Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Volta do fogo amigo: PT contra a equipe econômica de Dilma

Petistas voltam a bombardear parte da equipe econômica, devido à entrega do BC a um banqueiro e à política de ajuste praticada.

Estelionato eleitoral

Fonte: O Globo

A volta do ‘fogo amigo’

Outra semelhança entre a fase inicial do segundo mandato de Dilma com o primeiro governo Lula — na prática, o segundo governo começou ontem — é o conhecido “fogo amigo” das falanges radicais do PT contra a equipe econômica. Sendo mais preciso, contra Joaquim Levy, considerado um “fiscalista”, um “neoliberal”. Pior, mesmo já tendo servido a Lula, também trabalhou para os tucanos — foi chefe da assessoria econômica do Ministério do Planejamento na Era FH.

Levy será alvo tanto quanto foi Henrique Meirelles, no Banco Central do primeiro governo Lula, assim como o próprio ministro Palocci, petista estrelado, mas vítima de ataques por patrocinar uma política de ajuste — que, diga-se, salvou Lula e o PT de grave crise econômica.

O tal fogo, que de amigo nada tem, começou assim que Dilma, vitoriosa nas urnas, tratou de buscar especialistas que façam aquilo que ela disse nos palanques não ser necessário: um ajuste fiscal.

Pode-se chamar isso de estelionato eleitoral, mas, ao menos, a presidente entendeu que não poderia sustentar um modelo que gasta mais do que arrecada, sistematicamente.

Foi buscar Levy, pessoa certa para este trabalho , como demonstrou ao gerenciar o Tesouro na gestão de Palocci e na Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro, com o governador Sérgio Cabral. Fez jus ao apelido de Joaquim “Mãos de Tesoura”.

Não será a primeira vez na história do Brasil que fases de gastança são seguidas por inexoráveis ciclos de arrumação da casa. A nomeação de Nelson Barbosa para o Planejamento restabelece outra tradição nacional: dividir o poder na área econômica entre dois polos, um mais “ortodoxo”, outro “desenvolvimentista”.

Barbosa é economista respeitado e transita bem pelo PT devido às preocupação com o crescimento, emprego, etc. O clima da entrevista de ontem era, como não poderia deixar de ser, de entendimento e de trabalho compartilhado. O tempo dirá.

Os presidentes parecem se sentir mais seguros com equipes nas quais há sempre um “plano b”, para aplicar em qualquer eventualidade. Mesmo na ditadura militar, generais que ocuparam o Planalto preencheram os dois mais importantes ministérios econômicos, Fazenda e Planejamento, com cabeças de pensamentos diferentes: Médici deu todo apoio a Delfim, sem abrir mão de Reis Velloso; este tornou-se poderoso com Geisel, enquanto Simonsen se preocupava com as contas públicas; depois, com Figueiredo, Delfim foi ressuscitado e Simonsen não aguentou mais o descontrole fiscal. Mesmo com FH, na redemocratização, para um Malan na Fazenda havia um Serra no Planejamento.

Parece voltar a tradição, embora o melhor para o país seja mesmo que Levy e Barbosa se entendam, pois trabalho sério não faltará. E também que o fogo amigo não atrapalhe muito, nem a presidente Dilma tenha recaídas de centralização e onipotência em questões de política econômica.

28/11/2014 Posted by | Política | , , , , | Deixe um comentário

Incapacidade de Dilma gera desorganização na economia, diz Aécio

Aécio Neves: “A presidente Dilma tem uma incapacidade crônica de reconhecer os seus equívocos, que são muito graves.”

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Aécio: ‘Incapacidade de Dilma de reconhecer equívocos gera absoluta desorganização da economia’

A declaração do candidato tucano foi dada após a presidente atribuir os resultados da economia nacional ao cenário externo

POR MARIA LIMA

O candidato à Presidência pelo PSDB Aécio Neves disse na manhã desta segunda-feira que considera a presidente Dilma Rousseff (PT), sua adversária na corrida presidencial, incapaz de reconhecer seus equívocos, o que causa a “absoluta desorganização” da economia brasileira. A declaração foi feita após a entrevista de Dilma, que foi ao ar mais cedo no Bom Dia Brasil, da TV Globo, em que a candidata afirmou que a política econômica está na “defensiva” após a crise econômica mundial e que melhorias vão depender da recuperação da economia dos Estados Unidos. Dilma voltou a atribuir os resultados da economia nacional ao cenário externo. De acordo com a candidata do PT, só com a recuperação econômica de outros países será possível adotar uma política econômica “ofensiva” no Brasil.

— É o governo da terceirização. A presidente Dilma tem uma incapacidade crônica de reconhecer os seus equívocos, que são muito graves. E esses equívocos são responsáveis pelo quadro de absoluta desorganização da economia brasileira. A leniência com que vem tratando a inflação passando pelo absurdo e autoritário intervencionismo, principalmente no setor elétrico, tudo isso emoldurado pelo aparelhamento da máquina pública, em especial das agências reguladoras, leva à desconfiança em relação ao Brasil e impacta nos investimentos — declarou Aécio, logo após sua agenda de campanha em Belo Horizonte, capital mineira. Agora o candidato segue para caminhada e carreata em Betim (MG).

Sobre a mudança de discurso de Dilma a respeito do papel da imprensa, o tucano considerou o caso como uma demonstração de que a presidente tem dificuldade de conviver com a crítica.

— Foi um claro recuo, mas não disfarça uma dificuldade de convívio que ela tem com a crítica. Volta e meia, teses autoritárias de controle da mídia circulam no seu entorno. Nos momentos de maior pressão, a presidente mostra que não convive bem com a imprensa e as liberdades democráticas — provocou.

24/09/2014 Posted by | Política | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Programa de governo de Aécio vai propor mudanças nas regras do pré-sal

Aécio dará ênfase à manutenção dos investimentos no pré-sal – com modificação nas regras para aumentar exploração – e  fortalecer etanol.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Programa de governo de Aécio fala em mudar regras do pré-sal

Tucano questiona se em certos casos não é melhor o modelo de concessão para aumentar a competição na exploração

Provocado pela adversária Marina Silva (PSB) por não ter mostrado até agora suas propostas, o candidato do PSDB Aécio Neves prepara um grande evento para divulgar, semana que vem, seu programa de governo. A política energética, uma das áreas mais criticadas do programa de Marina, já está com suas linhas gerais definidas. O programa de Aéciodará ênfase à manutenção dos investimentos no pré-sal — com modificação nas regras para aumentar a competição na exploração — e ao fortalecimento do programa do etanol.

Após a sabatina dessa quarta-feira ao GLOBOAécio deu pistas do que significa aumentar a competição na exploração do pré-sal, o que poderia representar a volta do regime de partilha ao de concessão.

— Acho que nós temos que discutir o que é melhor para o Brasil, se em determinados casos não é melhor o modelo de concessão. É uma discussão que nós vamos fazer lá na frente, obviamente respeitando os contratos vigentes — afirmou o candidato.

Há também entre os tucanos quem defenda não mexer no regime do pré-sal, mas encontrar uma forma de reduzir a predominância da Petrobras. Não deve ser mencionada no programa de governo de Aécio a política de energia nuclear. A ideia é que o documento defenda um equilíbrio planejado da matriz energética entre as fontes existentes no Brasil, “sem radicalismo”.

Na sabatina do GLOBOAécio disse que não apresentou ainda seu plano de governo — preparado por especialistas em cada área — porque está tomando todos os cuidados antes do fechamento para que não tenha que fazer “erratas” em função da reação de setores insatisfeitos, como ocorreu com Marina.

O programa já foi concluído e está, nesse momento, sendo revisado por Aécio. Será o candidato que dará a palavra final sobre a redação que será apresentada semana que vem.

LANÇAMENTO IRÁ APRESENTAR NOMES FORTES DE EVENTUAL EQUIPE

O lançamento do programa de governo de Aécio servirá para o candidato apresentar pesos pesados de sua eventual equipe de governo e deixar claro que o time faz parte do projeto tucano e não irá “socorrer” Marina caso ela seja eleita.

A ideia é que Aécio faça a apresentação do programa ao lado dos economistas Armínio Fraga, Edmar Bacha, José Roberto Mendonça de Barros, Elena Landau e Mansueto Almeida; do escritor Affonso Romano de Sant’Anna, do ex-líder do PSDB Arnaldo Madeira — coordenador do programa —, além de José Serra, Antonio Anastasia, José Júnior, do Afroreggae, e outros que ajudaram na elaboração do conteúdo.

O foco de Aécio será no time econômico que criou o Plano Real e ajudou na estabilização econômica durante o governo Fernando Henrique Cardoso para mostrar que tem a melhor equipe para recuperar a “herança maldita” que herdaria da presidente Dilma Rousseff.

Arnaldo Madeira disse que é falsa a ideia repassada por setores da campanha de Marina de que se ela ganhar, mesmo sem equipe, poderia ser socorrida pelo ex-presidente Fernando Henrique e por quadros do PSDB.

— O pessoal está com a ilusão que o PSDB vai governar com a Marina, que o Fernando Henrique vai garantir isso. Imagina, chance zero! O Serra e o Armínio já disseram que não vão. Imagina o Mendonça de Barros trabalhando com a Marina. Se ela vencer, vai pegar mesmo é o pessoal do PT. A origem dela é o lulismo e é com eles que vai governar. Vai demitir 20 mil pessoas do segundo escalão e vai botar quem no lugar? — disse Madeira.

programa de Aécio também dará destaque para Educação e Saúde. Ele pretende criar o Promédio, um ProUni do ensino médio, para concessão de bolsas de estudos para alunos carentes em escolas privadas. O plano para a Educação também prevê a criação do programa Mutirão de Oportunidades, que concederia uma bolsa de um salário mínimo para levar de volta à escola jovens entre 18 e 29 anos que tenham parado de estudar para trabalhar.

11/09/2014 Posted by | Política | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio: controle dos meios de comunicação é censura

O centro da meta é que vamos buscar e não o teto. No primeiro ano podemos estreitar as bandas que hoje são excessivamente largas”.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Aécio promete tolerância zero para inflação em seu mandato

De acordo com o pré-candidato à Presidência da República, o próximo presidente vai herdar inflação alta, crescimento baixo e perda de credibilidade

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse nesta segunda-feira, 02, que a inflação, em sua eventual gestão, terá tolerância zero. “O centro da meta é que vamos buscar e não o teto. No primeiro ano podemos estreitar as bandas que hoje são excessivamente largas”. Segundo ele, previsibilidade e regras claras “é o que vamos fazer”.

Com relação ao etanol, o tucano disse que é preciso ter metas para a matriz de combustível. “É importante para darmos segurança aos que investiram neste setor e viram isso se perder” comentou.

Ao falar do Ministério das Relações Exteriores, Aécio criticou o aparelhamento que está ocorrendo neste setor e em outros. Ele também se disse preocupado com as propostas de controle dos meios de comunicação em estudo pelo PT. “Controle dos meios de comunicação é censura. A liberdade de imprensa é o maior valor numa sociedade democrática. E me preocupo porque este controle poderá ocorrer em outras áreas.”

Menos ministérios

Aécio adiantou que pretende reduzir pela metade o número de ministérios, caso seja eleito. “Criarei uma única secretaria para simplificar a questão tributária. Segundo o senador, a primeira questão a resgatar são as agências reguladoras, profissionalizando-as. “As agências entraram na cota política, com baixa qualificação”, disse.

Ainda de acordo com o pré-candidato, o próximo presidente vai herdar inflação alta, crescimento baixo e perda de credibilidade. Para Aécio, o custo do intervencionismo absurdo e equivocado (em energia) será pago por “todos nós”. Ainda de acordo com Aécio, infelizmente o Brasil não planejou os investimentos de sua matriz energética. “Nos preocupa a incapacidade do governo, que trouxe consequências perversas à Petrobras“.

Na visão de Aécio o governo de Dilma Rousseff também não teve capacidade para gerir o setor do agronegócio. O PIB, disse, só não foi mais vexatório porque ninguém é mais produtivo que o Brasil no agronegócio. “O governo trata de forma pouco amistosa o capital privado”, disse Aécio.

04/06/2014 Posted by | Política | , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio: competitividade do agronegócio

Aécio Neves: o que temos que fazer, e esse é um compromisso que tenho externado, é resgatar a capacidade de gestão do governo federal.

Entrevista Aécio Neves

Fonte: Jogo do Poder

Entrevista do presidente do PSDB, senador Aécio Neves

Ribeirão Preto (SP) – 30-04-14

Assuntos: Agronegócio, simplificação tributária, economia, PPPs, pesquisas eleitorais, Lula, etanol, compromissos do PSDB, CPI da Petrobras

Principais trechos da entrevista

Sobre visita à Agrishow e proposta de reformas.

É com muita alegria que estou aqui hoje a convite do Maurílio Biagi, dos homens que vêm fazendo do campo o instrumento mais vigoroso, o pilar mais estratégico de desenvolvimento, de crescimento, de geração de renda, de empregos, do Brasil. Um conjunto de lideranças do setor, do campo, da indústria do campo, o que é uma demonstração clara de que estamos sintonizados com esse Brasil. Um Brasil que vem se desenvolvendo e que vem, infelizmente, pagando um altíssimo preço pela ausência de planejamento do governo federal no que diz respeito à logística. As demandas que temos hoje, infelizmente, são as mesmas de dez anos atrás, no que diz respeito a ferrovias, hidrovias, rodovias, portos e aeroportos.

Passaram-se praticamente dois anos do atual grupo no poder e as demandas continuam sendo as mesmas. Isso tira a competitividade de quem produz no Brasil, agravado e vou à indagação, também pela escorchante carga tributária que temos no Brasil. Mas temos que construir os caminhos para que possa haver, efetivamente, uma redução de carga tributária. O que assistimos ao longo dos últimos anos foram setores beneficiados por uma opção que fez o governo, um BNDES que atende determinados conglomerados, em uma visão, a meu ver, que foi equivocada, porque não trouxe reflexo inclusive na melhora do crescimento da economia brasileira. Gosto muito dos juros do BNDES, mas quero juros do BNDES para todo o conjunto da economia. O que temos que fazer, e esse é um compromisso que tenho externado nos vários eventos dos quais tenho participado, é resgatar a capacidade de gestão do governo federal.

No nosso governo vamos cortar pela metade o atual número de ministérios e vamos criar uma secretaria especial, com prazo de validade de seis meses, para apresentar um projeto de simplificação do sistema tributário, que é o primeiro passo para abrirmos o espaço fiscal e avançarmos na direção da diminuição da carga tributária. Temos de ter sempre um cuidado com o crescimento quase sem controle dos gastos correntes, os investimentos em custeio, porque temos de, ao longo do tempo, buscar encaixá-los no crescimento da economia. É um trabalho árduo pela frente, mas ninguém tem as melhores condições de enfrentar as dificuldades que temos hoje do que o grupo político com os aliados que nós estamos apresentando.

O perverso legado do atual partido e do atual grupo que governa o Brasil é inflação saindo de controle, crescimento pífio da economia – crescemos no último ano mais apenas que a Venezuela – talvez isso se repita esse ano. No ano de 2012, mais apenas que o Paraguai. Na média dos últimos 12 anos, desde 2003, já contabilizando este ano, o Brasil terá o menor crescimento médio entre todos os países da América do Sul e da América Latina. Essa é uma conta que não fecha. É uma equação que não serve aos interesses brasileiros. O que queremos é um governo que seja parceiro de quem produz, que dê segurança jurídica a quem queira correr riscos. O Brasil é a terra das incertezas. As intervenções permanentes do governo federal em setores como o de energia, por exemplo, vêm custando muito à sociedade brasileira porque, a pretexto de medida meramente populista, de se reduzir a tarifa de energia, e gosto muito de tarifas mais baixas, mas pela via que foi feita, já vem custando aos cofres públicos, ao Tesouro Nacional, algo em torno de R$ 30 bilhões. Isso não se justifica.

PPPs

Represento um grupo de pensamento na sociedade, não apenas partidário, que estimula as parcerias com o setor privado, que acha que devemos superar este período de demonização da participação do setor privado, seja em PPPs, seja em concessões, seja em privatizações, mas resgatando a capacidade do Estado de enfrentar as questões sociais de forma muito mais qualificada do que o atual governo vem enfrentando. Teremos tempo para debater durante a campanha cada um dos temas, mas em linhas gerais, o que sintetiza, o que resume o nosso pensamento é exatamente a nossa confiança nas parcerias com o setor privado, nossa garantia de regras absolutamente claras que estimulem o investimento, o resgate das agências reguladoras como instrumento de defesa da sociedade brasileira em relação ao mau uso do Estado, dos ministérios ou dos bancos público, é algo absolutamente essencial. Mas, por outro lado, uma solidariedade maior também com os estados e com os municípios, já que o Brasil vem deixando de viver em umaFederação para viver apenas, unicamente, em um Estado unitário, onde o poder central tudo tem, tudo pode e todos dele dependem.

Sobre a queda de popularidade da presidente Dilma e o movimento pró- Lula.

Devemos ter sempre muita cautela ao avaliarmos pesquisas com esta antecedência das eleições. Mesmo aquelas que possam não nos parecer favoráveis, e mesmo estas últimas que nos parecem favoráveis, avalio da mesma forma como imensa serenidade. E o dado que me parece relevante nesse instante, e este sim é um dado consistente que os analistas e cientistas políticos e os cidadãos em geral devem estar atentos a ele, é o dado que aparece em todas as pesquisas já há algum tempo, que é o desejo profundo de mudança dos brasileiros. Cerca de 70% ou mais, me parece que são 72% da população querem mudanças profundas no Brasil.

Isso é um diagnóstico em relação a um governo que falhou. Falhou na condução da economia, nos trouxe de volta uma agenda que havíamos superado há cerca de 15 anos atrás. Falhou na gestão do Estado com um cemitério de obras inacabadas soltas pelo Brasil com sobrepreço em todas elas. Falhou na condução das nossas políticas sociais. Na saúde é uma tragédia, o governo federal gasta hoje 10% a menos do que gastava do que quando assumiu o governo no conjunto dos investimentos em saúde. Falhou na educação, onde estamos lá no final da fila, inclusive na região dos grandes indicadores internacionais. Tem falhado criminosamente na questão da segurança pública. Acho que a permear, infelizmente, isso, uma falha absolutamente indesculpável que é do comportamento ético e moral dos agentes públicos.

Tudo isso, o conjunto da obra, é que faz com que hoje hajam indicadores decrescentes de avaliação da presidente da República. E olha que isso não é obra do acaso. Precisou de muito esforço. Eu diria que essa é uma obra lenta e gradual, que nos legou, hoje, um Brasil com as dificuldades que temos.

E, obviamente, indo aqui mais objetivamente à sua pergunta, essa é uma questão do campo adversário. Para nós do PSDB e dos partidos que nos acompanham nessa caminhada é indiferente quem seja o candidato do campo governista. Estamos nos apresentando, ou apresentando uma proposta de confronto com o atual modelo que governa o Brasil, do aparelhamento, de uma visão ideológica atrasada em relação ao mundo, que também tem desconectado as empresas brasileiras das cadeias globais de produção, uma visão unitária e não federalista do Estado, e a incompetência, ineficiência e os desvios. É contra isso que estamos nos colocando.

Caberá ao governo escolher quem é o melhor candidato. Qualquer que seja ele, acho que temos todas as condições de enfrentar e de vencer.

Quem é melhor enfrentar?

Eu sou de Minas Gerais, lá de São João del Rei. Você não vai tirar uma resposta dessas… Discordo do modelo que está aí. Discordo da visão equivocada de gestão pública, desse gigantismo do Estado brasileiro, do aniquilamento das agências reguladoras, como falei aqui, desse alinhamento ideológico que nos levou a sermos caudatários de nações vizinhas que têm muito pouco apreço pela democracia, um valor que, para mim pessoalmente, pelas razões de onde venho, mas para todos os brasileiros, extremamente alto. Então, para mim não importa. Cada vez o que vejo são pessoas de altíssima qualidade, de todas as áreas, cidadãos comuns, lideranças políticas, setoriais, do empresariado, de organizações sociais, querendo mudança. O nosso desafio, o meu, quanto do governador Eduardo Campos, que também se coloca como candidato da oposição, é sermos essa nova expectativa, essa nova esperança que as pessoas buscam. E temos que fazer um esforço enorme para fazer uma mudança profunda na operação política do Brasil. Não podemos assistir mais um governo refém de uma armadilha que ele próprio montou, onde o aparelhamento cada vez custa mais caro ao Estado brasileiro porque traz consigo ineficiência e corrupção.

Sobre compromissos assumidos de corte dos ministérios e anúncio de nomes durante a campanha.

Vamos apresentar um projeto com começo, meio e fim. Racional, de gestão do Estado brasileiro, com autoridade de que fizemos isso em Minas Gerais. Em Minas, fizemos um corte profundo do número de secretárias de Estado, de empresas que não tinham o menor sentido, de cargos comissionados. Não se justifica o Brasil ter hoje 25 mil cargos comissionados de livre nomeação, 39 ministérios. Acho que isso é até um acinte, pela baixíssima qualidade do serviço que é prestado. Mas essa é uma questão que não pode ser solta, feita por etapas, porque não se explicaria. Vamos apresentar no momento certo, na campanha eleitoral, a nova estrutura do Estado que defendemos, e o que eu posso antecipar, com o fortalecimento das agências reguladoras que serão ocupadas por pessoas qualificadas que conheçam do ramo aonde vão efetivamente atuar.

Pretendo sim, a partir do mês de agosto, obviamente, não montar um governo, porque seria algo até pretensioso, que estaremos disputando as eleições, mas sinalizar de forma muito clara em algumas áreas de administração pública quem serão aquelas pessoas que vão nos acompanhar. E faço isso no sentido de mostrar que o enfrentamento dos problemas brasileiros é uma obra coletiva, não uma obra solitária. Acho mais do que nunca, é uma obra solidária. Precisamos buscar e convocar as melhores figuras, independente do partido político. Não vou fazer o governo do PSDB se eu vencer as eleições. Vou fazer o governo das melhores cabeças do Brasil, que olhem para o futuro, que tenha o que agregar ao Estado, que tem que ser moderno, que tem que olhar para o mundo desenvolvido e fazer parcerias que nos permitam superar, por exemplo, um gargalo da perda de presença da indústria de manufaturados na formação do nosso PIB. Estamos voltando ao que éramos na década de 1950, exportador de commodities apenas. Isso é muito relevante, isso é vital para o Brasil. Mas podemos muito mais. Temos hoje apenas 13% do nosso PIB constituído pela indústria de manufaturado. É muito pouco para o Brasil com grande potencial que nós temos em inúmeras áreas.

Tenho absoluta certeza que no momento que o monologo do governo for substituído por um debate, por um enfrentamento de ideias, pelo confronto de posições, de visão, vai ficar muito claro o que representamos. A minha experiência em Minas, a experiência do governador Geraldo Alckmin, grande governador dos paulistas, que estará conosco, ao nosso lado nessa caminhada, além de vários outros, como o próprio governador Anastasia, que recentemente deixou o governo de Minas, serão muito valiosas para introduzirmos de novo a gestão de qualidade, a solidariedade e generosidade com as pessoas que vivem nos estados e nos municípios, principalmente nas áreas de saúdeeducação, de segurança. Tudo isso será debatido amplamente. O que não vai haver da nossa parte é ilusionismo. Vamos dizer sempre, com muita clareza, o que pretendemos fazer e de que forma, e o que não é possível fazer e porque não é possível fazer.

Sobre a crise no setor de sucroalcooleiro.

Essa é uma preocupação que trago comigo, crescente. Tenho conversado com inúmeras lideranças do setor, e precisamos ter uma agenda para o setor. A culpa do fracasso hoje – não é fracasso, porque falar em fracasso no setor sucroalcooleiro não é adequado pelo esforço, pelo talento e, sobretudo, pelas fronteiras de tecnologia que foram ultrapassadas nos últimos anos. Agora, precisamos de linhas de crédito que funcionem, precisamos ter uma política de preços clara e transparente, e garantias de estímulo a quem venha empreender. Não pode haver insegurança, sazonalidade, a utilização de empresas públicas para fazer política econômica, para de alguma forma superar o fracasso que o governo teve na questão econômica. Acho que vamos poder, até do ponto de vista das nossas primeiras iniciativas no campo fiscal, com a absoluta transparência, com foco no centro da meta inflacionária, e não no teto da meta, como estamos assistindo, tudo isso vai nos permitir a criação de um ambiente mais propício a que as prioridades claramente sejam estabelecidas e externadas.

O setor sucroalcooleiro é uma prioridade para um Brasil que não pode mais depender apenas de combustível fóssil. Tem ganho em todas as áreas. Tem ganho do ponto de vista ambiental, do ponto de vista econômico e até mesmo do ponto de vista das nossas divisas, porque é algo impensável o Brasil hoje estar importando etanol como acontece. Tenho conversado muito com o ministro Alysson Paulinelli, estamos falando da questão do seguro rural, que é também um desafio novo que nós temos pela frente, fazer algo que efetivamente funcione no Brasil. A minha tranquilidade nesse campo, e quero encerrar centrando a minha palavra na questão do agronegócio, é que terei ao meu lado, na formulação dessas nossas propostas, as mais qualificadas lideranças do setor. O apoio que busco, repito para encerrar, não é um apoio eleitoral apenas. Esse pode até eventualmente ser uma consequência do que estamos fazendo, ficarei muito feliz se puder ser.

Mas o apoio que eu quero é o da experiência, é o das pessoas que estão aí com a mão na terra, sofrendo de sol a sol, já há tanto tempo sem enxergar perspectivas, sem ver o Estado e o governo como um parceiro no desenvolvimento da sua atividade. O grande desafio é resgatar a confiança que hoje também anda distante para que o homem do campo também volte a empreender e a investir cada vez com melhor esperança em relação ao futuro.

Sobre a interlocução do setor sucroalcooleiro com um possível governo.

Em relação ao setor sucroalcooleiro, o interlocutor direto será o próximo presidente da República, se vencermos as eleições. Será uma política da Presidência da República.

Sobre ida da presidente da Petrobras à Câmara.

CPI, a partir de terça-feira, vai explicar de forma mais clara e transparente tudo que vem acontecendo na Petrobras, em relação à Pasadena, em relação a complexos de refinaria como Comperj, no Rio de Janeiro, ou Abreu e Lima, em Pernambuco. Quanto à questão da percepção que houve ou das denúncias de que houve pagamento de propina a servidores da Petrobras. Quero dizer o seguinte, na terça-feira, estaremos instalando a CPI da Petrobras no Congresso Nacional. Se depender de nós, uma CPMI – uma CPI Mista, com participação do Senado e da Câmara dos Deputados. As pessoas que estão preocupadas, e têm muitas pessoas que estão preocupadas, devem aquietar-se, devem ter serenidade. A CPI não vai pré-julgar ou pré-condenar ninguém.

O que vamos é querer saber exatamente em cada processo qual é o modus governandis da empresa? Qual é a autonomia de um diretor? Quais os órgãos que, efetivamente, participam de uma decisão de tamanha importância como essa, por exemplo, de Pasadena e algumas outras? Repito, não vamos ficar apenas nessa. Temos recebido sucessivamente informações em relação à Petrobras, muitas delas vindas de funcionários da Petrobras que estão também indignados com o que vem acontecendo com a maior empresa brasileira, que, hoje, depois do governo da presidente Dilma, vale metade do que valia. Ela, hoje, se transformou na empresa não financeira mais endividada do mundo. Tem o seu mais importante diretor preso hoje, gerando aí uma inquietação em muita gente. O que queremos é, com serenidade, investigar. E aí, vamos saber quem estava com a razão, porque o governo não se entendeu até hoje. Um disse que era boa, outro disse que era ruim porque o relatório era falho. Outro disse que era o mercado na época. Outro disse que foi um benefício a uma empresa belga. Vamos ter uma oportunidade com muita serenidade agora de ver quem está com a razão.

Sobre integrantes do PSDB na CPI.

Vamos definir na terça de manhã. Temos uma reunião 9h para definir os representantes do PSDB, mas como o governo tem maioria, e o governo vai usar essa maioria, vai indicar o presidente e o relator. Não vamos abrir mão do nosso papel de questionar, de convocar pessoas para depor e, obviamente, investigar.

02/05/2014 Posted by | Político | , , , , , , , | Deixe um comentário

Firjan: Aécio conversa com empresários no Rio

Brasil vive com equação extremamente perversa, de crescimento baixo, inflação alta, com uma perda crescente e veloz de credibilidade.

Brasil em gestão

Fonte: Jogo do Poder

Sobre a palestra na Firjan

É uma troca de informações. A Firjan acompanha ativamente a vida não só do estado do Rio, mas do país. O diagnóstico é muito claro, hoje, para todos nós. O Brasil vive com uma equação extremamente perversa, de crescimento baixo, inflação alta, com uma perda crescente e veloz da nossa credibilidade, e a emoldurar isso um processo grave de desindustrialização, de perda de competitividade das nossas empresas, no setor industrial, em especial. Voltamos a ser aquilo que éramos na década de 1950. Hoje, apenas 13% do nosso PIB são constituídos pela atividade industrial. E o Brasil, que hoje é a sétima economia do mundo, é apenas a 25ª maior economia exportadora, o que mostra uma grande defasagem.

É preciso que encontremos um caminho. Primeiro, o resgate da credibilidade do país, através de uma política fiscal transparente, uma política fiscal que inspire confiança. É um instrumento vital para a retomada dos investimentos no país. O Brasil apostou, ao longo desse último período, no crescimento da economia via praticamente apenas o consumo, através da oferta de crédito farto. Isso foi importante, mas isso era uma medida anticíclica, tinha um prazo de maturação. Era preciso que, na outra ponta, estivéssemos criando um ambiente favorável ao estímulo dos investimentos. E aconteceu o inverso.

Sobre algumas medidas necessárias

O que precisamos, vou dizer isso daqui a pouco, é iniciar, e esse é um compromisso nosso, se vencermos as eleições, a partir do início do próximo ano, uma guerra ao Custo Investir em infraestrutura de forma planejada, eficaz, com prazo determinado para que as coisas aconteçam, com os custos dos projetos sendo efetivamente cumpridos durante todo o empreendimento, é algo que está distante da realidade brasileira de hoje. O que vamos buscar é criar um novo ambiente econômico. Queremos ser um país que gera empregos de maior qualidade, e para isso o papel da indústria é absolutamente fundamental.

E vamos falar um pouco do setor de petróleo, e das questões que não necessariamente dizem respeito à pauta da indústria, mas dizem respeito à pauta da cidadania, e a indústria está inserida nela. Como por exemplo, o fortalecimento da Federação, como vamos enfrentar essa gravíssima crise de segurança pública que vem crescendo, sem que haja no Brasil até hoje uma política nacional de segurança, a calamidade da saúde pública, com a omissão crescente do governo federal. Há 10 anos, eram 56% os recursos do governo federal no conjunto dos investimentos na saúde. Passaram-se 11 anos do governo do PT, e 45% apenas. Quem paga essa conta? Os municípios, que são os que menos têm.

Essa reorganização, a refundação da Federação, é um pano de fundo para outras medidas pontuais que, obviamente, um governo que preze a eficiência e a ética terão que assumir.

Sobre o PMDB-RJ

Acredito muito nas coisas naturais na política. O que tenho percebido é que há, não apenas na oposição, mas na sociedade brasileira e isso se reflete em setores da base governista, um cansaço em relação a isso tudo que está acontecendo no Brasil. Acho que não há mais estomago para tanta propaganda e tão pouco resultado. Pode escolher a área, a grande realidade é que o governo da presidente Dilma falhou na condução da economia, falhou na condução da infraestrutura. O Brasil é um cemitério de obras inacabadas, mal planejadas. O PT demonizou durante 10 anos as privatizações e as concessões, portanto, é um tempo que não volta mais. O mais valioso ativo da política é o tempo. Tempo perdido você não recupera. Você pode encontrar em outro tempo, outra velocidade, outras prioridades, mas aquele foi. Durante 10 anos nós perdemos em várias áreas de investimento.

O setor do petróleo, por exemplo. Os cinco anos de alteração do processo de concessões do Brasil, entre aspas, não esteve no mercado, não abriu licitações, significou que US$ 300 bilhões da indústria do Petróleo andaram pelo mundo e nenhum real veio para o Brasil. É essa uma questão que tem que ser efetivamente discutida. E quero aqui ouvir também, quero subsídios de quem vive efetivamente esse

Sobre declaração da presidente Dilma

Chegava há pouco da Bahia e ouvi uma declaração dada agora pouco pela senhora presidente da República em Pernambuco falando, acusando, vejam só a oposição de alguma forma ferir, sujar a imagem da Petrobras. Quem está ferindo, sujando a imagem da Petrobras, é o aparelhamento que o PT estabeleceu já há vários anos na empresa e, a partir desse aparelhamento absurdo, estamos vendo todo tipo de irresponsabilidades, para usar um termo brando.Diretores da empresa presos, a Polícia Federal fazendo o que jamais havia feito na história, tendo que entrar dentro da empresa. É isso que fere, que suja a imagem da empresa. O caminho correto nesse instante seria a presidente da República pedir desculpas. Desculpas aos brasileiros, desculpas aos servidores da Petrobras, que construíram durante 60 anos essa extraordinária empresa, desculpas em especial aos trabalhadores, que colocaram ali recursos do seu Fundo de Garantia.

Quem, em 2009, colocou R$100 na Petrobras, hoje tem R$ 35. Perdeu 65% daquele investimento. Está na hora da presidente da República devolver limpo o macacão da Petrobras.

Sobre Petrobras

Se ela considera irrelevante o fato de uma empresa do porte da Petrobras ter uma governança que permita a aquisição de um ativo por S$ 1,2 bilhões que valiam US$ 45 milhões, se considera adequado que um diretor da empresa tido e reconhecido como muito poderoso, hoje preso, tivesse todas essas relações estabelecidas, sociedades com doleiros, arrecadação junto a empresas fornecedoras de recursos sabe-se lá para quem. Por isso que defendemos e vamos continuar defendendo a Petrobras. Isso não é pouco. A Petrobras é um patrimônio dos brasileiros.

Tenho dito que demonizaram muito a ação do PSDB nos anos passados em relação à Petrobras, com a acusação leviana de que o PSDB privatizaria a Petrobras. Queremos reestatizar a Petrobras, queremos tirá-la das garras de um grupo político e entregá-la aos interesses da sociedade brasileira. Petrobras é um instrumento vital, fundamental ao crescimento da economia brasileira. Talvez, o maior alavanque ao crescimento da economia brasileira. Foi submetida a instrumento hoje de política econômica para controlar a inflação.

A empresa está descapitalizada e, infelizmente, tentam desmoralizá-la. Mas não é a oposição. A oposição não tem essa capacidade e essa força. O que a oposição quer é impedir que ela continue sendo conduzida da forma que vem sendo, infelizmente, até aqui.

Sobre inflação e Custo Brasil

Há muito tempo não focamos no centro da meta. O teto da meta tem sido o objetivo do governo, a referência principal. Precisamos vencer etapas. Entre elas, adequar, por exemplo, os gastos públicos, os gastos correntes ao limite do crescimento do PIB. Não fechará jamais uma equação em que os gastos correntes crescem mais do que cresce a própria economia. Isso é um pressuposto para que possamos abrir um espaço fiscal que leve, inclusive, a médio prazo, ao início da redução horizontal da carga tributária. Não deu certo para o Brasil essa política das desonerações pontuais, patrocinadas até agora pelo governo, atendendo determinados setores, mas não significou nenhum estímulo claro, palpável, mensurável em relação ao crescimento da economia. No momento em que tivermos uma política fiscal transparente e focarmos objetivamente no centro da meta, acho que nós criamos um ambiente adequado para a retomada de investimentos e, aí sim, para estabilidade necessária à retomada desse crescimento.

15/04/2014 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

Economia: Aécio Neves defende protagonismo do agronegócio

Senador Aécio Neves disse que setor responde por de riqueza e inovação no país, mas é tratado de forma secundária pelo governo do PT.

Agronegócios

Fonte: Jogo do Poder 

Aécio Neves defende protagonismo do agronegócio na economia

“Venho aqui como brasileiro para agradecer a todos os produtores pela extraordinária contribuição que vocês vêm dando ao Brasil. Vamos ter uma safra recorde esse ano e, infelizmente, parte dela mais uma vez se perderá pela ausência de armazenamento, fruto da incapacidade do governo de planejar e investir”, diz Aécio em encontro com produtores.

O presidente do PSDBsenador Aécio Neves (MG), defendeu, nesta segunda-feira (03/02), a mudança de patamar do agronegócio na definição da política econômica do país. Durante encontro com produtores em Cascavel (PR), numa das maiores feiras agropecuárias do Brasil, Aécio Neves disse que o setor responde pela geração de riqueza e de inovação no país, mas é tratado de forma secundária pelo governo federal, sem a importância e o reconhecimento devidos. Aécio disse que falta protagonismo ao Ministério da Agricultura.

“Não fosse o agronegócio, a agropecuária, os indicadores da economia, que já são extremamente ruins nesses últimos anos, seriam ainda piores. Metade do crescimento da economia brasileira se deveu ao longo dos últimos três anos à força do agronegócio, e sem que tivesse havido ao longo desse período a parceria necessária do governo central Queremos um governo que efetivamente seja parceiro do agronegócio, um Ministério da Agricultura que recupere sua capacidade de influenciar e de ajudar a conduzir a política econômica e deixe de ser apenas um espaço para atendimento de demandas político-partidárias”, afirmou o presidente tucano.

Ele defendeu maior profissionalização do ministério: “A profissionalização do Ministério da Agricultura, a sua elevação no conjunto dos ministérios na tomada de decisões que dizem respeito à política econômica, é absolutamente necessária para que o Brasil não perca as condições já hoje pouco expressivas em determinados países do mundo de competitividade no setor”, disse.

presidente do PSDB defendeu também o estabelecimento de preços mínimos e de um seguro safra que estimule o produtor.

“Precisamos ter um seguro safra que garanta e estimule o produtor rural, mas precisamos ter também preços mínimos que sejam efetivamente honrados pelo governo. Venho aqui como brasileiro para agradecer a todos os produtores que aqui estão a extraordinária contribuição que vocês vêm dando ao Brasil. Vamos ter uma safra recorde esse ano e, infelizmente, parte dela mais uma vez se perderá pela ausência de armazenamento, fruto da incapacidade do governo planejar e investir. Da porteira para dentro ninguém é mais produtivo e competitivo do que o produtor brasileiro, mas, da porteira para fora, falta tudo, porque falta um governo com sensibilidade a essa importantíssima atividade econômica e social brasileira”, afirmou.

Improviso tem sido a marca do governo federal

Aécio Neves e o governador do Paraná, Beto Richa, conversaram com produtores e expositores, caminharam pela feira e almoçaram no bandejão.  Em entrevista, osenador disse que o improviso marca a atuação do governo federal em todas as áreas.

“Há hoje um improviso conduzindo o destino do país. E, aqui, nessa primeira viagem que faço nesse ano de 2014, acompanhando o governador do Estado, venho aqui àCoopavel. Sou de um estado que valoriza muito os gestos, acho que a política deve ser feita em determinados momentos muito mais de gestos que apenas de palavras. A nossa presença aqui é para dizer que não apenas respeitamos o agronegócio e o produtor rural, nós queremos muito mais do que isso. Mais na infraestrutura, na diminuição do custo Brasil, na melhoria da qualidade dos nossos portos, em um programa planejado de ferrovias, sempre prometido e jamais realizado. O Brasil que queremos é um Brasil onde o agronegócio seja respeitado, onde investimentos parainovação sejam estimulados e onde novas fronteiras possam ser abertas”, disse Aécio.

Discriminação do Paraná

Aécio Neves fez coro ao governador Beto Richa e ao senador Álvaro Dias, que têm denunciado a discriminação do Paraná pelo governo federal. O estado convive com baixa transferência de recursos do governo federal e não consegue liberação para a obtenção de financiamento por parte de organismos internacionais.

“Temos que virar a página dessa história que o dinheiro é federal, então faço quase como um favor ao Estado, ao município. É obrigação do governo federal compartilhar investimentos com estados e municípios. É quase um crime você punir um determinado estado porque fez uma opção política diferente daquela que os poderosos eventuais de Brasília achariam a mais adequada. Ao punirem o governador, punem toda a população do Estado. Aprendi isso muito cedo. Tem o tempo da eleição, e isso em uma democracia é fundamental, e depois o tempo da administração. O PT tem essa lógica perversa: eleição é o tempo todo”, alertou Aécio.

04/02/2014 Posted by | Política | , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio: Dilma apresenta Brasil como “ilha da fantasia”

Aécio: “Na ilha da fantasia a que a presidente nos levou mais uma vez a qualidade do ensino tem melhorado e a criação de creches é comemorada.”

As mentiras do PT

Fonte: Folha de S.Paulo

Dilma mostra ‘ilha da fantasia’ na TV, diz Aécio

Para empresários, pronunciamento foi queixa contra aqueles que criticam o governo

Empresários e líderes da oposição fizeram duras críticas ao pronunciamento de fim de ano da presidente Dilma Rousseff, veiculado anteontem em rede nacional.

Segundo o senador Aécio Neves (MG), pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Dilma omitiu problemas do país e fez “autoelogio”, apresentando “uma ilha da fantasia” no rádio e na TV.

“Sob o pretexto das festas de fim de ano, a presidente volta à TV para fazer autoelogio e campanha eleitoral. Na ilha da fantasia a que a presidente nos levou mais uma vez a qualidade do ensino tem melhorado e a criação de creches é comemorada”, disse Aécio em nota à imprensa.

Para o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), Dilma “dourou a pílula”.

“O Brasil passa por um momento de descrédito interno e externo enquanto a presidente doura a pílula com um discurso para lá de ufanista de seus feitos nos últimos anos, omitindo dos brasileiros a verdade sobre a situação da economia, que se arrasta em seu governo com um crescimento pífio”.

GUERRA PSICOLÓGICA

Na TV, Dilma disse que a área econômica é vítima de uma “guerra psicológica”.

Embora a presidente não tenha apontado o dedo para ninguém especificamente, empresários ouvidos pela Folha entenderam a citação como uma queixa contra aqueles que criticam a política econômica do governo.

Empresários e economistas têm reclamado do aumento nos gastos do governo, da falta de firmeza no controle da inflação e das regras dos leilões de concessões.”Tudo o que se exige dela são coisas bem objetivas”, disse um banqueiro, que pediu para não ser identificado.

“Se todo mundo sabia que era preciso fazer as concessões de rodovias, por que não fizeram isso três anos atrás? E as concessões de portos, que estão discutindo há dois anos e não conseguem colocar em prática?”, questiona.

Para um presidente de banco estrangeiro, o pronunciamento reforça o temor de que, se vencer as eleiçõesDilma deve radicalizar o modelo que marca seu mandato, considerado intervencionista e de deterioração das contas públicas. “Depois de se reeleger, ela não vai mais precisar ser flexível.”

31/12/2013 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

Aécio critica gestão deficiente do PT

Eleições 2014: senador Aécio diz que o PSDB está preparado para apresentar à sociedade em dezembro um ‘conjunto de ideias’ para o país.

Eleições Presidenciais 2014

Fonte: O Globo 

Aécio diz que economistas do PSDB não são seus porta-vozes

Pré-candidato tucano disse que ‘não há, hoje, clima para mudar a questão do salário mínimo

Preocupado com a repercussão de temas sensíveis ao eleitor, como as privatizações e a fórmula de reajuste do salário mínimo, o presidente nacional do PSDBsenador Aécio Neves, procurou se descolar nesta segunda-feira em Porto Alegre das opiniões de economistas identificados com a formulação de um programa de governo tucano à presidência da RepúblicaAécio disse que não tem porta-vozes nessa área e que “cada um dos economistas fala de suas convicções”.

Entre as opiniões do grupo, que reúne os ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e Gustavo Franco, e do BNDESEdmar Bacha, todos vinculados aos dois mandatos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, está a retomada do processo de privatizações e uma revisão da fórmula de cálculo do salário mínimo, que tem registrado ganhos reais desde que o PT assumiu o poder, há 10 anos. O grupo também tem defendido informalmente uma revisão na política de desonerações fiscais, mantida pelo atual governo como forma de aquecer o consumo.

– São pessoas que fazem parte das conversas (para a formulação de um plano de governo), mas não são meus porta-vozes. Eu ouço muitos economistas como ouço cidadãos de todas as formações. É muito bom que pensem também, gosto muito das usinas de ideias, mas eu não tenho porta-vozes. Eu os ouço, mas não quer dizer que o que está dito sejam posições minhas – afirmou o senador em reunião com empresários no Rio Grande do Sul.

Provável candidato do PSDB à presidência em 2014Aécio tentou se descolar especialmente da questão envolvendo a fórmula de reajuste do salário mínimo acima da inflação, considerada insustentável sem um aumento de impostos. Ele disse que “não há, hoje, clima para mudar a questão do salário mínimo”. E completou que as “desonerações que estão feitas, estão feitas”, além de afirmar também que asprivatizações que precisavam ser feitas, “foram feitas”. O senador advertiu, entretanto, que o atual governo coloca em risco as conquistas obtidas pelo país na área econômica, é ineficiente na gestão pública e não consegue obter avanços também na melhoria das condições sociais da população.

– O PT demonizou em todos esses anos as privatizações, as concessões, a presença do setor privado em determinados setores da economia. Hoje, curva-se à necessidade de participação do setor privado, mas o faz de forma atabalhoada, envergonhada e às pressas – disse.

Aécio criticou duramente a gestão da Petrobras e disse que a estatal se transformou na empresa não-financeira mais endividada do mundo na gestão do PT, elevando sua dívida em 10 anos de R$ 45 bilhões para R$ 190 bilhões. Na sua opinião, é necessário “reestatizar a Petrobras e tirá-la das garras de um partido político sem projeto de governo”, para compensar o fracasso da atual administração pública na condução da política econômica. Foi aplaudido pela plateia.

O senador voltou a dizer que o partido está se preparando para apresentar um “conjunto de ideias” à sociedade ainda na primeira quinzena de dezembro. Aécio fez questão de ressaltar que não se trata de um programa de governo, já que o candidato tucano à presidência deve mesmo ser definido apenas em março de 2014 – apesar da pressão de setores do partido para que a escolha seja oficializada ainda este ano. Segundo ele, “Minas não costuma botar o carro na frente dos bois”:

– O mais importante do que um nome formalmente indicado pelo partido é definirmos o que esse nome representa, o que pensa em relação à federação, em relação às políticas sociais, de que forma vai garantir a retomada dos investimentos que deixaram de vir para o país. Nesses próximos três meses, nosso esforço maior é na busca da construção dessa agenda – explicou.

Aécio também minimizou as pesquisas de opinião que dão vitória eleitoral à presidente Dilma Rousseff em 2014 na maioria dos cenários, incluindo sua eventual candidatura à presidência. Segundo ele, para que a presidente estivesse em uma posição confortável “precisaria estar com indicadores muito maiores” – os principais institutos dão a Dilma cerca de 42% das intenções de voto. O senador se disse convencido de que quem for para o segundo turno com a atual presidente “vai vencer as eleições”.

senador criticou o intervencionismo do governo na economia e disse que trocaria 20 dos atuais 39 ministérios por uma Secretaria Extraordinária de Desburocratização Tributária. De novo, foi aplaudido pela plateia.

Em Porto Alegre, Aécio também faz uma visita ao senador Pedro Simon (PMDB) em busca de apoio para uma eventual candidatura à Presidência da República. O PMDB do Rio Grande do Sul está dividido entre apoiar a reeleição de Dilma e a candidatura do governador de PernambucoEduardo Campos (PSB), que também deve ter apoio do PP no estado. Simon, que em 2010 declarou voto na candidata do PV,Marina Silva, disse que que Aécio “é um grande companheiro, digno, correto e sério”, mas preferiu não se comprometer com a candidatura tucana à Presidência.

12/11/2013 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

Aécio diz que não tem intenção de mexer no salário mínimo

Aécio: hoje, o aumento anual do salário mínimo é automático e está atrelado à inflação e ao crescimento da economia.

Eleições 2014

Aécio diz que não existe clima para mexer no salário mínimo

Aécio: durante agenda em Porto Alegre, o senador negou que tenha intenção de mexer na fórmula de reajuste anual do salário mínimo. Foto: George Gianni / PSDB

Fonte: Folha de S.Paulo

Aécio diz que não mexeria no salário mínimo

Possível candidato do PSDB afirma que ‘não há clima’ para acabar com reajuste automático num eventual governo tucano

Conselheiro econômico do senador mineiro diz que será preciso aumentar impostos para manter regra atual

Possível candidato à Presidência pelo PSDB, o senador mineiro Aécio Neves negou ontem, em Porto Alegre, que tenha intenção de mexer na fórmula de reajuste anual do salário mínimo e na atual política de desonerações em um eventual governo tucano.

Antes de uma palestra a empresários, o senador afirmou que “as desonerações que estão feitas, estão feitas, e [que] não há clima para mexer no salário mínimo“.

Com a declaração, o senador tentou descolar sua posição das opiniões de economistas ligados ao PSDB e que têm conversado com o tucano para formular um futuro plano de governo.

Em reportagem publicada ontem pelo jornal “Valor Econômico”, os conselheiros de Aécio criticaram a política de desonerações para setores específicos, que consideram “discriminatória”.

Um deles, Samuel Pessôa, da Fundação Getúlio Vargas, defendeu uma maior abertura da economia e disse que, se a atual regra de reajuste do salário mínimo for mantida, o governo será obrigado a criar novos impostos para compensar o custo.

Pessôa afirmou que ainda não havia falado sobre o tema com o tucano.

Hoje, o aumento anual do salário mínimo é automático e está atrelado à inflação e ao crescimento da economia.

Questionado sobre o que dizem seus conselheiros, Aécio afirmou ontem que ouve muitas pessoas, mas que não tem “porta-vozes”: “A opinião dessas pessoas não é necessariamente a minha”.

Durante a fala para os empresários, o senador defendeu a “reestatização” da Petrobras para tirar a empresa das “garras” do PT e transformá-la novamente em “instrumento do Estado brasileiro”.

O senador mineiro propôs ainda a troca de “20 dos atuais ministérios que existem hoje” por uma “Secretaria Extraordinária de Desburocratização Tributária”. Segundo ele, o governo deve ser “ousado e corajoso na implementação de reformas”.

Aécio reafirmou seu compromisso de apresentar uma agenda no início de dezembro com as principais propostas do partido para um futuro governo. Na avaliação dele, o PT não avançou na agenda “porque prefere o poder à agenda transformadora”.

Após o evento, Aécio foi até a casa do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que é crítico ao governo da presidente Dilma Rousseff, apesar de integrar o partido do vice-presidente Michel Temer.

Para Simon, “Aécio é um grande companheiro, digno, correto e sério”, mas ainda é cedo para fechar alianças.

12/11/2013 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário