Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Parque Estadual do Sumidouro será aberto à prática da escalada

O Parque Estadual do Sumidouro (Pesu) será a primeira Unidade de Conservação de Minas Gerais que, a partir do próximo dia 22 de maio, estará aberta para a prática da escalada e do montanhismo. Nessa quarta-feira (6), o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e a Associação Mineira de Escalada (Ame) formalizaram o Ato de Oficialização da Prática Regulamentada da Escalada no Pesu. O projeto piloto foi apresentado a esportistas e interessados na atividade.

Durante a apresentação do projeto, ficou acertado que a prática do montanhismo e da escalada será realizada por um período experimental de até seis meses. O diretor de Áreas Protegidas do IEF, Ronaldo Magalhães, explicou que pelo fato de ser uma prática nova no Estado, o período de avaliação poderá se constituir no início de novas possibilidades de esportes de aventuras tanto no Parque do Sumidouro como nos demais parques administrados pelo IEF. “Estamos vivenciando um marco histórico para as Unidades de Conservação (UCs) de Minas”, destacou o diretor.

A abertura do Parque Estadual do Sumidouro para a prática do montanhismo e da escalada foi precedida pela constituição de um grupo de trabalho envolvendo técnicos do IEF, da Ame, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de organizações como o Grupo Bambuí, que trabalha com pesquisas espeleológicas. Foram quase dois anos de trabalho até a definição das trilhas de escaladas e das regras para conciliar o esporte com a preservação e conservação do Pesu.

O gerente do parque, Rogério Tavares, destaca a riqueza ambiental e cultural da região, com destaque para o patrimônio espeleológico e arqueológico que são focos da preservação.  O Grupo Bambuí ajudou na compatibilização da prática da escalada com a preservação do patrimônio espeleológico. A representante do grupo, Luciana Alt, chamou atenção para o grande número de cavidades encontradas durante as pesquisas.

O presidente da Ame, Luiz Monteiro, ressaltou a preocupação da associação com a preservação ambiental. A entidade foi criada em 2001 e conta com 70 sócios e 375 associados. “Assinamos um termo de cooperação técnica em 2010 e estávamos com grandes expectativas para a abertura do parque à prática da escalada”, ressaltou Monteiro.

Critérios

Os esportistas que quiserem usufruir do Pesu para prática da escalada ou do montanhismo terão algumas regras a seguir: o parque só estará aberto à atividade aos domingos; a entrada para escalada será das 9h às 13h e a saída acontecerá às 16h45; serão aceitos apenas 40 escaladores por dia; todos deverão se apresentar na portaria, onde receberão todas as instruções quanto à prática do esporte e às regras que deverão seguir.

Parque Estadual do Sumidouro

O Parque Estadual do Sumidouro (Pesu) está localizado na região de Lagoa Santa, a cerca de 50 quilômetros de Belo Horizonte. A unidade de conservação foi criada na década de 80, pelo Decreto 20.375, com o objetivo de preservar o patrimônio cultural e natural existente na região.

A vegetação é composta de mata de galeria, cerrado e vegetação rupícola. A flora é formada por espécies como ipê amarelo, ipê roxo, moreira, aroeirinha, jatobá do campo, gabiroba, manjoba, mutamba, faveiro, dentre outros.

Denominado de “Parque da Memória”, o Pesu foi recentemente inaugurado para visitação. Possui trilhas interpretativas que abordam diversos aspectos da Unidade de Conservação, com destaque para os Circuitos Sumidouro e Lapinha, bem como a Travessia, que une os dois circuitos, possuindo 3,5 quilômetros de extensão e passando pelo Cruzeiro da Lapinha, mirante de onde se vê a Serra do Cipó, a Serra da Piedade, a Serra do Curral, o Aeroporto Internacional de Confins e a ocupação da região Norte da RMBH.

Com uma área total de 1,3 mil hectares, o Pesu está inserido na região do carste Lagoa Santa. Possui relevo formado por rochas carbonáticas e com propensões a processos de dissolução em contato com a água. Ao longo de milhões de anos, essas rochas formaram cavernas com seus espeleotemas, as surgências e sumidouros, funcionando como uma esponja que é capaz de absorver e drenar a água para córregos. Por isso a área passou a ser denominada de Lagoa do Sumidouro.

Dentre os atrativos turísticos, destacam-se as 52 cavernas cadastradas e cerca de 170 sítios arqueológicos históricos e pré-históricos. Destaca-se também o Poço Azul, uma surgência às margens do rio das Velhas que forma um poço de coloração azulada que encanta os olhos dos visitantes.

A fauna é igualmente rica e nela encontram-se mico estrela, raposa, tatu galinha, tatu peba, coelho, gambá, veado catingueiro, gato do mato, lontra, tamanduá colete, os répteis jibóia, cascavel, jararaca e as aves codorna, garcinha, biguá, urubu, gavião, irerê, seriema, rolinha, beija-flor, andorinha e o pica pau branco.

História pra contar

Com aproximadamente 15 quilômetros de perímetro no período de cheias, o parque foi local de abrigo e sobrevivência do “Homem de Lagoa Santa”, denominação dada pelo pesquisador dinamarquês, Peter Lund, aos humanos que ali viveram há mais de 10 mil anos e que deixaram no abrigo do Sumidouro suas marcas por meio das pinturas rupestres.

Neste local, Peter Lund encontrou evidências da coexistência do homem com a fauna extinta, fato que contribuiu para o surgimento do pensamento evolucionista através de citações de Charles Darwin no livro “A origem das espécies” (do original, em inglês, On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life), em que discutia a ideia de evolução a partir de um ancestral comum, por meio de seleção natural.

Serviço

Visitas: Devem ser agendadas e são acompanhadas por guias.

Horário de visitas: Terça-feira a domingo, das 9h às 16h30.

Contato: (31) 3661-8671 / (31) 3661-8165.

Anúncios

07/04/2011 Posted by | Meio Ambiente | , , | Deixe um comentário

Operação conjunta entre Semad e Ibama fiscaliza madeireiras

A primeira semana da operação de fiscalização ambiental integrada ‘Guardiões das Montanhas II’ terminou com 20 empresas fiscalizadas. A fiscalização começou em Ubá, na Zona da Mata, e reúne agentes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que investigam irregularidades no uso de madeira proveniente de vegetação nativa, especialmente da Amazônia. A ação tem previsão para terminar em três semanas.

A maioria das empresas visitadas apresentou pendências junto aos governos federal e estadual. A principal questão observada pelos fiscais nas empresas tem sido a diferença entre a quantidade de madeira existente nas empresas e o declarado aos sistemas de controle do Ibama e do Instituto Estadual de Florestas (IEF). Um dos empreendimentos foi multado pelo Ibama em R$ 166,4 mil por armazenar 554 metros cúbicos de madeira sem a autorização do órgão ambiental. A madeira, da espécie Embirema, é de origem amazônica e foi apreendida pelos fiscais.

A operação ‘Guardiões das Montanhas II’ reúne nove fiscais da subsecretaria de Controle e Fiscalização Ambiental Integrada da Semad e 35 do Ibama que, nas próximas semanas, percorrerão nove municípios da região de Ubá. “O trabalho utiliza informações dos sistemas eletrônicos de controle federal e estadual que asseguram a legalidade da compra, armazenamento, transporte e venda da madeira e de seus produtos”, observa o coordenador da operação pela Semad, o analista ambiental do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), Alessandro Albino.

Nativa

Nas empresas fiscalizadas, o trabalho dos técnicos que participam da operação ‘Guardiões das Montanhas II’ se divide em duas frentes. Numa delas, nos escritórios, os fiscais verificam a documentação referente à empresa, especialmente a que autoriza o uso de madeira. Se o consumo for da matéria-prima proveniente da Amazônia, as empresas têm de apresentar a autorização do Ibama. No caso de madeira produzida em Minas Gerais, de origem nativa ou plantada, o aval tem de ser do IEF.

Na segunda frente de trabalho, os fiscais verificam minuciosamente as espécies, a quantidade e a origem da madeira encontrada. “Toda a madeira encontrada nas empresas, no estado natural ou já transformada em móveis é identificada e medida para que seja feita a conferência das quantidades declarada aos órgãos ambientais”, afirma o agente ambiental federal do Ibama, Manoel Costa. “Para conhecer o total de madeira utilizada na elaboração de uma cadeira, por exemplo, o fiscal mede cada uma das partes, obtêm um valor aproximado da quantidade de madeira necessária e multiplica pelo número de peças existentes na empresa”, completa.

No caso da madeira proveniente da Amazônia, é observado se o uso das espécies encontradas é permitido pela legislação. Para isso, fiscais especialistas na identificação de tipos de madeira integram as equipes do Ibama, utilizando métodos científicos e também a experiência de atuarem no norte do Brasil para determinar se há irregularidades. Até o momento, a espécie amazônica mais encontrada pelas equipes de fiscalização foi o Tauari, cujo uso é permitido pela legislação brasileira.

O Polo Moveleiro da região de Ubá é constituído de cerca de 300 empresas localizadas em municípios vizinhos como Tocantins, Visconde do Rio Branco, Guidoval e Rio Pomba. As espécies amazônicas são a principal matéria-prima das fábricas de móveis, seguidas de espécies plantadas como o eucalipto. Dados do Ibama indicam que o Polo Moveleiro de Ubá recebe cerca de 20 mil metros cúbicos de madeira proveniente da Amazônia por ano, o que corresponde a 500 carretas carregadas.

01/04/2011 Posted by | Meio Ambiente | , , , | Deixe um comentário

Sisema divulga balanço de operação na região Centro-Norte do Estado

Doze empreendimentos fiscalizados, cinco áreas desmatadas ilegalmente identificadas e um total de multas aplicadas de R$ 76,6 mil foram o resultado da operação de fiscalização ambiental ‘Várzea da Palma’ que terminou nesta sexta-feira (18). A ação foi coordenada pela subsecretaria de Controle e Fiscalização Ambiental Integrada, estrutura que pertence à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), e teve início no dia 15, percorrendo oito municípios da região próxima a Pirapora, no Norte do Estado.

A operação teve como foco principal a investigação de possíveis desmatamentos ilegais ocorridos na região detectados pelos sistemas de monitoramento por satélite utilizados pelo do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema). Munidos de mapas onde estão assinalados os pontos indicados, os fiscais buscaram locais de supressão de vegetação além do informado pelos proprietários no momento da solicitação junto ao Instituto Estadual de Florestas (IEF).

Dos pontos localizados, cinco deles apresentavam irregularidades. Uma delas está localizada no município de Várzea da Palma, possui 19 hectares e o proprietário foi multado em R$ 10,9 mil por provocar queimada sem autorização. Outra área fica em Lassance onde os fiscais observaram a supressão de aroeira, espécie ameaçada de extinção, cuja madeira é de uso nobre. O proprietário foi multado em R$ 2,6 mil.

A operação Várzea da Palma também investigou denúncias feitas por moradores e pelo Ministério Público do Estado. Dentre os empreendimentos visitados estavam três empresas de extração de areia, três usinas siderúrgicas, um pivô de irrigação e um alambique. Nenhum deles apresentou irregularidades. Dois postos de combustível foram multados por funcionarem sem as devidas autorizações.

Quinta-feira

Nessa quinta-feira (17), o proprietário de duas áreas identificadas na quarta-feira (16) em Lassance foi multado em R$ 60 mil pelo desmatamento de 39 hectares. No local foram encontrados um trator, 18 fornos de produção de carvão, um caminhão com cerca de 40 metros de carvão e duas espingardas. As atividades do local foram suspensas, o proprietário foi notificado e, posteriormente, será multado. “O valor ainda será calculado já que trata-se de uma área extensa e com presença de espécies ameaçadas de extinção, como a aroeira”, explica Bruno Zuffo.

Em Pirapora, uma das equipes do Sisema fiscalizou a situação da emissão de efluentes pelo Distrito Industrial da cidade no rio São Francisco e não encontrou irregularidades. Também não foram encontradas infrações num sistema de irrigação por pivô em Lassance. Em Augusto de Lima, uma empresa de extração de areia cuja fiscalização foi solicitada pelo Ministério Público do Estado, já encontrava-se fechada há alguns meses pelos proprietários.

Integração

Os operação ‘Várzea da Palma’ teve a participação de nove técnicos do Sisema e 14 integrantes da Polícia Militar de Meio Ambiente. Seis equipes foram montadas para percorrer locais nos municípios de Várzea da Palma, Buritizeiro, Pirapora, Corinto, Buenópolis, Três Marias e Augusto de Lima, Lassance.

A ação foi a primeira promovida pela subsecretaria de Controle e Fiscalização Ambiental Integrada, estrutura da Semad criada em janeiro de 2011 que reuniu as ações que antes eram executadas pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), IEF e Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). A ação consolida o modelo de fiscalização integrada iniciado em Minas Gerais em 2003, quando foi criado o Comitê Gestor de Fiscalização Ambiental Integrada (CGFAI).

18/03/2011 Posted by | Meio Ambiente | , , | Deixe um comentário

Carnaval em parques estaduais oferece opções de contato com a natureza

Todos os anos, a cidade de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, é o destino de milhares de visitantes no Carnaval. Muitos são atraídos pelas festas de rua, mas a região também abriga locais de descanso e tranquilidade para o feriado. Os parques estaduais da região, administrados pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), são uma fonte de belas paisagens e de tranquilidade para quem quer fugir da agitação típica do Carnaval.

Pelo quinto ano consecutivo, o Parque Estadual do Biribiri, localizado em Diamantina, desenvolverá o projeto “Biribiri em harmonia com a folia”. O projeto tem o objetivo de sensibilizar os visitantes da unidade sobre a importância ambiental e cultural da preservação do parque. Entre os objetivos do trabalho, está a coleta de dados para conhecer o perfil dos visitantes do parque. O Biribiri é uma das unidades de conservação mais visitadas de Minas Gerais, tendo recebido cerca de 50 mil turistas em 2010.

Segundo a analista ambiental do Escritório Regional Alto Jequitinhonha do IEF, Cecília Fernandes Vilhena, os visitantes receberão sacolas para recolherem o lixo produzido e instruções de conduta dentro do parque. “Existe uma parceria entre o parque, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar para garantir a segurança e tranquilidade de quem visitar o local”, afirma.

Rio Preto e Pico do Itambé

O Parque Estadual do Rio Preto está localizado a 56 km de Diamantina, no município de São Gonçalo do Rio Preto, e possui atrativos como as piscinas naturais e praias fluviais com areias brancas. Entre as inúmeras cachoeiras, destacam-se a do Crioulo e da Sempre Viva. As pinturas rupestres e os mirantes naturais permitem que o visitante aprecie toda a área do entorno do local. O parque ficará aberto todos os dias, das 7h às 17h, e os restaurantes permanecerão abertos. Os visitantes devem ficar atentos ao limite diário de pessoas no local, que é de 150 pessoas.

As riquezas naturais do Parque Estadual Pico do Itambé incluem belas cachoeiras e uma vegetação única composta de campos rupestres. Localizado no município de Santo Antônio do Itambé, o parque abriga o Pico de mesmo nome. Com dois mil metros de altura, o local é um dos marcos referenciais do Estado.

A visita ao Pico pode incluir o pernoite no local e é limitada a grupos de 11 pessoas, incluindo o guia. O turista também pode optar por ir ao pico durante o dia. Para visitar o parque é necessária autorização específica da gerência da unidade de conservação. Os valores das visitas variam pela quantidade de pessoas e o horário é de 8h às 17h, diariamente.

Serviços

Mais informações sobre os Parques Estaduais podem ser acessadas no site do IEF, no endereço http://www.ief.mg.gov.br/areas-protegidas/parques-estaduais.

Sede Administrativa dos Parques

IEF – Regional Alto Jequitinhonha

Endereço: Praça Dom Joaquim, nº 100, Centro, Diamantina (MG)

Telefone: (38) 3531-3919 – e-mail: erajsup@ief.mg.gov.br

04/03/2011 Posted by | Meio Ambiente | , , , | Deixe um comentário

Parque do Rio Doce celebra um ano de certificação internacional

O Parque Estadual do Rio Doce comemora, no dia 26 de fevereiro, o primeiro aniversário de sua inclusão na lista de Zonas Úmidas de Importância Internacional, a Lista Ramsar. A unidade de conservação, administrada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) e localizada na região Leste de Minas Gerais, foi a primeira área do Estado e a nona localizada no Brasil incluída na relação.

As zonas úmidas são as áreas de pântanos e corpos de água, naturais ou artificiais, permanentes ou temporários. Inicialmente, a proteção dessas áreas visava à conservação de zonas úmidas e de aves aquáticas. Com o decorrer do tempo, a área total passou a ser observada como um sistema de apoio à vida para a biodiversidade. Os termos da convenção foram definidos na cidade iraniana de Ramsar, em 1971, e completou 40 anos no último dia 2 de fevereiro.

O parque está inserido em uma região que se configura como o terceiro maior ecossistema lacustre do Brasil, perdendo apenas para o Pantanal e a Amazônia. Somente em seu interior, a unidade de conservação abriga 40 lagos naturais, dentre eles, destaca-se a Lagoa Dom Helvécio, com 6,7 Km² e profundidade de até 32,5 metros. As lagoas abrigam uma grande diversidade de peixes, que servem de importante instrumento para estudos e pesquisas da fauna aquática nativa. A Mata Atlântica, bioma que domina a unidade, é morada de animais ameaçados de extinção como a onça pintada e o mono-carvoeiro, maior primata das Américas.

Segundo o gerente do parque, Marcus Vinícius de Freitas, a inserção na Lista Ramsar aumenta as possibilidades de parcerias internacionais para a conservação das áreas úmidas. “É mais uma chancela que reconhece a importância ecológica, social, cultural e científica do parque e facilita a cooperação entre os países para desenvolver ações que estimulem a proteção e um uso racional dessas áreas”, afirma

Os países que aderem à Convenção de Ramsar participam de um processo destinado a identificar os sítios em seus territórios com o objetivo de prestar especial atenção a sua conservação e a seu uso sustentável. São signatários da Convenção, cuja lista inclui 1.757 Sítios Ramsar, num total de cerca de 161 milhões de hectares, 158 países. O Brasil é considerado o quarto país do mundo em superfície na Lista Ramsar. Possui 11 Zonas Úmidas consideradas Sítios de Importância Internacional, o que equivale a cerca de 6,5 milhões de hectares.

Marcus Vinícius de Freitas observa que após a inclusão no tratado internacional, o parque já intensificou a busca por mecanismos para aprimorar a gestão. “Temos participado regularmente das reuniões com os gerentes das unidades brasileiras que fazem parte da Lista”, explica. Em dezembro de 2010, o funcionário do parque, Giovane Tavares, participou de uma visita técnica à Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense, no nordeste do país. “O Parque do Rio Doce foi saudado pelos outros integrantes como modelo de unidade de conservação”, afirma Tavares.

Biodiversidade

O Parque Estadual do Rio Doce, por abrigar a maior área de Mata Atlântica de Minas, é considerado Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A área está inserida nos municípios de Marliéria, Dionísio e Timóteo. Foi a primeira unidade de conservação estadual criada em Minas Gerais, em 14 de julho de 1944.

Desde 2003, o parque vem recebendo investimentos provenientes do Governo de Minas e de parcerias nacionais e internacionais como a com o governo alemão, que resultou no Projeto de Proteção da Mata Atlântica de Minas Gerais (Promata) e que destinou recursos de R$ 6 milhões para a unidade de conservação. Os recursos consolidaram a condição da área de proteção com uma das unidades de conservação mais bem equipadas do país em termos de infraestrutura para turismo ecológico, realização de pesquisas científicas e atividades de educação de educação ambiental.

24/02/2011 Posted by | Meio Ambiente | , , , , | Deixe um comentário

Minas Gerais e Alemanha discutem proposta de cooperação

O convite para realização de um visita técnica à Alemanha foi uma das principais propostas de encontro realizado nessa quarta-feira (16) entre aSecretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e delegação do Ministério da Economia do estado Alemão de Baden-Württemberg.

Em reunião realizada na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, a delegação do Ministério da Economia do estado de Baden-Württemberg, chefiada pelo ministro da Economia daquele estado, Richard Drautz, foram discutidas com o secretário-adjunto da Semad, Augusto Lio Horta, e com o presidente daFundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), José Cláudio Junqueira, possibilidades de acordo entre os dois estados.

A principal proposta foi uma visita técnica de representantes do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) ao estado alemão para conhecimento dos projetos realizados na área de bioenergia. Também foi discutida proposta de parceria na área de florestas plantadas (produção de eucalipto) e cooperação técnica para realização de mestrado profissional em áreas ligadas ao desenvolvimento econômico e sustentável. 

“As economias de Minas Gerais e Baden-Württemberg possuem vários pontos em comum. Vejo que os dois estados são parceiros naturais”, afirmou o Richard Drautz. De acordo com membro do Conselho da Federação das Indústrias de Baden-Württemberg, Wolfgang Wolf, os dois estados também podem cooperar na área da produção mais limpa. “Procuramos orientar as indústrias a promover a melhoria dos seus processos, e dessa forma estimular o uso mais eficientes dos recursos energéticos, água e insumos”, disse. 

Segundo José Claudio Junqueira, o Estado já tem como ação prioritária o fomento à adoção de padrões de produção mais limpos para as atividades econômicas. No entanto, qualquer parceria nesta área é ação importante para incorporação de novas tecnologias, em especial as de baixo impacto ambiental, à economia mineira. 

Na reunião, o secretário-adjunto fez um resumo das principais ações executadas na gestão ambiental do Estado. Augusto Lio Horta destacou os investimentos realizados na despoluição do rio das Velhas, que em quatro anos de execução melhorou sensivelmente a qualidade das águas do principal rio da região Central de Minas Gerais, principalmente por meio do tratamento de esgoto doméstico, aumentando o percentual de tratamento de 1,99% em 1999 para 84% no fim de 2010. 

“Vejo os resultados obtidos na gestão ambiental de Minas Gerais e dou os parabéns pelo excelente trabalho desenvolvido”, pontuou o ministro Drautz. “Trabalhamos para garantir a qualidade ambiental com o envolvimento de todos os setores da sociedade. As parcerias com outros estados e países são fundamentais para a melhoria do processo de gestão”, finalizou Augusto Lio Horta.

17/02/2011 Posted by | Meio Ambiente | , , , , | Deixe um comentário

Publicação reúne resultados de pesquisas em Unidades de Conservação

Em 2010, o boletim MG Biota divulgou 20 artigos científicos de estudiosos que desenvolveram pesquisas nas Unidades de Conservação (UCs) mineiras. A publicação é feita pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), com periodicidade bimensal e é distribuída gratuitamente em Minas Gerais e outros estados.

O instituto publica o boletim MG Biota a fim de divulgar os resultados das pesquisas feitas nas áreas protegidas de Minas Gerais. De acordo com a analista ambiental do IEF, Maria Margaret de Moura Caldeira, assim que concluem seus estudos, os autores fazem um artigo técnico resumindo as informações apuradas. “O resultado final dessas pesquisas é submetido à análise para publicação no boletim”, afirma.

Desde 2008, 140 autores de 25 instituições de ensino publicaram seus artigos no MG Biota. Os temas tratados são variados como anfíbios, vegetação, sociologia, botânica, polinização, plantas medicinais, espécies ameaçadas, entre outros. “O boletim é muito importante para a divulgação da biota mineira entre os cientistas e, principalmente, para o público leigo”, destaca a analista ambiental do IEF, Valéria Mussi Dias.

O IEF já publicou 16 boletins MG Biota desde a sua criação. Com tiragem de cinco mil exemplares, o boletim técnico científico é distribuído a entidades cadastradas. Atualmente o público alvo são prefeituras, organizações não governamentais, bibliotecas, museus, instituições de ensino, entre outros.

Além de Minas Gerais, vários outros estados recebem o material. São eles: Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Sergipe, Rondônia, Roraima e Rio Grande do Sul.

As edições já publicadas do boletim podem ser acessados no site do IEF no menu “Biodiversidade” ou no link http://www.ief.mg.gov.br/biodiversidade/mg-biota.

15/02/2011 Posted by | Meio Ambiente | , , , | Deixe um comentário

IEF troca experiências sobre pagamento de serviços ambientais

Com o objetivo de conhecer o Projeto Conservador de Águas e identificar os aspectos dessa iniciativa que podem ser incorporados ao Bolsa Verde, a equipe da Gerência de Incentivos Econômicos à Sustentabilidade (Giest)/Secretaria Executiva do Programa Bolsa Verde (SEBV) realizou uma visita técnica à Prefeitura Municipal de Extrema.

O projeto, desenvolvido pelo Departamento de Serviços Urbanos e Meio Ambiente de Extrema, tem previsão de atuar tanto na manutenção como na recuperação da cobertura vegetal nativa nas sete sub-bacias hidrográficas do município. Iniciado nas propriedades mais degradadas, as sub-bacias do Salto e das Posses, o Projeto Conservador de Águas realiza o pagamento por serviços ambientais com base em 100 Unidades Fiscais de Extrema (Ufex)/ha/ano da área total da propriedade, hoje por volta de R$ 187,00. Caso necessário, ele também adquire os insumos para o cercamento dessas áreas e a recuperação com o plantio de espécies nativas.

Com a adesão de 95 proprietários rurais, 77 deles com contratos já assinados, o projeto busca manter as condições para o aumento da quantidade e qualidade dos recursos hídricos no município, contribuindo, assim, para melhoria das águas que vertem para o rio Jaguari, que dá nome à Unidade de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos (UPGRH) Piracicaba/Jaguari.

De acordo com o responsável pelo Departamento de Serviços Urbanos e Meio Ambiente de Extrema, Paulo Henrique Nogueira, atualmente, 80% da água do Sistema Cantareira, um dos dois que abastecem o município de São Paulo, provêm dessa UPGRH, o que aumenta a importância da conservação das águas nos quatro municípios que a compõem: Camanducaia, Extrema, Itapeva e Toledo.

Com o início da operacionalização do Programa Bolsa Verde em 2010 e sua ampliação em 2011, a Giest/SEBV intensificou suas ações para identificar as melhores práticas relacionadas aos pagamentos por serviços ambientais, como o desenvolvido em Extrema, a fim de dar continuidade na implementação da modalidade de manutenção da cobertura vegetal nativa e aprender com as experiências existentes de recuperação de áreas degradadas em projetos como esse.

Com o apoio de Paulo Nogueira, de um integrante do Projeto Conservador de Águas, Benedito Arlindo, e da bióloga, Taís Trindade, quatro servidores do Instituto Estadual de Florestas (IEF) visitaram algumas propriedades trabalhadas no projeto, observaram fatores críticos para seu sucesso e discutiram alternativas para a utilização no Bolsa Verde.

As sugestões, como a importância de estabelecimento de parcerias com os agentes locais, serão trabalhadas e encaminhadas primeiramente para deliberação do Comitê Executivo do Programa Bolsa Verde (CEBV).

Nesse órgão colegiado, formado por membros do IEF, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), da Secretaria de Estado de Regularização Fundiária, do Instituto de Terras de Minas Gerais (Iter), da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) e da Federação dos Trabalhadores em Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), deverá ser referendada a proposta anual para utilização dos recursos do programa em 2011.

Após essa deliberação, caberá a aprovação pela Câmara de Proteção à Biodiversidade do Conselho Estadual de Política Ambiental (CPB/Copam), para que seja disponibilizado a versão atualizada do Bolsa Verde – Manual de Princípios, critérios e procedimentos para a implementação da Lei Estadual 17.727, de 13 de agosto de 2008. Esse documento será a principal referência para a apresentação de novas propostas e para a análise e deliberação pela SEBV e pelo CEBV.

Atualmente, a SEBV está analisando as propostas encaminhadas no último ano para que sejam deliberadas e pagos, no primeiro quadrimestre de 2011, os benefícios aprovados. Hoje, o benefício pago é de R$ 200,00 por cada hectare conservado a cada ano, num prazo máximo de cinco anos, e o programa dispõe de um orçamento  para este ano de, aproximadamente, R$ 8,5 milhões.

11/02/2011 Posted by | Meio Ambiente | , , | Deixe um comentário

Debate público discute desmatamento na Mata Atlântica

O Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) realizou, nesta sexta-feira (18), um debate público sobre o desmatamento do Bioma Mata Atlântica no Brasil. O encontro contou com a presença do secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, com o diretor-executivo da ONG SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, da presidente da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), Maria Dalce Ricas, e dos representantes da Associação Mineira de Silvicultura (AMS), Dárcio Calais, e da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Fetaemg), Carlos Alberto Santos.

No encontro, foram debatidos os dados divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica no dia 27 de maio, que relatam o desmatamento de Mata Atlântica em todos os estados brasileiros com ocorrência do bioma. Os dados revelam uma diminuição do percentual de área desmatada em Minas Gerais em relação à área do bioma no início de cada período avaliado. Esse percentual passou de 4,27% no período 1995/2000 para 0,47% no último levantamento (2008/2010). A área desmatada em hectares também vem sofrendo redução a cada período. Importante ressaltar que o número de municípios mineiros que desmatou o bioma caiu de 405, no período de 2005/2008, para 159 no último levantamento.

“Minas Gerais é o estado que possui a maior área remanescente de Mata Atlântica do país. São 2.624.626 hectares do bioma, cerca de 300 mil hectares a mais do que o estado de São Paulo, que tem 2.304.854 hectares, a segunda maior área”, ressaltou José Carlos Carvalho. O secretário também destacou que os números relativos ao desmatamento estão relacionados à nova delimitação do bioma mata atlântica em Minas Gerais, estabelecida pela Lei Federal 11.428, regulamentada pelo decreto 6660/2009, que incluiu as fisionomias florestais deciduais do Norte de Minas como pertencentes à Mata Atlântica.

“Os números apresentados pela SOS Mata Atlântica estão coerentes com o monitoramento contínuo realizado pelo Estado em parceria com Universidade Federal de Lavras desde 2003. De acordo com os dados oficiais, houve supressão de 12.100 hectares nos municípios de ocorrência de mata atlântica entre junho de 2008 e junho de 2009. No Estado como um todo, incluindo os biomas cerrado caatinga e mata atlântica, o desmatamento total foi de 30.687 ha, cerca de 35% menos que em relação ao mesmo período no ano agrícola anterior (2007/2008)”, informou o secretário.

José Carlos Carvalho destacou que o Instituto Estadual de Florestas (IEF) tem como um dos focos de sua atuação a recuperação de áreas degradas por meio do plantio de espécies vegetais nativas do Estado de Minas Gerais, existentes nos biomas cerrado e mata atlântica. Nessas ações, o IEF promove mobilização e educação ambiental de comunidades em prol da conservação e recuperação florestal; capacitação dos produtores rurais, parceiros e técnicos em tecnologias de produção de mudas, extensão florestal, recuperação de áreas degradadas e outros temas associados à questão ambiental.

Entre os anos de 2007 e 2009, foram recuperados 17.666 hectares de mata atlântica, beneficiando diretamente 3.347 produtores rurais. As ações incluem recuperação de áreas degradadas e proteção de nascente. “Queremos, com a divulgação dos dados da Fundação, estimular ações de recuperação florestal e de proteção da mata atlântica, justamente como é feito em Minas”, declarou Mario Mantovani.

21/06/2010 Posted by | Meio Ambiente | , , , , , | Deixe um comentário

Meta 2010 apresenta resultado final do relatório Velhas Sustentável

O Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), o Projeto Manuelzão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Velhas), apresentam na próxima terça-feira (22), às 14h, no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), em Belo Horizonte, o relatório final do diagnóstico ambiental “Velhas Sustentável”.

O documento, proposto em 2008, foi consolidado por meio de oficinas temáticas, realizadas nas sub-bacias dos rios Itabirito, do Peixe, Jequitibá, Caeté-Sabará, Taquaraçu, Jaboticatubas e das sub-bacias dos ribeirões do Arrudas, Onça e da Mata. A partir de dados de órgãos governamentais e de parceiros, além de contribuições das comunidades envolvidas com representação de prefeituras, setor produtivo e sociedade civil, foi possível fazer uma radiografia dos problemas ambientais na área de abrangência do Projeto Estruturador de Revitalização do Rio das Velhas – Meta 2010.

O diagnóstico “Velhas Sustentável” identificou problemas como focos erosivos, expansão urbana desordenada, passivo de mineradoras, disposição inadequada de resíduos sólidos urbanos, doenças de veiculação hídrica, saneamento básico, nascentes desprotegidas, dentre outros, e propôs possíveis soluções e ações necessárias para resolver os problemas enfrentados nas sub-bacias estudadas. “A forma com que o diagnóstico foi construído é muito importante, com a participação efetiva da população, inclusive sugerindo ações e medidas que possam ser adotadas. Isso, além de ser um instrumento de mobilização, é um grande avanço no aspecto democrático”, ressalta a coordenadora executiva do projeto estruturador, Myriam Mousinho.

Desafios

Dentre os principais desafios enfrentados pelo diagnóstico podemos ressaltar o levantamento sobre as doenças de veiculação hídrica e o saneamento nas bacias. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 85% das doenças conhecidas são de veiculação hídrica, ou seja, relacionadas à água. De acordo com o documento, nas sub-bacias do Onça e do Arrudas, que abrangem os municípios de Belo Horizonte, Contagem e Sabará, esse índice chega a 3,11% em Sabará, que não possui estação de tratamento de esgoto. Em Belo Horizonte é de 1,20% e em Contagem chega a 0,99%. Essas doenças podem estar relacionadas com as condições de moradia. As oficinas temáticas citaram como possíveis soluções, a educação da comunidade ribeirinha e a articulação com os subcomitês, para uma atuação de forma mais preventiva.

O documento levantou também as Unidades de Conservação (UC) na região da Meta 2010. São 24 UCs e duas áreas de proteção especial cadastradas junto ao Instituto Estadual de Florestas (IEF), das quais nove estão na sub-bacia do ribeirão Arrudas (seis de proteção integral e duas de uso sustentável, além de uma área de proteção especial), e cinco na sub-bacia do Onça (quatro de proteção integral e uma de uso sustentável).

Usando outras ferramentas como Zoneamento Ecológico Econômico e o Atlas para Preservação da Biodiversidade em Minas, o “Velhas Sustentável” ratifica a importância das unidades de conservação existentes na bacia. Afirma, por exemplo, que os parques do Rola Moça e da Baleia (estaduais) e do Mangabeiras (municipal) são de grande importância ambiental, porém, são ambientes frágeis que necessitam de fiscalização. O problema da disposição adequada de resíduos sólidos também foi apresentado no diagnóstico.

Dos 27 municípios da bacia, 10 utilizam aterro sanitário, cinco aterro controlado, três têm unidade de triagem e compostagem e nove ainda dispõem os resíduos de forma inadequada, nos lixões. Considerando apenas os três municípios: Belo Horizonte, Contagem e Sabará, que dispõem os seus resíduos sólidos urbanos em aterro sanitário, observamos que 72,7% da população dos municípios da área de abrangência da Meta 2010 são atendidos por uma destinação ambientalmente correta de seus resíduos.

Para o problema da disposição adequada de resíduos sólidos, o diagnóstico propôs o trabalho junto à população para a redução da produção de lixo e a implementação de ações educacionais para incentivar a redução de resíduos sólidos, como por exemplo, o uso de sacolas plásticas. Além disso, foi proposto a criação de programas de educação ambiental envolvendo escolas e comunidades, a viabilidade da constituição de consórcio para aterro sanitário nos municípios que ainda não possuem aterro, a elaboração de planos integrados de gerenciamento de resíduos, a liberação pelo Fhidro de recursos para a elaboração de projetos básicos e executivos, visando a implantação de Aterro Sanitário e Usina de Triagem e Compostagem de resíduos sólidos urbanos.

Serviço:

Evento: Apresentação do relatório final do diagnóstico ambiental “Velhas Sustentável”

Data: 22/06/2010

Horário: 14h

Local: CMRR, rua Belém, nº 40, bairro Esplanada, Belo Horizonte

21/06/2010 Posted by | Água, Meio Ambiente | , , , , , , , , , | Deixe um comentário