Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Aécio: projeto incentiva o investimento na educação de empregados

Projeto de lei 697, que tramita há três anos, prevê a educação no Imposto de Renda a empresas e pessoas físicas

Aécio: incentivo à educação

Aprovado projeto de lei de Aécio Neves que cria educação no IR de empresa ou empregador que investir na educação de funcionários

Fonte: PSDB

Proposta poderá beneficiar empregado doméstico

Comissão de Educação do Senado aprovou, nesta terça-feira (20/05), proposta do senador Aécio Neves que incentiva o investimento na educação de empregados.

O projeto de lei 697, que tramita há três anos, prevê a educação no Imposto de Renda devido pelas empresas e pessoas físicas dos valores gastos na educação de seus funcionários.

A proposta estabelece que o valor gasto com o fornecimento de ensino aos empregados, em qualquer área do conhecimento ou em qualquer nível de escolaridade, pode ser descontado do Imposto de Renda, seja mensalidade, matrícula ou fornecimento de material de estudo, seguindo a mesma regra hoje vigente para educação de dependentes.

Benefício estendido a quem custear educação de empregados

A proposta do senador Aécio Neves já havia sido aprovada na Comissão de Assuntos Sociais. Durante o debate sobre o projeto, o benefício da educação no IR foi estendido à pessoa física que comprovar gastos com a educação de empregados. Assim, despesas com educação de trabalhadores domésticos também serão contemplados.

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22/05/2014 Posted by | Política | , , , , | Deixe um comentário

Saúde: Aécio defende piso salarial

Aécio Neves votou pela aprovação do piso salarial nacional para os agentes comunitários de saúde, com jornada de 40 horas semanais.

Aécio Neves: saúde

Fonte: PSDB

“Poucos projetos têm o alcance social desse”, diz Aécio sobre piso salarial aprovado para agentes de saúde

Proposta foi aprovada pelo Senado nesta quarta

senador Aécio Neves defendeu e votou pela aprovação, na noite desta quarta-feira (21/05), do piso salarial nacional para os agentes comunitários de saúde, com jornada de 40 horas semanais, aprovado por unanimidade pelo Senado. O PLS 270, de 2006, fixa o piso em R$ 1.014 e já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto segue agora para sanção presidencial.

“Poucos projetos têm o alcance social desse, que permite o estabelecimento de um piso salarial profissional para os agentes comunitários de saúde. A todos aqueles que se envolveram, que participaram dessa discussão, mas em especial aos agentes comunitários de saúde e aos seus representantes, uma saudação e um cumprimento. Foi a mobilização de vocês, a luta de vocês e a seriedade no trabalho que vocês desenvolvem por todo Brasil que permitiu que essa questão fosse tratada como tem sido tratada nessa Casa. Parabéns aos agentes comunitários de saúde. Essa é apenas uma etapa”, disse.

Aécio Neves destacou o crescimento no efetivo dos agentes comunitários de saúde, fundamentais para a saúde pública dos brasileiros, sobretudo no interior, durante o governo do PSDBAécio Neves também lembrou a ampliação do Programa Saúde da Família, do qual os agentes fazem parte hoje.

Em 1994, o Brasil tinha apenas 328 equipes do PSF, número que saltou para 16.567 em 2002, crescimento de impressionantes 4.978%. Dos 29 mil agentes comunitários de saúde existentes em 1994, o número cresceu para 173 mil em 2002. Um aumento em torno 500% apenas naquele período. Infelizmente, esse crescimento não ocorreu no período subsequente. Nesse período mais recente, o número de agentes comunitários em municípios atendidos cresceu apenas 35% em agentes e apenas 6% dos municípios.

Faço esse registro histórico para dizer que essa construção feita faz justiça – não ainda toda ela – a profissionais que vêm, ao longo de suas vidas, salvando vidas por todas as partes, sobretudo das regiões mais pobres do país”, disse Aécio Neves.

22/05/2014 Posted by | Política | , , , | Deixe um comentário

Pesquisa Ibope: Aécio cresce mais

Segundo o Ibope aumentam as chances de segundo turno e começa a diminuir o número de votos nulos e brancos. Dilma tem a maior rejeição

Eleições 2014: Dilma se recupera após propaganda, mas adversários sobem mais, mostra a pesquisa

Fonte: O Estado de São Paulo

Presidente sobe de 37% para 40%, mas Aécio e Campos têm maior crescimento, e diferença da petista para rivais cai para 4 pontos

A sequência de programas partidários na TV despertou mais eleitores para a eleição presidencial e derrubou a parcela de votos brancos e nulos, que estava no patamar mais alto da história recente. Última a aparecer na propaganda, Dilma Rousseff (PT) melhorou de 37% para 40% sua taxa de intenção de votos entre abril e maio, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira, 22. Seus adversários diretos, porém, cresceram maiso que eleva as chances de segundo turno.

No cenário com a lista dos oito pré-candidatos que já manifestaram intenção de concorrer, Aécio Neves (PSDB) subiu de 14% para 20% e Eduardo Campos (PSB), de 6% para 11%. A vantagem que Dilma tinha sobre a soma dos adversários diminuiu de 13 pontos porcentuais para apenas 4. Para se reeleger já no primeiro turno, ela precisará da maioria absoluta dos votos válidos (metade mais um) em outubro.

A pesquisa mais recente do Ibope foi feita entre os dias 15 e 19 de maio. No dia 13, o PT começou a exibir na televisão uma polêmica peça de propaganda com o mote “O Brasil não quer voltar atrás”, na qual exaltou o risco da “volta dos fantasmas do passado”, entre eles o do desemprego. Na noite do dia 15, o partido teve 10 minutos em rede no horário nobre, no qual levou esse vídeo de novo ao ar, além de discursos de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A pesquisa atual do Ibope também capta os efeitos do programa de 10 minutos do PSDB, exibido no dia 17 de abril. O levantamento anterior do instituto havia sido encerrado no dia 14, três dias antes de os tucanos ocuparem o horário nobre para promover Aécio. Já o PSB de Campos foi à TV no fim de março.

Com essa invasão da propaganda partidária nos meios de comunicação, a soma de quem pretendia votar em branco, anular ou não sabia responder despencou entre as pesquisas Ibope de abril e maio. Foi de 37% para 24% e voltou ao patamar histórico esperado para esta época da campanha eleitoral.

Foi na faixa do eleitorado com renda superior a 5 salários mínimos que Dilma se recuperou mais. Nesse grupo, a presidente foi de 26% a 38% das intenções de voto, enquanto Aécio oscilou um ponto para baixo, de 26% para 25%. Nas demais faixas de renda, Dilma tem pior desempenho entre quem ganha de 2 a 5 salários mínimos. Apenas 35% desses eleitores pretendem votar na presidente. Seu melhor desempenho é entre os mais pobres: 56% dos eleitores que ganham até 1 salário mínimo por mês declaram voto na petista.

No corte por regiões, Dilma vai pior no Sudeste, seguindo a tradição dos candidatos petistas desde 2006. Ela tem hoje 33% das intenções de voto na região, contra 24% de Aécio e 8% de Campos. É no Nordeste que Dilma e Campos se saem melhor, com 51% e 15%, respectivamente. Aécio tem 11% entre os nordestinos.

Dilma ampliou sua taxa de intenção de votos no último mês, mas não conseguiu reduzir a parcela do eleitorado que não admite votar nela de jeito nenhum  –  o porcentual ficou estável, em 33%. Já a situação de seus adversários melhorou: a rejeição a Aécio caiu de 25% para 20%, e a Campos, de 21% para 13%.

A pesquisa ouviu 2.002 eleitores em 140 municípios. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%  –  ou seja, há 95% de probabilidade de os números retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O levantamento foi custeado pelo próprio Ibope e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00120/2014. / COLABORARAM RODRIGO BURGARELLI E DIEGO RABATONE

22/05/2014 Posted by | Política | , , , , | Deixe um comentário

Segurança pública: Aécio critica Governo Dilma por ineficiência

Aécio Neves: em entrevista ao Poder e Política , da Folha e do “UOL”, o pré-candidato do PSDB defendeu posições modernas de gestão

Senador defendeu repasses mensais de verbas de segurança para os Estados

Fonte: Folha de S.Paulo

ENTREVISTA – AÉCIO NEVES

Governo federal é omisso na área de segurança pública

PRÉ-CANDIDATO DO PSDB AO PLANALTO DEFENDE REFORÇAR O PAPEL DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA NA POLÍTICA DE ENFRENTAMENTO AO CRIME NO PAÍS

FERNANDO RODRIGUES

Pré-candidato a presidente pelo PSDB, o senador Aécio Neves tem calibrado seu discurso para um tom cada vez mais duro na área de segurança pública. É uma tentativa de se apresentar de maneira diferente em relação a seus adversários diretos na corrida pelo Planalto.

Em entrevista ao programa Poder e Política, da Folha e do “UOL”, Aécio disse que, se eleito, pretende reduzir o número de ministérios dos atuais 39 para 21 ou 22. Deseja também redefinir a função de algumas pastas. Fala em renomear o Ministério da Justiça com o complemento “e da Segurança Pública“, enfatizando a necessidade de combater o crime em todo o país.

É uma resposta do tucano a uma das principais preocupações dos eleitores, captadas por várias pesquisas de opinião. Ao adotar essa narrativa, tenta também surfar num momento de intensas manifestações de rua, muitas com atos de violência.

O senador quer que os repasses de recursos federais para uso em segurança sejam mensais e compulsórios para os Estados, “que poderão planejar os seus investimentos”. O tucano diz que nos oito anos em que governou Minas Gerais (2003-2010) ficou esperando recursos para construir penitenciárias. “Sabe quando vieram? Nunca”.

“Hoje, o governo federal é criminosamente omisso no que diz respeito à segurança pública“, acusa.

Aécio, 54 anos, também é a favor da redução da maioridade penal para adolescentes de 16 a 18 anos que cometem crimes graves ou são reincidentes. “Não podemos fazer como o governo do PT: virar as costas”. Dilma Rousseff (PT) e Eduardo Campos (PSB) são contra essa medida.

O tucano acha necessário trazer a inflação anual para o centro da meta, que é de 4,5%. Esse objetivo seria atingido gradualmente, até 2018.

Afirma ser contra uma lei para formalizar a independência do Banco Central. Promete submeter diretores de agências reguladoras ao escrutínio de um órgão externo.

Se eleito, repete, manterá o Bolsa Família e a política de conceder reajustes acima da inflação para o salário mínimo. Não elabora, entretanto, a respeito de como resolver a vinculação do mínimo aos benefícios da Previdência.

Sobre José Serra ser seu candidato a vice-presidente, responde ser “uma possibilidade”.

Sobre drogas ilícitas, é contra a descriminalização. Relata ter fumado maconha no passado. “Quando tinha 18 anos, experimentei maconha e ficou por aí. E não recomendo que ninguém faça”.

A seguir, trechos da entrevista:

Folha/UOL – Se eleito, qual será a meta de inflação?
Aécio Neves – 4,5%. A presidente da República sempre tratou com indiferença o centro da meta. Focou no teto da meta.

Explique melhor. O centro da meta, ao longo de quatro anos, continuará sendo 4,5%?
Continua sendo 4,5% ao longo de quatro anos. É claro que, no horizonte de dois mandatos, é razoável imaginar que possamos ter uma inflação de país desenvolvido, em torno de 2,5%, 3%.
O centro da meta é o primeiro grande objetivo. [Depois], diminuição da banda, que hoje é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Acho possível reduzirmos isso para 1,5 ponto percentual -até chegar no final do mandato, para 1 ponto percentual de variável.
Esse é o objetivo final de um projeto de governo? Não. Mas o objetivo realista, hoje, é nos próximos dois, no máximo três anos, termos a inflação alcançando o centro da meta.

E reduzir a banda de flutuação de dois pontos percentuais para até um ponto?
Para até um ponto.

E qual deve ser a trajetória da taxa de juros ao longo dos próximos quatro anos?
Sempre declinante. A diminuição da taxa de juros é consequência, em grande parte, do ambiente adequado que você cria no Brasil para atração de investimentos, para a competitividade da nossa economia. Quero ter gradualmente a taxa de juros caminhando em sentido declinante.
Quando nós falamos de mercado, nós temos que vencer essa época dos juros favorecidos, dos juros seletivos para setores da economia. Resumindo, no futuro próximo, teremos juros do BNDES para o conjunto da economia

Mas se o sr. quer a inflação declinante, a taxa de juros teria de se manter no nível atual, ou até mais alto, para forçar a queda dos preços…
Aposto na criação de um ambiente adequado para a retomada do crescimento em bases sólidas. No momento em que melhorarmos a oferta, tivermos uma recuperação do parque industrial brasileiro, tudo isso contribui para que haja menos pressão inflacionária que nós estamos vivendo hoje.

O sr. considera exequível um cenário no qual inflação e taxas de juros sejam declinantes?
No médio prazo, sim.
Nós precisamos sinalizar. Inflação é, sobretudo, sinalização. Acho possível sinalizar de forma clara ao mercado. Primeiro lugar: guerra ao custo Brasil. Essa é uma obsessão de um próximo governo nosso. Passa pelo início de um processo imediato de simplificação do sistema tributário, um grande choque de infraestrutura no Brasil, sem preconceitos com o setor privado. Ao contrário, vamos atrair o setor privado para participar conosco, seja em concessões, seja em parcerias público-privadas, onde esse investimento seja necessário para garantir o aumento da competitividade de quem empreende no Brasil. Isso acontecendo, acho que criamos um ambiente favorável, inclusive para o declínio da taxa inflacionária.

O Banco Central deve ter a sua independência de atuação ampliada? Se sim, como?
Deverá ter a independência formal garantida.

Em lei?
No primeiro momento, não acho necessário. Uma resolução presidencial determinará que o Banco Central tem a missão de controlar a moeda, de controle da inflação

…Mas isso já tem…
…E de manter saudável o nosso sistema financeiro. Essas são as missões do Banco Central.
Um governo com o perfil do nosso governo, que não é um governo intervencionista como o atual, é suficiente para garantir essa autonomia. Não me fecho a uma discussão, lá adiante, de uma eventual autonomia em lei. Não acho que isso seja necessário, porque é a autoridade presidencial que vai garantir que essa autonomia seja exercida permanentemente.

Se eleito, quais reformas seriam prioritárias no seu governo?
A primeira delas é a reforma política. É a base para qualquer outra.
Ou nós recuperamos a capacidade de negociação com partidos políticos, com forças que tenham expressão na sociedade, ou nós vamos estar cada vez mais distantes das reformas constitucionais.

Cite dois ou três itens pontuais da reforma política que considera essenciais.
Vou falar três. A introdução da cláusula de desempenho. É algo complexo, polêmico, mas acho necessário. Você pode criar um partido político, ele pode ter seu funcionamento civil, mas para ter acesso ao Fundo Partidário, para ter acesso ao tempo de televisão, tem que, no prazo que vai se estabelecer, [atingir um] percentual mínimo de votos.

Qual deve ser o desempenho exigido?
Quando nós aprovamos lá atrás [na década de 1990; mas o STF derrubou a regra] eram 5% dos votos para deputado federal no país e 3% em pelo menos nove unidades da Federação. Acho que esse ponto pode ser calibrado para baixo.

Quanto, mais ou menos?
Poderia ser alguma coisa em torno de 3% no geral e 2% em pelo menos nove Estados.

Nesse cálculo, ficariam de seis a sete partidos no Congresso?
De seis a sete, no máximo. Algo absolutamente razoável em um país como o Brasil.

E os outros pontos da reforma política?
O segundo é o voto distrital misto com lista partidária. Metade do Parlamento eleito por distritos, nos quais você cria uma relação direta do representado com o representante. Poderá cobrar dele conhecimento sobre a realidade local, econômica, de infraestrutura, de educação. Aproxima o Parlamento da realidade das várias regiões brasileiras. A outra metade das vagas seria preenchida pelas listas partidárias. Isso fortalece os partidos políticos e permite que nomes que não tenham base territorial, base geográfica, mas cuja presença no parlamento seja importante, representantes do segmento da cultura, economistas qualificados, grandes juristas, possam estar no debate parlamentar criando um bom equilíbrio.

Esse é o segundo ponto. E o terceiro?
Cinco anos de mandato para todos os cargos, sem reeleição.

E coincidência de mandatos?
Coincidência de mandatos para todos os cargos. Um ano de eleição e quatro anos para trabalharmos pelo Brasil.

O sr. imagina ser possível aprovar esses três pontos de uma vez? Ou tem de ser um de cada vez?
Não acho que as maiorias sejam as mesmas para aprovar cada um desses temas, mas acho que é possível.
Acredito que um Congresso recém-eleito, sintonizado com o sentimento da sociedade, tende a caminhar na direção daquilo que foi aprovado pelos eleitores.

Essas suas três propostas para reforma política, se aprovadas, terão efeito ao longo de tempo. Como o sr. trabalhará durante os primeiros anos do seu eventual mandato, se eleito, para aprovar reformas econômicas? O Congresso ainda estará igual…
Acredito muito nas medidas tomadas no início de governo. Se eu tive êxito no meu governo em Minas Gerais, se saí do governo de Minas com alta aprovação, não é pelo que eu fiz nos primeiros seis meses. É pelo que fiz nos primeiros dias de governo.
Acabarei com metade desses ministérios que aí estão. Criarei uma secretaria extraordinária para simplificação do sistema tributário.
Essa comissão terá prazo de no máximo 60 dias para apresentar ao Congresso Nacional um projeto de simplificação do sistema tributário atacando fundamentalmente os impostos indiretos. Hoje, o conjunto das empresas brasileiras gasta mais de R$ 20 bilhões anualmente apenas para a máquina pagadora, para operacionalizar a máquina de pagamento. É isso que vai nos permitir, a médio prazo, um espaço fiscal para caminharmos na direção da diminuição da carga horizontalmente.

O sr. não chama de reforma tributária e fiscal. Chama de simplificação. Por quê?
Porque a reforma tributária será feita em dois momentos. O primeiro, realista, é a simplificação do sistema tributário.

Tem um exemplo prático?
Hoje tem um emaranhado de impostos indiretos que se sobrepõem. Tem brigas de ICMS, questão ainda grave.

Para alterar ICMS é preciso acordo de todos os Estados. É difícil…
Por isso que não foi feita até aqui.

Então, como faz?
Em um primeiro momento, a simplificação do sistema tributário torna mais fácil o pagamento de impostos. Nós temos o sistema mais complexo hoje, acho, do mundo.

O sr. mencionou que diminuiria à metade o número dos atuais 39 ministérios. Como e quando faria isso?
Na largada.

Mas serão 20 ministérios?
Existe um estudo da Universidade Cornell em mais de 120 países que indica que os governos que apresentam melhores resultados são aqueles que têm entre 21 a 23 ministérios. Isso serve como parâmetro. Alguma coisa por aí. Não preciso fixar hoje. Serão 21, 22. Alguma coisa por aí.
Vamos transformar o Ministério da Justiça em Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Em primeiro lugar, com a proibição do contingenciamento dos fundos setoriais. Nós vamos fazer com que os recursos dos fundos penitenciários, do Fundo Nacional de Segurança, tenham o mesmo tratamento, por exemplo, que os recursos da educação. Eles terão de ser transferidos por duodécimos [compulsoriamente] para os Estados, que assim poderão planejar os seus investimentos. Nós vamos construir uma política nacional de segurança pública, que não existe hoje.

Como será essa política nacional de segurança pública?
87% de tudo que se gasta em segurança pública no Brasil hoje vêm dos Estados e municípios. Apenas 13% da União. A União, que tem responsabilidade de cuidar das nossas fronteiras, de coibir o tráfico de drogas e o tráfico de armas, é, hoje, quem menos gasta.
No conjunto dessa nossa proposta estará uma profunda e ágil reforma do Código Penal para diminuir a sensação de impunidade, que hoje existe na sociedade brasileira, e do Código de Processo Penal. Hoje, para ser preso no Brasil tem que fazer um esforço enorme se não for pobre. A verdade é essa. Quem tem um advogado tem possibilidades de chicanas que impedem que efetivamente cumpra sua pena.
governo do PT não tem permitido o avanço de proposta de reforma do Código Penal e nem do Código de Processo Penal.

É a favor da redução da maioridade penal?
Eu apoiarei a proposta do senador Aloysio Nunes [Ferreira, do PSDB de SP] que permite, se solicitado pelo Ministério Público ligado à criança e ao adolescente, ao juiz decretar, em casos gravíssimos, ou em reincidências de casos graves de jovens de mais de 16 anos, que possam responder pelo atual Código Penal. São os casos dos Champinhas da vida, do jovem de 16 anos que matou a namorada e expôs as fotos da na internet, como se fosse um grande feito.
É um conjunto de medidas que nós pretendemos tomar. E a solidariedade do governo federal no enfrentamento dessa questão.

Como funcionaria esse Ministério da Justiça e da Segurança Pública?
Falta ao Ministério da Justiça uma função clara e definitiva que é a de coordenar. Uma política nacional de segurança pública.
Fui governador de Minas Gerais. Sei quanto isso faz falta ao Brasil. Todas as ações para as quais buscava solidariedade no governo federal, buscava na Senad [Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas], em uma secretaria, geralmente com alguém que não tinha capacidade de decisão.
Há um projeto que apresentei em 2011 no Senado Federal. O PT ainda não deixou votar, impedindo o contingenciamento desses recursos. No período da presidente Dilma, do FupenFundo Penitenciário, sabe quanto que foi executado? 11%. Esse não é um governo que prioriza a questão da segurança pública. É um jogo de transferir responsabilidade para os Estados.

Na prática, o Ministério da Justiça vai trocar de nome. Vai virar Ministério da Justiça e Segurança Pública?
Segurança pública porque vai assumir responsabilidade de coordenar uma política de segurança pública. Vai coordenar esse grupo de trabalho que já existe no Congresso Nacional.

Mas segurança pública não é responsabilidade das cidades e dos Estados? Como o governo federal poderá atuar, uma vez que isso é atribuição direta dos Estados?
Você está dando voz para o que diz o PT. É o que o PT diz sempre: “Isso não é problema nosso”. E nós estamos aí com essa epidemia do crack matando gente todos os dias, esfacelando famílias, a criminalidade crescendo.
Claro que num país como o Brasil essa visão é equivocada. O que condicionalmente é dos Estados? Financiamento, planejamento. Governei Minas por oito anos. Fiquei oito anos esperando recursos do Fundo Nacional de Segurança e fundo penitenciário para construir penitenciárias. Sabe quando vieram? Nunca. Por quê? Porque o governo federal virava as costas. Achava que não era com ele.
Nós vamos sentar com os Estados. Nós sabemos que as realidades são diferentes em cada uma das regiões, mas de forma republicana e nos dispondo a fazer parceria.

O sr. está dizendo que falta protagonismo do governo federal?
Falta a liderança que o governo federal tem a responsabilidade de exercer.
Hoje, o governo federal é criminosamente omisso no que diz respeito à segurança pública. Nós queremos um ambiente novo onde haja capacidade de o governador saber a cada mês com quanto vai contar do governo federal a partir de determinada estratégia montada. Ele vai definir se ele vai investir em inteligência, em armamento, em aumento de contingente, em viaturas, em outras parcerias com os municípios. Não existe hoje. Esse recurso de segurança fica até o final do ano contingenciado. Os amigos do rei vão lá, ou da rainha, soltam alguma coisa e o resto vai para o superávitSegurança pública será tratada como prioridade um de um governo que quer transformar o Brasil. E é o que o nosso governo quer fazer e vai fazer.

Alguns especialistas argumentam que reduzir a maioridade penal, como o sr. defende, é uma ideia regressiva. Não resolve. Como o sr. responde?
Estou falando de algo extremamente sério. Estou falando de 2%, dos crimes violentos, reincidentes cometidos por adolescentes de 16 a 18 anos de idade. Isso vem crescendo ao longo do tempo. Deixar como está? Não acho adequado. Não estou acabando com a maioridade penal. Ela existe e continuará existindo para 98% dos casos. Mas existem casos extremamente graves que precisam ser enfrentados com a gravidade devida.
Tenho um projeto que triplica a pena para quando jovens de 16 a 18 anos são utilizados para o cometimento de crimes. Quando uma quadrilha leva um jovem a praticar o crime, o menor sempre assume o crime mais grave porque é coagido a fazer isso. Os outros pegam a pena menor. [Com o meu projeto], qualquer quadrilha na qual estiver um jovem, o maior de idade terá a sua pena agravada, dependendo do caso, em até três vezes. Nós temos que reagir ao que está acontecendo hoje. Não podemos simplesmente fazer como o governo do PT vem fazendo, virar as costas do ponto de vista do financiamento, não se dispor a arbitrar essas questões.

A atual política para o salário mínimo, com reajustes acima da inflação, é a ideal e deve ser mantida?
O ganho real do salário mínimo será mantido. Essa é a política. Para impedir que fosse mais um vez utilizada de forma eleitoreira, o líder do meu partido na Câmara Federal, Antônio Imbassahy [PSDB-BA], assinou uma proposta que prorroga até 2019 essa política.

O reajuste do salário mínimo tem vínculo com outros reajustes que ocorrem na economia, sobretudo no caso da Previdência. Como resolver isso?
É um desafio. Temos hoje uma caixa preta na Previdência. No começo do ano, o ministro da Previdência disse que o déficit da Previdência era de R$ 50 bilhões. O ministro da Fazenda chamou a atenção e disse que era de R$ 40 [bilhões]. Demitiram o funcionário que tinha apontado esse outro número. Não dá para entrar em detalhes. Não há nada mais inconfiável no Brasil do que dados desse governo.

Mas hoje existe a vinculação do reajuste do salário mínimo com os benefícios da Previdência. Deve ser mantida essa vinculação?
Não está no nosso norte, não está na nossa bússola, mexer nisso.

Mas é sustentável?
Espero que sim. Não vou aqui avançar em detalhes de políticas que nós vamos tomar sem conhecer efetivamente os números do governo. Seria uma irresponsabilidade da minha parte. Até porque o rombo pode ser até maior do que se imagina.
O grande desafio é conhecermos efetivamente qual é o déficit real da Previdência.

Sobre reduzir ministérios, algumas pastas têm a simpatia de grupos de grupos específicos na sociedade: Secretaria da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos, das Mulheres. Esses são os mais prováveis para serem cortados?
O que é importante é que tenhamos políticas públicas para inúmeros setores da sociedade que se sintam contemplados -e não necessariamente o status ministerial dado a alguém.
Os ministérios hoje não servem à população brasileira. O ministério não serve as pessoas ligadas à pesca, a pessoas que se preocupam com infraestrutura, a pessoas vinculadas a causas das minorias. Servem a pessoas individualmente. Os ministérios hoje servem para que o governo construa uma base política, ganhar alguns segundos de televisão para tentar vencer as eleições.
Se vencer as eleições, inverterei essa lógica. Os ministérios terão metas para serem alcançadas. Fiz isso em Minas. Em Minas, 100% dos servidores têm meta para serem alcançadas.

A convenção do PSDB está marcada para o dia 14 de junho, quando o sr. deve ser indicado candidato a presidente. O candidato a vice-presidente será escolhido até essa data?
Poderia ser até o dia 30 de junho, mas pretendo definir até o dia 14. O que me deixa feliz é ter o PSDB completamente unido nessa caminhada.
Temos muitos nomes que estão sendo apontados. Extremamente qualificados. Se eu citar um eu vou excluir outro. Tem cinco ou seis nomes recorrentemente citados e que poderiam honrar qualquer governo e qualquer trajetória eleitoral. Essa não será uma decisão individual do candidato. É uma decisão desse conjunto de forças que está no nosso entorno e será feito sem traumas. Acredito muito nas coisas naturais da política. São as que dão resultado.

O ex-governador de São Paulo José Serra foi citado como um possível candidato a vice-presidente. No domingo (18/5), ele publicou uma nota dizendo que não postula esse cargo. Existe ainda a possibilidade de José Serra vir a ser o seu candidato a vice-presidente?
Você me dá oportunidade de registrar aqui mais um gesto de grandeza de José SerraJosé Serra é um dos mais preparados e qualificados homens públicos do Brasil. Quem não gostaria de ter Serra no seu palanque? Quem não gostaria de ter Serra na formulação de um programa de governo e mesmo na execução desse programa de governo? Eu quero muito tê-lo. Tenho certeza que ele estará. Essa questão [de Serra ser o candidato a vice-presidente] não surgiu por uma motivação ou por uma iniciativa dele. O nome dele acabou sendo colocado, recebi isso com muita honra, pela imprensa. Ele fez um gesto publicamente em Cotia [SP], na última sexta-feira [16/5], quando estivemos juntos em um grande evento partidário: “Contem comigo, estou aí Aécio para estar ao seu lado para encerrarmos esse ciclo e mudarmos o Brasil, qualquer que seja a posição”. Ele disse isso com absoluta clareza e eu recebo esse gesto como um gesto de grandeza política de um grande homem público.

Mas o sr. acha que ele poderia ser o seu candidato a vice-presidente?
É uma possibilidade colocada. Nunca conversei com ele sobre essa possibilidade. Ele acena com a possibilidade de disputar uma cadeira na Câmara ou no Senado. Onde ele estiver, seja vice, seja na Câmara ou no Senado, para a tristeza dos nossos adversários, ele estará ao nosso lado. Estaremos juntos para ganhar a eleição e para governar, porque não vejo um futuro governo nosso sem a presença importante e decisiva de José Serra.

O sr. ligou para Serra depois que ele publicou a nota no domingo (18/5) a respeito desse tema?
Até meus telefonemas privados você quer saber [risos]? Converso muito mais com o Serra do que você imagina.

Mas ligou?
Nossa relação tem um ponto de convergência: o interesse público, o interesse do país. Isso é muito mais relevante do que qualquer visão diferente.
No tucanato reina a tranquilidade e a paz absoluta.

Mas falou com ele depois de domingo?
Tenho falado sempre com ele.

Nesta semana, em Minas Gerais, o sr. esteve junto com o ex-governador, ex-senador e ex-deputado Eduardo Azeredo, réu no chamado mensalão mineiro ligado ao PSDB. Isso o incomoda?
De forma alguma. Conheço Eduardo há muitos anos. O Eduardo é um homem de bem. Está tendo a oportunidade de se defender. Não vamos ocupar aqui o papel da Justiça. Vamos deixar que ele se defenda.
Temos que ter o respeito de deixar o Eduardo se defender na Justiça. Só que eu não agirei como agiram ou agem as lideranças do PT. Se alguém amanhã for condenado pela Justiça, se cometer alguma ilicitude -não estou dizendo que ele cometeu-, ele não será transformado em herói nacional pelo meu partido. Pelo contrário, cumprirá eventualmente a pena se for condenado. Mas há hoje no entorno do Eduardo uma enorme expectativa pela sua absolvição.

Ele deve participar ativamente da sua campanha?
Da forma que ele quiser.

Ele é bem-vindo?
Olha, ele é. Ele é um homem de bem. A forma de participar o Pimenta [da Veiga] que vai dar, pois é candidato a governador em Minas Gerais.

Em Minas Gerais havia um pré-acordo entre o sr. e o seu adversário do PSB na disputa pelo Planalto, Eduardo Campos. O PSB poderia apoiar o candidato do PSDB ao governo de Minas Gerais. Há indicações de que isso não vai ocorrer. Por que isso aconteceu? Isso significa uma mudança de relacionamento entre o sr. e Eduardo Campos?
Da minha parte, não. Tenho visto algumas notícias, mas para mim vale o entendimento que nós fizemos dessa aliança do PSB com o PSDB em Minas Gerais. É uma coisa natural. O que não seria natural é uma ruptura a partir de um interesse eleitoral. Aí não sei como seria recebido pela sociedade.

Alguns colegas seus têm dito que há um certo sinal de traição do PSB, em Minas Gerais. O sr. vê assim?
Não vi nenhuma movimentação concreta da direção do partido ainda. Terem postulantes discutindo o quadro local é muito natural. As últimas conversas que tive com Eduardo, o sentimento que eu colhi dele. Até me disse isso o ex-governador Anastasia, há poucos dias que estive com ele em Belo Horizonte, que esse era o caminho natural. Até porque uma ruptura penalizaria fundamentalmente o próprio partido [PSB] que teria dificuldades de eleger parlamentares. Da minha parte, não mudou nada.

Estou me dispondo a conduzir algumas forças políticas para enfrentar o governo que está aí porque acredito que isso é bom para o Brasil. Vou fazer isso no limite das minhas forças, com todo o meu vigor. Não vou me distrair ao longo do caminho. Não vou cair na armadilha do PT de querer dividir as oposições. Esse é um esforço permanente que faz o governo.
O que me faz estar andando pelo Brasil, reunindo as figuras mais talentosas, as cabeças mais qualificadas, é podermos construir um projeto alternativo a esse que está aí. E os meus compromissos eu vou honrá-los todos.

Quais programas sociais, caso o sr. seja eleito, seriam mantidos?
Apresentei há algum tempo um projeto que transforma o Bolsa Família em programa de Estado. O Bolsa Família é a unificação do Bolsa Escola e do Bolsa Alimentação que vieram do PSDB. Hoje, o governo do PT prefere que ele seja um programa coordenado por uma secretaria, dentro de um ministério, para poder a toda véspera de eleição praticar o terrorismo usual de que o programa vai ser extinto.
Fiquei sabendo no final de semana que um senador da República, da base governista, fez uma declaração: “Olha, o candidato fulano de tal -no caso, eu- vai acabar com o Bolsa Família“. Coisa mais primária da política pequena, da política dos grotões, da política atrasada que o Brasil não merece mais viver. Mas é o retrato de que essa é uma estratégia de campanha deles. O Bolsa Família será continuado, será aprimorado. Até porque para nós ele é um ponto de partida. Para o PT, é só um ponto de chegada. Essa é a diferença que temos de visão.

O programa Mais Médicos será mantido?
programa Mais Médicos é um programa circunstancial, temporal. O Mais Médicos continuará, mas nós não faremos a discriminação que hoje o governo federal faz em relação aos médicos cubanos. Na nossa avaliação, eles têm os mesmos direitos e têm que ter a mesma remuneração dos médicos de outras partes do mundo.
Nós temos que enfrentar a questão da saúde de forma mais orgânica, de forma mais ampla. Nesses três últimos anos o governo do PT permitiu que 13 mil leitos hospitalares fossem extintos. O que defendo é mais saúde. Defendemos progressivamente o aumento da participação do governo federal no financiamento da saúde.

Quanto o governo deve investir do Orçamento em Saúde?
A nossa proposta é que possa chegar a 10%.

Do Orçamento?
Do Orçamento.

Não é muito engessar 10% do Orçamento com um item apenas?
Não, desde que o dinheiro seja aplicado com eficiência.

Mas com eficiência não dá para dar conta com o dinheiro atual?
Não. Nós temos que nos preocupar em criar mais vagas nas escolas de medicina espalhadas pelo Brasil. Elas vieram diminuindo ao longo desses anos. O governo do PT não percebeu. Acho importante que nós discutamos uma carreira para os médicos, uma carreira federal. Estamos com um grupo extremamente qualificado de pessoas discutindo a segunda etapa do programa Mais MédicosMais Médicos não é a solução para o problema da saúde brasileira.

Se eleito, como o sr. pretende nomear os diretores das agências reguladoras?
Meritocracia, e ponto. Em Minas Gerais eu fiz isso.

Nenhum deputado ou senador poderá indicar diretor de agência?
Não vai passar nem perto. Nem ministro nem diretor de nada. Essa não é a lógica que funciona. Nós temos que inverter isso de forma definitiva. Essa lógica perversa de os espaços públicos serem feudos de grupos partidários, de grupos dentro dos próprios partidos.

Ou de grupos econômicos também?
Também, o que é mais grave. Ou tão grave. Criei uma regra muito positiva. Para ocupar um cargo na área financeira ou administrativa, na administração direta do Estado [em Minas Gerais], você tem que passar por uma certificação feita por um órgão externo ao Estado. No nosso caso, a Universidade Federal de Minas Gerais. Todos os nomes indicados para as agências terão que passar por essa qualificação. Por essa avaliação, para estarem disponíveis.

O sr. é a favor ou contra a manter as atuais regras e a legislação a respeito da prática do aborto?
As regras atuais. Já respondi isso mais de uma vez.

Se o Congresso flexibilizar as regras atuais e dar à mulher o direito de decidir, o sr, se eleito, seria contra?
Essa é uma decisão do Congresso Nacional. Na minha concepção, já respondi isso mais de uma vez, as regras atuais são adequadas e suprem as nossas necessidades no momento.

O que o sr. acha de casais gays terem o direito de adotar e educar uma criança?
Tudo que envolver afeto e condições adequadas e, obviamente, assistentes sociais, profissionais do setor que vão fazer essa avaliação, eu não me oporia.
Defendo uma facilitação do processo de adoção no Brasil, inclusive no que diz respeito ao poder pátrio, que é o que engessa, impede que as crianças sejam colocadas mais cedo para adoção.

Casais homoafetivos poderiam então adotar?
Se houver, por parte dos profissionais da área, avaliação de que há condições adequadas desses casais criarem a criança, talvez ela fique ali melhor do que nos abrigos e nos albergues.

O Supremo já decidiu, por maioria, mas ainda não terminou de julgar, que financiamento de empresas a políticos deve ser banido. O sr. tem posição sobre isso?
Acho que o fim do financiamento privado teria que ter uma relação com o fortalecimento dos partidos. Era importante que nós avançássemos pelo menos na lista partidária, ou pelo menos uma parcela dos parlamentares eleitos pela lista partidária.
Temos que tomar cuidado para a contrapartida disso não ser o recrudescimento do caixa 2. Eu acho que essa discussão tem que caminhar de forma conjunta.

O Uruguai legalizou a produção e o consumo de maconha. O Brasil deve olhar essa experiência e eventualmente segui-la?
Deve olhar essa experiência, como outras, em outras partes do mundo, mas não acredito que segui-la.

Por quê?
Não gostaria de ver o Brasil como cobaia de uma experiência que não se sabe qual é o resultado. Já me manifestei sobre essa questão mais de uma vez. Não acho que essa seja uma agenda para o Brasil. Não sou a favor da descriminalização.

A população carcerária no Brasil é de mais de meio milhão [de pessoas]. Um quarto desses presos está na cadeia por conta de algum tráfico de drogas. Pequenas quantidades, às vezes. É bom esse modelo?
Claro que não é bom. Por isso estou propondo uma inflexão profunda na reforma do Código Penal, do Código de Processo Penal, onde nós possamos dar vigor, agravar as penas dos traficantes. É esses que nós temos que buscar. E compreender que esse tipo de pequeno delito pode ter punições paliativas, trabalhos comunitários.

O sr. tem 54 anos. Em outra época da vida já consumiu algum tipo de droga considerada ilícita no Brasil?
Já respondi isso mais de uma vez. Quando tinha 18 anos experimentei maconha e ficou por aí. E não recomendo que ninguém faça.

Acesse a transcrição completa da entrevista – Parte 1
Acesse a transcrição completa da entrevista – Parte 2

A seguir, os vídeos da entrevista (rodam em smartphones e tablets):

1) Principais trechos da entrevista com Aécio Neves (9:54)

2) Meta de inflação será 4,5% até 2018 (1:41)

3) Trajetória da taxa de juros será declinante (1:27)

4) Lei é desnecessária agora para BC independente (0:52)

5) Aumento real para salário mínimo será mantido (1:36)

6) Desvincular mínimo da Previdência não está na nossa bússola (0:46)

7) Primeira reforma terá de ser a política (2:46)

8) Deve haver só 21 a 22 ministérios (2:06)

9) Aécio quer Ministério da Segurança Pública (3:16)

10) Infratores de 16 a 18 anos devem cumprir pena como adultos (0:58)

11) Quem não gostaria de ter Serra em seu governo? Eu gostaria (2:15)

12) Eduardo Azeredo participará como quiser da campanha (1:28)

13) Rompimento com o PSB em Minas não seria natural (1:49)

14) Não troco a companhia do FHC por ninguém hoje em dia (2:09)

15) Fim do dinheiro privado fortalece caixa 2 (1:27)

16) PT faz terrorismo, mas Bolsa Família será mantido no meu governo (1:21)

17) Médico cubano vai receber como os demais (2:15)

18) Agência reguladora terá ‘diretor certificado’ (1:36)

19) Lei do aborto será mantida, sem ampliação (0:27)

20) Casal gay pode adotar criança com parecer técnico (1:47)

21) Sou contra descriminalizar maconha (1:04)

22) Usei maconha aos 18 anos e não recomendo a ninguém (0:13)

23) Quem é Aécio Neves? (1:19)

24) Íntegra da entrevista com Aécio Neves (64 min.)

22/05/2014 Posted by | Política | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Movimento Todos Por Minas: apoio às pré-candidaturas de Pimenta, Dinis e Anastasia

Todos Por Minas: lideranças políticas, deputados, vereadores e prefeitos de todo o Estado se uniram para apoiar Pimenta, Dinis e Anastasia. 

Movimento Todos Por Minas: eleições 2014

Lideranças políticas reafirmam apoio às pré-candidaturas de Pimenta, Dinis e Anastasia

A apresentação da pré-candidatura de Dinis Pinheiro para vice-governador e Antonio Anastasia para o Senado marcou o grande encontro do “Movimento Todos por Minas”, realizado na manhã desta segunda-feira (19/05), em Belo Horizonte. Lideranças políticas, deputados, vereadores e prefeitos de todo o Estado se uniram para reafirmar o apoio à pré-candidatura de Pimenta da Veiga para o governo de Minas.

Sob a liderança do senador Aécio Neves, a chapa será formada pelos pré-candidatos Pimenta da Veiga e Dinis Pinheiro e “traduz o desejo dos mineiros”, afirmou o senador Aécio, presidente nacional do PSDB, diante de um público de mais de 4 mil pessoas que lotaram o Ginásio do Cruzeiro, em Belo Horizonte.

Para o governador Alberto Pinto Coelho (PP), é essencial reeditar a aliança iniciada em 2003, que proporcionou ao Estado viver um momento de mudança, marcado pelo trabalho e pelo desenvolvimento. “Estamos vivendo um momento histórico, não só pela união dos nomes de Pimenta da Veiga e Dinis Pinheiro, mas também por estarmos unidos em torno de Aécio Neves”, avaliou.

“Daqui a pouco vamos colocar o bloco na rua”, afirmou o presidente estadual do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana. Segundo ele, a chapa que está sendo formada é forte e representativa. “Ela conjuga a experiência política do Pimenta da Veiga, o perfil popular do Dinis Pinheiro e a técnica administrativa de Anastasia”.

Veja o que dizem as lideranças políticas:

Deputado estadual Bonifácio Mourão (PSDB)
Esperança para o povo mineiro. Minas Gerais não aceita o sistema desarticulado que o governo federal está adotando. Em Minas Gerais o sistema é diferente. É o sistema da ética, da eficiência e do respeito humano.

Deputado estadual Dinis Pinheiro (PP)
Essa união representa uma força extraordinária, composta de partidos muito sintonizados para dar continuidade ao bom trabalho feito em Minas e levar os resultados de Minas para o Brasil.

Deputado Estadual Agostinho Patrus (PV):
Este evento traduz o apoio político de vários partidos que estão juntos buscando o crescimento e desenvolvimento de Minas Gerais. É a base que esteve junto com Aécio e Anastasia. Agora estamos unidos para trabalhar junto com Pimenta da Veiga e Dinis.

Prefeito de Marmelópolis, Antônio Carlos (PP):
Estamos diante de dois nomes fortes dentro do Estado (Pimenta da Veiga e Dinis Pinheiro) que poderão garantir a continuidade do que já está sendo feito e trazer ainda mais avanços para os mineiros.

Deputado Estadual Sargento Rodrigues (PDT):
A Aliança formada em torno do Pimenta poderá garantir a continuidade de inúmeros projetos que vêm alavancando o crescimento de Minas Gerais. Por outro lado, é o ponto de partida para que Minas ocupe lugar de destaque no cenário nacional. Ao lado de PimentaDinis Pinheiro agrega a capacidade de liderança política e, especialmente, a sua experiência de diálogo com as classes menos favorecidas.

Deputado Estadual Fred Costa (PEN):
A união desses três nomes (Pimenta da VeigaDinis Pinheiro e Antonio Anastasia) traduz a experiência política e a trajetória de êxito vivenciada no Estado. Esta aliança faz parte de um projeto de governo iniciado por Aécio Neves.

Deputado Estadual Gustavo Corrêa (DEM):
Esta aliança – Pimenta da Veiga e Dinis Pinheiro – traz candidatos de importância e força política. É uma aliança que reúne a força da juventude.

Prefeito de Caldas, Ulisses Guimarães (PTB):
É a melhor aliança para Minas continuar crescendo e avançando nas conquistas iniciadas com Aécio Neves. Minas ficará fortalecida.

Deputado estadual Cassio Soares (PSD):
Temos agora a consolidação de um esforço político partidário que poderá representar a continuidade de um bom trabalho.

Deputado estadual Leonardo Moreira (PSDB):
Essa união é a voz dos mineiros e mineiras que reconhecem um trabalho competente em Minas. Ela poderá levar, também, o bom trabalho de Aécio e Anastasia ao patamar nacional.

Deputado estadual Anselmo José Domingos (PTC):
Teremos a melhor chapa que Minas Gerais poderia ter. Dinis conhece Minas profundamente, Pimenta da Veiga traz sua experiência. Aécio e Anastasia já deixaram sua marca de eficiência em Minas. Estamos oferecendo o melhor de Minas para o Brasil.

Deputado estadual Antônio Lerin (PSB):
A união entre a juventude e a experiência que vamos ter nessa chapa é a melhor opção para Minas e para o Brasil. É uma parceria que mostra que Minas pode levar seu exemplo de sucesso para todos.

Deputado estadual Lafayette Andrada (PSDB):
Esta é uma aliança forte que vai gerar sustentabilidade para propiciar a vitória.

Toninho Andrada, prefeito de Barbacena e presidente da Associação Mineira dos Municípios, (PSDB):
PSDB tem liderado uma grande frente política que oferta ao estado administração eficiente e atenção à causa municipalista, não só dentro de programas político-administrativos, mas dentro da formação de seus líderes.

Deputado estadual Alencar da Silveira Júnior (PDT):
Ver um presidente do legislativo em chapa majoritária nos mostra que o legislativo mineiro está sendo prestigiado, que essa legislatura é boa, dá certo.

Deputado estadual Rômulo Veneroso (PV):
Minas quer mostrar ao país a importância de um grupo que defende o estado e a democracia. Vemos o resultado dessa união em Minas e podemos trabalhar para ter a continuidade desses resultados em Minas e levá-los ao resto do país.

Deputado estadual Arlen Santiago (PTB):
O país não aguenta mais a falta de saúde, de segurança. O país não aguenta mais empresas quebrando, escândalos em estatais. O país não aguenta mais os desmandos de quem há 12 anos está a frente do governo federal. Por isso o PTB estará com essa chapa.

Deputado estadual Bosco (PT do B):
Minas precisa continuar avançando e precisa fazer isso com uma união de pessoas que verdadeiramente conhecem Minas e que podem levar os bons resultados de Minas para o Brasil.

Deputado estadual João Leite (PSDB):
Essa é a confirmação de um projeto que Minas Gerais consagrou desde 2003. Essa união de partidos reflete na indicação de Dinis Pinheiro, que representa muito bem o bom funcionamento dessa aliança.

Deputado federal Alexandre Silveira (PSD):
A união e de partidos e a indicação dos pré-candidatos é resultado do reconhecimento de muito trabalho. Um trabalho que mudou Minas de forma correta e com sustentabilidade política. Um trabalho que agora pode ser levado ao Brasil.

Deputado estadual Gustavo Valadares (PSDB):
Essa aliança é a união que temos na Assembleia, que tivemos nos governos Aécio e Anastasia. A manutenção e ampliação dessa união provam que por aqui as coisas vão bem.

Deputado estadual Wander Borges (PSB):
Essa é uma união que acontece em prol de objetivos demandados pela sociedade. Uma união que conta com pluralidade e com democracia. E, por conseqüência, nos ajuda a construir um mundo melhor.

Deputado Sebastião Costa (PPS):
Essa união só é possível porque reúne partidos com lideranças que compartilham do mesmo propósito de tornar o poder político um instrumento do bem e da prosperidade, da gestão pública com responsabilidade.

22/05/2014 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

2014: Minas continuará com decência, seriedade e trabalho, diz Aécio

Aqui vai continuar tendo decência, seriedade e trabalho a favor das novas gerações”, disse Aécio.

Eleições 2014

Minas continuará com decência, seriedade e trabalho, afirma Aécio Neves

O Movimento Todos Por Minas confirmou, nesta segunda-feira (19/05), em Belo Horizonte, os nomes do ex-governador Antonio Anastasia (PSDB) como pré-candidato ao Senado e do deputado estadual Dinis Pinheiro (PP) como pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo tucano Pimenta da Veiga. No encontro realizado com a presença de 4 mil pessoas no Ginásio do Cruzeiro, no bairro Barro Preto, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, destacou que Minas contará com representantes ligados a um projeto em curso há 12 anos e que trouxe conquistas em diversas áreas para o Estado.

“É um momento em que Minas se reúne para dizer: aqui não! Aqui vai continuar tendo decência, seriedade e trabalho a favor das novas gerações”, disse Aécio. O senador definiu a ampla aliança como uma “união por um objetivo comum: a grandeza de Minas, são os valores de Minas, os avanços que ainda precisamos construir.”

Além dos pré-candidatos, participaram do encontro o governador de MinasAlberto Pinto Coelho (PP), o presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana, o presidente do PSDB de Belo Horizonte, deputado estadual João Leite, os deputados federais tucanos Rodrigo de Castro, Paulo Abi-Ackel, Bonifácio de Andrada, Eduardo Barbosa e Domingos Sávio, além de deputados estaduais, prefeitos e vereadores do PSDB e dos partidos aliados em Minas.

Alianças

Aécio Neves afirmou que as pré-candidaturas representam “uma das chapas mais sólidas construídas na história recente de Minas”. O motivo, segundo o presidente do PSDB, é a qualidade dos seus integrantes.

Anastasia é o homem público mais preparado da minha geração”, disse Aécio. Em relação a Dinis Pinheiro, o senador lembrou que ele é um “homem do povo, que traz na alma o amor a Minas”.

Sobre Pimenta da VeigaAécio lembrou a ampla trajetória do tucano, que foi prefeito de Belo Horizonte, ministro das Comunicações durante o governo FHC e atualmente é presidente do Instituto Teotônio Vilela de Minas Gerais, órgão de formação política do PSDB.

O senador disse ainda que Minas dispõe de um projeto político bem sucedido há 12 anos e que está sendo conduzido atualmente pelo governador Alberto Pinto Coelho (PP).

“Alberto a cada dia demonstra de onde veio e a clareza de suas posições. Preparado, leal e corajoso, que demonstrou, em poucas semanas de governo, ser um líder nacional e extremamente influente, que muito tem ajudado a nossa caminhada”.

Movimento Todos por Minas é composto por 20 partidos: PSDB, PP, DEM, PPS, PDT, PTB, PSD, PR, PV, PTdoB, PHS, PRB, PSC, PSDC, PEN, PMN, PSL, PTC, PTN e Solidariedade.

22/05/2014 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Todos Por Minas: chapa para convenção é apresentada em Belo Horizonte

Foram confirmadas as pré-candidaturas de Pimenta da Veiga ao Governo de Minas,  Dinis Pinheiro a vice-governador e Anastasia ao Senado.

Movimento Todos Por Minas: chapa para convenção

Movimento Todos Por Minas apresenta chapa para convenção a ser realizada dia 10 de junho

Pimenta da Veiga é pré-candidato ao Governo de Minas tendo como vice, o deputado estadual Dinis Pinheiro. Ao Senado, concorrerá o ex-governador Antonio Anastasia

Movimento Todos por Minas, aliança formada pelo PSDB e 19 partidos aliados, apresentou oficialmente, nesta segunda-feira (19/05), em Belo Horizonte, os nomes dos pré-candidatos a governador de Minas, e aos cargos de vice-governador e senador. O presidente do Instituto Teotônio Vilela-MGPimenta da Veiga, foi confirmado como pré-candidato ao Governo de Minas, o presidente da Assembléia Legislativa, Dinis Pinheiro (PP), como pré-candidato a vice-governador, e o ex-governador de Minas GeraisAntonio Anastasia, como pré-candidato ao Senado.

Ao lado presidente nacional do PSDBsenador Aécio Neves, e de Antonio AnastasiaPimenta da Veiga afirmou que “manterá o mesmo rumo”. Ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro das Comunicações, Pimenta disse que continuará visitando os municípios mineiros para identificar as necessidades da população. Pimenta da Veiga já percorreu cerca de 100 municípios mineiros conversando e ouvindo as demandas do povo mineiro.

“Agora com a chapa formada, vamos juntos percorrer o Estado. Estamos com a escalação pronta e poderemos começar o jogo”, disse. A chapa será oficializada em convenção do PSDB-MG, no dia 10 de junho, na capital.

O encontro em Belo Horizonte reuniu, no Ginásio do Cruzeiro, no bairro Barro Preto, cerca de 4 mil pessoas e contou com a presença de lideranças tucanas e dos 19 partidos que integram o Movimento Todos por Minas (PSDB, PP, DEM, PPS, PDT, PTB, PSD, PR, PV, PTdoB, PHS, PRB, PSC, PSDC, PEN, PMN, PSL, PTC, PTN e Solidariedade).

Pimenta da Veiga destacou o trabalho realizado pelas gestões do PSDB em Minas e disse que os próximos desafios para o Estado estão na obtenção de mais avanços nas áreas de educaçãosegurança e infraestruturaPimenta defendeu o fortalecimento das parcerias com prefeituras locais para a construção de estradas, entre outras ações.

Em relação ao governo federal, Pimenta citou que tem ouvido, em diferentes cidades de Minas, opiniões sobre a necessidade de mudanças.

“Precisamos nos livrar da omissão e do descaso de um governo federal que virou as costas para Minas”, acrescentou.

União por Minas

O presidente da Assembleia, deputado estadual Dinis Pinheiro, destacou a parceria do seu partido, o PP, com o PSDB e mostrou-se empolgado com a nova missão.

“Vou seguir essa caminhada com muito trabalho. Vamos caminhar unidos em prol de Minas Gerais.”

Para o governador de Minas e presidente regional do PPAlberto Pinto Coelho, a presença de centenas de lideranças no encontro representa a união dos partidos em torno de um novo projeto para Minas.

“Formaremos uma chapa de grande porte. Estamos diante de um ano histórico e de mudanças, e Minas Gerais não faltará ao país. Queremos Minas unida”, disse.

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Aécio: Governo Dilma falhou na preparação do país para a Copa

Para Aécio, o atual governo não deu respostas para reivindicações dos brasileiros que foram às ruas nos protestos de junho do ano passado.

Sem infraestrutura, sem mobilidade urbana

Fonte: Jogo do Poder 

“Temos um governo que promete muito e entrega muito pouco”, diz Aécio sobre obras da Copa

presidente nacional do PSDB e pré-candidato à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta segunda-feira (19/05), em Curitiba, que o governo federal falhou na preparação do país para a Copa do Mundo. Em entrevista coletiva antes de participar de homenagem ao ex-governador José Richa, na Assembleia Legislativa do Paraná,Aécio disse que grande parte das obras de infraestrutura prometidas para o Mundial não foram cumpridas.

“O que é lamentável em relação à Copa do Mundo é que grande parte daquilo que foi prometido como grande legado, obras de infraestrutura, obras de rede hospitalar, educação, nada disso aconteceu. Ficou tudo no meio do caminho, porque hoje temos um governo que promete muito e entrega muito pouco”, afirmou Aécio.

Para Aécio, o atual governo não deu respostas para as reivindicações dos brasileiros que foram às ruas nos protestos de junho do ano passado, solicitando, por exemplo, obras de mobilidade urbana. O fracasso do governo nessa área foi tema de recente declaração do ex-presidente Lula, que sugeriu aos brasileiros irem “a pé ou de jumento” para os estádios, ao criticar aqueles que pedem metrô de qualidade nas grandes cidades.

“Não vejo que nenhuma das demandas foi adequadamente atendida por esse governo, pela incapacidade de gestão que ele tem demonstrado em todas as áreas. O Brasil é um grande cemitério de obras inacabadas com sobrepreço por toda a parte. Essa sim é uma responsabilidade sobre a qual o governo terá que responder”, afirmou Aécio.

Aécio esteve em Curitiba para lançamento do livro sobre a história do ex-governador José Richa, pai do atual governador Beto Richa, do PSDB. A cerimônia foi acompanhada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado do PSDB Valdir Rossoni, pelo senador Alvaro Dias, pelo deputado federal Duarte Nogueira, pelo deputado estadual por São Paulo, Bruno Covas, e por diversos parlamentares e lideranças paranaenses.

Seleção brasileira

presidente nacional do PSDB demonstrou confiança na seleção brasileira e avaliou que o desempenho do Brasil dentro de campo não influenciará o resultado da eleição. “Vamos torcer para o Brasil ganhar a Copa do Mundo e trazer a alegria para nossa gente e vamos mudar o Brasil e encerrar esse ciclo de governo. Acho que essas duas coisas são absolutamente compatíveis”, destacou Aécio.

22/05/2014 Posted by | Política | , , , , | Deixe um comentário

Aécio critica PSB por desonrar acordo em Minas

Presidente do PSDB de Minas, o deputado federal Marcus Pestana, acrescentou: “Para nós, rompimento de acordo é gravíssimo.”

PSB está reavaliando a situação e a conveniência de lançar candidato a governador em Minas

Fonte: Valor Econômico

Aécio sugere que PSB descumpre acordo de reciprocidade

Tudo parecia acertado entre os dois pré-candidatos da oposição à Presidência da República. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) enquadrava seu partido em Pernambuco e o colocava na base de apoio do candidato do PSB ao governo do Estado. E o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) poria seu partido para apoiar o candidato tucano aogoverno de Minas. Esse era o caminho desenhado há alguns meses e que nos últimos dias começou a ruir.

PSB está reavaliando a situação e a conveniência de lançar candidato a governador em Minas, base eleitoral de Aécio.

Ontem, ao ser perguntado por jornalistas sobre a situação do acordo, o tucano deu a entender que tem dúvidas em relação à capacidade de Campos de cumprir acordos. “Temos de respeitar as posições de outros candidatos. Eu não mudarei a minha estratégia e tampouco o entendimento, os acordos que firmei. Pelo menos da minha parte, eles serão honrados”, disse Aécio em Belo Horizonte após discursar no lançamento da pré-candidatura ao Senado de Antonio Anastasia, ex-governador de Minas.

Perguntado sobre o comportamento do PSB, o tucano arrematou, soando um tanto contrariado: “Eu não posso dizer”, disse. “Tem que perguntar para eles.”

Presidente do PSDB de Minas, o deputado federal Marcus Pestana, acrescentou: “Para nós, rompimento de acordo é gravíssimo”. Ele diz que até agora nem ele nem Aécio foram comunicados formalmente que o partido de Eduardo Campos vai lançar mesmo candidato em Minas para dar palanque a pessebista no segundo maior colégio eleitoral do país. O acordo entre Aécio e Campos de mútuo apoio em seus Estados de origem foi fechado na casa do então governador de Pernambuco, lembrou Pestana.

“A repercussão [de uma reviravolta] seria gravíssima. O PSDB fez um movimento muito claro de realinhamento político em Pernambuco, onde éramos oposição [a Campos].”

Depois das declarações de Aécio, o presidente do PSB em Minas, o deputado federal Julio Delgado, disse à reportagem que a situação mudou. “Não era um acordo, era uma simetria que foi concebida numa realidade política, num outro momento”, disse. Segundo ele, Eduardo Campos voltou de sua visita a Minas no início do mês percebendo que a base do PSB no Estado não está confortável com a ideia de apoiar o candidato do PSDB ao governo de MinasPimenta da Veiga. E que se apoiar o candidato tucano, correrá o risco de passar a imagem de ser uma sub-legenda do tucano e que iria ter um espaço esvaziado em Minas.

Delgado compara o número de eleitores de Minas, 15 milhões, e de Pernambuco, 8 milhões, e provoca: “Que acordo era esse? Estavam achando que iriam menosprezar nossa inteligência?”

Delgado é um dos nomes cotados a ser o candidato do PSB em Minas e que teria as bênçãos de Campos; outro é o ambientalista Apolo Heringer. O deputado, no que parece um esboço de slogan, diz que Minas também é atingida pelos ventos que pedem mudanças no país. O PSDB governa Minas há 12 anos.

Em entrevista ao Valor publicada na sexta-feira, o próprio Eduardo Campos colocou no telhado o acordo de boa vizinhança com Aécio envolvendo Pernambuco e Minas. Disse que o PSB mineiro se empolgou com a ideia de ter um candidato próprio mesmo depois de o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda – o nome que era o mais forte da legenda para disputar o governo estadual – ter decidido que não iria se candidatar.

“Esse movimento que manteve o Marcio Lacerda na prefeitura quando ele desejava sair frustrou um time que começou a ficar animado por um ambiente que está gerado em Minas, de uma eleição que não é exatamente do jeito que se imaginava, polarizada desde agora [entre PT e PSDB]“, afirmou. “Fiz uma reunião com o Rede para ver os caminhos. E o pessoal lá disse que vai colocar a candidatura do Apolo [Heringer] nos órgãos partidários. Não podemos impedir isso”.

Ontem, o coordenador jurídico nacional do PSDB, deputado federal Carlos Sampaio (SP), disse que o partido estuda entrar com ações na Justiça contra candidatos que disserem que o presidenciável da legenda é contra a continuidade do programa Bolsa Família: “Vamos na Justiça reclamar sobre as inverdades que estão sendo ditas em todo o Brasil.”

O partido fez representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela manhã contra o senador Edson Lobão Filho (PMDB-MA), pré-candidato ao governo do Maranhão com apoio do PT, que disse em evento na cidade de Barra do Corda (MA), em 3 de maio, que estava “preocupado porque o candidato à Presidência Aécio Neves já declarou, em todos os jornais e emissoras de TV, que era contra o Bolsa Família“. O discurso foi gravado por um candidato a vereador do PSDB e enviado à direção nacional do partido. A representação feita contra Lobão Filho foi por propaganda antecipada negativa.

22/05/2014 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Senado: Anastasia será o pré-candidato do PSDB

Eleições 2014: Anastasia foi lançado oficialmente na manhã desta segunda-feira, durante encontro político.

Eleições 2014

Fonte: PSDB-MG 

Antonio Anastasia é lançado pré-candidato do PSDB ao Senado

Defesa dos interesses dos municípios será a bandeira do ex-governador

“Meu papel será sempre estimular que prefeituras e câmaras municipais sejam respeitadas nas suas autonomias junto ao governo federal”

O ex-governador Antonio Anastasia será o pré-candidato do PSDB ao Senado e terá a defesa da autonomia dos municípios como sua principal bandeira. Seu nome será lançado oficialmente na manhã desta segunda-feira (19/05), durante encontro político que reunirá o presidente nacional do partido, Aécio Neves, o pré-candidato ao Governo de Minas, Pimenta da Veiga e o deputado estadual Dinis Pinheiro (PP), que irá compor a chapa como pré-candidato a vice-governador, além de centenas de lideranças políticas de todas as regiões de Minas Gerais. O evento começa às 10 horas, no ginásio do Cruzeiro, em Belo Horizonte.

Após deixar o Governo de Minas com o reconhecimento da população como um dos maiores governadores da história do Estado e mais de 60% de aprovação popular, Anastasia se prepara para mais um desafio em sua vida pública: representar os mineiros no Senado Federal.

As principais bandeiras de Anastasia, caso seja eleito, serão a defesa intransigente de Minas Gerais frente às questões nacionais e a luta para que as prefeituras e câmaras municipais voltem a ser respeitadas e tenham suas demandas atendidas pelo governo federal.

“Durante os governo de Aécio Neves e o meu, Minas Gerais estreitou muito a parceria com os municípios. Essa parceria se deu em todas as políticas públicas: na saúde, na educação, na habitação, na infraestrutura. É claro que o meu papel será sempre de estimular que prefeituras e câmaras de vereadores sejam respeitadas na sua autonomia, nas suas competências e, sobretudo, que as políticas desenvolvidas pelo governo federal considerem as prioridades dos municípios”, destaca Anastasia.

Legado

O Governo de Antonio Anastasia ficou marcado pela consolidação dos avanços sociaiseconômicos e de infraestrutura iniciados nos dois mandatos do ex-governador Aécio Neves. Juntos, eles governaram Minas Gerais por 12 anos e revolucionaram a gestão pública no país.

Confira as principais marcas do legado deixado por Antonio Anastasia como governador de Minas Gerais. 

Principais marcas do legado do Governo Antonio Anastasia

Gestão pública

– O Choque de Gestão, modelo inovador de gestão pública implantado em Minas Gerais por 12 anos, se tornou referência nacional e internacional de boas práticas administrativas.

– Classificação “grau de investimento, recebido em 2012, pelas agências internacionais de classificação de risco Standard & Poor’s e Moody’s Investors Service.

Economia

– Um dos melhores estados brasileiros para se investir. Hoje é uma das regiões que mais atrai investimentos privados na América Latina.

– R$ 65,5 bilhões em investimentos privados no Estado, nos últimos três anos, com geração de 96.454 empregos diretos.

– Minas é o Estado que mais aumentou a participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

– 2ª menor taxa de desemprego entre os Estados brasileiros em 2013.

– Minas Gerais é o melhor Estado para se iniciar um negócio no Brasil, segundo o Banco Mundial (BIRD). 

 Infraestrutura

– Cerca de 70% da malha rodoviária em ótimas condições de conservação.

– Mais de R$ 2 bilhões investidos na recuperação e conservação de 16 mil quilômetros de rodovias (ProMG).

– Mais de cinco mil quilômetros de estradas pavimentadas, beneficiando 1,3 milhão de pessoas, com investimentos de R$ 3,8 bilhões (ProAcesso).

– Previsão de implantação de oito mil quilômetros de novas rodovias, distribuídos por 247 trechos, beneficiando diretamente 307 municípios e 7,3 milhões de mineiros (Caminhos de Minas).

– R$ 235 milhões para a melhoria de diversos aeroportos em municípios do interior de Minas.

– ProMunicípio (Programa de Fortalecimento dos Municípios) – R$ 2,1 bilhões sendo investidos em obras de infraestrutura e compra de equipamentos para os municípios.

– Telefonia móvel nos 853 municípios mineiros.

– Minas Comunica II – 692 distritos de 359 municípios, onde vivem cerca de 1,17 milhão de pessoas, também terão cobertura de telefonia celular.

– Ampliação da rede de gás natural da Gasmig e das redes de energia da Cemig – somente nos últimos três anos foram feitas 1.708 quilômetros de rede elétrica.

– Obras viárias na capital e no interior, fomento do desenvolvimento de regiões como o Vetor Norte, na RMBH, e melhorias, inclusive de mobilidade urbana, para a Copa do Mundo.

– Projetos de infraestrutura implementados por meio de Parcerias Público Privadas (PPPs). O modelo mineiro de PPP é considerado pela publicação britânica World Finance o melhor do mundo.

Educação

– O IDEB 2011 apontou Minas como referência da educação básica.

– Primeira e única rede de ensino estadual do Brasil a alcançar o índice 6 (seis) para os alunos dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º), padrão que é considerado média dos países desenvolvidos.

– Nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio, a rede estadual mineira conquistou o 2º e o 3º lugar no Ideb 2011, respectivamente.

– Em 2012, Minas alcançou a marca de 98,7% das crianças entre 6 e 14 anos na escola. 

Saúde

– Mais alta expectativa de vida ao nascer do país.

– Redução de 32% da mortalidade infantil.

– Investimentos em 140 hospitais de todas as regiões do Estado por meio do Pro-Hosp. 

Segurança

– Estado que mais destina recursos para  Segurança, proporcionalmente ao seu orçamento.

– 6ª menor taxa de homicídios do país (por 100 mil habitantes).

– Redução de 22% da taxa de crimes violentos entre 2003 e 2013.

– 166 novos municípios passaram a contar com a Patrulha Rural.

– Criação de cerca de 6 mil vagas em unidades prisionais – no Governo Anastasia foi inaugurada a 1ª PPP Penitenciária do país

Desenvolvimento Social

– Cumprimento antecipado de sete dos oito Objetivos do Milênio das Nações Unidas.

– Primeiro estado do mundo a repactuar, em bases mais exigentes, as metas de desenvolvimento social estabelecidos pela ONU.

– Redução de 24% da proporção de pobres e de 45% da proporção de indigentes.

– 413.798 novas casas atendidas com abastecimento de água pela Copasa e 510.899 com sistema de esgotamento sanitário.

– Construção de 8.961 unidades habitacionais.

Cultura                                                

– Criação do Circuito Cultural Praça da Liberdade, que, em dois anos, recebeu mais de 2 milhões de visitantes.

– Foram instituídos 46 Circuitos Turísticos.

– Foram inaugurados e reabertos vários centros culturais como o Museu Mineiro (2011), o Centro de Arte Popular (2012), o Museu da Cachaça (2012), o Museu Peter Lund (2012), o Museu Gruta de Maquiné (2014), a abertura do Palácio da Liberdade para visitação, além da Casa da Economia Criativa.

– Plano de investimentos de mais de R$ 400 milhões para 64 intervenções culturais, sendo 37 delas em cidades do interior do Estado.

22/05/2014 Posted by | Política | , , , | Deixe um comentário