Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Gestão Pública: Aécio defende redução da burocracia

Aécio Neves: senador promete simplificar tributos, reduzir ministérios e criar secretaria para combater a burocracia.

“Só vamos retomar o rumo quando o setor público compreender que o setor privado não é um inimigo”, afirmou Aécio. 

Aécio defende redução da burocracia pública

Fonte: Folha de S.Paulo

Candidatos atacam política econômica e acenam a empresas

Em discursos separados para empresários, Marina, Aécio e Campos dizem que Dilma foi incapaz de oferecer segurança

Os três principais candidatos que devem enfrentar a presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014 criticaram ontem a política econômica do governo e fizeram acenos ao setor privado, num esforço para conquistar a confiança do empresariado na sua capacidade de conduzir o país.

Reunidos para um fórum organizado pela revista “Exame”, a ex-senadora Marina Silva, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disseram que Dilma foi incapaz de criar um ambiente de segurança para os investimentos privados.

Falando separadamente no evento, os três adotaram o mesmo tom e disseram que o PT errou ao estimular o crescimento econômico promovendo o consumo e ampliando os gastos do governo, sem criar condições necessárias para atrair investimentos.

“Só vamos retomar o rumo quando o setor público compreender que o setor privado não é um inimigo”, afirmou Aécio. “Os investidores precisam saber para onde estamos indo”, disse Campos.

Marina afirmou que o governo precisa estimular a economia com medidas “de forma horizontal, e não no caso a caso, que criam uma relação de desconfiança” entre o governo e o empresariado.

Sem conseguir fazer a economia voltar a crescer com o vigor dos últimos anos do governo de seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da SilvaDilma tem encontrado dificuldades para atrair investidores para seu programa de concessões de estradasferrovias e aeroportos.

Em seu discurso para os empresários, Aécio falou em um “eventual governo do PSDB” e defendeu quatro medidas em termos genéricos: simplificação do sistema tributário, investimento em educação, abertura da economia e incentivo à inovação.

senador tucano disse que reduziria à metade o número de ministérios, que hoje são 39, criando em seu lugar uma Secretaria de Desburocratização, que funcionaria por um ano com a meta de enviar ao Congresso um projeto de reforma do sistema tributário.

“Num eventual governo do PSDB, e falo em tese, obviamente, trocaria metade dos ministérios –deixaria com 21, 22– por uma Secretaria de Desburocratização, que simplifique o setor de negócios e estimule os que querem empreender mais”, disse Aécio.

Marina, que falou por teleconferência depois de Aécio, criticou o que chamou de “amontoado de propostas” e disse que a prioridade do próximo governo deveria ser definir uma “agenda” de ações “independente do político que estiver de plantão”. Marina tenta viabilizar um novo partido, a Rede Sustentabilidade, para concorrer nas eleições.

Campos adotou tom mais ameno ao falar do governo Lula, seu padrinho político, mas foi enfático ao criticar a política econômica de DilmaCampos disse aos empresários que seu partido entregou em setembro os cargos que tinha no governo para “discutir o Brasil com liberdade”.

“É fundamental que a gente coloque as ideias em disputa, que a gente possa permitir ao Brasil ser discutido fora do maniqueísmo”, disse Campos, que pretende se apresentar em 2014 como opção para eleitores cansados da polarização entre petistas e tucanos, que marcou as três últimas eleições presidenciais.

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09/10/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , , | Deixe um comentário

2014: Aécio defende novas propostas para o Brasil

2014: senador apontou desafios a serem enfrentados para que o país avance na produtividade e se integre às cadeias produtivas globais.

Eleições 2014: Aécio e o PSDB

2014: Aécio defende novas propostas para o Brasil

2014: “As ações equivocadas do governo geram efetivamente dúvidas e incertezas naqueles que querem investir em um ambiente seguro. Esse não é o caminho que devemos seguir“, afirmou Aécio. 

Fonte: Jogo do Poder 

Aécio Neves apresenta propostas para aumentar produtividade da economia brasileira

Senador defende desburocratização, estabilidade dos marcos regulatórios e qualidade no investimento em educação e inovação

senador Aécio Neves apresentou propostas e debateu com empresários, investidores e jornalistas, segunda-feira (30/09), em São Paulo, sobre caminhos para o aumento da produtividade brasileira.

Durante o Exame Fórum 2013Aécio Neves apontou os desafios a serem enfrentados de imediato pelo Brasil para que o país avance na produtividade e se integre às cadeias produtivas globais. Ele propôs a simplificação e desburocratização do sistema tributário e do setor de negócios; a estabilidade dos marcos regulatório, maior abertura da economia nacional e integração das empresas brasileiras; e a adoção de políticas para dar qualidade à educação e estimulo à inovação.

Manutenção de regras

Aécio Neves destacou a importância de marcos regulatórios estáveis na economia como condição primordial para relacionamento com investidores. O senador observou que o atual modelo de gerenciamento da economia pelo governo federal, com forte intervenção e mudança de regras, tem gerado atraso e prejuízos ao setor produtivo e ao conjunto do país.

“O governo hoje atrapalha mais o ambiente de negócios do que ajuda. As ações equivocadas do governo geram efetivamente dúvidas e incertezas naqueles que querem investir em um ambiente seguro. Esse não é o caminho que devemos seguir”, afirmou o senador.

Marcos reguladores

Aécio Neves avaliou como retrocesso a ida da presidente Dilma Rousseff aos EUA para dar garantias a investidores estrangeiros. Ele lembrou que essas mesmas garantias foram dadas pelo então candidato Lula em 2002, na chamada “Carta aos brasileiros“.”É fundamental que tenhamos marcos regulatórios estáveis, que não mudem em função do humor, de circunstâncias conjunturais. Recentemente, algo inacreditável aconteceu: a presidente Dilma teve que se reunir com investidores estrangeiros para garantir que os contratos serão respeitados. Criamos um ambiente hostil aos investimentos, que deveriam estar vindo agora para garantir uma retomada do crescimento,” afirmou o senador e presidente do PSDB.

Metas para educação

Aécio Neves afirmou que a melhoria da educação no país passa pela maior qualidade dos investimentos realizados. O senador defendeu a adoção de metas a serem alcançadas por professores e alunos na rede pública e a flexibilização de currículos às diferentes realidades regionais.

“Temos média de permanência na escola, na América do Sul, apenas maior que o Suriname. Hoje, em cada 4 alunos, um não completa o ensino fundamental. A questão da educação não envolve apenas o investimento, mas a qualidade do investimento. Em Minas Gerais, criamos metas para a área, ao final do ano remuneramos todos os envolvidos na educação a partir do alcance dessas metas.”
Aécio Neves lamentou a aplicação de um mesmo currículo em toda a rede pública, apesar das diferenças entre as regiões do país.

“É incompreensível que tenhamos em um país como o Brasil, um país com várias realidades, um mesmo currículo de Ensino Fundamental e Médio. Os currículos têm que atender à realidade econômica e de mercado de cada uma das regiões do país. Mas não se tem coragem para enfrentar isso.”

Desburocratização

Aécio Neves defendeu também a criação provisória, por 12 meses, de órgão governamental para coordenar a adoção de processos de simplificação e desburocratização tributária e de incentivo a negócios. Ele propôs redução pela metade dos atuais 39 ministérios.

“Em um eventual governo do PSDB, trocaríamos metade lodos atuais 39 ministérios por cerca de 20 e uma Secretaria Extraordinária de Desburocratização, com prazo de 12 meses para apresentar ao país um conjunto de medidas que simplifique e estabilize o setor de negócios e estimule aqueles que querem empreender”, disse durante a palestra.

Abertura comercial

Aécio Neves encerrou sua palestra defendendo maior abertura da economia brasileira, assim como a adoção de políticas para uma verdadeira integração das empresas nacionais às cadeias produtivas globais.

“Somos hoje a sétima maior economia do mundo, mas apenas a 25ª maior exportadora. Falando em importações, a tragédia é maior ainda. De 176 países, somos o último quando se vê a proporção das importações em relação ao PIB. No Brasil, o importador busca trazer determinado produto. Como há taxas altíssimas, prova que não há similar nacional e consegue uma redução tarifária. Temos hoje cerca de 5 mil excepcionalidades do Brasil.”

senador quer maiores investimentos nas áreas produtivas onde o Brasil já tem maior competitividade e cobrou do governo federal iniciativas de estímulo e apoio à pesquisa e inovação. Ele lamentou também o aparelhamento partidário e o desvio de funções das agências reguladoras.

09/10/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , | Deixe um comentário

Aécio defende novas regras para a criação de novos partidos

Senador propõe limitar “portabilidade” para impedir que deputados que deixem partidos levem tempo de TV e recursos do fundo partidário.

Novos partidos: eleições 2014

Fonte: Folha de S.Paulo

Aécio critica lógica ‘mercantilista’, mas elogia Solidariedade

Tucano diz que políticos não deveriam levar tempo de televisão quando trocam de sigla

Provável adversário da presidente Dilma Rousseff em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG)defendeu ontem a criação do Solidariedade, partido que deve apoiá-lo na corrida presidencial.

Apesar de criticar a “lógica mercantilista” da criação de partidos, Aécio disse que a sigla é “bem-vinda” por ser oposição ao governo Dilma.

“Está tudo errado. O Supremo Tribunal Federal errou lá atrás quando permitiu a portabilidade do Fundo Partidário. Hoje há uma lógica mercantilista da criação dos partidos. Cria-se partido, racha-se o Fundo Partidário e vende-se tempo de TV. A regra está errada. Mas já que nasce no país um partido sem viés governista, ele é bem-vindo.”

Apesar de suspeitas de fraudes na coleta de assinaturas de apoio pelo país, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou nesta semana a criação de mais dois partidos, o que abriu a temporada de troca-troca de políticos que pretendem concorrer em 2014.

O tribunal chancelou o Solidariedade, montado pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, e aprovou o Pros (Partido Republicano da Ordem Social).

 Aécio disse que o governo federal fortaleceu a criação de siglas para enfraquecer a oposição, como no caso do PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab: “Já que esse tratamento que o governo deu foi adequado, que seja dada a isonomia para outros”.

Na opinião do tucano, o Congresso precisa limitar a “portabilidade” dos partidos para impedir que os deputados que deixam as siglas levem consigo tempo de TV e recursos do fundo partidário: “A portabilidade deve pertencer ao partido. Quem quiser sair, que saia sem levar tudo”.

Articulador do Solidariedade, o deputado Paulinho da Força disse em entrevista ao Poder e Política, programa da Folha e do UOL, que a tendência da sigla é oferecer apoio à candidatura de Aécio. O deputado disse que a presidente Dilma Rousseff, aliada de sua ex-sigla, o PDT, “não fez nada” e virou sua “inimiga dois dias depois de ser eleita”.

27/09/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , | Deixe um comentário

No Nordeste, Aécio dá início a construção de nova agenda

Aécio Neves afirmou que o Brasil precisa de um governo eficiente para resgatar a credibilidade do país.

Aécio Neves no Nordeste

Fonte: Site Aécio Neves Senador

Aécio Neves inicia encontros regionais do PSDB pelo Nordeste e destaca construção de nova agenda

“Temos uma responsabilidade enorme com o Brasil. Queremos que o Brasil
 dê um salto de qualidade. Por mais bilionária que seja,
a propaganda oficial não vai mascarar a realidade”, diz Aécio

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, abriu nesse sábado (21/09), em Maceió (AL), os encontros regionais que o PSDB fará pelo país até o final do ano. Aécio destacou que o partido tem a responsabilidade de apresentar aos brasileiros um novo projeto para o país. Durante os encontros regionais, o partido quer debater os problemas enfrentados nos municípios e estados e formular propostas para a construção de uma agenda a ser apresentada aos brasileiros nas eleições estaduais e nacionais ano que vem.

“É obrigação do PSDB ter um projeto novo de Brasil. Um projeto que passe pela refundação da Federação, com o resgate dos municípios e dos estados, por uma generosidade maior do governo federal no financiamento da saúde, da segurança, pela eficiência na busca dos investimentos para a região. Temos uma responsabilidade enorme com o Brasil. Queremos que o Brasil dê um salto de qualidade. Não podemos aceitar que o Brasil cresça na América do Sul apenas mais que a Venezuela, como vai ocorrer esse ano. Ano passado, crescemos mais apenas que o Paraguai. Não é justo com os brasileiros. Nenhuma propaganda, por mais maciça, por mais bilionária que seja, como a propaganda oficial, vai mascarar a realidade”, afirmou Aécio em entrevista coletiva.

Acompanhado do governador de Alagoas, Teotônio Vilela, do prefeito de Maceió, Rui Palmeira, e do presidente do ITV, deputado federal Sérgio Guerra, além de senadores, deputados e lideranças tucanas, Aécio ressaltou a necessidade da criação de oportunidades para os brasileiros, sobretudo os mais jovens. O presidente do partido lamentou que investimentos em qualificação e outras áreas essenciais para a população, como saúde e educação, sejam comprometidos pela dívida dos estados com a União, que o governo federal se recusa a negociar.

“Os jovens dessa região precisam ter oportunidades, precisam ser qualificados para entrar no mercado de trabalho de forma competitiva. Não é justo que o governador Teotônio Vilela tenha que assinar um cheque de R$ 50 milhões todo mês e repassar à União, porque a União não quer renegociar a dívida dos estados. Esse dinheiro tinha que ficar aqui para investimentos em saúde,saneamento, educação, em qualificação dos jovens. O governo do PT, a grande verdade é essa, vem fazendo muito mal ao país”.

Grandes obras precisam de governo eficiente

Aécio Neves afirmou que o Brasil precisa de um governo eficiente para resgatar a credibilidade do país. Ele lamentou que a população tenha que conviver com o atraso e desperdício de recursos públicos em obras como a Transnordestina, a transposição do Rio São Francisco, a Refinaria Abreu e Lima e a Fiol, todas na região Nordeste.

“A Ferrovia de integração Oeste Leste (Fiol) sem um palmo de trilho colocado. A Transnordestina, programada para estar pronta há dois anos, dos 1.700 Km não tem 300 Km prontos. A Transposição do São Francisco é de doer o coração. Obras há três anos abandonadas. Isso não é normal. Obras custando duas ou três vezes o orçamento inicial e não concluídas. Isso é maior desperdício dedinheiro público que se pode ter. Ninguém vai me convencer que é normal uma obra como a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, ser orçada em R$ 4 bilhões, já ter gasto R$ 30 bilhões e não estar pronta. Isso é assalto aos cofres públicos. O Brasil precisa de governo eficiente para que não percamos definitivamente a nossa credibilidade”, disse Aécio Neves.

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Aécio Neves: PT faz cooptação com dinheiro público

25/09/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio Neves: PT faz cooptação com dinheiro público

Aécio Neves: “Nós temos um governo de cooptação. E cooptação com dinheiro público, com emendas parlamentares, com cargos públicos.”

Aécio Neves: PSDB 2014

Fonte: Tribuna da Bahia

Aécio Neves diz ter chegado a hora de encerrar o ciclo do PT de governar

Pré-candidato à Presidência da República, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), não poupa nas críticas ao governo federal, do PT, de quem se tornou um dos principais oposicionistas.

Em entrevista à Tribuna, o tucano avalia que é chegada a hora de encerrar “o ciclo de governo do PT e estabelecermos um novo ciclo, que reúne ética e eficiência e que impeça que as principais conquistas que nós tivemos nas últimas décadas”.

Mesmo não assumindo a postura de candidato – fica apenas como pré – ele sinaliza as posições para o próximo ano. “Nós teremos algo novo a apresentar ao Brasil, nós seremos o novo nessas eleições. O velho serão aqueles que estão aí hoje sem capacidade de reagir a esse pífio crescimento da economia, sem capacidade de conduzir os investimentos do governo, porque hoje o Brasil é um grande cemitério de obras inacabadas”, critica Aécio, que não nega a aproximação com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Tribuna – Presidente do PSDB, pré-candidato à Presidência da República, como o senhor pretende se viabilizar como candidato competitivo no próximo ano?
Aécio Neves – Na verdade, eu venho mais uma vez a Salvador como presidente nacional do PSDB fazer, em primeiro lugar, uma visita ao nosso principal aliado que é o Democratas. Venho acompanhado do presidente nacional do partido, senador José Agripino, do líder do meu partido no Senado, senador Aloysio Nunes, e dos nossos companheiros na Câmara dos Deputados, deputado (Antonio) Imbassahy e deputado Jutahy (Magalhães Jr.). A aliança do PSDB com o Democratas é o núcleo de uma proposta alternativa de Brasil a esse modelo que está aí e exauriu-se. Um modelo que não apresenta mais qualquer capacidade de transformar o Brasil. Eu venho aqui, óbvio, que a política se faz também com símbolos, mas para trazer também o meu cumprimento pessoal ao prefeito ACM Neto, meu queridíssimo e pessoal amigo, e que já mesmo com poucos meses faz uma gestão que repercute muito fora, não apenas de Salvador, mas fora do estado da Bahia. E é óbvio que, quando se encontram homens públicos, pensa-se no Brasil. Eu tenho muito otimismo em relação à possibilidade de nós encerrarmos esse ciclo de governo do PT e estabelecermos no Brasil, rapidamente, um novo ciclo, que reúne ética e eficiência e que impeça que as principais conquistas que nós tivemos nas últimas décadas, como a estabilidade da economia e a credibilidade do Brasil sejam perdidas como o governo do PT vem ameaçando. Temos que cuidar agora de construir o nosso palanque, e é o que nós estamos fazendo, e a base, o núcleo, a essência desse palanque é aaliança do PSDB com o Democratas. Não havendo isso, estamos ambos fragilizados. E a presença, ao meu lado, do presidente nacional do DEM, José Agripino, é uma sinalização das mais importantes de que nós estaremos mais uma vez juntos, construindo uma nova página na história do Brasil. É extremamente relevante chegar na Bahia ao lado do senador Agripino.

Tribuna – Isso quer dizer que, numa eventual composição para o Palácio do Planalto, o DEM vai indicar o vice de Aécio Neves?
Aécio – É uma possibilidade, eu diria, até natural. Mas essa não é a questão que está sendo debatida agora, nem proposta agora pelo próprio Democratas. Obviamente, a composição se dará entre as forças políticas que estiverem ao nosso lado. Mais importante do que isso é a contribuição que o Democratas tem dado a esse debate no Congresso Nacional, pela qualidade das suas figuras, dos seus parlamentares, mas em especial pela qualidade e a liderança do seu líder maior, José Agripino, e nessas andanças pelo país. Nós temos o compromisso do senador Agripino de estar ao nosso lado em vários eventos que nós vamos realizar Brasil afora, e essa é uma sinalização muito importante para dar densidade ao nosso projeto.

Tribuna – O senhor vai conseguir unificar o partido e evitar uma possível prévia com o tucano José Serra?
Aécio – O PSDB nunca esteve tão unido. Eu tenho dito sempre, o companheiro José Serra tem toda legitimidade para postular o cargo que quiser, e dentro do partido nós respeitaremos sempre essa postulação. E a nossa expectativa é que essa questão seja resolvida naturalmente, no tempo certo. Hoje, a minha prioridade como presidente do PSDB é mobilizar o partido em todos os estados brasileiros e apresentar uma proposta alternativa a essa aí. Amanhã (sábado, pois a entrevista foi realizada durante a visita de Aécio Neves a Salvador na última sexta-feira), estaremos em Maceió, reunindo também lideranças de toda a região Nordeste, no início do esboço daquele que será o nosso conjunto de propostas, inclusive com relação à região Nordeste, que passa por problemas de infraestrutura que estão aí acabadas. Na verdade, o Brasil virou um grande canteiro de obras inacabadas. Passa por uma solidariedade maior do governo federal na área da segurança, hoje os estados e municípios investem 87% de tudo que é gasto em segurança pública no Brasil e a União apenas 13%, e nós sabemos do agravamento da questão da segurança, da criminalidade em toda a região. É preciso que o governo federal não se omita mais, dê respostas claras a essa questão. Na área da saúde, outro drama dos brasileiros. Mais uma vez o governo federal coloca ou transfere aos estados e municípios a responsabilidade com a maior parte do financiamento.

Tribuna – O senhor acredita que há uma fadiga do modelo do PT de governar?
Aécio – Eu acho que sim, porque o PT abdicou de ter um projeto de país e se contenta em ter apenas um projeto de poder. E que o tem levado a esse vale-tudo. Não temos no Brasil um governo de coalisão. Nós temos um governo de cooptação. E cooptação com dinheiro público, com emendas parlamentares, com cargos públicos e sem que esse governo possa inspirar a quem quer que seja uma perspectiva melhor lá adiante. A perda de credibilidade do Brasil junto a agentes financeiros e investidores internacionais é extremamente grave. O Brasil precisa de um projeto de país, até porque o PT abriu mão de ter esse projeto, o PT abriu mão de ter um projeto de país para se contentar em ter exclusivamente um projeto de poder. A nossa responsabilidade é essa, que as conquistas que nós obtivemos ao longo de décadas não sejam colocadas em risco como estão hoje algumas delas, como a estabilidade da economia, os pilares fundamentais da macroeconomia que nos trouxeram até aqui a credibilidade do Brasil, sobretudo internacional, retratada agora, infelizmente, pela pouca atratividade de alguns dos leilões de concessão apresentados pelo governo. Esses últimos leilões anunciados com enorme atraso pelo governo do PT de concessões de rodovias e agora até do próprio pré-sal, mostram a desconfiança que há em relação ao Brasil hoje. O longo aprendizado do PT ao longo de 10 anos – depois de demonizar as concessões e privatizações, busca fazê-las a toque de caixa – custou extremamente caro ao Brasil. O aprendizado do PT impediu que, por exemplo, nós tivéssemos ficado cinco anos sem qualquer leilão da Petrobras. E fez com que em 10 anos os principais eixos rodoviários do Brasil tivessem avanços mínimos. Está aí a BR-101 como exemplo na região claro em relação à incompetência e à inaptidão do governo pela boa gestão. Houve uma antecipação clara do processo eleitoral feita pelo governo, por iniciativa do ex-presidenteLula, no momento em que lança a presidente da República como candidata. O papel da oposição é permanentemente apresentar propostas, é permanentemente andar pelo país.

Tribuna – O que há de diferente agora no país?
Aécio – O que há de diferente e de inusitado nesse momento no Brasil é a ação do governo. Porque nós não temos mais uma presidente da República, nós temos uma candidata a presidente da República que se move, que se movimenta, única e exclusivamente em razão da eleição, que toma atitudes em razão da eleição. Nós temos hoje o governo do marketing comandando as decisões governamentais. Já o que nós queremos é ouvir os brasileiros e apresentar uma proposta que possa ser comparada à do governo. Eu digo com a mais profunda sinceridade: nós teremos algo novo a apresentar ao Brasil, nós seremos o novo nessas eleições. O velho serão aqueles que estão aí hoje sem capacidade de reagir a esse pífio crescimento da economia, sem capacidade de conduzir os investimentos do governo, porque hoje o Brasil é um grande cemitério de obras inacabadas, sem capacidade de inspirar confiança e credibilidade nos agentes privados, que deveriam estar vindo para o Brasil nos ajudar a retomar o crescimento da economia, já que a aposta no crescimento apenas pelo consumo pela oferta de crédito exauriu-se, chegou ao seu limite. O PSDB e o Democratasapresentar um projeto alternativo não é opção, é obrigação. É a nossa responsabilidade pela história que nós temos e pela parcela importantíssima que nós demos no passado para que o Brasil chegasse aonde chegou.

Tribuna – Qual deve ser o maior desafio do próximo presidente a ser colocado como prioridade no |Brasil?
Aécio – O Brasil não pode se dar ao luxo de ter apenas um desafio. É um conjunto de medidas que precisam ser tomadas. A primeira delas é transformar o Estado em um instrumento de melhoria da qualidade de vida das pessoas. Portanto, nós temos que ter um governo mais enxuto. Eu diria que é um acinte à inteligência da população brasileira você ter hoje praticamente 40 ministérios, 39 ministérios. O Brasil só perde, no mundo, para o Siri Lanka no número de ministérios. E ministérios que não entregam absolutamente nada de serviços de qualidade, que servem apenas para acomodar os companheiros. Até do ponto de vista simbólico, nós temos que ter um Estado mais enxuto e mais eficiente. Um Estado que seja mais solidário com os municípios e com os estados no financiamento da saúde, da educação e da segurança pública. Um Estado que não se submeta a um viés ideológico nas suas relações internacionais. Nós vamos, infelizmente, depois de termos crescido no ano passado apenas mais do que o Paraguai, crescer este ano apenas mais do que a Venezuela. O Brasil perdeu a liderança regional. O Brasil é hoje caudatário de decisões radicais de alguns países vizinhos e se submete a essas decisões de viés ideológico. Nós precisamos recolocar o Brasil no centro da região, como liderança definitiva, inclusive com reflexos políticos em outros países vizinhos. E termos um governo que atraia investimentos e valorize aquilo que é essencial para as pessoas, que é saúde, educação e segurança.

Tribuna – O senhor falou que o país hoje é um “país de obras inacabadas”. Como destravar gargalos, sobretudo na área de logística e infraestrutura?
Aécio – Estabelecendo prioridades. E o Brasil não tem. O Brasil, o governo do PT, trata como se fosse natural você ter obras com sobrepreços que passam do dobro daquilo projetado inicialmente e pelo meio do caminho. A transposição do São Francisco inicialmente foi orçada em R$ 3,5 bilhões para ficar pronta em 2010. Não se sabe quando ficará pronta e custou mais do que isso. ATransnordestina, que também foi orçada inicialmente em R$ 3,5 bilhões, está hoje orçada em mais de R$ 7 bilhões. A Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, inicialmente orçada em R$ 4 bilhões, já gostou mais de R$ 30 bilhões. Será a refinaria mais cara do mundo. Não se pode iniciar uma obra sem que ela tenha o projeto adequado e sem que haja os recursos para a sua conclusão. Não existe maior desperdício de dinheiro público do que você iniciar uma obra e não entregá-la, porque você gasta o dinheiro e o benefício não chega. Eu estive recentemente na região, visitando trechos da transposição do São Francisco, e é de uma irresponsabilidade que causa indignação a qualquer cidadão com o mínimo de sensibilidade. Obras abandonadas há três anos. Nas capitais, eSalvador é um exemplo disso, nós estamos com as obras do metrô se arrastando há 10 anos e o governo insiste nessa excentricidade – para não usar um termo mais forte – do trem-bala, que custaria R$ 38 bilhões aos cofres públicos. Com R$ 38 bi você faz 300 km de metrô nas principais capitais do Brasil. Então, falta prioridade ao governo, falta foco, gestão. Já que o aparelhamento da máquina pública é a principal marca desse governo. Eu acho que esse ciclo deve se encerrar, não em benefício do PSDB ou das oposições, mas em benefício do Brasil e dos brasileiros.

Tribuna – Uma possível aliança do senhor com Eduardo Campos encontra resistência em estados como a Bahia. Como fazer para transpor e superar desafios como esse?
Aécio – Eu respeito muito a trajetória do governador Eduardo Campos, eu acho que ele será um ator importante nesse cenário político que se avizinha. Ele tem propostas a apresentar ao país e que devem ser ouvidas. Na mesma forma, nós vamos construir as nossas propostas. Se houver, no futuro, a possibilidade de nos encontrarmos – e acredito que será muito bom para o Brasil –, mas o que nós temos que fazer hoje é respeitar a possibilidade hoje concreta de uma candidatura presidencial do governador de Pernambuco.

Tribuna – O PSB colocou à disposição os cargos que ocupava no governo. Isso facilita a aproximação do PSDB com o PSB?
Aécio – O tempo é quem vai dizer. Tenho uma amizade com o governador Eduardo Campos de muito tempo. Nossos avôs foram parceiros em momentos importantes da história brasileira, Tancredo Neves e Miguel Arraes. O Eduardo sempre foi um político que enxergava longe, político muito astuto, no bom sentido dessa expressão. Eu acho que essa entrega dos cargos é uma percepção clara que nós já havíamos tendo há muito tempo e que ele passa a ter que esse modelo que está aí, esse ciclo do PT vai se encerrar. Ele que se coloca como uma alternativa. É absolutamente natural. Eu aplaudo a posição do governador Campos e vamos caminhar, cada um na sua estrada. Quem sabe um dia elas se encontram para o bem do Brasil? O tempo é que vai dizer e obviamente a população brasileira que vai decidir.

Tribuna – O principal alvo será o governo da presidente Dilma? Há esse acordo?
Aécio – Sem dúvida. Não que haja um acordo. É natural que qualquer candidatura que surja fora da base do governo é porque não concorda com o governo, é porque questiona o governo. E nós queremos ir para o embate, em todas as áreas. Na área econômica é quase uma covardia. Nós que estabilizamos a economia, nós que fizemos a Lei de Responsabilidade Fiscal, com a oposição ferrenha do PT, numa outra ação, no plano real e na lei, nós que internacionalizamos a economia, readquirimos a capacidade, resgatamos a credibilidade do Brasil, estamos vendo todas essas conquistas hoje colocadas em risco. Se quiserem ir para o debate da gestão, nós vamos mostrar que o Estado não se administra da forma como se administra hoje o Brasil. As agências reguladoras criadas pelo presidente Fernando Henrique lá atrás foram desmoralizadas pelo governo do PT, se transformaram em cabide de emprego. E algumas delas instrumentos de negócios escusos, já denunciados pela própria Polícia Federal. E nos indicadores sociais nós vamos dar exemplos. Eu darei o exemplo do que nós fizemos em Minas Gerais. Minas Gerais com métodos, com metas e com gestão eficiente passou a ter hoje a melhor educação do Brasil. Nós queremos mostrar que a gestão pública pode ser eficiente quando se tem metas, quando se tem gente qualificada nos lugares certos e coragem para enfrentar as corporações.

Tribuna – Como vê a disputa eleitoral na Bahia? O fortalecimento da oposição vai lhe ajudar no seu projeto?
Aécio – Eu vejo uma ação muito bem coordenada das oposições, sob a liderança do prefeito ACM Neto, que conta com os companheiros do PSDB, que conta com os companheiros do PMDB, do PV e do PPS. Eu acho que nós teremos uma candidatura, qualquer que seja ela, de qualquer um desses partidos, muito sólida, muito consistente. Obviamente, será muito importante, porque o que acontece na Bahia repercute em todo o Nordeste e repercute em todo o Brasil. Eu tenho certeza que teremos aqui, sob a liderança do prefeito ACM Neto, um palanque bem estruturado e, obviamente, com a participação dos companheiros do PSDB.

Tribuna – Na Bahia, o PMDB faz oposição ao governo do PT, mas, no plano federal, é aliado de Dilma. Como será feita essa relação?
Aécio – Eu tenho uma amizade pessoal grande com o deputado, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, a liderança maior do PMDB. Fomos parceiros na Câmara dos Deputados. Quando eu me elegi presidente da Câmara dos Deputados eu era líder do PSDB e ele era o líder do PMDB, a nossa articulação foi fundamental. A firmeza com que Geddel construiu ali a nossa aliança foi fundamental para que a nossa vitória ocorresse, agora, eu respeito, obviamente, as circunstâncias locais. O que eu percebo do prefeito ACM Neto, do companheiro (José Carlos) Aleluia, dos companheiros nossos do PSDB que aqui estão, Imbassahy e João Gualberto, é uma intenção grande de manter o PMDB dentro dessa aliança no estado. E eu acho que é muito importante que isso ocorra. O que eu puder ajudar ou estimular a construção de um palanque, a manutenção de um palanque que já veio na eleição municipal, no segundo turno, aqui para a eleição estadual. Eu acho que quem ganha é a Bahia. E felizmente nós temos nomes qualificados em todos os partidos para liderar a chapa, para compor a chapa. Eu tenho muito otimismo em relação ao PMDB para que ele permaneça conosco como acontece em várias partes do Brasil, onde parcelas importantes do PMDB também se cansaram do que está aí e pode caminhar ao nosso lado.

Tribuna – O que a população do estado pode esperar de Aécio Neves?
Aécio – Seriedade, ética e uma vontade enorme de fazer o Brasil voltar a caminhar em busca de um futuro melhor. O governo do PT se contenta apenas com a administração da pobreza. Nós queremos mais, nós queremos a superação da pobreza. Para o PT, por exemplo, o Bolsa Família é o ponto de chegada. Para nós é o ponto de partida.

25/09/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , | Deixe um comentário

Aécio Neves : é hora de a “decência” voltar à vida pública

Aécio: declaração foi dada durante visita a Maceió no último final de semana. Presidenciável tucano faz giro pelo Nordeste.

Aécio: 2014

Fonte: O Globo

Aécio, sobre o PT: ‘Chega de engodo, chega de enrolação’

Senador afirma que é hora de o ciclo político mudar no país

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) voltou a criticar o PT, sem citar o nome da presidente Dilma Rousseff. Ele afirmou que é hora de a “decência” voltar à vida pública. A declaração de Aécio foi dada durante visita a Maceió, neste sábado. O presidenciável tucano está fazendo um giro pelos estados nordestinos, região onde Dilma tem força eleitoral.

— Esse ciclo do PT tem que acabar em benefício não do PSDB ou de outro partido, mas da decência da vida pública. Chega de engodo, chega de enrolação — disse o mineiro.

Aécio afirmou ainda que, caso chegue à Presidência, dará prioridade às obras inacabadas. Ele citou a transposição do Rio São Francico e a Transnordestina.

— O Brasil não será mais um cemitério de obras inacabadas — disse.

Nos discursos, Aécio citou um tucano histórico, Mário Covas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e o de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB).

— Estamos preparados para qualquer debate. Na economia, somos responsáveis pela estabilidade econômica. Somos nós que privatizaos setores da economia, mas com responsabilidade.

Na entrevista coletiva, Aécio citou o governador de Pernambuco, também presidenciável, Eduardo Campos:

— Sempre tive uma boa relação com Eduardo Campos. Um nome importante. Não tenho dúvidas que temos a concepção de que o ciclo do governo do PT está encerrando.

Aécio Neves esteve em Salvador na sexta-feira. Na manhã de hoje, foi a principal estrela de encontro dos tucanos no Centro de Convenções Ruth Cardoso, em Maceió. O mais duro nos discursos foi o do ex-senador Tasso Jereissati:

— Esse governo não tem a menor vergonha de usar recursos públicos para esmagar adversários. O Cássio Cunha Lima (ex-governador da Paraíba) foi vítima deste governo despudorado. Em um governo que é dirigido não pelo ministro da Fazenda ou outras áreas, mas sim pelo agente de propaganda, quem toma decisão é o agente de publicidade — disse o ex-senador, citando Dilma uma única vez e arrematando:

— Funciona assim (neste governo): Podem roubar à vontade e contem comigo.

25/09/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio: Vozes do Brasil, coluna Folha #vamosconversar

#Vamosconversar – Aécio: “Precisamos ouvir mais uns aos outros para a construção de um projeto coletivo, capaz de acolher os diferentes sonhos e esperanças”.

Aécio: coluna Folha de S.Paulo

Aécio: Conversa com Brasileiros e as Vozes do Brasil

Aécio: “o diálogo com a população é um processo necessário, irreversível e saudável”. Foto: George Gianni

Fonte: Folha de S.Paulo

Vozes do Brasil

Coluna de Aécio Neves

Semana passada, vivi uma rica experiência ao participar de um debate ao vivo na internet, com convidados de áreas diversas e internautas de todo o país, sobre os grandes desafios nacionais.

Foi uma conversa franca, na qual ficou claro que o diálogo com a população é um processo necessário, irreversível e saudável. E cada vez mais possível com os novos recursos tecnológicos. São fronteiras ampliadas de interlocução, de uma forma nunca antes experimentada por quem carrega a responsabilidade da representação.

Não há mais ambiente para as verdades inflexíveis, soluções generalistas e discursos retóricos vazios. Para representar o desejo coletivo, é necessário dar espaço e ressonância à voz do outro. A impaciência e a revolta que emanaram das ruas são sintomas de uma sociedade que deseja ser ouvida de verdade e com urgência.

Se quer respostas, o brasileiro deseja também contribuir, participar. Viajando pelo país como presidente do PSDB, o que sinto é uma imensa vontade do cidadão de se engajar num projeto de país realmente transformador. Mesmo com sotaques e regionalismos diversos, perdura o sentimento de uma forte unidade, em um cenário de grande diversidade cultural. Se é fato que a maioria reconhece as conquistas das últimas décadas, a percepção geral é a de que ainda não chegamos lá.

Comerciantes, industriais, jovens de todas as classes sociais, gente que quer empreender e fazer acontecer relatam o cotidiano de um país estrangulado, injusto e desigual, com infraestrutura insuficiente e as mazelas de um governo cada vez mais intervencionista, pesado e pouco eficaz. O pior é o sentimento de que muitas conquistas dos brasileiros estão em risco com o baixo crescimento e a inflação alta.

Foi uma boa conversa, mas ainda insuficiente. Precisamos ouvir mais uns aos outros para a construção de um projeto coletivo, capaz de acolher os diferentes sonhos e esperanças. Entre as muitas certezas revigoradas, trago uma constatação: não há rede oficial de rádio e TV capaz de abafar as vozes do Brasilreal.

PS: Não poderia encerrar a coluna de hoje, em que falo de internet, sem manifestar minha solidariedade às atrizes Carol Castro, Rosamaria Murtinho, Nathalia Timberg, Susana Vieira e Bárbara Paz. Para quem não acompanhou, exercendo o legítimo direito de expressão –que deve ser garantido a todo brasileiro, qualquer que seja sua opinião– elas manifestaram a decepção pessoal com o resultado da votação dos embargos no caso do mensalão. Acabaram vítimas de violentos e injustos ataques realizados pelo exército digital, que, aparelhado, tenta constranger e intimidar todos aqueles que não se alinham às causas do projeto de poder instalado no país.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

23/09/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Nordeste: Aécio busca programa alternativo para o Brasil

Aécio Neves trabalha em nova agenda para o Brasil. Senador esteve ontem em Salvador. Hoje em Maceió participa do encontro do PSDB.

Aécio Neves: Nordeste e 2014

Fonte: Jogo do Poder

Tucanos reúnem-se em Salvador

Visita antecede Encontro Regional do PSDB no Nordeste

Aécio Neves: nova agenda para o Brasil

presidente do PSDB, senador Aécio Neves, e as principais lideranças tucanas na Bahia encontraram-se, nesta sexta-feira (20/09), em Salvador (BA). Aécio Neves cumpriu agenda na capital baiana na véspera do encontro da região Nordeste que o partido realiza, neste sábado, em Maceió (AL), dando início à série de reuniões regionais que fará até o final do ano.

“É um prazer redobrado estar novamente na Bahia. Estamos acabando de chegar de uma visita à grande liderança política nacional, prefeito ACM Neto, e seguimos ainda hoje no final da noite para Maceió. Teremos amanhã o primeiro de vários encontros regionais que permitirão ao PSDB iniciar a construção de um projeto de país alternativo a este que está aí. O Brasil precisa de um projeto de país, até porque o PT abriu mão de ter este projeto, para se contentar em ter exclusivamente um projeto de poder”, afirmou o senador.

Também participaram do encontro o presidente do Democratas, senador Agripino Maia; o secretário-geral do PSDBdeputado federal Mendes Thame; o líder tucano no Senado, senador Aloysio Nunes; os deputados federais pela Bahia Antônio Imbassahy e Jutahy Júnior; o secretário-executivo do PSDB, João Almeida; e o secretário municipal de Urbanismo eTransporte, José Carlos Aleluia, entre outras lideranças.

Maceió

Neste sábado (21/09), as lideranças tucanas do Nordeste se reúnem em Maceió para debater as dificuldades enfrentadas pela população nos estados nordestinos e para formulação de propostas para construção de uma agenda a ser apresentada aos brasileiros em 2014.

Ao longo do ano, o PSDB também fará encontros regionais em Curitiba, Manaus e Goiânia.

“O papel da oposição, até pelas dificuldades que temos de externar as nossas posições, é este que estamos fazendo. Estou aqui como presidente partidário para discutirmos propostas para o Brasil. E não se faz isso de Brasília. Este primeiro encontro do Nordeste, em Maceió, será muito importante. Vamos estar em Curitiba, com grande encontro da região Sul, depois estaremos em Manaus com grande encontro da região Norte, depois em Goiânia, da região Centro-Oeste. Também faremos reuniões em São Paulo e em outros estados do Sudeste”, disse.

23/09/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , | Deixe um comentário

Aécio diz que Dilma não é mais presidente

No Nordeste, senador diz que Dilma faz marketing e comentou que o papel da oposição é “andar pelo país e apresentar propostas”.

Aécio Neves: Nordeste

Fonte: Folha de S.Paulo

Para senador tucano, decisões de petista são comandadas por marketing

Em viagem ao Nordeste, o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB e provável candidato do partido à Presidência da República em 2014, afirmou ontem que o Brasil “não tem mais uma presidente, mas uma candidata”.

Aécio abriu a turnê nordestina por Salvador, onde experimentou um acarajé no bairro de Itapuã e criticou a presidente Dilma Rousseff.

Segundo o senador tucano, a presidente atualmente “se movimenta única e exclusivamente em razão da eleição” e as decisões de governo são comandadas pelo “marketing”.

Aécio negou que esteja em campanha eleitoral, mas afirmou que o papel da oposição é “andar pelo país e apresentar propostas”.

O tucano mineiro, que hoje estará em Maceió (AL), voltou a elogiar o partido do governador de PernambucoEduardo Campos (PSB), de quem se aproximou nas últimas semanas.

“Não vejo distância ideológica do PSDB com o PSB. Estamos juntos em governos estaduais. Vejo mais afinidades”, disse.

Aécio também criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal que aceitou recursos que podem rever as penas de 12 dos 25 réus condenados no processo do mensalão.

“Como cidadão, a minha percepção é de que volta aquele sentimento de que tem duas Justiças no Brasil: a dos desprotegidos e a dos poderosos”, disse o senador.

Antes do evento em um hotel no centro da capital baiana, Aécio se encontrou com o prefeito da cidade, ACM Neto (DEM).

23/09/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , | Deixe um comentário

Aécio nas redes socais: assista bate-papo com internautas

#Vamosconversar: Aécio participou de um bate-papo online com internautas e mais 5 integrantes da sociedade civil escolhidos pelo PSDB.

Aécio disse que o PT compreende a mal a pobreza

Fonte: O Estado de S.Paulo

Em bate-papo on line, Aécio diz que Dilma faz ‘governo de propaganda’

Senador mineiro, provável candidato à presidência pelo PSDB, disse que o PT compreende a mal a pobreza e defendeu o corte pela metade do número de ministérios

presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves, classificou quinta-feira, 19, a gestão da presidente Dilma Rousseff como “governo da propaganda” e defendeu o corte de ministérios pela metade em eventual governo tucano na Presidência.

Aécio participou de um bate-papo online com internautas e mais 5 integrantes da sociedade civil escolhidos pelo partido, num quadro chamado Conversa com Brasileiros. A conversa foi transmitida ao vivo pelo site do Youtube, logo após o programa partidário que foi ao ar na noite desta quinta.

O dirigente do PSDB, provável candidato do partido à Presidência, criticou o governo Dilma ao responder uma pergunta de uma convidada sobre políticas assistencialistas do governo federal.

Em sua resposta, Aécio disse que o PT compreende a mal a pobreza e faz uso publicitário de seus programas sociais, como o Bolsa Família – maior bandeira do PT.

“O governo fez uma propaganda e disse que num tinha mais ninguém abaixo da linha da miséria. Essa propaganda maciça foi feita, foram gastos milhões, mas só que depois o dólar subiu e de repente todo mundo voltou para baixo da linha da miséria”, criticou. “O governo da propaganda não entendeu que precisava ser menos perdulário, mais firme, mais eficiente para poder entregar os serviços que hoje são de péssima qualidade”.

Questionado sobre as condições do sistema penitenciário brasileiro, Aécio alertou para a falta de ousadia da União na área da segurança e disse que se o PSDB chegar à Presidência o Ministério da Justiça será transformado no Ministério da Justiça e da Segurança. Além disso, defendeu o corte no número de pastas pela metade.

“No governo do PSBD vamos ter metade dos ministérios. E O Ministério da Justiça deveria se transformar em Ministério da Justiça e da Segurança”, afirmou o tucano.

Para ele, o setor deve ser administrado pela própria Presidência e “não por funcionários de segundo escalão, por melhores que sejam”.

23/09/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , | Deixe um comentário