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Aécio: aliança com DEM e PMDB na Bahia faz adversários tremerem

Aliança com DEM e PMDB reforça a oposição no maior colégio eleitoral do NE. “Essa aliança faz os adversários tremerem”, comentou Aécio.

Aécio quer mostra para o Brasil projeto alternativo de gestão

Fonte: Jogo do Poder

Aliança com DEM e PMDB na Bahia faz adversários tremerem, afirma Aécio Neves

O presidente nacional do PSDBsenador Aécio Neves (MG), afirmou nesta segunda-feira (12/05) que a aliança com o DEM e o PMDB na Bahia, o maior colégio eleitoral do Nordeste, está tirando o sono dos adversários.

“Essa é a mais bem sucedida união feita até agora para as eleições deste ano. Essa aliança faz os adversários tremerem”, disse o tucano durante discurso para lideranças regionais em Feira de Santana, interior do estado.

A aliança de oposição na Bahia lançou como pré-candidato a governador o ex-governador Paulo Souto (DEM), a vice-governador o empresário Joaci Góes (PSDB), e ao Senado o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB).

O presidente nacional do PSDB ressaltou que a oposição vai apresentar ao país e aos baianos, durante a campanha eleitoral, um projeto alternativo de gestão, com ênfase na ética e na eficiência na aplicação dos recursos públicos. “É nossa obrigação apresentar um novo modelo de desenvolvimento”, afirmou Aécio Neves.

Esse novo projeto, na avaliação do pré-candidato ao governo estadual, Paulo Souto, passa por serviços públicos de qualidade para a população baiana, principalmente na área de segurança pública. Souto lembrou que o número de homicídios em Feira de Santana é alarmante.

Paulo Souto destacou a liderança do presidente nacional do PSDB na construção da aliança com o DEM e o PMDB. “Aécio tem credenciais. Ele já foi capaz de fazer em Minas e tem condições de realizar muito mais pelo destino do país. É hora da Bahia e do Brasil encontrarem um novo caminho”, ressaltou Paulo Souto.

Governo da propaganda

Para Geddel Vieira Lima, pré-candidato ao Senado, o governo petista na Bahia segue a linha da administração federal ao vender na propaganda um estado que não existe. “A propaganda do PT mostra na TV obras de ficção científica, mas na realidade a população sofre com a falta de saúde e está implorando por segurança pública”, criticouGeddel.

O pré-candidato ao Senado pela Bahia também destacou a aliança com o PSDB e o DEM e disse que a população baiana, assim como a do restante do país, anseia por mudanças. “Essa aliança tem cheiro de vitória. É hora de por em prática um princípio básico da democracia, que é a alternância de poder para fazer um país mais justo, mais sério, com menos fisiologismo”, defendeu.

O evento em Feira de Santana foi o primeiro compromisso de Aécio na Bahia nesta segunda-feira (12). Hoje à noite, o senador será homenageado com o título de Cidadão de Salvador na Câmara Municipal. “Estou extremamente feliz de iniciar essa caminhada por Feira de Santana. Por aqui passam brasileiros de todas as partes do país”, disseAécio em agradecimento ao público presente.

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13/05/2014 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

Aécio sela alianças com DEM e PMDB na Bahia

União das três legendas terá Paulo Souto concorrendo ao governo da BA, Joacir Goés candidato a vice, e Geddel Vieira concorrendo ao Senado.

Eleições 2014

Fonte: Estado de Minas

Aécio fecha primeira aliança com o PMDB

Partido da base da presidente Dilma estará com PSDB e DEM na disputa pelo governo da Bahia. Candidato tucano deixa claro que investidas sobre aliados do governo vão continuar

De olho em partidos da base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT) para sangrar o apoio da adversária e fortalecer seus palanques nos estados, o senador Aécio Neves (PSDB) comemorou ontem a aliança fechada pela oposição com o PMDB na Bahia. A chapa, que terá o DEM na cabeça, o PSDB de vice e um nome peemedebista para o Senado, foi apresentada em Salvador, onde o tucano disse que, se depender dele, o acordo será apenas o primeiro desta natureza. “Espero, sim, a partir do que se construiu na Bahia, que possamos ter parceiros do PMDB em outros estados da Federação ao nosso lado”, afirmou.

Articulada pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), a união das três legendas terá Paulo Souto (DEM) concorrendo ao governo da Bahia, Joacir Goés (PSDB) como candidato a vice, e o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira, do PMDB, concorrendo ao SenadoAécio classificou a aliança de a “mais bem sucedida construção política que aconteceu até agora no Brasil para as eleições de 2014”. Além de ser uma chapa competitiva, o senador disse que o acerto trará um apoio importante para os tucanos no plano nacional.

O pré-candidato do PSDB deixou claro que as investidas no PMDB e em outros partidos aliados de Dilma serão constantes. Aécio conta com os desentendimentos dentro da base aliada ao governo federal para tentar atrair o apoio. “Hoje há setores não apenas do PMDB, mas de outros partidos da base governista, insatisfeitos com isso que está aí. As pessoas já estão percebendo que essa aliança só serve aos interesses do PT, não serve aos interesses do Brasil”, disse.

Em Minas Gerais, os tucanos também tentam conseguir o apoio do PMDB para a candidatura do ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga (PSDB) ao governo. O presidente da legenda, deputado federal Marcus Pestana, já teve um primeiro encontro oficial com o partido, que está rachado em três. Parte do PMDB mineiro quer candidatura própria e o restante se divide entre apoiar o PT e o PSDB.

 Renan se curva aos interesses do Planalto, critica AécioAécio ainda espera estreitar relações com o PP, partido que também integra a base de Dilma, especialmente depois que o ex-governador mineiro Antonio Anastasia (PSDB) deixou o cargo, deixando a vaga livre para Alberto Pinto Coelho (PP) assumir a titularidade. “Temos alianças muito avançadas com eles (do PP) no Rio Grande do Sul. Temos parcerias com o PDT, por exemplo, no Mato Grosso. Independentemente de uma aliança nacional, em muitos estados vai haver alianças do PSDB e da nossa candidatura com partidos que hoje estão na base (de Dilma)”, prevê.

Liminar

O senador tucano afirmou que vai hoje ao Supremo Tribunal Federal em busca de uma liminar que permita a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras. Segundo o tucano, a oposição não vê problemas em uma devassa ampla, que investigue inclusive contratos dos adversários da petista. Para Aécio, a presença da presidente daPetrobrasGraça Foster, no Senado, hoje, será mais uma oportunidade para o governo dar explicações. “A CPI não tem o poder de, a priori, antecipadamente, julgar e condenar quem quer que seja. Ela é um instrumento importante para fazer as investigações”, afirmou.

Mais uma vez, Aécio criticou o uso da máquina pelo governo federal que, segundo ele, faz hoje praticamente um monólogo. “Esperamos o início do contraditório, do tempo do debate, da discussão”, afirmou. O tucano voltou a dizer que o governo Dilma fracassou na economia, nos projetos de infraestrutura e nos indicadores sociais.

15/04/2014 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Alianças 2014: Aécio antecipa com DEM e PMDB na Bahia

Senador tucano marcou para final de maio a definição dos nomes que comporão chapa que disputará em outubro a Presidência da República.

Alianças 2014

Fonte: Jogo do Poder 

Aécio reúne tucanos em São Paulo e antecipa aliança com DEM e PMDB na Bahia

“Os palanques estão se solidificando. É hora de avançarmos”, diz presidente do PSDB

presidente nacional do PSDBsenador Aécio Neves, reuniu-se, nesta quinta-feira (10/04), com a bancada tucana em São Paulo. No encontro, o senador destacou a importância de São Paulo na construção do projeto nacional do partido nas próximas eleições e anunciou a aliança firmada entre o PSDBDEM e o PMDB nas eleições estaduais na Bahia.Aécio Neves disse que trabalha pela união de forças políticas em todo país.

“Acabamos de fechar uma chapa extremamente forte na Bahia, o quarto colégio eleitoral da Bahia que terá como candidato a governador, o ex-governador Paulo Souto e, como candidato ao Senado, o companheiro ex-deputado Geddel Vieira Lima. Uma aliança do PSDB, do Democratas e do PMDB, que é uma demonstração de que também teremos apoio de siglas dissidentes do governo, que hoje apoiam o governo da presidente Dilma, mas que, em determinados estados, teremos apoio de segmentos dissidentes. Os palanques estão se solidificando. É hora de avançar”, disse Aécio Neves em entrevista.

O senador tucano marcou para o final de maio a definição sobre os nomes que comporão a chapa que disputará em outubro a Presidência da República. “Este é o mês das definições. A partir do final de maio, a chapa será apresentada”, afirmou.

Aécio Neves almoçou com os parlamentares tucanos em São Paulo (SP). Participaram do encontro o presidente do PSDB de São Paulo, deputado federal Duarte Nogueira, o secretário-geral do partido, Mendes Thame (SP), o vice-presidente do PSDB nacional, Alberto Goldman, os deputados estaduais João Caramez, Orlando Morando, Pedro Tobias, Carlos Bezerra Jr., Ramalho da Construção, Fernando Capez, Hélio Nishimoto, Barros Munhoz, Bruno Covas, Orlando Morando e Rubens Cury, subsecretário de relacionamento com municípios da Casa Civil de SP.

CPI da Petrobras
Aécio Neves reiterou as críticas à condução da discussão sobre a instauração da CPI da Petrobras no Senado. Segundo ele, a iniciativa do presidente do SenadoRenan Calheiros (PMDB-RN) de encaminhar o debate para a Comissão de Constituição e Justiça foi equivocada.

“Essa decisão do Renan é equivocada, é uma nódoa que ele deixa na sua história pessoal e na história do Senado Federal. E não se investigará mais nada. E isso é extremamente grave”, afirmou o ex-governador de Minas.

Aécio Neves lembrou que há um mandado de segurança impetrado pela oposição no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a abertura da CPI da Petrobras. O senador disse ter certeza de que, uma vez instalada a CPI da Petrobras, o governo tentará manobrar para impedir as apurações.

“Neste momento todas as nossas fichas estão nas mãos do Supremo. Existem denúncias muito graves em relação à Petrobras. A população quer saber o que aconteceu lá, e eu acho que nós, da oposição, estamos fazendo o que devemos fazer”, afirmou o senador.

Descontrole

Para Aécio Neves, o governo federal vive um momento de descontrole. “O temor do governo, e temos hoje um governo à beira de um ataque de nervos, está fragilizando o Congresso de forma definitiva. É contra isso que estamos nos levantando. Usar uma ‘CPI Combo’ para impedir a investigação da Petrobras é um ato de desrespeito à sociedade brasileira e de um autoritarismo que me lembra os tempos de AI-5”, afirmou.

11/04/2014 Posted by | Política | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Eleições 2014: Aécio cobra o apoio do PPS

Aécio 2014: “Não vejo no espectro partidário do Brasil uma identidade tão clara e profunda quanto a que existe entre PPS e PSDB”, disse o senador.

Aécio 2014: PPS

Fonte: Folha

 Aécio cobra o apoio do PPS, que flerta com Campos

Senador mineiro também anuncia publicamente pela primeira vez que vai ser candidato à presidência do PSDB de Brasília

Aécio 2014: senador que oposição unida

Aécio 2014: senador que oposição unida

Em clima de campanha, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez um apelo aos tradicionais aliados de seu partido para que permaneçam juntos na disputa pela Presidência em 2014, numa tentativa de conter a aproximação deles com o PSB do governador Eduardo Campos (PE).

Aécio discursou na convenção promovida pelo PPS em Brasília, que teve a participação de representantes do próprio PSB e também do DEM, do PDT e do PMN.

Oposição ao governo Dilma, o PPS discute uma fusão com o PMN, que conta com somente três deputados federais. Integrantes da cúpula da legenda não escondem que a tendência atual é de apoio a uma possível candidatura de Eduardo Campos.

Da tribuna, Aécio dirigiu-se ao presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP): “Não vejo no espectro partidário do Brasil uma identidade tão clara e profunda quanto a que existe entre PPS e PSDB. Não construída em oportunismo, mas em valores, princípios e objetivos”.

O tucano fez críticas veladas ao partido de Eduardo Campos. “O PPS não está no divã. Faremos campanha permanente de oposição clara ao governo do PT.” O PSB está na base de Dilma, mas ensaia opor-se a ela em 2014.

Os recados de Aécio também não pouparam o ausente José Serra. Ao oficializar a candidatura à presidência do partido, Aécio disse que o PSDB “vive um novo tempo”.

“Com a responsabilidade que me está sendo delegada pelos companheiros do partido, meu nome será colocado no dia 19 de maio como candidato a presidente do PSDB”, anunciou, “pela primeira vez, de público”.

Um segundo momento do discurso foi dedicado a atacar Dilma e o PT. “Sou oposição com absoluta clareza ao grupo político que se apoderou do Estado, que abandonou os conceitos e o discurso da ética, que está vendo o Brasil paralisado, sem nenhuma ação estruturante”.

O tucano também defendeu o legado do Plano Real, criado no governo Itamar Franco e estabelecido pelo ex-presidente FHC (PSDB).

“Não foi o Bolsa Família, mas o Plano Real, o maior indutor de distribuição de renda de nossa história moderna”, afirmou.

Link da Matéria:  http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/103421-aecio-cobra-o-apoio-do-pps-que-flerta-com-campos.shtml

15/04/2013 Posted by | Meio Ambiente | , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio Neves foi procurado ontem por senadores do DEM em busca de aproximação maior entre as legendas

Cabo de guerra entre tucanos

Fonte: Denise Rothenburg – Estado de Minas

Partidos

Com as eleições dos comandos municipais do PSDB, que se iniciam na próxima semana, começa a tomar corpo a briga pela liderança da oposição entre Aécio Neves e José Serra

Aécio Neves foi procurado ontem por senadores do DEM em busca de aproximação maior entre as legendas

Com todos os holofotes da oposição voltados para a guerra interna do DEM, segue na penumbra uma outra disputa que começa a tomar corpo dentro do ninho tucano: a briga pela liderança da oposição entre o ex-governador de Minas Aécio Neves e o ex-governador de São Paulo José Serra. A disputa começa na semana que vem, com as eleições dos comandos municipais do PSDB, que prosseguem pelos próximos dois meses, até a convenção do partido, em 29 de maio.

Candidato derrotado a presidente da República, Serra tenta, desde o fim da campanha presidencial, encontrar um lugar ao sol na estrutura partidária que lhe permita ter a mesma visibilidade do senador Aécio Neves. Foram, até agora, três movimentos.

O primeiro em direção à Presidência do partido. Logo que terminou a campanha presidencial, numa reunião na casa de Andrea Matarazzo, Serra chegou a mencionar que o presidente da legenda deveria ser o deputado Sérgio Guerra (PE), como forma de conduzir mineiros e paulistas em raias paralelas e evitar que Aécio, vitorioso em Minas, ficasse com a presidência tucana.

O secretário-geral tucano, Rodrigo de Castro (MG), entendendo o movimento paulista e de olho na própria recondução, logo abraçou a candidatura de Guerra, num abaixo-assinado em favor da reeleição do presidente do partido. O grupo mais próximo a José Serra, ao perceber aliados de Aécio ao lado de Sérgio Guerra e ciente de que o paulista continuaria em segundo plano, lançou o nome do ex-governador de São Paulo como possível presidente do PSDB.

Com a maioria das bancadas do partido fechadas com Sérgio Guerra, grupos aliados do ex-governador paulista insinuaram a condução de Serra ao comando do Instituto Teotônio Vilela, responsável pelos estudos partidários. O ex-candidato a presidente não deu uma resposta, e a bancada do Senado – da qual Aécio hoje faz parte – terminou por indicar o ex-senador Tasso Jereissati, do Ceará. A bancada tratou da indicação como uma forma de homenagear um senador combativo e ex-presidente do partido. Os deputados aceitaram, e esta porta também se fechou para Serra.

O último movimento de Serra para se fortalecer foi avalizar a ida de Gilberto Kassab para o PMDB paulista e, assim, ter um aliado como a maior estrela regional peemedebista. A bala terminou voltando como um bumerangue sobre o próprio Serra. E a arma contra ele foi montada com a ajuda do Palácio do Planalto e do próprio PMDB aliado ao governo. O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, chiou. O PT também. Diante da confusão, Antonio Palocci, o ministro da Casa Civil, e a presidente Dilma estimularam os movimentos de Eduardo Campos para atrair Kassab ao PSB. As ações do governo fizeram com que Serra perdesse seu maior aliado dentro do DEM e ainda irritasse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Alckmin e Aécio tiveram que correr para segurar os deputados do DEM e do PPS de São Paulo e de Minas em seus respectivos partidos. E conseguiram. Kassab não levará um grupo grande como havia prometido ao governo Dilma, nem tem assegurada a hipótese de fusão com o PSB.

Aproximação Ontem, senadores do DEM foram a Aécio Neves e, numa reunião a portas fechadas, disseram a ele que é hora de se aproximar ainda mais do partido para consolidar sua posição diante do principal aliado atualmente. Enquanto Aécio se movimenta em busca do DEM, o grupo de Serra se prepara para a convenção do dia 29 da mesma forma que os mineiros: contando aliados.

Por enquanto, o grupo de Aécio Neves está levando a melhor. Até porque Serra tem a questão paulista para resolver. Afinal, a briga entre ele e Geraldo Alckmin pelo papel de personagem principal da política tucana no estado ficou amortecida durante a campanha presidencial, mas voltou com força agora, na hora de definir quem controlará os espaços partidários no estado. Até o dia 29 de maio, o PSDB terá um quadro parecido com o que viveu o DEM. A diferença é que, pelo menos por enquanto, dali ninguém sai.

17/03/2011 Posted by | Aécio Cunha, Aécio Neves, politica, Senador Aécio Neves | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio Neves condena uso de decreto para fixar o mínimo e diz que oposição vai ao STF

Governo vence também no Senado

Fonte: Adriana Vasconcelos e Cristiane Jungblut – O Globo

Projeto da presidente Dilma é aprovado, estabelecendo política de reajuste até 2015

Mais uma vez com larga margem de vantagem, a o governo garantiu ontem sua segunda vitória no Congresso, com a aprovação pelo Senado do texto-base do salário mínimo, estabelecendo uma política de reajuste até 2015, inclusive. O texto foi aprovado com voto contrário do PSDB e dos senadores Ana Amélia (PP-RS), Itamar Franco (PPS-MG) e Kátia Abreu (DEMTO). A aprovação foi em votação simbólica, ressalvados os destaques, submetidos ao plenário, em seguida. O texto-base inclui o valor de R$ 545.

A emenda pelos R$ 600, aprovada pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR), foi derrotada com facilidade. Teve 17 votos a favor e 55 contra, com 5 abstenções. Durante o dia, o Planalto enquadrou até mesmo o senador Paulo Paim (PT-RS), que no passado chegou a fazer greve de fome em plenário por aumentos para o mínimo e aposentados. Durante o dia, a expectativa do líder do PT, senador Humberto Costa (PE), era garantir não só os 15 votos de sua bancada a favor da proposta do governo, como também dos demais representantes do bloco liderado por seu partido, que reúne 30 senadores. Seu esforço era para não haver qualquer defecção nas bancadas do PR, PRB, PSB, PDT e PcdoB. Já o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), admitia que não havia conseguido garantir o apoio dos 19 integrantes de sua bancada, já que os senadores Roberto Requião (PR) e Jarbas Vasconcelos (PE) já havia anunciado que não seguiriam a orientação do governo. Do PP era esperado ainda um voto contra, o da senadora Ana Amélia (RS).

 

Senador diz ter sido ameaçado

Logo na abertura da sessão do Senado, Paim anunciou na tribuna que votaria com a proposta do governo de R$ 545, anunciando que teria recebido a garantia da presidente Dilma de que o governo pretende reabrir a negociação sobre uma política de recuperação das perdas das aposentadorias.

– Me sinto tranquilo ao vir a tribuna para expor minha posição neste tema. Essa política salarial que assumimos juntos é a melhor deste país… Essa é a decisão que eu tinha a tomar. Ficaria com a expectativa que já sabemos – justificou Paim, que evitou se manifestar novamente durante a votação e encarar os sindicalistas que protestavam nas galerias a cada discurso de parlamentares do PT.

No final da noite, o plenário começou a votar três destaques em separado da oposição: um do PSDB por um mínimo de R$ 600, outro do DEM de R$ 560 e um terceiro para suprimir o artigo terceiro do texto que autoriza que os próximos reajustes sejam fixados por decreto presidencial.

A oposição ontem se preparava para recorrer ao Supremo Tribunal Federal por considerar que o decreto presidencial vai tirar do Legislativo uma prerrogativa constitucional. Mais até do que as divergências sobre o valor do mínimo, esse foi o assunto que levou os oposicionistas a aumentar o tom das críticas ao governo.

– Vamos virar uma Venezuela? Vamos abrir mão de uma prerrogativa nossa por quê? O governo tem medo de quê? Ele não tem maioria para aprovar o que quiser aqui? – questionou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Na mesma linha, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) indagava as razões do governo para tirar do Congresso um de seus direitos constitucionais.

– Será que, para demonstrar apoio ao governo, o preço a ser pago é a violação à Constituição? Pois isso é que está em jogo. Vamos judicializar essa questão! Se o Parlamento não defende suas prerrogativas, vamos apelar para o Judiciário – antecipou Aécio.

O senador Pedro Taques (PDTMT) acusou o governo de tê-lo ameaçado, por considerar inconstitucional o artigo terceiro do texto, que autoriza que a presidente Dilma Rousseff fixe os novos valores do mínimo por decreto:

– Disseram que se eu fizesse isso (votasse contra), eu poderia ser retirado da Comissão de Constituição e Justiça, que eu não teria minhas emendas ao Orçamento liberadas e teria retirado dos cargos de segundo e terceiro escalões indicados para o governo. Mas não serão palavras desta ordem que mudarão minha convicção – disse Taques.

Como relator do projeto, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), chegou a ser vaiado por alguns sindicalistas que estavam nas galerias do plenário do Senado. Diferentemente da votação na Câmara, as manifestações eram contidas, inclusive a pedidos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que lembrava que havia feito uma concessão ao permitir a presença dos sindicalistas.

 

 

24/02/2011 Posted by | Aécio Cunha, Aécio Neves, politica, Senador Aécio Neves | , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Maia defende manutenção da aliança com PSDB de olho no projeto presidencial de 2014 e cita Aécio Neves como um favorito

O DEM fez um grande investimento em Kassab”, diz Maia

Fonte: Ana Paula Grabois – Valor Econômico

Em meio à disputa interna com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), diz que a legenda se tornaria “transexual” e “transformista” em caso de fusão com o PMDB. Maia defende a manutenção da aliança com o PSDB de olho no projeto presidencial de 2014 e cita o senador Aécio Neves (PSDB-MG) como um favorito.

Mais fortalecido depois da vitória de ACM Neto (BA) para a liderança do DEM da Câmara, vai trabalhar pelo lançamento de uma chapa única em torno do senador José Agripino Maia (RN) à presidência da legenda, na convenção de 15 de março. O grupo de Kassab, com apoio do ex-senador Jorge Bornhausen (SC), tenta lançar o ex-senador Marco Maciel (PE) – que não conseguiu a reeleição no ano passado – para ocupar o posto.

Filho de Cesar Maia, ex-prefeito do Rio que também não conseguiu se eleger ao Senado em 2010 pelo DEM, Maia reconhece os problemas do partido nas últimas eleições. A saída, diz, é manter-se na “centro-direita” e unificar o discurso à classe média. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida por telefone ao Valor:

Valor: Como o senhor vê o DEM, dividido em dois grupos?
Rodrigo Maia: Saímos das eleições com resultado aquém do que gostaríamos. Esse é o pano de fundo da briga. Mas saímos melhor do que imaginavam. Tivemos um resultado razoável naquilo que foi possível. Elegemos dois governadores com uma candidatura presidencial muito frágil no primeiro turno, principalmente nas regiões onde o Democratas é mais forte, no Nordeste. Tudo isso somado ao auge de popularidade do ex-presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva]. Nesses anos todos, fomos o principal contraponto dele.

Valor: Houve problemas em 2010?
Maia: Não. Trabalhamos juntos a eleição inteira em todos os Estados, inclusive em Santa Catarina, quando o PSDB quase declarou apoio a Angela Amin. Fomos eu e Jorge [Bornhausen] juntos ao Sérgio Guerra e conseguimos reverter uma situação quase irreversível. No Espírito Santo, trabalhamos da forma que o Serra queria, pedido pelo Kassab e pelo Jorge, apoiando o candidato do PSDB. A única questão que tinha ficado é que eu havia declarado em outubro de 2009 ser a favor da candidatura do Aécio para 2010. Não fiz nenhum movimento para que minha opinião prevalecesse, apenas dei uma entrevista.

Valor: O estopim foi a proposta de fusão?
Maia: No dia da apuração do segundo turno estive com o Kassab, que disse: ‘o DEM acabou, acho que a gente tem que caminhar com uma fusão para o PMDB, o PMDB só tem político mais velho, a gente toma o poder rapidamente’. Falei que não era bem assim. Muitos políticos nossos têm aliança com o PMDB, mas não podem ir para o PMDB porque não têm espaço, a fusão não faz nenhum sentido do ponto de vista ideológico ou do interesse local. Marcamos uma reunião com o Jorge para dois dias depois. Nesse período, dias 2 e 3 de novembro, o Kassab colocou seus interlocutores para falar a favor da fusão.

Valor: Houve reação?
Maia: Começou a haver reação de todos os lados, 80% do DEM não queria. Muitos querem manter aliança com o PMDB, caso do senador Agripino Maia. Outros por questões ideológicas ou locais. Por que vou abrir mão de ter o poder de comandar um partido e ser o segundo ou terceiro quadro do PMDB? Quando o Jorge voltou, resolveram mudar a estratégia, que era tomar o DEM e fazer a fusão.

Valor: O DEM se tornaria governista?
Maia: Na verdade, estamos numa questão inusitada. Na política, pela primeira vez, teríamos um partido transexual, seria fazer transformismo.

Valor: E vai apoiar o José Serra em São Paulo?
Maia: Não é o que o Kassab promete ao Temer. Entramos no processo de disputa pela liderança da Câmara, era o primeiro teste para o Kassab fazer o que ele entendia correto. Não o julgo, ele tem uma grande vantagem, pensa de uma maneira bem transparente, nunca escondeu sua posição. Passada a eleição do líder, o resultado é claro. Da nossa parte, vamos trabalhar de forma radical pelo consenso. Queremos chegar à convenção com chapa única. Em 8 de dezembro, fui ao limite para tentar um acordo. Infelizmente, não foi possível.

Valor: Só o Agripino?
Maia: Sim, é o melhor nome. O objetivo é tentar de forma bem firme um consenso que mantenha o DEM vivo como partido de oposição, que possa construir um projeto para 2014 desde já.

Valor: O DEM teria nome próprio para 2014?
Maia: Pode ser um projeto próprio como poder ser um projeto próximo ao PSDB. Os dois partidos precisam trabalhar unidos.

Valor: Pode ser o Aécio?
Maia: Certamente. Aécio seria um grande nome em 2010, será um dos principais protagonistas de 2014. Está na hora de parar de brigar para dentro e de debater com os nossos adversários, o governo está começando.

Valor: O senhor quer a permanência de Kassab no DEM?
Maia: Sim, por que não? Não posso querer que fiquem no partido somente os meus aliados. O Kassab tem uma relação pessoal comigo muito correta. Do ponto de vista político, ele, de forma clara, comandou um processo do outro lado.

Valor: O DEM de São Paulo sem o Kassab ficaria enfraquecido?
Maia: Temos que trabalhar incansavelmente para Kassab continuar no DEM. Não porque o partido vai ficar mais fraco ou forte, mas porque é um quadro que teve muito investimento do partido. O Jorge, quando presidente, foi fundamental na decisão dele sair como vice [na chapa de José Serra à Prefeitura de São Paulo, em 2004]. Ele não queria. É importante que se tenha o entendimento que o DEM precisa ser valorizado com a permanência dele. Não sei como ele está pensando, me dá a impressão que pensa como oposição à política local. O vejo tentando independência em relação ao PSDB de São Paulo, principalmente ao Alckmin [Geraldo Alckmin, governador de São Paulo].

Valor: Com quem ele vai fechar?
Maia: Ele diz para o Serra que vai ficar no PMDB com o Serra, diz que vai ficar com o DEM e com o PMDB, diz também que se aproximou do palanque da Dilma. Em alguma hora ele vai ter que escolher. Mas é um dos grandes articulistas políticos que conheço. Saberá organizar e espero que permaneça no DEM.

Valor: Qual o argumento de Kassab à fusão com o PMDB?
Maia: De que o DEM acabou e não tem espaço. Ele diz que só vão sobrar dois partidos: PT e PSDB. E que o PMDB é um partido de centro que vai ficar e é um caminho.

Valor: Ele não discute posição ideológica?
Maia: Não. Nunca discutiu, nunca foi a forma dele atuar, sempre foi um bom articulador político. Quem trouxe o prefeito Cesar Maia de volta ao PFL foi o Kassab.

Valor: Se ele sair para o PMDB, o DEM vai reclamar o mandato dele?
Maia: Não quero discutir isso porque não quero que saia. Não vou entrar na discussão, tem uma lei e não é apenas o partido quem pode pedir o mandato. É importante que ele fique e não posso chantagear. Quero que fique pelas suas qualidades, pelo bom governo que faz em São Paulo e pela importância que tem ao partido. Não podemos querer reformar o partido fazendo uma operação de troca de sexo, o partido não pode ser transexual. A sociedade não vai entender troca de sexo.

Valor: Virar governo?
Maia: Não pode ser um transformismo em vez de um reformismo. Vamos reformar o partido, trabalhar em espaços que perdemos no Nordeste, na comunicação da imagem do partido em três ou quatro temas.

Valor: O DEM precisa mudar o discurso?
Maia: Não. O que deve e não foi feito é tentar fazer uma comunicação nacional única com três ou quatro temas e trabalhar com os diretórios regionais, porque demos em 2010 prioridade à questão regional. Em 2007, ficamos com a bandeira contra a CPMF. Para a classe média, temos a questão da carga tributária. Outro tema é a segurança pública.

Valor: Alguns do DEM defendem a fusão com um partido pequeno, uma brecha a quem migrar ao PMDB sem perder o mandato.
Maia: A vitória do ACM Neto mandou alguns sinais. O partido não quer fusão com ninguém nesse momento. A ótica dos que defendem esse tipo de fusão é a porta de saída. Essa equação foi derrotada com a vitória do ACM Neto, da tese de que o DEM é um partido de centro-direita, reformista, que deve existir no Brasil. Se já decidiram sair do partido, é mais fácil que se sentem na mesa para discutir uma saída. Não pode mostrar uma estratégia e ter outra por detrás. O jogo tem que ser mais claro.

Valor: O DEM poderia liberar o mandato do grupo de Kassab?
Maia: Ninguém aqui é criança nem se conheceu ontem. Se ele e alguns deputados decidirem sair, não estou dizendo que o partido vai liberar, tem que sentar na mesa.

Valor: Qual a importância dele para o DEM em São Paulo?
Maia: Talvez ele nem se considere assim, mas o vejo claramente um político de centro-direita. Se pensa em ir ao PMDB, aliado ao PT, deve pensar de outra forma. Para a sociedade paulista, quem vota no Kassab é o eleitor mais conservador, mais liberal na economia. É o eleitor que vota nos Democratas no Brasil inteiro. O Kassab representa não apenas a principal cidade do país, mas sinaliza ao eleitor de classe média do país.

09/02/2011 Posted by | Aécio Cunha, Aécio Neves | , , , , | Deixe um comentário