Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Publicação reúne resultados de pesquisas em Unidades de Conservação

Em 2010, o boletim MG Biota divulgou 20 artigos científicos de estudiosos que desenvolveram pesquisas nas Unidades de Conservação (UCs) mineiras. A publicação é feita pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), com periodicidade bimensal e é distribuída gratuitamente em Minas Gerais e outros estados.

O instituto publica o boletim MG Biota a fim de divulgar os resultados das pesquisas feitas nas áreas protegidas de Minas Gerais. De acordo com a analista ambiental do IEF, Maria Margaret de Moura Caldeira, assim que concluem seus estudos, os autores fazem um artigo técnico resumindo as informações apuradas. “O resultado final dessas pesquisas é submetido à análise para publicação no boletim”, afirma.

Desde 2008, 140 autores de 25 instituições de ensino publicaram seus artigos no MG Biota. Os temas tratados são variados como anfíbios, vegetação, sociologia, botânica, polinização, plantas medicinais, espécies ameaçadas, entre outros. “O boletim é muito importante para a divulgação da biota mineira entre os cientistas e, principalmente, para o público leigo”, destaca a analista ambiental do IEF, Valéria Mussi Dias.

O IEF já publicou 16 boletins MG Biota desde a sua criação. Com tiragem de cinco mil exemplares, o boletim técnico científico é distribuído a entidades cadastradas. Atualmente o público alvo são prefeituras, organizações não governamentais, bibliotecas, museus, instituições de ensino, entre outros.

Além de Minas Gerais, vários outros estados recebem o material. São eles: Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Sergipe, Rondônia, Roraima e Rio Grande do Sul.

As edições já publicadas do boletim podem ser acessados no site do IEF no menu “Biodiversidade” ou no link http://www.ief.mg.gov.br/biodiversidade/mg-biota.

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15/02/2011 Posted by | Meio Ambiente | , , , | Deixe um comentário

Debate público discute desmatamento na Mata Atlântica

O Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) realizou, nesta sexta-feira (18), um debate público sobre o desmatamento do Bioma Mata Atlântica no Brasil. O encontro contou com a presença do secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, com o diretor-executivo da ONG SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, da presidente da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), Maria Dalce Ricas, e dos representantes da Associação Mineira de Silvicultura (AMS), Dárcio Calais, e da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Fetaemg), Carlos Alberto Santos.

No encontro, foram debatidos os dados divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica no dia 27 de maio, que relatam o desmatamento de Mata Atlântica em todos os estados brasileiros com ocorrência do bioma. Os dados revelam uma diminuição do percentual de área desmatada em Minas Gerais em relação à área do bioma no início de cada período avaliado. Esse percentual passou de 4,27% no período 1995/2000 para 0,47% no último levantamento (2008/2010). A área desmatada em hectares também vem sofrendo redução a cada período. Importante ressaltar que o número de municípios mineiros que desmatou o bioma caiu de 405, no período de 2005/2008, para 159 no último levantamento.

“Minas Gerais é o estado que possui a maior área remanescente de Mata Atlântica do país. São 2.624.626 hectares do bioma, cerca de 300 mil hectares a mais do que o estado de São Paulo, que tem 2.304.854 hectares, a segunda maior área”, ressaltou José Carlos Carvalho. O secretário também destacou que os números relativos ao desmatamento estão relacionados à nova delimitação do bioma mata atlântica em Minas Gerais, estabelecida pela Lei Federal 11.428, regulamentada pelo decreto 6660/2009, que incluiu as fisionomias florestais deciduais do Norte de Minas como pertencentes à Mata Atlântica.

“Os números apresentados pela SOS Mata Atlântica estão coerentes com o monitoramento contínuo realizado pelo Estado em parceria com Universidade Federal de Lavras desde 2003. De acordo com os dados oficiais, houve supressão de 12.100 hectares nos municípios de ocorrência de mata atlântica entre junho de 2008 e junho de 2009. No Estado como um todo, incluindo os biomas cerrado caatinga e mata atlântica, o desmatamento total foi de 30.687 ha, cerca de 35% menos que em relação ao mesmo período no ano agrícola anterior (2007/2008)”, informou o secretário.

José Carlos Carvalho destacou que o Instituto Estadual de Florestas (IEF) tem como um dos focos de sua atuação a recuperação de áreas degradas por meio do plantio de espécies vegetais nativas do Estado de Minas Gerais, existentes nos biomas cerrado e mata atlântica. Nessas ações, o IEF promove mobilização e educação ambiental de comunidades em prol da conservação e recuperação florestal; capacitação dos produtores rurais, parceiros e técnicos em tecnologias de produção de mudas, extensão florestal, recuperação de áreas degradadas e outros temas associados à questão ambiental.

Entre os anos de 2007 e 2009, foram recuperados 17.666 hectares de mata atlântica, beneficiando diretamente 3.347 produtores rurais. As ações incluem recuperação de áreas degradadas e proteção de nascente. “Queremos, com a divulgação dos dados da Fundação, estimular ações de recuperação florestal e de proteção da mata atlântica, justamente como é feito em Minas”, declarou Mario Mantovani.

21/06/2010 Posted by | Meio Ambiente | , , , , , | Deixe um comentário

Meta 2010 apresenta resultado final do relatório Velhas Sustentável

O Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), o Projeto Manuelzão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Velhas), apresentam na próxima terça-feira (22), às 14h, no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), em Belo Horizonte, o relatório final do diagnóstico ambiental “Velhas Sustentável”.

O documento, proposto em 2008, foi consolidado por meio de oficinas temáticas, realizadas nas sub-bacias dos rios Itabirito, do Peixe, Jequitibá, Caeté-Sabará, Taquaraçu, Jaboticatubas e das sub-bacias dos ribeirões do Arrudas, Onça e da Mata. A partir de dados de órgãos governamentais e de parceiros, além de contribuições das comunidades envolvidas com representação de prefeituras, setor produtivo e sociedade civil, foi possível fazer uma radiografia dos problemas ambientais na área de abrangência do Projeto Estruturador de Revitalização do Rio das Velhas – Meta 2010.

O diagnóstico “Velhas Sustentável” identificou problemas como focos erosivos, expansão urbana desordenada, passivo de mineradoras, disposição inadequada de resíduos sólidos urbanos, doenças de veiculação hídrica, saneamento básico, nascentes desprotegidas, dentre outros, e propôs possíveis soluções e ações necessárias para resolver os problemas enfrentados nas sub-bacias estudadas. “A forma com que o diagnóstico foi construído é muito importante, com a participação efetiva da população, inclusive sugerindo ações e medidas que possam ser adotadas. Isso, além de ser um instrumento de mobilização, é um grande avanço no aspecto democrático”, ressalta a coordenadora executiva do projeto estruturador, Myriam Mousinho.

Desafios

Dentre os principais desafios enfrentados pelo diagnóstico podemos ressaltar o levantamento sobre as doenças de veiculação hídrica e o saneamento nas bacias. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 85% das doenças conhecidas são de veiculação hídrica, ou seja, relacionadas à água. De acordo com o documento, nas sub-bacias do Onça e do Arrudas, que abrangem os municípios de Belo Horizonte, Contagem e Sabará, esse índice chega a 3,11% em Sabará, que não possui estação de tratamento de esgoto. Em Belo Horizonte é de 1,20% e em Contagem chega a 0,99%. Essas doenças podem estar relacionadas com as condições de moradia. As oficinas temáticas citaram como possíveis soluções, a educação da comunidade ribeirinha e a articulação com os subcomitês, para uma atuação de forma mais preventiva.

O documento levantou também as Unidades de Conservação (UC) na região da Meta 2010. São 24 UCs e duas áreas de proteção especial cadastradas junto ao Instituto Estadual de Florestas (IEF), das quais nove estão na sub-bacia do ribeirão Arrudas (seis de proteção integral e duas de uso sustentável, além de uma área de proteção especial), e cinco na sub-bacia do Onça (quatro de proteção integral e uma de uso sustentável).

Usando outras ferramentas como Zoneamento Ecológico Econômico e o Atlas para Preservação da Biodiversidade em Minas, o “Velhas Sustentável” ratifica a importância das unidades de conservação existentes na bacia. Afirma, por exemplo, que os parques do Rola Moça e da Baleia (estaduais) e do Mangabeiras (municipal) são de grande importância ambiental, porém, são ambientes frágeis que necessitam de fiscalização. O problema da disposição adequada de resíduos sólidos também foi apresentado no diagnóstico.

Dos 27 municípios da bacia, 10 utilizam aterro sanitário, cinco aterro controlado, três têm unidade de triagem e compostagem e nove ainda dispõem os resíduos de forma inadequada, nos lixões. Considerando apenas os três municípios: Belo Horizonte, Contagem e Sabará, que dispõem os seus resíduos sólidos urbanos em aterro sanitário, observamos que 72,7% da população dos municípios da área de abrangência da Meta 2010 são atendidos por uma destinação ambientalmente correta de seus resíduos.

Para o problema da disposição adequada de resíduos sólidos, o diagnóstico propôs o trabalho junto à população para a redução da produção de lixo e a implementação de ações educacionais para incentivar a redução de resíduos sólidos, como por exemplo, o uso de sacolas plásticas. Além disso, foi proposto a criação de programas de educação ambiental envolvendo escolas e comunidades, a viabilidade da constituição de consórcio para aterro sanitário nos municípios que ainda não possuem aterro, a elaboração de planos integrados de gerenciamento de resíduos, a liberação pelo Fhidro de recursos para a elaboração de projetos básicos e executivos, visando a implantação de Aterro Sanitário e Usina de Triagem e Compostagem de resíduos sólidos urbanos.

Serviço:

Evento: Apresentação do relatório final do diagnóstico ambiental “Velhas Sustentável”

Data: 22/06/2010

Horário: 14h

Local: CMRR, rua Belém, nº 40, bairro Esplanada, Belo Horizonte

21/06/2010 Posted by | Água, Meio Ambiente | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Produtores rurais são homenageados por preservação ambiental

Durante a cerimônia de inauguração do complexo de obras do Parque Estadual do Sumidouro, nesse domingo (13), três produtores rurais mineiros foram agraciados pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) com o Diploma de Produtor Rural Modelo por aliarem a produção agrícola com ações de preservação do meio ambiente. A homenagem foi entregue pelo governador Antonio Anastasia e o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho.

Um dos agraciados foi o produtor Ricardo Toledo Ferreira, proprietário da Fazenda São Francisco com 30 hectares de área de preservação, próximo a Área de Proteção Ambiental da Mantiqueira, no município de Baependi, no Sul de Minas. Ricardo é beneficiado pelo Projeto de Proteção da Mata Atlântica em Minas Gerais (Promata) e é agente multiplicador na comunidade sobre as atividades de proteção ao meio ambiente.

Outro destaque é o trabalho desenvolvido pelo agricultor Helton Aguiar Neves que participa de vários projetos de proteção à biodiversidade (Projeto de Proteção à Biodiversidade, Projeto Integrado de Criação de Animais Silvestres – pacas, catitus, capivaras e queixadas -, Projeto de Conservação e Estudos de Cervídeos e Projetos de Reabilitação e Soltura de Aves). Segundo Helton esta homenagem não é individual. “O projeto é fruto de parcerias com o IEF, Ibama, Polícia Ambiental, Prefeitura de Ouro Preto, Universidade Federal de Lavras e empresas da iniciativa privada”, explica.

Helton é proprietário da Fazenda Engenho D’Água, que possui 72 hectares, com cobertura florestal do bioma Mata Atlântica da propriedade estimada em 80%. Helton também desenvolve pesquisa sobre Criação e Conservação de Animais Silvestres com a Universidade Federal de Viçosa e Projeto de Apicultura no modelo solidário: Produtor Rural, Empresário e a Fazenda Engenho D’Água. O pomar e a horta são orgânicos.

No entorno do Parque Estadual Serra Negra, no município de Itamarandiba, no Vale do Jequitinhonha, outro produtor foi homenageado por conservar os recursos naturais. Daniel Leandro Fernandes é proprietário da Fazenda Cristal que possui 172 hectares com cobertura florestal superior a 80%. Ele desenvolve trabalho de reflorestamento, pecuária leiteira e pomar.

O Diploma de Produtor Rural Modelo foi instituído em 1986, em seus 23 anos de existência já premiou 95 agricultores. As ações são indicadas pelos escritórios regionais do Instituto Estadual de Florestas e avaliadas por uma comissão formada por representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Emater-MG e do próprio Instituto.

16/06/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Fórum Regional de Educação Ambiental vai discutir Conectividade Socioambiental Brigadeiro/Caparaó

Este ano, o Fórum Regional de Educação Ambiental (ForEa), que está na sua quinta edição, acontece em São Francisco do Glória, na Zona da Mata. Entre os dias 25 e 27 de maio, representantes de diversos segmentos da sociedade civil irão discutir o tema Conectividade Socioambiental Brigadeiro/Caparaó.

Promovido pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), por meio do Núcleo Operacional de Florestas, Pesca e Biodiversidade de Carangola, em parceria com a Prefeitura de São Francisco do Glória, a Polícia Militar de Minas Gerais, a Superintendência Regional de Ensino de Carangola, a organização não governamental Ambiente Brasil Centro de Estudos e a Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental Zona da Mata, o evento tem o objetivo de apresentar e buscar soluções para os problemas ambientais dos municípios do entorno do Parque Nacional do Caparaó e do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro.

O ForEa 2010 conta com o apoio das prefeituras de Alto Caparó, Alto Jequitibá, Caiana, Caparaó, Carangola, Divino, Espera Feliz, Faria Lemos, Fervedouro, Manhumirim, Miradouro, Orizânia, Pedra Dourada, Tombos e Vieiras.

Além dos temas principais, serão abordados no 5º Fórum, por meio de oficinas, a Saúde Ambiental: Novos Paradigmas na Educação; Educação e Agroecologia; Aquicultura; Recuperação de Áreas Degradadas; Unidades de Conservação como Instrumento de Educação Ambiental, entre outros. Da mesma forma como aconteceu nos anos anteriores, no último dia do fórum será elaborado o documento com balanço final, avaliação do evento e proposições para a próxima edição.

O último ForEa aconteceu no ano passado, em Pedra Dourada. Na ocasião, cerca de 400 pessoas participaram do Fórum que contou com a presença de 14 prefeitos dos municípios que fazem parte do circuito Brigadeiro/Caparaó, além do secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho e outras autoridades da Zona da Mata.

Serviço:

Evento: 5° Fórum Regional de Educação Ambiental

Data: 25 a 27/05/2010

Local: Escola Municipal Antônio Franco Laviola, São Francisco do Glória (MG)

21/05/2010 Posted by | Meio Ambiente | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Parque Estadual do Ibitipoca realiza encontro para discutir a sustentabilidade da Reservas Particulares do Patrimônio Natural

A importância da criação de reservas particulares para proteção da biodiversidade é tema de encontro que será realizado noParque Estadual do Ibitipoca, na região da Zona da Mata mineira, entre os dias 30 de abril e 2 de maio. O Encontro é promovido pela Associação deReservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) e Reservas Privadas de Minas Gerais com apoio do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

O tema principal do evento é a discussão sobre a sustentabilidade econômica das RPPNs. Um dos aspectos abordados será a elaboração de uma proposta de implantação de instrumentos de repasse, pelos municípios, de parte dos recursos provenientes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) referente às unidades de conservação da natureza. A existência de RPPN, legalmente constituída, dá direito ao município onde está localizada a reserva de receber recursos do imposto e a Associação.

A RPPN é uma categoria de unidade de conservação privada. Certificados o interesse público e a importância da diversidade biológica existente no local, o proprietário assina com o IEF um termo de compromisso protegendo a área. Na unidade é possível a realização de atividades como pesquisa científica, turismo e de educação ambiental. O IEF presta orientação técnica e científica para a criação e gestão das Reservas.

O analista ambiental do IEF, Élcio Rogério de Castro Mello, observa que a iniciativa de criação de uma RPPN é uma demonstração do compromisso do proprietário com a proteção da biodiversidade. “É um afirmação do respeito pela vida e pelas futuras gerações”, afirma.

Atualmente, existem 229 RPPNs em Minas Gerais que correspondem a cerca de 117 mil hectares. Do total, 147 unidades são estaduais correspondendo a aproximadamente 84 mil hectares.

30/04/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , | Deixe um comentário

Governo Antonio Anastasia: Conselho Consultivo do Sistema de Áreas Protegidas do Jaíba toma posse

Toma posse nesta quarta-feira (28) o Conselho Consultivo das Unidades de Conservação (UC) do Sistema de Áreas Protegidas do Jaíba, formado pela Reserva Biológica do Jaíba (RBJ), Reserva Biológica de Serra Azul (RBSA), Parque Estadual Lagoa do Cajueiro (PELC), Parque Estadual do Verde Grande (PEVG), Parque Estadual da Mata Seca (PEMS),APA Serra do Sabonetal  e APA do Lagedão. A solenidade será realizada no Hotel Projeto Jaíba, no distrito deMocambinho, às 9h.

A criação de um conselho único para as unidades deve-se ao fato de todos pertencerem aos mesmos municípios,Jaíba, Itacarambi, Matias Cardoso, Manga e Pedras de Maria da Cruz no Norte do Estado, o que acarretaria em conselhos com praticamente os mesmos membros, segundo explicou a gerente da RBJ e do PEVG, Cristiana Batista. Os gerentes de cada uma das unidades atuarão como presidente do conselho quando o assunto se relacionar com as unidades de sua responsabilidade. Além de Batista, assumirão a condição de presidente Neilton Viana, gerente doPELC e da APA do Lagedão, Paulo Fernandes, gerente da RBSA e da APA Serra do Sabonetal e José Luis Vieira, doPEMS.

Principal instrumento de relacionamento entre as Unidades de Conservação e a sociedade em seu entorno, o conselho “vai ampliar a conscientização das pessoas da região. Com isso, poderemos ensinar mais sobre o ecossistema, osbiomas e garantir sua preservação em trabalho conjunto com a comunidade”, afirmou Batista.

O Conselho Consultivo tem como atribuições: contribuir para a administração do Parque; opinar sobre a elaboração do plano diretor, sugerindo diretrizes para compatibilizar as funções de proteção dos ambientes naturais do Parque aos diversos usos possíveis e acompanhar a execução do plano diretor, bem como sugerir as modificações que nele se fizerem necessárias, a partir da implantação e funcionamento do Parque.

De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), cada UC deve ter seu próprio órgão consultivo, presidido pelo órgão que administra a unidade, no caso, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), órgão ligado à gestão do Governo Antonio Anastasia. O Conselho deve ser composto por representantes da sociedade e dos órgãos públicos federais, estaduais e municipais, com representação paritária entre o poder público e a sociedade civil.

28/04/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Meta 2010 realiza oficina dediagnóstico da situação ambiental das sub-bacias que compõem o Rio das Velhas

A equipe do projeto estruturador Meta 2010 realiza oficina temática nesta segunda-feira (26), no município de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), das 12h às 17h, dando continuidade ao  diagnóstico da situação ambiental das sub-bacias que compõem a bacia hidrográfica do Rio das Velhas. A oficina irá abranger as sub-bacias dos ribeirões Caeté e Sabará, e dos rios Taquaraçu e Jaboticatubas.

A ação faz parte do projeto “Diagnóstico Velhas Sustentável”, que visa elaborar um panorama da situação ambiental da área correspondente à Meta 2010.  O Projeto prevê, também, armazenar em um único banco de dados todas as informações ambientais e socioeconômicas produzidas por diferentes instituições, permitindo a gestão e o planejamento no desenvolvimento das diferentes atividades da bacia.

As oficinas regionais temáticas pretendem também indicar os principais problemas ambientais e direcionar para ações de melhoria da qualidade ambiental das regiões da bacia hidrográfica do Velhas. Elas têm como meta discutir com as populações locais suas prioridades ambientais.

As oficinas temáticas terão uma apresentação resumida das características ambientais, dos problemas e suas possíveis soluções para cada área e, posteriormente, serão formados grupos de trabalho para que os participantes opinem tanto para a correção dos problemas levantados quanto para a incorporação de novas informações. Serão criados seis grupos para discutir as ações necessárias para melhorar a qualidade ambiental da bacia.

A coordenadora executiva da Meta 2010, Myriam Mousinho, ressalta a importância da discussão das intervenções regionalizadas. “A Meta 2010 surgiu da vontade da sociedade civil e é importante discutir com a sociedade ações permanentes para garantir a revitalização do Rio das Velhas”, afirma.

O diagnóstico Velhas Sustentável foi desenvolvido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), em parceria com o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam),Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam)Instituto Estadual de Florestas (IEF)Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa)Instituto Mineiro de Agropecuária(IMA)Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Projeto Manuelzão, AGB- Peixe Vivo e o Comitê de Bacia Hidrográfica do rio das Velhas.

Por meio do Velhas Sustentável será feito um diagnóstico ambiental das sub-bacias do rio das Velhas, tratando informações secundárias obtidas nas instituições parceiras, tais como a qualidade de água, outorgas, empreendimentos licenciados, unidades de conservação (UC), proposta para a criação de outras UCs, cobertura vegetal, resíduos sólidos, pontos de lançamento, captações da Copasa, estações de tratamento de água e zoneamento ecológico econômico de Minas Gerais.

Dessas informações serão identificadas as principais características, mostrando os pontos de vulnerabilidade ambiental e dos principais focos de degradação, que servirão de subsídio para as ações da Meta 2010, orientando as intervenções na bacia. O levantamento servirá também para unir esforços e recursos dos setores públicos e privados na resolução dos problemas identificados. A finalização do Diagnóstico Velhas Sustentável está prevista para julho. Na oportunidade será apresentado o diagnóstico completo com as contribuições da sociedade participativa.

Serviço:

Evento: Oficina Ribeirão Caeté-Sabará, Rio Taquaraçu, Rio Jaboticatubas

Local: Hotel Casa Nova, rua João Evangelista Dolabela, nº 72, Centro, Santa Luzia (próximo à antiga rodoviária)

Data: 26/04/2010

Horário: 12 às 17h

26/04/2010 Posted by | Meio Ambiente | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Viveiros de mudas ajudam Governo Aécio Neves e Cemig no reflorestamento da Bacia do Rio São Francisco

O reflorestamento da bacia do Rio São Francisco ganhou um importante aliado. O viveiro de mudas instalado no ano passado, junto à Usina Hidrelétrica Três Marias, da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), já auxilia na recomposição da mata ciliar do Rio Paraúna e de cursos d’água nos municípios de Presidente Juscelino, Paineiras e Abaeté, na região Central de Minas Gerais. Em dezembro, a comunidade rural do Bonfim recebeu o lançamento do Programa de Reflorestamento de Áreas Degradadas em Bacias Hidrográficas Formadoras de Afluentes do Reservatório da Represa de Três Marias, com a participação de crianças e jovens no plantio de mudas.

Bonfim está localizada na sub-bacia hidrográfica do Rio Extrema, município de Três Marias, que deságua no lago da usina e concentra nascentes e córregos que sofrem grande impacto ambiental. O programa, uma parceria da Cemig com instituições locais, que diminuirá o aporte de sedimentos no reservatório, também atende a expectativa dos proprietários da região. Em conjunto com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) foram também realizadas reuniões de sensibilização, conscientizando os proprietários sobre o valor da preservação ambiental.

A Cemig fornece adubos, formicidas e mudas, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) garante cercas de eucalipto e rolos de arame farpado para o cercamento das nascentes e córregos onde a mata for reconstituída e a Prefeitura de Três Marias transporta todo esse material. Os proprietários rurais da Associação Comunitária do Bonfim são responsáveis pelo frete das mudas entre o viveiro e o local de plantio, pela reserva e cessão das áreas escolhidas e pela mão de obra. A Emater-MG realiza a assistência técnica e a elaboração do projeto.

No primeiro ano, serão reflorestados 19,6 hectares de 17 propriedades, sendo 8,5 ha em área de mata ciliar, 7,5 ha próximos a nascentes e quatro ha em áreas degradadas de recarga hídrica. Até o final do ano, a área será ampliada para 25 hectares de 25 propriedades, incluindo a construção de terraços em curva de nível, para a proteção do solo, em 125 ha de pastagens e a construção de 100 bacias de captação de águas pluviais, totalizando um investimento de quase R$ 250 mil.

Segundo o secretário de Meio Ambiente e Agricultura de Três Marias, Roberto Carlos da Silva, o trabalho realizado no Bonfim será um exemplo para atender todas as demais sub-bacias no município.

Espécies nativas

O viveiro de Três Marias, instalado ao lado da usina, vai assegurar as mudas necessárias ao trabalho de reflorestamento nas regiões Norte e Noroeste de Minas. Com capacidade para abrigar 40 mil mudas de espécies nativas, elas serão destinadas aos programas de reflorestamento ciliar e arborização urbana na região, realizados em parceria com proprietários rurais, empresas e instituições que atuam na área ambiental.

Segundo o analista ambiental Renato Junio Constâncio, da Gerência das Usinas do Norte da Cemig, tecnicamente, o viveiro é denominado de espera ou terminação. “O material genético, frutos e sementes, é coletado na região de Três Marias e processado no Laboratório de Sementes da Cemig, em Belo Horizonte. A produção acontece no viveiro da Usina de Itutinga, no Sul de Minas e depois segue para cá”, explica.  Dentre as espécies cultivadas, estão ingá, capinxigui, peito de pombo, gonçalo alves, aroeira, sangra d’água, guanandi, cedro, cagaita, mangaba, pau viola, tamboril e ipê.

14/01/2010 Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

IEF Minas publica portaria que institui o Conselho Consultivo do Parque Estadual Serra Verde

O Governo Aécio Neves por meio do Instituto Estadual de Florestas (IEF) publicou no dia 20 de outubro a portaria nº 201 que institui a implantação do  Conselho Consultivo do Parque Estadual Serra Verde, situado em Belo Horizonte. A posse dos conselheiros está prevista para o dia 25 de novembro, no clube do Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat), localizado no entorno do Parque.

Em sua primeira formação, o Conselho Consultivo será composto por um presidente e onze membros efetivos, além de onze suplentes. O mandato dos membros será de dois anos, podendo ser reconduzidos de acordo com os critérios a serem estabelecidos no regimento interno do Conselho. Dentre as Instituições que farão parte do conselho estão o 3° Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, como efetivo, e a 7ª Companhia da Polícia Militar de Meio Ambiente de Minas Gerais, como suplente, representando a defesa social.

Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), como efetivo, e aSecretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), como suplente, representam os órgãos estaduais. O Convívio Núcleo Educacional e Cóccix Companhia Teatral, como efetivos, e a Escola Municipal José Maria Alkimin e a Acadêmicos de Venda Nova, como suplentes, representam o setor de educação da área do entorno do Parque.

Representando órgão público do poder público municipal do entorno da Unidade, estão a Secretaria Municipal Administrativa Regional de Venda Nova, como efetivo, e a Prefeitura Municipal de Santa Luzia, como suplente.

Também compõem o Conselho a Rede Esportiva Social e Associação Comunitária do Bairro Serra Verde, a Associação Comunitária do Bairro Nova York , representantes de Associações de Moradores do entorno do Parque, a Associação Clube dos 50 e a Brigada 1, membros das Organizações Não Governamentais; o Bim Som Centro Automotivo e o Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat), representantes dos estabelecimentos comerciais do entorno, o Sub-Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeirão do Onça e o Sub-Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeirão do Mata, membros dos Comitês de Bacia Hidrográfica.

O Gerente da Unidade de Conservação, André Portugal, será o presidente do Conselho do Parque Estadual Serra Verde e dará posse aos conselheiros. Na ausência do Presidente do Conselho, o suplente será um representante do IEF, que o substituirá assumindo todas as obrigações relativas à Presidência.

Segundo Portugal, o Conselho é um mecanismo importante para que a gestão da Unidade de Conservação seja mais transparente perante a comunidade. “Além disso, importantes decisões são tomadas com a ajuda dos conselheiros, principalmente nos anos iniciais de implantação do Parque. Questões como a elaboração do Plano de Manejo, relações com o entorno, fiscalização e educação ambiental contam com influência constante do Conselho Consultivo”, explica o gerente.

De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), cada UC deve ter seu próprio órgão consultivo, presidido pelo órgão que administra a Unidade. O Conselho deve ser composto por representantes da sociedade e dos órgãos públicos federais, estaduais e municipais, com representação paritária entre o poder público e a sociedade civil.

Parque Estadual Serra Verde

Criado em dezembro de 2007, o Parque Estadual Serra Verde possui uma área de cerca de 142 hectares. É o segundo maior parque de Belo Horizonte. A área está localizada em uma região de transição entre os biomas Cerrado e Mata Atlântica. A Unidade de Conservação formará um cinturão verde ao redor da Cidade Administrativa do Estado de Minas Gerais. O Parque também faz parte do Sistema de Áreas Protegidas (SAP), elaborado pelo Governo do Estado para o vetor norte da capital.

23/10/2009 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , , | Deixe um comentário