Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Aécio recebe apoio formal do Solidariedade

Em ato marcado por ataques à presidente Dilma Rousseff, Solidariedade formalizou apoio à candidatura do senador Aécio Neves.

Partido oferece nome para a vice

Fonte: O Globo 

Solidariedade formaliza apoio a Aécio e oferece vice para chapa

Na entrada do evento, totem com críticas a Dilma: frase ‘O PT afundou a Petrobras’ estampa latões que imitam barris de petróleo

Em um ato marcado por ataques à presidente Dilma Rousseff, o partido Solidariedade formalizou nesta terça-feira o apoio à candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República. O partido, criado no final do ano passado após um rompimento do deputado Paulinho da Força com o governo, é o primeiro a realizar um evento para anunciar que estará com o tucano nessas eleições.

Na cerimônia, ocorrido em um hotel em Brasília, Paulinho da Força “ofereceu” o nome do presidente da Força SindicalMiguel Torres, para ser vice de Aécio. O senador mineiro, no entanto, repetiu o que vem dizendo sobre os demais candidatos a vice em sua chapa: a decisão só será tomada em junho, em um acordo feito com todos os partidos da aliança.

— Política é a arte de administrar o tempo. Eu não tenho pressa. No tempo certo, antes da nossa convenção em 14 de junho, teremos uma definição da chapa, a partir de um entendimento da aliança, não apenas do PSDB. Vamos ter alguém que possa nos ajudar a construir uma bela vitória. O presidente da Força Sindical é um nome extremamente qualificado, será avaliado pelo conjunto dos partidos que fazem parte dessa aliança. Fico muito honrado de ter mais esse nome para ser avaliado pelos conjuntos do partido – apontou Aécio.

Paulinho da Força sinalizou que a apresentação do nome de Miguel é mais simbólica do que a delimitação de um espaço pelo qual o Solidariedade pretende brigar. Além de Miguel, outros cinco nomes são cotados para compor com Aécio: os senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP), José Agripino (DEM-RN) e Ana Amélia (PP-RS), a deputada Mara Gabrilli(PSDB-SP) e o ex-governador de São Paulo José Serra.

– Sei que tem vários pretendentes a ser candidato a vice com você, inclusive o senador Aloysio Nunes, que está aqui do lado, mas quero te apresentar também o Miguel Torres. Mas, não vamos fazer guerra com isso, é um nome para você apreciar – anunciou o deputado, durante o evento.

Crítica a Dilma na porta do evento

Um totem montado com latões imitando barris de petróleo com os dizeres “caixa 2, Petrobras, corrupção” e a imagem no alto da presidente Dilma Rousseff, trajada com o macacão da estatal, estão na porta no hotel San Marco onde será realizado o ato promovido pelo Solidariedade (SDD) para oficializar apoio ao pré-candidato Aécio Neves (PSDB).

Para o evento são esperadas lideranças dos partidos simpatizantes da candidatura tucana. Nos barris estão estampadas as frases: “O PT afundou a Petrobras” e PasadenaDilma assina a compra”.

14/05/2014 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio sela alianças com DEM e PMDB na Bahia

União das três legendas terá Paulo Souto concorrendo ao governo da BA, Joacir Goés candidato a vice, e Geddel Vieira concorrendo ao Senado.

Eleições 2014

Fonte: Estado de Minas

Aécio fecha primeira aliança com o PMDB

Partido da base da presidente Dilma estará com PSDB e DEM na disputa pelo governo da Bahia. Candidato tucano deixa claro que investidas sobre aliados do governo vão continuar

De olho em partidos da base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT) para sangrar o apoio da adversária e fortalecer seus palanques nos estados, o senador Aécio Neves (PSDB) comemorou ontem a aliança fechada pela oposição com o PMDB na Bahia. A chapa, que terá o DEM na cabeça, o PSDB de vice e um nome peemedebista para o Senado, foi apresentada em Salvador, onde o tucano disse que, se depender dele, o acordo será apenas o primeiro desta natureza. “Espero, sim, a partir do que se construiu na Bahia, que possamos ter parceiros do PMDB em outros estados da Federação ao nosso lado”, afirmou.

Articulada pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), a união das três legendas terá Paulo Souto (DEM) concorrendo ao governo da Bahia, Joacir Goés (PSDB) como candidato a vice, e o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira, do PMDB, concorrendo ao SenadoAécio classificou a aliança de a “mais bem sucedida construção política que aconteceu até agora no Brasil para as eleições de 2014”. Além de ser uma chapa competitiva, o senador disse que o acerto trará um apoio importante para os tucanos no plano nacional.

O pré-candidato do PSDB deixou claro que as investidas no PMDB e em outros partidos aliados de Dilma serão constantes. Aécio conta com os desentendimentos dentro da base aliada ao governo federal para tentar atrair o apoio. “Hoje há setores não apenas do PMDB, mas de outros partidos da base governista, insatisfeitos com isso que está aí. As pessoas já estão percebendo que essa aliança só serve aos interesses do PT, não serve aos interesses do Brasil”, disse.

Em Minas Gerais, os tucanos também tentam conseguir o apoio do PMDB para a candidatura do ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga (PSDB) ao governo. O presidente da legenda, deputado federal Marcus Pestana, já teve um primeiro encontro oficial com o partido, que está rachado em três. Parte do PMDB mineiro quer candidatura própria e o restante se divide entre apoiar o PT e o PSDB.

 Renan se curva aos interesses do Planalto, critica AécioAécio ainda espera estreitar relações com o PP, partido que também integra a base de Dilma, especialmente depois que o ex-governador mineiro Antonio Anastasia (PSDB) deixou o cargo, deixando a vaga livre para Alberto Pinto Coelho (PP) assumir a titularidade. “Temos alianças muito avançadas com eles (do PP) no Rio Grande do Sul. Temos parcerias com o PDT, por exemplo, no Mato Grosso. Independentemente de uma aliança nacional, em muitos estados vai haver alianças do PSDB e da nossa candidatura com partidos que hoje estão na base (de Dilma)”, prevê.

Liminar

O senador tucano afirmou que vai hoje ao Supremo Tribunal Federal em busca de uma liminar que permita a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras. Segundo o tucano, a oposição não vê problemas em uma devassa ampla, que investigue inclusive contratos dos adversários da petista. Para Aécio, a presença da presidente daPetrobrasGraça Foster, no Senado, hoje, será mais uma oportunidade para o governo dar explicações. “A CPI não tem o poder de, a priori, antecipadamente, julgar e condenar quem quer que seja. Ela é um instrumento importante para fazer as investigações”, afirmou.

Mais uma vez, Aécio criticou o uso da máquina pelo governo federal que, segundo ele, faz hoje praticamente um monólogo. “Esperamos o início do contraditório, do tempo do debate, da discussão”, afirmou. O tucano voltou a dizer que o governo Dilma fracassou na economia, nos projetos de infraestrutura e nos indicadores sociais.

15/04/2014 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Campos e Aécio convergem em Pernambuco e Minas

Campos e Aécio: PSDB deve apoiar o candidato do PSB ao governo de Pernambuco em 2014.

Eleições 2014

Fonte: Valor Econômico

Presidenciáveis convergem em Pernambuco e Minas

Único partido de oposição à administração de Eduardo Campos nos últimos anos, o PSDB deve apoiar o candidato do PSB ao governo de Pernambuco em 2014. O acordo já vinha sendo costurado há algum tempo, mas esbarrava principalmente na posição do deputado estadual Daniel Coelho (PSDB), líder da oposição na Assembleia Legislativa e segundo colocado nas eleições para a Prefeitura do Recife, no ano passado.

Crítico contundente de Campos, o deputado teve que se resignar aos planos nacionais do PSDB, que articula palanques duplos com o PSB em todo o país. Um desses palanques é justamente o de Pernambuco, onde os tucanos veem baixíssimo potencial de votos para o senador mineiro Aécio Neves nas eleições presidenciais, o que torna financeiramente e politicamente inviável uma candidatura própria ao governo estadual.

Além disso, o rompimento entre PT e PSB, que colocou os petistas na oposição em Pernambuco, ajudou a levar os tucanos de vez aos braços de Campos. Reunido com Aécio na semana passada, em Brasília, e na segunda-feira, em São Paulo, Daniel Coelho – que disputará vaga na Câmara – aceitou a posição do partido, mas conseguiu o “direito” de não pedir votos e nem ter sua figura atrelada ao candidato do PSB, que ainda está indefinido.

É justamente essa indefinição que alimenta a remota esperança do deputado de que a aliança com o PSB não vá adiante. “Isso só vai se consolidar quando o PSB tiver candidato, o que ainda não aconteceu”, disse Coelho. Se depender de Campos, o nome do indicado à sua sucessão vai demorar a sair. Além de quatro secretários estaduais, estão no páreo o ex-ministro da Integração Fernando Bezerra e o vice-governador João Lyra.

Outra dúvida que perturba o tucanato é a disposição de Campos em apoiar Aécio em um eventual segundo turno. Antes de o governador anunciar a aliança com Marina, o sentimento entre os líderes do PSDB era o de que Campos seguiria com Dilma caso não chegasse á segunda etapa da eleição.

Apesar disso, existe a expectativa de que o acordo entre tucanos e pessebistas seja oficializado em fevereiro. Neste cenário, Daniel Coelho pedirá votos somente para Aécio e garante que manterá o tom crítico a Campos, ao menos na esfera administrativa. Foi assim que ele recebeu 28% dos votos para a Prefeitura do Recife no ano passado, quando o candidato do PSBGeraldo Julio, afilhado de Campos, foi eleito em primeiro turno.

Em Minas, as conversas entre Aécio e Campos podem levar o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), à disputa estadual. Lacerda disse ontem ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, que pode deixar a prefeitura no ano que vem para disputar o cargo de governador de Minas Gerais. Não é sua opção preferida, mas é uma possibilidade que não descarta.

Seu nome tem sido defendido por lideranças nacionais e estaduais do PSB. Mas sua decisão depende das conversas dos dois caciques aliados. Lacerda só entraria na disputa pelo governo de Minas se as conversas não avançarem. “O PSB não sabe se terá candidato a governo do Estado. São conversas que estão acontecendo e ainda vão acontecer”, disse ele.

“Eu não mudei minha posição. Minha vontade pessoal, minha determinação é cumprir meu mandato, ficar mais três anos na prefeitura”, disse Lacerda ao falar do lobby de parte do PSB para que ele se saia candidato a governador de Minas. Mas, em seguida, o prefeito acrescentou: “Lógico que em política as coisas podem mudar.”

A piada no seu gabinete ultimamente tem sido uma paródia do mantra mineiro sobre política: antes dizia-se que política é como nuvem, você olha numa hora e dali a pouco, muda; agora, é que é como relâmpago.

Lacerda não tem muitas opções: fica no cargo ou tenta o governo. Segundo sondagem não publicada feita a pedido do PSB para orientação interna sobre a eleição estadual, o prefeito teria 22% das intenções de voto. Ficaria atrás apenas do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel (PT), com 28%. Em outubro, a MDA Pesquisa, publicou uma sondagem na qual Pimentel tinha 31,5% das intenções e Lacerda, 19,9%.

O presidente do PSDB de Minas, o deputado federal Marcus Pestana, disse, com cautela, que a tendência é que seu partido e o PSB se aliem na disputa pelo governo. “Tudo indica que existem boas chances de caminharmos juntos”. Em Minas, no caso de o PSB não lançar candidato a governo, os dois nomes mais fortes para uma chapa com os tucanos são Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético Mineiro, e recém-filiado; e o do presidente do PSB no Estado, o deputado Julio Delgado. Eles entrariam como candidato a vice-governador ou a senador. O Senado, no entanto, só entraria no acerto se o atual governador Antonio Anastasia contrariar as expectativas e não se candidatar. Na provável cabeça de chapa, o mais forte tucano é atualmente o ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso, Pimenta da Veiga.

“Eu e o deputado Sérgio Guerra [do PE, ex-presidente do PSDB nacional] conversamos na quinta-feira e disse que só dá para conversar sobre palanque duplo em Minas se tiver reciprocidade em Pernambuco”, contou Júlio Delgado. O PSDB em Pernambuco faz oposição a Eduardo Campos; em Minas é parte do governo Anastasia.

Em Pernambuco, o próprio Guerra e o também deputado federal Bruno Araújo são citados por Marcus Pestana como nomes possíveis para uma eventual chapa com o PSB.

11/12/2013 Posted by | Política | , , , , | Deixe um comentário

Eleições 2014: Aécio aposta em siglas governistas

2014: após perda do PPS, Aécio acredita que partidos como PTB, PP, PR e PDT  podem sair insatisfeitos da reformulação na Esplanada.

2014: coligações

Fonte: Folha de S.Paulo

Tucano aposta em siglas governistas após perda do PPS

MARINA DIAS

Preterido pelo PPS, que anunciou indicativo de apoio à candidatura presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), Aécio Neves (PSDB) decidiu apostar suas fichas na rebeldia da base governista após a reforma ministerial prometida pela presidente Dilma para o início de 2014.

O senador mineiro, provável candidato tucano ao Planalto, acredita que partidos como PTB, PP, PR e PDT (que têm ou já tiveram alianças com o PSDB nos Estados) podem sair insatisfeitos da reformulação na Esplanada dos Ministérios. Dessa forma, seriam alvos possíveis para compor sua chapa. Até o momento, Aécio já tem o apoio do DEM e doSolidariedade à sua candidatura.

A estratégia de Aécio até o final de fevereiro será viajar pelo país para chancelar sua candidatura em todos os diretórios estaduais do PSDB. Em março, haverá um ato com a presença do ex-governador José Serra para oficializar a candidatura do mineiro.

Em abril, Aécio irá procurar pessoalmente siglas da base da presidente Dilma que possam ter ficado insatisfeitas com a minirreforma ministerial. O mineiro não espera que partidos aliados desembarquem do governo antes de abril e por isso vai esperar para iniciar as conversas.

PV, no entanto, será um dos focos de negociação do tucano ainda este ano. Aécio já se reuniu algumas vezes com o presidente do PV, José Luiz Penna, que publicamente defende candidatura própria.

“Vamos aguardar abril para abordar partidos da base do governo federal. Mas por enquanto podemos intensificar as conversas com o PV, que é de oposição“, diz o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG).

O anúncio do PPS em favor de Campos não agradou Aécio, que investiu pessoalmente para que a sigla não declarasse esse apoio no último fim de semana, em São Paulo. Mas a decisão da legenda tem efeito mais simbólico do que prático: com apenas sete deputados federais, o PPS só agrega 16 segundos no horário eleitoral na TV.

10/12/2013 Posted by | Política | , , , , , , , | Deixe um comentário

Eleições 2014: Aécio e Campos reafirmam palanques locais

2014: Aécio e Campos tentam construir parceria com alianças locais para garantir apoio de um ao outro no 2º turno da eleição presidencial.

2014: alianças locais

Fonte: Folha de S.Paulo

Aécio e Campos reafirmam alianças locais

Separados na corrida presidencial, senador e governador mantêm disposição de dividir palanques nos Estados

Presidenciáveis avaliam parceria no primeiro encontro desde a aliança de Marina com Campos

NATUZA NERY

senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Eduardo Campos (PSB-PE) jantaram no domingo e reafirmaram a disposição de dividir palanques em vários Estados para acumular forças contra a presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014.

Os dois oposicionistas tentam construir com as alianças locais uma parceria que garanta o apoio de um ao outro contra a petista no segundo turno da eleição presidencial, se um dos dois chegar lá.

O encontro de domingo foi o primeiro entre eles desde o anúncio da aliança de Campos com a ex-senadora Marina Silva, em outubro. Aécio e Campos jantaram no restaurante Gero, zona sul do Rio.

A conversa fora combinada no fim de novembro e acabou ocorrendo um dia depois de o PPS indicar que vai apoiar Campos para presidente nas eleições de 2014.

Tradicional aliado dos tucanos, o PPS vinha sendo pressionado pelo PSDB para evitar uma definição prematura. Mesmo assim, a maioria dos participantes do congresso do partido no fim de semana indicou ser favorável a uma aliança com Campos.

No jantar, em que comeram carneiro com risoto de parmesão, Aécio Campos constataram que precisam emagrecer um pouquinho antes de entrar em campanha.

Os dois também trocaram impressões sobre a economia, as perspectivas de crescimento baixo e seu impacto sobre o desempenho de Dilma na campanha à reeleição.

Segundo a Folha apurou, ambos avançaram nas negociações sobre apoios mútuos em dois Estados prioritários, Pernambuco e Minas Gerais.

Aécio, que governou Minas Gerais por dois mandatos antes de se eleger senador, ainda não tem candidato definido no Estado, mas conta com o apoio do PSB de Campos.

Campos, por sua vez, quer garantias de que o PSDB não lançará um nome competitivo contra seu candidato a governador em Pernambuco.

Nenhum dos dois quer correr o risco de sofrer uma derrota em seu principal reduto eleitoral no próximo ano.

Ainda ontem, Aécio encontrou-se em São Paulo com o deputado estadual Daniel Coelho (PSDB-PE), um dos principais adversários de Campos em PernambucoAécio e Campos acham possível dividir o mesmo palanque em pelo menos 12 dos 27 Estados.

SÃO PAULO
Um fator que pode complicar a aproximação dos dois presidenciáveis é a atuação de Marina Silva, que também tem costurado alianças em alguns lugares e defende candidaturas próprias em Estados com grande densidade eleitoral, como São Paulo.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), que concorrerá à reeleição no ano que vem, conta com o PSB a seu lado e já comunicou ao partido seu desejo de ter o apoio de Marina no primeiro turno.

A hipótese é considerada improvável, segundo interlocutores da ex-senadora, que entrou no PSB depois que a Justiça barrou a criação do partido que ela tenta organizar, a Rede Sustentabilidade.

No jantar de domingo, Aécio Campos concluíram que é melhor esperar o cenário em São Paulo se definir melhor antes definir ações conjuntas. No sábado, num encontro regional da Rede, aliados de Marina se manifestaram contra o apoio a Alckmin.

Aliados de Campos também têm manifestado dúvidas sobre a aliança com os tucanos em São Paulo, por temer o risco de que ela “envelheça” sua imagem.

Questionado por jornalistas, Campos disse ontem que o jantar com Aécio foi obra do acaso: “Terminei [um compromisso], fui jantar, e lá encontrei Aécio, que tinha ido jantar. Aí sentamos na mesa, conversamos um pouco, tomamos um café”.

Colaborou REYNALDO TUROLLO JR., do Recife

10/12/2013 Posted by | Política | , , , , | Deixe um comentário

2014: Aécio e Campos vão dividir 10 palanques

Eleições 2014: Neste rol de coligações, cada legenda está em condição de encabeçar cinco chapas a governador.

Montagem do xadrez eleitoral

Eleições 2014: aliança favorece Campos no Sudeste e Aécio no Nordeste.

Fonte: Valor Econômico

Campos e Aécio compartilham pelo menos dez palanques estaduais

Alianças entre o PSDB e o PSB podem fazer com que os presidenciáveis Aécio Neves Eduardo Campos dividam cerca de dez palanques estaduais na eleição ao Palácio do Planalto do ano que vem. Neste rol de coligações, cada legenda está em condição de encabeçar cinco chapas a governador. Os tucanos, no entanto, tomam a frente da candidatura em cinco dos seis maiores colégios eleitorais: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Ceará e Pará. O PSB tende a liderar a chapa nos menores palanques – Paraíba, Espírito Santo, Amapá e Roraima – à exceção de Pernambuco, o quarto maior neste grupo de Estados onde há alta probabilidade de coligação entre as duas siglas. Há mais duas grandes possibilidades de Aécio e Campos dividirem o mesmo palanque, mas numa chapa com candidato a governador de outro partido: Amazonas, com o PP, e Piauí, com o PMDB.

O cenário reflete a aproximação perigosa entre os dois presidenciáveis, já que ambos podem travar uma disputa acirrada para ver quem chega em segundo lugar, com chance de alcançar um eventual segundo turno contra Dilma Rousseff.

A grande quantidade de palanques divididos mostra, de um lado, a fraca capacidade de penetração do PSDB no Norte e Nordeste e, de outro, a fragilidade do PSB nas região Sul e na Sudeste – que concentra a maior parte do eleitorado. Em apenas duas das dez maiores unidades da Federação, que reúnem 76% do eleitorado, o PSB já tem garantia de uma candidatura própria consolidada: em Pernambuco, onde Campos conta com uma ampla hegemonia, e na Bahia.

O objetivo é que no Rio de Janeiro também haja um terceiro nome próprio, mas o vice-presidente regional da sigla, o ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirma que a situação é “dramática”, depois da debandada do grupo do ex-presidente estadual do partido, o prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso, que era contra a candidatura de Campos à Presidência. Cardoso levou sua base para o PMDB para apoiar Dilma Rousseff, e o PSB fluminense, agora sob o comando do deputado federal e ex-jogador de futebol Romário, precisa juntar os cacos. “Nosso plano A é ter candidatura própria. Mas a situação é tão dramática para reconstruir o partido que não chegamos a discutir nomes”, afirma Temporão.

O ex-ministro diz que o cenário inclui como alternativas o apoio às candidaturas do deputado federal Miro Teixeira (Pros) ou do senador petista Lindberg Farias. A tendência do PT nacional, no entanto, é vetar a coligação ou, pelo menos, qualquer possibilidade de Lindbergh abrir palanque para Eduardo Campos. O Rio é o terceiro colégio eleitoral do país e onde tanto PSB quanto PSDB são fracos. Cada um deverá buscar sua própria saída. Os tucanos, por enquanto, cogitam lançar o técnico de vôlei Bernardinho.

Nos dois maiores Estados, São Paulo e Minas Gerais, o PSDB é hegemônico e a pouca estrutura partidária do PSB tem levado a legenda a cogitar uma aliança com os tucanos. Pegar carona no palanque de uma sigla adversária na eleição presidencial é um sinal da fragilidade da campanha de Eduardo Campos. Mas também pode representar uma oportunidade de roubar uma fatia do eleitorado tucano. Como disse um deputado do PSDB, em encontro da bancada federal com Aécio Neves, em outubro, dividir palanques seria “coisa de corno” – ou seja, permitir a traição dos candidatos a governador com o presidenciável do PSB.

As resistências também vêm dos pessebistas, ou melhor, dos integrantes da Rede Sustentabilidade, liderados pela ex-senadora Marina Silva e que se filiaram à legenda em outubro.

Em São Paulo, Paraná e Minas Gerais, o grupo é contra a ideia de o partido abrir mão de candidatura própria para apoiar, respectivamente, a reeleição dos governadores Geraldo AlckminBeto Richa e o nome a ser definido para a sucessão de Antonio Anastasia. Em São Paulo, o Rede propõe as candidaturas dos deputados federais Walter Feldman e Luiza Erundina, mas a tendência, por enquanto, é que o também deputado federal Márcio França seja o vice na chapa de Alckmin.

“Cada caso é um caso. Acho problemático [a aliança] em São Paulo, porque o PSDB carrega um desgaste de estar no poder nesses anos todos. É comparável ao PT no nível nacional. Em Minas também acho complicado, porque é a base do Aécio. No Rio a situação é diferente: ambos os partidos estão afastados do poder. Certamente surgirá um nome nosso, mas também é possível uma aliança [com o PSDB]. É importante termos mínima chance de sucesso. Já passamos da fase de marcar posição”, afirma o deputado federal Alfredo Sirkis (PSB), ligado à Marina Silva.

Ou seja, até no Rio de Janeiro poderia haver uma composição. Em Minas Gerais, o PSB tem um plano A, com o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda. No entanto, ele resiste a se candidatar por sua relação próxima a Aécio Neves. Os planos B e C são o lançamento do recém-filiado presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, ou apoio ao PSDB, opção que segundo o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), estaria mais distante.

“Nada conspira até o momento a favor dessa união. Se o Lacerda não aceitar, temos o Kalil“, afirmou o parlamentar. O também deputado federal Duarte Nogueira, presidente do PSDB paulista, por sua vez, discorda. ”As conversas estão adiantadas e o PSB deve fechar conosco”, afirmou o tucano, que lembrou a amizade entre Aécio e o prefeito de Belo Horizonte – principal político do PSB mineiro – como um facilitador da coligação.

Duarte Nogueira argumentou que a formação de palanques conjuntos com o PSB não prejudica a campanha de Aécio. Em sua opinião, o importante é dividir o campo governista. “Com essa estratégia é que vamos levar a disputa ao segundo turno. Onde pudermos somar forças melhor”, disse.

A declaração põe panos quentes nos rumores de um afastamento entre Campos e Aécio, depois que a filiação de Marina Silva deu mais musculatura à candidatura do PSBMarina pode ser a vice do governador de Pernambuco, numa chapa presidencial que começou a preocupar os tucanos pela possibilidade de tirá-los pela primeira vez de um segundo turno.

Além disso, a chegada da ambientalista tende a levar para o PSB um tradicional aliado do PSDB: o PPS, cujo tempo de TV é cobiçado por ambas legendas. “É legítima a busca pelo diálogo, pelo apoio de partidos e de setores da economia. O importante é que tudo tem sido feito com transparência e os dois continuam a se falar”, completou.

Sirkis adota o mesmo tom. O deputado reconhece que há um “aspecto de disputa evidente” entre os dois partidos, mas que também existe um “interesse comum” porque não querem favorecer o projeto de poder do PTSirkis ressaltou o suposto “hegemonismo” petista ao citar a declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não semana passada sugeriu que seu partido ficará no governo federal até 2022, quando será comemorado os 200 anos da Independência do Brasil.

“É preciso levar essa relação da maneira mais amigável possível. Penso que Aécio e Eduardo concordam com uma composição, inclusive com o PT, numa situação pós-eleitoral. A vitória de Eduardo pode atrair setores do PT, num terceiro turno, na hora de governar”, disse.

Para Sirkis, isso implicaria um realinhamento histórico, já defendido por Marina, na campanha de 2010, e pelo qual se isolaria os grotões. “Isso acabaria com um ciclo cuja imagem foi representada por uma frase antológica do [ex-presidente] Fernando Henrique Cardoso, para quem PT e PSDB disputam para ver quem lidera o atraso”, acrescentou o parlamentar, defensor de uma união entre partidos de centro-esquerda e uma “esquerda radical modernizante” contra forças como “PMDB, PP, PTB e grotões”.

Em mais seis Estados, Campos e Aécio têm alta probabilidade de compartilhar o mesmo palanque. No Ceará e no Pará, com os tucanos na cabeça de chapa, e Paraíba, Espírito Santo, Amapá e Roraima, com pessebistas à frente da candidatura a governador. No Ceará, o PSB se desmantelou depois que o grupo do governador Cid Gomes e de seu irmão, Ciro, migrou para o Pros por se recusar a apoiar Campos contra a presidente Dilma. A única saída à vista é se escorar nos tucanos, que também estão fragilizados, só que num processo mais longo de desidratação. Por isso, o ex-governador Tasso Jereissati, que já havia anunciado sua aposentadoria, recebe pressões para dar palanque aos presidenciáveis – pelo menos com uma candidatura ao Senado, cargo para o qual fracassou na tentativa de se reeleger em 2010.

Um exemplo de baixa probabilidade de aliança é a Bahia, onde a senadora Lídice da Mata (PSB) será uma terceira via entre o PT e a oposição local liderada por DEM e PMDB, e apoiada pelos tucanos no Estado.

09/12/2013 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Eleições 2014: Aécio quer PPS como parceiro

Aécio Neves: o senador tucano disse que espera ter o partido ao seu lado na disputa presidencial de 2014.

Eleições 2014: Aécio Neves

Fonte: O Globo

Aécio visita a liderança do PPS e faz novo apelo por apoio em 2014

PPS pode decidir nesta semana, em congresso do partido, se apoia candidato do PSDB ou do PSB à presidência da República

Líder do partido na Câmara defende que apoio seja confirmado apenas em março ou abril

Ao reforçar nesta quarta-feira as afinidades entre PSDB e PPS, durante visita feita à liderança do partido na Câmara, o senador tucano Aécio Neves (MG) disse que espera ter o partido ao seu lado na disputa presidencial de 2014. O PPS fará um congresso da legenda neste final de semana e poderá definir já quem terá seu apoio – o PSDB de Aécioou o PSB do presidenciável e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Há quem defenda adiar a decisão para maio, quando o cenário político estiver definido. E os que defendem candidatura própria.

– Fiquei muito feliz com a forma carinhosa e amiga com que fui recebido aqui no PPS. Estarei andando pelo Brasil e dizendo sempre a verdade, que é a verdade deste instante: eu gostaria muito de ter o PPS ao nosso lado. Mas vamos aguardar a decisão do partido. As afinidades entre o PPS e o PSDB devem ser conhecidas. Ética e eficiência unem PPSPSDB – disse Aécio, ao deixar o encontro.

O tucano foi recebido pelo líder do PPSRubens Bueno (PR), e pelos deputados Arnaldo Jordy (PA), Stepan Nercessian (RJ) e Humberto Souto (MG). O presidente do PPSRoberto Freire (SP), que defende o apoio da legenda a Eduardo Campos, não participou. Ele chegou ao local depois que Aécio já tinha saído e justificou que estava participando da comissão que ouvia o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Segundo Freire, há diretórios que já aprovaram o apoio a Aécio, como o de Minas Gerais e do Rio e os de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que fecharam com Eduardo CamposFreire defende que a decisão de quem apoiar seja tomada já neste final de semana:

– Quem vai decidir é o congresso, vai depender do humor do congresso, é esse congresso que vai ordenar tudo isso. Defendo que saia agora a definição, o partido fica mais instrumentalizado para discutir. O indicativo é importante para que não fique imobilizado e nem sofra assédios.

O líder Rubens Bueno, no entanto, defende o adiamento da decisão:

– Defendemos a tese de que a decisão seja tomada em março, abril, quando poderemos ter mais clareza do quadro político. Nosso objetivo é um só: derrotar o governo do PT.

Rubens Bueno comentou que na última sexta-feira, Eduardo Campos esteve no diretório estadual do PPS no Paraná. Segundo Freire, o diretório do Paraná tem indicativo para apoiar candidatura própria. No estado, o partido deverá apoiar o tucano Beto Richa para o governo.

Aécio voltou a dizer que a presença de Campos na disputa é muito importante e que muitos temas aproximam os dois candidatos, como a refundação da federação.

– Ao PT interessa essa dicotomia, essa polarização, nós contra eles. Como se os que apoiassem o governo fossem a favor do Brasil e nós, que questionamos o governo, que alertamos para o desgoverno que tomou conta do Brasil, não fôssemos tão brasileiros quanto eles. Ao contrário, não aceitamos esse governismo de cooptação que tomou conta do Brasil.

O deputado Humberto Souto defende que o PPS indique Freire como candidato a vice-presidente na chapa presidencial e fez a proposta a Aécio no encontro desta quarta-feira. Segundo Souto, que defende que o PPS marche com o PSDB, a proposta deve ser feita também ao PSB.

– O Freire é um nome nacional, íntegro. Aécio disse que está aberto a discutir isso, que não tem compromisso com ninguém. O que defendo é que o PPS lance o vice na chapa do PSDB ou PPS – disse Souto.

Aécio Neves disse não acreditar que a renúncia, neste momento, de Genoino, provoque impacto na eleição de 2014. E afirmou que não existem presos políticos no Brasil, mas políticos presos.

– Não vejo que impacto a renúncia do Genoíno agora possa ter. O mensalão já está precificado. Não torço, não me traz alegria ao coração ver pessoas presas. Mas é importante dizer que no Brasil, não temos presos políticos, mas políticos presos.

05/12/2013 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário