Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Pimenta da Veiga quer ampliar dotação do Fundo Mineiro do Café

Caravana 45 esteve em Varginha, onde os candidatos receberam apoio de produtores locais, prejudicados pelo descaso do governo do PT.

Eleições 2014

Fonte: Pimenta 45

Ao lado de Aécio Neves, Pimenta da Veiga afirma que vai dobrar dotação do Fundo Mineiro do Café

O candidato a governador Pimenta da Veiga e o candidato à Presidência da República Aécio Neves estiveram, neste sábado, no Sul de Minas Gerais, onde apresentaram propostas ousadas para impulsionar o agronegócio mineiro. Em encontro realizado na sede da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha, Aécio e Pimenta ouviram pleitos de produtores locais, que criticaram o descaso do governo federal do PT com o setor. Pimenta da Veiga afirmou que, se eleito, vai dobrar a dotação do Fundo Mineiro do Café.

“O café que é uma riqueza fundamental de Minas. Nós queremos muito desenvolver um plano que a curto prazo possa melhorar a tecnologia do plantio do café, que traga avanços significativos para a produtividade. Queremos também cuidar da parte de crédito e da política de comercialização. A longo prazo, é possível fazer um grande projeto para o beneficiamento do café aqui e ampliação do mercado de café solúvel brasileiro”, afirmou. Para Pimenta da Veiga, essas iniciativas exigirão uma grande união de esforços.

“Quanto ao Fundo Mineiro do Café, que tem uma dotação de R$ 100 milhões, eu quero, no primeiro ano de governo, fazer com que essa dotação esteja disponível e, ao longo do mandato, meu projeto é dobrar a dotação, porque isso poderá ser uma contribuição decisiva para que o café consiga o equilíbrio que precisa ter para o produtor. Tenho a certeza de que nós, no Governo de Minas, e Aécio Neves na Presidência da República, juntos, conseguiremos atingir a esses objetivos”, completou Pimenta.

Aécio Neves também destacou a importância do setor. Ao receber dos produtores locais uma carta de reivindicações, o presidenciável assegurou a criação de um plano nacional de fortalecimento do agronegócio. “Não existe nenhuma outra cultura onde a importância econômica possa se equivaler à importância social, como o café. Costuma-se dizer aqui que café no pé é sapato no pé, exatamente porque se o café vai bem, as pessoas vão bem e o Brasil não tem uma política séria, de médio e longo prazo, para o café”, explicou.

Segundo Aécio, seu grande esforço será assegurar o beneficiamento do café em solo brasileiro. “Eu conduzirei isso como presidente da República, como fiz inclusive quando era presidente da Câmara – última grande intervenção, que nos garantiu um planejamento para o setor, com preços, com garantias. Eu conduzirei essa política que estimule o produtor, que traga para o nosso país investimentos que permitam a industrialização e, portanto, a agregação de valor ao nosso café”, destacou, sendo aplaudido pelos produtores presentes.

O presidente do Centro de Comércio do Café, Archimedes Coli Neto, reafirmou seu apoio em Pimenta e Aécio, além de fazer duras críticas ao PT. “Em nome de todos os produtores de café eu quero dizer que não houve sequer uma política séria do governo do PT para o setor. O PT virou as costas para os produtores. Do solo de Minas vem a força do agronegócio brasileiro. E é de Minas, do povo de Minas, que virá a força que vai levar Pimenta da Veiga ao Governo do Estado e Aécio Neves à Presidência”, afirmou.

Minas concentra 50% da produção nacional de café e 54,2% da área cultivada no país, ou 1,2 milhão de hectares. O café tem como característica a bianualidade, ou seja, um ano a produção é alta e no outro, baixa. Em 2013, a produção nacional de café foi de 49,2 milhões de sacas. Em Minas, a produção foi de 27,6 milhões de sacas, ou, 56% do total. Em Minas, a estimativa para a safra 2013/2014 é de 22,62 milhões de sacas, que equivale a 50,1% do cafébrasileiro. O Sul de Minas é principal região produtora de café do Estado.

O Fundo Estadual de Café foi instituído em dezembro de 2012, por meio de decreto assinado pelo então governador e atual candidato a senador Antonio Anastasia. O fundo disponibiliza recursos do Tesouro Estadual, contribuindo para o desenvolvimento da cadeia produtiva docafé. O fundo conta com recursos reembolsáveis, para projetos individuais, e não reembolsáveis, para projetos de interesse coletivo. Além de verbas do Governo de Minas, o fundo conta com recursos do Crédito Presumido do Café, o ICMS presumido.

Caravana 45

Pimenta da Veiga e Aécio Neves desembarcaram em Varginha no início da tarde, levando a caravana 45. Eles foram recebidos no aeroporto da cidade por centenas de moradores e de lideranças políticas. De lá, seguiram para a sede da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha, onde conversaram com produtores locais. Ao lado de lideranças comunitárias, Pimenta e Aécio receberam inúmeras manifestações de carinho e apoio. Mais de 400 pessoas participaram do encontro, incluindo prefeitos e vereadores da região.

O prefeito de Varginha, Antônio Silva (PTB), convocou a todos para “arregaçar as mangas” nesta reta final de campanha. “Estamos diante da oportunidade de resgatar os valores morais que foram tão degradados pelo governo petista. Temos a oportunidade de levar os nossos jovens a recuperar as esperanças. Voltamos nosso olhar para MinasMinas não quer o PT. Vamos arregaçar as mangas. Temos a oportunidade de levar adiante esse governo eficiente e ético, com Pimenta e Aécio, para que Minas continue a avançar no caminho do desenvolvimento e das conquistas sociais”, afirmou.

Já Aécio Neves disse que o momento é de levar para urnas o sentimento das ruas. “Aqui emMinas Gerais a eleição de Pimenta da Veiga é absolutamente fundamental para o projeto de desenvolvimento econômico e social de Minas. Eu serei um grande parceiro, como presidente da República, de Pimenta da Veiga, para que, juntos, possamos fazer com que as promessas do governo federal, sucessivamente adiadas ao longo dos últimos 12 anos, possam se transformar em benefícios que melhorem a vida dos mineiros”, concluiu.

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01/10/2014 Posted by | AÉCIO NEVES, Agricultura,  AÉCIO NEVES 2014,  AÉCIO PROPOSTAS,  AECIO: PRESIDENTE 2014,  ANASTASIA,  ANTONIO ANASTASIA,  DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO,  ELEIÇÕES 2014,  GOVERNO DE MINAS,  INFRAESTRUTURA,  MINAS GERAIS,  POLÍTICA,  SOCIAL, Desenvolvimento Social | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Semana Internacional do Café destaca café mineiro

Minas Gerais: destaque na Semana Internacional, café gourmet conquistou o paladar do brasileiro

Governo de Minas: Semana Internacional do Café

Minas: Semana Internacional do Café
 

Fonte: Agência Minas

Terceira e última reportagem da série especial da Agência Minas sobre o café destaca o papel dos baristas para o setor cafeeiro

Bebida mais popular do Brasil, o tradicional cafezinho ganhou um status ainda mais especial de alguns anos para cá. Cada vez mais os empreendedores mineiros estão apostando nos chamados cafés gourmet. No Brasil, a demanda por esse tipo de bebida cresce 15% ao ano, mesmo com o café gourmet custando até 40% mais que o tradicional. O assunto é o tema da terceira e última reportagem da série especial da Agência Minas sobre a Semana Internacional do Café – evento aberto oficialmente segunda-feira (09) em Belo Horizonte.

De acordo com a Associação Brasileira de Cafés Especiais, a produção de grãos de alta qualidade no Brasil é de cerca de 2 milhões e meio de sacas de 60 kg ao ano. Cerca de 65% deste volume é produzido em Minas Gerais. Neste contexto, competições de baristas (especialistas em preparar bebidas com café) e provadores (cup tasters) mobilizam o público na oitava edição do Espaço Café Brasil, maior feira do setor na América Latina, que integra a programação da Semana Internacional do Café. Promovidos pela Associação Brasileira de Café e Barista, os concursos selecionam os baristas que representarão o país nas competições mundiais de cada categoria.

O 13º Campeonato Brasileiro de Barista é o principal foco das atenções nas feiras mundiais de cafés especiais. Os competidores têm 15 minutos para preparar e servir aos juízes: quatro espressos, quatro cappuccinos e quatro drinques de assinatura. Vale ressaltar que nenhum ingrediente com álcool é permitido. O terceiro Campeonato Brasileiro de Preparo de Café dá destaque à arte de extrair o café pelo método filtrado e manual. Os competidores precisam de técnica e habilidade para apresentar o melhor do café coado e agradar aos jurados.

Já o sexto Campeonato Brasileiro Cup Tasters consiste em testes triangulares de café. Três xícaras serão preparadas, sendo duas idênticas. O objetivo é que o competidor identifique a xícara de café diferente. Aberto a provadores e classificadores de café, a competição testa a habilidade em separar corretamente os cafés. “O objetivo principal é a busca pela excelência da qualidade. Não adianta termos um grão produzido com qualidade se o café servido não for agradável e saboroso. Assim, nesses campeonatos poderemos levar o nome do café mineiro para todo o mundo”, afirma a barista e empresária mineira Rúbia Duarte.

Potencial em alta

O Brasil responde hoje por 37% da produção internacional de café e, ainda, por 28% das exportações mundiais do grão, enquanto Minas responde por mais da metade do setor cafeeiro nacional e 25% do segmento no planeta. A força do setor, em Minas, garante ao Estado condição de destaqueinternacional. A exportação do café produzido em Minas Gerais movimentou US$ 3,8 bilhões em 2012. O grão representa o principal produto da pauta de exportações do agronegócio mineiro, segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Minas é, ainda, o principal estado exportador de café do Brasil.

O potencial mineiro no ramo cafeeiro foi determinante para que a Organização Internacional do Café (OIC) definisse Minas como sede da Semana Internacional do Café – que é o tema da série especial de reportagens da Agência Minas. A primeira reportagem, publicada na quinta-feira (5), mostrou a importância da produção deste grão no Estado. Já a segunda reportagem, exibida no sábado (07), destacou a expressiva participação de Minas no mercado externo de café. Acesse a Agência Minas para acompanhar a cobertura da Semana Internacional do Café e clique no vídeo ao lado para assistir à terceira e última reportagem da série especial.

Semana Internacional do Café

A Semana Internacional do Café foi aberta nesta segunda-feira (09) no Expominas, em Belo Horizonte, e segue até sexta-feira (13). A visitação do público vai até o dia 12, dentro do Espaço Café Brasil. O dia 13 de setembro está reservado a visitas técnicas às principais regiões produtoras de Minas. A Semana Internacional do Café é uma promoção do Governo de Minas, por meio da Seapa, em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Sebrae, Organização Internacional do Café (OIC), Ministério da AgriculturaPecuária e Abastecimento, Ministério das Relações Exteriores e Café Editora. O evento conta com patrocínio da Nestlé e do Sistema OCB/Sescoop/Ocemg.

Para mais informações sobre o evento, os interessados podem acessar os siteswww.semanainternacionaldocafe.com.br ou www.espacocafebrasil.com.br. A feira apresenta exposição de equipamentos, produtos e serviços, além de promover rodadas de negócios, concurso de baristas, concurso de provadores de café (cup tasters), provas de café (cupping) e diversos eventos técnicos, como seminários, palestras e workshops.

11/09/2013 Posted by | Agricultura | , , , | Deixe um comentário

Governo de Minas: Anastasia quer estimular valorização do café

Governador de Minas vai investir na qualidade e na certificação do café produzido. Serão destinados R$ 100 milhões do Fundo do Café.

Governo mineiro investe em commodities

Fonte: Folha de S.Paulo

Minas quer estimular exportação de café processado

Vaivém das commodities

Coluna Vaivém das commodities – Escrita por Mauro Zafalon

Anastasia quer estimular valorização do café

governo de Minas Gerais diz que é hora de o país buscar uma valorização do café. Isso é bom para o Estado, maior produtor nacional, e para o país, principal produtor e exportador mundiais.

Essa é uma bandeira que o governador Antonio Anastasia (PSDB) vai levar adiante na próxima semana, quando Belo Horizonte será palco da Semana Internacional do Café, evento que incluirá a reunião de 50 anos da Organização Internacional do Café.

“O país precisa avançar nas exportações de café processado. É um trauma que precisamos reverter”, diz Anastasia. O Brasil é o segundo maior consumidor mundial, mas o produto processado de alta qualidade vem de fora, via cápsulas, diz ele.

Um dos objetivos do governo de Minas Gerais é investir na qualidade e na certificação do café produzido, mas é importante também que esse produto seja processado internamente. O Estado deverá ter até o próximo ano pelo menos 2.000 propriedades auditadas conforme parâmetros internacionais.

governo mineiro está destinando R$ 100 milhões do Fundo do Café para investimentos que estimulem a produtividade e a qualidade.

E o Estado está pronto para elevar o processamento e a agregação de valor no setor. Há negociações bem avançadas entre o governo mineiro e uma das gigantes mundiais do setor para a instalação de uma fábrica em Minas Gerais. O governador não quis informar o nome da empresa.

Minas Gerais tem bons motivos para buscar uma solução para esse setor, que atravessa sérias dificuldades.

Em 2012, o café representou 9% do PIB do Estado e as receitas com as exportações do setor atingiram US$ 3,8 bilhões, quase metade das obtidas com o agronegócio.

A agregação de valor passa por alguns entraves. Primeiro, é preciso romper a barreira dos europeus que dificultam a entrada do produto processado. Segundo, deverá haver uma mudança interna de cultura, uma vez que o país não permite a entrada de café verde, importante na formação do blend exigido pelos consumidores mundiais.

Além disso, são necessários um forte canal de distribuição no exterior e a formação de uma marca forte.

06/09/2013 Posted by | Agricultura, Minas Gerais | , , , | Deixe um comentário

Minas lança Fórum do Leite para estimular a cadeia produtiva e criar oportunidades de negócio

 

O governadorAntonio Anastasia lançou, nesta quarta-feira (17), o Fórum da Cadeia Produtiva do Leite de Minas Gerais – o Fórum do Leite –, cujo objetivo é discutir, em caráter permanente, os assuntos de interesse do setor, dando suporte à elaboração de políticas públicas e privadas voltadas para este segmento. O fórum será coordenado pelo governador e contará com a participação de representantes dos diversos segmentos ligados à cadeia leiteira.

“O propósito do Fórum do Leite é fazer a discussão, melhorar e estimular a cadeia produtiva, identificar os gargalos, apresentar sugestões, ouvir o segmento e trabalhar duro para termos, de fato, uma Minas mais leiteira. Vamos trabalhar para que o produtor e o leite sejam respeitados pelo Brasil afora muito mais do que já é, como um produto de excelente qualidade nutricional, mas com um valor econômico importante. Temos que valorizar o produto nacional, aquilo que é feito aqui por nós”, destacou Antonio Anastasia, durante a instalação do Fórum do Leite.

Ao falar sobre as necessidades da cadeia produtiva do leite, o governador ressaltou a preocupação em agregar valor aos produtos como forma de alavancar o setor. “Vamos apresentar sugestões e soluções para a questão do leite. Isso significa também agregar valor ao produto feito em Minas, ou seja, não só exportar o leite in natura, mas aproveitar aqui as fábricas de lacticínios para fazer iogurtes, queijos sofisticados, o que representa uma renda muito maior para os produtores, fabricantes e para o Estado como um todo, ou seja, mais riqueza e empregos de melhor qualidade”, disse Anastasia em entrevista.

A criação do Fórum do Leite, assim como o Fórum do Café lançado em julho passado, é cumprimento de compromissos de Governo assumidos por Antonio Anastasia, no ano passado. A proposta é promover o crescimento organizado desses setores, de forma a gerar mais empregos de qualidade no Estado, meta principal do governo mineiro.

Para o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, o fórum terá a função de direcionar as políticas voltadas ao setor leiteiro. “Temos um terço da produção nacional de leite, vamos produzir cada vez mais, mas, principalmente, com qualidade. Vamos ter reuniões constantes dentro do fórum para analisar as ações produtivas do leite, buscando sempre melhorá-las. Tudo isso para que o produtor possa vislumbrar dias melhores. Será um esforço integrado para fazer uma revolução no setor leiteiro, impulsionando toda a cadeira”, destacou o secretário.

secretária de Casa Civil e de Relações Institucionais, Maria Coeli Simões Pires, enfatizou a importância em valorizar o leite e seus derivados, a exemplo do queijo, como produtos não apenas econômicos, mas como bens culturais do nosso Estado. “A produção do queijo artesanal representa um forte componente da economia, mas, sobretudo, da cultura de Minas Gerais. Estamos falando de um Estado leiteiro, do maior produtor de leite do país, por isso a relevância dessa discussão”, explicou Maria Coeli.

O Fórum do Leite foi lançado durante solenidade no Auditório JK, na Cidade Administrativa, e contou com a presença do vice-governador Alberto Pinto Coelho, de secretários de Estado, dos presidentes das entidades representativas dos setores econômicos que englobam a cadeia produtiva do leite, parceiros do Governo de Minas, de empresários e produtores rurais. 

Estímulo à produção

O fórum vai discutir a intensificação das ações para expansão da industrialização de leite no Estado, a implantação de centros de maturação regionais de queijo; expansão do Programa Minas Leite; fomento à comercialização do produto e seus derivados; aumento do número de tanques coletivos para resfriamento de leite e melhoramento genético do rebanho.

O sentimento do presidente da Cooperativa Mista dos Produtores Rurais de Frutal (Frutalat), André Luiz Rezende, é de que a produção de leite no Triângulo Mineiro vai melhorar. “Cada vez que presenciamos um evento como este sentimos que dias melhores virão. Tentamos resolver os problemas dos pequenos produtores e buscamos levar as novidades. O fórum vai nos ajudar neste trabalho”, disse.

O vice-presidente da Central de Cooperativas Minas Leite e presidente da Cooperativa de Campina Verde, Silvan Antônio dos Santos, ressaltou o incentivo do Governo do Estado na manutenção do produtor rural no campo. “A gente vê que o Governo de Minas está muito envolvido com a questão do leite, incentivando sua produção e sempre buscando melhorias, especialmente aquelas capazes de fixar o produtor rural no campo e dar a ele uma condição de trabalho digna”.

“Para nós, produtores rurais, o fórum será o momento de termos oportunidades de discutir as questões da atividade leiteira, acompanhar o desenvolvimento da tecnologia e de como é que vamos tratar o leite como um produto de Minas. O fórum nos dará força para sermos bons produtores”, destaca o produtor de leite do município de Resplendor, no Vale do Rio Doce, João Luiz Mozzer.

Além de representantes do Governo de Minas, fazem parte do Fórum do Leite a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg), a Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg) e o Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado de Minas Gerais (Silemg).

Minas Leite

Durante a solenidade, o governador entregou o certificado “Destaque Produção e Desempenho Econômico 2011”, do Programa Minas Leite, a dez produtores que se destacaram pela melhoria na qualidade do leite produzido, nos cuidados sanitários com o rebanho e no aumento da eficiência econômica da propriedade. Receberam o certificado produtores de Dores do Indaiá, Patos de Minas, Paineiras, Janaúba, Frutal, Ritápolis, Bocaiúva, Boa Esperança, Coroaci e Córrego Fundo.

Após a solenidade de lançamento do Fórum do Leite, foi realizado o Seminário Minas Leite com as palestras “Produção de Leite com Vacas Mestiças”, “Gestão da Atividade Leiteira” e “A Indústria de Laticínios em Minas Gerais”.

O Programa Minas Leite tem o objetivo de modernizar a cadeia produtiva no Estado. A meta para 2011 é possibilitar o atendimento a mil propriedades leiteiras de agricultura familiar, com produção individual de até 200 litros por dia. Cada propriedade serve de modelo para outras nove propriedades vizinhas, o que faz o programa ter efeito multiplicador. Até o final deste ano, o programa beneficiará direta e indiretamente 10 mil propriedades.

Minas Gerais tem a maior bacia leiteira do país, com um rebanho da ordem de 7,2 milhões de cabeças em 300 mil propriedades. O plantel mineiro responde por uma produção de 7,9 bilhões de litros de leite/ano, um terço da produção nacional. O rebanho bovino do Estado (leite e corte) é de 22 milhões de cabeças.

18/08/2011 Posted by | Agricultura | , , | Deixe um comentário

Obras de revitalização do Rio São Francisco ganham impulso em Minas Gerais

O Programa de Recuperação de Sub-Bacias Hidrográficas Formadoras dos Afluentes Mineiros do Rio São Francisco contará, no segundo semestre deste ano, com a implementação de 15 novas obras, envolvendo 345 nascentes e construção de 270 quilômetros de cercas no entorno de matas ciliares. O programa prevê ainda a construção de 8,6 mil bacias de captação de água de enxurradas, 744 quilômetros de terraço em nível, além da readequação de 133 quilômetros de estradas com enfoque ambiental.

Executado pelo Governo do Estado, por meio daFundação Rural Mineira (Ruralminas) e daEmpresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), o programa foi iniciado em 2008, com previsão de, em quatro anos, abranger 220 municípios mineiros, 11 cidades na Bahia e duas no estado de Goiás. A previsão da Ruralminas é de que, nesses quatro anos, sejam investidos R$ 56,5 milhões na construção de 61 mil bacias de captação de água das chuvas, readequação, com enfoque ambiental, de 1,2 mil quilômetros de estradas vicinais, proteção com cercamento de 1,1 mil nascentes e mil quilômetros de matas de topo e ciliares.

Os recursos aplicados no programa são provenientes de convênios firmados pelos governos Estadual e Federal, envolvendo os ministérios do Meio Ambiente e Integração Nacional, por intermédio da Agência Nacional das Águas (ANA) e da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf). Neste ano, os municípios contemplados com as obras em Minas Gerais são: Arinos, Bonfinópolis de Minas, Buritizeiro, Cabeceira Grande, Dom Bosco, Formoso, Ibiai, Ibiracatu, Itacarambi, Januária, Jequitaí, Juvenília, Lagoa dos Patos, Lontra, Manga, Montalvânia, Natalândia, Pedras de Maria da Cruz, Pintópolis, Riachinho, São João das Missões, Unaí, Uruana de Minas e Urucuia.

O presidente da Ruralminas, Luiz Afonso Vaz de Oliveira, destaca que “a erosão é o principal processo que remove os nutrientes depositados no solo após o desmatamento. As perdas são intensas nas condições de alta pluviosidade. Por isso, são importantes as práticas de conservação do solo”. Ele ainda explica que “reter as enxurradas, alimentar minas e nascentes por meio dos lençóis subterrâneos e ainda reduzir o assoreamento de rios e nascentes são técnicas fundamentais, levando-se em conta que o solo é um dos recursos naturais mais importantes para a qualidade de vida das pessoas e sua degradação é um problema. Isso porque, além de causar danos no próprio sistema ambiental, provoca prejuízos socioeconômicos”, observa.

O presidente da Ruralminas alerta que Minas Gerais dispõe de recursos hídricos, mas precisa “planejar a gestão desses recursos para reter a água e disponibilizá-la para os produtores rurais e demais segmentos da sociedade. É preciso investir em uma vegetação capaz de amortizar os impactos da chuva, impedindo a formação dos processos de erosão”.

O gerente de Estudos e Projetos da Ruralminas, Antônio de Pádua Pereira, enfatiza que nos últimos três anos, 58 sub-bacias já foram beneficiadas pelo Programa de Recuperação dos Afluentes Mineiros do Rio São Francisco. Elas estão localizadas nas regiões Centro, Norte e Noroeste do Estado. Ele avalia que “o trabalho implementado proporcionará benefícios para a bacia do São Francisco como um todo, visto que as ações envolvem regiões localizadas desde a nascente até a divisa de Minas Gerais com a Bahia”.

Educação Ambiental

Na avaliação de Antônio de Pádua, além do impacto positivo aos municípios envolvidos nas ações, o Projeto de Recuperação de Sub-Bacias Hidrográficas se constitui “num importante instrumento de educação ambiental, atingindo diversos segmentos da população. Prefeitos, secretários e funcionários de prefeituras estão sendo orientados sobre as técnicas mais adequadas para recuperação de estradas vicinais, evitando que os rios, nascentes e pequenos cursos d’água continuem sendo assoreados. Além disso, produtores rurais também têm sido orientados sobre a necessidade de preservação das matas ciliares”, destaca o gerente da Ruralminas.

08/08/2011 Posted by | Agricultura | , , | Deixe um comentário

IMA intensifica fiscalização da alimentação fornecida ao rebanho em todo o Estado

Com o objetivo de evitar doenças no rebanho mineiro como o Botulismo e a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), popularmente conhecida como doença da “Vaca Louca”, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) intensificou a fiscalização da alimentação de ruminantes no Estado. De janeiro a julho de 2011, o IMA fiscalizou a alimentação de ruminantes em 46 propriedades. A meta para este período era realizar pelo menos 18 ações em Minas Gerais.

Produtos que contenham proteína ou gordura de origem animal (cama de frango; farinha de sangue, de carnes e ossos de resíduos de açougue; dejetos de suínos, sangue e derivados; entre outros) são proibidos por lei na alimentação de ruminantes e podem trazer sérios prejuízos ao produtor rural.

A medida faz parte de uma determinação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e ocorre desde 2004. O produtor que utilizar suprodutos de origem animal para alimentar seu rebanho pode responder criminalmente por infringir leis federais, além de colocar em risco a saúde dos animais e da população. Por isso o IMA realiza as fiscalizações e inspeciona constantemente produtores rurais visando a não utilização de produtos proibidos, diminuindo assim o risco de surgimento da EEB e outras enfermidades.

Conscientização

O Instituto Mineiro de Agropecuária e o Mapa são responsáveis pela fiscalização dos alimentos consumidos por bovinos, bubalinos, caprinos e ovinos nos estabelecimentos de criação. Além disso, pela destinação dos animais que ingerirem alimentos compostos por subprodutos proibidos. 

O diretor-geral do Instituto, Altino Rodrigues Neto, afirma que a conscientização dos pecuaristas em relação à forma de alimentação de seus animais é fundamental para a manutenção da saúde pública. “Essa é a nossa principal preocupação”, completa. 

Altino Neto ressalta ainda que é preciso haver uma vigilância e participação constante por parte dos produtores para o cumprimento das leis. “As fiscalizações são feitas para que a bovinocultura brasileira, bem como a economia dos mercados interno e externo não sejam prejudicadas”, finaliza. 

Fiscalizações ativas 

Durante as 46 fiscalizações realizadas neste ano pelo IMA, foram encontrados alimentos suspeitos em 14 propriedades localizadas nas regiões de Bambuí, Varginha, Pouso Alegre, Uberaba, Viçosa, Oliveira e Passos. Desse total, 18 ações fiscalizadoras partiram através de denúncias e 28 correspondem a fiscalizações ativas. 

De acordo com a médica veterinária e coordenadora do Programa de Vigilância das Encefalopatias do IMA, Daniela Bernardes, após a coleta de amostras de alimentos, os  ruminantes passíveis de terem tido acesso aos subprodutos de origem animal ficam interditados, não podendo sair da propriedade até autorização do Serviço Veterinário Oficial. “A partir do recebimento do resultado oficial, o produtor tem cinco dias úteis para solicitar a contraprova. Após um resultado positivo e conclusivo, o produtor tem 30 dias para eliminar os animais interditados”, informa Daniela. 

Além das fiscalizações, o IMA também busca prevenir a “Doença da Vaca Louca” através do monitoramento mensal de todos os animais importados por produtores mineiros. O diagnóstico da enfermidade é feito através de exames laboratoriais. Para isso, sempre que há demanda, é realizada coleta de material encefálico de ruminantes que apresentam sinais nervosos ou aparecem mortos nas propriedades rurais, desde que o proprietário notifique o Serviço Veterinário Oficial.

27/07/2011 Posted by | Agricultura | , , | Deixe um comentário

IMA promove curso de Legística aplicada à defesa agropecuária

Dezessete profissionais do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) participarão de um curso de Legística aplicada à defesa agropecuária, entre os dias 25 a 30 de abril. O objetivo é ampliar o conhecimento dos servidores sobre o tema, como forma de melhorar o desempenho desses profissionais e iniciar uma mudança na forma de escrever as leis na área de defesa agropecuária.

O público-alvo são os servidores que atuam na formulação de políticas setoriais, elaboração de atos normativos e interação entre os órgãos governamentais e legislativos.

Além de servidores do IMA, integrantes das Secretarias de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Emater-MG, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MG) e Coordenadoria de Defesa Agropecuária de São Paulo (CDA)  participarão do curso que vai ocorrer na Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

O curso tem 25 vagas e é uma promoção da Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária (SBDA), em parceria com Universidade Federal de Viçosa (UFV), através do Projeto de Inovação Tecnológica para Defesa Agropecuária (InovaDefesa), Escola do Legislativo e conta com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento (Faped). Será ministrado em duas partes: uma reflexiva e outra prática.

O diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, explicou que este é o primeiro curso de Legística voltado para a defesa agropecuária e contribuirá muito para o setor. “A legislação vigente não tem a participação dos usuários na elaboração das leis. E isto dificulta muito na aplicação das normas. Com este curso poderemos ser mais transparentes”, afirma.

Rodrigues Neto também esclareceu que a capacitação dos servidores em Legística vem de encontro a Lei Delegada nº 180, de 20 de janeiro de 2011, dispõe sobre a estrutura orgânica da Administração Pública do Poder Executivo do Estado de Minas Gerais e dá outras providências. O art. 85 da referida lei criou o Núcleo de Legística nas estruturas dos órgãos públicos, o que torna necessário o treinamento dos servidores.

O que é Legistica

Legística é a área do conhecimento que se ocupa de como fazer as leis, de forma metódica e sistemática. Tem como objetivo aprimorar a qualidade dos atos normativos.

A qualidade da lei é definida em função de diversos fatores, sendo os mais relevantes: utilidade, capacidade de produzir os efeitos pretendidos, harmonização com o ordenamento vigente, equilíbrio entre custos e benefícios, aplicabilidade e efetividade da norma.

20/04/2011 Posted by | Agricultura | , , , | Deixe um comentário

Implantado em Viçosa banco de hortaliças não convencionais

A cidade de Viçosa, na Zona da Mata, é a primeira no Estado a implantar um banco de hortaliças não convencionais dentro de uma universidade. A inauguração aconteceu este mês na Universidade Federal de Viçosa (UFV). O objetivo é estimular o cultivo e o consumo de hortaliças raras. A iniciativa é uma parceria entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento(Seapa), UFV, Prefeitura de Viçosa, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Embrapa Hortaliças e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Esse é o 23º banco de hortaliças não convencionais do Estado. Inicialmente, estão sendo cultivadas 15 espécies. Todas doadas pelo banco de hortaliças não convencionais da Fazenda Experimental da Epamig, em Prudente de Morais, na região Central do Estado. A iniciativa vai beneficiar o município e cidades vizinhas com a distribuição gratuita de sementes e mudas. O material começará ser distribuído dentro de seis meses. “Esse banco facilita não só a divulgação e distribuição dessas plantas, mas também o trabalho de pesquisa dessas hortaliças”, diz o coordenador de Olericultura da Emater-MG, Georgeton Oliveira.

No local, são cultivadas plantas como vinagreira, jacatupé e mangarito. O almeirão de árvore faz parte desse seleto grupo. A planta é usada no preparo de pratos quentes ou saladas e recebeu esse nome porque se parece com uma árvore à medida que cresce. “É uma planta que, no passado, foi trazida pelos portugueses, mas não seguiu uma linha comercial. Era muito consumida nas comunidades, porém, com o tempo, foi substituída por outros alimentos”, explica Georgeton Silveira.

A implantação de bancos de hortaliças não convencionais teve início em 2008. Ao todo, cerca de 30 tipos de hortaliças são cultivados atualmente. A proposta é estimular o cultivo e o consumo de hortaliças raras. De acordo com Georgeton Silveira, o trabalho já apresenta bons resultados. “Pelos relatos que ouvimos nas comunidades atendidas, o consumo de hortaliças não convencionais aumentou”, diz. A gestão dos bancos é feita em parceria entre as instituições envolvidas no trabalho e as comunidades.

Por meio dos bancos de hortaliças não convencionais, também se pretende estimular uma alimentação mais saudável. A ideia é fazer com que as pessoas retomem o hábito de consumir essas plantas regularmente. Segundo a coordenadora técnica em Segurança Alimentar da Emater-MG, Faustina Maria de Oliveira, as hortaliças não convencionais são ricas em vitaminas, carboidratos, sais minerais e fibras. Elas também são importantes para regular as funções do corpo e para a proteção contra doenças. “Esses nutrientes estão presentes em maior ou menor quantidade dependendo da parte da planta que será utilizada. A recomendação para uma alimentação saudável é que se consuma de quatro a cinco porções por dia de hortaliças”, explica Fausitna de Oliveira.

23/02/2011 Posted by | Agricultura | | 1 Comentário