Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Firjan: Aécio conversa com empresários no Rio

Brasil vive com equação extremamente perversa, de crescimento baixo, inflação alta, com uma perda crescente e veloz de credibilidade.

Brasil em gestão

Fonte: Jogo do Poder

Sobre a palestra na Firjan

É uma troca de informações. A Firjan acompanha ativamente a vida não só do estado do Rio, mas do país. O diagnóstico é muito claro, hoje, para todos nós. O Brasil vive com uma equação extremamente perversa, de crescimento baixo, inflação alta, com uma perda crescente e veloz da nossa credibilidade, e a emoldurar isso um processo grave de desindustrialização, de perda de competitividade das nossas empresas, no setor industrial, em especial. Voltamos a ser aquilo que éramos na década de 1950. Hoje, apenas 13% do nosso PIB são constituídos pela atividade industrial. E o Brasil, que hoje é a sétima economia do mundo, é apenas a 25ª maior economia exportadora, o que mostra uma grande defasagem.

É preciso que encontremos um caminho. Primeiro, o resgate da credibilidade do país, através de uma política fiscal transparente, uma política fiscal que inspire confiança. É um instrumento vital para a retomada dos investimentos no país. O Brasil apostou, ao longo desse último período, no crescimento da economia via praticamente apenas o consumo, através da oferta de crédito farto. Isso foi importante, mas isso era uma medida anticíclica, tinha um prazo de maturação. Era preciso que, na outra ponta, estivéssemos criando um ambiente favorável ao estímulo dos investimentos. E aconteceu o inverso.

Sobre algumas medidas necessárias

O que precisamos, vou dizer isso daqui a pouco, é iniciar, e esse é um compromisso nosso, se vencermos as eleições, a partir do início do próximo ano, uma guerra ao Custo Investir em infraestrutura de forma planejada, eficaz, com prazo determinado para que as coisas aconteçam, com os custos dos projetos sendo efetivamente cumpridos durante todo o empreendimento, é algo que está distante da realidade brasileira de hoje. O que vamos buscar é criar um novo ambiente econômico. Queremos ser um país que gera empregos de maior qualidade, e para isso o papel da indústria é absolutamente fundamental.

E vamos falar um pouco do setor de petróleo, e das questões que não necessariamente dizem respeito à pauta da indústria, mas dizem respeito à pauta da cidadania, e a indústria está inserida nela. Como por exemplo, o fortalecimento da Federação, como vamos enfrentar essa gravíssima crise de segurança pública que vem crescendo, sem que haja no Brasil até hoje uma política nacional de segurança, a calamidade da saúde pública, com a omissão crescente do governo federal. Há 10 anos, eram 56% os recursos do governo federal no conjunto dos investimentos na saúde. Passaram-se 11 anos do governo do PT, e 45% apenas. Quem paga essa conta? Os municípios, que são os que menos têm.

Essa reorganização, a refundação da Federação, é um pano de fundo para outras medidas pontuais que, obviamente, um governo que preze a eficiência e a ética terão que assumir.

Sobre o PMDB-RJ

Acredito muito nas coisas naturais na política. O que tenho percebido é que há, não apenas na oposição, mas na sociedade brasileira e isso se reflete em setores da base governista, um cansaço em relação a isso tudo que está acontecendo no Brasil. Acho que não há mais estomago para tanta propaganda e tão pouco resultado. Pode escolher a área, a grande realidade é que o governo da presidente Dilma falhou na condução da economia, falhou na condução da infraestrutura. O Brasil é um cemitério de obras inacabadas, mal planejadas. O PT demonizou durante 10 anos as privatizações e as concessões, portanto, é um tempo que não volta mais. O mais valioso ativo da política é o tempo. Tempo perdido você não recupera. Você pode encontrar em outro tempo, outra velocidade, outras prioridades, mas aquele foi. Durante 10 anos nós perdemos em várias áreas de investimento.

O setor do petróleo, por exemplo. Os cinco anos de alteração do processo de concessões do Brasil, entre aspas, não esteve no mercado, não abriu licitações, significou que US$ 300 bilhões da indústria do Petróleo andaram pelo mundo e nenhum real veio para o Brasil. É essa uma questão que tem que ser efetivamente discutida. E quero aqui ouvir também, quero subsídios de quem vive efetivamente esse

Sobre declaração da presidente Dilma

Chegava há pouco da Bahia e ouvi uma declaração dada agora pouco pela senhora presidente da República em Pernambuco falando, acusando, vejam só a oposição de alguma forma ferir, sujar a imagem da Petrobras. Quem está ferindo, sujando a imagem da Petrobras, é o aparelhamento que o PT estabeleceu já há vários anos na empresa e, a partir desse aparelhamento absurdo, estamos vendo todo tipo de irresponsabilidades, para usar um termo brando.Diretores da empresa presos, a Polícia Federal fazendo o que jamais havia feito na história, tendo que entrar dentro da empresa. É isso que fere, que suja a imagem da empresa. O caminho correto nesse instante seria a presidente da República pedir desculpas. Desculpas aos brasileiros, desculpas aos servidores da Petrobras, que construíram durante 60 anos essa extraordinária empresa, desculpas em especial aos trabalhadores, que colocaram ali recursos do seu Fundo de Garantia.

Quem, em 2009, colocou R$100 na Petrobras, hoje tem R$ 35. Perdeu 65% daquele investimento. Está na hora da presidente da República devolver limpo o macacão da Petrobras.

Sobre Petrobras

Se ela considera irrelevante o fato de uma empresa do porte da Petrobras ter uma governança que permita a aquisição de um ativo por S$ 1,2 bilhões que valiam US$ 45 milhões, se considera adequado que um diretor da empresa tido e reconhecido como muito poderoso, hoje preso, tivesse todas essas relações estabelecidas, sociedades com doleiros, arrecadação junto a empresas fornecedoras de recursos sabe-se lá para quem. Por isso que defendemos e vamos continuar defendendo a Petrobras. Isso não é pouco. A Petrobras é um patrimônio dos brasileiros.

Tenho dito que demonizaram muito a ação do PSDB nos anos passados em relação à Petrobras, com a acusação leviana de que o PSDB privatizaria a Petrobras. Queremos reestatizar a Petrobras, queremos tirá-la das garras de um grupo político e entregá-la aos interesses da sociedade brasileira. Petrobras é um instrumento vital, fundamental ao crescimento da economia brasileira. Talvez, o maior alavanque ao crescimento da economia brasileira. Foi submetida a instrumento hoje de política econômica para controlar a inflação.

A empresa está descapitalizada e, infelizmente, tentam desmoralizá-la. Mas não é a oposição. A oposição não tem essa capacidade e essa força. O que a oposição quer é impedir que ela continue sendo conduzida da forma que vem sendo, infelizmente, até aqui.

Sobre inflação e Custo Brasil

Há muito tempo não focamos no centro da meta. O teto da meta tem sido o objetivo do governo, a referência principal. Precisamos vencer etapas. Entre elas, adequar, por exemplo, os gastos públicos, os gastos correntes ao limite do crescimento do PIB. Não fechará jamais uma equação em que os gastos correntes crescem mais do que cresce a própria economia. Isso é um pressuposto para que possamos abrir um espaço fiscal que leve, inclusive, a médio prazo, ao início da redução horizontal da carga tributária. Não deu certo para o Brasil essa política das desonerações pontuais, patrocinadas até agora pelo governo, atendendo determinados setores, mas não significou nenhum estímulo claro, palpável, mensurável em relação ao crescimento da economia. No momento em que tivermos uma política fiscal transparente e focarmos objetivamente no centro da meta, acho que nós criamos um ambiente adequado para a retomada de investimentos e, aí sim, para estabilidade necessária à retomada desse crescimento.

15/04/2014 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

Energia Elétrica: sistema vulnerável, coluna Aécio Folha

Energia Elétrica: são erros imperdoáveis, para quem passou uma década à frente do sistema energético, advogando a excelência da gestão.

Gestão Deficiente

Fonte: Folha de S.Paulo 

AÉCIO NEVES

Vulnerável

Discussões em torno da importância do planejamento e da capacidade de gestão dos governos tendem a ser consideradas áridas e distantes dos interesses da população.

No entanto, são cruciais e a atual crise do sistema de energia é um exemplo concreto da falta que fazem ao país.

A semana começa sem resposta para mais um apagão que deixou às escuras 6 milhões de pessoas em 13 Estados brasileiros.

Para efeito de análise de conjuntura, mais importante que o fator pontual, específico, que justifique a interrupção, é constatar a evidente vulnerabilidade do sistema, exposto à pressão das altas temperaturas registradas, ao declínio dos níveis dos reservatórios e à alta do consumo.

A demanda média do período está 8% acima das previsões feitas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico. Para se ter uma ideia mais clara do quadro, 75% da nossa produção energética vêm de fonte hidráulica e os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste terminarão fevereiro com menos de 40% da capacidade.

Não pode ser simplesmente negligenciado ou reduzido a uma mera coincidência o fato de que, na terça-feira, o Sul atingiu seu recorde de carga apenas três minutos antes da falha no sistema de transmissão que causou o apagão.

Sintoma que expõe, em princípio, a hipótese de estar começando a haver desequilíbrio estrutural entre a capacidade de oferta e a demanda de energia no país, que o governo, a todo custo, tenta descartar, fazendo piadas diversionistas com descargas elétricas, ou sugerindo mais terceirização de responsabilidades.

Como parece ser menos provável que haja problema de geração, tudo converge para uma eventual precariedade das linhas de transmissão. Mais de dois terços das que estão em construção sofrem atrasos (média de 13,5 meses) e pode estar havendo investimento muito menor que o previsto na manutenção, em face da atabalhoada mudança de regulação, que provocou incertezas, desconfianças e –quem sabe– até um investimento menor que o necessário.

Poderíamos estar contando com os parques eólicos para compensar os problemas no segmento hidroelétrico. Infelizmente isso também não é possível, porque simplesmente não foram concluídas até hoje as respectivas linhas de transmissão.

Para o governo, o espaço para manobras vai se reduzindo e restam poucas alternativas: se reajustar tarifas, alimenta a inflação; se subsidiar ainda mais o custo, amplia o deficit nas contas públicas.

No geral, são erros imperdoáveis, para quem passou praticamente uma década inteira à frente do sistema energético nacional, advogando a excelência da gestão.

A realidade sempre cobra o seu preço. Pena que, mais uma vez, a conta pelo improviso seja paga pelos brasileiros.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna

10/03/2014 Posted by | Política | , , , | Deixe um comentário

PT e a crise de responsabilidade, artigo Aécio Neves

Aécio Neves: governo do PT gasta muito e gasta mal. Visão de curto prazo gera ações sem eficiência.

Governo do PT e gestão deficiente

Fonte: Valor Econômico 

Crise de responsabilidade

Artigo de Aécio Neves

A crise fiscal que se abate sobre o país tem um sem número de explicações convincentes. Mas uma delas é capital: o governo gasta muito e gasta mal.

Como os fatos são coisas teimosas e não mentem, o discurso da austeridade ficou no papel e em nada sequer tangencia a realidade. Nos dois últimos anos, houve queda de 50% do superávit primário, sem que isso tenha elevado o necessário investimento público.

O centro do problema é que o governo planejou o gasto projetando uma economia que cresceria 4,5% ao ano, quando o ritmo de crescimento do PIB será menos da metade, algo em torno de 2% ao ano. Assim, prevaleceu a aritmética simples: o gasto não coube no PIB e o governo Dilma será o recordista em crescimento do gasto não financeiro (% do PIB) desde o início do regime de metas, em 1999.

Seja qual for o próximo presidente do Brasil, ele terá que se haver com distorções importantes neste campo.

O atual cenário não permitirá ignorar a necessidade de um ajuste, que, no entanto, não precisa ser draconiano e nem tampouco impactar negativamente as políticas sociais, como muitos temem. Planejado com competência, é possível fazê-lo gradualmente, ampliando o gasto social ao mesmo tempo em que se reduz o seu peso no PIB.

Para isso é preciso pensar no curto e no médio prazo. No curto prazo, o desafio é garantir um superávit primário entre 2% e 2,5% do produto. Um choque de confiança de um novo governo comprometido com uma agenda de simplificação tributária, estímulo à meritocraciaBanco Central sem amarras para trazer a inflação para o centro da meta, redução dos empréstimos do Tesouro para bancos públicos, subsídios a quem não precisa deles e redução do peso e do gigantismo da máquina pública facilitariam o processo de recuperação da credibilidade e do crescimento, com ganhos positivos na arrecadação.

Essas medidas precisariam ser complementadas com uma agenda fiscal de longo prazo, a ser discutida com o Congresso e a sociedade. A grande questão é definir a velocidade do crescimento das despesas, inclusive do gasto social, não apenas no próximo governo, mas ao longo da próxima década. O desafio é manter o gasto social crescendo, levando em conta o crescimento do PIB.

Nesta perspectiva, o ajuste de longo prazo não significa corte de gastos, mas sim controle do crescimento dos mesmos. Evidentemente essa tarefa será mais fácil em um país que cresce a 4% ao ano do que em um cenário como o atual.

O outro desafio que se impõe é melhorar a qualidade do gasto e não simplesmente aumentá-lo como porcentagem do PIB, debate evitado pelo atual governo.

Lembro que em 2005, quando o então ministro da Fazenda propôs uma agenda fiscal para zerar o déficit nominal em dez anos, a então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff foi veementemente contra. Naquele momento, o Brasil perdeu a chance de fazer o ajuste necessário, livrando o país da atual encruzilhada fiscal.

Sem coragem para fazer o que precisa ser feito, e em ano eleitoral, a alternativa que resta ao governismo é aumentar ainda mais uma das maiores cargas tributárias do planeta ou fazer equivocadamente o que se faz agora – reduzir o resultado primário para tentar fechar a conta à fórceps.

Um governo responsável precisa priorizar gastos, relacionando-os diretamente com as demandas da população, especialmente na segurançasaúdeeducação e transferência de renda, e não simplesmente aumentá-los sem resolutividade. Esse tipo de postura atende a uma agenda política de retorno a curto prazo, mas pode quebrar o país no longo prazo.

Conhecemos bem a fórmula do compromisso social com a governança responsável. Graças a ela definimos as fontes de recursos para saúde e educação, iniciamos os programas nacionais de transferência de renda e extirpamos da paisagem social o maior dos impostos regressivos que é a inflação elevada.

A grande diferença é que fizemos a expansão do gasto social ao mesmo tempo em que aumentamos a responsabilidade fiscal, inclusive com mudanças estruturais como foi a Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2000, e o plano de ajuste fiscal dos Estados e municípios.

Chegou a hora de priorizar programas eficientes, de medir seus resultados no combate à pobreza e promover igualdade de oportunidades.

Desde já é nosso compromisso imprimir total transparência sobre o custo e os benefícios de cada uma das políticas públicas; com o corte de subsídios que o governo dá hoje para ricos, via BNDES, e com um inovador aprimoramento dos gastos sociais, preservando e ampliando os programas que reduzem a desigualdade e a pobreza.

O governo tem colocado em grave risco a estabilidade econômica, agora dependente do que acontecerá no resto do mundo e do controle artificial da inflação com o congelamento dos preços administrados.

Aécio Neves é senador por Minas Gerais e presidente do PSDB

 
O Valor convidou os três pré-candidatos às eleições presidenciais do próximo ano a escrever sobre os cenários para 2014. Infelizmente, o artigo da presidente Dilma Rousseff não foi enviado ao jornal a tempo para sua publicação nesta edição.

20/12/2013 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

PSDB e a Agenda Brasil: ética e combate à corrupção

PSDB e a Agenda Brasil: compromisso com a ética, combate intransigente à corrupção, radicalização da democracia e respeito às instituições.

Recuperação da credibilidade e construção de um ambiente adequado para o investimento e o desenvolvimento do país

PSDB e a Agenda Brasil – Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

1. Compromisso com a ética, combate intransigente à corrupção, radicalização da democracia e respeito às instituições

A confiança nas instituições é chave para o sucesso das nações. Porque estimula e encoraja a participação e as manifestações da cidadania, garante o pleno exercício das liberdades, resguarda o respeito à ordem democrática e garante as condições para o desenvolvimento.

No entanto, esses valores fundamentais para nossa sociedade vêm sendo sistematicamente aviltados no país nos últimos anos. Os fins passaram a ser usados para justificar os meios.

O equilíbrio entre os poderes foi rompido. Instaurou-se, despudoradamente, um clima de vale-tudo para prover e garantir a hegemonia do atual projeto de poder – que se utiliza da mentira e da máquina pública para fins políticos – e de leniência com a corrupção, num nefasto esforço para desmoralizar a atividade política, por meio da tentativa de igualar a todos por baixo.

Em claro desrespeito ao equilíbrio democrático, estimula-se, de um lado, a cooptação e, do outro, o constrangimento. Assim, setores importantes da sociedade perderam canais legítimos de organização, à medida que sindicatos, entidades e movimentos sociais foram cooptados, deixando de responder aos interesses dos segmentos que deveriam representar para passar a servir aos interesses do poder estabelecido.

Por outro lado, com o viés autoritário de quem tem dificuldade de conviver com a diferença, buscou-se legitimar a prática da intolerância, da hostilidade e da calúnia contra opositores. Esse conjunto de ações deteriorou o ambiente político do país e fez aumentar a desconfiança dos brasileiros na atividade pública.

Nosso compromisso é restaurar valores e ideais caros aos brasileiros: éticadignidadehonrasolidariedadetransparência – em suma, colocar o poder público a serviço da coletividade e dos interesses da nação. Radicalizar a democracia brasileira, fortalecer e aperfeiçoar as instituições, para que, com a necessária autonomia, possam exercer seu papel na defesa da sociedade.

É imperativo empreender um combate intransigente à corrupção, garantir a lisura e a transparência no trato do interesse público, o respeito aos direitos da cidadania e assegurar o pleno cumprimento dos deveres do Estado.

Aprofundar a defesa das liberdades, em especial a de imprensa. Estabelecer absoluto compromisso com a firme defesa dos direitos humanos, com o respeito aos direitos das minorias, com o reconhecimento dos direitos de comunidades como as indígenas e as quilombos.

Respeitar as justas conquistas da população negra e ampliar sua participação nos diversos setores da nossa sociedade. Promover uma reforma política que aproxime o eleitor de seus representantes e amplie os canais de participação, aproveitando as oportunidades criadas por novas tecnologias de interação e diálogo institucional que possibilitam novas e bem-vindas formas de convívio com a atividade pública.

É chegada a hora de dar respostas claras e efetivas às mudanças reclamadas pelos brasileiros, no sentido de restaurar a fé e a confiança dos cidadãos no país e nas possibilidades de seu próprio crescimento e ascensão social, em ambiente de ética e respeito.

2. Recuperação da credibilidade e construção de um ambiente adequado para o investimento e o desenvolvimento do país

O Brasil enfrenta hoje um processo de perda de credibilidade e de aumento das incertezas. Numa combinação perversa, a inflação está alta, o crescimento é baixo e o déficit das contas externas, ascendente.

Os alicerces que permitiram ao país atravessar um longo período de prosperidade, ampliar a justiça social e dar um salto no seu padrão de desenvolvimento estão sendo cotidianamente minados e aproximam-se da exaustão.

O aumento ilimitado dos gastos compromete as contas públicas e prejudica a melhor utilização do dinheiro pago pelos contribuintes. Arrecada-se cada vez mais e investe-se cada vez menos. Nossa balança comercial caminha para ser deficitária, na mesma velocidade em que o país se isola do resto do mundo.

Importantes decisões foram subordinadas não aos interesses dos brasileiros, mas à conveniência de um discurso ideológico que – embora tenha sido revisto em alguns pontos de forma envergonhada –, provocou uma década de atraso ao país. Agências reguladoras, estatais e instituições como a Petrobras e o BNDES, patrimônio de todos os brasileiros, foram transformadas em instrumentos de um projeto de poder, causando enormes prejuízos ao país e aos brasileiros.

É necessário restaurar a responsabilidade no trato da coisa pública e restabelecer compromisso responsável com a política de inflação, trazendo-a para o centro da meta e, sobretudo, combatendo-a com tolerância zero.

O país tem o dever de encerrar a manipulação das contas públicas, instaurando uma “comissão da verdade” que recupere a credibilidade do Brasil e garanta transparência absoluta no uso dos recursos públicos.

Cada política pública precisa ser cuidadosamente planejada, monitorada e avaliada, para responder às expectativas e ao debate realizado pela sociedade, constituindo-se numa resposta aos problemas reais do Brasil e dos brasileiros.

Deve haver metas e controle de resultados devidamente mensurados em termos de custos e benefícios gerados para o conjunto da sociedade e não apenas para grupos de interesse ou pressão. Os brasileiros têm direito de saber onde foi parar cada centavo emprestado pelo BNDES e a que objetivos eles efetivamente estão servindo.

Têm direito de saber como a Petrobras vem sendo arruinada, vergada por projetos fracassados ou obscuros e responsabilidades que não lhe dizem respeito, como o controle da inflação.

Nosso compromisso é construir um ambiente econômico saudável, com fundamentos sólidos que permitam a recuperação da confiança e da credibilidade. Que abra espaço para atuação da livre iniciativa e do investimento privado e promova o melhor funcionamento de uma economia de mercado mais produtiva e capaz de mobilizar o capital que o país precisa para acelerar seu crescimento – em especial, em infraestrutura e na indústria de base – e beneficiar os brasileiros.

O Estado deve recuperar sua capacidade de regulação e assegurar um ambiente propício à competição, garantindo a necessária segurança jurídica para a realização dos negócios.

Fortalecer os órgãos de controle e fiscalização e, principalmente, resgatar a autonomia das agências reguladoras, livrando-as da captura por interesses particulares, impondo a melhoria da qualidade na prestação dos serviços e resguardando o interesse dos cidadãos enquanto consumidores.

O BNDES e a Petrobras, com a excelência que caracteriza suas trajetórias, precisam ser novamente colocados a serviço de todos os brasileiros.

18/12/2013 Posted by | Política | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio e Campos criticam incertezas na economia

Oposição: “o país gasta muito e gasta mal. A má gestão das contas públicas derrubou pela metade o superávit primário”, criticou Aécio.

Governo do PT: Gestão deficiente

Fonte: O Globo 

Oposição critica recuo do PIB e aponta falta de confiança de investidores

Eduardo Campos diz que Brasil atravessa ‘crise de expectativas’ sobre a economia que começa a afetar a atividade do país

Sob a condução da gerentona Dilma Rousseff, o país caminha a passos largos para o buraco’, diz instituto ligado ao PSDB

oposição criticou duramente o recuo da economia do país entre julho e setembro deste ano, que foi de 0,5% frente ao segundo trimestre, conforme informou o IBGE nesta terça-feira. O presidente do PSDB e provável candidato à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), criticou o resultado e a condução da política econômica pela presidente Dilma Rousseff. Ele afirmou que o governo se concentra em discurso eleitoral e deixa de priorizar superação de problemas.

“Não há mais como terceirizar responsabilidades. O país gasta muito e gasta mal. A má gestão das contas públicas derrubou pela metade o superávit primário realizado até agora. O governo atrasou, inexplicavelmente, a agenda de concessões, só agora iniciada, apesar do crônico problema da ineficiência da infraestrutura. Quando aparentemente superou os conflitos ideológicos existentes, o fez de forma titubeante e improvisada, em relação às regras e ao modelo, gerando mais insegurança, menor concorrência e, assim, redução de potenciais, resultados e de perspectivas”, afirmou Aécio, em nota.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, avalia que o Brasil atravessa uma crise de expectativas em relação à economia e que isso começa a afetar o desempenho da atividade econômica. Ele lamentou o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos pelo país) no ano e a retração da economia no terceiro trimestre de 2013.

“A economia é um jogo de expectativas”, afirmou o presidenciável em nota enviada ao GLOBO, após ser questionado sobre o assunto. “Quando os agentes econômicos se mostram inseguros quanto ao futuro, constroem um presente ainda pior, num processo que se realimenta e é difícil de reverter”.

Segundo Eduardo Campos, a preocupação aumenta na proporção em que a falta de confiança atinge os fundamentos da economia brasileira. Para ele, a crise de expectativas deve ser combatida com diálogo e visão de longo prazo. “As pessoas precisam saber para onde o país está indo, como podem alinhar seus próprios projetos ao rumo estratégico do país”, frisou.

Instituto Teotônio Vilela (ITV), ligado ao PSDB, afirmou em artigo que o resultado “foi pior do que se esperava” e responsabilizou o PT pela falta de confiança dos investidores. “O PT mergulhou o país num mar de desconfiança, de falta de credibilidade, de temor em relação ao futuro, ao mesmo tempo em que implode diariamente os alicerces que nos fizeram chegar até aqui. A experiência com Dilma Rousseff é desastrosa”, aponta o instituto.

“Sob a condução da gerentona Dilma Rousseff, o país caminha a passos largos para o buraco. O Brasil não cresce quase nada. A despeito de ter os maiores juros do mundo, convivemos com uma inflação que só não explodiu os limites de uma meta que já é muito generosa porque o governo manipula fragorosamente preços como os dos combustíveis e da energia elétrica”, afirmou o ITV, que ainda afirmou que o governo está destruindo a credibilidade fiscal, com “manobras fiscais”.

Do outro lado, o recuo da economia recebe panos quentes. O presidente do PTRui Falcão, minimizou o baixo crescimento. Ele afirmou que o resultado do último trimestre será melhor e ressaltou que o acumulado do ano e dos últimos 12 meses é positivo.

– O resultado do último trimestre vai ser melhor e no acumulado de setembro a setembro, e no do ano, é positivo. O importante é que questões fundamentais como poder aquisitivo e emprego continuam sustentados, tanto que a crítica de setores do empresariado é que o governo insiste em manter a política que garante bom nível de emprego e renda – afirmou o presidente do PT.

O líder do PTJosé Guimarães (CE), mostrou-se esperançoso com os próximos meses e apostou nas privatizações para alavancar o crescimento.

– Acho que os últimos incentivos do governo, as concessões, o leilão Libra, vão ajudar a consolidar o crescimento da economia. A tendência é de que haja uma melhora no último trimestre do ano, o resultado (do PIB do terceiro trimestre) não atrapalha – disse.

Oposição no Senado chama modelo econômico de ‘desastrado’

No Senado, lideres da oposição disseram que Dilma e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não têm noção da gravidade das consequências do desastrado modelo econômico adotado.

– A presidente Dilma está no mundo da lua, vive num autismo completo. Parece o Beato Salu, com os pés fora da realidade. Tem um conhecimento pífio das coisas. Isso tudo corroi o calcanhar de Aquiles da economia desse governo, que é a falta de credibilidade. A indústria está derretendo e ela nega que o Brasil esteja mirrando. O investidor estrangeiro olha e diz: de que país esta senhora está falando? – criticou, duramente, o líder do PSDB, senador Aloysio Nunes Ferreira (SP).

Ele criticou também declarações de Dilma ao jornal El País, semana passada, dizendo que o IBGE revisaria o PIB de 2012 e que ele subiria de 0,9% para 1,5%.

– A ideia que passa é que vivemos numa casa de loucos, onde cada um diz uma coisa. Mas quando um País caminha para o descalabro, o principal sintoma é quando os governantes começam a colocar em dúvida seus órgãos e estatísticas oficiais. Isso é clássico. É a escola Kirchner – disse Aloysio Nunes.

A falta de credibilidade também foi apontada pelo líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), como uma das causas da retração da economia.

– Quem acredita hoje, numa situação em que está havendo revisão do PIB de 2012? Estão brincando com o país, o cidadão não acredita mais, estão manipulando os números, estão blefando com os números. Quem não tem segurança jurídica para investir, prefere evitar. O empresário prefere escutar. Como investir se não há regras? – afirmou o líder do DEMRonaldo Caiado (GO).

O presidente e líder do DEM, senador José Agripino (RN), diz que o mais preocupante do que o pibinho do terceiro trimestre é a insistência do comando da economia num modelo que já se mostrou ineficiente para correção de rumos.

– O problema maior é que o governo não está tomando as providências que deveria. Isso tudo é o resultado de um modelo econômico equivocado que está mostrando os primeiros resultados agora. E o mais preocupante é a falta de soluções, o gasto público de má qualidade que não é atacado. O modelo econômico está exaurido e falta providências para corrigir – diz Agripino.

democrata diz que não adianta a presidente se lançar numa campanha desesperada de privatizações e concessões para resolver problemas de caixa se a má gestão continuar.

– A presidente Dilma procura suprir o caixa com migalhas. Só que a receita é espasmódica e não resolve os problemas estruturais – diz Agripino.

Em defesa do modelo econômico do governo petista, o vice presidente do SenadoJorge Viana (PT-AC), diz que a oposição não pode torcer contra o país, e que esses resultados são o preço que se paga pela distribuição de rendas e do quase pleno emprego.

– Proponho um pacto à oposição. A oposição não ganha prestígio no Brasil porque o seu discurso exterioriza uma torcida contra. Vamos ter um PIB que será o dobro do ano passado e isso não conta? No governo do PT é que aconteceram as duas piores crises mundiais. Quanto custa manter a distribuição de renda e o quase pleno emprego? É melhor crescer menos do que o sonho ou manter o povo trabalhando? O Brasil está no caminho certo – disse Jorge Viana.

O líder do PSB no SenadoRodrigo Rollemberg (DF), lembra que o pré-candidato de seu partido em Pernambuco, Eduardo Campos, demonstrou capacidade de gestão acima da média, fez os ajustes necessários e cuidou do planejamento. Ele diz que os resultados da atual política econômica de agora certamente pontuarão o debate da corrida presidencial.

– O governo está tomando tardiamente medidas para recuperar a infraestura, no final do terceiro mandato. Isso poderia ter sido feito lá atrás, num ambiente de maior confiança. É importante recuperar o ambiente de confiança perdido na economia brasileira – disse Rollemberg.

O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS) criticou a “contabilidade criativa” do governo Dilma no campo da política fiscal.

– Recuou, né? PIB zero, não é PIB. Esses números, em que pese a contabilidade criativa, mostram que é preciso prestar atenção para o que está acontecendo na economia. O crescimento já é pequeno, recuando pode comprometer os investimentos. Essa discussão não pode ser escamoteado. Faz tempo que os investidores não enxergam o Brasil como a bola da vez. Números que hora sobem, hora descem, geram incertezas – disse o líder do PSBBeto Albuquerque (RS).

A alta dos juros, com aperto monetário que pode segurar os investimentos, também foi lembrada pelos opositores de Dilma.

– Num governo que não faz prevenção dos juros, os juros só majoram por conta da inflação, e não cumpre seu papel de garantir logística para a produção, que é quem segura o PIB, só pode dar nisso. O governo não faz a parte dele para garantir logística – disse o líder da minoria, Nilson Leitão (PSDB-MT)

04/12/2013 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio: consenso das fragilidades, coluna Folha

Aécio: “A má gestão dos recursos públicos tem impacto importante nos males que afligem a economia do Brasi”, comentou.

Governo Dilma: Gestão Pública Deficiente

Fonte: Folha de S.Paulo 

Consenso

Coluna de Aécio Neves 

Mais uma vez não foi diferente. O governo federal reagiu com desdém aos relatórios divulgados na última semana pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) e pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), carregados de advertências sobre a equivocada condução da política econômica em vigência no país, como já vinham apontando as agências internacionais de risco.

Essas análises, delineando um cenário de dificuldades e incertezas à frente, apenas reproduzem os alertas de muitos brasileiros –e não apenas das oposições. Sem respostas para os problemas, a estratégia oficial é a de sempre: desqualificar a crítica e o interlocutor, como se estivesse em curso um verdadeiro complô contra o governo.

Trata-se da contumaz terceirização de responsabilidade pelos problemas, que parecem nunca estar na órbita de quem tem o dever de decidir e governar. A verdade é que o discurso otimista das autoridades econômicas não corresponde aos fatos descritos com riqueza de detalhes nos relatórios e muito menos nos indicadores daeconomia brasileira.

A principal e mais grave conclusão é a crescente deterioração das contas públicas e a utilização de recursos que ficaram conhecidos como “contabilidade criativa“, cuja face mais visível é a promiscuidade das relações entre Tesouro Nacional, bancos públicos e empresas estatais, no processo de fechamento de resultados fiscais sem transparência e descolados da realidade.

Em vez de imaginar conspirações fantasiosas e inimigos invisíveis, melhor seria que se reconhecesse a existência dos problemas. Afinal, não haverá solução para distorções e falhas graves como as atuais se, na órbita do governo, elas simplesmente não existem.

A responsabilidade pela crônica falta de planejamento governamental ou disfarçada leniência com a farra dos gastos públicos e os desperdícios em série são intransferíveis.

Não há como tapar o sol com a peneira –há um indiscutível consenso formado entre especialistas brasileiros e estrangeiros em relação às fragilidades do cenário econômico e as desconfianças geradas pela ação do governo em áreas diversas.

má gestão dos recursos públicos tem impacto importante nos males que afligem a economia do Brasil, como inflação elevada, a escalada das taxas de juros, o baixo nível de investimentos, o fracasso do programa de concessões de obras de infraestrutura e, como consequência desta sinergia, o baixo crescimento.

É fundamental que tenhamos a compreensão do momento delicado porque passa o país e das decisões que estão sendo tomadas, tanto quanto daquelas que estão sendo adiadas. Ambas terão papel decisivo na vida dos brasileiros, nos próximos anos.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

29/10/2013 Posted by | Política | , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio: relatório do FMI mostra erros na economia

Aécio: documento faz duras críticas à maquiagem feita nas contas públicas. Medidas do governo enfraquecem credibilidade do Brasil.

Economia e gestão deficiente

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves: relatório do FMI mostra erros da política econômica do governo

“É preciso encerrarmos este ciclo e iniciarmos um outro, onde haja transparência, eficiência e seriedade”, diz Aécio

senador Aécio Neves afirmou, nesta quinta-feira (24/10), que o relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra a fragilidade e os erros da política econômica adotada pelo governo federal e comprova as dificuldades de crescimento enfrentadas pelo país.
O documento faz duras críticas à maquiagem feita nas contas públicas e afirma que medidas do governo têm sido responsáveis por enfraquecer a credibilidade do Brasil frente ao mundo. O FMI alertou também para a inflação alta, a falta de competitividade da indústria brasileira e a ausência das reformas que o país precisa.

“O relatório do FMI mostra de forma clara as fragilidades da economia brasileira. Ao apostarmos no crescimento apenas via consumo, abandonamos aquilo que era fundamental, criar condições para que a oferta aumentasse. A maquiagem fiscal grave, que gera insegurança àqueles que buscam investir no Brasil, foi apontada também como um dos quesitos mais graves. A inflação alta para padrão de países como o Brasil é outro alerta importante que nos trás o FMI”, disse o senador Aécio.

Elaborado a partir de entrevistas feitas com representantes do governo e do setor privado, o relatório comprova ainda que as incertezas geradas pela interferência do governo federal na área econômica vêm afetando os investimentos no Brasil.

Tripé econômico

Aécio Neves voltou a defender que o Brasil inicie um novo ciclo com a retomada do tripé econômico adotado pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e que permitiu a estabilidade da moeda, controle da inflação e o crescimento da economia no passado.

“O FMI confirma tudo aquilo que dizíamos já há alguns anos. A flexibilização do tripé que nos trouxe até aqui, de metas de inflação, de câmbio flutuante, de superávit primário, tem feito com que o Brasil perca oportunidades históricas de investimentos que gerem renda e gerem emprego no Brasil. É preciso encerrarmos, rapidamente, este ciclo e iniciarmos um outro onde haja transparência, eficiência e seriedade na condução da política econômica brasileira”, afirmou Aécio Neves.

29/10/2013 Posted by | Polítca | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio conversa com brasileiros em inserções na TV

Conversa com brasileiros: Aécio fala para os estudantes que foram às ruas, critica o trem-bala e critica a inflação.

Conversa com brasileiros: PSDB e as eleições 2014

Conversa com brasileiros: Aécio estreia inserções na TV

Conversa com brasileiros: o senador Aécio Neves é a estrela de uma série de inserções televisivas do PSDB que começaram a ir ao ar ontem.

Fonte: Valor Econômico 

Aécio estrela inserções de tucanos na televisão

Com falas voltadas a estudantes, contra a construção do trem-bala e por “tolerância zero” com a inflação, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi a estrela de uma série de inserções televisivas do PSDB que começaram a ir ao ar a partir da noite de ontem. Os três primeiros filmes, de 30 segundos cada, trazem Aécio de camisa branca, sem gravata, caminhando em BrasíliaRio de Janeiro e Paraíba, enquanto mantém os olhos fixos na câmera e se apresenta ao telespectador: “Eu sou Aécio NevesVamos conversar?”

Na inserção gravada em Brasília, falando para estudantes e mirando o PTAécio diz que “tem muito político que gosta de dizer que mudou o Brasil. Mas quem muda o Brasil todo dia é você, que acorda cedo para chegar ao trabalho, economiza no mercado para pagar as contas no final do mês, você que estuda, mas está ali dando aquela força em casa”.

Em Japeri (RJ), Aécio afirma que o governo quer gastar R$ 38 bilhões para fazer um trem-bala entre o Rio e São Paulo. A imagem corta para estação da Central do Brasil, no Rio, onde o senador mineiro diz que o investimento não resolve os problemas de trens e metrôs de grandes cidades.

Na terceira inserçãoAécio comenta, numa feira em Campina Grande (PB), que “o governo diz que a inflação está controlada, mas você que vem ao mercado sabe que não está”. O senador avalia que “é preciso enfrentar o problema agora” e “ter tolerância zero”.

11/09/2013 Posted by | Política | , , , , | Deixe um comentário

Datafolha 2014: Aécio cresce e Dilma começa a patinar

DataFolha 08/06:  Aécio foi o único pré-candidato que cresceu na pesquisa e chega perto de Dilma na disputa presidencial de 2014.

Aécio Neves: eleições 2014 – Os números do Datafolha indicam que existe deterioração da imagem de Dilma

Aécio cresce no Datafolha

Datafolha: Senador Aécio Neves cresceu consideravelmente, ao passo que Dilma Rousseff viu seu prestígio cair em 8 pontos.

Fonte: Folha de S.Paulo

Governo Dilma tem 57% de aprovação após queda de 8 pontos, diz Datafolha

A popularidade da presidente Dilma Rousseff caiu pela primeira vez desde o início de seu mandato, há dois anos.

Pesquisa feita pelo Datafolha na quinta e na sexta-feira mostra que 57% da população avalia seu governo como bom ou ótimo. São 8 pontos a menos que no levantamento anterior, feito em março.

presidente perdeu popularidade entre homens e mulheres, em todas as regiões do país, em todas as faixas de renda e em todas as faixas etárias, segundo o Datafolha.

Os números do Datafolha indicam que a deterioração da imagem de Dilma é um reflexo do aumento do pessimismo dos brasileiros com a situação econômica do país e mostram que a população está mais preocupada com a inflação e o desemprego.

Para 51%, a inflação vai subir. Em março, esse índice era de 45%. A mesma tendência pode ser observada em questões sobre desemprego, poder de compra do salário, situação econômica do país e do próprio entrevistado.

No cenário mais provável da disputa, em que teria como adversários a ex-senadora Marina Silva (Rede), o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador de PernambucoEduardo Campos (PSB), Dilma teria 51% das intenções de voto, segundo o Datafolha. Apesar da queda de popularidade, a presidente Dilma Rousseff continua sendo a favorita para vencer a eleição presidencial do ano que vem.

São sete pontos a menos que o verificado no levantamento anterior, de março. Mas ainda assim é o suficiente para liquidar a eleição já no primeiro turno.

Em segundo lugar, com os mesmos 16% da última pesquisa, aparece Marina, atualmente engajada na criação de um novo partido político, a Rede Sustentabilidade.

Aécio foi o único que cresceu em relação ao levantamento de março. Ele tem agora 14% das intenções de voto, quatro pontos a mais que na pesquisa anterior.

Nessas oportunidades, Aécio criticou o governo com muita ênfase na inflação, objeto de crescente preocupação da população, conforme a mesma pesquisa.

Em quarto lugar na pesquisa, com 6% das intenções de voto, aparece o governador de PernambucoEduardo Campos (PSB). O índice é mesmo obtido por ele no último levantamento.

A pesquisa foi realizada nos dias 6 e 7 de junho. Foram feitas 3.758 entrevistas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

08/06/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , , | Deixe um comentário

2014: Aécio e os economistas na disputa

Aécio: no tabuleiro de 2014 o controle da inflação e a política monetária que vão servir de parâmetro para avaliar o desempenho do Governo Dilma.

Aécio: 2014

Aécio e os economistas na disputa de 2014

Aécio e os economistas na disputa de 2014

Fonte: Valor Econômico

Os economistas que disputam 2014

Por Maria Cristina Fernandes

Aécio Neves e Eduardo Campos formaram-se em economia na década da hiperinflação.

Aécio entrou para o curso de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio aos 19 anos. Transferiu-o para a PUC de Minas onde se formaria em 1984, aos 24 anos.

Eduardo Campos entrou para o curso de economia da Universidade Federal de Pernambuco em 1982, aos 16 anos e se formaria quatro anos depois.

Onde cortar para a conta fechar vai ficar para 2015

Aécio dividiu-se entre a faculdade e o governo do avô, eleito em Minas em 1982.

No último ano do curso, Campos presidiu o Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia. O brasilianista Werner Baer percorria escolas brasileiras e oferecia bolsas de pós-graduação na Universidade de Illinois. Tentado, Eduardo optaria por ficar em Pernambuco para assessorar o avô.

Tivesse aceito, seria colega de outro economista brasileiro formado naquela atribulada década de 1980, Alexandre Tombini. Depois de concluir economia na Universidade de Brasília em 1984, Tombini foi levado por Baer no ano seguinte para Illinois de onde sairia PhD.

Quando os três economistas da mesma geração deixavam a universidade, Dilma Rousseff, outra economista, assumia a Secretaria de Finanças da Prefeitura de Porto Alegre.

Daquela atribulada década de 1980 até hoje, dois momentos passaram à história como aqueles em que o adiamento de medidas econômicas pelo calendário eleitoral mais impacto tiveram sobre a política e a economia.

Os três economistas que devem se encontrar em 2014 assistiram àqueles momentos em postos distintos.

A história é conhecida. Em 1986 José Sarney via o Plano Cruzado vazar por todos os lados com o fracasso do congelamento. Seis dias depois da eleição que deu ao PMDB de Sarney 22 dos 23 governos estaduais e mais da metade das cadeiras da Câmara dos Deputados, veio o Plano Cruzado II, que liberou a inflação represada e afundou os anos finais do sarneísmo.

Aécio foi um dos 260 deputados eleitos na esteira do Plano Cruzado. No meio do mandato constituinte entraria como fundador no partido que até hoje tem no combate à inflação seu mais importante ativo eleitoral.

A mesma eleição levaria Miguel Arraes de volta ao governo do Estado e, com ele, o neto se tornaria chefe de gabinete. A crise aberta com o fracasso do Plano Cruzado faria sangrar o PMDB. Arraes deixaria o partido em direção ao PSB levando o neto.

O fracasso do Plano Cruzado II também precipitaria a candidatura de Leonel Brizola à Presidência na qual Dilma se engajaria, aproximando-se dos petistas gaúchos no segundo turno com o apoio a Luiz Inácio Lula da Silva.

Doze anos e muitos planos depois o Brasil mais uma vez via coincidirem calendário eleitoral e a premência de medidas econômicas impopulares.

Fernando Henrique Cardoso disputou a reeleição em 1998 com sinais evidentes de deterioração do Real. Seus efeitos só chegariam à população dois meses depois da reeleição quando o governo se decidiu pela desvalorização da moeda.

Naquele ano Aécio seria reeleito à Câmara dos Deputados com a maior votação nominal do país e, neste mandato, chegaria à Presidência da Casa.

Em 1998, depois de passar quatro anos em oposição a FHC e enfrentar o desgaste da operação capitaneada pelo neto na emissão de precatórios judiciais, Arraes perderia a reeleição.

Naquela eleição o PT conquistaria o governo gaúcho e convidaria a então doutoranda em economia na Unicamp, Dilma Rousseff, para a secretaria de Minas e Energia, cargo que exercia ao conhecer Lula.

Um economista que gere uma das maiores carteiras de investimento do país e não frequenta a Casa das Garças diz que desde a chegada do PT ao poder este é o momento que mais se assemelha àqueles vividos em 1986 e 1998.

Não vê como o que chama de desalinhamento de juros, câmbio e salários possa chegar até o fim deste governo sem cobrar um preço exageradamente alto em 2015.

Desta vez, a encruzilhada de calendário eleitoral e política monetária atingem mais definitivamente Aécio e Campos. Os dois contendores de Dilma distinguiram-se em suas reações ao Copom.

Talvez protegido pelo colchão de segurança de seu partido no mercado, Aécio classificou de ‘lamentável’ os 0,25% do Copom, associando a alta à falta de compromisso da presidente com os pilares da economia estabelecidos no governo tucano.

Um economista foi contratado para encontrar-se semanalmente com Aécio. Ainda não se conhecem suas ideias de política econômica mas sabe-se que, no governo, o senador mineiro seria mais próximo dos pais do Real do que o candidato tucano que o antecedeu, José Serra.

Campos não goza das mesmas referências de seu provável adversário de 2014. Os encontros já havidos entre o governador e economistas da Casa das Garças foram negados por estes últimos. Talvez por isso precise ser mais claro sobre o que pensa.

Depois de tergiversar nos últimos tempos sobre o tema, o governador deu uma sinalização que não o distancia da atual condução ao dizer que um aumento na taxa básica de juros não seria um desastre.

“A política monetária tem que funcionar na direção de preservar uma conquista brasileira, que foi a contenção da inflação”. A frase é de Campos, mas poderia ser de Dilma.

Se a política monetária for capaz de segurar a inflação, a presidente ganha tempo para não colocar a questão fiscal em jogo. Daqui até a eleição de 2014 a curiosidade dos investidores em saber onde e como os gastos públicos serão cortados aumentará tanto quanto a disposição dos postulantes em não se pronunciar sobre o tema.

Se o Copom continuar nessa toada os extraordinários 96,5% de reajustes salariais acima da inflação em 2012 (Dieese) podem não se repetir este ano. Mais difícil é conter a pressão de gastos públicos atrelados ao salário mínimo.

O contrato social em vigor prevê carga tributária elevada para financiar a expansão do consumo e dos investimentos, mas apenas o primeiro quesito foi alcançado. Não se espere que os candidatos economistas respondam se será possível fazê-lo sem revogar a lei que indexa o salário mínimo.

22/04/2013 Posted by | Política | , , , , | Deixe um comentário