Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Ações de Aécio junto à agricultura familiar permitiram expansão da atividade em Minas e regulamentação de lei federal facilitará obtenção de recursos de produtores mineiros.

Nova lei de extensão rural facilita acesso a recursos
Assistência técnica: Com apoio, produção dos agricultores cresce 9%
Fonte:
Rosangela Capozoli, para o Valor, de São Paulo

Menos burocracia e maior sustentabilidade e agilidade na obtenção de recursos. Esse é principal objetivo da Lei Geral da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) sancionada em janeiro e que está à espera da regulamentação para, em seguida, ser dado o sinal verde para as primeiras chamadas públicas para atendimento aos agricultores.

“O decreto de regulamentação está pronto na Casa Civil. Já avançamos e elaboramos o sistema de informática por onde a lei vai tramitar, começando pelo credenciamento dos produtores da agricultura familiar”, afirma Argileu Martins da Silva, diretor do departamento de assistência técnica e extensão rural do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA). A Lei Geral de Assistência Técnica e Extensão Rural, institui a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para Agricultura Familiar (Pnater) e cria o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (Pronater).

“A Lei de Ater reforça os investimentos do governo federal em assistência técnica e extensão rural”, diz Nilton Cosson, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Assistência Técnica Extensão Rural (Asbraer) e secretário de Extensão Agro Florestal e Produção Familiar do Acre. A lei avançou e o orçamento do setor acompanhou a evolução. Em 2003, os recursos disponíveis para o segmento eram de R$ 42 milhões e passaram para R$ 482 milhões no ano passado, um salto de 1.000% no prazo de sete anos, com um total acumulado R$ 1,57 bilhão no período. Para 2010, a proposta de lei orçamentária é de quase quadruplicar. “Podemos afirmar que deverá atingir R$ 1,8 bilhão em todo o Brasil”, diz Martins da Silva. O número de agricultores e assentados da reforma agrária atendidos pela extensão rural também cresceu. “O aumento de família assistida pela Ater passará de 3,04 milhões de famílias assistidas em 2009 para cerca de 3,5 milhões de famílias neste ano”, estima Cosson.

Depois de quase dez anos de luta para aprovação da lei, representantes do setor apostam que ela dará mais impulso a um serviço que anteriormente estava atrelado a convênios, impedindo que os recursos chegassem no momento de necessidade do agricultor. Agora, os repasses serão feitos por edital, para cada situação específica. “O apoio à produção familiar é dinâmico e às vezes os recursos não saem no momento exato. A Lei Geral de Ater tem dois aspectos principais: dá continuidade ao processo e não terá mais interrupção em função de projetos ou convênios”, diz Cosson. O serviço contratado através de edital, segundo ele, irá fortalecer e garantir uma assistência mais forte e mais qualificada aos produtores.

Com a lei, a extensão rural passa a ser reconhecida como “serviço essencial, da mesma forma que a saúde, a educação e a segurança, e os recursos federais vão chegar mais fácil e rapidamente aos agricultores familiares e de forma continuada e articulada com o calendário agrícola, possibilitando mais investimentos no campo”, diz Antonio Lima Bandeira, presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

Martins da Silva destaca a importância da assistência técnica na agricultura familiar e aponta o resultado da produtividade de algumas culturas que tiveram acesso, dando como exemplo o programa Mais Alimentos. “Os agricultores que receberam assistência técnica tiveram um aumento de 9% na produção de alimentos na última safra sobre a anterior”, afirma. O leite, por exemplo, teve um ganho de 18,25%, seguido da mandioca com 13,4%, milho 9,3% e o feijão 8,9%. Outras culturas como café, trigo e arroz tiveram aumento de 7,6%, 5,4% e 3,2%, respectivamente. “A assistência técnica é a mola propulsora das demais políticas. Quanto mais acesso a políticas públicas e conhecimento a agricultura familiar receber, maior o índice de crescimento”, garante.

Após o “esfacelamento” da extensão rural, ela foi restabelecida a partir de 2002 com a criação do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) dentro do MDA. “Hoje, em quase todas as unidades da federação houve uma recomposição do sistema de extensão rural. Entidades que não existiam mais estão sendo reconstruídas”, diz Cosson. Pelas suas contas, hoje são mais de 17 mil técnicos profissionais focados na extensão rural. “O serviço de extensão rural está em 5.561 municípios, ou seja, em 95,3% dos municípios com a presença da extensão rural. A meta é atingir 100% até 2011.”

“A aprovação da Lei Geral de Ater deverá trazer avanços importantes para afirmação da política pública de assistência técnica e extensão rural nos Estados, proporcionando às Emateres mais flexibilidade na aplicação dos recursos e investindo-os da forma mais apropriada”, afirma Lima Bandeira que também é professor e doutor em economia rural. Ele garante que vai dar sequência ao projeto atual do ex-governador Aécio Neves para a Ater no Estado e ressalva que, “às vezes, fará um necessário ajuste por questão de estilo. Não temos um projeto novo, mas temos ideias e a inspiração conceitual para reviver posições pessoais, tendo em mente a caminhada já iniciada e que vamos prosseguir”. Sobre os avanços da extensão rural mineira nos últimos anos, o presidente lembra que a empresa se modernizou graças aos investimentos do governo de Minas.

Segundo Cosson, desde 1990 o orçamento para extensão rural e assistência técnica tem sido sustentado pelos Estados, de acordo com suas possibilidade. “Hoje, os Estados estão bancando quase que a totalidade, mas com a lei esse processo deverá sofrer modificações e é possível que retome 50% por parte do governo federal e os Estados arquem com o restante”, comenta.

O aumento médio da safra da agricultura familiar tem sido entre 5% e 10%. “Todo ano temos recorde de safras e o importante não é só o aumento da produtividade, mas incorporar áreas que não estão no processo de extensão”, lembra Cosson. Ele diz ainda que na Amazônia, por exemplo, são 2 milhões de hectares a serem incorporados. “Temos um grande avanço a fazer e isso está sendo feito através do fortalecimento familiar que é responsável por uma média de 80% da produção de alimentos do país. Essa lei privilegia o setor”, resume.

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22/06/2010 Posted by | Ação Sustentável, Cidadania | , , , , , , | Deixe um comentário

7º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais premiará produção sustentável

A valorização da produção sustentável terá destaque no 7º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais. O regulamento, divulgado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), prevê, além dos prêmios para as três melhores amostras em cada categoria (categorias natural e cereja descascado), homenagem aos cafeicultores com o melhor café produzido com sustentabilidade, também nas duas categorias.

Para o diretor técnico da Emater-MG,  José Ricardo Ramos Roseno, “Não podemos separar qualidade e sustentabilidade”. Os cafeicultores participantes do programa estadual Certifica Minas Café serão incentivados a inscrever amostras da safra 2010 no concurso. “O programa de certificação foi responsável, entre outros avanços, pela melhoria da qualidade dos cafés mineiros”, disse. Serão considerados aspectos como o respeito às legislações ambiental e trabalhista e boas práticas agrícolas, como o uso correto de agrotóxicos e equipamentos e manejo das lavouras.

O concurso estadual de qualidade dos cafés produzidos em Minas Gerais será lançado oficialmente durante a Expocafé 2010, nesta quarta-feira (16). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 8 de setembro, nos escritórios da Emater-MG. Serão avaliadas a umidade e a uniformidade dos grãos apresentados e as características sensoriais da bebida preparada com eles, como sabor, aroma, corpo e grau de acidez.

De acordo com o regulamento do concurso, serão desclassificadas amostras com umidade superior a 11,5% e as que apresentarem colorações amarelada, amarela, esbranquiçada e discrepante. Também não poderão participar amostras com vazamento superior a 5% na peneira 16.

Quanto ao sabor e aroma da bebida preparada, que irão definir a classificação, serão admitidas somente amostras com as seguintes características: estritamente mole (café que apresenta, em conjunto, todos os requisitos de aroma e sabor “mole”, porém mais acentuado); mole (com aroma e sabor agradáveis, brando e adocicado); apenas mole (sabor levemente doce e suave, mas sem adstringência ou aspereza de paladar). Além dessa classificação, serão analisados pelos julgadores os atributos sensoriais de corpo, acidez, doçura e fragrância, que receberão notas de 0 a 10.

Entre as novidades do 7º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais está o georreferenciamento de todas as amostras inscritas. “Esse processo vai proporcionar às propriedades participantes um diferencial a mais no mercado internacional”, afirma o coordenador do concurso, Marcos Fabri Junior, da Emater-MG. Ele explica que o georreferenciamento será feito por técnicos da empresa e garantirá aos compradores o rastreamento da origem do produto. Mais informações sobre como participar podem ser obtidas pelo telefone (35) 3821-0020 ou pelo e-mail uregi.lavras@emater.mg.gov.br.

Expocafé 2010

A Emater-MG apresentará diversas tecnologias de baixo custo para a cafeicultura durante a 13ª Expocafé, que acontece de 16 a 18 de junho, na Fazenda Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Três Pontas, no Sul de Minas. Os visitantes poderão conhecer as características de diferentes tipos de terreiros usados para a secagem de café, além de um lavador construído artesanalmente, que separa o café cereja (maduro) dos secos.

17/06/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Governo Aécio estimula produção de grãos de girassol em 70 cidades de Minas com agricultura familiar – produção vai para fabricação de biocombustível

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) está ampliando suas ações no Estado para o Projeto de Biocombustíveis da Petrobras. O projeto, executado em 70 municípios do Norte de Minas, parte do Vale do Jequitinhonha e Centro-Oeste, está sendo estendido agora para nove municípios do Sudoeste mineiro. A iniciativa vai beneficiar cerca de 80 agricultores familiares, que produzirão grãos de girassol para abastecer a fábrica de biocombustíveis da estatal federal, em Montes Claros, Norte de Minas. Desde o primeiro contrato firmado em 2007, a Emater-MG mantém parceria com a Petrobras para atender produtores nas atividades de orientações técnicas, cadastramento e distribuição de sementes e sacarias para o acondicionamento da matéria-prima (oleaginosas).

No Sudoeste, as lavouras de girassóis irão ocupar um total de 900 hectares de terra. E o plantio ocorrerá na época da entressafra, que vai de março a julho, segundo o coordenador técnico estadual Waldyr Pascoal Filho, gestor do projeto. “O produtor acabou de colher o milho e agora vai aproveitar a terra ociosa neste período para o plantio de girassol, matéria-prima do biocombustível”, explica o coordenador. De acordo com Pascoal, o clima favorável da região favorece o plantio da oleaginosa na entressafra. Além disso, os produtores locais já têm experiência na produção de girassol para abastecer as indústrias de óleo. “Mas isso não beneficiava diretamente o pequeno produtor, pois as lavouras destinadas a esse fim são de grandes produtores. Agora, com a inclusão do agricultor familiar da região, no projeto da Petrobras, surge uma nova fonte de renda para esse grupo que ficava à margem do mercado”, argumenta.

Ainda segundo o gestor do projeto, estão sendo destinadas oito toneladas de sementes para os produtores cadastrados do Sudoeste. A distribuição já está ocorrendo nos municípios de Cássia, Carmo do Rio Claro, Pains, Passos, Pimenta, Piumhi, São João Batista da Glória, São José da Barra e Bom Jesus da Pinha. Só no município de Pains estão sendo doadas, pela Petrobrás, 1.620 quilos de sementes para os produtores locais. Um dos cadastrados é o agricultor Douglas Ribeiro, que vê no plantio de girassol, não apenas mais uma fonte de renda, mas também uma forma de recuperar os três hectares de terra que dispõe para esta finalidade. “É mais uma oportunidade de aumentar a renda familiar e fazer rotação de cultura no solo, pois o terreno está ficando fraco com o cultivo de sorgo para silagem”, conta.

Em Pains, o também agricultor familiar Altair José de Souza, que reserva uma área total arrendada de 115 hectares para o empreendimento, afirma que o projeto tem tudo para ser um bom negócio. “Tem mais gente interessada em plantar girassol. Após a safra de milho, a terra fica parada. Então plantar girassol para biocombustíveis tem tudo para ser bom”, diz. O agricultor, que trabalha em parceria com o pai e o irmão, e já adiantou o plantio de sementes de girassol em 15 hectares do terreno, só está esperando a assinatura do contrato de venda com a Petrobras para semear nos 100 hectares restantes.

Norte

Nas demais regiões onde o Projeto do Biocombustível já está implantado, a Emater-MG trabalha atualmente com 2.800 pequenos produtores de mamona e girassol, em uma área de sete mil hectares. Mas meta da empresa para o ano agrícola 2009/2010, nestas regiões, é chegar aos 4.600 agricultores familiares e uma área plantada de 9.200 hectares, segundo Waldyr Pascoal, gestor do projeto.

Em Ubaí, no Norte de Minas, cerca de 51 famílias de agricultores cultivam mamona com esta finalidade, mas o projeto beneficia indiretamente outras 200, segundo o extensionista da Emater-MG local, Márcio Mendes. “O projeto é mais uma fonte de emprego e renda para as famílias”, comemora. De acordo com Mendes, o município está produzindo em média, 800 quilos de mamona por hectare. E o valor pago pela Petrobras é de R$ 0,71 o quilo com casca e de R$ 1,18 sem casca. O preço pode oscilar, conforme a demanda do mercado, afirma o extensionista da Emater-MG.

O produtor ubaense José Ramos Irmão, confirma. “O comércio é seguro e o preço pago é muito bom. Enquanto outras culturas se perdem, a mamona é uma planta segura, faça chuva ou sol”, diz. Segundo Ramos, ele começou a produzir a oleaginosa em 2008 para biodisel, mas tem experiência com o cultivo da planta desde a infância. Ele afirma que começou plantando em uma área de meio hectare, mas que esse ano já destinou quatro hectares para esse fim.

19/03/2010 Posted by | Ação Sustentável, Água | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Governo Aécio Neves implementa Programa de Comercialização Coletiva de Avicultura Familiar no Vale do Mucuri

Orientar sobre o manejo e a comercialização de frangos e galinhas. Essa é a proposta do Programa de Comercialização Coletiva de Avicultura Familiar desenvolvido pelo Governo Aécio Neves, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), no município de Poté, no Vale do Mucuri. A iniciativa ajudou a diminuir despesas e garantir mercado para os avicultores.

Antes do programa, os produtores trabalhavam isoladamente. Um dos principais problemas era o alto valor das despesas. Orientados pela Emater-MG, os avicultores optaram por trabalhar em conjunto. A partir daí foi implantado no município o Programa de Comercialização Coletiva de Avicultura Familiar. Uma iniciativa da Emater-MG em parceria com a Associação Apícola do Alto Mucuri (Apialto  para estimular a avicultura de corte e postura.

A proposta visa principalmente organizar a compra e a venda coletiva das aves. Ao comprarem um número maior de aves de uma só vez, os avicultores conseguem um preço melhor. O desconto pode chegar a 10% dependendo da raça. “ É uma grande vantagem para nós por que o preço fica mais em conta”, diz o produtor Ubirajara Clóvis Ferreira.

O grupo é formado por 12 produtores. A compra coletiva é organizada pela Emater-MG que, além de pesquisar os melhores preços, também se preocupa com a qualidade das aves a serem adquiridas. Os recursos para a compra são do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A comercialização das aves também é feita em conjunto por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do governo federal. Isso garante a venda de 50% da produção do grupo que é adquirida pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com Ubirajara Ferreira, o valor pago pela Conab é melhor do que o de mercado. O que não é comercializado por meio do PAA é vendido no comércio local. “As pessoas preferem comprar nossos produtos, pois sabem da procedência, sabem de onde vem”, explica Ubirajara.

Por meio do Programa de Comercialização Coletiva, os avicultores recebem todas as orientações necessárias da Emater-MG. Os produtores são informados sobre o preparo da ração, limpeza do local e cuidados para a prevenção de doenças. De acordo com o extensionista do escritório local da Emater-MG, Élvio Pereira Alves de Souza, antes do programa a taxa de mortalidade era de 10%. Hoje, não ultrapassa 3%. “Além de comercializar as aves, os produtores vendem os ovos e têm alimento para sustentar a família. O programa possibilitou que os avicultores aprendessem a planejar suas ações”, diz Élvio Pereira.

29/01/2010 Posted by | Ação Sustentável, Cidadania | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Governo Aécio Neves faz convênio para implementar hortas escolares e oficinas de alimentação verde para alunos do interior

Alimentação escolar, educação de jovens rurais e cooperativismo são os objetivos de ações previstas em convênios assinados,  quarta-feira (27), em Belo Horizonte, pelo Governo Aécio Neves, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), e quatro instituições. A solenidade, que aconteceu no auditório da sede da Empresa, reuniu representantes das instituições parceiras, entre elas a Prefeitura de Belo Horizonte, além de extensionistas e convidados.

Com o município de Belo Horizonte, a Emater-MG firmou um termo de cooperação técnica para a implantação de hortas escolares e a promoção de oficinas e palestras sobre o tema. A parceria vai atender alunos de dez escolas municipais integradas. A proposta é trabalhar a alimentação de forma prática, oferecendo aos estudantes a oportunidade de aprender o manejo das hortas. “O objetivo é utilizar a experiência da Emater-MG para divulgar a importância do consumo de alimentos de qualidade e o impacto disso na saúde das crianças e jovens”, explica Fabrício de Almeida, gerente regional de Belo Horizonte.

A Emater-MG também renovou convênio com a Associação Mineira das Escolas Família (Amefa), que reúne as Escolas Família Agrícola (EFA), instituição de ensino para adolescentes e jovens rurais. O convênio prevê a oferta de estágios para os estudantes nos escritórios da Emater-MG e em projetos, como o Transformar, que capacita jovens rurais. Segundo a coordenadora técnica estadual da Emater-MG, Lázara Alves, os jovens que estudam na EFA aprendem não apenas ler e escrever, mas também a realizar atividades como plantar, criar animais, cuidar do campo e tirar leite, entre outras funções. “É uma educação contextualizada, focada na realidade rural”, afirma Alves.

Também nessa quarta-feira (27), a Emater-MG firmou contrato de prestação de serviços com a Cooperativa de Produtores Rurais de Formiga (Coopfor), que reúne produtores de leite do município. “O contrato vai permitir que a Emater-MG desenvolva ações de capacitação do corpo funcional da instituição e dos fornecedores dela, em gestão e planejamento e em cooperativismo”, diz o gerente geral do Detec, Feliciano Oliveira.

Outro contrato firmado com a Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais (Sicoob) Central Crediminas, vai atender aos associados na contratação de operações de crédito rural, conjugada com assistência técnica em toda a área de atuação da Emater-MG no Estado.

29/01/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Governo Aécio coloca em prática a segunda fase do Projeto de Manejo Integrado de Sub-bacias Hidrográficas

Está previsto para o próximo mês, o início da segunda etapa de obras do Projeto de Manejo Integrado de Sub-bacias Hidrográficas, que prevê ações de revitalização nos afluentes do Rio São Francisco em mais 12 municípios mineiros. Quatro desses municípios estão na região Norte e oito na região Noroeste. Serão realizadas obras para proteção de nascentes, matas ciliares e de topo, além de bacias de captação de água de enxurradas, terraços e adequação de estradas vicinais. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG)participa da ações que envolvem outros órgãos do Governo Aécio Neves. O projeto faz parte de convênio com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), que vai beneficiar 89 municípios mineiros.

A empresa mineira de extensão rural atua na mobilização dos usuários das sub-bacias e na escolha dos locais das obras, além de acompanhar a realização e passar orientações técnicas, respeitando a vontade dos beneficiários. “Como conhecedora das comunidades rurais e em função da relação de confiança dos agricultores com os extensionistas, a Emater-MG tem capacidade de identificar os problemas ambientais e as ações necessárias para a recuperação e produção sustentável, nas sub-bacias selecionadas”, explica o diretor técnico da empresa, José Ricardo Ramos Roseno.

O presidente da Emater-MG, José Silva, lembra que a experiência mineira está servindo de modelo para outros estados do país. A empresa vai capacitar entidades de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) de outros estados que compõem a Bacia do São Francisco. “Temos em Minas Gerais uma metodologia de revitalização de bacias que está atraindo a atenção de outros estados, como os do Nordeste brasileiro. Nossa metodologia, que começa com educação ambiental, inclui a participação de jovens, crianças, lideranças e setor produtivo. Acreditamos que política pública feita com a participação dos beneficiários tem muito mais possibilidade de êxito”, completa Silva. Além de Minas Gerais, o Rio São Francisco corta os estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, áreas de abrangência do Programa de Revitalização do Rio São Francisco, dogGoverno federal.

O Projeto de Manejo Integrado de Sub-bacias Hidrográficas começou em 2002 e abrange 200 municípios da Bacia do São Francisco com três tipos de ações: educação ambiental para usuários da bacia; mobilização dos municípios com afluentes do São Francisco, por meio de seminários com a participação das comunidades; e obras de recuperação ambiental, o que inclui barraginhas, terraceamentos e recomposição de matas ciliares e de topo, entre outras.

O projeto já concluiu em parceria com a Codevasf várias obras em 17 municípios, banhados pelos rios Verde Grande, Pacuí e Pajeú, afluentes do Velho Chico. Até maio deste ano, serão concluídas outras obras da primeira etapa do projeto, em mais 17 municípios mineiros, de acordo informação da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), à qual a Emater-MG é vinculada. A Seapa responde pela coordenação-geral do projeto. De acordo o superintendente de Planejamento, Gestão e Finanças da Secretaria,

26/01/2010 Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Viveiros de mudas ajudam Governo Aécio Neves e Cemig no reflorestamento da Bacia do Rio São Francisco

O reflorestamento da bacia do Rio São Francisco ganhou um importante aliado. O viveiro de mudas instalado no ano passado, junto à Usina Hidrelétrica Três Marias, da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), já auxilia na recomposição da mata ciliar do Rio Paraúna e de cursos d’água nos municípios de Presidente Juscelino, Paineiras e Abaeté, na região Central de Minas Gerais. Em dezembro, a comunidade rural do Bonfim recebeu o lançamento do Programa de Reflorestamento de Áreas Degradadas em Bacias Hidrográficas Formadoras de Afluentes do Reservatório da Represa de Três Marias, com a participação de crianças e jovens no plantio de mudas.

Bonfim está localizada na sub-bacia hidrográfica do Rio Extrema, município de Três Marias, que deságua no lago da usina e concentra nascentes e córregos que sofrem grande impacto ambiental. O programa, uma parceria da Cemig com instituições locais, que diminuirá o aporte de sedimentos no reservatório, também atende a expectativa dos proprietários da região. Em conjunto com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) foram também realizadas reuniões de sensibilização, conscientizando os proprietários sobre o valor da preservação ambiental.

A Cemig fornece adubos, formicidas e mudas, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) garante cercas de eucalipto e rolos de arame farpado para o cercamento das nascentes e córregos onde a mata for reconstituída e a Prefeitura de Três Marias transporta todo esse material. Os proprietários rurais da Associação Comunitária do Bonfim são responsáveis pelo frete das mudas entre o viveiro e o local de plantio, pela reserva e cessão das áreas escolhidas e pela mão de obra. A Emater-MG realiza a assistência técnica e a elaboração do projeto.

No primeiro ano, serão reflorestados 19,6 hectares de 17 propriedades, sendo 8,5 ha em área de mata ciliar, 7,5 ha próximos a nascentes e quatro ha em áreas degradadas de recarga hídrica. Até o final do ano, a área será ampliada para 25 hectares de 25 propriedades, incluindo a construção de terraços em curva de nível, para a proteção do solo, em 125 ha de pastagens e a construção de 100 bacias de captação de águas pluviais, totalizando um investimento de quase R$ 250 mil.

Segundo o secretário de Meio Ambiente e Agricultura de Três Marias, Roberto Carlos da Silva, o trabalho realizado no Bonfim será um exemplo para atender todas as demais sub-bacias no município.

Espécies nativas

O viveiro de Três Marias, instalado ao lado da usina, vai assegurar as mudas necessárias ao trabalho de reflorestamento nas regiões Norte e Noroeste de Minas. Com capacidade para abrigar 40 mil mudas de espécies nativas, elas serão destinadas aos programas de reflorestamento ciliar e arborização urbana na região, realizados em parceria com proprietários rurais, empresas e instituições que atuam na área ambiental.

Segundo o analista ambiental Renato Junio Constâncio, da Gerência das Usinas do Norte da Cemig, tecnicamente, o viveiro é denominado de espera ou terminação. “O material genético, frutos e sementes, é coletado na região de Três Marias e processado no Laboratório de Sementes da Cemig, em Belo Horizonte. A produção acontece no viveiro da Usina de Itutinga, no Sul de Minas e depois segue para cá”, explica.  Dentre as espécies cultivadas, estão ingá, capinxigui, peito de pombo, gonçalo alves, aroeira, sangra d’água, guanandi, cedro, cagaita, mangaba, pau viola, tamboril e ipê.

14/01/2010 Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Pesquisa realizada pelo Governo Aécio Neves indica que do total de artesãos de Minas, 55,8% estão ligados à agricultura familiar

Minas Gerais possui um dos mais variados e ricos acervos do artesanato brasileiro. Para conhecer melhor a realidade do artesão mineiro, O governo Aécio Neves, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), fez um estudo com 1.112 pessoas de 426 municípios que atuam na área. A pesquisa acaba de ser divulgada e revela dados importantes sobre o setor como a renda dos artesãos que em cerca de 70% dos casos é de até R$ 300 por mês. Quarenta por cento dos entrevistados afirmaram ter no artesanato sua principal fonte de renda. A pesquisa traz ainda informações sobre nível de escolaridade, faixa etária dos artesãos, forma de comercialização de produtos, local de trabalho, entre outros dados.

O levantamento foi feito, no período de junho a setembro de 2008, por meio de questionários aplicados por extensionistas rurais. Do total de artesãos pesquisados, 55,8% deles são agricultores familiares. Segundo o presidente da Emater-MG, José Silva, a empresa apoia o trabalho artesanal por ser um instrumento de desenvolvimento local sustentável e promoção do resgate das tradições e da história de vida das famílias, contribuindo para a preservação da cultura local. “Essa pesquisa é importante porque descreve a realidade do artesanato mineiro produzido pela agricultura familiar e orienta as políticas públicas voltadas para a categoria”.

A grande presença feminina no setor foi comprovada na pesquisa: 81,4% dos artesãos são mulheres e apenas 18,6% de homens. Quanto a idade, as principais faixas etárias são de 39 a 51 anos (37%) e 25 a 38 anos (29%). Com relação ao nível de instrução, 34,3% dos artesãos têm ensino fundamental de 1ª a 4ª série, 25,9% ensino fundamental de 5ª a 8ª série e 30,3% ensino médio. Apenas 2,2% não são alfabetizados.

A aprendizagem da técnica artesanal em 41,8% dos casos ocorreu no núcleo familiar e os artesãos já trabalham com o método há vários anos (29,2% de 1 a 5 anos atrás; 27,2% há mais de 20 anos; 19,5%, de 6 a 10 anos; 14,8% entre 11 a 20 anos e 9,3% há menos de um ano). “A experiência que eles têm e a cultura da produção artesanal são pontos fortes que constatamos. O mercado está cada vez exigente e os artesãos mineiros têm um produto que agrada esse mercado, então é só trabalhar essa vocação para potencializar a atividade”, comenta a coordenadora técnica da Emater-MG e gestora do programa Agregaminas, Cristina Linhares.

O estudo revela ainda que o artesanato geralmente é feito em casa e sem local definido (65,2%). Apenas 21,2% dos pesquisados tem oficina em casa. Os materiais mais utilizados são têxteis (40,5%), fibras (20,2%), madeira (11,3%) e argila (11%). 75,3% dos artesãos costumam adquirir a matéria-prima de forma individual e apenas 24,6% de forma coletiva. A maioria dos artesãos comercializa seus produtos no mercado local de maneira informal. “Precisamos trabalhar com os artesãos a gestão da atividade. Fazer que ele compreenda a realidade do mercado e veja a sua atividade como um negócio”, salienta a coordenadora da Emater-MG.

08/01/2010 Posted by | Ação Sustentável | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Governo Aécio Neves investe na ampliação da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar da Região Metropolitana de Belo Horizonte

A Gerência de Qualidade do Ar (Gesar) da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), coordenada pelo Governo Aécio Neves, investiu na ampliação da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) em 2009, com o aumento do número de estações funcionais. Outro ponto importante foi a implantação de um novo parâmetro de medição de partículas inaláveis, o PM 2,5, que servirá como subsídio para uma possível alteração na legislação nacional. O PM 2,5 permite avaliação de partículas menores do que prevê a legislação atual, além de ser uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Um dos principais avanços é relativo à estação Tancredo Neves, na região de Contagem. A estação, implantada por meio de uma medida compensatória ao licenciamento ambiental da Fiat Automóveis, começou a ser operada e calibrada pela Feam em 2009. A estação Tancredo Neves tem como ponto fundamental a consolidação da análise do monitor PM 2,5, que faz a medição de partículas com 2,5 micrômetros de diâmetro, equivalente a um milímetro dividido por mil. Seus resultados são armazenados a cada 15 minutos e, por isso, o equipamento oferece mais precisão em relação ao monitoramento das partículas presentes no ar. Essa iniciativa permite uma medição mais precisa das partículas em suspensão no ar. Segundo a legislação brasileira, padrões fixados pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), por meio da Resolução 03/90, os medidores instalados são do tipo PM10, que medem partículas inferiores a 10 micrômetros de diâmetro.

Com recursos obtidos pelo Projeto Associado Otimização da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar da RMBH, a Gesar também conseguiu adquirir equipamentos mais modernos, como o datalogger. Esse equipamento permitiu a coleta e armazenamento de dados de concentração dos poluentes monitorados pelos analisadores para posterior transmissão on-line, viabilizando a operação da estação Tancredo Neves. Os resultados são animadores, com a porcentagem de “medições omissas”, para a estação Tancredo Neves, que era de 100%, em 2008, sendo reduzida para 39%, em 2009.

“Juntamente com a operação, foi assumida também a calibração dos equipamentos que constituem essa estação, o que tem feito que a Gesar invista continuamente na formação profissional de um técnico para desempenhar especialmente essa complexa função. Paralelamente, a Gesar investiu em um equipamento de comunicação, que além de permitir o acesso, via linha telefônica, das medições realizadas pelos equipamentos da estação, permitiu que os mesmos fossem adquiridos de diferentes fabricantes”, explicou o analista ambiental da Gesar, Edwan Fioravante.

“As medições iniciais indicaram que não houve ultrapassagem do padrão diário de qualidade do ar estabelecido pela agência ambiental dos Estados Unidos (EPA), que corresponde a 35 microgramas por metro cúbico de ar”, informou Edwan.

Expansão da rede de monitoramento

Após um ano de monitoramento através de uma estação móvel, chegou-se à conclusão de que é necessária a implantação de uma estação fixa para analisar a qualidade do ar na região de Vespasiano, principal eixo de crescimento urbano da RMBH. O próximo passo da Gesar será transferir o monitoramento móvel para a região da Refinaria Gabriel Passos e posteriormente fazer análise semelhante na região de Pedro Leopoldo.

“A continuidade do monitoramento móvel em outros municípios permitirá que os técnicos da Gesar identifiquem os principais poluentes em cada município, bem como estabelecer diretrizes para expansão da rede de estações fixas de monitoramento de qualidade do ar”, disse o analista ambiental.

Qualidade do ar

O monitoramento da qualidade do ar já é realizado constantemente pela Feam em 20 estações dentro do Estado, sendo metade delas na Região Metropolitana e as outras 10 no interior, em Pirapora, Itabira e Ipatinga. Nelas, estão instalados monitores de PM-10, analisadores de gases, sensores meteorológicos e sistemas de aquisição e transmissão dos dados. Em cada estação há cinco aparelhos e os parâmetros medidos por eles são: material particulado inalável, dióxido de enxofre (SO2), monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx), hidrocarbonetos (HC) e ozônio (O3).

Todos os dias são observadas as informações das 24 horas passadas e é feita uma comparação de acordo com os parâmetros do Conama. Em seguida, técnicos da Feam traduzem as informações da linguagem técnica, que trabalha com números, para níveis que podem ser facilmente entendidos pela população. Dessa forma, a qualidade do ar é classificada como ótima, boa, regular, inadequada (atenção), má (alerta), péssima (emergência) e crítica. Os dados podem ser acessados no site da Feam (www.feam.br).

23/12/2009 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , | Deixe um comentário

Prêmio Furnas: Governo Aécio Neves ganha prêmio por projeto Unidades Verdes que mantém seis centros de educação ambiental em Minas

Enquanto o mundo aguarda o desfecho das discussões sobre o acordo climático, na Conferência do Clima das Nações Unidas, que acontece em Copenhague, Dinamarca, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Governo Aécio Neves, comemora o reconhecimento de mais um dos seus trabalhos, que tem nos cuidados com o meio ambiente o foco de suas ações. A Emater-MG acaba de conquistar o 1º lugar do Prêmio Furnas Ouro Azul, na categoria Empresa Pública, com o Programa VerdeMinas.

O programa, do Governo de Minas, coordenado pela Emater-MG e desenvolvido em parceria com instituições públicas estaduais, federais, prefeituras e sociedade civil organizada, entre outros, desenvolve diversas ações de preservação ambiental em várias regiões do Estado, por meio de seis centros de educação ambiental, denominados unidades VerdeMinas. No ano passado, a empresa conquistou o 2º e 3º lugares, com os projetos “Rio das Pedras: sangue da nossa terra, parte da nossa vida”, do escritório local de Glaucilância, e “Plantando Àgua com Consciência Ambiental na Bacia do Rio São Francisco”, de Brasília de Minas.

As unidades VerdeMinas atuam na área de educação ambiental, com o envolvimento da comunidade regional na discussão e gestão de projetos que contribuem para conservação dos recursos naturais. As atividades têm como foco a melhoria da qualidade e da quantidade de água. “O grande diferencial do VerdeMinas é levar educação ambiental, considerando as especificidades e características regionais do Estado”, explica a coordenadora regional de Meio Ambiente da Emater-MG de Passos, Alice Soares. Na regional está em fase de implantação mais uma unidade do VerdeMinas. Em 2010, o programa deverá ganhar mais cinco novas unidades em outras sub-bacias hidrográficas do Estado, de acordo a coordenadora.

Segundo Alice Soares, entre as várias iniciativas do Verdeminas são destaques os projetos Ecossocial do Cerrado, que visa minimizar as causas do desmatamento no Cerrado; Educação Ambiental Itinerante, que desenvolve ações de educação ambiental em comunidades rurais e urbanas; e Manejo Integrado de Bacias, que prevê a implantação de obras e estruturas de conservação de solo e água, readequação de estradas vicinais e planejamento das propriedades rurais. Já o gerente da unidade VerdeMinas de Brasília de Minas, José Aloizio Nery, ressalta o que chama educação ambiental aplicada. “A gente trabalha esses projetos respeitando a realidade das comunidades, especialmente as comunidades rurais”.

O diretor Técnico da Emater-MG José Ricardo Roseno, recebeu o troféu e, em nome da empresa, registrou a importância do evento, “esse prêmio é muito importante para a Emater-MG, pois registra a importância do programa para o estado e para toda a sociedade mineira. O VerdeMinas é um programa de multiplicação de experiências ambientais”, ressalta.

“Hoje o mundo vive vários dilemas. Dois deles, segurança alimentar e segurança ambiental, nos preocupam especialmente. Por isso, em toda a ação que a Emater-MG desenvolve existe o cuidado em incentivar a produção sustentável. E o Programa Responsabilidade Ambiental da empresa cuida muito bem desta questão. Queremos produzir, mas sem agredir o meio Ambiente.”, salienta o presidente da Emater-MG, José Silva. De acordo Silva, o solo e a água são bens da humanidade e como tal, precisam receber cuidados para garantir benefícios às gerações futuras.

VerdeMinas de Bambuí

O projeto “Resgate Linguístico no Território do São Francisco”, que utiliza narrativas de “causos” e modas de viola, como instrumento de educação ambiental, utilizando a matéria Língua Portuguesa, ficou com o troféu de 2º lugar, na categoria Comunidade, Nível Pessoa Física, do Prêmio Furnas Ouro Azul 2009. A experiência é fruto de um trabalho desenvolvido pela professora Marilene Araújo Couto, que passou pelo curso de Formação de Educadores Ambientais, ministrado pela unidade Verdeminas de Bambuí, no período 2006/2008. O projeto está implantado na Escola Estadual Professor Wilson Lopes Couto desde 2007, de Bom Despacho, desde 2007.

Segundo Marilene, a iniciativa foi uma oportunidade de estudar com os alunos a linguagem normativa e a coloquial. “Mostrar e gerar essas duas possibilidades de comunicação em Língua Portuguesa, e de modo transversal chamar a atenção para o homem ribeirinho de antes e o homem ribeirinho de hoje e então chamar a atenção também para a questão ambiental. Como é por exemplo, que era o rio São Francisco há 50 anos e como é que ele é hoje”, explica.

Resultados

Balanço da atuação das unidades VerdeMinas aponta que 59 profissionais de nível superior, com curso de pós-graduação receberam o certificado de especialista em educação ambiental e oito profissionais, de nível médio, receberam o título de agente de educação ambiental. Duzentas e treze propriedades rurais receberam melhorias no meio ambiente com ações de conservação de solo, construção de bacias de águas pluviais, proteção e recuperação de áreas de preservação permanentes.

O programa também foi responsável pela orientação técnica e elaboração de 207 projetos de crédito rural para atividades florestas. Só as atividades de educação ambiental envolveram 10 mil pessoas, entre agricultores familiares, estudantes, educadores, conselheiros e técnicos, em atividades de educação ambiental.

Também foram realizadas ações de revitalização de três sub-bacias hidrográficas formadoras do Rio das Velhas, na região de Sete Lagoas, além da implantação de bacias de captação de enxurradas em seis municípios da região de Brasília de Minas e Januária, e da execução de projetos (em andamento) em 96 sub-bacias hidrográficas do rio São Francisco.

O Prêmio Furnas Ouro Azul é uma realização dos Diários Associados (Jornais Estado de Minas, Correio Braziliense e Jornal do Commercio), em parceria com Furnas Centrais Elétricas. Na edição 2009, o prêmio destacou as melhores iniciativas e os bons exemplos de empresas e cidadãos quanto ao uso inteligente da água em Minas Gerais, Distrito Federal e Rio de Janeiro.

19/12/2009 Posted by | Meio Ambiente | , , , , , , , | Deixe um comentário