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Parque do Rio Doce celebra um ano de certificação internacional

O Parque Estadual do Rio Doce comemora, no dia 26 de fevereiro, o primeiro aniversário de sua inclusão na lista de Zonas Úmidas de Importância Internacional, a Lista Ramsar. A unidade de conservação, administrada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) e localizada na região Leste de Minas Gerais, foi a primeira área do Estado e a nona localizada no Brasil incluída na relação.

As zonas úmidas são as áreas de pântanos e corpos de água, naturais ou artificiais, permanentes ou temporários. Inicialmente, a proteção dessas áreas visava à conservação de zonas úmidas e de aves aquáticas. Com o decorrer do tempo, a área total passou a ser observada como um sistema de apoio à vida para a biodiversidade. Os termos da convenção foram definidos na cidade iraniana de Ramsar, em 1971, e completou 40 anos no último dia 2 de fevereiro.

O parque está inserido em uma região que se configura como o terceiro maior ecossistema lacustre do Brasil, perdendo apenas para o Pantanal e a Amazônia. Somente em seu interior, a unidade de conservação abriga 40 lagos naturais, dentre eles, destaca-se a Lagoa Dom Helvécio, com 6,7 Km² e profundidade de até 32,5 metros. As lagoas abrigam uma grande diversidade de peixes, que servem de importante instrumento para estudos e pesquisas da fauna aquática nativa. A Mata Atlântica, bioma que domina a unidade, é morada de animais ameaçados de extinção como a onça pintada e o mono-carvoeiro, maior primata das Américas.

Segundo o gerente do parque, Marcus Vinícius de Freitas, a inserção na Lista Ramsar aumenta as possibilidades de parcerias internacionais para a conservação das áreas úmidas. “É mais uma chancela que reconhece a importância ecológica, social, cultural e científica do parque e facilita a cooperação entre os países para desenvolver ações que estimulem a proteção e um uso racional dessas áreas”, afirma

Os países que aderem à Convenção de Ramsar participam de um processo destinado a identificar os sítios em seus territórios com o objetivo de prestar especial atenção a sua conservação e a seu uso sustentável. São signatários da Convenção, cuja lista inclui 1.757 Sítios Ramsar, num total de cerca de 161 milhões de hectares, 158 países. O Brasil é considerado o quarto país do mundo em superfície na Lista Ramsar. Possui 11 Zonas Úmidas consideradas Sítios de Importância Internacional, o que equivale a cerca de 6,5 milhões de hectares.

Marcus Vinícius de Freitas observa que após a inclusão no tratado internacional, o parque já intensificou a busca por mecanismos para aprimorar a gestão. “Temos participado regularmente das reuniões com os gerentes das unidades brasileiras que fazem parte da Lista”, explica. Em dezembro de 2010, o funcionário do parque, Giovane Tavares, participou de uma visita técnica à Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense, no nordeste do país. “O Parque do Rio Doce foi saudado pelos outros integrantes como modelo de unidade de conservação”, afirma Tavares.

Biodiversidade

O Parque Estadual do Rio Doce, por abrigar a maior área de Mata Atlântica de Minas, é considerado Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A área está inserida nos municípios de Marliéria, Dionísio e Timóteo. Foi a primeira unidade de conservação estadual criada em Minas Gerais, em 14 de julho de 1944.

Desde 2003, o parque vem recebendo investimentos provenientes do Governo de Minas e de parcerias nacionais e internacionais como a com o governo alemão, que resultou no Projeto de Proteção da Mata Atlântica de Minas Gerais (Promata) e que destinou recursos de R$ 6 milhões para a unidade de conservação. Os recursos consolidaram a condição da área de proteção com uma das unidades de conservação mais bem equipadas do país em termos de infraestrutura para turismo ecológico, realização de pesquisas científicas e atividades de educação de educação ambiental.

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24/02/2011 Posted by | Meio Ambiente | , , , , | Deixe um comentário

Publicação reúne resultados de pesquisas em Unidades de Conservação

Em 2010, o boletim MG Biota divulgou 20 artigos científicos de estudiosos que desenvolveram pesquisas nas Unidades de Conservação (UCs) mineiras. A publicação é feita pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), com periodicidade bimensal e é distribuída gratuitamente em Minas Gerais e outros estados.

O instituto publica o boletim MG Biota a fim de divulgar os resultados das pesquisas feitas nas áreas protegidas de Minas Gerais. De acordo com a analista ambiental do IEF, Maria Margaret de Moura Caldeira, assim que concluem seus estudos, os autores fazem um artigo técnico resumindo as informações apuradas. “O resultado final dessas pesquisas é submetido à análise para publicação no boletim”, afirma.

Desde 2008, 140 autores de 25 instituições de ensino publicaram seus artigos no MG Biota. Os temas tratados são variados como anfíbios, vegetação, sociologia, botânica, polinização, plantas medicinais, espécies ameaçadas, entre outros. “O boletim é muito importante para a divulgação da biota mineira entre os cientistas e, principalmente, para o público leigo”, destaca a analista ambiental do IEF, Valéria Mussi Dias.

O IEF já publicou 16 boletins MG Biota desde a sua criação. Com tiragem de cinco mil exemplares, o boletim técnico científico é distribuído a entidades cadastradas. Atualmente o público alvo são prefeituras, organizações não governamentais, bibliotecas, museus, instituições de ensino, entre outros.

Além de Minas Gerais, vários outros estados recebem o material. São eles: Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Sergipe, Rondônia, Roraima e Rio Grande do Sul.

As edições já publicadas do boletim podem ser acessados no site do IEF no menu “Biodiversidade” ou no link http://www.ief.mg.gov.br/biodiversidade/mg-biota.

15/02/2011 Posted by | Meio Ambiente | , , , | Deixe um comentário

Ações do Governo Aécio Neves melhoram indicadores da qualidade da água e da biodiversidade de Minas Gerais

Investimentos feitos pelo Governo Aécio Neves em saneamento básico e no combate ao desmatamento fizeram da qualidade da água e da biodiversidade indicadores com desempenho positivo no que se refere à política ambiental do Estado. É o que revela o Índice de Desempenho de Política Pública de Meio Ambiente (IDPA) apresentado, na tarde desta quarta-feira (10), pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), no fechamento da Semana do Meio Ambiente2009. O evento aconteceu no auditório do Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR).

Calculado anualmente pela Feam, o IDPA é definido a partir da análise da qualidade da água, ar, solo, biodiversidade, desempenho institucional e fatores socioeconômicos. De acordo com os critérios estabelecidos na metodologia de avaliação, Minas Gerais apresenta atualmente IDPA Tolerável, que deve evoluir para Regular até o ano de 2010, de acordo com o plano de Metas do Governo do Estado.

De acordo com o presidente da fundação, José Cláudio Junqueira, Minas Gerais é o único estado brasileiro que faz a avaliação se sua política ambiental por meio de indicadores.

O resultado positivo no índice biodiversidade foi confirmado por organizações ambientalistas que apontaram Minas Gerais como o Estado com o maior índice de implantação, investimento e planejamento de unidades de conservação do Brasil. A avaliação consta do Diagnóstico da Situação Financeira de Sistema de Unidades de Conservação, iniciativa da The Nature Conservancy (TNC) em parceria com a Conservação Internacional (CI), SOS Mata Atlântica e Fundo Brasileiro para Biodiversidade. “Minas é, também, o único estado que tem um plano de metas. Temos a biodiversidade como prioridade”, ressalta Junqueira.

Biodiversidade e água

O indicador de qualidade da Água registrou uma variação positiva devido ao aumento da porcentagem de esgoto tratado no Estado. De 2003 a 2008 foi registrado um aumento de 600% tratamento do esgoto. Atualmente mais de 3,5 milhões de pessoas são beneficiadas.

O aumento é mais significativo na Bacia do Rio das Velhas. De 1999 a 2008 o volume de esgoto tratado pelas estações operadas pela Copasa na RMBH passou de menos de 5 milhões de metros cúbicos/ano para 84 milhões de metros cúbicos por ano. O percentual de volume de esgoto tratado no mesmo período saltou de 1,34% para 55,82%. Para compor o Índice Água, avalia-se a carga orgânica e a toxidez.

Na área da Biodiversidade, contribuíram para a melhoria do indicador a queda do desmatamento e o aumento da área preservada por unidades de proteção integral. Somente em 2008 foram criados 84 mil hectares de áreas protegidas, totalizando 14 novas unidades de conservação. Nos últimos cinco anos o Instituto Estadual de Florestas (IEF) criou 506 mil hectares de novas áreas protegidas e cerca de 80 mil hectares de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) foram criadas por proprietários particulares.

Em relação ao outro índice que compõe o indicador Biodiversidade, ressalta-se o fato de que o Estado apresenta, desde 1995, reduções significativas nas taxas de desmatamento. Houve redução de 29,3% do desmatamento em Minas Gerais no período 2006/2007 em relação ao biênio anterior. Atualmente, existem em Minas Gerais aproximadamente 19 milhões de hectares de cobertura vegetal, número que corresponde a 33,8% do território do Estado. A avaliação do percentual da cobertura vegetal, de áreas preservadas e de áreas desmatadas em relação à área total do Estado resulta no Índice de Biodiversidade.

Qualidade do Ar

O Índice Ar, para a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), apresentou melhorias significativas em relação ao material particulado inalável (partículas muito finas de sólidos ou líquidos suspensos na atmosfera), indicando que o controle das grandes fontes de poluição industrial vem produzindo os efeitos esperados. O material particulado é o único indicador do Índice Ar.

Ainda em relação à qualidade do ar, Junqueira afirma que a Feam está desenvolvendo ações preventivas a fim de controlar as concentrações de ozônio (NOX). “Já temos um plano desenhado para implantar a inspeção veicular no Estado. Estamos esperando apenas a normatização do Conama para que isso aconteça ainda este ano”, diz.

Índice Solo

A disposição adequada de resíduos é um dos fatores que tem contribuído para melhoria da qualidade ambiental e principalmente na conservação dos solos. Os programas de gestão de resíduos executados pelo Governo do Estado, por meio da Feam, têm dado resultado e, atualmente, 46% do lixo gerado em Minas tem destinação correta, o que deixa o Estado acima da média nacional.

Porém, observou-se uma piora para o indicador taxa de aplicação de agrotóxicos, com aumento de cerca de 40% em relação a 2007. De acordo com a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), a aplicação de agrotóxicos no Brasil sofreu uma escalada nos últimos dois anos. No biênio 2006/07 cresceu 36% e 25% em 2007/08. O uso excessivo, de acordo com a associação, muitas vezes resulta da utilização inadequada do equipamento. ”Entendemos que um trabalho de extensão rural deve ser realizado junto aos produtores. Eles estão aplicando mais agrotóxico do que o necessário”, comenta o presidente da Feam.

O índice Solo é calculado com base no percentual de população beneficiada pelo tratamento de esgoto e destinação correta de resíduos sólidos urbanos. O uso de agrotóxico também integra a avaliação.

Socioeconômico

O Índice socioeconômico, composto unicamente pelo indicador mortalidade infantil, segue uma tendência nacional de redução contínua e expressa uma melhoria em decorrência de ações de diversas políticas públicas: saúde, educação, habitação, segurança alimentar, meio ambiente, previdência social e economia.

Institucional

O índice institucional, composto pelo indicador orçamento executado para a área de meio ambiente, mostra que em 1977, ano da implantação da política pública de meio ambiente do Estado com a criação dos primeiros órgãos estaduais ambientais, foram realizados investimentos significativos que representaram mais de 0,5% do orçamento total executado.

Para o ano de 2003 verifica-se que este número é da ordem de 0,38%, sendo que no período de 1989/1990 correspondeu a 0,16%. Em 2005 apresentou o teto histórico (0,78%) de todo o período analisado, sendo superado apenas em 2007 (0,88%). Para 2008, o índice apresentou retração de 17%, apresentando o mesmo valor de 2006, de 0,73%, porém houve aumento em termos absolutos. Em 2007 o orçamento executado pelo Meio Ambiente foi de R$ 255 milhões e, em 2008, chegou a R$ 264 milhões.

11/06/2009 Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio Neves participa do lanaçmento do Diagnóstico do Conhecimento sobre a Biodiversidade no Estado de Minas Gerais: Conservação, Uso e Biotecnologia – Subsídio ao Projeto Biota Minas

Dentro das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, foi lançado nesta sexta-feira (5), no Palácio da Liberdade, o livro “Diagnóstico do Conhecimento sobre a Biodiversidade no Estado de Minas Gerais: Conservação, Uso e Biotecnologia – Subsídio ao Projeto Biota Minas”. O primeiro exemplar foi entregue ao governador Aécio Neves pelo secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alberto Duque Portugal. Na ocasião, também foi anunciado o edital de R$ 1 milhão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig)destinado à implantação do Biota Minas. 

O trabalho de diagnóstico da biodiversidade mineira e definição das linhas de pesquisas que vão orientar o programa Biota Minas é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) com a parceria da Fundação Biodiversitas e o envolvimento de 430 pesquisadores ligados a universidades e centros de pesquisa. No mesmo evento, com a presença de autoridades, pesquisadores e ambientalistas, foi lançada uma Rede Social na internet para abrigar todo o conhecimento desenvolvido sobre o assunto. 

Na realização do diagnóstico, transformado em um livro de 623 páginas, foram investidos R$ 200 mil pela Fapemig. Já a publicação recebeu o apoio financeiro daCompanhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Outras parcerias também foram importantes na realização do diagnóstico, como as universidades e os centros de pesquisa sediados em Minas e o Instituto Estadual de Florestas (IEF)

Segundo o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alberto Portugal, Minas se destaca pela riqueza de sua biodiversidade, como fonte potencial para uso econômico, por meio da retirada de alimentos para consumo humano nas atividades agrícolas, pecuárias, pesqueiras e florestais, e também como base estratégica para a indústria da biotecnologia, principalmente dos fármacos. 

Contudo, Portugal acredita que é fundamental o fortalecimento de grupos de pesquisa e a canalização de recursos para áreas temáticas consideradas “chave” para a conservação e o uso adequado da biodiversidade. Ele lembrou o novo edital lançado, cujas linhas prioritárias de investimentos na área foram definidas com destaque para coleções biológicas e aumento dos inventários das espécies. 

De acordo com a bióloga da Sectes, Magda Greco, que coordenou o trabalho do diagnóstico e produção do livro ao lado da Fundação Biodiversitas, a Fapemig vai apoiar as linhas definidas financiando excepcionalmente itens como: reforma de estrutura física, mobiliário, locação de veículos, sistema de climatização e até três bolsas por projeto. O apoio dessa forma — na opinião de Greco — é fundamental para o desenvolvimento de pesquisas na área da biodiversidade e que até então os pesquisadores sempre tiveram dificuldades para conseguir esse tipo de financiamento. 

Além do novo edital da Fapemig, a coordenadora considera a formação da Rede Biota Minas uma conquista importante e que terá a participação do projeto Tecnologia, Empreendedorismo e Inovação Aplicados (Teia) e a coordenação da Fundação Biodiversitas. Haverá ainda, troca constante de informações com o Biota-Fapesp. 

Segundo Magda Greco, com o trabalho do diagnóstico para implantação do Biota Minas, o Estado dá um passo importante para conhecer detalhadamente o seu potencial no que se refere à biodiversidade, que são propriedades fundamentais da natureza, envolvendo organismos, suas interações e processos responsáveis pelo equilíbrio dos ecossistemas. Greco reconhece cada espécie com valor inestimável, contribuindo de forma singular para a manutenção de toda a biodiversidade presente.

08/06/2009 Posted by | Sem categoria | , , , , , | Deixe um comentário