Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Em entrevista ao Hoje em Dia, Pimenta apresenta as melhores propostas entre os candidatos de Minas

Em entrevista, Pimenta destaca a modernização da infraestrutura e a dinamização da economia de Minas, como algumas das metas de governo.

Coligação Todos por Minas

Pimenta da Veiga quer dinamizar a economia de Minas

Fonte: Hoje em Dia

Em entrevista ao Hoje em Dia, o candidato da coligação “Todos por Minas”, Pimenta da Veiga (PSDB), revela as principais metas de sua proposta de governo, caso seja eleito. No plano social, ele garante que as prioridades serão a saúde, educação e segurança. Além da infraestrutura, a dinamização econômica de Minas também está no radar do tucano.

Em seu plano de governo, qual ponto o senhor considera o mais importante e por quê?

As principais bases do nosso plano de governo são a área social, com prioridade para saúde, educação e segurança pública; a modernização da infraestrutura urbana; e a dinamização da economia de Minas.

Além desses pontos, quais são as áreas prioritárias e como pretende desenvolvê-las?

Na educação, vamos levar o ensino integral a todas as escolas do Estado; aumentar as vagas e diversificar os cursos profissionalizantes; valorizar os professores por meio de promoção automática dos que concluírem mestrado ou doutorado e ainda oferecer condições para que optem pelo trabalho integral em uma só escola.

Na segurança, vamos aumentar o policiamento ostensivo e ampliar o efetivo das polícias Militar e Civil. Queremos avançar com os programas de prevenção à criminalidade e às drogas, como o Fica Vivo, pois o tráfico é a principal causa da violência.

Na saúde, vamos ampliar, reformar e construir 17 hospitais regionais, com objetivo de fortalecer o processo de regionalização da saúde. A intenção é fazer com que as pessoas tenham atendimento médico o mais próximo possível de suas casas. Para isso, vamos também implementar incentivos aos médicos que se fixarem nas pequenas cidades.

Na infraestrutura, vamos atacar o problema da mobilidade urbana. Primeiro, é preciso um transporte público de qualidade. O mais eficiente é o sistema sobre trilhos. Na Região Metropolitana, por exemplo, a solução é o metrô. Temos o compromisso de construir o Rodoanel Norte e também 22 contornos rodoviários ao redor de cidades de médio e grande porte, eliminando o tráfego pesado de caminhões e tornando o trânsito mais seguro na Região Metropolitana. E também vamos construir o Rodoanel Sul, ligando Betim à BR-040.

Como pretende trabalhar pelo desenvolvimento econômico e social das regiões de Minas?

Para fazer com que Minas dê um novo salto na economia, vamos aproveitar as potencialidades regionais e diversificar os empreendimentos. Além disso, vamos investir na infraestrutura e na logística, assim como reduzir a carga tributária, dentro da competência do governo estadual. Com isso, aumentamos as oportunidades, gerando mais empregos e atraindo mais recursos para a melhoria da qualidade de vida dos mineiros. Vamos manter todos os programas sociais, como o Travessia.

Entre 2002 e 2012, Minas reduziu a desigualdade social em 10,9%, um resultado melhor que a média do Brasil e do Sudeste. Mais de 3 milhões de mineiros foram beneficiados pelo Travessia em 309 municípios. O programa promove a inclusão social e produtiva da população em situação de pobreza e vulnerabilidade social, por meio de uma série de ações articuladas entre várias secretarias de Estado e órgãos da administração. Temos que ressaltar que o mineiro tem enorme capacidade empreendedora, sempre soube aproveitar as oportunidades de trabalho nas diferentes áreas e precisa ser cada vez mais incentivado a produzir.

Quais são os principais desafios que o novo governador enfrentará?

São vários porque administrar um estado com as dimensões de Minas, com suas diversidades e potencialidades, exige dedicação e trabalho. Reduzir, por exemplo, as diferenças sociais entre as nossas regiões vai exigir muito esforço e determinação porque o modelo econômico adotado pelo governo federal nos últimos anos aponta para momentos difíceis. Mas, da nossa parte, não faltará o empenho para que as regiões mais pobres, como o Norte, o Jequitinhonha e o Mucuri recebam mais investimentos que as regiões mais ricas. Queremos diminuir a distância social entre as regiões de Minas, sem deixar, no entanto, de criar alternativas para que as mais desenvolvidas não fiquem paradas no tempo.

A crise internacional persiste e compromete o crescimento econômico do Brasil. O que fazer para que Minas se expanda e sustente seus projetos de governo?

Não é só a crise internacional que preocupa, mas a política econômica do governo federal do PT que trouxe de volta a inflação com profunda recessão. O retorno da inflação significa prejuízo para todos, é vizinha da corrupção, impede o crescimento, o desenvolvimento de cidades e pessoas. Apesar disso, nos últimos anos, Minas cresceu mais do que a média nacional. A indústria mineira aumentou a sua parcela na economia do Estado, segundo o IBGE. Em 2002, o setor respondia por 27,5% da economia mineira e passou para 32,8% em 2011. Esse índice representa mais do que o crescimento da média nacional. Em 2002, a indústria no Brasil tinha participação de 27,1% e cresceu 0,4 ponto percentual em 2011, quando chegou a 27,5% na economia nacional.

O senhor se considera preparado para enfrentar um eventual cenário negativo, com perdas de arrecadação?

Me sinto extremamente preparado. Além da atração de investimentos, como já citei, vamos intensificar a parceria com a iniciativa privada. Minas é o estado com maior número deParcerias Público Privadas (PPP). Nos últimos seis anos, o Governo de Minas conseguiu atrair R$ 2,3 bilhões para projetos de PPP, e outros R$ 5 bilhões em projetos em licitação. Minas se tornou referência nacional e internacional quando se trata desse modelo, com reconhecimento pela revista britânica World Finance e pelo Banco Mundial.

Se eleito, que Estado o senhor deseja entregar?

Uma Minas onde todos tenham orgulho de dizer onde vivem. Meu maior compromisso é com os cidadãos. As ações do governo terão como objetivo principal promover o bem-estar das pessoas que devem ser contempladas com políticas públicas que tornem nosso Estado uma terra de oportunidades para todos.

Se eleito, qual será o perfil do seu secretariado?

Competência e espírito público. É o que buscaremos entre os homens e mulheres de bem para compor o nosso governo. Queremos fazer um governo moderno, com eficiência em gestão. Como somos apoiados por uma ampla coligação – que inclui 14 partidos, além de lideranças de outras legendas que ao longo da campanha, foram se juntando a nós – não precisaremos nos render a conchavos ou alianças espúrias para garantir governabilidade. O eleitor pode esperar de nós o compromisso com a ética e o interesse público em todas as nossas ações, o que começará já na montagem da equipe de governo.

Por que os mineiros devem votar no senhor?

A nossa candidatura é a mais preparada para governar Minas. Tenho percorrido diversas cidades para escutar as pessoas sobre seus principais sonhos e demandas. Ninguém pode governar bem um país, um estado, um município se não for ouvindo os destinatários das nossas ações. O que me credencia é a minha história pessoal e política, de quase 40 anos dedicados ao interesse público, que me ensinou que o foco de um governo deve ser a melhoria da vida das pessoas.

01/10/2014 Posted by |  EDUCAÇÃO,  GOVERNO DE MINAS,  INFRAESTRUTURA, DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, SAÚDE | , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Projeto do Governo Aécio alia produção de alimentos agroecológicos à inclusão social

De Iraque/Kuwait para Jardim dos Pequis. A mudança do nome de um bairro já dá a ideia de como um projeto simples, mas bem estruturado, pode melhorar a vida de uma comunidade. Há quase 30 anos, Sete Lagoas, na região Central do Estado, vem tendo sua paisagem modificada pelo projeto Hortas Comunitárias Urbanas, que atualmente beneficia mais de 300 famílias do município. O cultivo de hortaliças já representa uma atividade econômica importante para a região, aliando a produção de alimentos agroecológicos à inclusão social.

E o exemplo já está sendo seguido em diversos municípios do Estado, como Betim, Santa Luzia, Ribeirão das Neves, Contagem, Uberlândia, entre outros. O trabalho, divulgado ao longo dos anos, já rendeu vários prêmios à Prefeitura de Sete Lagoas. O relato da experiência, com foco na produção e abastecimento, foi selecionado entre outros 150 para apresentação no 5º Congresso Pan-Americano de Incentivo ao Consumo de Hortaliças e Frutas para Promoção da Saúde. O evento será realizado em Brasília, no período de 21 a 24 de setembro e tem como objetivo promover o debate sobre as experiências e estimular o consumo seguro e amplo de frutas e hortaliças, sem perder de vista a promoção da saúde.

presidente da Emater-MG, José Silva Soares, destaca o papel da extensão rural para o desenvolvimento de iniciativas como a de Sete Lagoas. “O fortalecimento das parcerias com os municípios é fundamental para viabilizar a produção de alimentos também nas cidades, com a garantia de assistência técnica e apoio no acesso ao crédito e na busca de novos mercados para a agricultura familiar”, afirma.

O pontapé do projeto em Sete Lagoas foi dado em 1982, com a criação de uma horta no bairro Manoa, numa parceria entre a prefeitura, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e o Programa Estadual de Alimentação Escolar. Inicialmente, 35 famílias integraram o projeto. Obedecendo a normas que primam pelo desenvolvimento sustentável, a produção garante alimentos com segurança alimentar a famílias de baixa renda, que têm na atividade uma fonte de renda fundamental.

Atualmente, o projeto das hortas urbanas já faz parte dos programas de urbanização da prefeitura. Nos bairros criados em substituição às ocupações em área de risco, já são destinadas glebas para as famílias que quiserem criar suas hortas. Bairros de áreas periféricas, como Montreal, Canadá ou Barreiro já foram beneficiados. Neste último, 12 famílias participam do projeto e ainda há espaço para pelo menos mais 20 famílias. O bairro Jardim dos Pequis, que substituirá com 240 casas a área conhecida como “Iraque/Kuwait”, será o próximo a reservar espaço para as hortas.

Para ser admitida no projeto, a família passa por uma avaliação, que inclui entrevista com assistente social, emissão de laudo para a prefeitura e para a Associação de Produtores da Horta Comunitária escolhida. Após aprovação – a família não pode ter outra fonte de renda, a princípio -, cada família recebe uma área de 360 metros quadrados. A prefeitura disponibiliza o cercamento da área, água tratada com reservatório, sementes para a primeira produção e transporte para as feiras livres. Podem ser plantadas quaisquer hortaliças, normalmente são mais de 20 espécies.

Segundo o presidente da Central das Associações de Hortas Comunitárias Urbanas de Sete Lagoas, Benedito Rafael da Costa, a iniciativa de trabalharem em conjunto partiu da Emater-MG. Com o crescimento do número de hortas no município, cresceu também a necessidade de se organizarem. Vindo de outra cidade, Rafael começou a trabalhar com o irmão no município. Em pouco tempo foi convidado para presidir a primeira associação criada, apoio da Emater-MG. Isso ocorreu em 2000, hoje cada horta tem a sua. “Ainda existem algumas pessoas que não vêem a necessidade de trabalharem em conjunto, mas já temos 284 associados”, observa Rafael. “O nosso objetivo é orientar as famílias, buscar novos apoios e patrocínios para a distribuição do que é produzido, além de auxiliar os extensionistas da Emater-MG no acompanhamento técnico das hortas”, explica.

Histórias de sucesso não faltam. Como o caso de Denise Flores, que com o trabalho na horta conseguiu concluir o sonhado curso superior e se tornar professora. A extensionista da Emater-MG no município, Érika Regina de Oliveira Carvalho, relata casos de famílias que conseguiram superar as limitações sociais e elevar seu padrão financeiro com o trabalho nas hortas: “Muitas famílias conseguiram comprar casas, carros, possuem até seguro-saúde e tudo isso foi proporcionado pelo cultivo das hortaliças. A maioria das famílias tem pelo menos 50% de sua renda garantida pelo que é produzido nas hortas. A outra parte dos ganhos veio após o impulso dado em suas vidas por este trabalho”, afirma Érika. De acordo com ela, a renda média de uma família é de um salário mínimo e meio, mas há casos em que a renda chega até a R$ 1 mil por semana.

Há, no entanto, alguns obstáculos. A produção de Sete Lagoas já excede a demanda do município. De cada 16 canteiros que compõem a área de uma horta, uma é destinada ao abastecimento da merenda escolar. O restante pode ser comercializado pela família livremente. Com um volume grande de hortaliças produzidas – no ano passado foram 30 toneladas -, os produtores enfrentam agora o desafio de buscar novos mercados. Para a extensionista Érika, as famílias têm usado a criatividade. Um deles é o fornecimento da produção para centros como Belo Horizonte ou mesmo estabelecer contratos com restaurantes. “É um projeto que só tende a crescer. Com o enquadramento no Programa da Agricultura Familiar, ninguém nos segura. Precisamos apenas resolver a logística do negócio”, conclui.

14/09/2009 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Inclusão social e preservação social: Balanço Social do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais prepara instituição para práticas sustentáveis

Apresentação do Balanço Social do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais O presidente do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG)Itamar Franco, abriu na tarde desta terça-feira (21) a solenidade de lançamento do relatório social de 2008 da instituição intitulado Desenvolvimento para a Inclusão Social e Sustentabilidade, elaborado de acordo com a metodologia do IBASE – Instituto Brasileiro de Estudos Econômicos. “O BDMG tornará público anualmente o seu Balanço Social para prestar contas à sociedade de suas ações no âmbito da sustentabilidade”, afirmou.

Foi apresentado também os resultados do Programa Fundese Solidário IV que, até o dia 17 de julho, havia liberado cerca de R$ 30 milhões para as empresas que sofreram prejuízos com as chuvas e estavam em análise outros R$ 70 milhões em solicitações de financiamento . “Este é um exemplo claro de que estamos trabalhando pela inclusão social” disse Itamar.

Além dos secretários de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhenade Fazenda, Simão Cirineu adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Raphael Andrade, estavam presentes representantes das instituições parceiras do BDMG – ACMinas, Federaminas, Fiemg, FCDL, Fecomércio, Crediminas, Cecremge, Federação dos Contadores. Itamar Franco lembrou que “o trabalho conjunto entre Estado e sociedade tem sido uma marca deste Governo”. E afirmou: “As ações de inclusão social do BDMG só serão efetivas e duradouras com o fortalecimento dessas parcerias. Ampliar nossas atividades com médias, micro e pequenas empresas e levar o Banco ao interior do estado dependem essencialmente deste entrosamento entre BDMG e parceiros”.

Relatório Social

O presidente do BDMG, Paulo Paiva, fez uma apresentação do Balanço Social 2008. Mostrou que o BDMG está se reinventando para adaptar ao novo conceito de desenvolvimento que passa pela inclusão social e preservação ambiental. Lembrou que o Plano Estratégico do Banco para o quadriênio 2008-2011 está em sintonia com os novos desafios da economia e com o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado.”Também temos trabalhado no aprimoramento das nossas práticas internas com princípios de transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade dos gestores”, disse.

Paulo Paiva salientou que em 2008, dos R$ 765 milhões desembolsados, R$ 136 milhões foram para empresas localizadas em municípios de regiões consideradas de baixo dinamismo como o Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha, Vale do Mucuri e alguns da região Central, um crescimento de 65% em relação ao ano anterior.

O presidente ressaltou a preocupação do BDMG, em financiar projetos ambientais. Só no ano passado foram financiados R$ 3 milhões para instituições ambientais, municípios e entidades públicas, com recursos do Fhidro, além de ter sido firmada uma parceria entre o BDMG e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para identificação de projetos para o desenvolvimento sustentável no valor de U$ 200 mil. “Estamos certos de que este caminho que estamos trilhando vai fazer do BDMG um banco indispensável ao desenvolvimento de Minas”, concluiu.

22/07/2009 Posted by | Ação Sustentável, Cidadania, Meio Ambiente, Responsabilidade Social Corporativa, Sem categoria | , , , , , , , , , | Deixe um comentário