Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Energia limpa: Cemig apresenta Atlas Eólico de Minas lançado prlo Governador Antonio Anastasia

O governador Antonio Anastasia apresentou, nesta sexta-feira (7), no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, o Atlas Eólico de Minas Gerais, elaborado pela Cemig. O mapeamento indica que o potencial do Estado para a geração de energia eólica chega a 40 gigawatts (GW), a uma altura de 100 metros do solo.

O estudo revelou que o Norte de Minas, ao longo da Serra do Espinhaço, é a região com maior potencial eólico. O Triângulo Mineiro também apresenta boas condições para a instalação de parques eólicos. Foram consideradas a topografia e a vegetação, além da pressão atmosférica, temperatura, umidade do ar e medição dos ventos.

“Temos uma riqueza incomensurável em nossas mãos. Caberá agora à parceria entre o setor privado e a Cemig o desafio de termos instalado em Minas Gerais um parque eólico extremamente ambicioso que vá gerar essa energia de maneira positiva”, destacou o governador em seu pronunciamento.

O potencial de 40 GW é 3,5 vezes maior do que a capacidade da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que será construída no Pará, e 2,7 vezes maior que a Usina de Itaipu. A grande vantagem é que a energia eólica não emite gases, não gera resíduos e tem impacto ambiental bem menor do que outras matrizes energéticas.

O Atlas orientará empreendedores e investidores interessados em energia eólica. A Cemig já está realizando estudos, em parceria com a empresa portuguesa EDP, para a instalação de um parque em Minas Gerais, e está aberta para firmar novas parcerias com a iniciativa privada.

“A Cemig entra com 49%, o setor privado com 51%, e aí podem explorar no Triângulo, no Norte, no Jequitinhonha, onde existe essa potencialidade. Então, estamos demonstrando que a energia existe, que a energia é limpa, e que, do ponto de vista econômico, ela é viável”, explicou o governador.

A produção do atlas teve um custo de R$ 2 milhões. O trabalho foi realizado pela consultoria Camargo Schubert, do Sul do país e foi feito a partir de softwares reconhecidos internacionalmente.

O presidente da Cemig, Djalma Morais, explicou que a tecnologia disponível atualmente faz com que a energia eólica seja economicamente viável, além de ser bem menos agressiva ao meio ambiente.

“Acreditamos que no momento em que você vai esgotando os empreendimentos hidrelétricos, os quais vão se tornando mais caros, a energia eólica pode se tornar também competitiva. Além de ser uma energia limpa, uma energia sem desgaste, uma energia sem muitos problemas ambientais. Praticamente nenhum problema ambiental. E nós acreditamos que ela pode ser viável também economicamente”, detalhou.

Parcerias

secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, destacou que Minas Gerais vive um momento muito especial em função da sintonia entre o desenvolvimento econômico e o desenvolvimento sustentável.

“A Cemig se consagra hoje como uma empresa de energia em sintonia com o futuro, com tudo o que se discute para a modernização da matriz energética”, afirmou.

secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Barroso, também ressaltou que todos os protocolos prevendo investimentos no Estado só são assinados atualmente se contemplarem os aspectos econômicos, sociais e sustentáveis, e afirmou que o Governo de Minas, através da Cemig, irá investir cada vez mais em fontes alternativas de energia, como a biomassa e as Pequenas Centrais Hidrelétricas.

“Precisamos dramaticamente de energia porque sabemos que sem energia não temos desenvolvimento econômico e sem o desenvolvimento econômico não temos desenvolvimento nenhum”, disse.

Energia eólica

A Cemig foi a primeira empresa brasileira a operar usinas eólicas, com a construção da Usina Morro do Camelinho, na cidade mineira de Gouveia, em 1994. Essa usina também foi a primeira a fornecer energia eólica para o sistema elétrico nacional. Tem quatro geradores com 250 kW de potência em cada e, atualmente, funciona parcialmente com três máquinas.

Em 2009, a Cemig, em parceria com a empresa IMPSA, líder latino-americana em energias renováveis, investiu na aquisição de três parques eólicos no Ceará com capacidade instalada de 99,6 MW. Em agosto, foi inaugurado o primeiro deles – o Parque Eólico de Praias de Parajuru, com extensão de 325 hectares e 19 aerogeradores, totalizando 28,5 MW.

A energia eólica é a que mais cresce no mundo, com uma taxa anual de evolução próxima a 30% nos últimos 10 anos. No Brasil, em 2009, a capacidade de geração de energia eólica cresceu 77,7% em relação ao ano anterior. Com isso, o país passou a ter capacidade instalada de 660 MW contra os 400 MW de 2008. Os dados do Conselho Global de Energia Eólica (Global Wind Energy Council – GWEC) mostram que a energia eólica brasileira cresceu mais do que o dobro da média mundial em 2009, que registrou aumento de 31%.

Apesar do crescimento da energia eólica no Brasil em 2009, segundo a EPE, a participação dessa fonte na matriz elétrica do país foi de apenas 0,2% do total de energia gerada no país no ano passado.

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08/05/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , | Deixe um comentário

Ecoeficiência: Cemig vai implementar painéis solares em conjuntos habitacionais construídos pelo Governo Aécio Neves

O diretor de Desenvolvimento e Construção da Companhia de Habitação de Minas gerais (Cohab-MG), José Antônio Cintra, acompanhado de gerentes, engenheiros e técnicos da companhia, reuniram-se, nessa segunda-feira (8), com representantes da Aquecemax, uma das empresas contratadas pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig)para fornecer e instalar o sistema de aquecimento solar de água nas casas dos novos conjuntos habitacionais construídos pela Cohab.

No encontro, a fabricante do equipamento apresentou os aspectos técnicos da instalação. Ficou definida uma nova reunião da Cohab, Cemig e a empresa fornecedora dos aquecedores, ainda nesta semana,  para estudar a logística de atendimento aos conjuntos habitacionais, em vista do que estabelece o convênio firmado entre as duas companhias do Estado. A previsão é de que possam ser instalados aquecedores solares em até 15 mil unidades habitacionais. Essa meta é uma das iniciativas de maior porte já estabelecidas no país para implantação de aquecedor solar de água em conjuntos habitacionais populares.

O equipamento é composto de uma placa solar, um reservatório de 200 litros com acabamento em alumínio e um misturador de água fria e quente. A instalação é feita num suporte e as mangueiras de alimentação e saída de água do reservatório passam por uma perfuração no telhado, vedada com segurança. Para atender o convênio com a Cemig, a Cohab-MG fez adaptações no projeto das moradias, de modo que o aquecedor possa ser instalado mesmo com a casa já ocupada pelo morador.

O aquecedor solar de água proporciona às famílias uma economia entre 30% e 40% no consumo de energia elétrica. Por isso, a sua adoção em conjuntos habitacionais levou a Cohab-MG a receber o Selo de Mérito 2007 conferido pela Associação Brasileira de Cohabs durante o 54º Fórum de Habitação de Interesse Social.

10/02/2010 Posted by | Ação Sustentável | , , , , , , , , | 1 Comentário

Aquecimento Global: Governo Aécio Neves cria Índice de Produção mais Limpa, a ferramenta servirá para medir a ecoeficiência das empresas mineiras

Reconhecer o esforço das indústrias que vão além do que está previsto em lei e que se esforçam para ter uma produção mais limpa. É isso, de acordo com o presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), José Cláudio Junqueira, o que o Índice de Produção mais Limpa, desenvolvido pela Feam e apresentado nesta quarta-feira (18) no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR) durante o Seminário Índice P+ L: Em Busca da Sustentabilidade, pretende ajudar o Governo Aécio Neves. Durante a abertura do evento, Junqueira destacou a importância do Índice como ferramenta de gestão e afirmou que uma proposta para beneficiar empreendimentos ecoeficientes será apresentada, em breve, ao Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). 

A ideia de criar uma ferramenta capaz de medir o nível de produção mais limpa nas indústrias de transformação surgiu, de acordo com Junqueira, a partir da apresentação dos Indicadores Ambientais, desenvolvidos pela Feam. “Percebemos que faltava algo para as empresas adotarem. Partimos do pressuposto que a produção mais limpa é uma obrigação. Mas qual o esforço que as indústrias têm feito para produzir gastando menos energia, usando matérias-primas mais amigáveis e gerando resíduos com maior capacidade de reciclagem?”, questiona o presidente. Segundo Junqueira, é importante para o Governo reconhecer esse esforço. “Para isso, desenvolvemos uma forma de se medir o que tem sido feito nas indústrias de transformação”, afirma, citando o índice P+L. 

Para o desenvolvimento do índice foi contratado um consultor, especialista em produção mais limpa, e os trabalhos iniciais foram realizados apenas com dados já existentes no Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema). “Queríamos ver o resultado do trabalho usando apenas essas informações. Definimos, então, alguns empreendimentos de seis segmentos industriais: siderurgia, laticínios, curtume, cimenteiras, têxtil e metal/mecânica e buscamos levantar os dados necessários, tais como consumo de energia ou materiais, geração de efluentes ou resíduos e o grau de reciclabilidade do produto produzido”, explica o engenheiro ambiental e analista da Feam, Felipe Gomes, um dos responsáveis pelo trabalho. 

Na segunda fase do estudo foi selecionada uma empresa de cada um dos setores para o desenvolvimento de um projeto piloto. Elas foram convidadas a participar fornecendo dados utilizados na validação da metodologia. Concluído o estudo, foi definido um método de cálculo para o Índice P+L que, agora, pode ser aplicado a diversos segmentos da indústria de transformação. O índice, que pode variar entre zero e um, tem o objetivo de subsidiar a tomada de decisão na definição de ações para melhoria do processo produtivo a fim de torná-lo mais ecoeficiente, bem como no estabelecimento de políticas públicas para os diversos setores. 

Segundo Gomes, uma das metas deste índice é o desenvolvimento de um programa voluntário, no qual empresas com um bom desempenho possam receber alguma forma de bonificação por essas ações desenvolvidas. “Essa é uma nova ferramenta na gestão ambiental, que busca possibilitar um novo mecanismo de trabalho diferente ao comando e controle”, completa o engenheiro ambiental. 

No primeiro dia de evento, representantes de indústrias como ArcellorMittal, Itambé, Cedro Têxtil e Holcim do Brasil apresentaram suas experiências em Produção mais limpa e indicadores ambientais nelas implementados. Nesta quinta-feira (19) segundo e último dia de evento, a programação começa às 9h com apresentação de trabalhos em produção mais limpa desenvolvidas em São Paulo, além de palestras de representantes da Fiemg e do Centro Nacinal de Tecnologias Limpas (CNTL).

19/11/2009 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente, Responsabilidade Social Corporativa | , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário