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Aécio Neves: PT faz cooptação com dinheiro público

Aécio Neves: “Nós temos um governo de cooptação. E cooptação com dinheiro público, com emendas parlamentares, com cargos públicos.”

Aécio Neves: PSDB 2014

Fonte: Tribuna da Bahia

Aécio Neves diz ter chegado a hora de encerrar o ciclo do PT de governar

Pré-candidato à Presidência da República, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), não poupa nas críticas ao governo federal, do PT, de quem se tornou um dos principais oposicionistas.

Em entrevista à Tribuna, o tucano avalia que é chegada a hora de encerrar “o ciclo de governo do PT e estabelecermos um novo ciclo, que reúne ética e eficiência e que impeça que as principais conquistas que nós tivemos nas últimas décadas”.

Mesmo não assumindo a postura de candidato – fica apenas como pré – ele sinaliza as posições para o próximo ano. “Nós teremos algo novo a apresentar ao Brasil, nós seremos o novo nessas eleições. O velho serão aqueles que estão aí hoje sem capacidade de reagir a esse pífio crescimento da economia, sem capacidade de conduzir os investimentos do governo, porque hoje o Brasil é um grande cemitério de obras inacabadas”, critica Aécio, que não nega a aproximação com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Tribuna – Presidente do PSDB, pré-candidato à Presidência da República, como o senhor pretende se viabilizar como candidato competitivo no próximo ano?
Aécio Neves – Na verdade, eu venho mais uma vez a Salvador como presidente nacional do PSDB fazer, em primeiro lugar, uma visita ao nosso principal aliado que é o Democratas. Venho acompanhado do presidente nacional do partido, senador José Agripino, do líder do meu partido no Senado, senador Aloysio Nunes, e dos nossos companheiros na Câmara dos Deputados, deputado (Antonio) Imbassahy e deputado Jutahy (Magalhães Jr.). A aliança do PSDB com o Democratas é o núcleo de uma proposta alternativa de Brasil a esse modelo que está aí e exauriu-se. Um modelo que não apresenta mais qualquer capacidade de transformar o Brasil. Eu venho aqui, óbvio, que a política se faz também com símbolos, mas para trazer também o meu cumprimento pessoal ao prefeito ACM Neto, meu queridíssimo e pessoal amigo, e que já mesmo com poucos meses faz uma gestão que repercute muito fora, não apenas de Salvador, mas fora do estado da Bahia. E é óbvio que, quando se encontram homens públicos, pensa-se no Brasil. Eu tenho muito otimismo em relação à possibilidade de nós encerrarmos esse ciclo de governo do PT e estabelecermos no Brasil, rapidamente, um novo ciclo, que reúne ética e eficiência e que impeça que as principais conquistas que nós tivemos nas últimas décadas, como a estabilidade da economia e a credibilidade do Brasil sejam perdidas como o governo do PT vem ameaçando. Temos que cuidar agora de construir o nosso palanque, e é o que nós estamos fazendo, e a base, o núcleo, a essência desse palanque é aaliança do PSDB com o Democratas. Não havendo isso, estamos ambos fragilizados. E a presença, ao meu lado, do presidente nacional do DEM, José Agripino, é uma sinalização das mais importantes de que nós estaremos mais uma vez juntos, construindo uma nova página na história do Brasil. É extremamente relevante chegar na Bahia ao lado do senador Agripino.

Tribuna – Isso quer dizer que, numa eventual composição para o Palácio do Planalto, o DEM vai indicar o vice de Aécio Neves?
Aécio – É uma possibilidade, eu diria, até natural. Mas essa não é a questão que está sendo debatida agora, nem proposta agora pelo próprio Democratas. Obviamente, a composição se dará entre as forças políticas que estiverem ao nosso lado. Mais importante do que isso é a contribuição que o Democratas tem dado a esse debate no Congresso Nacional, pela qualidade das suas figuras, dos seus parlamentares, mas em especial pela qualidade e a liderança do seu líder maior, José Agripino, e nessas andanças pelo país. Nós temos o compromisso do senador Agripino de estar ao nosso lado em vários eventos que nós vamos realizar Brasil afora, e essa é uma sinalização muito importante para dar densidade ao nosso projeto.

Tribuna – O senhor vai conseguir unificar o partido e evitar uma possível prévia com o tucano José Serra?
Aécio – O PSDB nunca esteve tão unido. Eu tenho dito sempre, o companheiro José Serra tem toda legitimidade para postular o cargo que quiser, e dentro do partido nós respeitaremos sempre essa postulação. E a nossa expectativa é que essa questão seja resolvida naturalmente, no tempo certo. Hoje, a minha prioridade como presidente do PSDB é mobilizar o partido em todos os estados brasileiros e apresentar uma proposta alternativa a essa aí. Amanhã (sábado, pois a entrevista foi realizada durante a visita de Aécio Neves a Salvador na última sexta-feira), estaremos em Maceió, reunindo também lideranças de toda a região Nordeste, no início do esboço daquele que será o nosso conjunto de propostas, inclusive com relação à região Nordeste, que passa por problemas de infraestrutura que estão aí acabadas. Na verdade, o Brasil virou um grande canteiro de obras inacabadas. Passa por uma solidariedade maior do governo federal na área da segurança, hoje os estados e municípios investem 87% de tudo que é gasto em segurança pública no Brasil e a União apenas 13%, e nós sabemos do agravamento da questão da segurança, da criminalidade em toda a região. É preciso que o governo federal não se omita mais, dê respostas claras a essa questão. Na área da saúde, outro drama dos brasileiros. Mais uma vez o governo federal coloca ou transfere aos estados e municípios a responsabilidade com a maior parte do financiamento.

Tribuna – O senhor acredita que há uma fadiga do modelo do PT de governar?
Aécio – Eu acho que sim, porque o PT abdicou de ter um projeto de país e se contenta em ter apenas um projeto de poder. E que o tem levado a esse vale-tudo. Não temos no Brasil um governo de coalisão. Nós temos um governo de cooptação. E cooptação com dinheiro público, com emendas parlamentares, com cargos públicos e sem que esse governo possa inspirar a quem quer que seja uma perspectiva melhor lá adiante. A perda de credibilidade do Brasil junto a agentes financeiros e investidores internacionais é extremamente grave. O Brasil precisa de um projeto de país, até porque o PT abriu mão de ter esse projeto, o PT abriu mão de ter um projeto de país para se contentar em ter exclusivamente um projeto de poder. A nossa responsabilidade é essa, que as conquistas que nós obtivemos ao longo de décadas não sejam colocadas em risco como estão hoje algumas delas, como a estabilidade da economia, os pilares fundamentais da macroeconomia que nos trouxeram até aqui a credibilidade do Brasil, sobretudo internacional, retratada agora, infelizmente, pela pouca atratividade de alguns dos leilões de concessão apresentados pelo governo. Esses últimos leilões anunciados com enorme atraso pelo governo do PT de concessões de rodovias e agora até do próprio pré-sal, mostram a desconfiança que há em relação ao Brasil hoje. O longo aprendizado do PT ao longo de 10 anos – depois de demonizar as concessões e privatizações, busca fazê-las a toque de caixa – custou extremamente caro ao Brasil. O aprendizado do PT impediu que, por exemplo, nós tivéssemos ficado cinco anos sem qualquer leilão da Petrobras. E fez com que em 10 anos os principais eixos rodoviários do Brasil tivessem avanços mínimos. Está aí a BR-101 como exemplo na região claro em relação à incompetência e à inaptidão do governo pela boa gestão. Houve uma antecipação clara do processo eleitoral feita pelo governo, por iniciativa do ex-presidenteLula, no momento em que lança a presidente da República como candidata. O papel da oposição é permanentemente apresentar propostas, é permanentemente andar pelo país.

Tribuna – O que há de diferente agora no país?
Aécio – O que há de diferente e de inusitado nesse momento no Brasil é a ação do governo. Porque nós não temos mais uma presidente da República, nós temos uma candidata a presidente da República que se move, que se movimenta, única e exclusivamente em razão da eleição, que toma atitudes em razão da eleição. Nós temos hoje o governo do marketing comandando as decisões governamentais. Já o que nós queremos é ouvir os brasileiros e apresentar uma proposta que possa ser comparada à do governo. Eu digo com a mais profunda sinceridade: nós teremos algo novo a apresentar ao Brasil, nós seremos o novo nessas eleições. O velho serão aqueles que estão aí hoje sem capacidade de reagir a esse pífio crescimento da economia, sem capacidade de conduzir os investimentos do governo, porque hoje o Brasil é um grande cemitério de obras inacabadas, sem capacidade de inspirar confiança e credibilidade nos agentes privados, que deveriam estar vindo para o Brasil nos ajudar a retomar o crescimento da economia, já que a aposta no crescimento apenas pelo consumo pela oferta de crédito exauriu-se, chegou ao seu limite. O PSDB e o Democratasapresentar um projeto alternativo não é opção, é obrigação. É a nossa responsabilidade pela história que nós temos e pela parcela importantíssima que nós demos no passado para que o Brasil chegasse aonde chegou.

Tribuna – Qual deve ser o maior desafio do próximo presidente a ser colocado como prioridade no |Brasil?
Aécio – O Brasil não pode se dar ao luxo de ter apenas um desafio. É um conjunto de medidas que precisam ser tomadas. A primeira delas é transformar o Estado em um instrumento de melhoria da qualidade de vida das pessoas. Portanto, nós temos que ter um governo mais enxuto. Eu diria que é um acinte à inteligência da população brasileira você ter hoje praticamente 40 ministérios, 39 ministérios. O Brasil só perde, no mundo, para o Siri Lanka no número de ministérios. E ministérios que não entregam absolutamente nada de serviços de qualidade, que servem apenas para acomodar os companheiros. Até do ponto de vista simbólico, nós temos que ter um Estado mais enxuto e mais eficiente. Um Estado que seja mais solidário com os municípios e com os estados no financiamento da saúde, da educação e da segurança pública. Um Estado que não se submeta a um viés ideológico nas suas relações internacionais. Nós vamos, infelizmente, depois de termos crescido no ano passado apenas mais do que o Paraguai, crescer este ano apenas mais do que a Venezuela. O Brasil perdeu a liderança regional. O Brasil é hoje caudatário de decisões radicais de alguns países vizinhos e se submete a essas decisões de viés ideológico. Nós precisamos recolocar o Brasil no centro da região, como liderança definitiva, inclusive com reflexos políticos em outros países vizinhos. E termos um governo que atraia investimentos e valorize aquilo que é essencial para as pessoas, que é saúde, educação e segurança.

Tribuna – O senhor falou que o país hoje é um “país de obras inacabadas”. Como destravar gargalos, sobretudo na área de logística e infraestrutura?
Aécio – Estabelecendo prioridades. E o Brasil não tem. O Brasil, o governo do PT, trata como se fosse natural você ter obras com sobrepreços que passam do dobro daquilo projetado inicialmente e pelo meio do caminho. A transposição do São Francisco inicialmente foi orçada em R$ 3,5 bilhões para ficar pronta em 2010. Não se sabe quando ficará pronta e custou mais do que isso. ATransnordestina, que também foi orçada inicialmente em R$ 3,5 bilhões, está hoje orçada em mais de R$ 7 bilhões. A Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, inicialmente orçada em R$ 4 bilhões, já gostou mais de R$ 30 bilhões. Será a refinaria mais cara do mundo. Não se pode iniciar uma obra sem que ela tenha o projeto adequado e sem que haja os recursos para a sua conclusão. Não existe maior desperdício de dinheiro público do que você iniciar uma obra e não entregá-la, porque você gasta o dinheiro e o benefício não chega. Eu estive recentemente na região, visitando trechos da transposição do São Francisco, e é de uma irresponsabilidade que causa indignação a qualquer cidadão com o mínimo de sensibilidade. Obras abandonadas há três anos. Nas capitais, eSalvador é um exemplo disso, nós estamos com as obras do metrô se arrastando há 10 anos e o governo insiste nessa excentricidade – para não usar um termo mais forte – do trem-bala, que custaria R$ 38 bilhões aos cofres públicos. Com R$ 38 bi você faz 300 km de metrô nas principais capitais do Brasil. Então, falta prioridade ao governo, falta foco, gestão. Já que o aparelhamento da máquina pública é a principal marca desse governo. Eu acho que esse ciclo deve se encerrar, não em benefício do PSDB ou das oposições, mas em benefício do Brasil e dos brasileiros.

Tribuna – Uma possível aliança do senhor com Eduardo Campos encontra resistência em estados como a Bahia. Como fazer para transpor e superar desafios como esse?
Aécio – Eu respeito muito a trajetória do governador Eduardo Campos, eu acho que ele será um ator importante nesse cenário político que se avizinha. Ele tem propostas a apresentar ao país e que devem ser ouvidas. Na mesma forma, nós vamos construir as nossas propostas. Se houver, no futuro, a possibilidade de nos encontrarmos – e acredito que será muito bom para o Brasil –, mas o que nós temos que fazer hoje é respeitar a possibilidade hoje concreta de uma candidatura presidencial do governador de Pernambuco.

Tribuna – O PSB colocou à disposição os cargos que ocupava no governo. Isso facilita a aproximação do PSDB com o PSB?
Aécio – O tempo é quem vai dizer. Tenho uma amizade com o governador Eduardo Campos de muito tempo. Nossos avôs foram parceiros em momentos importantes da história brasileira, Tancredo Neves e Miguel Arraes. O Eduardo sempre foi um político que enxergava longe, político muito astuto, no bom sentido dessa expressão. Eu acho que essa entrega dos cargos é uma percepção clara que nós já havíamos tendo há muito tempo e que ele passa a ter que esse modelo que está aí, esse ciclo do PT vai se encerrar. Ele que se coloca como uma alternativa. É absolutamente natural. Eu aplaudo a posição do governador Campos e vamos caminhar, cada um na sua estrada. Quem sabe um dia elas se encontram para o bem do Brasil? O tempo é que vai dizer e obviamente a população brasileira que vai decidir.

Tribuna – O principal alvo será o governo da presidente Dilma? Há esse acordo?
Aécio – Sem dúvida. Não que haja um acordo. É natural que qualquer candidatura que surja fora da base do governo é porque não concorda com o governo, é porque questiona o governo. E nós queremos ir para o embate, em todas as áreas. Na área econômica é quase uma covardia. Nós que estabilizamos a economia, nós que fizemos a Lei de Responsabilidade Fiscal, com a oposição ferrenha do PT, numa outra ação, no plano real e na lei, nós que internacionalizamos a economia, readquirimos a capacidade, resgatamos a credibilidade do Brasil, estamos vendo todas essas conquistas hoje colocadas em risco. Se quiserem ir para o debate da gestão, nós vamos mostrar que o Estado não se administra da forma como se administra hoje o Brasil. As agências reguladoras criadas pelo presidente Fernando Henrique lá atrás foram desmoralizadas pelo governo do PT, se transformaram em cabide de emprego. E algumas delas instrumentos de negócios escusos, já denunciados pela própria Polícia Federal. E nos indicadores sociais nós vamos dar exemplos. Eu darei o exemplo do que nós fizemos em Minas Gerais. Minas Gerais com métodos, com metas e com gestão eficiente passou a ter hoje a melhor educação do Brasil. Nós queremos mostrar que a gestão pública pode ser eficiente quando se tem metas, quando se tem gente qualificada nos lugares certos e coragem para enfrentar as corporações.

Tribuna – Como vê a disputa eleitoral na Bahia? O fortalecimento da oposição vai lhe ajudar no seu projeto?
Aécio – Eu vejo uma ação muito bem coordenada das oposições, sob a liderança do prefeito ACM Neto, que conta com os companheiros do PSDB, que conta com os companheiros do PMDB, do PV e do PPS. Eu acho que nós teremos uma candidatura, qualquer que seja ela, de qualquer um desses partidos, muito sólida, muito consistente. Obviamente, será muito importante, porque o que acontece na Bahia repercute em todo o Nordeste e repercute em todo o Brasil. Eu tenho certeza que teremos aqui, sob a liderança do prefeito ACM Neto, um palanque bem estruturado e, obviamente, com a participação dos companheiros do PSDB.

Tribuna – Na Bahia, o PMDB faz oposição ao governo do PT, mas, no plano federal, é aliado de Dilma. Como será feita essa relação?
Aécio – Eu tenho uma amizade pessoal grande com o deputado, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, a liderança maior do PMDB. Fomos parceiros na Câmara dos Deputados. Quando eu me elegi presidente da Câmara dos Deputados eu era líder do PSDB e ele era o líder do PMDB, a nossa articulação foi fundamental. A firmeza com que Geddel construiu ali a nossa aliança foi fundamental para que a nossa vitória ocorresse, agora, eu respeito, obviamente, as circunstâncias locais. O que eu percebo do prefeito ACM Neto, do companheiro (José Carlos) Aleluia, dos companheiros nossos do PSDB que aqui estão, Imbassahy e João Gualberto, é uma intenção grande de manter o PMDB dentro dessa aliança no estado. E eu acho que é muito importante que isso ocorra. O que eu puder ajudar ou estimular a construção de um palanque, a manutenção de um palanque que já veio na eleição municipal, no segundo turno, aqui para a eleição estadual. Eu acho que quem ganha é a Bahia. E felizmente nós temos nomes qualificados em todos os partidos para liderar a chapa, para compor a chapa. Eu tenho muito otimismo em relação ao PMDB para que ele permaneça conosco como acontece em várias partes do Brasil, onde parcelas importantes do PMDB também se cansaram do que está aí e pode caminhar ao nosso lado.

Tribuna – O que a população do estado pode esperar de Aécio Neves?
Aécio – Seriedade, ética e uma vontade enorme de fazer o Brasil voltar a caminhar em busca de um futuro melhor. O governo do PT se contenta apenas com a administração da pobreza. Nós queremos mais, nós queremos a superação da pobreza. Para o PT, por exemplo, o Bolsa Família é o ponto de chegada. Para nós é o ponto de partida.

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25/09/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , | Deixe um comentário

Aécio Neves : é hora de a “decência” voltar à vida pública

Aécio: declaração foi dada durante visita a Maceió no último final de semana. Presidenciável tucano faz giro pelo Nordeste.

Aécio: 2014

Fonte: O Globo

Aécio, sobre o PT: ‘Chega de engodo, chega de enrolação’

Senador afirma que é hora de o ciclo político mudar no país

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) voltou a criticar o PT, sem citar o nome da presidente Dilma Rousseff. Ele afirmou que é hora de a “decência” voltar à vida pública. A declaração de Aécio foi dada durante visita a Maceió, neste sábado. O presidenciável tucano está fazendo um giro pelos estados nordestinos, região onde Dilma tem força eleitoral.

— Esse ciclo do PT tem que acabar em benefício não do PSDB ou de outro partido, mas da decência da vida pública. Chega de engodo, chega de enrolação — disse o mineiro.

Aécio afirmou ainda que, caso chegue à Presidência, dará prioridade às obras inacabadas. Ele citou a transposição do Rio São Francico e a Transnordestina.

— O Brasil não será mais um cemitério de obras inacabadas — disse.

Nos discursos, Aécio citou um tucano histórico, Mário Covas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e o de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB).

— Estamos preparados para qualquer debate. Na economia, somos responsáveis pela estabilidade econômica. Somos nós que privatizaos setores da economia, mas com responsabilidade.

Na entrevista coletiva, Aécio citou o governador de Pernambuco, também presidenciável, Eduardo Campos:

— Sempre tive uma boa relação com Eduardo Campos. Um nome importante. Não tenho dúvidas que temos a concepção de que o ciclo do governo do PT está encerrando.

Aécio Neves esteve em Salvador na sexta-feira. Na manhã de hoje, foi a principal estrela de encontro dos tucanos no Centro de Convenções Ruth Cardoso, em Maceió. O mais duro nos discursos foi o do ex-senador Tasso Jereissati:

— Esse governo não tem a menor vergonha de usar recursos públicos para esmagar adversários. O Cássio Cunha Lima (ex-governador da Paraíba) foi vítima deste governo despudorado. Em um governo que é dirigido não pelo ministro da Fazenda ou outras áreas, mas sim pelo agente de propaganda, quem toma decisão é o agente de publicidade — disse o ex-senador, citando Dilma uma única vez e arrematando:

— Funciona assim (neste governo): Podem roubar à vontade e contem comigo.

25/09/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Eleições 2014: Aécio e Campos estratégias rumo à Presidência

Eleições 2014: “Nossa convergência se dá em cima de projetos e de uma identidade  grande na nossa visão de Brasil”, comentou o senador.

Eleições presidenciais: Alianças para 2014

Eleições 2014: Aécio e Campos traçam novas estratégias

Eleições 2014: Aécio e Campos jantaram na residência do governador pernambucano nesta quinta-feira.

Fonte: O Globo

Aécio se reúne com Campos e nega pacto para 2014 com PSB

Presidenciáveis se encontraram em jantar na noite desta quinta-feira, em Recife

Senador mineiro exaltou longa relação com Campos

senador Aécio Neves (PSDB) negou, na noite desta quinta-feira, que teria feito um pacto com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), em prol do fortalecimento de suas prováveis candidaturas à presidência em 2014. O senador mineiro jantou na residência de Campos, em Recife.

— Não existe esse pacto formal, existe um respeito mútuo que não é de hoje. A nossa convergência se dá em cima de projetos e de uma identidade grande que encontramos na nossa visão de Brasil. Não é um pacto formal de aliança, mas eu nunca escondi que gostaria muito de um dia construir uma nova agenda para o Brasil, iniciando um novo ciclo no país, ao lado do governador Eduardo Campos — comentou Aécio neves.

Apesar da negativa, o cardápio principal do encontro foram as costuras, visando os prováveis cenários para as eleições do próximo ano.

— Eu tenho com Eduardo uma relação muito antiga que transcende a questão política. O cardápio da minha visita aqui em Pernambuco é um só: um Brasil mais solidário, mais justo, Mesmo estando em campos políticos eventualmente e circunstancialmente diferentes. não perdemos a capacidade de dialogar.

presidente nacional do PSDB falou com muita naturalidade sobre as prováveis alianças que o seu partido deverá fazer com o PSB nas eleições estaduais.

— Eu não vejo dificuldades para estarmos no mesmo palanque em determinados estados. Em meu estado, por exemplo, essa convivência é antiga e vem desde o meu primeiro governo. Em São Paulo, essa parceria é muito sólida e ela se espalha por todo Brasil — elencou Aécio.

Mais cedo, o governador de Pernambuco também afirmou que o encontro entre os dois não teria caráter político.

Apagão

Em relação ao apagão que atingiu oito estados do Nordeste e mais 24 cidades do Maranhão na última quarta-feira, Aécio criticou a falta de planejamento do governo federal no setor elétrico. Na avaliação dele, a gestão do PT descapitalizou as empresas do setor elétrico, o que teria gerado menos investimento na área.

— O que há no setor, independente da causa pontual do apagão que eu não sei o que foi, é uma falta planejamento nessa área. Houve um excesso de intervencionismo do governo, que terminou assustando o investidor. Nós sempre defendemos dentro do PSDB a redução das tarifas de energia.

04/09/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , | Deixe um comentário

Aécio e Marina tentam barrar limite de novos partidos

Aécio e Marina e Campos para impedir no Senado aprovação do projeto de lei que restringe acesso de novas legendas à propaganda e fundo partidário.

Aécio, Marina, Campos: Eleições 2014

Aécio Marina Campos Eleições 2014

Eleições 2014: O projeto foi aprovado pela Câmara na noite de quarta-feira, depois de forte pressão do Planalto. A oposição interpreta que a proposta, se aprovada no Senado, servirá para dificultar as candidaturas de Marina e Campos.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Marina, Campos e Aécio tentam barrar no Senado regra que limita novos partidos

Ex-ministra e pré-candidato tucano iniciaram articulações para evitar votação relâmpago do texto, como ocorreu na Câmara; aliados do pernambucano avisam que vão recorrer ao STF

BRASÍLIA E RECIFE – Com apoio do PSDB e do pré-candidato à Presidência Aécio Neves (MG), a ex-senadora Marina Silva articula-se para convencer colegas de Parlamento a barrar a votação do projeto de lei que restringe o acesso de novas legendas à propaganda na TV e ao fundo partidário. Em outra frente, o PSB do governador de PernambucoEduardo Campos, outro provável candidato à Presidência, anunciou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a proposta. O PSDB e o MD também querem recorrer à Justiça.

O projeto foi aprovado pela Câmara na noite de quarta-feira, depois de forte pressão do Planalto. A oposição interpreta que a proposta, se aprovada no Senado, servirá para dificultar as candidaturas de Marina e Campos. O governo nega que tenha agido por oportunismo eleitoral.

O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), afirmou que o projeto foi “feito de caso pensado para essa eleição”. Ele adiantou que tentará barrar a votação. “Vou votar contra porque é casuístico. Defendo que possa existir a limitação para a criação de partidos, mas não para as próximas eleições e aprovado desse jeito”, criticou Aécio. Para o pré-candidato tucano, a ação do Planalto mostra preocupação com 2014. “Querer inviabilizar de forma tão truculenta outras candidaturas é a certeza de que este governo não está seguro para o confronto.”

O deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), defensor da candidatura de Marina, disse que a ex-ministra conversa com senadores. “Ela acha que há chances de barrarmos o projeto no Senado. Se não for possível, vamos à Justiça.”

Apesar de na Câmara o PT ter se aliado ao PMDB e ao DEM para aprovar o projeto, no Senado o líder petista, Wellington Dias (PI), criticou a rapidez da votação. O projeto foi votado em regime de urgência. “Qualquer mudança, daqui para a frente, vai ser contaminada pela discussão de 2014, que já está próxima. Essa é uma crítica que eu também faço”, admitiu o petista.

O líder do PSB no Senado, Rodrigo Rollemberg (DF), que trabalha para arregimentar partidos que venham a melhorar o tempo de TV na campanha de uma eventual candidatura de Campos, anunciou que entrará com mandado de segurança no STF para impedir a votação. Ele pretende recorrer ao STF já na semana que vem. O gesto é político, pois o STF tem resistência a interferir em propostas ainda não aprovadas pelo Congresso. A Câmara ainda precisa votar cinco emendas, mas o conteúdo central do projeto já foi aprovado.

Rollemberg negou que a iniciativa tenha sido orientação do governador. “Não podemos deixar que a legislação eleitoral seja feita para atender a objetivos específicos.”

O presidente do MD, deputado Roberto Freire (SP), também anunciou que recorrerá à Justiça. O MD foi criado a partir da fusão do PPS com o PMN anteontem, horas antes de o projeto entrar em votação na Câmara. O novo partido pode vir a apoiar uma eventual candidatura de Eduardo Campos.

Manobra. No Recife, Campos classificou a aprovação do projeto na Câmara de “manobra antidemocrática”. Questionado sobre a ação do Planalto, afirmou: “Sei que o pessoal da base do governo fez isso (pressionar os deputados), o que é um casuísmo lamentável.”

“Não podemos ser favoráveis a uma manobra antidemocrática como esta, que limite espaço de expressão de uma corrente de opinião legitimamente reunida em torno da liderança da ex-ministra Marina”, disse o governador. Ele lembrou que o PSD, criado em 2011 pelo ex-prefeito Gilberto Kassab, não recebeu o mesmo tratamento do governo. O pernambucano foi um entusiasta do partido de Kassab. “É um casuísmo lamentável. Agora, por coerência, não podemos ser favoráveis a uma manobra deste tipo.”

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) rebateu os que acusam o governo de tentar asfixiar os planos de Marina e Campos. “Nunca ouvi falar que fidelidade partidária fosse oportunismo”, disse. “Quando nós começamos o PT, fizemos um longo caminho até nos constituirmos. Não tem que ter pressa em ficar criando partidos.” Segundo o ministro, o projeto valoriza a fidelidade partidária. “Temos de defender os partidos, e não fazer um processo sem fim de criação de partidos para acomodar interesses, aí sim, eleitorais.”

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22/04/2013 Posted by | Política | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio Neves 2014: senador acha positiva candidatura de Campos

Aécio Neves 2014: sobre disputa à Presidência, senador comentou que quanto “mais plural for o debate eleitoral melhor para o Brasil”.

Aécio Neves 2014: Eleição Presidencial

Fonte: O Globo

Aécio considera extremamente positiva a candidatura de Eduardo Campos

Senador tucano diz que não pretende ser candidato a qualquer custo, mas acha que sua candidatura é a principal alternativa ao PT

SÃO PAULO — O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse nesta segunda-feira em São Paulo que uma eventual candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), a presidente da República, “é extremamente positiva”, mas ressaltou que o PSDB é hoje a principal alternativa “ao modelo atual de gestão imposto pelo PT no governo federal”. Ele disse que torce para que o governador pernambucano, assim como a ex-ministra Marina Silva, sejam candidatos a presidente no ano que vem, pois quanto “mais plural for o debate eleitoral melhor para o Brasil”.

— Eu acho extremamente positiva e torço para que ele (Eduardo Campos) confirme sua candidatura. Como acho muito positiva a candidatura colocada pela Marina Silva. Todas as outras candidaturas são bem-vindas para qualificar ainda mais o debate eleitoral — disse Aécio, ao chegar ao Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC), para uma reunião com o ex-presidente e outros tucanos paulistas.

Aécio Neves participou nesta manhã de palestra com o economista Raul Veloso, no próprio IFHC, que será seguida de reunião com o ex-presidente e com políticos ligados ao ex-governador José Serra, como o senador Aloysio Nunes Ferreira e o ex-governador Alberto Goldman, além do presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra. Em debate, a composição da futura direção nacional do PSDB, que será eleita em maio.

O objetivo desse encontro é aparar as arestas com os serristas. O ex-governador só aceita que Aécio assuma a presidência da legenda na eleição interna de maio se puder manter Goldman como vice-presidente. Os aliados de Aécio têm resistência ao pleito.

Segundo Aécio, hoje a grande alternativa ao “modelo de gestão imposto pelo PT é o PSDB” e agora cabe ao partido comunicar isso à população ao longo de 2013. O senador ressalta que o partido deve mostrar a diferença em relação ao governo petista no campo da ética e da gestão. Para ele, o candidato do PSDB a presidente só terá sucesso na disputa eleitoral se tiver o apoio do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e que ele não pretende ser “candidato a presidente a qualquer custo”.

Sobre as pesquisas eleitorais divulgadas neste final de semana, onde aparece com 10% no Datafolha, Aécio considerou positivo o seu desempenho, sobretudo pelo baixo conhecimento da população sobre o seu nome. Para Aécio, Dilma só está melhor porque tem usado de maneira “abusiva” as cadeias de rádio e televisão para se promover.

Esta segunda-feira é um dia decisivo para a candidatura de Aécio em 2014. Ao longo do dia, o mineiro testará sua popularidade em São Paulo e ainda tentará vencer a resistência de aliados do ex-governador José Serra. De quebra, tentará colher subsídios para o seu discurso de presidenciável, ao participar de um encontro sobre a questão fiscal.

Aécio teme que os serristas, como retaliação, esvaziem o seminário que o PSDB paulista realiza na noite desta segunda-feira para apresentar o senador como candidato do partido a presidente. Serra não irá porque foi viajar.

Nos últimos dias, o ex-governador paulista causou desconforto entre os tucanos por ter se encontrado com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, possível candidato a presidente pelo PSB no próximo ano.

Para evitar que o quórum do seminário seja baixo, Aécio passou o final de semana telefonando para deputados federais e estaduais do partido.

Com o grupo de Alckmin, também há divergências porque o atual governador almeja colocar um de seus aliados na secretaria-geral tucana, o segundo posto na hierarquia partidária. Mas a relação entre os dois é menos problemática, tanto que Aécio irá ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, no final da tarde. De lá, eles seguirão juntos para o seminário.

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26/03/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Eleições 2012: PSDB fica forte em Minas e elege maior número de prefeitos

Eleições 2012: PSDB fica fortalecido em Minas. Com a apoio de Aécio, partido foi o que elegeu o maior número de prefeitos.

Eleições 2012: PSDB e Aecio

 Eleições 2012: PSDB fica fortalecido em Minas

Eleições 2012: PSDB fica fortalecido em Minas. Com a apoio de Aécio, partido foi o que elegeu o maior numero de prefeitos.

Fonte: artigo – O Tempo

A vitória da aliança

O que diz a aritmética das urnas

RODRIGO DE CASTRO
Deputado federal

Os resultados das recentes eleições em Minas Gerais consagraram a grande aceitação em nosso Estado de uma ampla aliança política, estabelecida em 2002, sob a liderança do senador Aecio Neves, aprofundada nos pleitos seguintes e cimentada pelas realizações de um modelo de gestão de reconhecida eficácia. Por mais inventivas que sejam as maneiras de se fazer as contas, a aritmética das urnas aponta para uma realidade inescapável: cerca de 80% dos prefeitos eleitos nos 853 municípiospertencem à base do governo Anastasia.

Estamos falando de uma aliança duradoura, movida pelo casamento de objetivos estratégicos e não pelos interesses fortuitos da conjuntura e pautados pelo toma-lá-dá-cá da política tradicional. Há um projeto em Minas, visível pela sua unidade e coerência cristalinas. Em torno dele, somam-se aliados de um lado, e perfilam-se os adversários de outro. É da democracia – e é simples assim.

Dentre todos os resultados municipais já conhecidos, chama a atenção o excelente resultado obtido pelo candidato Marcio Lacerda, com apoio do PSDB, reeleito para comandar a Prefeitura de Belo Horizonte.

Marcio Lacerda venceu no primeiro turno, como candidato de uma convergência política também muito ampla. Com o apoio decisivo de Aecio, derrotou adversários do PT sustentados por forças de envergadura nacional. E, mesmo sem esse propósito, a aliança com o PSDB acabou contribuindo para que os resultados de BH tivessem projeção em todo o país.

Além de parceiro determinado de Marcio Lacerda e de sua vitória acachapante, o PSDB tem mais a comemorar. No primeiro turno, os tucanos elegeram 143 prefeitos, 122 vice-prefeitos e 979 vereadores. Fomos o partido que elegeu o maior numero de prefeitos.

A coalizão do PSDB com os partidos aliados também saiu revigorada. Como já foi dito, nas 59 maiores cidades do Estado, quatro aguardam o segundo turno, as forças aliadas venceram em 37 delas e a oposição em apenas 18.

A densidade dos resultados obtidos pelo PSDB e seus aliados em Minas fez com que os espaços vinculados ao PT nas redes sociais iniciassem um engraçado, articulado e desesperado esforço para tentar demonstrar que o PSDB saiu isolado das eleições em Minas.

Para tentar botar de pé esse raciocínio, haja criatividade! Para eles, a vitória de Marcio Lacerda é uma vitória do PSB e não de Aecio, embora o próprio governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tenha reconhecido as características especiais do pleito em BH.

O esforço do PT em ignorar a realidade faz lembrar uma anedota antiga do mais puro humor britânico. Quando o denso nevoeiro tomava conta do Canal da Mancha e impedia o tráfego de qualquer embarcação, os ingleses, de forma resignada diante da constatação de que a sua ilha ficaria afastada, se divertiam apontando o oposto da realidade: “É, o continente hoje está isolado”.

Aqueles que, entre nós, enxergam o isolamento do continente em vez do isolamento da ilha, simplesmente padecem de miopia política. Diante dos fatos e dos números, é bom lembrar aos perdedores dos mais diferentes matizes uma máxima universal do debate democrático: o choro é livre.

Eleições 2012: Aecio – Link da matéria: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=214195,OTE&IdCanal=2

22/10/2012 Posted by | 2014, Eleições 2012, Política | , , , , , , , , , | Comentários desativados em Eleições 2012: PSDB fica forte em Minas e elege maior número de prefeitos

Aécio 2014: senador comenta sobre novo cenário político

Aécio 2014: Revista Época traz reportagem do novo cenário político em que fala da força senador, de Paes no Rio e Campos em Pernambuco.

Aécio 2014: presidente

Aécio 2014 – A Revista Época desta semana traz reportagem que revela como deve ficar o novo xadrez eleitoral para 2014. O foco é a eleição para presidente da República. O prefeito Eduardo Paes do Rio de janeiro, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos e o senador Aécio Neves tiveram vitórias expressivas nas eleições municipais de 2012.

Neste novo xadrez Aécio e Campos podem ser tornar os principais representantes da oposição. O PSB de Eduardo Campos reduziu as pretensões do ex-ministro da Saúde, Humberto Costa, e do PT em Recife.

A vitória de Geraldo Júlio (PSB) pode ser o início do racha com o PT, que não tolera a prosperidade e o crescimento político de aliados. Campos já deu sinal que não será tutelado pelo PT e, que mesmo como aliado e participante da base do governo, vai se manter independente.

Já o afilhado político de Aécio, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), venceu no primeiro turno graças a força política do senador, que teve ampla aprovação dos mineiros na gestão eficiente à frente do governo de Minas entre 2003 e 2010.

Aécio conseguiu em Belo Horizonte vencer Lula e Dilma que não conseguiram garantir a vitória de Patrus Ananias do PT. Desgastado pelo mensalão, o desempenho do Partido dos Trabalhadores em 2014, ainda é uma incógnita. O jogo político para a eleição presidencial de 2014 está apenas no início.

Fonte: Revista Época

Clique nas imagens para ampliar e ler a reportagem  Aécio 2014:  vitória no 1º turno e o xadrez eleitoral

Aécio Neves: presidente 2014 – Link da Revista: http://www.revistaepoca.com.br

17/10/2012 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , , , , , , | Comentários desativados em Aécio 2014: senador comenta sobre novo cenário político

Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio e Campos: 2014 – Senador e governador de Pernambuco se fortalecem com as eleições de 2012 e são alternativa ao PT.

Aécio Neves: presidente 2014

Fonte: Isto É

Os vitoriosos

Resultado na eleição municipal credencia o senador Aécio Neves e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como nomes decisivos para a eleição presidencial de 2014

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio e Campos de olho na Presidência 2014 – Fotos: Adriano Machado; frederic jean/ag. istoé

ROBUSTO
O PSB de Eduardo Campos (à esq.) destacou-se como o partido que mais cresceu proporcionalmente nas eleições municipais e Aécio Neves garantiu a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que obteve 52,7% dos votos

Qualquer negociação sobre a disputa presidencial de 2014 terá de passar necessariamente por dois nomes: o senador Aécio Neves e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Os dois líderes políticos se credenciaram para as discussões sobre a sucessão de Dilma Rousseff a partir de vitórias expressivas nas urnas este ano. Além do papel de fiadores das campanhas municipais do PSDB e do PSB País afora, ambos conseguiram eleger afilhados políticos nas capitais de seus Estados em confrontos diretos com candidatos do PT. Aécio, aliado a Campos, garantiu a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que obteve 52,7% dos votos sobre o ex-ministro Patrus Ananias (PT), que só chegou aos 40,8% de apoio com a ajuda de Dilma. No Recife, 51,1% dos eleitores deram vitória a um até então desconhecido Geraldo Julio, lançado candidato por Campos após racha com os petistas. Na capital pernambucana, o nome do PT era o senador e ex-ministro da Saúde Humberto Costa, que ficou em terceiro lugar com apenas 17,4% dos votos.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Tanto Eduardo Campos como Aécio Neves sabem que o caminho até 2014 é longo e, por vezes, acidentado. Não admitem oficialmente o desejo de concorrer à Presidência dentro de dois anos, mas mergulharam de cabeça nas eleições municipais numa óbvia tentativa de projeção nacional. Usaram jatinhos particulares para poder subir em diferentes palanques espalhados pelo País. Campos, segundo sua assessoria, percorreu mais de 25 mil quilômetros no período eleitoral. Visitou cidades de São Paulo, Mato Grosso e três Estados nordestinos, além de Pernambuco.

Já o tucano, conforme informações de assessores, esteve em 21 Estados, além de dezenas de cidades mineiras. Para o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), as viagens ajudam na divulgação do partido e de Aécio. “Ele é o nome mais credenciado para 2014″, afirma. Guerra é pragmático quando o assunto é uma eventual chapa com Aécio na cabeça e Campos de vice. “É nosso amigo, mas é aliado do governo”, avalia.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Embora se encontrem em campos opostos hoje, tanto o tucano como o socialista sabem que essa situação pode mudar e, intimamente, nutrem o desejo de subir no mesmo palanque nacional. A última vez que isso aconteceu foi há quase 30 anos, na campanha das Diretas Já. Eram então apenas netos de Tancredo Neves e Miguel Arraes, que militavam no PMDB ao lado de Ulysses Guimarães. De lá para cá, cada um seguiu seu caminho em trajetórias independentes, mas bastante semelhantes. A amizade se manteve e, ao despontarem como expoentes políticos de uma nova geração, voltam a alimentar o sonho de uma parceria. Além da aliança em torno da eleição de Márcio Lacerda, Campos admite que trabalhou para eleger Aécio Neves presidente da Câmara dos Deputados, em 2001.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Hoje, para evitar ferir suscetibilidades entre os petistas, o governador pernambucano é menos enfático que o senador tucano quando o assunto é uma eventual aliança para 2014. Diz que o PSB estará no jogo, mas que o “caminho mais natural” é permanecer na base do governo. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), no entanto, revela que Campos está formando a convicção de que o PT não o tolera. “O racha que houve aqui e em BH está evoluindo”, diz. Para o político veterano, restará ao socialista tentar um entrosamento com o PSDB, como vice do tucano, ou até uma candidatura própria pelo PMDB. Um rompimento na base do governo hoje é pouco provável, dependerá muito do ritmo da economia e da popularidade de Dilma daqui a dois anos. Até lá, Aécio promete elevar o tom contra o governo do PT e tomar as rédeas da oposição.

O PSDB, de Aécio, ficou em segundo lugar em número de prefeituras. Os tucanos conquistaram 693 municípios, uma queda de 12%, que foi compensada, segundo Aécio, com a reinserção da legenda nas regiões Norte e Nordeste, de onde havia sido praticamente extirpada em pleitos anteriores. O senador destaca as vitórias da oposição em Maceió e Aracaju, além da ida para o segundo turno em várias cidades importantes, como Salvador, João Pessoa, Teresina, Belém, Manaus e Rio Branco. O PSB de Campos, por sua vez, destacou-se como o partido que mais cresceu proporcionalmente. Com um discurso pautado pela eficiência da gestão e pelos índices de popularidade ostentados pelo próprio governador de Pernambuco, a legenda conquistou quase 40% a mais de prefeituras em relação a 2008, saindo de 203 para 433.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio vence em Belo Horizonte e abre frente para negociar com PSB em 2014

Aécio: presidente 2014 – Link par a matéria: http://istoe.com.br/reportagens/245177_OS+VITORIOSOS

15/10/2012 Posted by | Eleições 2012, Minas, Política | , , , , , , , , , , , , , | Comentários desativados em Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio presidente: Campos pode ser aliado em 2014

Aécio presidente: Campos pode ser aliado em 2014. Senador afirmou que o PSDB vai escolher candidato somente na virada de 2013 para 2014.

Aécio: presidente 2014

Fonte: Folha de S.Paulo

Vitoriosos em 2012, Aécio e Campos flertam com 2014

O senador do PSDB e o governador de Pernambuco (PSB) conseguiram eleger os prefeitos de suas capitais

Clique na imagem para ampliar

 Aécio presidente: Campos pode ser aliado em 2014

Aécio presidente: Campos pode ser aliado em 2014. Senador afirmou que o PSDB vai escolher candidato somente na virada de 2013 para 2014.

Amigos e aliados em nível regional, políticos podem ser concorrentes de Dilma, que, acreditam, será a candidata do PT

Eles conseguiram eleger os prefeitos de suas capitais e saíram das eleições com uma vitória política sobre o PT da presidente Dilma Rousseff.

Ao mesmo tempo, se tornam cada vez mais potenciais adversários dela em uma disputa presidencial em 2014.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), são amigos e aliados políticos em espaços regionais. Cada um tem seu projeto político presidencial.

A diferença é que o tucano milita hoje na oposição, enquanto Campos é da base de apoio do governo federal. Mas ambos flertam com uma aliança para 2014.

Ontem, em entrevistas à Folha, os dois adotaram o discurso de que ainda é cedo para decidir se vão disputar a Presidência em dois anos.

“Nem o PSB pode decidir nem ninguém tem isso decidido”, disse Campos.

Aécio afirmou que o PSDB vai escolher seu candidato somente na virada de 2013 para 2014, mas deu um passo a mais do que o colega do PSB.

“Posso ser eu? É uma possibilidade, e não posso fugir disso. É uma decisão que deve ser tomada pelo partido. Obviamente, se recair a mim a responsabilidade, vou estar preparado para isso.”

Os dois concordam em um ponto: Dilma deve ser a candidata do PT à reeleição.

RESULTADOS
Reeleito em Belo Horizonte tendo Aécio como maior fiador, o prefeito Marcio Lacerda é do PSB de Campos. Venceu o petista Patrus Ananias, apoiado por Dilma.

O governador de Pernambuco conseguiu eleger seu candidato, Geraldo Julio, prefeito de Recife. Derrotou principalmente os petistas, que lançaram o senador Humberto Costa, terceiro colocado.

Aécio quer lançar Lacerda ao governo mineiro em 2014 para tentar atrair Campos na disputa pelo Planalto. Ambos não descartam esse acordo, mas preferem valorizar as alianças regionais.

“Nós temos essa relação [com o PSDB] à luz do dia, não às escondidas”, disse o governador de Pernambuco.

“Há uma identidade do PSB com PSDB no país em vários lugares”, afirmou Aécio.

O tucano mudou de estilo e protagonizou na campanha embate público com Dilma, a quem chamou de “estrangeira” pela interferência na eleição em Belo Horizonte.

A presidente revidou. Lembrando ser mineira, disse que deixou a cidade por causa da ditadura militar, e não “foi à praia” -uma provocação às rotineiras viagens de Aécio ao Rio de Janeiro.

“Eu acho que ela está ajudando a fazer minha campanha no Rio. Isso é uma grande bobagem. A resposta está aí: temos um projeto muito bem aprovado em Minas”, disse ontem o senador.

Campos deu um recado para quem, desde já, se incomoda com o avanço eleitoral de sua legenda: “É bom para a presidente Dilma ter um partido amigo crescendo”.

Sob seu comando, a sigla socialista cresceu nestas eleições. O próprio governador acumulou um ganho pessoal com reflexos nacionais: desbancou o PT de Recife ao eleger um afilhado político até então desconhecido.

 Aécio presidente: Campos pode ser aliado em 2014

Aécio: presidente – Clique na imagem para ampliar o gráfico

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SUCESSO 1 – A vitória de Marcio Lacerda em Belo Horizonte teve reflexos no desempenho do PSB na eleição para vereador: a sigla foi a mais votada na cidade

SUCESSO 2 –
O mesmo ocorreu em Recife, capital onde outro candidato do PSB, Geraldo Julio, também venceu: o partido foi o que recebeu mais votos para a Câmara

MACEIÓ – Heloisa Helena (PSOL), candidata à Presidência em 2006, foi a mais votada e se reelegeu vereadora

“A grande corrente silenciosa que se formou na cidade nos trouxe ao 2º turno”
FRUET (PDT), que surpreendeu em Curitiba

DELAY – No domingo, mesmo com o 2º turno já definido, a campanha de Luciano Ducci pedia votos no Twitter…

DÚVIDA – Após ver seu candidato, o prefeito Ducci, ficar de fora, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), disse ontem não saber se apoia Ratinho Jr., Fruet ou fica neutro

Aécio: presidente – Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/71082-vitoriosos-em-2012-aecio-e-campos-flertam-com-2014.shtml

09/10/2012 Posted by | Eleições 2014, Nordeste, Política | , , , , , , , , , | Comentários desativados em Aécio presidente: Campos pode ser aliado em 2014

Aécio: senador sobe o tom da oposição

Aécio sobe o tom da oposição. “Quem nacionalizou a campanha não fui eu, foram eles”, disse o senador sobre antecipação do embate de 2014.

Aécio: oposição – eleição 2012

Fonte: Folha de S.Paulo

De olho em 2014, Aécio sobe o tom contra o PT

Senador mineiro aproveita disputa em BH para se opor a Dilma e Lula

Estratégia do tucano passa pela reeleição de Lacerda para se aproximar de caciques do PSB, hoje com a rival

 Aécio: senador sobe o tom da oposição

Aécio sobe o tom da oposição. “Quem nacionalizou a campanha não fui eu, foram eles”, disse o senador sobre antecipação do embate de 2014.

A eleição municipal deste ano mostra uma ofensiva do ex-governador e senador Aécio Neves (PSDB-MG) para transformar a eleição de Belo Horizonte numa disputa nacional.

O tucano deixou de lado o estilo discreto que vinha adotando até então na oposição.

Foi mais agressivo com o PT, destilou provocações à presidente Dilma Rousseff e atacou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dilma reagiu. Esteve anteontem em BH para pedir votos a Patrus Ananias (PT), mas ocupou a maior parte do tempo respondendo aos recentes ataques de Aécio. Os dois são potenciais rivais na disputa presidencial de 2014.

Sem citá-lo, mas falando do tucano, Dilma disse que ele tem “visão mesquinha da vida” e não é “dono de Minas”. Insinuou que Aécio deixa BH para “ir à praia”, enquanto ela, também mineira, saiu por causa da ditadura.

Foi uma resposta à declaração de Aécio de que “estrangeiros” não deveriam interferir no pleito local.

A eleição de BH é considerada fundamental por Aécio para suas pretensões presidenciais, por dois motivos.

A reeleição de Marcio Lacerda (PSB), que tem Aécio como principal cabo eleitoral, seria uma vitória dele sobre Dilma na “casa” dos dois.

Ao mesmo tempo, ele teria por perto o PSB, partido de Lacerda e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, outro potencial presidenciável para 2014.

À Folha Aécio admitiu a mudança de tom. “O processo eleitoral leva a isso.”

Ele reconheceu a polarização com Dilma, mas culpou a presidente e Lula por transformar a disputa em BH em um embate nacional. “Quem nacionalizou a campanha não fui eu, foram eles. Na hora em que o PT rompeu a aliança com o Marcio, o Palácio se movimentou”, disse.

“A minha posição é sempre reativa. Não antecipei isso. Reagi à forma como o Lula, a meu ver, se comportou nesse processo eleitoral.”

Recentemente, Aécio chamou Lula de “líder de facção política” pelos ataques que o ex-presidente faz aos rivais.

PSB
Ao reeleger Lacerda, Aécio mira o PSB, presidido pelo governador Eduardo Campos. Ele estuda lançar Lacerda ao governo mineiro em 2014 e assim atrair Campos para seu lado. “Essa leitura é inevitável”, diz o tucano.

Aécio, porém, tenta desvincular a eleição municipal da disputa presidencial. “Não acho que haja vinculação direta. Mas é claro que, exatamente pela entrada pessoal dela [Dilma], ela própria está se colocando na disputa.”

Ele age nos bastidores com os irmãos Ciro e Cid Gomes -ex-ministro e governador do Ceará, respectivamente-, também filiados ao PSB.

Aécio é amigo de Cid, Ciro e Campos, todos da base de Dilma. O tucano pode oferecer ao PSB o espaço que o PT dá hoje ao PMDB. Trabalha também para dar ao PSDB uma cara de centro-esquerda. Por isso, não abre mão da proximidade com o PDT e seu braço sindical, a Força.

Quando o assunto é mensalão, Aécio tem sido dúbio. Chegou a dizer que defendeu no PSDB que o assunto não fosse explorado na campanha, mas o usou para rebater Lula. Posição ambígua ele manteve também sobre o mensalão mineiro, que envolve o PSDB -disse não conhecer o caso e depois defendeu o julgamento dos envolvidos.

DIVISÃO
Ratinho Junior (PSC) é quem atrai mais simpatizantes do PT em Curitiba: tem 50% entre eles; Fruet (PDT) é o segundo nesse eleitorado, com 22%

“Hoje é o Dia do Agente Comunitário de Saúde
HUMBERTO COSTA (PT), candidato em Recife e dono do tuíte ‘efeméride do dia’ de ontem

11 capitais brasileiras tiveram segundo turno para prefeito nas eleições de 2008; o PMDB acabou como o vencedor em quatro delas

Aécio: oposiçãoEleições 2012

Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/70185-de-olho-em-2014-aecio-sobe-o-tom-contra-o-pt.shtml

05/10/2012 Posted by | Eleições 2012, Política | , , , , , , , , , , , , , , | Comentários desativados em Aécio: senador sobe o tom da oposição