Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Expansão da violência: Governo Dilma cruza os braços, diz Aécio

Aécio voltou a cobrar do governo federal respostas rápidas para combater a expansão da violência que assola estados e grandes cidades.

Segurança Pública

Fonte: PSDB-MG 

Governo cruza os braços para 50 mil assassinatos por ano no Brasil, diz Aécio

presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), voltou a cobrar do governo federal respostas rápidas e eficientes para combater a expansão da violência que assola os estados e grandes cidades brasileiras. Em viagem à Bahia – estado com maior crescimento percentual de homicídios da última década, com aumento de 340% -, Aécio afirmou que o Brasil carece de política nacional de segurança pública e criticou o governo da presidente Dilma pela omissão diante dos 50 mil homicídios registrados anualmente no país.

Para Aécio, o governo cruza os braços para o problema. “Neste cenário de grandes desafios, sinto que tem faltado ao país o sentido mais alto da Federação. Tem nos faltado solidariedade política e responsabilidade compartilhada. Na prática, o que assistimos hoje é o governo central terceirizando os problemas e cruzando os braços diante de 50 mil assassinatos por ano”, disse durante discurso na Câmara de Vereadores de Salvador na noite desta segunda-feira (12), após receber o título de Cidadão Soteropolitano.

Aécio lembrou que o governo federal participa com apenas 13% de tudo o que é gasto com segurança pública em todo o país. A maioria dos recursos – 87% – fica a cargo de estados endividados e municípios com grandes dificuldades de fazer novos investimentos.

Além da baixa participação federal com combate à criminalidade, o presidente nacional do PSDB acusou o governo petista de bloquear os recursos federais para a área de segurança pública. “Há um crônico contingenciamento dos recursos dos fundos setoriais da segurança. Em todo o governo Dilma, dos R$ 4,1 bilhões destinados a eles, só foram pagos apenas ou 26%”, afirmou Aécio Neves.

Combate à miséria

Em seu discurso, Aécio Neves também defendeu o Bolsa Família ao dizer que o programa será aprimorado em um eventual governo do PSDB. O tucano afirmou que é preciso garantir que os programas de transferência de renda passem a ser um direito de cidadania e não uma benemerência de qualquer governo.

O tucano voltou a cobrar da base governista de Dilma a votação de projeto de sua autoria que transforma o Bolsa Família em política de Estado, independentemente do partido que esteja no Palácio no Planalto. O programa será discutido nesta quarta-feira (14/05) na Comissão de Assuntos Sociais no Senado.

“Chegou a hora de mudar para enfrentar, de verdade, o atraso e a pobreza seculares, que tiram dos brasileiros a perspectiva de crescimento e de construírem o seu próprio destino. O país está nos dizendo que não aceita mais apenas a gestão diária da pobreza e exige a sua superação definitiva. É hora de avançar mais, sem proselitismo, sem demagogia, sem remendos”, afirmou Aécio Neves.

Outra medida, defendeu o presidente do PSDB, é recuperar o patamar de renda internacionalmente que define a linha da pobreza extrema.

“Ninguém sabe porque o governo federal abandonou o paradigma da ONU e só agora, em ano de eleição, lembrou-se de reajustar o beneficio, ainda assim de forma insuficiente, que não alcança os 1,25 dólar/dia, preconizados pelas Nações Unidas. Com ele, o programa deveria estar praticando hoje o valor mínimo 83 reais”, cobrou Aécio Neves.

14/05/2014 Posted by | Política | , , , , | Deixe um comentário

Datafolha mostra crescimento de Aécio como candidato da mudança

Aécio cresce entre os que têm menos estudo – em geral também mais pobres, revela dados do Datafolha.

Pesquisa Datafolha

Fonte: Jogo do Poder

Aécio já empata com Dilma no Sudeste e se fortalece como candidato da mudança

pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (09/05), mostra que o senador Aécio Neves (PSDB) já empata com a presidente Dilma Rousseff (PT) na região Sudeste, na qual estão os três maiores colégios eleitorais do Brasil (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro).

O site do instituto descreve assim a situação: “O pré-candidato tucano tem seu melhor índice no Sudeste (27%), onde empata com a petista (30%) na primeira colocação”.   Confira aqui.

Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos, há um quadro de empate técnico entre Aécio e Dilma na região Sudeste.

Datafolha mostra também que, ao contrário do que os adversários divulgam, Aécio cresce entre os que têm menos estudo – em geral também mais pobres. Diz o site do instituto: “A análise por nível de escolaridade mostra que Aécio ganhou pontos, principalmente, entre os que estudaram até o ensino fundamental (foi de 12% para 18% entre abril e maio) (…) oscilando entre os que estudaram até o ensino médio (de 17% para 21%). Foi justamente entre os que estudaram até o ensino fundamental que a petista sofreu seu maior recuo (de 47% para 42%) (…).

Diretor do Datafolha: “Aécio quebrou o marasmo da oposição”

Segundo o sociólogo Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, “Aécio Neves quebrou o marasmo da oposição”. Confira a análise que ele fez do desempenho de Aécio na pesquisa: “O mineiro passou a ser um pouco mais conhecido, dobrou suas menções espontâneas de intenção de voto, turvou, por enquanto, o cenário de reeleição de Dilma no primeiro turno, melhorou seu desempenho numa hipótese de segundo turno e cresceu mais do que o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) no quesito candidato da mudança”.

A pesquisa revela que, pela primeira vez, Aécio supera Dilma Rousseff em intenção de voto entre os eleitores que dizem querer mudanças no próximo governo. Diz a Folha: “Dentro do grupo de entrevistados que afirmam esperar ações diferentes do Palácio do Planalto a partir de 2015, a petista oscilou para baixo, passando de 25% em abril para 24% na última pesquisa. Já Aécio subiu de 21% para 26% nesse segmento”. Com 26%, Aécio tem o dobro de Eduardo Campos (13%) na identificação com a mudança.

Considerando-se todas as regiões brasileiras, o levantamento mostra o crescimento de Aécio e fortalece o cenário de um segundo turno nas eleições presidenciais. Os dados também confirmam a tendência de crescimento de Aécio detectada por outros institutos, recentemente.

Os resultados para o Brasil foram os seguintes: Dilma (37%), Aécio (20%) e Eduardo Campos (11%). Dos três nomes, Aécio é o que tem menor rejeição. O senador mineiro ainda tem muito espaço para crescer, uma vez que nada menos que 22% dos entrevistados não o conhecem, e outros 36% apenas “ouviram falar” dele (somando-se, são 58% dos eleitores).

14/05/2014 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

Eleições 2014: há seis possíveis nomes para vice de Aécio

Os mais cotados são José Serra, Aloysio Nunes, Agripino Maia, Ana Amélia, Mara Gabrilli e Torres.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Aécio já conta com seis nomes para vice na chapa do PSDB

Solidariedade lança nesta terça-feira mais um aspirante; José Serra é um dos cotados

senador Aécio Neves receberá nesta terça-feira o apoio do Solidariedade à sua candidatura à Presidência, numa festa organizada pelo partido em Brasília. No evento, a legenda também anunciará a indicação do dirigente da Força SindicalMiguel Torres, para a vaga de vice. Com isso, já somam, pelo menos, seis os nomes cogitados para o posto até agora — o ex-governador José Serra, os senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), José Agripino Maia (DEM-RN) e Ana Amélia (PP-RS), a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) e Torres (Solidariedade). Aécio tem defendido em público que essa discussão seja feita somente após o fechamento das alianças partidárias, mas, ele mesmo, em encontros reservados, tem consultado aliados sobre esses nomes.

Aécio se encontrou com Serra na quinta-feira passada, em São Paulo, para uma conversa a sós. Pessoas próximas dos dois disseram que, apesar das especulações em torno do nome de Serra para vice, a conversa teria sido sobre a conjuntura política, sem entrar diretamente na questão da chapa para a eleição. Alguns aliados de Serra interpretaram o encontro como um gesto de aproximação, que torna algo “impensável” há algumas semanas em “possibilidade”.

— Sou a favor dessa chapa porque acho ela a melhor opção. Já disse isso aos dois. Agora, se eles querem ou não querem, isso é problema deles. O que eu digo é que a impossibilidade dessa chapa está superada. Agora é trabalhar pela possibilidade — afirmou o deputado Jutahy Magalhães Júnior (PSDB-BA), amigo de Serra.

— Serra não vai perder dez segundos com essa discussão sem que tenha havido um convite. Ele só levará em conta essa discussão quando houver um fato concreto, um convite — destacou o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, que foi vice do tucano no governo paulista e hoje é o coordenador da campanha de Aécio no estado.

DEM: discussão prematura

Para outro tucano, o fato de Serra “não descartar de antemão o assunto” em conversas reservadas é “um avanço imenso” em se tratando do ex-governador. Resta saber, acrescentou ele, o que pensa Aécio.

Assim que começaram os rumores sobre Serra ocupar a vaga de vice, a equipe de Aécio usou as redes sociais para fazer uma sondagem sobre o impacto de uma indicação do paulista. O resultado não foi dos mais animadores. A grande maioria das reações de militantes e simpatizantes do PSDB monitoradas pela pré-campanha foi de reprovação. Aécio e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foram avisados do resultado.

Apesar da indicação amanhã de um candidato para vice pelo Solidariedade, o presidente da sigla, deputado Paulinho da Força, declarou ter simpatia por uma chapa Aécio-Serra.

— Vamos indicar amanhã o nome do Miguel. Mas eu já disse ao Aécio que, se ele quiser ganhar a eleição, tem que convidar o Serra. Por ele, abrimos mão da nossa indicação.

Já o DEM, que também caminha para oficializar um apoio ao senador, considera a discussão prematura. Na próxima sexta-feira, Aécio estará com lideranças da sigla em São Paulo em mais um passo rumo à concretização da aliança.

— O DEM tem quadros de qualidade, tempo de rádio e TV e uma parceria de muito tempo com o PSDB. O natural é o DEM compor a chapa. Mas não vamos fazer disso um cavalo de batalha — afirmou o presidente nacional da sigla, José Agripino Maia.

14/05/2014 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio recebe apoio formal do Solidariedade

Em ato marcado por ataques à presidente Dilma Rousseff, Solidariedade formalizou apoio à candidatura do senador Aécio Neves.

Partido oferece nome para a vice

Fonte: O Globo 

Solidariedade formaliza apoio a Aécio e oferece vice para chapa

Na entrada do evento, totem com críticas a Dilma: frase ‘O PT afundou a Petrobras’ estampa latões que imitam barris de petróleo

Em um ato marcado por ataques à presidente Dilma Rousseff, o partido Solidariedade formalizou nesta terça-feira o apoio à candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República. O partido, criado no final do ano passado após um rompimento do deputado Paulinho da Força com o governo, é o primeiro a realizar um evento para anunciar que estará com o tucano nessas eleições.

Na cerimônia, ocorrido em um hotel em Brasília, Paulinho da Força “ofereceu” o nome do presidente da Força SindicalMiguel Torres, para ser vice de Aécio. O senador mineiro, no entanto, repetiu o que vem dizendo sobre os demais candidatos a vice em sua chapa: a decisão só será tomada em junho, em um acordo feito com todos os partidos da aliança.

— Política é a arte de administrar o tempo. Eu não tenho pressa. No tempo certo, antes da nossa convenção em 14 de junho, teremos uma definição da chapa, a partir de um entendimento da aliança, não apenas do PSDB. Vamos ter alguém que possa nos ajudar a construir uma bela vitória. O presidente da Força Sindical é um nome extremamente qualificado, será avaliado pelo conjunto dos partidos que fazem parte dessa aliança. Fico muito honrado de ter mais esse nome para ser avaliado pelos conjuntos do partido – apontou Aécio.

Paulinho da Força sinalizou que a apresentação do nome de Miguel é mais simbólica do que a delimitação de um espaço pelo qual o Solidariedade pretende brigar. Além de Miguel, outros cinco nomes são cotados para compor com Aécio: os senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP), José Agripino (DEM-RN) e Ana Amélia (PP-RS), a deputada Mara Gabrilli(PSDB-SP) e o ex-governador de São Paulo José Serra.

– Sei que tem vários pretendentes a ser candidato a vice com você, inclusive o senador Aloysio Nunes, que está aqui do lado, mas quero te apresentar também o Miguel Torres. Mas, não vamos fazer guerra com isso, é um nome para você apreciar – anunciou o deputado, durante o evento.

Crítica a Dilma na porta do evento

Um totem montado com latões imitando barris de petróleo com os dizeres “caixa 2, Petrobras, corrupção” e a imagem no alto da presidente Dilma Rousseff, trajada com o macacão da estatal, estão na porta no hotel San Marco onde será realizado o ato promovido pelo Solidariedade (SDD) para oficializar apoio ao pré-candidato Aécio Neves (PSDB).

Para o evento são esperadas lideranças dos partidos simpatizantes da candidatura tucana. Nos barris estão estampadas as frases: “O PT afundou a Petrobras” e PasadenaDilma assina a compra”.

14/05/2014 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Choque de gestão, que trouxe eficiência em MG, é criticado por Lula

Em Salvador Lula critica modelo de gestão adotado em Minas e reconhecido pelo Banco Mundial como referência em administração pública.

Choque de Gestão: planejamento eficiente que mudou Minas

Fonte: Valor Econômico 

Choque de gestão é balela, diz Lula

Em Salvador para um ato político do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mirou nos dois principais prováveis adversários da presidente Dilma Rousseff nas eleições deste ano ao afirmar que é o governo federal quem “cuida dos pobres” em Minas Gerais e Pernambuco – Estados que foram, respectivamente, governados por Aécio Neves (PSDB) eEduardo Campos (PSB).

“Ninguém é tolo para acreditar que quem não faz em 500 anos vai fazer agora. É só ver quem são os nossos adversários e ver qual é a política social que eles fizerem nos Estados para ver se não tem o dedinho do governo federal. Quem é que cuida dos pobres em Minas Gerais? Quem é que cuida dos pobres em Pernambuco? É o governo federal”, afirmouLula.

Lula participou na noite de hoje de um ato político de apoio à pré-candidatura de Rui Costa (PT) ao governo da Bahia.

Numa crítica indireta ao tucano Aécio Neves, ironizou os que defendem a prática de “choques de gestão” – um dos principais motes do senador quando foi governador de Minas Gerais (2003-2010).

“Eles inventam umas palavras que terminam quando começam e não acontece nada: choque de gestão é a maior balela que eu já vi nesse pais”, disse Lula. “Toda vez que alguém fala em choque de gestão, o resultado é corte de salário e dispensa de trabalhador na maioria dos Estados brasileiros em que os governadores fazem isso.”

Marcando todo o discurso com a distinção entre “nós” e “eles”, o ex-presidente usou a maior parte do tempo para exaltar os 11 anos de gestões do PT no Planalto, em áreas como educaçãoacesso à água e políticas sociais.

“Eles tem que ter medo mesmo porque mais um mandato da Dilma [Rousseff], mais a eleição do Rui [Costa], a gente vai consertar mais um pouco este país, mais um pouco esta Bahia, e não vai ter espaço para eles voltarem”, afirmou.

Lula ainda defendeu a atuação de seu governo na aquisição, pela Petrobras, em 2006, da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, negócio sob críticas por suspeita de ter gerado um prejuízo milionário à estatal. Afirmou que a “essa gente” que critica o negócio está “interessada em fazer caixa de campanha”.

Conheça o Choque de Gestão

Choque de Gestão: planejamento eficiente que mudou Minas

Renata Vilhena, secretária de Planejamento e Gestão de MG, fala do modelo de austeridade fiscal e da adoção da diversificação da economia.

Políticas públicas

Fonte: Jogo go Poder

Choque de Gestão: Renata Vilhena participou da concepção do Choque de Gestão, modelo implantado em Minas a partir de 2003.

“É falácia dizer que Minas está muito endividada”, diz Renata Vilhena

Renata Vilhena é secretária de Estado de Planejamento e Gestão do Governo de Minas Gerais (Seplag-MG) desde 2007. Graduada em Estatística pela UFMG e especialista em Administração Pública pela Fundação João Pinheiro, integrante da Comunidade de Gestão Avançada da FDC, é servidora de carreira da Seplag desde 1986. Também atuou no governo Federal como secretária-adjunta de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão, entre 1999 e 2002. Participou da concepção do Choque de Gestão, modelo implantado em Minas a partir de 2003 e que já está em sua terceira geração. Sobre o tema, foi uma das organizadoras, em 2006, do livro “Choque de Gestão em Minas – Políticas da Gestão Pública para o Desenvolvimento”. Na entrevista a seguir, Renata Vilhena aborda temas polêmicos, como o endividamento do Estado, previdência estadual e indicadores de criminalidade. A secretária quantifica os benefícios econômicos de uma política de austeridade fiscal e destaca ações no sentido de diversificar a economia mineira, hoje fortemente dependente de commodities minerais e agrícolas.

Existe uma demanda global por austeridade fiscal no setor público e, ao mesmo tempo, uma exigência por desenvolvimento. Qual a receita para atender às duas necessidades?
É um grande dilema. Tudo o que eu faço em expansão do serviço público é transformado posteriormente em custeio. Quando eu construo um presídio, eu gasto com o investimento na construção e depois preciso manter aquilo funcionando para o resto da vida, e considerando que um preso custa, em média, R$ 1.800 por mês.

Mas como reduzir o custeio sem parar a máquina pública?
É importante separar o que eu chamo de custeio finalístico, um custeio que é bom, do custeio que é a simples manutenção da administração pública, onde temos, sim, que ser severos, que é aquele custeio com água, luz, telefone, aluguel, diárias, passagens. Estaremos sempre investindo nos gastos finalísticos como merenda, transporte escolar, o combustível da polícia. Mas aquele custeio ligado meramente à atividade de manutenção, o esforço é para que seja cada vez mais qualificado e menor. É muito difícil, porque isso deve ser feito órgão a órgão, instituição por instituição.

A estratégia do governo de buscar Parcerias Público-Privadas (PPPs) é um forma de encarar esse desafio?
Com certeza. No complexo penitenciário, não teríamos recurso para construir no tempo recorde, como foi. Mas quando procuro um parceiro, ele executa as obras, o investimento, e eu diluo esse investimento no custeio e monitoro resultados. O que é muito interessante desse modelo de contrato é que eu pago por performances, medida por indicadores. Se o serviço não foi bem prestado, o repasse é menor. Pago pela entrega que recebo. Aprendemos muito com isso e migramos esse modelo para todos os contratos da Cidade Administrativa.

Temos editais na praça para a PPP dos resíduos sólidos e expectativa para a PPP do transporte ferroviário. Existe plano de PPP para algum outro setor?
Sim. As Unidades de Atendimento Integrado (UAI). Temos um piloto com seis já em funcionamento por PPP e temos licitação aberta para expansão em todos os outros postos. Ficou separado o UAI da Praça Sete, que, após consulta pública, decidiu-se por licitação separada porque se trata de um prédio tombado e com características diferenciadas. Nesse caso das UAIs, existe um outro aspecto interessante, que é o usuário que avalia o serviço, por meio de formulários.

E qual é o resultado dessa avaliação?
Hoje, a avaliação positiva é de 98%, e o Estado gasta 30% menos. É o sonho de consumo de todo gestor: gastar menos e ter um serviço prestado com maior qualidade. E é o que se espera das PPPs, a profissionalização da gestão dos contratos e diluir recursos do investimento em 20, 30 anos.

No ano passado, foram anunciadas pelo governador medidas de fusão de secretarias, impedimento na contratação de consultorias, etc. Qual o resultado disso?
Alcançou uma economia de R$ 142 milhões de agosto a dezembro de 2013 com a implantação das medidas administrativas para redução de custos e racionalização da administração pública. Cortes em cargos em comissão representaram 56%, e o restante, com venda de carros, redução de consultorias, viagens e outras medidas.

Qual o impacto da redução de aluguéis a partir da transferência dos serviços para a Cidade Administrativa?
Resultou em economia de R$ 16,8 milhões, em 2013, relativa ao não pagamento de aluguéis. A economia total com custos de manutenção ficou em R$ 121 milhões. Isso sem contar a venda de imóveis.

O Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI) prevê que, até 2030, Minas Gerais se beneficie muito com a valorização das commodities. O Estado é grande produtor de minério de ferro e café, principalmente. A partir desse bom momento de preços das commodities, o PMDI indica a necessidade de diversificar a economia e diminuir a dependência da economia estadual de ciclos positivos para as commodities. O que já foi feito nesse sentido?
Vários estudos com participação da Fundação Dom Cabral (FDC) foram feitos para avaliar o potencial do Estado de atração de empresas. Isso resultou, por exemplo, na Six Semicondutores, um tipo de investimento que nunca tivemos em Minas Gerais. Foi realizado também um estudo no Vetor Norte e identificou-se potencial para empresas de tecnologia, aviação, medicinal. Temos o Centro de Tecnologia e Adaptação Aeroespacial (CTCA), o aeroporto-indústria, a fashion city, a parte de empresas de medicamentos. Estamos sendo proativos e vemos resultados.

O PMDI também traça meta ousada de reduzir para 26 a cada 100 mil o número de jovens de 15 a 24 anos assassinados até 2015. Em 2009, eram 38,9 a cada 100 mil. A meta será cumprida?
Não tenho ainda os indicadores de 2013, que são medidos pela Universidade Federal de Minas Gerais. São metas ousadas mesmo. Essa meta é um dos Objetivos do Milênio. Não posso falar agora que a meta será cumprida, porque não tenho resultados prévios dos indicadores, mas temos chegado perto do cumprimento.

A fusão dos planos de previdência do funcionalismo estadual criou polêmica. O Estado está preparado para a judicialização do caso?
Está. A União, há cerca de dois anos, instituiu a previdência complementar e criou-se a possibilidade de os Estados criarem previdências suplementares. Tínhamos um fundo de previdência criado em 2002, em um contexto econômico diferente, e agora chegamos em um ápice de capitalização, onde o governo tem que colocar recursos do Tesouro, totalmente esterilizados, e que só poderão ser usados em 2030. Isso é muito bom se a gente tiver o mundo em situação de crescimento.

Mas o mundo não está crescendo. O que fazer?
O que fizemos foi instituir a previdência complementar e, para que não tivéssemos três modelos, ficamos só com o modelo que é de previdência complementar e o modelo onde o Tesouro, da mesma forma que fazia com o Funpemg, vem aportando a complementação dos inativos. Adotamos modelo idêntico ao do governo Federal, ao do Ceará, de Pernambuco, São Paulo. A União nunca fez um fundo de capitalização sob o argumento de que o Tesouro Federal não tem dinheiro para ficar parado enquanto temos demandas crescentes de serviços.

E Minas tem?
Minas Gerais é o mesmo caso. Temos muita segurança no que fizemos, com parecer da Advocacia Geral do Estado. A Lei Federal não veda o que fizemos, o que existe é uma resolução, que é um ato da Secretaria de Previdência Nacional, de que o ideal é ter um modelo de capitalização, e que ficou prejudicado após a criação da previdência complementar. Começamos a contribuir com a aposentadoria em 2003. Até então, nunca contribuímos. O que arca com a aposentadoria, com os R$ 8 bilhões ao ano de inativos, são impostos.

Uma crítica que se faz à administração pública em Minas Gerais é sobre o endividamento do Estado. Existe previsão de redução do endividamento?
Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece limites para o endividamento. Fala que os Estados não podem ultrapassar o valor de 2 para 1 em relação à receita corrente líquida. Então existe uma trajetória de endividamento e, se eu não cumpro, tenho todos os meus repasses de convênio e transferências da União bloqueados. A gente não chega aos 2, estamos em 1,8.

E a revisão dos juros da dívida?
As pessoas às vezes têm dificuldade de entender que uma coisa é um acordo da dívida que todos os Estados tinham com a União, que é essa discussão dos juros, que eu já paguei duas vezes o valor negociado e ainda devo cinco vezes. Outra coisa são as operações de crédito, aquelas que eu tenho com o BNDES,Banco do BrasilCaixaBanco Mundial, e que não podem ultrapassar 2 vezes a minha receita corrente líquida. É uma falácia dizer que Minas Gerais está muito endividada, porque eu cumpro os indicadores da Lei de Responsabilidade Fiscal. O que eu tomei de operações de crédito cabe perfeitamente dentro do meu fluxo de caixa. É o mesmo que acontece quando se compra uma casa, que tem valor muito acima do salário, mas as parcelas cabem perfeitamente no orçamento.

Qual a previsão de reajuste neste ano do funcionalismo?
Temos uma Lei de Política Remuneratória onde trabalhamos com a variação da receita deste ano com o anterior e o crescimento da folha deste ano em relação ao ano anterior. O que fica aí de intervalo é o que podemos conceder de aumento. Ano passado, concedemos 56% a mais do que essa variação e, para este ano, temos dois aumentos já concedidos à polícia, alguns aumentos da saúde e meio ambiente, entre outros. Até pelo calendário eleitoral, não sei o que vamos conceder além do que já foi.

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