Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Aécio critica segurança pública deficiente do PT

Senador Aécio defendeu a realização de reformas no Código Penal e a proibição do contingenciamento de recursos para segurança pública.

Governo do PT e segurança pública deficiente

Fonte: Estado de Minas 

Aécio cobra verbas para a segurança

Para o senador, o governo federal tem sido ‘omisso’ nas ações combate à violência no Brasil. Ele defendeu reformas para proibir contingenciamento de recursos para a área

Alessandra Mello

O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) disse ontem que a segurança pública será uma “preocupação permanente de um futuro governo do PSDB”. Em visita a São Carlos, no interior de São Paulo, o pré-candidato à Presidência da República disse que o governo federal é “omisso” e “até irresponsável” na questão da segurança pública. “O governo federal tem a responsabilidade de cuidar das fronteiras, tem a responsabilidade de coibir o tráfico de drogas, o tráfico de armas, e investe apenas 13% do conjunto do investimento. E o contingenciamento que o governo vem fazendo em recursos de segurança pública tem levado ao agravamento da crise, por exemplo, no sistema prisional”.

Aécio defendeu a realização de reformas no Código Penal e a proibição do contingenciamento de recursos para a segurança pública. Ele disse que já tramita no Senado uma proposta de emenda à Constituição (PEC) impedindo que os recursos para essa área não sejam gastos pelo governo federal em outras. Segundo ele, a intenção é garantir que “cada governante, cada estado, independentemente do partido político do governador, saiba quanto vai receber mensalmente. Seja para ampliar o efetivo da polícia, seja para investir em inteligência ou em equipamentos. O que diria é que temos hoje no Brasil um estado unitário e um governo pouco generoso com a Federação”.

“A segurança pública será nossa prioridade, não só na campanha, mas também no governo. A omissão do governo federal chega quase a ser criminosa”, afirmou Aécio em discurso num encontro regional do PSDB na Associação Beneficente dos Alfaiates de São Carlos. No encontro, o senador se apresentou como “presidente dos municípios”. De acordo com ele, o PT abdicou de ter um projeto de transformação do país e optou por um projeto de poder.

DESAFIO Em seu discurso, o senador defendeu a necessidade de grandes reformas interrompidas, segundo ele, durante os 10 anos de gestão petista na Presidência da República. “Em um momento de tamanha desmoralização da classe política, de tamanho divórcio da sociedade com seus representantes, nós temos que nos reunir, porque não se trata do desafio de levar um partido à Presidência da República. Trata-se de nós termos a convicção clara de que nos levantamos, com coragem, para dizer basta”, considerou.

Aécio defendeu ainda a descentralização de recursos da União. “Queremos permitir que os municípios voltem a ter condições de enfrentar as suas dificuldades. O Brasil, na era PT, se transformou em um estado unitário. Apenas o governo federal pode fazer as coisas. O que queremos é uma gestão solidária, onde municípios e estados recuperem a sua capacidade de investimentos”.

INVESTIMENTOS NA ZONA DA MATA

O governador Antonio Anastasia (PSDB) inaugurou ontem em Juiz de Fora, na Zona da Mata, a Central Operativa da Rede de Urgência e Emergência Macro Sudeste e as obras de expansão do Hospital Maternidade Therezinha de Jesus, além de entregar 39 ambulâncias. O investimento foi de R$ 12,4 milhões. O governador também autorizou a licitação do Programa de Recuperação e Manutenção Rodoviária do Estado de Minas Gerais (ProMG) para a Coordenadoria Regional do DER. O programa prevê a recuperação e manutenção de 566,8 quilômetros de rodovias estaduais pavimentadas sob responsabilidade do estado, na região de Juiz de Fora. Anastasia inaugurou, ainda, unidade da Universidade Aberta Integrada (Uaitec).

10/03/2014 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

Energia Elétrica: sistema vulnerável, coluna Aécio Folha

Energia Elétrica: são erros imperdoáveis, para quem passou uma década à frente do sistema energético, advogando a excelência da gestão.

Gestão Deficiente

Fonte: Folha de S.Paulo 

AÉCIO NEVES

Vulnerável

Discussões em torno da importância do planejamento e da capacidade de gestão dos governos tendem a ser consideradas áridas e distantes dos interesses da população.

No entanto, são cruciais e a atual crise do sistema de energia é um exemplo concreto da falta que fazem ao país.

A semana começa sem resposta para mais um apagão que deixou às escuras 6 milhões de pessoas em 13 Estados brasileiros.

Para efeito de análise de conjuntura, mais importante que o fator pontual, específico, que justifique a interrupção, é constatar a evidente vulnerabilidade do sistema, exposto à pressão das altas temperaturas registradas, ao declínio dos níveis dos reservatórios e à alta do consumo.

A demanda média do período está 8% acima das previsões feitas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico. Para se ter uma ideia mais clara do quadro, 75% da nossa produção energética vêm de fonte hidráulica e os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste terminarão fevereiro com menos de 40% da capacidade.

Não pode ser simplesmente negligenciado ou reduzido a uma mera coincidência o fato de que, na terça-feira, o Sul atingiu seu recorde de carga apenas três minutos antes da falha no sistema de transmissão que causou o apagão.

Sintoma que expõe, em princípio, a hipótese de estar começando a haver desequilíbrio estrutural entre a capacidade de oferta e a demanda de energia no país, que o governo, a todo custo, tenta descartar, fazendo piadas diversionistas com descargas elétricas, ou sugerindo mais terceirização de responsabilidades.

Como parece ser menos provável que haja problema de geração, tudo converge para uma eventual precariedade das linhas de transmissão. Mais de dois terços das que estão em construção sofrem atrasos (média de 13,5 meses) e pode estar havendo investimento muito menor que o previsto na manutenção, em face da atabalhoada mudança de regulação, que provocou incertezas, desconfianças e –quem sabe– até um investimento menor que o necessário.

Poderíamos estar contando com os parques eólicos para compensar os problemas no segmento hidroelétrico. Infelizmente isso também não é possível, porque simplesmente não foram concluídas até hoje as respectivas linhas de transmissão.

Para o governo, o espaço para manobras vai se reduzindo e restam poucas alternativas: se reajustar tarifas, alimenta a inflação; se subsidiar ainda mais o custo, amplia o deficit nas contas públicas.

No geral, são erros imperdoáveis, para quem passou praticamente uma década inteira à frente do sistema energético nacional, advogando a excelência da gestão.

A realidade sempre cobra o seu preço. Pena que, mais uma vez, a conta pelo improviso seja paga pelos brasileiros.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna

10/03/2014 Posted by | Política | , , , | Deixe um comentário