas, Aécio também tratou de fazer uma “vacina” e aprovou um projeto, em comissão técnica da Câmara, que classifica o Bolsa Família como política de Estado. Pura precaução, pois diz que as acusações de insensibilidade social dos tucanos já estão “precificadas”.

O terceiro fato novo em relação a 2014, de acordo com Aécio, é a mudança na qualidade da candidatura da presidente Dilma Rousseff. A presidente se elegeu em 2010 com o “figurino da continuidade”, analisou. “Hoje o sentimento é claramente de mudança e não acho que vá ser revertido, mas ampliado”, afirmou, numa alusão às pesquisas segundo as quais dois terços do eleitorado apontam para a necessidade de mudanças no próximo governo. “Estamos vivendo um fim de ciclo. A presidente fará uma campanha na defensiva na questão da economia, na questão das entregas de obras. A marca da ineficiência vai crescer durante a campanha”.

Aécio escolheu um local sugestivo para o jantar com os jornalistas: o salão no segundo andar do restaurante Piantella em que seu avô, o presidente Tancredo Neves, falecido em 1985 antes de tomar posse, e o deputado Ulysses Guimarães, ambos à época do PMDB, conspiraram contra o regime militar e articularam o fim da ditadura dos generais. Na conversa, o tucano não fugiu dos temas mais espinhosos para o PSDB.

No momento em que ex-dirigentes do PT estão na cadeia e começam a ser reveladas relações perigosas de tucanos com o cartel que operava licitações de trens e metrô em São PauloAécio assegura que “a ética” será um tema que vai permear sua campanha às eleições de 2014.

Em sua opinião, só tem o que temer quem está envolvido. “Para mim é zero”. Tanto no que se refere ao escândalo Siemens / Alstom, em São Paulo, como no suposto “mensalão mineiro“, assim chamado mais por associação com o escândalo do PT que pela natureza das acusações – um inquérito se referiu claramente à compra de votos; o outro trata do financiamento da campanha a governador do atual deputado Eduardo Azeredo, um ex-presidente do PSDB, como um clássico caso de caixa dois eleitoral. “Se tiver alguém do PSDB que cometeu irregularidade, que recebeu propina, e isso ficar provado, tem que ir para a cadeia também”.

“Se alguém do PSDB cometeu ato ilícito, vai responder”, disse. Mas, garantiu, não transformará os casos em questão política.

presidenciável do PSDB encarou com bom humor todas as questões propostas pelos jornalistas, inclusive a mal resolvida relação com o ex-governador José Serra – para muitos tucanos e até adversários, Serra atrapalha o bom desenvolvimento da campanha de Aécio, ao se manter candidato. Afirma não se preocupar com as viagens de Serra pelo país. “Se ele estivesse viajando para falar bem do governo, me preocuparia”, disse. E garantiu: “Vamos fazer desse limão uma limonada”. Aécio espera anunciar o entendimento em março.

13/12/2013 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

2014: Aécio admite possibilidade de apoiar Campos

2014: senador acredita que chegara no 2º turno, mesmo assim, diz que se for Campos o candidato terá o seu apoio.

Eleições 2014

Fonte: Folha de S.Paulo

Aécio admite apoiar Campos no 2º turno

Pré-candidato à Presidência pelo PSDB, senador afirmou, porém, que é ele quem disputará fase final com Dilma

Tucano disse que irá ‘falar muito de ética, muito’, ao comentar as acusações contra colegas em MG e SP

Pré-candidato do PSDB à Presidência, o senador Aécio Neves (MG) afirmou que apoiaria o governador Eduardo Campos (PSB-PE) caso ele vá para o segundo turno da disputa presidencial

Durante jantar de fim de ano com jornalistas, Aécio respondeu com um “isso” à afirmação de que apoiará Campos caso o socialista vá para o segundo turno

Aécio, porém, acrescentou que será ele o adversário de Dilma Rousseff (PT) na fase final. E frisou estar “cada dia mais seguro” que a recíproca é verdadeira, apostando no apoio de Campos: “Eduardo não conseguirá fazer uma campanha que não seja de oposição. Não teria lógica”.

Há meses os dois negociam um pacto de apoio mútuo em eventual segundo turno.

Eles jantaram no domingo, no Rio. Segundo o tucano, as duas siglas estão “afinados em 80% dos Estados”.

Aécio comentou ainda as acusações contra membros de seu partido em São Paulo e Minas, nos casos do cartel montado por multinacionais para fraudar licitações do metrô paulista e do mensalão mineiro, a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

“Eu vou falar muito de ética. Muito. Se alguém do PSDB tiver feito algo errado, se recebeu propina, que vá para a cadeia também”, afirmou.

ACUSAÇÕES
Indagado se os dois episódios podem ter “impacto” em sua candidatura, ele respondeu: “Só se for para quem está envolvido. Para mim? Zero.” Avaliou ainda que nem o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deve ser atingido pelas acusações de pagamento de propina a seus secretários pelo cartel.

Sobre o mensalão mineiro, ele afirma que é preciso esperar o julgamento, que envolve o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB). E aproveitou para alfinetar o PT. “Qual é o PT da Dilma? É o PT que a homenageia ou é o PT que faz desagravo, inocentando politicamente o pessoal do mensalão? Ela é refém de uma estrutura. Mas é bom que ela fale também [de ética]. Se ela puder falar.”

O tucano reconheceu que o Programa Mais Médicos “é um ativo” de Dilma, mas prometeu explorar o tema na campanha, prometendo contratar os médicos cubanos diretamente e propondo que eles fiquem no país.

13/12/2013 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário