Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Aécio revigora oposição com mais de 48% do eleitorado

Aécio se tornou candidato competitivo, deixa oposição unida e revigorada por 48,5% da preferência do eleitorado.

Aécio como legado de campanha deixa oposição unida e revigorada por 48,5% da preferência do eleitorado.

Fonte: O Globo

Aécio: derrotado após ressurreição impensada

Competitivo e decidido a ‘partir pra cima’, Aécio perde, mas revigora oposição com 48,5% do eleitorado

Foi uma longa batalha: dois anos de conversas e viagens, cerca de 90 mil quilômetros de avião, incontáveis comícios em 180 cidades. Por vezes, o desastre pareceu iminente, como ocorreu na primeira noite de setembro passado.

Quando a SBT encerrou o debate presidencial do primeiro turno, o senador Aécio Neves saiu da bancada de candidatos, ajeitou a gravata vermelha sobre a camisa branca imaculada, guarnecida em terno escuro, e avançou no palco para a habitual entrevista, ainda no cenário do embate eleitoral.

Surpreendeu-se ao ver o grupo de jornalistas aglomerar microfones e câmeras diante das suas adversárias Dilma Rousseff e Marina Silva.

As mulheres roubaram a cena, durante e depois do debate. E ele esgotara seu estoque de novidades com o anúncio antecipado do eventual ministro da Fazenda, Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no segundo governo Fernando Henrique Cardoso.

Naquele lapso de solidão sob os holofotes, Aécio viu confirmada uma cilada da adversidade, desenhada na pesquisa Datafolha do dia: a quatro semanas do primeiro turno, despencava do segundo lugar para uma remota terceira posição nas intenções de voto — 20 pontos atrás de Dilma e Marina, agora empatadas.

A situação podia piorar, se observada do Solar dos Neves, na setecentista São João Del-Rei (MG), a 400 quilômetros do estúdio paulista. Porque em Minas também se esboçava a derrota de Pimenta da Veiga, o candidato ao governo estadual que Aécio impôs aos aliados locais.

Paradoxal, tratando-se de um líder regional com êxitos sucessivos (entre 2002 e 2010 colecionou vitórias no primeiro turno para o governo do estado, elegeu o sucessor e saiu com 7,5 milhões de votos para o Senado.) Representante dos mais antigos ramos da elite mineira, na década anterior ele revigorara o prestígio político das famílias Neves, Cunha e Tolentino.

NÃO BASTOU ACENAR AOS MINEIROS

Os sinais de eventuais derrota estadual e nacional tinham a mesma origem, na leitura crítica dos aliados: excessiva autoconfiança. Para eles, Aécio apostou que bastava acenar aos mineiros para obter maioria na eleição presidencial no estado e ainda eleger Pimenta da Veiga. Algo parecido acontecia com Lula, que, atropelando próceres petistas, escolheu o desconhecido Alexandre Padilha para disputar o governo estadual.

Perder na própria base eleitoral e amargar um longínquo terceiro lugar na disputa além-fronteira equivaleria a virar pó na política, calculavam aliados de Aécio que o acompanharam ao estúdio de televisão. Houve quem esquadrinhasse o rosto do candidato, depois do debate, à procura de um sinal qualquer de melancolia. Nada foi percebido. Impassível, ele disse apenas que precisava falar com Arminio Fraga.

Arminio talvez tenha sido o primeiro a ouvir de Aécio a decisão de se candidatar à Presidência. Aconteceu em 2012, quando atravessaram os feriados de fim de ano conversando sobre economia. Afinaram-se na comunhão de ideias matrizes da social-democracia. Rascunharam um modelo de oferta eleitoral, na qual o Estado teria papel menos destacado na condução da economia do que teve em governos do PT.

Aécio definiu um roteiro para a campanha presidencial na era pós-mensalão. Guardava no bolso a ideia-força da propaganda, inspirada numa relíquia do baú familiar, o antigo slogan usado por seu avô Tancredo Neves no epílogo da ditadura: “Muda, Brasil”. Passados dois meses, após o carnaval, comunicou à burocracia do PSDB baseada em Brasília a intenção de se candidatar. A reação inicial foi de desconfiança sobre a disposição real para uma “guerra” eleitoral dessa dimensão. Entre as razões estavam o perfil forjado nos padrões do liberal-conservadorismo mineiro e, também, a sua maneira quase despicienda de fazer política, como quem dela não precisa para ser feliz.

Venceu a incredulidade nos meses seguintes, atuando de cima para baixo. Começou pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Primeiro dos convertidos, Fernando Henrique conduziu com discrição a campanha interna por Aécio. Aos seus olhos, o mineiro de 54 anos de idade se qualificava como símbolo da renovação partidária. Moldado na tolerância política familiar (o pai, que lhe emprestou o nome, e o avô Tancredo eram de partidos opostos, mas conviveram bem, sem nunca brigar), exibia uma biografia construída na era democrática. Além disso, desfrutava de expressiva popularidade em Minas — o segundo maior colégio eleitoral. E demonstrara habilidade em delicadas empreitadas de conciliação de interesses, dentro e fora do PSDB. “Vá com jeito”, repetia o ex-presidente.

Desdobrou-se numa silenciosa costura, com o objetivo de vencer resistências no PSDB paulista, enquanto moldava seu personagem pelos manuais de marketing —incluiu cirurgias estéticas e treino para discursos e entrevistas concisos, mas dispensou a fonoaudiologia.

Nas ruas, o ronco das multidões em protesto sinalizava dificuldades para o governo e, por consequência, para o projeto de reeleição da presidente. Quando se casou, em outubro do ano passado, Aécio não havia garantido mais do que um relutante aval de Geraldo Alckmim. O balé com o governador de São Paulo durou mais cinco meses e, mais um pouco, com José Serra. O auxílio de Alckmim e Fernando Henrique foi decisivo, mas Aécio levou o crédito pela operação mais simbólica do resgate da unidade partidária: Serra se elegeu senador tendo como suplente o rival José Aníbal, deputado federal.

A definição da candidatura à Presidência ocorreu em cenário favorável. Sete de cada dez eleitores queriam mudanças na forma de governar o país, informavam as pesquisas. Dilmaliderava, mas enfrentava alta rejeição. Pelas projeções, haveria segundo turno. Com 25% nas sondagens, Aécio continuava jogando parado.

Deu tudo certo até a manhã de quinta-feira 13 de agosto, quando caiu o avião em que estavaEduardo Campos e sua equipe de campanha. O turbilhão político que se seguiu deixou uma vítima colateral: Aécio. Durante 26 dias, Marina Silva, substituta de Campos, só subia nas pesquisas. Ele seguia ladeira abaixo, como atestara o lapso de solidão sob holofotes no estúdio do SBT.

No final da manhã de terça-feira 9 de setembro, desembarcou em Goiânia. O governador Marconi Perillo (PSDB), candidato à reeleição, o esperava. Cumprimentou-o apressando a saída do aeroporto para o comício. Olhos no relógio, justificou em tom audível para a comitiva:

— Daqui a pouco tem o pessoal da Marina.

Perillo queria viabilizar em Goiás a “Marimar”, a dobrada eleitoral Marina-Marconi. Receita de campanha cujo efeito Aécio conhecia bem, porque dela se beneficiara.

Nas eleições de 2002 e de 2006, difundiu-se em Minas o “Lulécio”, o voto em Lula para presidente e nele para governador do estado. Em 2010, apareceu o “Dilmasia”, voto em Dilma e em Antonio Anastasia, o candidato de Aécio ao governo estadual. Todos ganharam. Só os candidatos presidenciais do PSDB perderam em Minas.

O encontro com Perillo dissipou dúvidas, se ainda existiam. Naqueles dias magros de boas notícias, alguns aliados começaram a achar que sua obstinação, talvez, derivasse de uma vida em realidade paralela. No avião, sentado de frente para a cabine do piloto, ele repetia:

— Vamos partir para cima.

Precisava recomeçar. E se concentrou em São Paulo, onde o eleitorado reagia com inédito fastio às propostas do PT. Marina avançava entre os paulistas. Voltou a percorrer o estado de braços dados com Alckmim, cujas chances de reeleição no primeiro turno cresciam. Insistiu em participar até de solenidades paroquiais, atípicas na rotina de um candidato à Presidência da República. Esteve, por exemplo, na entrega de uma Kombi de serviço médico a uma comunidade do Brás, distrito paulistano, onde vivem 30 mil pessoas.

ASCENSÃO APÓS DESCONSTRUÇÃO DE MARINA

Ao mesmo tempo, abriu uma ofensiva contra Marina no rádio e na televisão e reduziu o espaço crítico à presidente-candidata. Sob fogo dobrado Marina acabou “desconstruída”.Dilma cresceu, e Aécio recuperou eleitores.

Ele ressurgiu quatro dias antes do primeiro turno, com 19% nas pesquisas. Quarenta e oito horas antes da votação, aparecia com 23% nas sondagens. Emergiu das urnas com 33,4%, equivalentes a 34,8 milhões de votos. Deu a volta por cima. Começava outra eleição.

Ao optar por uma sexta edição do embate PT x PSDB, os eleitores sinalizavam um plebiscito sobre a década de governos petistas. Os dois principais adversários de Dilma somaram 58%, isto é 56 milhões de votos.

O embate já acirrado ganhou acidez, com o aumento do volume de propaganda crítica. Aécionão conseguiu se livrar do peso simbólico da dupla derrota em Minas para Dilma — reprisada ontem —, e também de seu candidato ao governo estadual. Atravessou o restante da campanha repetindo justificativas sobre obras no aeroporto de Claudio (MG) que beneficiou uma propriedade da sua família. Amplificou, em réplica, as críticas aos governos do PT pela corrupção em contratos bilionários da Petrobras.

Nesta semana, confirmou-se o fim de uma fantasia política, a suposta hegemonia do PT sobre o voto dos pobres. Ao traçar um perfil do eleitorado de Aécio, o Datafolha constatou: um de cada três possui renda familiar de até R$ 1.448. Do total de seus eleitores, 21% sobrevivem com até R$ 2.172.

Aécio se tornou um candidato competitivo por ter conquistado a preferência de fatia importante dos pobres. Ontem, faltaram-lhe votos, principalmente em Minas, onde voltou a ser derrotado. Como legado de campanha deixa uma oposição unida e revigorada por 48,5% da preferência do eleitorado.

31/10/2014 Posted by | 2º TURNO,  AÉCIO NEVES,  ANTONIO ANASTASIA,  ELEIÇÕES 2014,  POLÍTICA | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Sylo Costa: Dilma manipulou os dados para atacar Aécio

Mentiras de Dilma: Candidata tentou manipular os fatos relativos a gastos em saúde feitos pelo governo estadual na gestão Aécio Neves.

Mentiras de Dilma e do PT

Fonte: Jogo do Poder

Leia artigo de Sylo Costa no jornal O Tempo: Explicação necessária sobre o óbvio

Conselheiro do TCE-MG citado por Dilma desmente a candidata

O conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MGSylo Costa, citado pela candidata do PTDilma Rousseff, durante debate na Rede Record, no último domingo (19/10), desmentiu hoje (22/10) a candidata.

Em artigo publicado pelo jornal O Tempo, Sylo Costa destaca que a candidata do PT tentou manipular os fatos relativos a gastos em saúde feitos pelo governo estadual na gestão Aécio Neves. O então relator atestou a correção dos investimentos e reiterou que as contas do então governador Aécio Neves foram aprovadas por unanimidade pelo TCE-MG.

“Bem, quase caí da poltrona durante o debate do último domingo, quando ouvi Dona Dilma, com ar triunfal, declarar que eu teria dito, na qualidade de relator das contas do então governador Aécio Neves, que vacina para cavalo foi contabilizada como despesa de saúde. O que ela pretendeu fazer – como de hábito, aliás – foi manipular os fatos, numa tentativa de atacar seu adversário. Explico: como relator, orientado por minha assessoria, mandei retirar da conta da Secretaria de Saúde uma fatura de compra de vacinas sem especificação e lançá-la na conta da Secretaria de Agricultura, erro material que não afetava o cumprimento do índice constitucional da saúde. Tanto que me posicionei pela aprovação das contas. O parecer prévio sobre as contas do governador foi aprovado por unanimidade. Posteriormente, recebi da Secretaria de Agricultura a informação de que a compra das vacinas era mesmo para a saúde, já que se tratava de vacinas contra aftosa para experimentos da Fundação Ezequiel Dias”, diz trecho do texto.

31/10/2014 Posted by | AÉCIO NEVES,  ARTIGO,  DILMA,  ELEIÇÕES 2014,  FRAUDE,  SAÚDE | , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Profissionais da saúde participam de movimento em apoio a Aécio

No Dia do Médico, profissionais da saúde participaram de Movimento pró-Aécio que denuncia a falta de investimentos do governo federal.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

No “Dia do Médico”, os profissionais participaram da ‘Caminhada Cidadã da Saúde’ em que denunciaram a falta de investimentos do governo federal no setor

Uma caminhada na região central de Belo Horizonte reuniu, na manhã desse sábado (18/10), profissionais da saúde de diversas áreas, como médicos, fisioterapeutas e enfermeiros, que saíram às ruas para manifestar apoio à candidatura de Aécio Neves à Presidência da República. Na data em que se comemora o “Dia do Médico”, os profissionais participaram da ‘Caminhada Cidadã da Saúde’, em que denunciaram, também, a falta de investimentos do governo federal no setor e a ausência de carreira e estrutura de trabalho para os profissionais, o que prejudica o atendimento.

A caminhada saiu da sede da Associação Médica de Minas Gerais e seguiu até a Praça Sete, onde os participantes deram um abraço simbólico na Praça e soltaram balões coloridos. O objetivo do ato, de acordo com o presidente da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), Lincoln Lopes, foi reforçar a necessidade de financiamento, carreira e estrutura de trabalho adequadas para permitir a cada brasileiro assistência digna à saúde.

“O que vemos hoje é a maneira como a saúde vem sendo destratada pelo governo do PT. O governo teve nas suas mãos a possibilidade de regulamentar a Emenda 29, que prevê investimentos de 10% da receita bruta na saúde e não o fez. Poderíamos estar numa revolução na saúde pública do país em vez de vermos cidadãos morrendo nas filas todos os dias. O PT utiliza-se de soluções eleitoreiras, desprovidas de qualquer fundamento, como o programa Mais Médicos, que trouxe para o Brasil profissionais de qualificação duvidosa, desrespeitando a Constituição Brasileira”, avaliou.

Para os oftalmologistas Luciana Quintão e Hugo Leonardo Dayrell, a maneira como o PT tratou a classe nos últimos anos desestruturou a saúde pública. Os médicos consideraram que Aécio é o candidato que tem melhores condições para resgatar uma saúde mais adequada e decente para os brasileiros.

“O que mais nos afeta hoje é a maneira como o PT trata os médicos, um partido que teve 12 anos para governar e estruturar a saúde pública e não fez nada disso. O PT abandonou a saúde, destratou os médicos de forma caluniosa e deixou a saúde quebrada no Brasil inteiro. Aécio é o candidato mais preparado e adequado para resolver os problemas do Brasil de maneira estruturada e duradoura, e não com medidas paliativas e simplesmente eleitoreiras e de curto prazo como as propostas do PT. O Brasil precisa de mais qualidade e mais dignidade. É por isso que apoiamos Aécio”, disse Leonardo Dayrell.

Após a caminhada, os manifestantes participaram do evento “Vem pra Mudança – Churrasco de Ovo”, um protesto bem humorado contra a orientação da equipe econômica do atual governo que, para controlar a inflação, sugeriu à população trocar carne por ovo.

Retomada dos investimentos na saúde

Para assegurar a melhoria efetiva na melhoria do acesso e no atendimento à saúde em todas as regiões do país, o programa de governo do candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência, Aécio Neves, contempla 71 compromissos e propostas e tem entre suas principais metas destinar 10% da receita bruta da União para o financiamento do setor e a revisão da tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Aécio garante que, eleito, irá assegurar a retomada dos investimentos do governo federal na área da saúde reduzidos significativamente nos 12 anos de governo do PT. Entre as propostas do candidato está a criação da carreira nacional dos médicos e a implantação de 500 clínicas de especialidades.

Outro compromisso firmado é fazer com que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), passe a servir de apoio à área de saúde concedendo financiamentos para que médicos recém-formados instalem clínicas em várias especialidades onde haja carência naquela área. Em contrapartida, esses médicos atenderão pacientes do SUS, principalmente nas periferias das grandes cidades, áreas violentas e cidades pobres do país. O pagamento do financiamento será feito por meio do atendimento na rede pública. Aécio se compromete, ainda, a resgatar o Programa de Saúde da Família.

Veja mais depoimentos:

Ângela Maria Quintas, médica

“Queremos uma definição do financiamento da saúde do SUS. Queremos que sejam valorizadas todas as categorias. Apoiamos Aécio porque acreditamos que ele vai abrir um diálogo com todos os profissionais da área da saúde. O SUS efetivamente não chega da maneira devida para a população e vamos mudar isso”.

Flávia Figueiredo, médica

“A gestão do PT e o governo Dilma acabaram com a classe médica, trouxeram os médicos cubanos no regime de escravidão, em que eles recebem muito menos do que um médico brasileiro e a Dilma conseguiu culpar os médicos brasileiros pelo caos na saúde. Hoje, nós médicos estamos com Aécio e acreditamos que seremos mais valorizados em sua gestão”.

Débora Praes, fisioterapeuta

“Apoio Aécio porque acredito que ele vai mudar o país. O que o PT vem fazendo com o Brasil é horrível e como profissional, vi a saúde se deteriorar nesses anos todos”.

Anderson Dias, médico

“Sou profissional de saúde e vejo os desmandos do PT na saúde, transferindo a responsabilidade do caos para a classe da saúde, o absurdo que é trazer o médico estrangeiro ao invés de valorizar os médicos brasileiros. Aécio é um bom gestor, já conversou com representantes da área da saúde, é favorável a carreira dos médicos, então, a esperança é Aécio”.

André Antunes, estudante de medicina

Aécio Neves é o candidato com as melhores propostas na área da saúde. O governo do PT não acrescentou em nada, pelo contrário, só cometeu equívocos. Acredito em Aécio, porque ele vai valorizar a carreira dos profissionais da saúde, vai investir 10% do PIB na saúde e tem, acima de tudo, ética.

Marcelo Rabelo

“Aécio é a mudança que o Brasil precisa, que todas as áreas precisam, assim como todos os mineiros”.

Margaret Del Sarto

“Precisamos tirar o governo do PT, é a nossa responsabilidade, por isso meu voto é em Aécio para presidente do Brasil. Já votei no PT e fiquei completamente decepcionada e surpresa com tanta corrupção e falta de honestidade com o povo brasileiro”.

Sérgio Chaves, comerciante

“Não aguentamos mais tanta roubalheira, amo o meu país e precisamos mudar com Aécio, o mais preparado, com caráter e não vimos isso na candidata do PT”.

Rosana Sadala, pensionista

“Sou Aécio porque sempre acreditei na sua história política, é preparado para governar o Brasil. Foi um excelente governador para Minas e será o melhor presidente do país”.

31/10/2014 Posted by | 2º TURNO,  AÉCIO NEVES,  AÉCIO PROPOSTAS,  AECIO,  AECIO: PRESIDENTE 2014, SAÚDE | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Sensus: Aécio abre 13 pontos de vantagem sobre Dilma Rousseff

Pesquisa Istoé/Sensus mostra vantagem de 11 pontos do candidato tucano. Se considerados os votos totais, Aécio teria 49,7%; Dilma, 38,4%.

Eleições 2014

Fonte: ISTOÉ

Aécio está 13 pontos à frente de Dilma

Pesquisa ISTOÉ/Sensus mostra o candidato tucano com 56,4% das intenções de voto e a petista com 43,6%

Pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada entre a terça-feira 14 e a sexta-feira 17 mostra a consolidação da liderança de Aécio Neves (PSDB) sobre a petista Dilma Rousseff no segundo turno da sucessão presidencial. De acordo com o levantamento, o tucano soma 56,4% dos votos válidos, contra 43,6% da presidenta. Uma diferença de 12,8 pontos percentuais, que representa cerca de 19,5 milhões de votos. Se fossem considerados os votos totais, Aécio teria 49,7%; Dilma, 38,4%; e 12% dos eleitores ainda se manifestam indecisos ou dispostos a votar em branco. A pesquisa indica que nessa reta final da disputa os dois candidatos já são bastante conhecidos pelos eleitores. O índice de conhecimento de Dilma é de 94,4% e de Aécio, de 93,3%. “Com os candidatos mais conhecidos, a tendência é a de que o voto fique mais consolidado”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. O levantamento, que ouviu 2.000 eleitores de 24 Estados, revela também a liderança de Aécio Neves quando não é apresentado ao eleitor nenhum candidato. Trata-se da chamada resposta espontânea. Nesse quesito, o tucano foi citado por 48,7% dos entrevistados e a petista, que governa o País desde janeiro de 2011, por 37,8%.

Realizada em 136 municípios, a pesquisa ISTOÉ/Sensus também constatou que a campanha petista não conseguiu reduzir o índice de rejeição à candidata Dilma Rousseff. Quase metade do eleitorado, 45,4%, afirma que não admite votar na presidenta de maneira alguma. Com relação ao tucano, segundo o levantamento, a rejeição é de 29,9%. “Isso significa que a margem de crescimento da candidata Dilma é menor do que a de Aécio”, avalia Guedes. Os números mostram, segundo a pesquisa, uma forte migração para o senador tucano dos votos que foram dados a Marina Silva (PSB) no primeiro turno. “Hoje estamos juntos em torno de um programa para mudar o Brasil”, disse Marina na sexta-feira 17, ao se encontrar com Aécio em evento público na zona oeste de São Paulo.

Desde 1989, quando o Brasil voltou a eleger diretamente o presidente da República, é a primeira vez que um candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar começa a última etapa da disputa na liderança. A pesquisa Istoé/Sensus divulgada no sábado 11 já apontava esse movimento, quando revelou que Aécio estava com 52,4% das intenções de voto. Na última semana, os levantamentos que são feitos diariamente pelo comando das duas campanhas também mostraram a liderança de Aécio. É com base nessas consultas que tanto o PT como o PSDB planejam a última semana de campanha. E tudo indica que o tom será cada vez mais quente. No PT há uma divisão. Um grupo sustenta que a campanha deve aumentar o tom dos ataques contra Aécio e outro avalia que a presidenta deva imprimir um ritmo mais propositivo à campanha. O mais provável, no entanto, é que a campanha de Dilma continue a jogar pesado contra o tucano. Segundo Humberto Costa, líder do PT no Senado, o partido vai insistir na tese de que é necessário “desconstruir a candidatura tucana”. “Não basta ficar defendendo nosso governo”, disse o senador na sexta-feira 17. Claro, trata-se de um indicativo de que a campanha de Dilma vai continuar usando do terrorismo eleitoral. “Se deu certo contra Marina, deverá dar certo contra Aécio”, afirmou Costa.

No QG dos tucanos, a ordem é não deixar nada sem resposta e continuar mostrando ao eleitor os inúmeros casos de corrupção que marcam as gestões petistas, particularmente os quatro anos do governo de Dilma. “Não podemos nos colocar como vítimas. O que precisamos é mostrar nossas propostas, mas em nenhum momento deixar de nos defender com veemência das armações feitas pelos adversários”, disse um dos coordenadores da campanha de Aécio Neves. “Marina tentou apenas fazer a campanha propositiva e acabou atropelada pela máquina de calúnias do PT.” Nessa última semana de campanha, Aécio vai intensificar a agenda em Minas e no Nordeste, principalmente na Bahia, em Pernambuco e no Ceará. Não está descartada a possibilidade de que os nomes de novos ministros venham a ser divulgados pelo candidato.

31/10/2014 Posted by | 2º TURNO,  AÉCIO NEVES,  AÉCIO PRESIDENTE,  AÉCIO PROPOSTAS,  AECIO,  AECIO: PRESIDENTE 2014,  ELEIÇÕES 2014 | , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio lembra corrupção na Petrobras e firma compromisso de governar pela união do Brasil

Aécio criticou a presidente Dilma por ela não ter se indignado com o conteúdo das acusações contra ex-diretor da Petrobras.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Aécio lembra corrupção na Petrobras e se compromete governar para unir o Brasil

Durante debate promovido pela TV BandeirantesAécio Neves voltou a afirmar que não vai congelar recursos para a Segurança Pública e que vai fortalecer Saúde e Educação.

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda BrasilAécio Neves, afirmou nesta terça-feira, em debate promovido pela Rede Bandeirantes, que seu governo vai promover a reconciliação do Brasil com o seu futuro. “Vamos fazer um governo generoso, sem divisão do país, sem Norte e Sul.”

“Quero que vocês tenham absoluta certeza de que saberei, nos próximos quatro anos, se vier a ser o presidente, honrar os compromissos assumidos. Vou fazer um governo honrado e eficiente na qualidade da saúde pública. Que enfrente com coragem o drama da criminalidade, que melhore a nossa qualidade da educação. Eu não permitirei um governo de ‘nós e eles’. Vou fazer um governo da convergência, da generosidade, um governo que permita que você viva melhor”, afirmou Aécio.

Aécio agradeceu a votação que teve no primeiro turno e fez uma homenagem a duas mulheres: Renata Campos, viúva do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em agosto, e Marina Silva, que concorreu à Presidência pelo PSB e declarou seu voto e apoio ao candidato no último domingo.

Os questionamentos e a maneira assertiva como Aécio conduziu o debate deixaram a candidata petista bastante nervosa. Ela evitou responder às perguntas, fugiu do debate e não apresentou propostas para os próximos quatro anos do Brasil.

Já Aécio reafirmou seus compromissos em fortalecer a Educação, melhorar a saúde brasileira e, especialmente, fortalecer a segurança pública, garantindo a aplicação total dos recursos destinados ao setor – ao contrário do que acontece hoje, quando apenas 13% dos gastos com segurança pública vêm do governo federal.

Aécio reiterou que não vai congelar os recursos repassados para segurança pública e prometeu protagonismo na atuação do combate ao crime, especialmente aos casos de violência contra a mulher.

Ainda no tema da segurança pública, o candidato da Coligação Muda Brasil também deu especial atenção à questão da fiscalização das fronteiras. “No meu governo, eu vou assumir o comando de uma política nacional de segurança pública. Controlando as nossas fronteiras, fortalecendo as nossas Forças Armadas, também abandonadas no atual governo, e dando também à Polícia Federal a estrutura que ela deixou de ter”.

Credibilidade

Aécio prometeu fazer um governo para retomar a credibilidade do país e o crescimento da economia. “Qualquer que seja o próximo presidente, vai assumir uma herança perversa, com a inflação saindo do controle, perda de credibilidade e redução de todos os indicadores sociais”, disse.

O candidato da Coligação muda Brasil detectou no discurso da adversária a estratégia do medo, mas destacou que o medo hoje está na sociedade. “Há medo de o PT governar por mais quatro anos. Os empregos estão indo embora. País que não cresce não gera empregos”, afirmou. “Não será crescendo zero, como vamos crescer neste ano, que vamos retomar os empregos. Seu governo afastou os investimentos, sem investimento não há emprego, e os mais penalizados são os mais pobres, os detentores de programas de transferências de renda”, acrescentou.

Durante o debate, a candidata petista tentou desconstruir a gestão de Aécio no governo mineiro, no qual ele teve 92% de aprovação.  Em resposta, Aécio lembrou que o Estado de Minas Gerais tem a melhor saúde da região Sudeste e que o PT reduziu os investimentos no setor de 56% no início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva para 45% no governo de Dilma Rousseff.

“O que eu quero é mais saúde e mais investimentos”, afirmou Aécio, acrescentando que vai fortalecer o programa ‘Mais Médicos’ e reajustar a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e das Santas Casas.

Aécio citou que Minas tem a melhor educação fundamental do Brasil e reiterou a criação de 6.000 creches, universalização de acesso das crianças de 4 anos à pré-escola, aprimorar o ensino fundamental e flexibilizar o ensino médio.

Transferência de renda

Aécio afirmou, ainda, que o maior programa de transferência de renda foi o Plano Real, que estabilizou a economia e acabou com a inflação, que corroía o rendimento do trabalhador.

“O Plano Real trouxe a estabilidade da moeda que o PT combateu com toda a força”, afirmou, reforçando que o Bolsa Família – que só foi possível a partir de programas sociais iniciados no governo tucano – será mantido e reforçado, assim como o Minha Casa Minha Vida.

Sobre o programa habitacional, Aécio denunciou que o governo federal deve cerca de R$ 10 bilhões em pagamentos atrasados. “Hoje o Tesouro deve à Caixa Econômica Federal R$ 10 bilhões. A Caixa está pagando, com seus recursos próprios, até o Bolsa Família.”

Inflação e Petrobras

Aécio reiterou que o governo de Dilma Rousseff levou ao descontrole da inflação e que, por isso, hoje as famílias brasileiras não conseguem comprar os mesmos produtos que compravam há quatro anos.  “Vocês fracassaram na política econômica, e a herança que vocês deixarão para o Brasil vai ser muito ruim para o próximo presidente”, afirmou.

Ainda sobre credibilidade, Aécio manifestou sua indignação com o fato de que a presidente da República se indignou com o vazamento das denúncias feitas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e não com o conteúdo das acusações. Costa denunciou que recursos da estatal foram desviados de contratos e abasteceram o caixa do PT, que, à época, seria administrado pelo tesoureiro do partido, João Vaccari Neto.

15/10/2014 Posted by | 2º TURNO, AÉCIO NEVES, AÉCIO OPOSIÇÃO, AÉCIO PRESIDENTE, AÉCIO PROPOSTAS, AECIO, economia, INFLAÇÃO, PETROBRAS | , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Petrolão: A insustentável tese do ‘golpe’ eleitoral

Causa estranheza reação de Dilma de se indignar com o fato de os depoimentos do doleiro e de Costa virem a público.

Escândalos do PT

Fonte: O Globo 

A insustentável tese do ‘golpe’ eleitoral

O estranho é a candidata se mostrar indignada com a publicação de relatos de Costa e Youssef, mas não com o conteúdo das revelações sobre a Petrobras

Não se duvida que depoimentos prestados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, sobre um avantajado esquema de corrupção montado na estatal, sejam ruins para a campanha à reeleição da presidente Dilma, o PT e partidos aliados envolvidos na trama, PMDB e PP.

Daí, porém, considerar tudo uma conspiração para sabotar a campanha da petista, vai enorme distância. Bem como dizer que a vitória será de Aécio Neves devido à divulgação de trechos dos testemunhos.

“Golpe” foi o termo usado pela própria candidata-presidente para qualificar a publicação pela imprensa de texto e áudio “vazados” de depoimentos de Paulo Roberto e Youssef`ao Ministério Público e à Justiça sobre as delinquências cometidas dentro da estatal para drenar dinheiro público da empresa, a fim de financiar políticos, partidos e, como nunca deixa de acontecer, o enriquecimento de pessoas físicas.

O juiz federal do Paraná Sérgio Moro, responsável pelo processamento judicial das acusações feitas contra Costa, Youssef e outros a partir de provas colhidas pela operação Lava-Jato, da PF, negou que tenha havido qualquer vazamento. Moro esclareceu, em despacho, que, por se tratar de ação penal, ela é pública. Tanto que o próprio juiz havia liberado os depoimentos para a CGU e à CPI mista sobre a Petrobras.

Numa avaliação sensata dos fatos, conclui-se que seria necessária uma inverossímil conspirata coordenada entre a PF, o juiz federal paranaense e um ministro do Supremo Tribunal FederalTeori Zavascki, a quem é remetido o material sobre o envolvimento de políticos com foro privilegiado, para que esses depoimentos fossem prestados a tempo de influenciar num eventual segundo turno das eleições.

Lava Jato começou em 17 de março e os interrogatórios de Paulo Roberto e Youssef foram marcados em 19 de setembro. E quem acusa o juiz do Paraná se esquece que o segredo de justiça protege apenas o material de responsabilidade do ministro Zavascki.

Mas como eleições são terreno propício a teorias conspiratórias, cria-se um enredo de ficção de uma intrincada coordenação entre braços do Estado tão independentes entre si.

Causa estranheza é a primeira reação da candidata-presidente ter sido se indignar com o fato de partes dos depoimentos de Alfredo Youssef e Paulo Roberto Costa virem a público, sem dar qualquer importância ao gravíssimo conteúdo do que estava sendo revelado.

Isto, sim, deveria levar Dilma Rousseff a vociferar contra a corrupção praticada por um esquema montado em sua jurisdição. Pois, quando Paulo Roberto foi nomeado diretor de Abastecimento da estatal, em 2004, Dilma já acumulava o posto de ministra das Minas e Energia com a presidência do Conselho de Administração da Petrobras, deixada por ela apenas em 2010.

15/10/2014 Posted by | Política | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Foro de São Paulo: entenda a ligação entre PT, as Farc e o narcotráfico

O Foro de São Paulo reúne mais de uma centena de partidos legais e várias organizações criminosas ligadas ao narcotráfico e à indústria dos sequestros.

Grupo ligados ao Foro de São Paulo fundado por Lula tem todas ações empenhadas numa articulação estratégica comum e na busca de vantagens mútuas.

Fonte: Blog do Felipe Moura Brasil – Veja.com

Conheça o Foro de São Paulo, o maior inimigo do Brasil

O maior inimigo do Brasil e do continente nas últimas décadas precisa ser identificado pelos homens de bem deste país, de modo que reúno abaixo o mínimo que você precisa saber a respeito para se informar e educar os amigos, compartilhando este link nas redes sociais.

Fundado em 1990 por Lula e Fidel Castro — por ideia de Lula, segundo ele mesmo declarou (o que nunca é de todo confiável) em maio de 2011 [ver Vídeo 5] —, o “Foro de São Paulo é a mais vasta organização política que já existiu na América Latina e, sem dúvida, uma das maiores do mundo. Dele participam todos os governantes esquerdistas do continente. Mas não é uma organização de esquerda como outra qualquer. Ele reúne mais de uma centena de partidos legais e várias organizações criminosas ligadas ao narcotráfico e à indústria dos sequestros, como as Farc e o MIR chileno, todas empenhadas numa articulação estratégica comum e na busca de vantagens mútuas. Nunca se viu, no mundo, em escala tão gigantesca, uma convivência tão íntima, tão persistente, tão organizada e tão duradoura entre a política e o crime”, como escreveu em 2007 o filósofo Olavo de Carvalho, autor do best seller idealizado e organizado por mim, O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.

Por quase duas décadas, os jornais e supostos oposicionistas brasileiros esconderam do grande público a existência do Foro de São Paulo, descoberto pelo advogado paulista José Carlos Graça Wagner, que o denunciou publicamente em 1º de setembro de 1997, e não faltou quem rotulasse seus denunciadores como “teóricos da conspiração”. De uns anos para cá, quando o Foro já tinha feito e desfeito governos em toda a América Latina, elegendo presidentes dos países do continente cerca de 15 membros da organização, seu nome começou a aparecer aqui e ali em reportagens, como se o Foro fosse apenas uma entidade como outra qualquer.

Vamos ver se é mesmo? Vem comigo.

I.

VÍDEO 1 – 2012 – MENSAGEM DE LULA EM APOIO A HUGO CHÁVEZ

“Em 1990, quando criamos o Foro de São Paulo, nenhum de nós imaginava que em apenas duas décadas chegaríamos onde chegamos. Naquela época, a esquerda só estava no poder em Cuba. Hoje, governamos um grande número de países e, mesmo onde ainda somos oposição, os partidos do Foro têm uma influência crescente na vida política e social. Os governos progressistas estão mudando a face da América Latina. (…) Em tudo que fizemos até agora, que foi muito, o Foro e os partidos do Foro tiveram um grande papel que poderá ser ainda mais importante se soubermos manter a nossa principal característica: a unidade na diversidade. (…) Sob a liderança de Chávez, o povo venezuelano teve conquistas extraordinárias, as classes populares nunca foram tratadas com tanto respeito, carinho e dignidade. (…) Tua vitória será a nossa vitória.”

II.

VÍDEO 2 – 2008 – HUGO CHÁVEZ CONFESSA: LULA E FARC JUNTOS NO FORO DE 1995

Hugo Chávez confessa ter conhecido o presidente Lula e um dos então comandantes das Farc Raúl Reyes — cuja eliminação pelo Exército colombiano no nordeste do Equador ele lamenta e furiosamente critica — na reunião do Foro de São Paulo de 1995, em San Salvador, capital de El Salvador, na América Central:

“Recebi o convite para assistir, em 1995, ao Foro de São Paulo, que se instalou naquele ano em San Salvador. (…) Naquela ocasião conheci Lula, entre outros. E chegou alguém ao meu posto na reunião, a uma mesa de trabalho onde estávamos em grupo conversando, e lembro que colocou sua mão aqui [no ombro esquerdo] e disse: ‘Cara, quero conversar com você.’ E eu lhe disse: ‘Quem é você?’ ‘Raúl Reyes, um dos comandantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.’ Nós nos reunimos nesta noite, em algum bairro humilde lá de El Salvador. (…) E então se abriu um canal de comunicação e ele veio aqui (…) e conversamos horas e horas. Depois, em uma terceira e última ocasião, passou por aqui também.”

III.

A PARCERIA ENTRE FARC E PT, SEGUNDO O COMANDANTE RAÚL REYES

Em entrevista à Folha de S. Paulo de 27 de agosto de 2003, Raúl Reyes dera, entre outras, as seguintes declarações:

Folha — O sr. conheceu Lula?

Reyes — Sim, não me recordo exatamente em que ano, foi em San Salvador, em um dos Foros de São Paulo.

Folha — Houve uma conversa?

Reyes — Sim, ficamos encarregados de presidir o encontro. Desde então, nos encontramos em locais diferentes e mantivemos contato até recentemente. Quando ele se tornou presidente, não pudemos mais falar com ele.

Folha — Qual foi a última vez que o sr. falou com ele?

Reyes — Não me lembro exatamente. Faz uns três anos.

Folha — Fora do governo, quais são os contatos das Farc no Brasil?

Reyes — As Farc têm contatos não apenas no Brasil com distintas forças políticas e governos, partidos e movimentos sociais…

Folha — O senhor pode nomear as mais importantes?

Reyes — Bem, o PT, e, claro, dentro do PT há uma quantidade de forças; os sem-terra, os sem-teto, os estudantes, sindicalistas, intelectuais, sacerdotes, historiadores, jornalistas…

Folha — Quais intelectuais?

Reyes — [O sociólogo] Emir Sader, frei Betto [assessor especial de Lula] e muitos outros.”

IV.

A MENTIRA DE VALTER POMAR SOBRE FARC E FORO

Em 18 de agosto de 2010, saiu no Estadão Online:

O secretário executivo do Foro de São Paulo, Valter Pomar, do Partido dos Trabalhadores (PT), negou hoje (18) qualquer vínculo desse grupo de partidos da esquerda e da centro-esquerda latino-americanas, criado em 1990, com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). ‘As Farc não participam e nunca participaram do Foro de São Paulo’, disse Pomar, em entrevista a correspondentes brasileiros em Buenos Aires, onde se realiza o 16.º encontro da organização.

A Agência Estado insistiu na indagação sobre se nem em 1990, ano da criação do grupo pelo PT, na capital paulista, houve a participação no Foro de algum partido político ligado às Farc. ‘Eu estava lá. Não participou nem como um setor de partido’, afirmou. Segundo ele, todos os representantes da Colômbia que participam das reuniões do Foro pertencem a organizações e partidos legais. O secretário executivo do Foro disse que esse assunto voltou à tona por causa da declaração do candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra, Indio da Costa (DEM), sobre a ligação entre PT e Farc.”

Olavo de Carvalho escreveu na ocasião:

“Quer dizer então, ó figura, que o Raúl Reyes mentiu ao dizer que presidira a uma assembleia do Foro ao lado de Lula? Quer dizer que o Hugo Chávez estava delirando ao dizer que conhecera Raúl Reyes e Lula numa reunião do Foro? Quer dizer que o expediente da revista América Libre é todo falsificado? Quer dizer que as atas do Foro foram inventadas por mim, que ainda tive o requinte de escrevê-las em espanhol? Ora, vá lamber sabão.”

V.

DISCURSO DE LULA DE 2 DE JULHO DE 2005 – 15 ANOS DE FORO

Pronunciado na celebração dos 15 anos de existência do Foro de São Paulo e reproduzido no site oficial do governo, este discurso é, segundo Olavo de Carvalho, “a confissão explícita de uma conspiração contra a soberania nacional, crime infinitamente mais grave do que todos os delitos de corrupção praticados e acobertados pelo atual governo; crime que, por si, justificaria não só o impeachment como também a prisão do seu autor”:

“Em função da existência do Foro de São Paulo, o companheiro Marco Aurélio [Garcia] tem exercido uma função extraordinária nesse trabalho de consolidação daquilo que começamos em 1990… Foi assim que nós, em janeiro de 2003, propusemos ao nosso companheiro, presidente Chávez, a criação do Grupo de Amigos para encontrar uma solução tranquila que, graças a Deus, aconteceu na Venezuela. E só foi possível graças a uma ação política de companheiros. Não era uma ação política de um estado com outro estado, ou de um presidente com outro presidente. Quem está lembrado, o Chávez participou de um dos foros que fizemos em Havana. E graças a essa relação foi possível construirmos, com muitas divergências políticas, a consolidação do que aconteceu na Venezuela, com o referendo que consagrou o Chávez como presidente da Venezuela.

Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política.”

Olavo de Carvalho escreveu na ocasião:

“(…) O sr. presidente confessa, em suma, que submeteu o país a decisões tomadas por estrangeiros, reunidos em assembleias de uma entidade cujas ações o povo brasileiro não devia conhecer nem muito menos entender.

Não poderia ser mais patente a humilhação ativa da soberania nacional, principalmente quando se sabe que entre as entidades participantes dessas reuniões decisórias constam organizações como o MIR chileno, sequestrador de brasileiros, e as Farc, narcoguerrilha colombiana, responsável, segundo seu parceiro Fernandinho Beira-Mar, pela injeção de duzentas toneladas anuais de cocaína no mercado nacional. (…)”

VI.

VÍDEO 3 – LULA MENTE PARA BORIS CASOY DURANTE CAMPANHA DE 2002

Em entrevista ao Jornal da Record, durante a campanha eleitoral de 2002, Lula mente descaradamente ao negar a existência de uma aliança entre ele, Hugo Chávez e Fidel Castro.

VII.

PT/FARC/FORO – SEQUÊNCIA DE FATOS

Em 24 de setembro de 2007, Olavo de Carvalho publicou o artigo “O perigo sou eu”, no qual pede mais uma vez ao leitor — já o tinha feito em “Relendo notícias”, de 2003 — a gentileza de examinar brevemente esta sequência de fatos:

· Abril de 2001: O traficante Fernandinho-Beira Mar confessa que compra e injeta no mercado brasileiro, anualmente, duzentas toneladas de cocaína das Farc em troca de armas contrabandeadas do Líbano.

· 7 de dezembro de 2001: O Foro de São Paulo, coordenação do movimento comunista latino-americano, sob a presidência do sr. Luís Inácio Lula da Silva, lança um manifesto de apoio incondicional às Farc, no qual classifica como ‘terrorismo de Estado’ as ações militares do governo colombiano contra essa organização.

· 17 de outubro de 2002: O PT, através do assessor para assuntos internacionais da campanha eleitoral de Lula, Giancarlo Summa, afirma em nota oficial que o partido nada tem a ver com as Farc e que o Foro de São Paulo é apenas ‘um foro de debates, e não uma estrutura de coordenação política internacional’.

· 1º de março de 2003: O governo petista estende oficialmente seu manto de proteção sobre as Farc, recusando-se a classificá-las como organização terrorista conforme solicitava o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

· 24 de agosto de 2003: O comandante das FarcRaul Reyes, informa que o principal contato da narcoguerrilha no Brasil é o PT e, dentro dele, LulaFrei Betto e Emir Sader.

· 15 de março de 2005: Estoura o escândalo dos cinco milhões de dólares das Farc que um agente dessa organização, o falso padre Olivério Medina, afirma ter trazido para a campanha eleitoral do sr. Luís Inácio Lula da Silva. O assunto é investigado superficialmente e logo desaparece do noticiário.

· 2 de julho de 2005: Discursando no 15º. Aniversário do Foro de São Paulo, o sr. Luís Inácio Lula da Silva entra em contradição com a nota de 17 de outubro de 2002, confessando que o Foro é uma entidade secreta, ‘construída para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política’, que essa entidade interferiu ativamente no plebiscito venezuelano e que ali, em segredo, ele próprio tomou decisões de governo junto com ChávezFidel Castro e outros líderes esquerdistas, sem dar ciência disto ao Parlamento ou à opinião pública.

· 9 de abril de 2006: O chefe da Delegacia de Entorpecentes da PF do Rio, Vítor Santos, informa ao jornal O Dia que “dezoito traficantes da facção criminosa Comando Vermelho — entre eles pelo menos um da Favela do Jacarezinho e outro do Morro da Mangueira — vão periodicamente à fronteira do Brasil com a Colômbia para comprar cocaína diretamente com guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Os bandidos são alvo de investigação da Polícia Federal. Eles ocuparam o espaço que já foi exclusivo de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar”.

· 12 de maio de 2006: O PCC em São Paulo lança ataques que espalham o terror entre a população. Em 27 de dezembro é a vez do Comando Vermelho fazer o mesmo no Rio de Janeiro.

· 18 de julho de 2006: O Supremo Tribunal Federal, sob a pressão de um vasto movimento político orquestrado pelo PT, concede asilo político ao falso padre Olivério Medina, agente das Farc.

· 16 de maio de 2007: O juiz Odilon de Oliveira, de Ponta-Porã, divulga provas de que as Farc atuam no território nacional treinando bandidos do PCC e do Comando Vermelho em técnicas de guerrilha urbana.

· 12 de fevereiro de 2007: As Farc fazem os maiores elogios ao PT por ter salvo da extinção o movimento comunista latino-americano por meio da fundação do Foro de São Paulo.

· Agosto de 2007: Nos vídeos preparatórios ao seu 3º. Congresso, o PT admite que seu objetivo é eliminar o capitalismo e implantar no Brasil um regime socialista; e fornece ainda um segundo desmentido à nota de Giancarlo Summa, ao confessar que o Foro de São Paulo é ‘um espaço de articulação estratégica’ (sic).

· 19 de setembro de 2007: Lula oferece o território brasileiro como sede para um encontro entre Hugo Chávez e os comandantes das Farc.

Entre esses fatos ocorreram outros inumeráveis cuja data não recordo precisamente no momento, entre os quais o fornecimento maciço de armas às Farc pelo governo Hugo Chávez, uma campanha nacional de mídia para desmoralizar o analista estratégico americano Constantine Menges que divulgava a existência de um eixo Lula-Castro-Chávez-Farc, os tiroteios entre guerrilheiros das Farc e soldados do Exército brasileiro na Amazônia, as denúncias de que as Farc davam treinamento em guerrilha urbana aos militantes do MST e, é claro, várias assembléias gerais e reuniões de grupos de trabalho do Foro de São Paulo.

A existência de uma ligação profunda, constante e solidária entre o PT e as Farc é um fato tão bem comprovado, que quem quer que insista em negá-la só pode ser parte interessada na manutenção do segredo ou então um mentecapto incurável. (…)”

VIII.

VÍDEO 4 – 14ª REUNIÃO DO FORO – MONTEVIDÉU, 2008

Reportagem da Veja.com sobre o XIV Encontro do Foro de São Paulo, em Montevidéu, em 2008, com as participações dos petistas José Eduardo Martins Cardozo, Marco Aurélio Garcia, Raul Pont, Valter Pomar e Nilmário Miranda; e a repetição de todos os chavões socialistas e gritos revolucionários.

IX.

VÍDEO 5 – DISCURSO DE LULA DE 2011 – 17ª REUNIÃO DO FORO

Trechos do discurso de Lula, em que ele lembra de quando teve a ideia do Foro e do dia em que conheceu Fidel Castro, admite que Chávez tentou um golpe na Venezuela, e mostra como os participantes da entidade foram conquistando o poder em toda a América Latina, país por país (além, é claro, de soltar todas as suas bravatas eleitoreiras):

“(…) Querido companheiro Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, e sua companheira Rosario [Murillo]; querido companheiro [Ricardo] Alarcón [de Quesada], representando aqui o extraordinário povo cubano; querido companheiro [Nicolás] Maduro, chanceler da Venezuela, queridos companheiros latino-americanos e convidados para essa 17ª reunião doForo de São Paulo.

Eu tenho sempre a preocupação, querido [José Manuel] Zelaya, de participar desses Foros e falar em português. [Trecho inaudível…] não entende nada do que ‘yo hablo’. [Risos.] Eu tenho um tradutor que é um cubano naturalizado brasileiro. Se precisar o tradutor pode traduzir para que todo mundo entenda o que estou “hablando”. Se entende… Bom, se não entender, eu não tenho culpa.

Eu queria dizer a todos vocês que eu tô emocionado porque faz muito tempo que eu não participo de uma reunião do Foro de São Paulo. Parece que a última foi no Bar Latino em São Paulo em 2005, mas muito de passagem. E eu lembro quando tivemos a ideia de construir o Foro de São Paulo. Em 1985, eu fiz uma entrevista para um jornal brasileiro, e eu dizia que não era possível um metalúrgico chegar à presidência pelo voto e disputando democraticamente uma eleição. Quatro anos depois, eu fui à primeira disputa presidencial, fui para a segunda volta [turno], e terminei as eleições com 47% dos votos. O PT saiu muito fortalecido daquela eleição. Os partidos de esquerda que estão aqui, brasileiros — não sei se estão todos, mas o PCdoB, o PSB, não sei se estão… o PDT — que estiveram juntos comigo, todos nós saímos muito fortalecidos.

E aí então veio a ideia, conversando com os companheiros cubanos num primeiro momento, de fazermos uma reunião da esquerda latino-americana. E fizemos em São Paulo, no Hotel Danúbio que já não existe mais, em junho de 1990, a nossa primeira reunião.Havia, meu querido Maduro, tantos partidos de esquerda na América Latina e tantas divergências, que só da Argentina compareceram 13 partidos políticos, e a única coisa que unificava os argentinos eram os gols de Maradona na Copa do Mundo de 1990. [Risos. Aplausos.] Havia um processo de desconfiança muito grande entre toda a esquerda latino-americana. Nós não tínhamos ainda aprendido uma lição básica que iria permitir que a esquerda chegasse ao poder. Nós temos um brilhante educador brasileiro, que já morreu, um dos mais importantes, que muitos latino-americanos conhecem, Paulo Freire, e ele dizia: ‘Juntar os diferentes para derrotar os antagônicos.’

E nós fomos aprendendo a conviver entre nós, e fomos construindo uma relação democrática difícil, complicada, muitas vezes era necessário muita paciência. Eu lembro que uma vez na reunião do Foro de São Paulo em El Salvador, nós não deixamos o Chávez participar, porque Chávez tinha tentado o golpe na Venezuela e nós não deixamos ele participar. Era muito difícil. Havia um processo de desconfiança entre nós muito grande. E de coração eu quero dizer pra vocês que uma das forças políticas que mais contribuiu para que nós chegássemos a construir o que nós construímos foram os companheiros do partido comunista cubano, que sempre tiveram paciência e experiência de nos ajudar. Não posso desmerecer o trabalho do companheiro Marco Aurélio Garcia, que hoje está no governo, não está aqui, mas que participou de quase todas as reuniões do Foro de São Paulo.

Eu fico imaginando que algumas pessoas não estão mais aqui entre nós. E eu queria saudar aqueles que não estão aqui entre nós, homenageando o companheiro Schafik [Handal], da Frente Farabundo Martí, que não está entre nós. [Aplausos.] Nós estamos um pouco mais velhos. Quando começou o Foro, eu não tinha nenhum cabelo branco. Tomaz Borges tinha todo o cabelo na cabeça. [Risos] Daniel Ortega era cabeludo. [Risos] Ou seja: nós estamos cansados, mais do que quando começamos o Foro. Mas o caminho que nós percorremos não pode perder a importância das nossas conquistas. Nós estamos falando de 21 anos. Vinte e um anos é o tempo de maturidade de um jovem ou de uma jovem. E nesses 21 anos, olhemos a fotografia da America Latina de 1990 e olhemos a fotografia da America Latina de 2011, e nós vamos perceber que um verdadeiro furacão de democracia passou pelo nosso continente. Um verdadeiro furacão.

Eu fico olhando a América do Sul. Quando cheguei à presidência em 2002, só tinha o Chávez. Mesmo assim, tinha sofrido um golpe. Depois, veio [Nestor] Kirchner. Depois de Kirchner, veio eleições no Paraguai. Depois, no Uruguai, com Tabaré [Ramón Vázquez Rosas]. Depois veio no Equador. E nós fomos fazendo uma mudança extraordinária que culminou com a eleição do companheiro Evo Morales na Bolívia. [Aplausos.] É a demonstração mais viva dessa evolução política da esquerda latino-americana. [Aplausos.]

Porque esses meninos, e eu digo meninos porque tive o prazer de participar no dia 19 de julho de 1980 do primeiro aniversário da Frente Sandinista quando o orador principal foi Tomás Borges, o dia em que eu conheci Fidel Castro e fomos comer uma lagosta na casa não sei de quem, e eu lembro perfeitamente bem que, depois de chegar ao poder por uma revolução, no momento certo a Frente Sandinista não teve medo e convocou eleições democráticas. Perdeu. Daniel é o único ser humano do planeta que perdeu mais eleições do que eu. Eu perdi três eleições. Daniel perdeu quatro eleições. [Risos.] Quatro eleições. Entretanto, por nenhum momento, por mais acusado que esse companheiro fosse, ele deixou de acreditar que o caminho da democracia que a Frente Sandinista tinha optado era o melhor para a Nicarágua. E agora está o companheiro de volta para a presidência da República pela via do voto direto. Eu, como vocês estão percebendo, tenho muita dificuldade de fazer qualquer discurso de oposição depois de oito anos de governo. (…)”

X.

VÍDEO 6 – JOSÉ DIRCEU FALA DO FORO NO PROGRAMA “PROVOCAÇÕES”

Como escreveu Olavo de Carvalho no facebook:

“Há anos aviso que no Foro de São Paulo o mais importante não são as assembleias, mas as conversações discretas, ou reservadas, onde o destino de vários países é decidido pelas costas da população. Exemplo:”

ANTÔNIO ABUJAMRA: Anos atrás, você podia prever uma América Latina assim: Fidel, Chávez, Morales, Bachelet, Correa… Quem mais? TODOS de esquerda na América do Sul! Você podia prever que isso ia acontecer?

JOSÉ DIRCEU: Prever, não. Mas nós já lutávamos por isso e já trabalhávamos por isso. Inclusive porque nós criamos o Foro de São Paulo, que lutava pra isso; depois criamos ainda o Grupo de Marbella, porque é o nome da cidade do hotel onde nós ficamos no Chile, que se reuniu, TODOS foram presi… Todos depois foram eleitos presidentes da República. Todos foram. TODOS. O Ciro Gomes, que participava, e o [mexicano] Cuauhtémoc Cárdenas ainda não foram. Mas o [Vicente] Fox foi [no México]. O [Ricardo] Lagos foi [no Chile]. Tabaré Vazquez foi [no Uruguai]. [Cita outro, inaudível.] O Lula foi. Então você vê que não é o Chávez, o Evo Morales…

ANTÔNIO ABUJAMRA [interrompendo]: Tabaré, Kirchner… Se essa turma se unir, o que é meio difícil, o que é que acontece com a América Latina?

JOSÉ DIRCEU: Não, a condição para a América Latina avançar é a união desses presidentes desses países. Por isso que a informação de que o Banco do Sul está avançando… e a consolidação do Mercosul, e a integração energética, o gasoduto, e mesmo a zona de livre-comércio entre os nossos países… Não há nada mais importante pra nós que a integração da América Latina. Hoje, o NAFTA, a União Europeia e o Pacto Asiático: 70% do comércio é intrabloco. Só 30[%] é exportado para fora do bloco. Aqui na América Latina ou do Sul, ainda é 20 ou 25%. Então nós temos muito para integrar.

XI.

VÍDEO 7 – DISCURSOS DE LULA E DILMA SOBRE FORO E REVOLUÇÃO

LULA: “O que Cuba tem mais do que nós? O povo cubano tem mais dignidade que a maioria dos povos da América Latina. (…) E foi assim que nós conseguimos construir o Foro de São Paulo e pela primeira vez a gente conseguiu juntar todos os partidos de esquerda da América Latina. Não pensem que é fácil! Tem aqui companheiros que partcipam…”

DILMA: “Eu me sinto muito feliz de estar na tenda da revolução cubana, dos 50 anos da revolução cubana, que foi um acontecimento histórico na América Latina e teve uma influência profunda na minha geração. Então eu considero este momento especial.”

XII.

VÍDEO 8 – DISCURSO DE LULA DE 2013 – LULA EXPLICA A ESTRATÉGIA DO FORO DE SÃO PAULO PARA CHEGAR AO PODER

“Em 1990, ou melhor, em 1980, a esquerda latino-americana não acreditava que fosse possível chegar ao poder pela via da disputa democrática e sobretudo pela via eleitoral. (…) E a história se encarregou de provar que a democracia exercida a partir da participação de massas pode ser a melhor fonte para que a esquerda chegue ao poder em qualquer país do mundo. Vamos ver a experiência do companheiro Chávez (…). É importante lembrar que uma grande parte da elite da Venezuela não admite a chegada de Chávez ao poder (…), como não aceitam o Lula no Brasil e a Dilma no Brasil… E nós chegamos e eu quero, companheiro da direção do Foro de São Paulo, debitar parte da chegada da esquerda ao poder da América Latina pela existência dessa cosita chamada Foro de São Paulo. Foi aqui e devemos muito aos companheiros cubanos, devemos muito aos companheiros cubanos, porque, ao contrário do que muita gente conservadora pensa, os companheiros cubanos sempre, sempre nos ensinaram que o exercício da tolerância entre nós, a convivência pacífica na adversidade entre nós, a convivência entre os vários setores de esquerda era a única possibilidade que permitia que nós tivéssemos avanço aqui nesse continente. E isso aconteceu e pode acontecer muito mais, porque agora nós temos a obrigação de não permitir que haja nenhum retrocesso nas conquistas que nós obtivemos até agora. Nenhum retrocesso!”

A propósito: os “companheiros cubanos”, segundo Lula, sempre ensinaram o “exercício da tolerância” e da “convivência pacífica” entre os vários setores DA ESQUERDA, é claro. Porque, na Cuba de Fidel e Raúl Castro, a “tolerância” e o “pacifismo” com os opositores políticos sempre foram exercidos com prisões e fuzilamentos mesmo.

XIII.

CINCO CRIMES DO FORO DE SÃO PAULO
8 de agosto de 2013 às 10:16
Por Olavo de Carvalho

1) Deu abrigo e proteção política a organizações terroristas e a quadrilhas de narcotraficantes e seqüestradores que nesse ínterim espalharam o vício, o sofrimento e a morte por todo o continente, fazendo mesmo do Brasil o país onde mais cresce o consumo de drogas na América Latina.

2) Ao associar entidades criminosas a partidos legais na busca de vantagens comuns, transformou estes últimos em parceiros do crime, institucionalizando a ilegalidade como rotina normal da vida política em dezenas de nações.

3) Burlou todas as constituições dos seus países-membros, convidando cada um de seus governantes a interferir despudoradamente na política interna das nações vizinhas, e provendo os meios para que o fizessem “sem que ninguém o percebesse”, como confessou o sr. Lula, e sem jamais ter de prestar satisfações por isso aos seus respectivos eleitorados.

4) Ocultou sua existência e a natureza das suas atividades durante dezesseis anos, enquanto fazia e desfazia governos e determinava desde cima o destino de nações e povos inteiros sem lhes dar a mínima satisfação ou explicação, rebaixando assim toda a política continental à condição de uma negociação secreta entre grupos interessados e transformando a democracia numa fachada enganosa.

5) Gastou dinheiro a rodo em viagens e hospedagens para muitos milhares de pessoas, durante vinte e três anos, sem jamais informar, seja ao povo brasileiro, seja aos povos das nações vizinhas, nem a fonte do financiamento nem os critérios da sua aplicação. Até hoje não se sabe quanto das despesas foi pago por organizações criminosas, quanto foi desviado dos vários governos, quanto veio de fortunas internacionais ou de outras fontes. Nunca se viu uma nota fiscal, uma ordem de serviço, uma prestação de contas, um simulacro sequer de contabilidade. A coisa tem a transparência de um muro de chumbo.

XIV.

EX-EMBAIXADOR AMERICANO SOBRE A NECESSIDADE DE ESPIONAR O BRASIL: “BASTA LER AS ATAS DO FORO”

Segue abaixo o texto que traduzi na ocasião. A respeito dele, Olavo de Carvalho comentou: “Como é que uma entidade que nem mesmo existe, ou que é apenas um inocente clube de debates, pode criar uma crise diplomática de dimensões mastodônticas? TODOS os que ocultaram ou disfarçaram durante quase duas décadas a existência do Foro de São Paulo são culpados de que ISTO esteja acontecendo agora.”

POR QUE NÓS ESPIONAMOS O BRASIL

Tradução de Felipe Moura Brasil da coluna de Carlos Alberto Montaner, publicada no Miami Herald de 25 de setembro de 2013.

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, cancelou sua visita ao presidente Obama. Ela se sentiu ofendida porque os Estados Unidos estavam espionando seu e-mail. Não se faz isso com um país amigo. A informação, provavelmente confiável, foi fornecida por Edward Snowden de seu refúgio em Moscou.

Intrigado, perguntei a um ex-embaixador dos EUA: “Por que eles fizeram isso?” Sua explicação foi duramente franca:

“Do ponto de vista de Washington, o governo brasileiro não é exatamente amigável. Por definição e historicamente, o Brasil é um país amigo que ficou do nosso lado durante a II Guerra Mundial e a da Coreia, mas seu governo atual não está.”

O embaixador e eu somos velhos amigos. “Posso revelar seu nome?”, perguntei. “Não”, respondeu ele. “Isso criaria um problema enorme para mim. Mas você pode transcrever nossa conversa.” É o que farei aqui.

“Tudo que você tem de fazer é ler as atas do Foro de São Paulo e observar a conduta do governo brasileiro”, disse ele. “Os amigos de Luiz Inácio Lula da Silva, de Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores são os inimigos dos Estados Unidos: a Venezuela chavista, primeiro com (Hugo) Chávez e agora com (Nicolás) Maduro; a Cuba de Raúl Castro; o Irã; a Bolívia de Evo Morales; a Líbia dos tempos de Kadafi; a Síria de Bashar Assad.

“Em quase todos os conflitos, o governo brasileiro concorda com as linhas políticas da Rússia e da China, em oposição à perspectiva do Departamento de Estado dos EUA e da Casa Branca. A família ideológica com que mais se parece é a dos BRICS, com os quais tenta conciliar sua política externa. [Os BRICS são Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.]

“A imensa nação sul-americana não tem nem manifesta a menor vontade de defender os princípios democráticos que são sistematicamente violados em Cuba. Pelo contrário, o ex-presidente Lula da Silva muitas vezes leva investidores à ilha para fortalecer a ditadura dos Castros. O dinheiro investido pelos brasileiros no desenvolvimento do superporto de Mariel, próximo a Havana, é estimado em US$ 1 bilhão.

A influência cubana no Brasil é velada, mas muito intensa. José Dirceu, ex-chefe de gabinete e ministro mais influente de Lula da Silva, havia sido um agente dos serviços de inteligência cubanos. No exílio em Cuba, ele tivera o rosto cirurgicamente alterado. Ele retornou ao Brasil com uma nova identidade (Carlos Henrique Gouveia de Mello, um comerciante judeu) e ficou nessa função até que a democracia foi restaurada. De mãos dadas com Lula, ele colocou o Brasil entre os principais colaboradores da ditadura cubana. Ele caiu em desgraça porque era corrupto, mas nunca recuou um centímetro de suas preferências ideológicas e de sua cumplicidade com Havana.

“Algo semelhante está acontecendo com o professor Marco Aurélio Garcia, atual assessor de política externa de Dilma Rousseff. Ele é um anti-ianque contumaz, pior até do que Dirceu, porque ele é mais inteligente e foi mais bem treinado. Ele fará tudo o que puder para despistar os Estados Unidos.

“Para o Itamaraty – um ministério de relações exteriores reconhecido pela qualidade dos seus diplomatas, geralmente poliglotas e bem educados –, a Carta Democrática assinada em Lima em 2001 é só um pedaço de papel sem importância alguma. O governo simplesmente ignora as fraudes eleitorais cometidas na Venezuela e na Nicarágua e é totalmente indiferente a qualquer abuso contra a liberdade de imprensa.

“Mas isso não é tudo. Há outras duas questões que fazem os Estados Unidos quererem ser informados em relação a tudo o que acontece no Brasil, pois, de uma forma ou de outra, elas afetam a segurança dos Estados Unidos: corrupção e drogas.

O Brasil é um país notoriamente corrupto e essas péssimas práticas afetam as leis dos Estados Unidos de duas maneiras: quando os brasileiros utilizam o sistema financeiro americano e quando eles competem de forma desleal com empresas dos EUA, recorrendo a subornos ou comissões ilegais.

“A questão das drogas é diferente. A produção de coca boliviana quintuplicou desde que Evo Morales se tornou presidente, e o distribuidor dessa substância é o Brasil. Quase tudo acaba na Europa, e os nossos aliados estão querendo informações. Essas informações, às vezes, estão nas mãos de políticos brasileiros.”

Minhas duas perguntas finais são inevitáveis. Washington apoiará a candidatura do Brasil a membro permanente no Conselho de Segurança da ONU?

“Se você perguntar para mim, não”, diz ele. “Nós já temos dois adversários permanentes: Rússia e China. Não precisamos de um terceiro.”

Para finalizar, os Estados Unidos continuarão espionando o Brasil?

“Com certeza”, ele me diz. “É nossa responsabilidade para com a sociedade americana.”

Acho que Dona Dilma deveria trocar seu e-mail com frequência.

XV.

ÁUDIO – GRAÇA SALGUEIRO EXPLICA A HISTÓRIA DO FORO

Em excelente entrevista para Bruno Garschagen sobre a ditadura chavista assassina de Nicolás Maduro na Venezuela, no 112º Podcast Mises Brasil, a autora do incontornável blog NotaLatina, Graça Salgueiro, faz um resumo do Foro de São Paulo, a partir dos 30 minutos, que transcrevo abaixo.

GRAÇA: Em 1990, quando a Rússia já tinha rompido os acordos com Cuba, tinha acabado com a proteção que oferecia a Cuba, o Fidel Castro viu que as coisas não estavam caminhando no rumo socialista como ele imaginava, a revolução dele poderia despencar, e também com o “fim” do comunismo na União Soviética, a dissolução da URSS com a queda do Muro de Berlim, tudo isso deixou o comunismo de uma certa forma meio sem chão. Então, ele já conhecia o Lula, convidou o Lula para formar um grupo, para ter um encontro e, em 2 de julho de 1990, eles tiveram um encontro aqui em São Paulo, e por conta disso, por ter sido o primeiro encontro em São Paulo, eles então passaram a denominá-lo no ano seguinte de Foro de São Paulo. Nesse evento, eles convocaram todos os países da América do Sul e Central que fossem de esquerda e também organizações ligadas à esquerda. Além dessas organizações ligadas à esquerda, também tinha grupos terroristas como as Farc, o ELN [Exército de Libertação Nacional, da Colômbia], o Sendero Luminoso [de inspiração maoísta, do Peru], enfim (…). E o objetivo dele, do Fidel Castro quando resolveu criar essa organização, foi muito claro: ele disse que pretendia recriar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu. Então foi assim que foi criado o Foro de São Paulo e, à medida que os anos foram passando, essas reuniões passaram a ser anuais, tendo três encontros do grupo de trabalho do Foro de São Paulo que é quem elabora realmente a pauta do que vai ser discutido no próximo encontro e o encontro anual se dá uma vez em cada país-membro, que é escolhido na reunião que está acontecendo… e durante todo o ano eles vão pondo em prática aquelas atividades, aquelas coisas que foram determinadas lá na pauta desse encontro. Saem as resoluções: tem uma resolução geral e tem as resoluções específicas de cada país. Por exemplo: quando vai haver eleição nos países, então ali está a pauta dizendo: vai ter eleição no Brasil, vai ter eleição no Chile, vai ter eleição não sei aonde, e a gente precisa apoiar o candidato X. Então aquele candidato citado ali é o candidato do Foro de São Paulo. E foi assim que eles conseguiram colocar no 15 presidentes-membros da organização, do Foro de São Paulo.

BRUNO: E esse apoio se dava como, Graça?

GRAÇA: Esse apoio se dava de todas as formas que você imagina. Por exemplo, eles defendem muito a não ingerência nos países dos outros, a autodeterminação dos povos, não sei o quê, eles usam muito essas expressões, mas eles não cumprem nenhuma delas. Eu não sei se você viu, mas se alguém quiser fazer a pesquisa, vai encontrar pelo Youtube vídeo do Lula apoiando e pedindo votos para Hugo Chávez [ver item I] e agora mais recentemente para o Nicolás Maduro [ver item XVII]; o Chávez fazendo vídeo para pedir vota para Dilma. Fora isso eles mandam grupos de estudos, como eles chamam, para visitar universidades, para visitar organizações, fazem palestras, dão dinheiro, rola dinheiro pelo meio também. Tem apoio financeiro e tem apoio logístico também. Então eles se apoiam muito. Agora nem sempre eles ganham, por exemplo agora em El Salvador eles perderam: vai haver um segundo turno ainda, mas eles perderam [o 1º]. [Na verdade, eles acabaram ganhando o segundo…] Eles perderam no Paraguai, mas ganharam no Chile: a Michele Bachelet voltou. Então é sempre assim. E nessa história eles conseguiram colocar nos governos, no comando das nações 15 presidentes, já houve alternâncias, alguém já perdeu, já voltou… E foi por conta disso que o Lula não permitia de forma alguma que no Brasil se falasse sobre o Foro de São Paulo até que a coisa estivesse mais estabilizada, mais solidificada, que houvesse bastantes países com presidente do Foro para poder a coisa ficar firme. Ele mesmo disse que se a gente estivesse… Tem um pronunciamento que ele fez [ver item V], acho que foi no aniversário de 15 anos do Foro de São Paulo [sim, foi], ele fez um comentário que disse assim: se nós tivéssemos (mais ou menos isso, né, não são essas palavras mesmo, né), se nós não tivéssemos escondido das pessoas o que estávamos fazendo, o Foro de São Paulo hoje não teria um índio presidente, um metalúrgico presidente, não teria não sei o quê, enfim, ele confirma que foi preciso esconder da mídia, esconder do povo o que eles tramavam ali para poder a coisa dar certo.

BRUNO: Exato. E só para registrar aqui, para fazer justiça, o professor Olavo de Carvalho foi quem durante anos falou sozinho no deserto sobre o Foro de São Paulo.

GRAÇA: Exatamente. E eu comecei a estudar sobre o Foro de São Paulo através do Olavo. Foi o primeiro contato que eu tive com o professor Olavo, em 1999, numa conversa por telefone, ele me falou do Foro de São Paulo. E aquilo me impressionou muito e me dediquei de corpo e alma a estudar o Foro de São Paulo desde então, né. É dedicação exclusiva. E isso daí eu agradeço ao Olavo realmente, porque até então ninguém falava. Claro, ele não foi o precursor o doutor Graça Wagner quem falou para ele, mas ele era a voz da mídia, na época ele escrevia para jornais: O Globo, a Folha, o Jornal da Tarde, a Zero Hora, então ele era uma voz que estava na mídia e, por conta disso, ele perdeu todos esses empregos, porque ele falava o que não podia falar.

XVI.

VÍDEO 9 – VICE-ALMIRANTE VENEZUELANO MARIO IVÁN CARRATÚ DENUNCIA O FORO DE SÃO PAULO NA NTN24

De fora da Venezuela de Maduro em função das ameaças de morte, Carratú dá o alerta à América Latina sobre o poder do Foro, a partir dos 2min56seg.

“Primeiro, minhas saudações fraternas desde o exterior. Temos de seguir lutando. E aos países irmãos e cidadãos do continente: que tenham MUITA atenção com a penetração de grupos radicais de esquerda sob a ótica do Foro de São Paulo, que está tentando tomar o poder na maioria dos nossos países, faltando apenas Colômbia, Peru e República do Chile. Os demais têm, de uma ou outra maneira, este tipo de contato, este tipo de ações… O que devo, sim, ressaltar e devo reafirmar é que a Venezuela, desde 1992, está entregue às mãos de Fidel Castro…”

XVII.

VÍDEO 10 – MENSAGEM DE LULA EM APOIO A MADURO

Sim: Lula, como não poderia deixar de ser, também fez campanha para Maduro, o atual comandante da ditadura assassina da Venezuela, que no momento da publicação deste post já contava 36 mortos durante a onda de protestos no país. Como escrevi aqui: Ditadura no (…) dos outros é democracia.

XVIII.

VÍDEO 11 – REINALDO AZEVEDO RELACIONA MENSALÃO E FORO DE SÃO PAULO

REINALDO AZEVEDO: O que eles queriam era criar um Congresso paralelo. Então você tem, segundo a divisão do coleguinha Montesquieu, você tem a divisão dos três poderes. O que eles queriam era anular um poder. Era o Executivo se organizando, entendo eu, numa quadrilha, para comprar uma fatia do Congresso e ter um Congresso do B, um outro Congresso, de maneira que você torna a democracia, o processo democrático, irrelevante. Isto faz parte de um projeto, atenção, é grande, das esquerdas latino-americanas, que estão organizadas no Foro de São Paulo. Isto não é paranoia. Durante muito tempo, quem falava do Foro de São Paulo eram Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo e mais dois ou três malucos. Não. Ele existe! O Foro de São Paulo existe! Em cada país, ele tem um projeto. Nos países onde eles chegaram ao poder e as instituições estavam no chão, eles partiram diretamente pro solapamento da democracia. Então é o caso em curso na Venezuela…

RICARDO SETTI: E criaram instituições fajutas…

REINALDO AZEVEDO [concordando]: Instituições fajutas.

AUGUSTO NUNES: E você também vai aparelhando o Judiciário.

REINALDO AZEVEDO: E vai aparelhando o Judiciário. Lá também. Então é assim que foi na Venezuela, assim está em curso no Equador, está em curso na Bolívia, e agora na Argentina, porque todos esses presidentes chegaram ao poder com as instituições ao rés do chão. No Brasil, o sr. Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao poder com um país, a despeito de suas mazelas, de seus problemas, com um país razoavelmente organizado institucionalmente. E, portanto, você não pode ir solapando assim o processo democrático… O próprio Supremo está dizendo agora pra essa gente: “Atenção que ainda não dá pra fazer o que vocês querem.” Então aí você parte pra outro [caminho]… Atenção: o mensalão é o bolivarianismo exercido por outros meios. Se o bolivarianismo, nesses países da América Latina, você exerce com milícias armadas nas ruas, com massas, com confronto, com perseguição, com fechamento de jornais, cassação de licença de TV, sabe? No Brasil, não dá pra fazer isso. No Brasil, eles foram por outro meio. No Brasil, eles foram comprar o Congresso. Comprar o Congresso com dinheiro público. Calcule a ousadia. Quer dizer… Acusam muitas vezes os críticos do PT, eu mesmo já fui acusado disso umas quinhentas vezes: “Você acha que o PT inventou a corrupção!” Não, eu não acho que o PT inventou a corrupção. A corrupção é antiquíssima. A corrupção surge junto com o processo político. Eu não estou dizendo que o PT inventou a corrupção. O que eu sempre disse, sustento, é que o PT tentou alçar a corrupção a categoria de pensamento. Tentou transformar a corrupção em categoria de pensamento. ISTO é novo no processo político brasileiro. Novo: surgido com eles. Isso é muito grave. Foi isso que eles tentaram fazer. Corrupção aqui, acolá, sempre houve, e tem de ser exemplarmente punida. Agora, [aquilo para] o que o Brasil está dizendo “não”, [aquilo para] o que o STF está dizendo “não”…

RICARDO SETTI: É ao projeto de poder.

REINALDO AZEVEDO: O projeto de poder conquistado desta maneira não pode. A Carmen Lúcia fez um bom pronunciamento hoje lembrando que a política é a única forma civilizada que a gente tem de governar. Agora tem de ser com ética, porque, se não for com ética, aí então é com guerra, é com bagunça, é com confronto.

AUGUSTO NUNES: Perfeito.

XIX.

ATAS DO FORO DE SÃO PAULO

Disponíveis no site Mídia Sem Máscara – AQUI.

SITE DO FORO DE SÃO PAULO – AQUI.

MEMBROS OFICIAIS DO FORO DE SÃO PAULO – AQUI.

FORO DE SÃO PAULO NO SITE DO PT – AQUI.

ARTIGOS DE SILVIO GRIMALDO:

– Foro de São Paulo, 23 anos depois, na Gazeta do Povo [25/08/2013]

– Os médicos do Foro de São Paulo, no Mídia Sem Máscara [12/09/2013]

MAIS SOBRE ESSES E MUITOS OUTROS ASSUNTOS…

…no nosso best seller: O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.

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Pois bem. Está de bom tamanho por hoje? Acrescentarei mais informações a qualquer momento.

Agora, em vez de sair copiando e colando por aí tudo que eu transcrevi, organizei e expliquei aqui, compartilhe o link desta página [http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2014/03/24/conheca-o-foro-de-sao-paulo-o-maior-inimigo-do-brasil] e dê o crédito ao autor, ok? Vamos juntos educar os amigos sobre o maior inimigo do Brasil. Obrigado.

Felipe Moura Brasil – http://www.veja.com/felipemourabrasil

15/10/2014 Posted by | Política | , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

PT tentou tirar o site Aécio de Verdade

TSE negou pedido de liminar apresentado pela campanha da presidente Dilma Rousseff para retirar do ar a página “Aécio de Verdade”.

Eleições 2014

Fonte: Coronel do Blog

PT tentou censurar o blog “Aécio de Verdade” produzido pela Turma do Chapéu. TSE negou e manteve no ar.

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou pedido de liminar apresentado pela campanha da presidente Dilma Rousseff para retirar do ar a página eletrônica “Aécio de Verdade“. A chapa de Dilma alegava que o endereço eletrônico estava sendo utilizado para fazer campanha para o tucano, mesmo sem estar no rol das páginas habilitadas para defender o tucano. Essa prática é proibida pela legislação eleitoral.

Os advogados da petista sustentavam que o endereço é irregular e clandestino. Acusavam ainda a coligação do tucano de serem os responsáveis pela distribuição de um vídeo com o próprio Aécio em que convida os eleitores a acessar a página eletrônica, trazendo “desequilíbrio incalculável” para a disputa.

Em sua decisão, o ministro Herman Benjamin, relator do processo no TSE, afirmou que a página eletrônica assemelha-se mais a um blog do que a um site propriamente dito. As duas formas de comunicação virtual têm regras eleitorais distintas. Os sites são proibidos por lei de defender um candidato ou atacar um adversário. Os blogs, por sua vez, são liberados.

O relator do processo disse ainda que o espaço virtual foi criado por um grupo de jovens “sem maior profissionalismo” e que a página está registrada em nome de um simpatizante do candidato. “Ou seja, parece que não há propriamente controle do conteúdo formal por parte do partido ou coligação do PSDB“, afirmou. “Assim, em juízo de cognição sumária, não vislumbro irregularidade no espaço virtual capaz de incidir em qualquer das proibições constantes da Lei das Eleições no que tange às propagandas eleitorais pela internet.

14/10/2014 Posted by | AECIO,  AÉCIO NEVES,  AÉCIO PRESIDENTE,  AÉCIO PROPOSTAS,  AECIO: PRESIDENTE 2014,  ELEIÇÕES 2014 | , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

ISTOÉSensus: Aécio dispara e abre 17 pontos de vantagem

Pesquisa ISTOÉSensus mostra candidato Aécio Neves (PSDB) com 58,8% dos votos válidos e a petista Dilma Rousseff (PT) com 41,2%.

Gravações da Petrobras derrubam Dilma

Fonte: Isto É

Aécio dispara e abre 17 pontos de vantagem sobre Dilma, mostra pesquisa Istoé/Sensus

Primeiro levantamento após divulgação de áudios da Petrobrás mostra que escândalo atingiu em cheio campanha da petista

Primeira pesquisa ISTOÉSensus realizada depois do primeiro turno da sucessão presidencial mostra o candidato Aécio Neves (PSDB) com 58,8% dos votos válidos e a petista Dilma Rousseff com 41,2%. Uma diferença de 17,6 pontos percentuais.

O levantamento feito entre a quarta-feira 7 e o sábado 10 é o primeiro a captar parte dos efeitos provocados pelas revelações feitas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o detalhamento do esquema de corrupção na estatal.

“Além do crescimento da candidatura de Aécio Neves, observa-se um forte aumento na rejeição da presidenta Dilma Rousseff”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Segundo a pesquisa, o índice de eleitores que afirmam não votar em Dilma de forma alguma é de 46,3%. A rejeição de Aécio Neves é de 29,2%.

“O tamanho da rejeição à candidatura de Dilma, torna praticamente impossível a reeleição da presidenta”, diz Guedes. A pesquisa também capta, segundo o diretor do Sensus, os apoios políticos que Aécio recebeu durante a semana, entre eles o do PSB, PV e PPS.

As 2000 entrevistas feitas em 24 Estados e 136 municípios mostra que houve uma migração do eleitorado à candidatura tucana mais rápida do que as manifestações oficiais dos líderes políticos.

No levantamento sobre o total dos votos, Aécio soma 52,4%, Dilma 36,7% e os indecisos, brancos e nulos são 11%, tudo com margem de erro de 2,2% e índice de confiança de 95%. Nos votos espontâneos, quando nenhum nome é apresentado ao eleitor, Aécio soma 52,1%, Dilma fica 35,4% e os indecisos são 12,6%.

“A analise de todos esses dados permite afirmar que onda a favor de Aécio detectada nas duas semanas que antecederam o primeiro turno continua muito forte”, diz Guedes. O tucano, segundo a pesquisa ISTOÉSensus, vence em todas as regiões do País, menos no Nordeste.

No PSDB, a espectativa é a de que a diferença a favor de Dilma no Nordeste caia nas próximas pesquisas, principalmente em Pernambuco, na Bahia e no Ceará. Em Pernambuco devido o engajamento da família de Eduardo Campos na campanha, oficializado na manhã do sábado 10. Na Bahia em função da presença mais forte do prefeito de Salvador, ACM Neto, no palanque tucano. E, no Ceará, com a participação do senador eleito Tasso Jereissati.

Além da vantagem regional, Aécio, de acordo com o levantamento, supera Dilma em todas as categorias socioeconômicas, o que, segudo a análise de Guedes, indica que a estratégia petista de apostar na divisão do País entre pobres e ricos não tem dado resultado.

 

PESQUISA ISTOÉ|Sensus

Realização – Sensus

Registro na Justiça Eleitoral – BR-01076/2014

Entrevistas – 2.000, em cinco regiões, 24 Estados e 136 municípios do País

Metodologia – Cotas para sexo, idade, escolaridade, renda e urbano e rural

Campo – de 07 a 10 de Outubro de 2014

Margem de erro – +/- 2,2%

Confiança – 95%

14/10/2014 Posted by | Política | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Lutador Anderson Silva declara apoio a Aécio Neves

O ex-campeão dos médios do UFC Anderson Silva declarou apoio ao candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves.

Eleições 2014

Fonte: Veja

Anderson Silva declara apoio a Aécio

O ex-campeão dos médios do UFC Anderson Silva declarou apoio nessa sexta-feira aocandidato do PSDB à Presidência da RepúblicaAécio Neves.

Em depoimento de um minuto divulgado pela página do tucano na internet, o lutador diz que tem “conhecimento de causa” para afirmar que Aécio é o “candidato da mudança“.

“Eu estou aqui para falar um pouco de conhecimento de causa, que é uma coisa que todo brasileiro deve ter. Vamos fazer com o que o nosso país tenha uma mudança radical. Nos últimos anos, a gente viu muita coisa boa, mas também muita coisa ruim. E agora é hora de mudar”, disse o lutador, repetindo o slogan da campanha tucana.

Anderson é cliente da agência de marketing esportivo 9ine, cujo dono é o ex-jogador de futebol Ronaldo Nazário, o “Fenômeno”. Amigo pessoal de AécioRonaldo já participou de eventos de campanha do presidenciável e até o acompanhou no último debate da Globo. Além de Anderson, os lutadores Minotauro e Wanderlei Silva também gravaram um vídeo juntos, manifestando apoio ao candidato. Faz parte da estratégia de campanha associar a imagem do tucano a celebridades.

(Eduardo Gonçalves, de São Paulo)

13/10/2014 Posted by | AECIO,  AÉCIO NEVES,  AECIO,  AECIO: PRESIDENTE 2014,  ELEIÇÕES 2014 | , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário