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eleições 2014: Aécio fortalece palanques no Nordeste

Eleições 2014: senador Aécio Neves (MG) está negociando a construção de palanques na região. Bahia deve ter palanque forte.

Eleições 2014

Fonte: O Globo 

Em desvantagem, Aécio fortalece palanque no Nordeste para 2014

Tucano deve priorizar alianças em seis estados, apesar de força de Dilma e Campos na região

Mesmo com o favoritismo do PT e da dupla Lula-Dilma Rousseff no Nordeste, e de contar agora com um adversário nordestino, o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), o PSDB do senador Aécio Neves (MG) está negociando a construção de palanques fortes na região para amenizar o carimbo de partido do Sul e Sudeste. Aécio ainda é pouco conhecido entre os nordestinos, mas seus articuladores sustentam que, no momento, ele tem palanques mais competitivos que Eduardo Campos.

Os tucanos sabem que em Pernambuco não tem como competir com Dilma e Eduardo, por isso tratam com prioridade as coligações na Bahia, Ceará, Sergipe, Piauí, Paraíba e Alagoas. Mas costuram também palanques nos demais estados do Nordeste. Os grandes problemas, por enquanto, são Maranhão e Rio Grande do Norte, onde o aliado DEM não sabe o que fazer com a reeleição da governadora Rosalba Ciarlini, que tem uma administração má avaliada e já andou muito próxima da presidente Dilma Rousseff.

— Aqui em Minas, um em cada dois votos dos eleitores inscritos será de Aécio. Faremos uma frente de 4 milhões de votos. Nenhum candidato, em nenhum estado, terá essa frente. A frente de Eduardo em Pernambuco será de 1,5 milhão de votos — avalia o ex-ministro Pimenta da Veiga, pré-candidato do PSDB ao governo de Minas e um dos coordenadores da campanha de Aécio. — Dilma pode ter boa votação em seis estados, mas sabe que nos maiores colégios eleitorais não terá. Em Minas e Pernambuco, ela não terá. No Rio, a aliança dela virou pó. Tradicionalmente, ganhamos no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Agora vamos reforçar o Nordeste.

Na Bahia, os tucanos contam com a reedição da ampla aliança que elegeu o democrata ACM Neto para a prefeitura de Salvador: o PMDB de Geddel Vieira LimaPSDBDEM e outras pequenas legendas. Geddel, que também quer ser candidato a governador, vê como positivo o cenário para Aécio no estado. O PSB deve lançar a senadora Lídice da Mata para dar palanque a Campos, e o prefeito ACM Neto, nome forte no estado, está fechado com Aécio.

— O caminho natural é repetirmos aqui a aliança da eleição de prefeito, com o PMDBPSDB e DEM. O PT está muito mal, muito rachado. O PT nacional nunca me procurou. Isso deve se definir dentro de uns 15 a 20 dias — prevê Geddel Vieira Lima.

No Ceará, o PMDB está em pé de guerra com o PT e mira no PSDB

No Ceará, onde o PMDB está em pé de guerra com o PT do líder José Guimarães e com os irmãos Cid e Ciro Gomes, o comando do PSDB não descarta uma aliança com o senador peemedebista Eunício Guimarães. Ele e o ex-senador Tasso Jereissatti são os nomes mais fortes para o governo e o Senado, segundo as pesquisas. Tasso não quer disputar o governo, mas já admite o Senado, podendo compor uma chapa com Eunício — neste caso, não daria palanque para Dilma.

— Tasso é o nome melhor avaliado para o que quiser. Ele não emergiu do nada. É um chefe político com liderança consolidada. Quando ele bater a mão na cumbuca, une a turma — diz o ex-deputado e membro do Diretório Nacional do PSDB, João Almeida (BA).

Na Paraíba, o vice-presidente do PSDB, senador Cássio Cunha Lima, pode sair candidato ao governo apenas para dar palanque a Aécio. Ele tem oito anos de mandato no Senado e não teria nada a perder. No Piauí, Aécio conta com um nome forte ao governo, do ex-prefeito de Teresina Sílvio Mendes, que lidera as pesquisas de intenção de votos para o governo.

Em Sergipe, o nome forte é do prefeito de Aracaju, João Alves (DEM). Em Alagoas, não existe ainda um candidato, mas a expectativa do PSDB é que qualquer nome lançado pelo governador tucano Teotônio Vilela dará um palanque competitivo para Aécio. Os grandes problemas de Aécio no Nordeste são o Rio Grande do Norte e Maranhão.

— Esses estados não são definidores de eleição. O que a tradição mostra é que nenhum candidato a presidente se elege se não vencer em Minas Gerais — diz Pimenta da Veiga.

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07/11/2013 Posted by | Política | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário