Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Firjan: Aécio conversa com empresários no Rio

Brasil vive com equação extremamente perversa, de crescimento baixo, inflação alta, com uma perda crescente e veloz de credibilidade.

Brasil em gestão

Fonte: Jogo do Poder

Sobre a palestra na Firjan

É uma troca de informações. A Firjan acompanha ativamente a vida não só do estado do Rio, mas do país. O diagnóstico é muito claro, hoje, para todos nós. O Brasil vive com uma equação extremamente perversa, de crescimento baixo, inflação alta, com uma perda crescente e veloz da nossa credibilidade, e a emoldurar isso um processo grave de desindustrialização, de perda de competitividade das nossas empresas, no setor industrial, em especial. Voltamos a ser aquilo que éramos na década de 1950. Hoje, apenas 13% do nosso PIB são constituídos pela atividade industrial. E o Brasil, que hoje é a sétima economia do mundo, é apenas a 25ª maior economia exportadora, o que mostra uma grande defasagem.

É preciso que encontremos um caminho. Primeiro, o resgate da credibilidade do país, através de uma política fiscal transparente, uma política fiscal que inspire confiança. É um instrumento vital para a retomada dos investimentos no país. O Brasil apostou, ao longo desse último período, no crescimento da economia via praticamente apenas o consumo, através da oferta de crédito farto. Isso foi importante, mas isso era uma medida anticíclica, tinha um prazo de maturação. Era preciso que, na outra ponta, estivéssemos criando um ambiente favorável ao estímulo dos investimentos. E aconteceu o inverso.

Sobre algumas medidas necessárias

O que precisamos, vou dizer isso daqui a pouco, é iniciar, e esse é um compromisso nosso, se vencermos as eleições, a partir do início do próximo ano, uma guerra ao Custo Investir em infraestrutura de forma planejada, eficaz, com prazo determinado para que as coisas aconteçam, com os custos dos projetos sendo efetivamente cumpridos durante todo o empreendimento, é algo que está distante da realidade brasileira de hoje. O que vamos buscar é criar um novo ambiente econômico. Queremos ser um país que gera empregos de maior qualidade, e para isso o papel da indústria é absolutamente fundamental.

E vamos falar um pouco do setor de petróleo, e das questões que não necessariamente dizem respeito à pauta da indústria, mas dizem respeito à pauta da cidadania, e a indústria está inserida nela. Como por exemplo, o fortalecimento da Federação, como vamos enfrentar essa gravíssima crise de segurança pública que vem crescendo, sem que haja no Brasil até hoje uma política nacional de segurança, a calamidade da saúde pública, com a omissão crescente do governo federal. Há 10 anos, eram 56% os recursos do governo federal no conjunto dos investimentos na saúde. Passaram-se 11 anos do governo do PT, e 45% apenas. Quem paga essa conta? Os municípios, que são os que menos têm.

Essa reorganização, a refundação da Federação, é um pano de fundo para outras medidas pontuais que, obviamente, um governo que preze a eficiência e a ética terão que assumir.

Sobre o PMDB-RJ

Acredito muito nas coisas naturais na política. O que tenho percebido é que há, não apenas na oposição, mas na sociedade brasileira e isso se reflete em setores da base governista, um cansaço em relação a isso tudo que está acontecendo no Brasil. Acho que não há mais estomago para tanta propaganda e tão pouco resultado. Pode escolher a área, a grande realidade é que o governo da presidente Dilma falhou na condução da economia, falhou na condução da infraestrutura. O Brasil é um cemitério de obras inacabadas, mal planejadas. O PT demonizou durante 10 anos as privatizações e as concessões, portanto, é um tempo que não volta mais. O mais valioso ativo da política é o tempo. Tempo perdido você não recupera. Você pode encontrar em outro tempo, outra velocidade, outras prioridades, mas aquele foi. Durante 10 anos nós perdemos em várias áreas de investimento.

O setor do petróleo, por exemplo. Os cinco anos de alteração do processo de concessões do Brasil, entre aspas, não esteve no mercado, não abriu licitações, significou que US$ 300 bilhões da indústria do Petróleo andaram pelo mundo e nenhum real veio para o Brasil. É essa uma questão que tem que ser efetivamente discutida. E quero aqui ouvir também, quero subsídios de quem vive efetivamente esse

Sobre declaração da presidente Dilma

Chegava há pouco da Bahia e ouvi uma declaração dada agora pouco pela senhora presidente da República em Pernambuco falando, acusando, vejam só a oposição de alguma forma ferir, sujar a imagem da Petrobras. Quem está ferindo, sujando a imagem da Petrobras, é o aparelhamento que o PT estabeleceu já há vários anos na empresa e, a partir desse aparelhamento absurdo, estamos vendo todo tipo de irresponsabilidades, para usar um termo brando.Diretores da empresa presos, a Polícia Federal fazendo o que jamais havia feito na história, tendo que entrar dentro da empresa. É isso que fere, que suja a imagem da empresa. O caminho correto nesse instante seria a presidente da República pedir desculpas. Desculpas aos brasileiros, desculpas aos servidores da Petrobras, que construíram durante 60 anos essa extraordinária empresa, desculpas em especial aos trabalhadores, que colocaram ali recursos do seu Fundo de Garantia.

Quem, em 2009, colocou R$100 na Petrobras, hoje tem R$ 35. Perdeu 65% daquele investimento. Está na hora da presidente da República devolver limpo o macacão da Petrobras.

Sobre Petrobras

Se ela considera irrelevante o fato de uma empresa do porte da Petrobras ter uma governança que permita a aquisição de um ativo por S$ 1,2 bilhões que valiam US$ 45 milhões, se considera adequado que um diretor da empresa tido e reconhecido como muito poderoso, hoje preso, tivesse todas essas relações estabelecidas, sociedades com doleiros, arrecadação junto a empresas fornecedoras de recursos sabe-se lá para quem. Por isso que defendemos e vamos continuar defendendo a Petrobras. Isso não é pouco. A Petrobras é um patrimônio dos brasileiros.

Tenho dito que demonizaram muito a ação do PSDB nos anos passados em relação à Petrobras, com a acusação leviana de que o PSDB privatizaria a Petrobras. Queremos reestatizar a Petrobras, queremos tirá-la das garras de um grupo político e entregá-la aos interesses da sociedade brasileira. Petrobras é um instrumento vital, fundamental ao crescimento da economia brasileira. Talvez, o maior alavanque ao crescimento da economia brasileira. Foi submetida a instrumento hoje de política econômica para controlar a inflação.

A empresa está descapitalizada e, infelizmente, tentam desmoralizá-la. Mas não é a oposição. A oposição não tem essa capacidade e essa força. O que a oposição quer é impedir que ela continue sendo conduzida da forma que vem sendo, infelizmente, até aqui.

Sobre inflação e Custo Brasil

Há muito tempo não focamos no centro da meta. O teto da meta tem sido o objetivo do governo, a referência principal. Precisamos vencer etapas. Entre elas, adequar, por exemplo, os gastos públicos, os gastos correntes ao limite do crescimento do PIB. Não fechará jamais uma equação em que os gastos correntes crescem mais do que cresce a própria economia. Isso é um pressuposto para que possamos abrir um espaço fiscal que leve, inclusive, a médio prazo, ao início da redução horizontal da carga tributária. Não deu certo para o Brasil essa política das desonerações pontuais, patrocinadas até agora pelo governo, atendendo determinados setores, mas não significou nenhum estímulo claro, palpável, mensurável em relação ao crescimento da economia. No momento em que tivermos uma política fiscal transparente e focarmos objetivamente no centro da meta, acho que nós criamos um ambiente adequado para a retomada de investimentos e, aí sim, para estabilidade necessária à retomada desse crescimento.

15/04/2014 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

Aécio sela alianças com DEM e PMDB na Bahia

União das três legendas terá Paulo Souto concorrendo ao governo da BA, Joacir Goés candidato a vice, e Geddel Vieira concorrendo ao Senado.

Eleições 2014

Fonte: Estado de Minas

Aécio fecha primeira aliança com o PMDB

Partido da base da presidente Dilma estará com PSDB e DEM na disputa pelo governo da Bahia. Candidato tucano deixa claro que investidas sobre aliados do governo vão continuar

De olho em partidos da base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT) para sangrar o apoio da adversária e fortalecer seus palanques nos estados, o senador Aécio Neves (PSDB) comemorou ontem a aliança fechada pela oposição com o PMDB na Bahia. A chapa, que terá o DEM na cabeça, o PSDB de vice e um nome peemedebista para o Senado, foi apresentada em Salvador, onde o tucano disse que, se depender dele, o acordo será apenas o primeiro desta natureza. “Espero, sim, a partir do que se construiu na Bahia, que possamos ter parceiros do PMDB em outros estados da Federação ao nosso lado”, afirmou.

Articulada pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), a união das três legendas terá Paulo Souto (DEM) concorrendo ao governo da Bahia, Joacir Goés (PSDB) como candidato a vice, e o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira, do PMDB, concorrendo ao SenadoAécio classificou a aliança de a “mais bem sucedida construção política que aconteceu até agora no Brasil para as eleições de 2014”. Além de ser uma chapa competitiva, o senador disse que o acerto trará um apoio importante para os tucanos no plano nacional.

O pré-candidato do PSDB deixou claro que as investidas no PMDB e em outros partidos aliados de Dilma serão constantes. Aécio conta com os desentendimentos dentro da base aliada ao governo federal para tentar atrair o apoio. “Hoje há setores não apenas do PMDB, mas de outros partidos da base governista, insatisfeitos com isso que está aí. As pessoas já estão percebendo que essa aliança só serve aos interesses do PT, não serve aos interesses do Brasil”, disse.

Em Minas Gerais, os tucanos também tentam conseguir o apoio do PMDB para a candidatura do ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga (PSDB) ao governo. O presidente da legenda, deputado federal Marcus Pestana, já teve um primeiro encontro oficial com o partido, que está rachado em três. Parte do PMDB mineiro quer candidatura própria e o restante se divide entre apoiar o PT e o PSDB.

 Renan se curva aos interesses do Planalto, critica AécioAécio ainda espera estreitar relações com o PP, partido que também integra a base de Dilma, especialmente depois que o ex-governador mineiro Antonio Anastasia (PSDB) deixou o cargo, deixando a vaga livre para Alberto Pinto Coelho (PP) assumir a titularidade. “Temos alianças muito avançadas com eles (do PP) no Rio Grande do Sul. Temos parcerias com o PDT, por exemplo, no Mato Grosso. Independentemente de uma aliança nacional, em muitos estados vai haver alianças do PSDB e da nossa candidatura com partidos que hoje estão na base (de Dilma)”, prevê.

Liminar

O senador tucano afirmou que vai hoje ao Supremo Tribunal Federal em busca de uma liminar que permita a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras. Segundo o tucano, a oposição não vê problemas em uma devassa ampla, que investigue inclusive contratos dos adversários da petista. Para Aécio, a presença da presidente daPetrobrasGraça Foster, no Senado, hoje, será mais uma oportunidade para o governo dar explicações. “A CPI não tem o poder de, a priori, antecipadamente, julgar e condenar quem quer que seja. Ela é um instrumento importante para fazer as investigações”, afirmou.

Mais uma vez, Aécio criticou o uso da máquina pelo governo federal que, segundo ele, faz hoje praticamente um monólogo. “Esperamos o início do contraditório, do tempo do debate, da discussão”, afirmou. O tucano voltou a dizer que o governo Dilma fracassou na economia, nos projetos de infraestrutura e nos indicadores sociais.

15/04/2014 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

PT suja imagem da Petrobras, diz Aécio

“Está na hora de a presidente da República devolver limpo o macacão dos funcionários da empresa”, comentou o senador.

Petrobras sem gestão

Fonte: O Globo 

No Rio, Aécio diz que Dilma tem que ‘devolver limpo’ o macacão da Petrobras

Pré-candidato tucano esteve na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan)

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDBAécio Neves, respondeu na tarde desta terça-feira, no Rio de Janeiro, às acusações da presidente Dilma Rousseff, que afirmou em Pernambuco que a oposição está empenhada em ‘ferir’ a imagem da Petrobras. Na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Aécio disse que Dilma deve devolver “limpo” o macacão da empresa.

— Está na hora de a presidente da República devolver limpo o macacão dos funcionários da empresa. Quem está sujando a imagem da Petrobras é o PT, que estabeleceu o aparelhamento através da irresponsabilidade, que resulta na prisão de diretores em operações da Polícia Federal — disparou o tucano.

Para Aécio, que mais cedo esteve em Salvador, o caminho correto é Dilma pedir desculpas aos brasileiros, aos servidores da empresa e aos trabalhadores que investiram seus recursos nas ações da Petrobras. O senador mineiro disse que, se esses trabalhadores que investiram anteriormente compraram R$ 100 em participações da empresa, hoje eles teriam R$ 35, pois houve uma desvalorização de 75% dos papéis da estatal.

Aécio citou como exemplo de irresponsabilidade o preço pago pela refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). Também enfatizou que o PSDB, acusado pelos petistas de tentar privatizar a estatal, quer a “reestatização” da Petrobras, hoje nas mãos do PT.

Aécio não descartou a possibilidade de repetir no Rio a aliança com PMDB anunciada na Bahia. Ele diz que tem conversado com forças da base aliada no estado, como Francisco Dornelles (PP), Paulinho da Força (Solidariedade), Jorge Picciani (PMDB) e Indio da Costa (PSD). O tucano também afirmou que estão avançadas as negociações com DEM e PPS para a formação de um palanque.

15/04/2014 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário