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Meio Ambiente, cidades sustentáveis

PSDB: Aécio discute alianças em encontro com Serra

Aécio e Serra fizeram um diagnóstico das alianças nos estados. Aécio deve anunciar seu vice em junho na convenção do PSDB.

Eleições 2014

Fonte: Folha de S.Paulo

Com vice indefinido, Aécio se reaproxima de Serra

Senador e ex-governador paulista tiveram encontro reservado na quinta

Composição da chapa para disputar o Planalto foi tema tratado apenas lateralmente, disseram os tucanos a aliados

Em meio às especulações sobre a indicação para a vaga de vice em sua chapa na campanha presidencial, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi ao encontro do ex-governador José Serra na última quinta-feira, em São Paulo.

A reunião aconteceu em local reservado. Foi a primeira vez que eles estiveram a sós para conversar desde o ano passado. Segundo disseram a interlocutores, fizeram um diagnóstico das alianças do partido nos Estados.

O assunto da composição da chapa presidencial teria sido tratado lateralmente, sem que chegassem a uma conclusão sobre o tema.

Antes do encontro com AécioSerra disse a aliados temer que as especulações acabassem por colocá-lo como alguém que esteja pleiteando a vaga. “Ele ouve o que temos a dizer sobre o assunto com calma, mas fala pouquíssimo, mesmo quando provocado”, resume um de seus homens de confiança no PSDB.

Aécio, por sua vez, tem consultado líderes de partidos aliados sobre o assunto. Segundo relato de pessoas com quem ele conversou, o mineiro sempre deixa claro que não tem posição fechada sobre o assunto e aborda o nome de Serra atribuindo à imprensa sua entrada na lista de possíveis vices.

Em conversa com Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, uma das siglas que fechou apoio ao seu nome, por exemplo, Aécio pediu uma avaliação sobre o impacto de uma possível aliança com Serra.

Outro político consultado foi o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), que irá compor o palanque de Aécio na Bahia. Procurado, ele confirmou ter tratado do tema, mas não quis expor suas considerações publicamente.

Nasceu de aliados de Serra a teoria de que o ex-governador seria um bom nome para a vice. Circula ainda no partido a versão de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso seria a favor.

Em entrevista à GloboNews, exibida na madrugada de ontem, FHC evitou se comprometer com o assunto. “Não sei se ele [Serra] quer nem se o Aécio vai topar. Não sei. Esse tema não chegou às minhas mãos”, disse FHC.

Entre os tucanos, o único consenso é de que o tema acabou por contribuir para que o clima entre Aécio e Serra venha se tornando menos tempestuoso. Os dois disputaram por anos o protagonismo político dentro do PSDB.

Em 2013, Aécio reuniu as forças mais significativas da sigla em torno de seu nome e consolidou sua candidatura à Presidência quase como unanimidade dentro do partido. Serra, que inicialmente se colocou na disputa e chegou a negociar deixar o PSDB pelo PPS para ser candidato, acabou ficando no partido, mas guardou distância da pré-campanha de Aécio.

Desde que as especulações sobre a composição de uma chapa puro-sangue com o mineiro começaram a aparecer, Serra se reaproximou.

Esteve em jantar oferecido ao senador pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) e prestigiou uma feira de agronegócio na qual cruzou com Aécio durante um almoço. Mesmo com a reaproximação, a possibilidade de um acerto entre os dois ainda é considerada remota no PSDB.

A lista de possíveis vices de Aécio inclui representantes de outros três partidos. No PSDB, além de Serra, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) era tido como principal nome. Na última semana, no entanto, ele se envolveu em uma briga com um blogueiro do PT e foi criticado por seu temperamento. A deputada Mara Gabrilli (SP) também é a outra cotada no PSDB.

Aécio deve anunciar seu vice até 14 de junho, data da convenção do PSDB.

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12/05/2014 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

2014: Aécio e FHC discutem ações do PSDB

Eleições 2014: lideranças tucanas comentaram que o partido precisa ter estratégias diferentes para conquistar o eleitorado.

Eleições presidenciais 2014

Fonte: Valor Econômico 

Senador discute programa com FHC

Ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o pré-candidato à Presidência pelo PSDB, senador Aécio Neves (MG), reuniu-se ontem, em São Paulo, com líderes tucanos para tratar de diretrizes de sua campanha presidencial e discutir seu programa de governo. Em almoço com o ex-embaixador Rubens Barbosa e o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer, Aécio fez um balanço sobre a atual política de comércio exterior, para moldar o discurso a ser apresentado a empresários. Participaram também o ex-presidente nacional do PSDB e deputado Sérgio Guerra, o ex-senador Tasso Jereissati e o vereador Andrea Matarazzo (SP).

Ao som das músicas francesas do restaurante Ici Bistrô, no bairro de Higienópolis, onde vive FHC, e em tom informal, os sete participantes falaram também sobre as manifestações populares que vêm acontecendo em diversas cidades. Alguns expressaram suas opiniões sobre a cobertura jornalística dos acontecimentos do país. Um deles comentou que “há um antipetismo” na imprensa brasileira.

Apertados em um sofá vermelho, os tucanos falaram sobre a crise econômica da Argentina, apontaram problemas no Mercosul e criticaram a “contaminação” da política externa brasileira por questões “ideológicas”. Aécio pretende fazer com que Rubens Barbosa e Celso Lafer colaborem com a construção de suas propostas na área de política externa. O coordenador do programa de governo deve ser o governador de MinasAntonio Anastasia (PSDB).

Sobre diretrizes de campanha, as lideranças tucanas comentaram que o partido precisa ter estratégias diferentes para conquistar o eleitorado das capitais e do interior. Rapidamente e sem exatidão, também falaram sobre como tentar compensar a diferença de votos em relação à presidente e candidata à reeleiçãoDilma Rousseff.

Aécio propôs a Tasso Jereissati que se lance a uma nova candidatura para o Senado, no Ceará, para reforçar o palanque dos tucanos no Estado este ano. Tasso, no entanto, não deu certeza de que disputará esta eleição.

Antes do almoço, Aécio e FHC tiveram um encontro reservado no apartamento do ex-presidente. Tasso e Guerra participaram do fim dessa conversa.

Um dia antes, na noite de segunda-feira, o senador participou de um evento na capital com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e com o ex-governador José Serra (PSDB).

Presidente nacional do PSDB, o pré-candidato negocia quem deve ser seu vice na chapa. Um dos mais cotados é o do senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), ligado a Serra.

Em sua passagem pela capital paulista, Aécio acertou detalhes do lançamento oficial da pré-candidatura, que deve ser feito até março, em São Paulo. Com isso, deve por fim às especulações de uma eventual candidatura de Serra à Presidência, que deve disputar uma cadeira na Câmara.

No próximo mês, Aécio planeja viagens pelo interior de São Paulo, Estado com o maior colégio eleitoral do país. O pré-candidato visitará Araçatuba, São Carlos e Santos, entre outras. As articulações políticas no Estado estão sob comando de Matarazzo, ex-ministro de FHC. (Colaborou Cristiane Agostine)

29/01/2014 Posted by | Política | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Eleições 2014: Aécio trabalhará com equipe de FHC

Eleições 2014: senador Aécio Neves está disposto a resgatar legado dos oito anos do Governo Fernando Henrique.

Time da Campanha

Fonte: O Estado de S.Paulo

Aécio chama time de FHC para campanha

Provável candidato do PSDB começa a se cercar de ex-ministros da gestão tucana no Palácio do Planalto para conduzir a disputa presidencial 

A pouco mais de cinco meses de começar oficialmente a disputa eleitoral, em 6 de julho, o senador Aécio Neves, provável candidato do PSDB à Presidência da República e presidente nacional da sigla, já definiu parte dos nomes que vão compor a linha de frente e a retaguarda da campanha. As escolhas feitas até agora indicam que o partido está disposto a resgatar o “legado” dos oito anos em que esteve à frente do Palácio do Planalto com Fernando Henrique Cardoso, que comandou o Palácio do Planalto entre 1995 e 2002.

Nas três últimas campanhas presidenciais, a herança de FHC foi abordada discretamente pelos candidatos tucanos. O primeiro nome anunciado na semana passada, conforme revelou o Estado, foi o do engenheiro agrônomo Xico Graziano. Diretor do Instituto FHC e ex-chefe de gabinete do ex-presidente, ele será responsável pela coordenação de uma das áreas mais sensíveis da campanha: a internet. Presidente do Banco Central entre 1999 e janeiro de 2003, no segundo mandato de FHCArmínio Fraga foi escalado para aproximar Aécio dos empresários e arrecadar recursos para a campanha.

Fraga também deve integrar o grupo que vai elaborar a parte de economia no programa de governo deAécio. A coordenação-geral da elaboração do programa será feita a partir de março pelo governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia. Afilhado político de AécioAnastasia também foi secretário executivo e ministro interino do Trabalho no segundo mandato de FHC. O senador mineiro convidou ainda o economista Barjas Negri, ministro da Saúde no primeiro mandato de FHC, para elaborar as propostas de saúde.

Outro nome que deve integrar o grupo, mas ainda não foi confirmado pela equipe do senador, é o engenheiro José Carlos Carvalho. Ministro do Meio Ambiente de FHC entre março e dezembro de 2002, ele deve participar da elaboração das propostas dessa área, missão que dividirá com o deputado estadual pernambucano Daniel Coelho. No passado, Carvalho foi um dos principais interlocutores de Aécio com os ambientalistas e ajudou a organizar um jantar com o tucano e 60 dos maiores líderes do setor.

“Muitos candidatos prestigiam especialistas de fora na hora de montar o plano de governo. Esses nomes prestigiam o PSDB e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Não há como separar o partido das duas gestões dele na Presidência”, avalia o deputado Antonio Carlos Mendes Thame (SP), secretário-geral do PSDB.

A decisão de se antecipar aos adversários na apresentação dos nomes, iniciativa que será referendada pela direção executiva tucana em reunião marcada para 11 de fevereiro, também foi um movimento estratégico. ”Ao antecipar os nomes, o senador Aécio está sinalizando de forma transparente que levará essas pessoas para o governo. Isso é um fator de estabilidade para o Brasil”, afirma o senador tucano Cássio Cunha Lima (PA), um dos quadros mais próximos do provável candidato.

Postos-chave. O senador também já conta com uma lista de nomes que devem compor o comando executivo da campanha. Irmã de Aécio, a jornalista Andrea Neves deixou a presidência do Serviço Voluntário de Assistência Social, órgão do governo mineiro, para ser uma figura central na área de comunicação.

O publicitário mineiro Paulo Vasconcellos é o mais cotado para assumir o marketing da campanha. As decisões, porém, serão submetidas a um conselho de comunicação, fato inédito em campanhas tucanas.

Estado-chave na estratégia do PSDB, São Paulo recebe atenção especial na formação da equipe. Ex-ministro de FHC e atualmente vereador paulistano, Andrea Matarazzo foi sondado para assumir o comando da campanha na capital.

O prefeito de Botucatu, João Curi, será responsável por articular e engajar os prefeitos do interior na campanha presidencial. Presidente do PSDB paulista, o deputado Duarte Nogueira é apontado como um dos nomes para comandar a campanha no Estado e fazer a sinergia com a corrida pela reeleição do governador Geraldo Alckmin.

20/01/2014 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Eleições 2014: PSDB lança candidatura de Aécio Neves à presidência

2014: na presença de oito governadores, o PSDB confirmou, em Poços de Caldas, que Aécio será o candidato tucano ao Palácio do Planalto.

2014: Aécio Neves candidato da oposição

Fonte:  Correio Braziliense 

Aécio é, oficialmente, o candidato tucano

Na presença de oito governadores, PSDB lança o senador mineiro à disputa da Presidência da República em 2014. Ausente, José Serra foi citado por Alckmin

PSDB escolheu Poços de Caldas, no sul de Minas, e um evento que relembrou a trajetória de Tancredo Neves pelas Diretas Já para confirmar que Aécio Neves será o candidato tucano ao Palácio do Planalto no ano que vem. Coube ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso dar a “arrancada”, como ele mesmo chamou, para a campanha, ao lado de oito governadores da legenda, ao unificar o discurso contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

Se, em campanhas anteriores, o PSDB escondeu o ex-presidente, ontem, o partido lhe rendeu homenagens: lembrou que foi também em Poços de Caldas que FHC lançou o Plano Real, em 1994 e colocou-o como o responsável por importantes avanços do país, como a estabilidade econômica. Segundo FHC, chegou a hora de Aécio assumir a responsabilidade de disputar a presidência. “A história, na sua impetuosidade, seleciona. Não sei se é justo ou se é injusto, é o momento. O momento é seu. Assuma o momento. Fale por nós”, disse o ex-presidente a Aécio.

Pouco antes, ao falar sobre a ausência do ex-governador de São Paulo José Serra no evento, Fernando Henrique disse que o partido está unido e tem posição. “Unidade nunca pode ser total e acredito que progressivamente será. Não há nada que impeça que todos, inclusive quem foi aí citado, que é uma pessoa que respeito muito, venham a estar presentes”, afirmou.

O ex-presidente disse que, com as manifestações das ruas em junho contra o sistema político brasileiro, sente ventos de mudança. “Começa uma nova arrancada de esperança e ela tem nome e apelido: Aécio Neves“, afirmou, para delírio da plateia, formada por prefeitos, vereadores e outras lideranças tucanas, embaladas por tambores da juventude do partido.

Abraço
O governador de São Paulo Geraldo Alckmin, a quem coube levar um “abraço” do ausente José Serra e falar do seu “integral apoio” ao novo pacto federativo, disse que o PSDB traz a verdadeira política, não feita para “a companheirada”, e que o país não quer um pibinho, mas desenvolvimento. Esse processo, segundo ele, parte de Minas Gerais. “A esperança nos traz hoje a Minas para dizer a você (Aécio): percorra o Brasil, ouça o povo e leve a esperança de que a população brasileira precisa e está ansiosa. Com a sua juventude, experiência e competência vá servir ao povo brasileiro”, afirmou.

O governador mineiro Antonio Anastasia reforçou o coro, dizendo que a cidade, construída sobre um vulcão inativo, costuma ser pé quente e usou os dizeres de uma estátua à frente do hotel do evento, que disse ser profética, para reforçar o recado: “Do Estado de Minas ao Brasil”, afirmou. Além de Anastasia e Alckmin, participaram do evento os governadores do Tocantins, Siqueira Campos; Alagoas, Teotônio Vilela; Roraima, José de Anchieta Jr.; Paraná, Beto Richa; do Pará, Simão Jatene; e Goiás, Marconi Perillo.

Depois de clamar por um novo pacto federativo, que redistribua os recursos entre União, estados e municípios, Aécio disse tratar-se de um dia histórico e relembrou um ensinamento do avô Tancredo. Segundo ele, é preciso olhar para quem está do lado de quem discursa para ver quem lhe presta sua credibilidade. Ao lado dos oito governadores tucanos e de FHCAécio afirmou que o PSDB estará pronto no ano que vem para apresentar uma proposta ousada e retomar a Presidência. “Não há governo de cooptação que vá nos vencer porque temos a nossa consciência, responsabilidade e o talento para refundar a Federação. É por isso que vamos vencer as eleições para retomar a dignidade, a seriedade e a eficiência na vida pública brasileira”, afirmou.

Dilma com 43% das intenções
Pesquisa divulgada ontem pelo Ibope mostra que a presidente Dilma Rousseff tem 43% das intenções de voto para a Presidência. Se as eleições fossem nesta segunda-feira, a presidente seria reeleita em primeiro turno na disputa com Aécio Neves (PSDB-MG) e Eduardo Campos (PSB-PE). Enquanto o tucano mineiro tem 14% das intenções de voto, o governador de Pernambuco, 7%. As pessoas que optaram por voto branco ou nulo representam 21%, e outros 15% não responderam ou não souberam responder. Foram ouvidos 2.002 eleitores, de 7 a 11 de novembro, em 142 municípios brasileiros.

19/11/2013 Posted by | Política | , , , , , , , | Deixe um comentário

Eleições 2014: Aécio e FHC, Dilma e o Mensalão do PT

Eleições 2014: enquanto Aécio Neves segue coordenando projeto de governo dentro do PSDB, Dilma se agarra na cúpula do Mensalão do PT.

Eleições 2014: Aécio Neves

Eleições 2014: Aécio Neves vai de FHC e Dilma com o Mensalão do PT

 Eleições 2014: Aécio e FHC, Dilma e o mensalão do PT

Eleições 2014: Aécio e FHC, Dilma e o mensalão do PT

Dilma Rousseff e Aécio Neves já se articulam para as Eleições 2014. Do lado do tucano, a estratégia é recuperar a unidade do PSDB, construir um programa de governo bem estruturado nas antigas bandeiras do partido e apresentar ao país uma candidatura de contraponto à inoperância atual do governo federal. Já a presidente Dilma não consegue se libertar das antigas práticas do PT: a partidarização de cargos públicos como forma de segurar apoios e a subordinação aos lobos velhos e agora condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no escândalo do Mensalão do PT, como o ex-ministro José Dirceu.

A partir desta semana, tanto PSDB quanto PT começam uma série de eventos que, no fundo, visam dar o start nas Eleições 2014Aécio Neves será o protagonista do lado tucano, mas do lado petista, a presidente Dilma, mesmo ocupando o cargo máximo do país, não deixará de ser ofuscada pelo ex-presidente Lula, seu criador político, e por José Dirceu, o eterno articulador do submundo da legenda.

Nesta quarta-feira, o PT fará um evento para comemorar os 10 anos em que está no poder central. Dilma e Lula estarão por lá, merecidamente, já que são os dois presidentes da República eleitos pela legenda. Mas será mesmo José Dirceu quem representará melhor a trajetória do partido nesta década de história por ter sido o cabeça do maior escândalo da história da política nacional: o Mensalão do PT, que também está próximo de completar 10 anos.

Como bem lembrou o presidente nacional do PSDB,  deputado Sérgio Guerra (PE), ”será possível que a presidente da República pode ir para uma reunião com um cara que faz semanas foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal?…a Dilma tem ou não respeito tem pelas instituições? Ela é ou não é a favor do mensalão? Se ela for lá, ela é favor do mensalão. Não tem nada dessa história de austeridade. Tudo é falso”.

O evento desta quarta-feira, quando o PT irá comemorar 10 anos de poder, na verdade, será uma excelente oportunidade para que a população veja que, mesmo com o Mensalão do PT, nada mudou no status quo de José Dirceu. Ele continuará sendo o grande articulador de Dilma Rousseff nas Eleições 2014 contra Aécio Neves.

20/02/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , | Deixe um comentário

PSDB 2014: FHC explica renovação do partido

PSDB: FHC explica renovação do partido para 2014. “O eleitor mostrou que não tem donos”, advertiu o ex-presidente.

PSDB: 2014

Aécio: Facebook – visite a página: O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

 PSDB: FHC explica renovação do partido

PSDB: FHC explica renovação do partido para 2014. “O eleitor mostrou que não tem donos”, advertiu o ex-presidente.

Fonte: Gabriel Manzano – O Estado de S.Paulo

PSDB precisa de discurso convincente, avalia FHC

Após defender renovação do partido, ex-presidente agora diz que ideias novas são mais importantes que troca de gerações na legenda

O PSDB precisa, daqui por diante, de “um discurso convincente, afim com os problemas atuais do País“. Mas esse novo discurso não significa que o partido deva necessariamente sair à cata de nomes novos. “Juventude, em si, não produz ideias novas”, adverte. “O mais importante são as ideias, não necessariamente novas mas renovadas para fazer frente às conjunturas”.É com essas palavras que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso define os horizontes do tucanato depois das eleições de domingo, em que o partido teve vitórias a festejar mas amargou uma derrota na batalha mais importante.

A entrevista do ex-presidente ao Estado se segue às declarações do candidato derrotado José Serra, segundo o qual falar em mudanças no PSDB seria um modo de se submeter à estratégia do PT. Antes dessa fala de Serra, FHC havia dito que o momento “é de mudança de gerações”, mas “isso não quer dizer que os antigos líderes vão desaparecer, eles têm de empurrar os novos para a frente”.

Nesta entrevista, FHC discorda de várias análises feitas sobre o futuro do partido. Uma delas é que o PSDB paga o preço por ser uma sigla muito “paulista”. Outra, detecta domínios regionais ou eleitorados cativos. “O eleitor mostrou que não tem donos”, advertiu o ex-presidente.

Há um nascente debate, dentro e fora do tucanato, sobre as perspectivas do PSDB depois das eleições de domingo. O que é prioritário no momento? Nomes novos ou um discurso novo?
Fernando Henrique CardosoO mais importante é um discurso convincente, afim com os problemas atuais do País e do povo e transmitido com linguagem simples e moderna. Claro que sempre é necessário abrir as portas da carreira política aos mais jovens. Mas juventude, em si, não produz ideias novas e o importante são ideias, não necessariamente novas, mas renovadas para fazer frente às conjunturas.

O PSDB paga o preço hoje por não ter reagido em outros tempos, quando o PT “roubou” sua mensagem?
Fernando Henrique CardosoSem dúvida o PSDB poderia ter sido mais enérgico na defesa do que fez e em desmascarar a apropriação indébita e a propaganda enganosa. Mas águas passadas não movem moinhos.

Uma das críticas ao partido, partida de tucanos não paulistas, é que o PSDB teria se concentrado demais em São Paulo. Foi um erro? Como sair dessa situação?
Fernando Henrique Cardoso – O partido nunca esteve concentrado apenas em São Paulo. Não se esqueça de que ele governa também Minas e o Paraná, além de Goiás, Alagoas, Tocantins e Roraima. E agora ganhou nas principais capitais do Norte, Belém e Manaus, e em algumas do Nordeste. A noção de que se trata de um partido “paulista” é irmã gêmea da outra, de que ele é um partido que defende “os ricos”. Estigmas plantados por adversários, que se repetem como se fossem verdades.

O que o eleitor ensinou aos políticos nestas eleições?
Fernando Henrique Cardoso – O eleitor mostrou que não tem “donos”. Votou contra Lula no Amazonas, no Recife, em Campinas, etc., assim como derrotou os tucanos em São Paulo. O eleitorado reage às mensagens e aos candidatos que lhe são propostos, dando pouca atenção aos padrinhos – e mesmo aos partidos. Naturalmente tanto estes como aqueles têm certo peso, mas convém não exagerar.

PSDB: 2014 – Link da matéria: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,psdb-precisa-de-discurso-convincente-avalia-fhc,954084,0.htm

05/11/2012 Posted by | 2014, Eleições 2012, Política | , , , , , , , | Comentários desativados em PSDB 2014: FHC explica renovação do partido

Marcus Pestana: FHC, 80 anos – a herança definitiva

FHC, 80 anos: a herança definitiva

Fonte: Deputado federal (PSDB-MG) Marcus Pestana – Publicado em O Tempo

A política é controversa demais para gerar ídolos, mas…

Descobri o mundo da política no movimento estudantil. Já tinha desenvolvido o sentido da solidariedade no convívio com as jornadas católicas ligadas à Igreja carismática. Daí para a Teologia da Libertação, foi um pulo. Na universidade, no ambiente de refundação da UNE, liguei-me à ortodoxia marxista-leninista. Contradições e dúvidas foram me afastando da esquerda ortodoxa. Elegi-me vereador já orbitando em torno do pensamento progressista independente. Dialoguei com os “eurocomunistas” cariocas. Mas a verdade é que, nos dois primeiros anos do meu mandato, ressentia-me de uma referência ideológica mais sólida.

Foi aí, em 1985, passando por uma banca de jornal, que me surpreendi com uma capa da revista “Status” pendurada. Geralmente a capa da revista era povoada por mulheres bonitas. Essa, não. A chamada era “Um intelectual produzido para o poder” e apontava o “Felipe González brasileiro”. A guinada editorial da revista tinha levado FHC para sua capa. A entrevista do senador, naquela época ainda no PMDB, marcou minha trajetória e me deu o rumo que até hoje sigo.

Naquele ano, FHC perderia a eleição para Jânio Quadros. Lembro bem que, no 15 de novembro, em São Pedro da Aldeia, ao saber o resultado pela TV, recolhi-me ao quarto com uma tristeza enorme.

Recentemente, na antevéspera da 10ª Convenção Nacional do PSDB e próximo ao seu aniversário de 80 anos, visitei FHC em seu instituto, no centro da capital paulista. Foi uma divertida e produtiva conversa. Encontrei um líder cheio de energia, de bem com a vida e no auge da maturidade intelectual. Como sempre, bem-humorado: “80 anos? Isso é intriga do PT. Vou fazer bem menos”.

Não gosto muito de colecionar ídolos na política. Meus ídolos sempre foram Pelé, Tostão e Zico, Milton, Chico, Caetano e Paulinho, Drummond, Guimarães e Pessoa, Picasso, Van Gogh, Portinari, Beatles, Miles Davis e Louis Armstrong. A política é controversa e complicada demais para gerar ídolos. Mas, da política no Brasil, se há alguém que é referência para mim é FHC. Ao lado de JK, Tancredo, Ulysses e Covas.

Mas a identificação e a admiração maior sempre foram na direção de FHC. Desde a leitura de “Desenvolvimento e Dependência na América Latina” até o acompanhamento de sua militância em favor da democracia nos anos 80.

O destino foi generoso. Entregou a condução do país a um dos poucos estadistas que ocuparam a Presidência. A democracia se consolidou, a inflação foi domada; o Estado, reformado; a economia, modernizada; a miséria e a pobreza, atacadas; o Brasil, preparado para o mundo globalizado; a faixa presidencial (em momento raro de nossa história republicana), passada para um operário da oposição, democraticamente eleito.

O Brasil deve muito a FHC. Quem contar a história brasileira e não der papel de destaque a FHC ou estará desinformado ou estará mentindo. Viva a seus 80 anos! Ou será mesmo (a idade) um boato espalhado pelo PT?

27/06/2011 Posted by | politica | , , , , , , , , , | Deixe um comentário