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Antonio Anastasia aponta mentiras e contradições de acusação

Anastasia lembrou de sua história de mais de 30 anos dedicados à causa pública sem qualquer questionamento à sua retidão. Senador disse que não tem nada a temer.

“Sou, fundamentalmente, um profissional do Direito que acredita na Justiça e nas Instituições. E, sobretudo, tenho a mais forte e invencível das defesas: a consciência tranquila”, concluiu Antonio Anastasia.

Fonte: PSDB 

Indignado, senador Antonio Anastasia aponta mentiras e contradições de acusador e espera justiça com brevidade

O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) usou a tribuna do Senado, nesta terça-feira (10/03), para se defender das falsas acusações feitas pelo ex-policial federal Jayme Alves que disse em depoimento ter entregue R$ 1 milhão a pedido do doleiro Alberto Youssef em 2010 ‘a uma pessoa muito parecida’ com o ex-governador mineiro. Em razão das declarações, a Procuradoria Geral da República pediu abertura de investigação e diligências ao Supremo Tribunal Federal. O próprio Youssef, em delação premiada (depoimento no qual não se pode mentir ou omitir fatos), desmentiu o ex-policial e afirmou que não mandou entregar dinheiro a Anastasia. Jayme, ao contrário de Youssef, não fez qualquer acordo de delação premiada.

“Os fatos descritos, já sobejamente repetidos e conhecidos, são tão falaciosos e contrários à minha notória índole que serviriam para uma boa novela de ficção, não fosse a gravidade de se acusar um homem de bem. Basta a simples leitura do que já foi disponibilizado para se verificar as contradições e incongruências: não há identificação da tal casa, seu endereço ou seu proprietário, não se sabe a data, a hora, o meio de transporte, nada. A identificação feita por foto é por mera semelhança. Por outro lado, aquele que está sob delação premiada (portanto obrigado a dizer a verdade), e que seria o responsável pela tal remessa, nega expressamente o meu envolvimento. Aliás, são pessoas que não conheço, nunca estive ou falei, quer pessoalmente, quer por outro meio”, afirmou o senador na tribuna.

Anastasia lembrou de sua história de mais de 30 anos dedicados à causa pública sem qualquer questionamento à sua retidão. Por isso mesmo, o senador disse que não tem nada a temer e que adotará, por meio de seus advogados, todas as medidas necessárias para sua defesa.

“Estamos diante de alegações extremamente precárias, contraditórias e sem qualquer amparo fático. Espero e confio que a justiça seja feita com a brevidade possível, para se restaurar, na plenitude, a minha trajetória e a minha honra. Sou, fundamentalmente, um profissional do Direito que acredita na Justiça e nas Instituições. E, sobretudo, tenho a mais forte e invencível das defesas: a consciência tranquila”, concluiu.

Apoio

Além de membros do Senado, o discurso de Anastasia foi acompanhado por diversos deputados mineiros que foram ao plenário para prestar solidariedade. O ex-governador de Minas Gerais foi aparteado por membros de diversos partidos que defenderam seu nome e sua história. O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, destacou a trajetória política de Anastasia.

“Conheci homens públicos de gerações diferentes e de extraordinária dimensão pessoal e política. A vida me deu o privilégio de conviver com homens como Tancredo Neves, Ulysses Guimarães e Teotônio Vilela, dentre tantos outros, que tiveram, sim, uma extraordinária dimensão política no tempo em que atuaram. Mas eu digo aqui, da tribuna do Senado Federal, que, do ponto de vista pessoal e moral nenhum supera V. Exa. Até os adversários de V. Exa., na Minas que governamos juntos, respeitam a sua história e o seu comportamento pessoal. De que o acusam, senador Anastasia? A barbaridade dessa história, a fantasia que a emoldura fica clara logo no primeiro instante, será cabalmente desmontada proximamente e V. Exa. sairá desse episódio ainda muito maior do que entrou”, afirmou Aécio Neves.

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), ressaltou a correção do ex-governador de Minas.

“Diante da sua trajetória de vida, o seu testemunho de existência humana, honestidade não é para V. Exa. um adjetivo, mas é, sim, um substantivo. Probidade também é substantivo na sua vida, porque é da sua essência, da sua natureza, da sua formação familiar, da sua trajetória de vida, e que, portanto, não percamos a capacidade de análise crítica deste momento. Na sua pureza, na sua correção, na sua conduta ilibada, nos substantivos da sua essência humana de probidade e honestidade, V. Exa. está sendo vítima de algo muito mais amplo que o Brasil vive, que é a tentativa de se apagar a luz do quarto e deixar todo mundo igual no escuro”, disse.

“V. Exa. é um dos homens mais íntegros que eu conheci na vida pública. O que acontece neste momento com Vossa Excelência é uma das maiores injustiças e infâmias que eu já ouvi. Eu não tenho o menor receio de estar colocando aqui toda a credibilidade e confiabilidade que tenho para dizer que tenho a certeza absoluta de que isso vai ser esclarecido com a maior rapidez e justiça possível”, afirmou o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Também fizeram aparte ao discurso os senadores Luiz Henrique (PMDB-SC), José Serra (PSDB-SP), José Agripino (DEM-RN), Álvaro Dias (PSDB-PR), Ana Amélia (PP-RS), Lúcia Vânia (PSDB-GO), Fernando Bezerra (PSB-PE), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), Roberto Rocha (PSB-MA) e Ataídes Oliveira (PSDB-TO).

12/03/2015 Posted by | Antonio Anastasia, Política | , , , , , , , | Deixe um comentário

Se confirmada doação, Brasil tem governo ilegal, diz Aécio

Senador chamou de “ilegítimo” o governo de Dilma, caso seja confirmado que o PT recebeu de forma legal doações com base em propina.

Denúncia foi realizada por um dos delatores da Operação Lava Jato

Fonte: O Estado de S.Paulo

Senador tucano disse que é preciso apurar o que disse em depoimento um dos delatores da operação Lava Jato

senador Aécio Neves (PSDB) chamou de “ilegítimo” o governo da presidente Dilma Rousseff caso seja confirmado que o PT recebeu de forma legal doações com base em propina na Petrobrás, conforme denúncia realizada por um dos delatores da Operação Lava Jato. “É preciso que isso seja apurado e, se for (verdade), temos um governo ilegítimo no poder”, afirmou.

A doação foi denunciada pelo diretor da Toyo SetalAugusto Mendonça, no âmbito da delação premiada na Lava Jato. Em depoimento à Polícia Federal, ele afirmou que o esquema envolvendo contratos da estatal incluía doações oficiais a campanhas eleitorais e o pagamento de propina.

Aécio também criticou o projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias que altera o superávit primário, apreciado nessa quarta-feira pelo Congresso Nacional. Ele acusou a presidente Dilma Rousseff de cometer “crime de responsabilidade” fiscal e fazer “chantagem explícita e documentada” ao vincular a aprovação do superávit à liberação de emendas parlamentares. “Nunca vimos um presidente negociando com tamanha fragilidade com sua base”, disse. “A presidente vive hoje sob chantagem da sua base”.

04/12/2014 Posted by | Política | , , , , , , , | Deixe um comentário

Petrolão: executivo apresenta nota de propina e revela novo operador de desvios

Foi revelado ainda o nome de Shinko Nakandakari. Empresário atuava como operador do esquema de corrupção na Diretoria de Serviços da Petrobras.

Operação Lava-Jato

Fonte: O Globo

Executivo mostra ‘notas fiscais’ de propina e aponta novo operador de desvios na Petrobras

Diretor-presidente da Galvão Engenharia se dispõe a fazer acareação com Paulo Roberto Costa e Youssef

Primeiro dos executivos presos na Operação Lava-Jato a admitir que pagou propina no esquema da PetrobrasErton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia, trouxe à tona um novo nome a ser investigado. Trata-se do empresário Shinko Nakandakari, que, segundo o executivo, atuava como operador do esquema de corrupção na Diretoria de Serviços da Petrobras, comandada por Renato Duque, ao lado de Pedro Barusco, ex-gerente executivo da área de Engenharia da estatal que se dispôs a contar o que sabe ao Ministério Público Federal e devolver US$ 97 milhões. Os advogados de Fonseca entregaram nesta segunda-feira à Justiça Federal do Paraná várias notas fiscais relativas à propina. Elas foram emitidas a favor da LFSN Consultoria e Engenharia, no valor de R$ 8,863 milhões, e teriam como finalidade pagar a propina a políticos(Veja os comprovantes de pagamento de propina entregues à Justiça)

LFSN Consultoria pertence a Shinko, a Luís Fernando Sendai Nakandakari, que seria filho dele, e a Juliana Sendai Nakandakari. O endereço informado à Receita Federal é um apartamento num prédio residencial no bairro do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo, que está em nome de Luís Fernando. Os pagamentos da Galvão foram feitos por meio de transferências eletrônicas a Luís Fernando e Juliana. Nas notas, aparece que o pagamento foi feito por serviços prestados.

As notas fiscais — várias delas com o valor de R$ 660 mil — foram emitidas entre 2010 e 2014. Segundo a planilha de pagamentos apresentada à Justiça pela Galvão Engenharia, o primeiro pagamento ocorreu em novembro de 2010 e o mais recente é de 25 de junho de 2014 — cerca de dois meses depois de a Operação Lava-Jato ter sido deflagrada pelaPolícia Federal. As notas têm valores entre R$ 115 mil e R$ 750 mil.

Fonseca se dispôs a fazer acareação com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e com o doleiro Alberto Youssef, na tentativa de provar à Justiça que, ao contrário da acusação que lhe é imputada, ele não fazia parte da organização do cartel de empreiteiras, mas foi vítima de extorsão. É o mesmo argumento apresentado em depoimento pelo vice-presidente executivo da Mendes Júnior, Sérgio Cunha Mendes, que pagou R$ 8 milhões ao doleiro.

Em depoimento à Justiça, Fonseca afirmou que cedeu à pressão de Shinko porque a Galvão Engenharia vinha sendo sucessivamente preterida, e o nome da empresa havia sido excluído da lista das “convidadas” a participar da licitação. Disse ainda que o dinheiro era destinado ao caixa do PP.

Shinko Nakandakari é um dos denunciados num processo de improbidade administrativa envolvendo a construtora Talude, contratada pela Infraero para obras no aeroporto de Viracopos, em Campinas. O valor inicial do contrato, assinado em 2000, foi de R$ 13,892 milhões. Seis meses depois da assinatura, foi feito um aditivo de R$ 1,904 milhão. O segundo aditivo, de R$ 1.540.352,97, ocorreu em 2011. Para o Ministério Público Federal, não havia razões para firmar os aditivos, que tornaram a obra mais cara. O caso está na Justiça.

Fonseca cumpre prisão preventiva na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Ao pedir pela liberdade dele, os advogados argumentam que a Galvão Engenharia pertencia ao “grupo A”, a elite de fornecedores da Petrobras, mas havia deixado de receber os convites da estatal para disputar licitações. Inconformada, a construtora teria encaminhado pelo menos 20 requerimentos à Petrobras, entre 2006 e 2014, relembrando aos executivos da estatal o padrão de excelência de seus serviços e pedindo que fosse incluída em certames em curso.

Os advogados dizem ainda que, se estivesse participando de um “conluio” com outras empreiteiras, a Galvão Engenharia não precisaria pedir à Petrobras que a convidasse para as licitações. Os depoimentos de Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef incriminam Fonseca. Costa afirmou que ele participava do esquema de cartel, e Youssef diz ter tratado com ele o fechamento de contratos entre a Galvão Engenharia e suas empresas de fachada, como forma de viabilizar o pagamento das propinas. Foram apreendidos pela PF contratos da Galvão Engenharia com empresas que eram usadas pelo doleiro para movimentar recursos ilícitos. A empresa depositou pelo menos R$ 4,179 milhões na conta da MO Consultoria, uma dessas firmas de fachada.

A Galvão informa ter participado de 59 licitações na Petrobras. Os contratos individuais da empresa com a estatal, entre 2009 e 2013, somaram R$ 3,474 milhões. A Galvão atuou também em consórcios. Na semana passada, o advogado de Fonseca, José Luis Lima, disse que a empresa obteve contratos com a Petrobras “de forma lícita”, mas depois passou a ser vítima de extorsão.

26/11/2014 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Petrolão: A insustentável tese do ‘golpe’ eleitoral

Causa estranheza reação de Dilma de se indignar com o fato de os depoimentos do doleiro e de Costa virem a público.

Escândalos do PT

Fonte: O Globo 

A insustentável tese do ‘golpe’ eleitoral

O estranho é a candidata se mostrar indignada com a publicação de relatos de Costa e Youssef, mas não com o conteúdo das revelações sobre a Petrobras

Não se duvida que depoimentos prestados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, sobre um avantajado esquema de corrupção montado na estatal, sejam ruins para a campanha à reeleição da presidente Dilma, o PT e partidos aliados envolvidos na trama, PMDB e PP.

Daí, porém, considerar tudo uma conspiração para sabotar a campanha da petista, vai enorme distância. Bem como dizer que a vitória será de Aécio Neves devido à divulgação de trechos dos testemunhos.

“Golpe” foi o termo usado pela própria candidata-presidente para qualificar a publicação pela imprensa de texto e áudio “vazados” de depoimentos de Paulo Roberto e Youssef`ao Ministério Público e à Justiça sobre as delinquências cometidas dentro da estatal para drenar dinheiro público da empresa, a fim de financiar políticos, partidos e, como nunca deixa de acontecer, o enriquecimento de pessoas físicas.

O juiz federal do Paraná Sérgio Moro, responsável pelo processamento judicial das acusações feitas contra Costa, Youssef e outros a partir de provas colhidas pela operação Lava-Jato, da PF, negou que tenha havido qualquer vazamento. Moro esclareceu, em despacho, que, por se tratar de ação penal, ela é pública. Tanto que o próprio juiz havia liberado os depoimentos para a CGU e à CPI mista sobre a Petrobras.

Numa avaliação sensata dos fatos, conclui-se que seria necessária uma inverossímil conspirata coordenada entre a PF, o juiz federal paranaense e um ministro do Supremo Tribunal FederalTeori Zavascki, a quem é remetido o material sobre o envolvimento de políticos com foro privilegiado, para que esses depoimentos fossem prestados a tempo de influenciar num eventual segundo turno das eleições.

Lava Jato começou em 17 de março e os interrogatórios de Paulo Roberto e Youssef foram marcados em 19 de setembro. E quem acusa o juiz do Paraná se esquece que o segredo de justiça protege apenas o material de responsabilidade do ministro Zavascki.

Mas como eleições são terreno propício a teorias conspiratórias, cria-se um enredo de ficção de uma intrincada coordenação entre braços do Estado tão independentes entre si.

Causa estranheza é a primeira reação da candidata-presidente ter sido se indignar com o fato de partes dos depoimentos de Alfredo Youssef e Paulo Roberto Costa virem a público, sem dar qualquer importância ao gravíssimo conteúdo do que estava sendo revelado.

Isto, sim, deveria levar Dilma Rousseff a vociferar contra a corrupção praticada por um esquema montado em sua jurisdição. Pois, quando Paulo Roberto foi nomeado diretor de Abastecimento da estatal, em 2004, Dilma já acumulava o posto de ministra das Minas e Energia com a presidência do Conselho de Administração da Petrobras, deixada por ela apenas em 2010.

15/10/2014 Posted by | Política | , , , , , , , , | Deixe um comentário