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Meio Ambiente, cidades sustentáveis

PSDB diz que redução de meta do superávit é prova de incapacidade do Governo Dilma

Presidente Nacional do PSDB, Aécio Neves criticou os repetidos erros na condução da política econômica nos últimos anos.

Expectativa para queda do PIB é de 2% para esse ano e de crescimento “zero” ou negativo em 2016.

Fonte: PSDB

PSDB diz que redução de meta do superávit é prova de incapacidade do Governo Dilma

Aécio Neves diz que a responsabilidade da crise é de quem “fez o diabo” para vencer as eleições. Foto: George Gianni

Nota PSDB – Revisão do superávit primário

A revisão para baixo da meta do superávit primário é mais uma prova da incapacidade do governo de cumprir com os compromissos assumidos e decorre de inúmeros e repetidos erros na condução da política econômica nos últimos anos. A medida já era esperada e demonstra que, ao contrário do que havia sido divulgado pelo governo federal, o ajuste ainda é incerto e não será rápido. O cenário para os próximos anos é de um ajuste fiscal difícil e que exigirá um aumento do superávit primário ao longo dos próximos três anos.

Se antes havia a expectativa de crescimento do PIB de 1% este ano, a expectativa agora é de uma queda de 2% e de crescimento “zero” ou negativo em 2016. A queda do PIB se transforma em perda de arrecadação. Segundo a Receita Federal, no primeiro semestre deste ano, a arrecadação de receitas federais teve queda real de R$ 18,3 bilhões, diminuição de 3% em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Do lado da despesa, o que se cortou foi investimento público, cortes temporários, sem nenhum ajuste estrutural. Adicionalmente, as despesas de custeio no primeiro semestre deste ano continuaram crescendo muito acima do PIB porque o governo não teve a coragem de fechar um único ministério e ainda está pagando contas atrasadas da primeira gestão da presidente Dilma.

O que mais preocupa na revisão para baixo da meta de superávit primário, de hoje, não é o ano de 2015, mas se o governo terá condições políticas para aumentar o resultado primário a partir do próximo ano e fazer uma economia fiscal (superávit primário) que seja suficiente para evitar um crescimento excessivo da dívida pública até 2018.

Depois de mais de seis meses, tem-se a impressão de que se avançou quase nada e a responsabilidade desse desastre ocorrido com o Brasil é do governo do PT que gastou ao longo dos últimos anos além do crescimento da economia, adiou o pagamento de despesas e “fez o diabo” para vencer as eleições. Se o governo tivesse tomado as medidas corretas no tempo certo, não estaríamos passando por uma recessão, com aumento do desemprego e ainda com um elevado risco de desequilíbrio fiscal. Se o governo tivesse agido com responsabilidade com o país, os brasileiros não estariam hoje tendo que pagar a conta dos erros do PT.

Senador Aécio Neves
Presidente nacional do PSDB

23/07/2015 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

Artigo Aécio Neves: o país das múltiplas crises

Aécio: “acuado pelos seus próprios erros e incomparável arrogância, o PT enfrenta dificuldades crescentes para governar”.

“Difícil saber, portanto, qual, entre tantas, é a pior crise. Ouso dizer que talvez seja a de esperança, pois tiraram dos brasileiros a capacidade de acreditar em seu próprio futuro.”

Fonte: Folha de S.Paulo

Qual crise? – artigo Aécio Neves

Aécio: “O Brasil está, de novo, na contramão da história, com o esperado crescimento negativo para este ano.” Reprodução

ARTIGO AÉCIO NEVES

Qual crise?

No país das múltiplas crises, já não se sabe qual é a pior e a mais danosa: a que alcança o cotidiano dos cidadãos ou a que compromete o futuro do país?

São, como se sabe, crises diferentes, ainda que de certa forma complementares e com a mesma gênese, o mesmo ponto de partida.

A crise, vista de Brasília, é, hoje, essencialmente moral e política, mistura explosiva de aparelhamento da administração federal, compadrio político, corrupção endêmica, má gestão e, agora, risco de comprometimento de algumas das condições básicas de governabilidade.

Acuado pelos seus próprios erros e incomparável arrogância, o PT enfrenta dificuldades crescentes para governar. Acabou refém da realidade, temendo que a responsabilidade sobre irregularidades, desvios e escândalos de toda ordem se aproxime ainda mais do governo.

Enquanto o quadro se agrava, outra crise avança, atingindo inúmeros setores da economia e, especialmente, a população mais pobre. O Brasil parou, literalmente.

O cenário é de recessão com inflação alta, a pior equação entre os países emergentes. O Brasil está, de novo, na contramão da história, com o esperado crescimento negativo para este ano.

Com o país mergulhado em desconfiança e descrédito, desapareceram os investimentos e perdemos nossa dinâmica econômica, migrando para um quadro de profundo marasmo e letargia.

Assistimos agora à escalada progressiva do desemprego, que não poupa mais nenhum setor, região ou classe social.

Como se tudo isso não bastasse, no mundo real, longe de Brasília, os cidadãos estão enfrentando a forte inadimplência gerada pelo engano do crédito farto e barato. Juros na estratosfera e os drásticos aumentos das tarifas, em especial de energia, alimentam as dificuldades das famílias brasileiras.

Há ainda que se contabilizar os cortes orçamentários em áreas capitais do serviço público, como saúde e educação, a paralisia das obras públicas, e, apesar do avanço da inflação, a ausência de reajuste, já há um ano, para o Bolsa Família, do qual dependem milhões de famílias brasileiras.

Difícil saber, portanto, qual, entre tantas, é a pior crise.

Ouso dizer que talvez seja a de esperança, pois tiraram dos brasileiros a capacidade de acreditar em seu próprio futuro.

Ao final, dissemina-se a sensação de que nunca antes na história do país fomos tão iludidos pela propaganda e pela má-fé.

Não tenho dúvidas, no entanto, de que seremos capazes de superar essas graves dificuldades, que, em muitos aspectos, poderiam ter sido evitadas ou amenizadas.

E, ao superá-las, seremos um povo mais amadurecido, menos sujeito a manipulações e mais atento ao verdadeiro significado das ações e omissões dos governos.

20/07/2015 Posted by | Política | , , , , | Deixe um comentário

Não houve o que comemorar no Dia do Trabalho, artigo Aécio Neves

Dilma chama trabalhadores para pagar do seu bolso 89% do custo do ajuste fiscal, sem ter fechado um único ministério ou cortado um único cargo de confiança.

Fonte: Folha de S.Paulo 

O Dia do Trabalho

Dilma chama trabalhadores para pagar conta de ajuste, artigo Aécio Neves

Aécio: O baixo crescimento tem efeitos perversos para a vida dos trabalhadores. Foto: George Gianni

Artigo AÉCIO NEVES

Quando se critica a má gestão do governo do PT e, em especial, os erros sucessivos da política econômica dos últimos anos, muitos acham que a oposição é pessimista e gosta de mostrar só o que não funciona. Mas é justamente o contrário.

Temos tudo para ser um grande país se o governo não atrapalhar tanto, com os seus sucessivos erros, o crescimento econômico e o avanço social dos brasileiros.

Ao contrário de vários países emergentes, no Brasil há uma Justiça e órgãos de controle independentes, que estão lutando contra o aparelhamento político das estatais, patrocinado pelo governo do PT; temos uma indústria diversificada e um setor agropecuário que é um dos mais competitivos do mundo e um amplo sistema de proteção social estabelecido pela Constituição em 1988.

O natural seria estarmos crescendo entre 4% e 5% ao ano, em vez de termos uma estagnação (crescimento econômico igual a “zero”) no triênio 2014, 2015 e 2016, segundo projeções do mercado. Isso é ainda agravado pelo fato de, nesses mesmos três anos, a inflação média esperada ser de 6,7% ao ano, uma anomalia para um país que não cresce.

O baixo crescimento tem efeitos perversos para a vida dos trabalhadores. Na última semana, o IBGE mostrou que a taxa de desemprego cresceu pela terceira vez consecutiva neste ano e a renda real dos trabalhadores já teve queda de 3% neste período.

Além disso, como a correção real do salário mínimo está ligada ao crescimento do PIB, a estagnação da economia aponta para um crescimento “zero” no valor real do salário mínimo nos próximos dois anos e um aumento médio, no segundo governo Dilma, inferior a 1% ao ano!

O governo, depois de negar sistematicamente nas eleições a necessidade de qualquer ajuste fiscal, propõe agora um ajuste rudimentar cuja parte mais visível foi um corte real de 50% no investimentos dos ministérios da Saúde e da Educação, no primeiro trimestre do ano, redução dos direitos do trabalhadores e propostas de aumentos de vários impostose da conta de luz, que somam R$ 52 bilhões de uma meta de R$ 58 bilhões de superavit primário do governo federal.

A presidente Dilma está chamando os trabalhadores para pagar do seu bolso 89% do custo do ajuste fiscal, sem ter fechado um único ministério ou cortado um único cargo de confiança. Não houve o que comemorar no Dia do Trabalho. O governo estragou a festa.

O presidente dos Correios escreveu artigo em resposta ao texto por mim publicado nesse espaço. Tendo em vista os erros e deliberadas imprecisões e omissões contidas no texto dele, convido a quem se interessar pelo tema a acessar psdb.org.br/acao-irregular-correios para mais informações.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

05/05/2015 Posted by | AÉCIO NEVES | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Pesquisa Sensus: Governo Dilma é reprovado em Minas Gerais

67,4% dos entrevistados em Minas Gerais têm uma avaliação negativa de sua gestão, enquanto 20,5% consideram seu desempenho regular.

Outros 10,7% afirmam que a petista tem uma atuação positiva à frente do Palácio do Planalto enquanto 1,4% não souberam ou não responderam.

Fonte: Estado de Minas

Pesquisa Sensus: mineiros reprovam Governo de Dilma

Minas reprova governo Dilma, diz pesquisa

Segundo levantamento, 67,4% dos entrevistados no estado têm uma avaliação negativa da gestão da petista

O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) é reprovado pela maioria dos mineiros, segundo pesquisa Sensus divulgada ontem. De acordo com o levantamento, 67,4% dos entrevistados em Minas Gerais têm uma avaliação negativa de sua gestão, enquanto 20,5% consideram seu desempenho regular. Outros 10,7% afirmam que a petista tem uma atuação positiva à frente do Palácio do Planalto enquanto 1,4% não souberam ou não responderam.

Para 89,6% dos ouvidos pelo Instituto Sensus, o governo da presidente Dilma não é aquele que ela prometeu durante a campanha eleitoral. Deste universo, 62,5% consideram a gestão muito diferente do proposto e 27,1%, diferente. Outros 5,7% afirmam que a linha de atuação está dentro do que foi prometido e 4,7% não souberam ou não responderam. Entre os ouvidos, 75,6% acreditam que Dilma mentiu para os eleitores ao tentar se reeleger. Já 11,8% acreditam que ela falou a verdade e 8,1% acham que ela mentiu às vezes.
A situação econômica do país e o escândalo da Petrobras estão entre os pontos que podem ter influenciado a opinião dos entrevistados. Para 90,4% dos ouvidos, a inflação está instaurada e o poder de compra hoje está menor do que há 12 meses. Para 6,3% a situação está igual e para 3,2% a capacidade está maior. Sobre os fatos investigados na Operação Lava-Jato, a maior parte dos mineiros, 74,4%, acredita que Dilma sabia da corrupção descoberta dentro da estatal. Outros 12,9% responderam que ela não tinha conhecimento e 12,7% não souberam ou não responderam.
Para 73,1%, o PT, partido da presidente, teve participação nos crimes denunciados pela Polícia Federal e investigados pelo Ministério Público. Já 10,1% acreditam no contrário e 16,8% não opinaram sobre este ponto. Entre os entrevistados, 47,5% tiveram conhecimento do escândalo e 44,9% têm acompanhado os seus desdobramentos. Questionados sobre o rumo do país, 75% dos mineiros afirmaram que ele está errado. Para 13,9%, o direcionamento está mais ou menos certo e 9,7% acreditam que o Brasil está no rumo certo.
Se as eleições presidenciais fossem realizadas hoje, o vencedor em Minas Gerais seria o senador Aécio Neves, que alcançaria 56, 9% dos votos (79% dos votos válidos). A atual presidente da República teria 15,1% dos votos (21% dos votos válidos) e haveria 28% de indecisos, votos brancos e nulos. Em outubro de 2014, Dilma teve no estado 52,41% dos votos válidos, enquanto o senador obteve 47,59%.
A avaliação do governador Fernando Pimentel (PT), que está há quase quatro meses no poder, também foi testada pelo instituto. A maioria dos entrevistados, um total de 51,7%, não soube ou não quis responder. Entre os que responderam, o petista tem um desempenho negativo para 14,1%, positivo para 16,7% dos consultados e foi considerado regular por outros 17,5%. Já o desempenho do petista foi considerado igual ao que se esperava por 26, 4% dos entrevistados, pior do que se esperava por 21,4% dos consultados e melhor do que se esperava por 4,7% – nesse quesito, 47,5% dos consultados não souberam ou não responderam.

28/04/2015 Posted by | Minas Gerais, Política | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Artigo Aécio Folha: Brasil em crise

“Governo não consegue oferecer à sociedade nenhum horizonte que fortaleça a esperança das famílias brasileiras ou um caminho que acalme o país”, comentou o senador.

Brasil sem rumo

Fonte: Folha de S.Paulo

Aécio: ‘crise que vivemos é econômica, política e de gestão’

Aécio: “É, especialmente, uma crise de valores, descortinada por escândalos em série, que alimentam o descrédito da classe política junto à população”. Divulgação

A hora das instituições

A crise é inegável e ganha proporções, até pouco tempo atrás, inimagináveis.

A crise é econômica porque a economia patina, adernada em erros cometidos e não reconhecidos e na perda de credibilidade; é de gestão porque os problemas se perpetuam, intocados; a crise é política porque não há um projeto de país capaz de gerar confiança e solidariedade, e sim um projeto de poder regido pelos interesses e conveniências de plantão.

E é, especialmente, uma crise de valores, descortinada por escândalos em série, que alimentam o descrédito da classe política junto à população.

O governo não consegue oferecer à sociedade nenhum horizonte que fortaleça a esperança das famílias brasileiras ou um caminho que acalme o país e responda aos desarranjos que ele legou a si próprio. Esse cenário de intranquilidade tem se tornado um grande desafio às nossas instituições e as encontra em um trecho de história especialmente importante, quando se afirmam e ganham clara autonomia.

O amadurecimento delas não resulta da benevolência de governos, mas é fruto de um longo caminho de etapas vencidas e conquistas celebradas.

Poderemos sair de todo esse processo fortalecidos em nossa estrutura democrática. Por isso, é fundamental que, em solidariedade ao país, cada instituição cumpra o seu papel com a responsabilidade e o respeito que devem a cada brasileiro.

O momento que atravessamos é um claro exemplo da importância de podermos contar com instituições sólidas e independentes e de como poderia ser danoso ao Brasil teses como o controle da mídia, defendida, obsessivamente, com nomes e justificativas diferentes, por aqueles que temem o livre debate e a livre informação.

A democracia brasileira, e com ela todas as liberdades individuais e coletivas, precisa ser a grande vencedora dos embates hoje travados no país.

É neste cenário que celebramos ontem o Dia Internacional da Mulher e registramos as importantes questões que a nossa sociedade ainda precisa enfrentar para reduzir a drástica e injusta desigualdade de gênero que persiste no país.

Em meio a todos os desafios que, mulheres e homens, precisamos vencer juntos, um ganha maior relevância: o de criarmos nossos filhos em um mundo que se movimenta em alta velocidade e, não poucas vezes, na contramão daquilo que desejamos para eles. Em um mundo em que valores como solidariedade e ética são, diariamente, deixados de lado. Em mundo carente de exemplos e significados.

Não vamos nos enganar: a crise que vivemos é econômica, política e de gestão. Mas é, sobretudo, de valores. E valores definem gerações. Valores constroem uma nação.

12/03/2015 Posted by | AÉCIO NEVES, Aécio Neves, Política | , , , , , | Deixe um comentário

Os brasileiros, artigo Aécio Folha

Aécio: “Governo não tem respostas para suas próprias incoerências e vive grave paralisia diante das múltiplas crises –de gestão, econômica, política e ética.”

São visíveis as contradições do governo central e seu crescente distanciamento da realidade.”

Fonte: Folha de S.Paulo 

Os brasileiros, o Governo Dilma e a fuga da realidade, por Aécio Neves

Aécio: “desde a minha última coluna, em junho de 2014, a nossa situação se agravou muito.” Divulgação

ARTIGO AÉCIO NEVES

Os brasileiros

Após nove meses de ausência provocada pela campanha presidencial, agradeço à Folha o convite para retornar a este que é um dos mais importantes espaços da imprensa brasileira.

Como já fiz antes, recebo esta responsabilidade como uma oportunidade para refletir sobre o Brasil, respeitando as diferenças de pensamento e os princípios democráticos, sem, no entanto, me omitir diante dos graves problemas que dominam o quadro político nacional.

Certo é que, desde a minha última coluna, em junho de 2014, a nossa situação se agravou muito.

Há hoje, dispersa, uma sensação preponderante de que o país vai mal e piora. São visíveis as contradições do governo central e seu crescente distanciamento da realidade.

Fatos consumados, como o aumento do preço da energia, da gasolina, de impostos e dos juros; o flagrante descrédito internacional; a inflação que torna mais custosa a sobrevivência; a precariedade dos serviços públicos, em especial da segurança e do atendimento à saúde, além da tentativa de, sem qualquer diálogo com a sociedade, cortar direitos dos trabalhadores –medida feita justamente pela presidente que disse que jamais o faria– geram forte indignação e tornam o cenário ainda mais delicado.

A esta altura, o governo não tem respostas para suas próprias incoerências e vive grave paralisia diante das múltiplas crises –de gestão, econômica, política e ética. Ao final, são problemas demais e providências de menos, confirmando a ausência de rumo.

A inquietação e o temor pelo futuro se traduzem no risco evidente da perda de conquistas importantes, como a estabilidade econômica e os avanços sociais. Está claro que as grandes causas nacionais foram deixadas pelo caminho.

As oposições no país têm consciência dos seus deveres, enormes e intransferíveis. Sabem que é crucial impedir que se fragilizem as instituições e que se coloquem em risco a democracia, a liberdade e os direitos de cada cidadão.

Nunca as atenções estiveram tão voltadas para o mundo político, mas a verdade é que quem estiver olhando só para ele não terá uma visão completa da realidade.

Um outro protagonista está assumindo, cada dia mais, um papel relevante: o sentimento do povo brasileiro, que começa a transbordar nas conversas em casa, nas ruas, no trabalho.

Ele reflete inquietude, que pode gerar mais participação e responsabilidade coletiva. Sinaliza a existência de um povo se apropriando do que lhe pertence: o seu presente e os rumos do seu futuro.

Neste trecho de história, diante de tudo o que está acontecendo, essa é a melhor notícia.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

02/03/2015 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

Governo Dilma tira benefício Minha Casa Melhor das famílias mais pobres

Diante do aperto fiscal, o governo decidiu suspender novos financiamentos do programa Minha Casa Melhor.

Lider do PSDB pede informação sobre desempenho do programa

Fonte: O Globo 

Governo suspende financiamentos do Minha Casa Melhor

Programa disponibilizava linha de crédito de até R$ 5 mil por família para viabilizar compra de eletrodomésticos. Contratos já realizados continuam operando normalmente

Diante do aperto fiscal, o governo decidiu suspender novos financiamentos do programa Minha Casa Melhor, criado dentro do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O financiamento especial foi criado em 12 de junho de 2013, com uma linha de crédito de até R$ 5 mil por família, para viabilizar a compra de eletrodomésticos e móveis novos pelos beneficiários do programa MCMV, uma das principais bandeiras da presidente Dilma Rousseff durante sua campanha eleitoral à reeleição. Nesta quinta-feira, a Caixa Econômica Federal (CEF) confirmou, por meio de nota, que novos financiamentos serão discutidos no futuro e que os cartões em uso e cujo recurso foi liberado, continuam valendo.

“Novas contratações do Minha Casa Melhor estão sendo discutidas no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida fase 3. Os cartões referentes a contratos já realizados continuam operando normalmente”, diz a nota.

A Caixa não informou o valor da linha gasto até agora, mas integrantes da equipe econômica disseram que o dinheiro disponível foi “todo gasto” e, por isso, teria sido necessária a suspensão de novas adesões. O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), apresentou na segunda-feira requerimento de informações ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, cobrando informações de que novas adesões estão suspensas desde o último dia 20.

O cartão Minha Casa Melhor disponibilizava até R$ 5 mil de crédito para o mutuário pagar à CEF em até 48 meses os móveis, eletrônicos e eletrodomésticos. A taxa de juros é de 5% ao ano. Segundo informações da CEF, são mais de 13 mil lojas participantes onde se pode comprar 14 tipos de móveis e eletrodomésticos. O aporte dado à linha de financiamento foi de R$ 8 bilhões, mas nem todos os recursos foram gastos no fim específico. Na linha, teriam sido gastos apenas R$ 3 bilhões, valor já esgotado. O restante foi direcionado para outras operações dentro do MCMV.

No requerimento apresentado por Cunha Lima, o tucano disse que recebeu informações “pelos canais de atendimento da CEF de que novas adesões à essa linha de crédito estão suspensas desde o último dia 20 de fevereiro para reavaliação do programa”.

“Em que medida a decisão de suspender o programa relaciona-se às dificuldades fiscais pelas quais o país passa no momento?”, questionou Cássio Cunha Lima.

Na campanha eleitoral, Dilma prometeu lançar mais uma fase do programa Minha Casa, Minha Vida e informou que, em suas duas fases, o MCMV já havia contratado 3,45 milhões de casas. Para 2015, o Orçamento da União destina R$ 19,3 bilhões para o programa.

27/02/2015 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Governo Dilma: programa Minha Casa, Minha Vida está abandonado em Minas

Enquanto Dilma inaugura hoje 920 casas do Minha Casa, Minha Vida na Bahia, conjuntos que seriam erguidos em Minas com recursos do programa federal estão abandonados.

PT abandona Minas

Fonte: Estado de Minas 

Minha Casa, Minha Vida: Governo Dilma abandonou programa em Minas

Cenário de abandono em Paineiras: o mato cresce não só nas ruas que separam as unidades habitacionais, mas também dentro das próprias casas. Foto: Estado de Minas 

Governo federal inaugura casas enquanto moradias inacabadas deterioram em Minas

O cabo de guerra entre governo federal, prefeituras, bancos e empreiteiras disputado há quase um ano deixa as casas do programa Minha casa, minha vida inacabadas em duas cidades mineiras. Na pequena Paineiras, cidade de 4,6 mil habitantes na Região Central, a corda arrebenta do lado mais fraco. Contemplada com uma das 37 casas, Adriana Alves da Silva, de 31 anos, esperava ter se mudado em maio do ano passado, quando a placa na entrada do conjunto habitacional previa o prazo para a conclusão das obras. Adriana cria sozinha dois filhos, um de 8 anos, que é autista, e outro de 14, que, segundo ela, ainda não teve um diagnóstico fechado, mas sabe-se que tem atraso mental. “Meu sonho é minha casa”, afirma a mulher, que poderia pagar, segundo seus cálculos, exames para os filhos com o dinheiro do aluguel (R$ 300). Enquanto as obras das casas de Paineiras estão abandonadas, hoje, em Feira de Santana, na Bahia, a presidente Dilma Rousseff (PT) entregará 920 moradias do programa. O ato faz parte da estratégia da presidente de criar uma agenda positiva diante das sucessivas denúncias de corrupção na Petrobras. Na segunda-feira, durante cerimônia de posse como presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior anunciou que será lançada uma nova etapa do programa, com a construção de 3 milhões de novas moradias.

“Está demorando demais”, lamenta Adriana, que recebe um salário mínimo mensal relativo à pensão do filho autista e diz que em alguns meses chega a faltar dinheiro para comida. “A sorte é que o pessoal da cidade sempre me ajuda com cesta básica”, destaca. De três em três meses ela procura um advogado para cobrar a pensão alimentícia do marido. “O pai deles é alcoólatra, esteve preso e tem muita dificuldade para conseguir emprego em Belo Horizonte, onde vive”, detalha. Adriana não pode trabalhar, pois os filhos exigem atenção o tempo todo. “O mais novo tem autismo e não conversa, usa fralda e preciso ficar com ele até para levá-lo ao banheiro”, explica.

No conjunto habitacional onde Adriana e seus filhos deveriam estar morando desde maio – caso o prazo estabelecido tivesse sido cumprido –, o que chama a atenção é o mato, que cresce até no piso do que deveria ser um banheiro. Portas foram arrombadas e as esquadrias da janela estão completamente empenadas. Materiais usados na obra, como areia e brita, estão abandonados no matagal. No cenário de desalento, o único som que se ouvia ontem ao meio – dia era de uma porta depredada movimentando-se com o vento.

O prefeito de Paineiras, Osman de Castro (PR), diz que tentou contato com a empreiteira Paralelo SOS e também com o Ministério das Cidades, mas não teve resposta. Castro argumenta que a responsabilidade da prefeitura era preparar o terreno e que isso foi cumprido. “Os futuros moradores me procuram. Alguns dizem que vão invadir e algumas portas já foram estouradas”, explica o prefeito.

Responsável pelas obras do Minha casa, minha vida em cinco municípios mineiros, entre eles Paineiras e Quartel Geral, o empreiteiro Sérgio de Oliveira e Silva, dono da construtora Paralelo SOS, atribui o atraso nas obras à falta de repasses de recursos pelo Ministério das Cidades, por meio do Bicbanco. Segundo Silva, a demora é de quase 50 dias para receber, enquanto o acordo previa, no máximo, 30 dias. “Cheguei a comunicar o problema ao Ministério das Cidades. A gente acaba tendo que dispensar funcionários e fica sem credibilidade junto aos fornecedores”, afirma.

O empreiteiro ressalta que conseguiu concluir somente 26,6% das obras em Paineiras e 18,4% em Quartel Geral. Os trabalhos estão parados desde novembro e outubro, respectivamente. “Para mim, não é interessante atrasar. Tudo aumenta. Somos contratados por um preço baixo (R$ 25 mil a unidade) e ainda tem a morosidade para receber. Mas se avanço a obra e não recebo, fico devendo e tenho que pagar juros”, reclama Silva, que afirma que o próximo repasse estava prometido para depois do carnaval.

Em nota, o Bicbanco respondeu que “não comenta eventuais negócios com clientes ou possíveis clientes”. O Ministério das Cidades informou que a equipe técnica está ocupada com o evento de Feira de Santana, na Bahia, e não poderia esclarecer ontem as razões do atraso nas obras nos municípios mineiros.

Sem telhado

Na pequena Quartel Geral, de 3,3 mil habitantes, na Região Centro-Oeste, a situação é pior. Das 39 casas previstas, apenas oito foram levantadas, sendo que uma está sem telhado. A obra envolve o mesmo banco e construtora de Paineiras. As casas deveriam ter sido entregues em maio do ano passado, quando Jaqueline Rosário da Silva, de 24, ficou grávida de seu segundo filho. No dia 6 deste mês nasceu Whitney e as obras seguem paradas. O mato cresce nos cômodos, algumas paredes foram rabiscadas e as telhas de algumas casas foram removidas por uma ventania.

Jaqueline cuida de sua filha recém-nascida e de seu primeiro filho, Patrick, de 6 anos, sozinha. Paga R$ 200 de aluguel e está em licença-maternidade do emprego em uma fábrica de sapatos na cidade vizinha de Abaeté. “Não sei se vou esperar mais. Pago R$ 200 de aluguel e o dinheiro poderia ajudar muito nas despesas da casa. Já falei com o pessoal da prefeitura que estou pensando em ir para lá com a casa sem acabar”, afirma Jaqueline.

O engenheiro civil Elder Augusto, da Prefeitura de Quartel Geral, explica que o prefeito da cidade já colocou à disposição máquinas para carregarem material, mesmo não sendo essa uma função da prefeitura. “Ele tem medo de o mandato acabar e não terminar as casas e as pessoas colocarem a culpa nele”, afirma o engenheiro.

Presente de grego

Mais de 900 casas de três conjuntos habitacionais, construídas dentro do programa Minha casa, minha vida, estão prontas em Montes Claros (Norte de Minas), mas vão continuar vazias pelos próximos meses. O motivo é a falta de infraestrutura dos conjuntos. O sorteio para a entrega dos imóveis estava marcado para hoje, mas ontem o prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PRB), anunciou o adiamento. Segundo ele, entregar agora as unidades seria como “dar um presente de grego para os moradores”.

De acordo com Ruy Muniz, nos conjuntos habitacionais Vitória II, Rio do Cedro e Monte Sião IV faltam escolas, unidades básicas de saúde, postos policiais, praças, quadras poliesportivas cobertas, linhas de transporte coletivo e espaços reservados para o comércio. O chefe do Executivo disse que, além de cancelar o sorteio dos novos conjuntos, a administração municipal decidiu não conceder o “habite-se” (liberação para a ocupação) dos imóveis. A intenção do prefeito é exigir do governo federal a liberação de recursos para escolas, postos de saúde e outras obras estruturais nos conjuntos. Ele anunciou que, no mês de março, terá uma reunião com a secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães, para cobrar uma solução para o problema.

26/02/2015 Posted by | Gestão deficiente, Gestão do PT, Governo do PT, Política | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Artigo Frei Beto: Dilma e o ministério desafinado

Em menos de uma semana, as vozes ministeriais soam desafinadas. Quatro ministros já são ponto fora da curva e revelam um governo desalinhado.

Brasil sem rumo

Fonte: O Globo

Coral Desafinado

Artigo Frei Beto

A foto de Dilma com seus 39 ministros, no dia da posse, mostra cara e não coração. E muito menos convicções.

Em menos de uma semana de novo governo, as vozes ministeriais soam desafinadas. Nelson Barbosa, do Planejamento, declarou que o salário mínimo seria, em breve, submetido a novas regras. A presidente o enquadrou e, no mesmo dia, ele veio a público desdizer o que disse.

Kátia Abreu, ministra da Agricultura, visando a agradar o segmento que ela representa no governo (o agronegócio, e não o PMDB), declarou que, no Brasil, não existe latifúndio, e que a reforma agrária em massa “não é necessária”.

No dia seguinte, ao tomar posse, Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Agrário, disse que “não basta derrubar a cerca do latifúndio, é preciso derrubar as cercas que nos limitam a uma visão individualista e excludente do processo social”. E acrescentou que “o direito de propriedade não pode, em nosso tempo, ser um direito incontrastável, inquestionável e que prevalece sobre todos os demais direitos”.

O ministro do Esporte, George Hilton, não teve vergonha de admitir ao tomar posse: “Vou tranquilizá-los: posso não entender profundamente de esporte, mas entendo de gente”. Pena que não tenha sido escalado para o setor de psicologia do Ministério da Saúde. Ou para o cerimonial do Itamaraty. E, tendo em vista as Olimpíadas de 2016, causou intranquilidade geral.

As únicas vozes afinadas, até agora, são as dos ministros Aloizio Mercadante, da Casa Civil, e Joaquim Levy, da Fazenda. O primeiro comunicou à nação, antes que 2014 findasse, cortes no seguro-desemprego, no abono salarial, na pensão por morte (incluído militares?), no auxílio-doença e no seguro a pescadores.

Quase todos direitos de interesse direto dos pobres. Joaquim Levy, ao ser empossado, prometeu cortar gastos e promover “ajustes em alguns tributos”.

Teremos uma reforma tributária na qual quem ganha mais paga mais ou cortes e ajustes afetarão a vida da maioria da população?

*Frei Betto é escritor, autor de “Reinventar a vida” (Vozes), entre outros livros.

07/01/2015 Posted by | Política | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Incapacidade de Dilma gera desorganização na economia, diz Aécio

Aécio Neves: “A presidente Dilma tem uma incapacidade crônica de reconhecer os seus equívocos, que são muito graves.”

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Aécio: ‘Incapacidade de Dilma de reconhecer equívocos gera absoluta desorganização da economia’

A declaração do candidato tucano foi dada após a presidente atribuir os resultados da economia nacional ao cenário externo

POR MARIA LIMA

O candidato à Presidência pelo PSDB Aécio Neves disse na manhã desta segunda-feira que considera a presidente Dilma Rousseff (PT), sua adversária na corrida presidencial, incapaz de reconhecer seus equívocos, o que causa a “absoluta desorganização” da economia brasileira. A declaração foi feita após a entrevista de Dilma, que foi ao ar mais cedo no Bom Dia Brasil, da TV Globo, em que a candidata afirmou que a política econômica está na “defensiva” após a crise econômica mundial e que melhorias vão depender da recuperação da economia dos Estados Unidos. Dilma voltou a atribuir os resultados da economia nacional ao cenário externo. De acordo com a candidata do PT, só com a recuperação econômica de outros países será possível adotar uma política econômica “ofensiva” no Brasil.

— É o governo da terceirização. A presidente Dilma tem uma incapacidade crônica de reconhecer os seus equívocos, que são muito graves. E esses equívocos são responsáveis pelo quadro de absoluta desorganização da economia brasileira. A leniência com que vem tratando a inflação passando pelo absurdo e autoritário intervencionismo, principalmente no setor elétrico, tudo isso emoldurado pelo aparelhamento da máquina pública, em especial das agências reguladoras, leva à desconfiança em relação ao Brasil e impacta nos investimentos — declarou Aécio, logo após sua agenda de campanha em Belo Horizonte, capital mineira. Agora o candidato segue para caminhada e carreata em Betim (MG).

Sobre a mudança de discurso de Dilma a respeito do papel da imprensa, o tucano considerou o caso como uma demonstração de que a presidente tem dificuldade de conviver com a crítica.

— Foi um claro recuo, mas não disfarça uma dificuldade de convívio que ela tem com a crítica. Volta e meia, teses autoritárias de controle da mídia circulam no seu entorno. Nos momentos de maior pressão, a presidente mostra que não convive bem com a imprensa e as liberdades democráticas — provocou.

24/09/2014 Posted by | Política | , , , , , , , , | Deixe um comentário