Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

CPI da Petrobras: Aécio busca acordo com oposição

Aécio Neves pretende organizar a oposição, dispersa em iniciativas diferentes de investigação sobre a Petrobras.

CPI da Petrobras

Fonte: Valor Econômico

Aécio busca acordo para criar CPI da Petrobras

senador mineiro Aécio Nevesprovável candidato do PSDB à Presidência da República neste ano, coordenará na tarde de hoje uma reunião de líderes da oposição na Câmara e no Senado. Em pauta, a definição de uma estratégia única para levar adiante a tentativa de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre maus negócios feitos pelPetrobras no exterior e suspeitas de corrupção contra funcionários da estatal. O encontro está marcado para as 15h, na sala da liderança tucana no Senado.

Com a iniciativa, Aécio pretende organizar a oposição, dispersa em iniciativas diferentes de investigação sobre a Petrobras. Neste momento, dois pedidos de CPI dividem os esforços dos oposicionistas, que precisam gastar tempo e lábia para obter ajuda de alguns integrantes da maioria governista que compõe o Congresso. Um dos pedidos propõe a instalação de uma CPI na Câmara, composta apenas por deputados e com o objetivo de investigar a compra e venda de ativos da Petrobras no exterior, incluindo a refinaria de Pasadena, nos EUA.

O outro propõe uma CPI mista, formada por deputados e senadores e com o objetivo de investigar, além dos negócios no exterior, as suspeitas de que funcionários da Petrobras receberam propinas da SBM Offshore, uma empresa holandesa que aluga plataformas flutuantes para petroleiras. Essa segunda alternativa já foi defendida por Aécio.

A reunião de hoje, segundo informou Aécio por meio de sua assessoria, servirá para “analisar todas as propostas”. “A ideia é tirar uma estratégia conjunta. Unificar as ações para que a CPI ocorra”, disse a assessoria do senador, que também afirmou que a reunião está aberta a políticos de outros partidos que quiserem participar.

Apesar do apoio de Aécio à CPI mista, a opinião dos deputados da oposição até a semana passada era de que essa opção teria mais dificuldades de prosperar porque o governo conseguiria impedir o alcance do apoio mínimo no Senado. Para ser formalmente apresentado, o pedido de CPI mista precisa das assinaturas de 171 deputados e de 27 senadores. O pedido de CPI na Câmara precisa de 171 deputados. Ontem, no entanto, o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), afirmou ter ouvido de Aécio Neves que há chances de a CPI mista prosperar. “O Aécio disse que tem um mapa interessante do Senado“, disse.

O deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), que coordena a coleta de assinaturas na Câmara, disse que não vê “prejuízo” em tentar as assinaturas para as duas CPIs ao mesmo tempo. Mas afirmou que “se houver verificação de que isso [a CPI mista] é possível, não é preciso dispender esforço para o projeto de resolução [que cira a CPI da Câmara]“. Nesse caso, disse, “a agente abre mão de fazer o esforço na Câmara“. O líder do DEM no SenadoJosé Agripino (RN) disse que é preciso defender “o que for executável”. “Não sei quantos senadores do PMDB, do PDT, do PTB, do PSOL e do PSB estão dispostos a assinar. Uma andorinha só não faz verão. E queremos fazer verão”, disse.

A oposição espera contar com o apoio de parte da base aliada do governo. Alguns deputados de partidos governistas, como Leonardo Quintão (PMDB-MG) e Maurício Quintella Lessa (PR-MG), que pediram no passado uma CPI para investigar a Petrobras, já declararam apoio à nova investigação. O PSB, partido do governador de Pernambuco e presidenciávelEduardo Campos, quer dar “uma última oportunidade para o governo se explicar”, segundo afirmou seu líder na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS).

Antes de assinar a CPI, disse o deputado, o PSB tentará negociar a ida ao Congresso da presidente da PetrobrasGraça Foster, e do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), para falarem sobre os recentes escândalos envolvendo a empresa. O ministro pode ser alvo de uma convocação, que ele tem a obrigação de atender. Já Graça Foster só pode receber um convite para ir ao Congresso e tem a liberdade para recusá-lo.

Ontem, o governador Eduardo Campos afirmou que a criação de uma CPI para apurar irregularidades na gestão da estatal pode ser necessária.

“Caso esses esclarecimentos não sejam suficientes, aí nós entendemos que vai ser o caso, efetivamente, de se pedir uma Comissão Parlamentar de Inquérito”, disse Campos, referindo-se às informações solicitadas à direção da estatal pela bancada do PSB no Senado.

O governador de Pernambuco disse que não gostaria de “eleitoralizar” o debate em torno da Petrobras, mas que as respostas são necessárias. “É cada dia uma surpresa; cada dia uma notícia diferente, uma notícia nova”, disse Campos.

Na sexta-feira, durante entrevista a rádios do interior de Pernambuco, Campos criticou a desvalorização das ações e o crescimento da dívida da Petrobras. No sábado, em Salvador, disse temer que o governo esteja preparando o terreno para vender privatizar a companhia petrolífera.

26/03/2014 Posted by | Política | , , , , | Deixe um comentário

Aécio diz que ‘equívocos’ do governo justificam rebaixamento

Senador afirmou que a decisão da S&P de rebaixar a nota do país “coroa uma temporada de equívocos cometidos pelo governo Dilma”.

Brasil desce

Fonte: Folha de S.Paulo 

Opositores criticam a política econômica de Dilma

Aécio Neves diz que ‘equívocos’ do governo justificam rebaixamento; para Campos, governo não pode relativizar a nota mais baixa

Como previa o governo, os principais adversários da presidente Dilma Rousseff na eleição presidencial fizeram declarações críticas sobre o rebaixamento da nota de risco do Brasil logo após o anúncio pela agência S&P.

O pré-candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou que a decisão da S&P de rebaixar a nota do país “coroa uma temporada de equívocos cometidos pelo governo da presidente Dilma Rousseff na área econômica, mas não só nela”.

O peessedebista citou, entre as falhas econômicas, a falta de investimentos para reanimar o crescimento econômico brasileiro.

Segundo ele, em nota divulgada na noite de ontem, “o histórico de manipulações contábeis, o descuido com a boa aplicação dos recursos públicos, a leniência com a inflação, a ineficácia na realização dos investimentos necessários para destravar o país, em contrapartida aos exorbitantes gastos correntes, explicam, com sobras, a indesejada decisão”.

O pré-candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, afirmou, por sua vez, que o país não precisava ter sua nota rebaixada pela agência Standard & Poor’s para saber que a economia vai mal.

Em uma rede social, o governador de Pernambuco disse que a mudança na classificação não deve ser relativizada pelo Planalto.

Ele argumenta que, se o governo petista considerou positiva a alta em sua nota de crédito em situações anteriores, não poderá dizer agora que o rebaixamento não é uma situação negativa.

“O rebaixamento da nota brasileira por uma agência de classificação de risco poderia até ser relativizado pelo governo, se esse mesmo governo não tivesse festejado o upgrade’, quando foi concedido anos atrás”, escreveu.

Na rede socialCampos afirmou que o Brasil não precisa que instituições de fora digam quais são os problemas do país.

“Nós sabemos bem quais são eles. Baixo crescimento com inflação alta. Baixo investimento com altos gastos correntes. Infelizmente, o governo não tem mostrado capacidade de enfrentar o desafio e mudar o jogo”, acrescentou o pré-candidato do PSB.

Classificação tem impacto na dívida de países

Apesar das críticas, especialmente após a crise de 2008, as avaliações das agências de classificação de risco continuam a ser importante termômetro para o mercado e têm impacto sobre o custo da dívida de países e empresas.

Quando a nota de um país é cortada, a tendência é que ele tenha de pagar taxas de juros mais altas para atrair investidores dispostos a comprar os títulos da sua dívida.

No caso do Brasil ontem, mesmo que a S&P tivesse tirado o grau de investimento, o país continuaria com o selo de “bom pagador”. Isso porque essa permanece sendo a avaliação de Moody’s e Fitch e muitos investidores consideram que o aval de 2 das 3 agências é suficiente.

DE QUERIDINHO A REBAIXADO

2008
Alto preço das commodities ajuda o Brasil, que resiste melhor à crise internacional do final daquele ano

2009
Governo lança política anticíclica, com bancos públicos garantindo crédito e sustentando consumo. Cai o superavit fiscal e governo tira obras do PAC da conta — surgem primeiras críticas sobre manobra contábil

2010
Estímulos fazem PIB do país crescer 7,5%, mas economia para pagar a dívida começa a patinar. Governo capitaliza Petrobras para sustentar gasto público

2011
Governo baixa a taxa básica de juros, com a expectativa de que isso impulsione a economia. Superavit primário é elevado. PIB, contudo, desacelera

2012
Economia mundial piora. Governo aposta em mais subsídios, mais dinheiro para o BNDES, mais desonerações e mais crédito. PIB não reage e Fazenda abusa de “contabilidade criativa” para fechar contas

2013
Economia do país tem leve reação, mas governo precisa recorrer de novo a manobras fiscais para entregar a economia prometida

2014
Dados preliminares indicam que, no primeiro bimestre, caiu a poupança para o abatimento da dívida pública

26/03/2014 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Gestão deficiente: Dilma não está capacitada para governar, diz Aécio

Talvez ela não esteja capacitada para governar o Brasil e nós estamos vendo que o Brasil é o país do improviso, comentou o senador.

Governo Dilma: Gestão Deficiente

Fonte: O Globo

Aécio diz que Dilma não está ‘capacitada’ para governar

Pré-candidato, senador tucano diz que vai reunir oposição no Congresso, na próxima semana, para tratar de CPI para investigar Petrobras

Pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o senador Aécio Neves usou neste sábado as denúncias envolvendo a Petrobras para dizer que a presidente Dilma Rousseff não está “capacitada” para governar o país. Aécio anunciou a realização de uma reunião no Congresso na próxima semana para buscar votos para a abertura de uma CPI. Sobre esse assunto, o mineiro passou por uma saia-justa nesta manhã, durante visita ao município de Campos do Jordão, interior paulista, quando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse, em entrevista antes da chegada do mineiro, que não seria necessária a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito se outras investigações estiverem sendo conduzidas no âmbito federal.

– Talvez ela não esteja capacitada para governar o Brasil e nós estamos vendo que o Brasil é o país do improviso. Me dou o direito de dizer que a desastrada intervenção da presidente no setor elétrico, que trouxe tantos prejuízos ao Brasil, ao tesouro e riscos de apagão, tenha sido tomada porque a presidente tenha lido só o resumo e não o conteúdo completo de todas as informações que orientavam em direção contrária à intervenção que se fez no setor elétrico. Foi um crime para com o país- disse Aécio, em entrevista antes de discursar para prefeitos, vereadores e correligionário no 58º Congresso de Municípios de São Paulo.

Depois de conversar a sós com Alckmin, com quem comeu um pastel antes de chegar ao evento, o senador negou que houvesse divergência entre o que defende ele e o governador paulista. Aécio afirmou que conversou com Alckmin e que este tinha a mesma opinião a favor da CPI.

Em seu discurso, Aécio voltou ao tema das denúncias envolvendo a Petrobras e convocou a militância a defender na próxima campanha a “reestatização” da estatal:

– Na última eleição, nos acusaram de querer privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil e outras empresas públicas. Isso jamais aconteceu nem foi pensado. O que nós queremos hoje é reestatizar a Petrobras, tirá-la das mãos de um grupo político, que dela se apoderou para fazer negócios irresponsáveis. Vamos buscar a decência na gestão pública.

26/03/2014 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio: ‘Já deu’. Petrobras e a gestão deficiente do PT

Em artigo senador comentou: “Entre a indignação, a revolta e o cansaço, o sentimento geral dos brasileiros é um só: já deu!”

Petrobras e o aparelhamento do PT

Fonte: Folha de S.Paulo

Já deu!

Coluna Aécio Neves

Protagonista de um governo refém dos interesses do regime de aparelhamento que se abateu sobre o Estado nacional, a presidente Dilma Rousseff já não sabe mais o que dizer ao Brasil, além de terceirizar responsabilidades.

Atônitos, os brasileiros são informados que, em poucos anos, a 12ª maior empresa do mundo foi transformada na 120ª e começam a perceber que, infelizmente, a PTrobras, longe de ser uma exceção, é o retrato do governo sob o comando do PT.

Incapacidade de gestão e planejamento. Desvios e suspeições. Excesso de compromisso com os companheiros, falta de compromisso com o país.

De um lado, a gravidade das revelações objetivas que vêm à tona e fazem a realidade superar as versões, que, antes sussurradas no meio político, já pareciam inverossímeis.

De outro, a vaidade e a onipotência daqueles que parecem acreditar que somos, os brasileiros, um conjunto de tolos.

O que se tornou conhecido por todos recentemente já era, há muito, de domínio do governo. Por que, então, por exemplo, só agora o diretor que passou a ser o bode expiatório do escândalo foi demitido?

Por que personagens das páginas policiais estiveram, até ontem, protegidos em posições de extrema confiança?

O que mudou? O que transformou um bem feito num malfeito foi apenas a percepção da sociedade? Que governo é este que só age ou ensaia providências quando é confrontado pela opinião pública?

De onde vem tanta arrogância, que faz com que os representantes do PT tripudiem sobre a percepção dos brasileiros?

Primeiro, inventaram os “recursos não contabilizados”. Na semana passada, o presidente do Banco Central chamou de mera “realocação contábil” a iniciativa da Caixa de lançar os recursos confiscados dos correntistas como lucro. Agora, na ausência de um mordomo, a culpa parece ser do “relatório”.

Os brasileiros vêm sendo desrespeitados todos os dias por ações concretas, sempre envoltas em coincidências demais e transparência de menos, mas também pela forma com que o governo responde a elas.

Estamos cansados de ver o interesse público e coletivo, razão de ser da própria República e da democracia, confundido com os interesses privados e os projetos individuais de poder de pessoas e de partidos.

Uma coisa são os desafios da nação. Outra, são os problemas criados pelo governo.

O governo que o eleitor escolheu para ser solução se transformou no principal problema do país. A verdade é que o governo colocou o Brasil no caminho errado –é simples assim. E o Brasil precisa voltar para o caminho certo.

Precisamos de um governo que volte a ser solução.

Entre a indignação, a revolta e o cansaço diante de repetidos absurdos, o sentimento geral dos brasileiros é um só: já deu!

26/03/2014 Posted by | Política | , , , | Deixe um comentário