Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Três Unidades de Conservação serão criadas em Minas Gerais

Foram assinados no último domingo (20), no evento que marcou a abertura da Semana das Águas em São Lourenço, no Sul de Minas, decretos para criação de três novas Unidades de Conservação estaduais. As novas áreas irão garantir a preservação de importantes refúgios da fauna e flora, além de mananciais e nascentes.

Parque Estadual de Paracatu

A criação do Parque Estadual de Paracatu é uma das condicionantes estabelecidas pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) no licenciamento ambiental do projeto de expansão da Mina Morro do Ouro da empresa Rio Paracatu Mineração S/A. A área do Parque Estadual é de 6.539 hectares. Sendo criado, o Parque Estadual de Paracatu incluirá a Área de Proteção Especial (APE) Santa Isabel e Espalha que atualmente protege os recursos hídricos na região.

O cerrado é a principal formação vegetal da área representado por seus vários tipos, desde campos até cerradões. Estudos realizados indicaram a presença de mais de 40 famílias de aves, dentre elas algumas ameaçadas de extinção em Minas Gerais, como a ema e a arara-canindé. Também foram observados no local, mamíferos como gambá-orelha-branca, mão-pelada, anta, capivara, lobo-guará e tamanduá-mirim.

Mata do Limoeiro

A área do Parque Estadual da Mata do Limoeiro é de 2.097,70 hectares e está situada no distrito de Ipoema, no município de Itabira, região Central do Estado. A área está localizada na Cordilheira do Espinhaço, a cerca de sete quilômetros do Parque Nacional da Serra do Cipó.

Na região podem ser observados fragmentos de Mata Atlântica e Cerrado. Já foram identificadas na área, pelo menos três espécies ameaçadas de extinção: o jacarandá-caviúna, a braúna-preta e o samambaiuçu. Entre as espécies da fauna, já foram observadas espécies raras como o rato do mato, típico do Cerrado, e o gambá-de-orelha-branca, endêmico da Mata Atlântica.

Triângulo

A área de cerca de 8,7 mil hectares do Refúgio de Vida Silvestre da Bacia do Rio Tijuco é um dos mais importantes corredores ecológicos do Triângulo Mineiro. A unidade de conservação protegerá grande parte do rio Tijuco, que é o último curso de água consideravelmente íntegro e propício a reprodução de peixes pertencentes à ictiofauna da Bacia Hidrografia do Paranaíba.

De acordo com dados representados no Zoneamento Ecológico e Econômico de Minas Gerais, os rios Tijuco e da Prata são apresentados como áreas com altíssima prioridade de conservação.

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21/03/2011 Posted by | Meio Ambiente | , , , , , , , | Deixe um comentário

Promata e parceiros avaliam parâmetros para recuperação da Mata Atlântica

O Projeto de Proteção da Mata Atlântica de Minas Gerais (Promata) do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e as organizações não governamentais (ONGs) The Nature Conservancy (TNC), Associação pelo Meio Ambiente de Juiz de Fora (AMAJF) e a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Amanhágua se reuniram esta semana para avaliar os resultados do primeiro ano de trabalho de restauração florestal nas regiões da Zona da Mata e entorno da Serra do Papagaio. A partir dos resultados serão criados ou mantidos os indicadores para avaliação deste trabalho.

O programa de monitoramento faz parte do projeto “Plante um Bilhão de Árvores” desenvolvido pela TNC. Estão sendo monitorados 200 hectares na Zona da Mata e 500 hectares no entorno da Serra do Papagaio. A parte operacional é feita pela empresa Biosfera, que monitora essas áreas desde março de 2010 e que está construindo a metodologia das ações de recuperação.

Ao todo cerca de 110 propriedades fazem parte do projeto. As áreas foram divididas em 11 blocos de amostragem, sendo 83,8 ha na região da Serra de Papagaio, onde os trabalhos têm foco em ações de regeneração natural e enriquecimento e 35 ha na Zona da Mata, que foca no enriquecimento e plantio de mudas.

Com os resultados em mãos, os envolvidos no projeto irão criar parâmetros e alterar alguns que não se mostraram efetivos, como algumas divisões em blocos e suas dimensões. O monitoramento mostrou a ocorrência de algumas espécies de plantas que estão em risco de extinção, como o Jacarandá, outras em vulnerabilidade e ainda uma espécie que ainda não havia sido identificada em Minas Gerais, como a Piper Abutiloides.

Segundo a consultora Luciana Medeiros, “a ação ajuda no monitoramento e ainda na descoberta de novas espécies e metodologias de trabalho”. No geral as técnicas de cercamento, enriquecimento e plantio têm demonstrado bons resultados.

Para o especialista em restauração da TNC, Rubens Benini, o trabalho é importante para manutenção das espécies locais. Benini destaca também a importância do trabalho em parceria.

Parceria AMAJF

A Associação pelo Meio Ambiente de Juiz de Fora (AMAJF) desenvolve projetos de fomento florestal em parceria com o Promata e a TNC há três anos. O foco do trabalho são atividades de preservação da Mata Atlântica, que se encontra fragmentada e sob grande pressão urbana em várias áreas. Participam do programa os municípios de Juiz de Fora, Santos Dumont, Matias Barbosa, Simão Pereira, Bicas, Belmiro Braga e Ewbank da Câmara.

A intenção da AMAJF é ampliar a área florestada com espécies da flora nativa da Mata Atlântica principalmente em áreas de preservação permanente (ao longo de córregos e nascentes). A ONG trabalha também a disseminação da conscientização popular da importância da preservação da Mata Atlântica e demais valores agregados à questão ecológica.

Parceria Amanhágua

Organização para o Bem da Água, da Natureza e da Vida (Amanhágua), é uma entidade civil, sem fins lucrativos, apartidária, reconhecida Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).

A Oscip trabalha com a conservação da Mata Atlântica por meio de um termo de cooperação técnica celebrado entre o Governo de Minas e o governo da Alemanha, por meio do Banco KfW. A iniciativa pretende recuperar especialmente as áreas protegidas por lei, como as Áreas de Preservação Permanente, como topos de morro, beira de rios e nascentes (APPs) e futuras Reservas Legais.

Um dos pilares do projeto é fazer a conexão entre os fragmentos florestais, permitindo um intercâmbio genético entre as espécies vegetais e animais que ali vivem.

24/02/2011 Posted by | Meio Ambiente | , , | Deixe um comentário

Debate público discute desmatamento na Mata Atlântica

O Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) realizou, nesta sexta-feira (18), um debate público sobre o desmatamento do Bioma Mata Atlântica no Brasil. O encontro contou com a presença do secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, com o diretor-executivo da ONG SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, da presidente da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), Maria Dalce Ricas, e dos representantes da Associação Mineira de Silvicultura (AMS), Dárcio Calais, e da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Fetaemg), Carlos Alberto Santos.

No encontro, foram debatidos os dados divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica no dia 27 de maio, que relatam o desmatamento de Mata Atlântica em todos os estados brasileiros com ocorrência do bioma. Os dados revelam uma diminuição do percentual de área desmatada em Minas Gerais em relação à área do bioma no início de cada período avaliado. Esse percentual passou de 4,27% no período 1995/2000 para 0,47% no último levantamento (2008/2010). A área desmatada em hectares também vem sofrendo redução a cada período. Importante ressaltar que o número de municípios mineiros que desmatou o bioma caiu de 405, no período de 2005/2008, para 159 no último levantamento.

“Minas Gerais é o estado que possui a maior área remanescente de Mata Atlântica do país. São 2.624.626 hectares do bioma, cerca de 300 mil hectares a mais do que o estado de São Paulo, que tem 2.304.854 hectares, a segunda maior área”, ressaltou José Carlos Carvalho. O secretário também destacou que os números relativos ao desmatamento estão relacionados à nova delimitação do bioma mata atlântica em Minas Gerais, estabelecida pela Lei Federal 11.428, regulamentada pelo decreto 6660/2009, que incluiu as fisionomias florestais deciduais do Norte de Minas como pertencentes à Mata Atlântica.

“Os números apresentados pela SOS Mata Atlântica estão coerentes com o monitoramento contínuo realizado pelo Estado em parceria com Universidade Federal de Lavras desde 2003. De acordo com os dados oficiais, houve supressão de 12.100 hectares nos municípios de ocorrência de mata atlântica entre junho de 2008 e junho de 2009. No Estado como um todo, incluindo os biomas cerrado caatinga e mata atlântica, o desmatamento total foi de 30.687 ha, cerca de 35% menos que em relação ao mesmo período no ano agrícola anterior (2007/2008)”, informou o secretário.

José Carlos Carvalho destacou que o Instituto Estadual de Florestas (IEF) tem como um dos focos de sua atuação a recuperação de áreas degradas por meio do plantio de espécies vegetais nativas do Estado de Minas Gerais, existentes nos biomas cerrado e mata atlântica. Nessas ações, o IEF promove mobilização e educação ambiental de comunidades em prol da conservação e recuperação florestal; capacitação dos produtores rurais, parceiros e técnicos em tecnologias de produção de mudas, extensão florestal, recuperação de áreas degradadas e outros temas associados à questão ambiental.

Entre os anos de 2007 e 2009, foram recuperados 17.666 hectares de mata atlântica, beneficiando diretamente 3.347 produtores rurais. As ações incluem recuperação de áreas degradadas e proteção de nascente. “Queremos, com a divulgação dos dados da Fundação, estimular ações de recuperação florestal e de proteção da mata atlântica, justamente como é feito em Minas”, declarou Mario Mantovani.

21/06/2010 Posted by | Meio Ambiente | , , , , , | Deixe um comentário

Operação Jequitiba do Governo Aécio Neves instensifica ação em áreas de Mata Atlântica

Equipes formadas por técnicos do Instituto Estadual de Florestas (IEF), da Polícia Militar de Meio Ambiente, do Ibama e da Polícia Federal já vistoriaram cerca de 30 áreas de desmate no bioma Mata Atlântica em Minas, dos 900 pontos identificados. Os fiscais atuam num raio de 300 km a partir do município de Guanhães.

“Estamos priorizando desmates maiores com até 20 hectares. Os menores, que são a maioria, têm entre um e dois hectares e também serão fiscalizados”, explica o coordenador da operação, o analista ambiental do Ibama, Aristides Neto.

A Operação Jequitibá acontece na região Centro-Nordeste do Estado, inicialmente com vinte municípios alvos. Na próxima sexta-feira (28) será divulgado novo balanço das atividades que ainda não têm previsão para término.

“A prioridade inicial são os pontos já levantados pela equipe de geoprocessamento do IEF”, ressalta um dos coordenadores da operação, o gerente do Núcleo do IEF em Guanhães, Hermógenes Ferreira Neto. A área do Bioma Mata Atlântica a ser fiscalizada nesta ação foi definida em Workshop realizado este ano em Belo Horizonte, e tem como base o Mapa de Vegetação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A fiscalização está sendo feita por 10 equipes com técnicos do Ibama, PF e órgãos estaduais, por meio do Comitê Gestor de Fiscalização Ambiental Integrada. Uma das equipes trabalha em um helicóptero, dando apoio às demais e levantado novos pontos de desmate.

Maior área remanescente
Minas Gerais é o estado que possui a maior área remanescente de Mata Atlântica do país. São 2.637.150 hectares do bioma, 102 mil hectares a mais do que o estado de São Paulo, que tem 2.535.854 hectares, a segunda maior área.

Entre 1995 e 2000 foram desmatados 121.061 hectares de Mata Atlântica, entre 2000 e 2005, o desmatamento do bioma em Minas Gerais caiu para 41.349 hectares. No período de 2005-2008, o desmatamento registrado foi de 32.728 hectares.

No entanto, no cálculo do desmatamento realizado pela ONG SOS Mata Atlântica, Minas é o terceiro colocado quando considerado o percentual de desmatamento de 1,23%, ficando atrás de outros, como Goiás e Bahia. O IEF esclarece que a pressão exercida nas florestas nativas em decorrência da expansão agropecuária e do consumo ilegal de carvão vegetal estão entre os principais responsáveis pelos números divulgados.

O IEF destaca que para reduzir o desmatamento vem atuando em duas frentes: fiscalização e recuperação de áreas degradadas no processo histórico de ocupação. Por meio do Projeto Estruturador Conservação do Cerrado e Recuperação da Mata Atlântica , o Estado está investindo em 2009 cerca de R$ 15 milhões. Desse total, cerca de 60% é voltado, exclusivamente, para áreas de Mata Atlântica. O trabalho de fiscalização também recebeu aportes para o fortalecimento das atividades. De 2003 até 2009 foram aplicados R$ 98 milhões no monitoramento e fiscalização.

A Mata Atlântica é o bioma brasileiro mais ameaçado por pressão antrópica desde a época do Brasil colônia. Em Minas Gerais abrange quase 45% do Estado, a Leste, Sul, além de parte do Triângulo Mineiro, área cortada por importantes Bacias Hidrográficas como a dos Rios Doce e São Francisco.

28/08/2009 Posted by | Meio Ambiente | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio Neves desenvolve política ambiental de preservação da Mata Atlântica – assinatura de convênio com ONGs garantirá execução do programa

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O auditório do Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema), em Belo Horizonte, foi cenário de uma nova conquista para o meio ambiente. Foram assinados convênios entre o Instituto Estadual de Florestas (IEF). O secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, abordou sobre as parcerias que o Governo Aécio Neves 

O diretor geral do IEF, Humberto Candeias, apontou como os convênios assinados permitirão a continuidade da ação integrada, durante os anos 2009 e 2010. A meta é de fomentar a recuperação de cerca de quatro mil hectares de Mata Atlântica, beneficiando 500 agricultores. Este resultado representa 27% do compromisso global do IEF, de fomentar a recomposição de 17 mil hectares, dessa forma espera-se atingir outros 4.300 agricultores. Para que esses atos possam ser concluídos, o IEF disponibilizará para esses convênios recursos de cerca de R$ 3,7 milhões. Além disso, a organização social internacionalmente reconhecida, The Nature Conservancy (TNC) está contribuindo com R$ 800 mil, através do seu projeto Restauração e Conservação em Larga Escala.

“Temos, sem dúvida, metas audaciosas, mas com o apoio de nossos conveniados elas serão cumpridas e até mesmo superadas”, afirmou o diretor. Os resultados de 2007 e 2008 mostraram que parcerias como essas permitiram a recomposição de cerca de dois mil hectares de área florestal nativa, valor correspondente a 28% da área total fomentada pelo IEF, de mais de oito mil hectares. Entre 2008 e 2009, com o apoio dos parceiros, foram recuperados cerca de quatro mil hectares, correspondentes a 21 % da área global de 14 mil hectares fomentados, aproximadamente.

O secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, esteve presente no evento, assim como o diretor geral do IEF, Humberto Candeias; o prefeito de Itabira, João Izael Querino Coelho; o prefeito de Itamonte, Marcos Tridon de Carvalho; o prefeito de Carlos Chagas, Milton José Tavares de Quadros; o presidente da Cooperativa de Laticínios do Vale do Mucuri, Welson Souto Oliveira; a presidente da ONG Valor Natural, Gisela Hermann; a presidente da ONG Amanhágua, Mônica Lopes Buono; as conselheiras da ONG AMA-JF, Sarah Sampaio Boccanera Guerra de Oliveira e Herika Alves e os diretores das ONGs Quatro cantos do Mundo e Ama Lapinha, Carolina Moura Campos e Lucas Hajime de Oliveira Miyahara, respectivamente.

e parceiros para ação integrada de fomento à recomposição da cobertura florestal na Mata Atlântica em Minas Gerais. Dentre as entidades parceiras estão as prefeituras de Carlos Chagas (Vale do Mucuri), Itamonte (Sul de Minas) e Itabira (região Central) e as Organizações Não Governamentais (ONGs) Valor Natural, Amanhágua, a Associação pelo Meio Ambiente de Juiz de Fora e a Quatro Cantos do Mundo juntamente com a Associação dos Moradores Agricultores e Apicultores da Lapinha.e suas secretarias têm feito para a melhoria da qualidade de vida dos mineiros. “Apostamos no esforço da parceria, pois acreditamos que o engajamento da comunidade é primordial para que alcancemos as metas estipuladas e possamos favorecer o meio ambiente”, afirmou o secretário. O auditório do Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema), em Belo Horizonte, foi cenário de uma nova conquista para o meio ambiente. Foram assinados convênios entre o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e parceiros para ação integrada de fomento à recomposição da cobertura florestal na Mata Atlântica em Minas Gerais. Dentre as entidades parceiras estão as prefeituras de Carlos Chagas (Vale do Mucuri), Itamonte (Sul de Minas) e Itabira (região Central) e as Organizações Não Governamentais (ONGs) Valor Natural, Amanhágua, a Associação pelo Meio Ambiente de Juiz de Fora e a Quatro Cantos do Mundo juntamente com a Associação dos Moradores Agricultores e Apicultores da Lapinha.

secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, abordou sobre as parcerias que o Governo de Minas e suas secretarias têm feito para a melhoria da qualidade de vida dos mineiros. “Apostamos no esforço da parceria, pois acreditamos que o engajamento da comunidade é primordial para que alcancemos as metas estipuladas e possamos favorecer o meio ambiente”, afirmou o secretário.

O diretor geral do IEF, Humberto Candeias, apontou como os convênios assinados permitirão a continuidade da ação integrada, durante os anos 2009 e 2010. A meta é de fomentar a recuperação de cerca de quatro mil hectares de Mata Atlântica, beneficiando 500 agricultores. Este resultado representa 27% do compromisso global do IEF, de fomentar a recomposição de 17 mil hectares, dessa forma espera-se atingir outros 4.300 agricultores. Para que esses atos possam ser concluídos, o IEF disponibilizará para esses convênios recursos de cerca de R$ 3,7 milhões. Além disso, a organização social internacionalmente reconhecida, The Nature Conservancy (TNC) está contribuindo com R$ 800 mil, através do seu projeto Restauração e Conservação em Larga Escala.

“Temos, sem dúvida, metas audaciosas, mas com o apoio de nossos conveniados elas serão cumpridas e até mesmo superadas”, afirmou o diretor. Os resultados de 2007 e 2008 mostraram que parcerias como essas permitiram a recomposição de cerca de dois mil hectares de área florestal nativa, valor correspondente a 28% da área total fomentada pelo IEF, de mais de oito mil hectares. Entre 2008 e 2009, com o apoio dos parceiros, foram recuperados cerca de quatro mil hectares, correspondentes a 21 % da área global de 14 mil hectares fomentados, aproximadamente.

O secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, esteve presente no evento, assim como o diretor geral do IEF, Humberto Candeias; o prefeito de Itabira, João Izael Querino Coelho; o prefeito de Itamonte, Marcos Tridon de Carvalho; o prefeito de Carlos Chagas, Milton José Tavares de Quadros; o presidente da Cooperativa de Laticínios do Vale do Mucuri, Welson Souto Oliveira; a presidente da ONG Valor Natural, Gisela Hermann; a presidente da ONG Amanhágua, Mônica Lopes Buono; as conselheiras da ONG AMA-JF, Sarah Sampaio Boccanera Guerra de Oliveira e Herika Alves e os diretores das ONGs Quatro cantos do Mundo e Ama Lapinha, Carolina Moura Campos e Lucas Hajime de Oliveira Miyahara, respectivamente.

13/08/2009 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , | Deixe um comentário

Parque Estadual do Rio Doce realiza eventos em comemoração aos 65 anos

Eventos comemoram 65 anos do Parque Estadual do Rio DoceParque Estadual do Rio Doce (PERD), administrado pelo Governo Aécio Neves até 11 de julho, os 65 anos de criação da Unidade de Conservação (UC). Entre as festividades, serão realizadas a 16ª Romaria Ecológica de Marliéria e a 6ª Romaria Ecológica de Timóteo. As atividades ocorrerão nas cidades de Dionísio, na região Central do Estado, Marliéria e Timóteo, no Leste de Minas.

De acordo com o gerente do parque, Marcus Vinícius de Freitas, a Romaria Ecológica tem o objetivo de resgatar os fatos históricos do século passado, relembrando o esforço do Bispo Dom Helvécio para a criação do parque e o fortalecimento da participação das comunidades na proteção dessa unidade de conservação. “O evento já virou tradição na UC, faz parte do calendário do parque e a cada ano a comemoração fica maior e mais interessante”, assegura o gerente.

A programação conta com a 9ª Feira de Artesanato e Produtos Típicos das comunidades do entorno do parque, apresentação cultural dos 65 anos do PERD, apresentações musicais e as celebrações diocesanas. Marcus Vinícius destaca o sábado (11) como o principal dia das comemorações. “É nesse dia que acontecem as romarias, relembrando o ato do Bispo Dom Helvécio que levava a imagem da protetora do PERD, Nossa Senhora da Saúde, pela estrada de Marliéria até o parque”, explica Marcus Vinícius.

O gerente, que trabalha no PERD há 18 anos, diz: “o parque é hoje uma referência para tudo que eu faço, meus filhos cresceram aqui, minha família faz parte da UC, posso dizer o PERD é minha vida”. Ele conta que viu a unidade se consolidar e se tornar cada vez mais bem estruturada sendo uma das referências em Parques Estaduais de Minas Gerais. “Aqui, acima de tudo, nós protegemos a vida e é um trabalho que me dá muito orgulho e satisfação de fazer”, afirma.

O parque foi criado no dia 14 de julho de 1944 em função da presença do ecossistema Mata Atlântica e de sua rica biodiversidade, apresentando várias espécies ameaçadas de extinção, como o jacaré do papo amarelo, onça pintada, mono-carvoeiro e o mutum do sudeste. Na década de 30, o Bispo de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira, preocupado com a grande exploração da floresta pelas empresas siderúrgicas, registrou no livro de tombos da arquidiocese de Mariana, a área do parque com o objetivo de preservá-la. O PERD é reconhecido como Reserva da Biosfera pela Unesco, possuindo a maior reserva genética de Mata Atlântica do Estado. Ele possui uma área de cerca de 36 mil hectares de mata atlântica contínua, intercalados por um conjunto de aproximadamente quarenta lagoas, sendo considerado o terceiro maior complexo lacustre do país.

06/07/2009 Posted by | Meio Ambiente | , , , , , | Deixe um comentário

Governo de Minas trabalha em favor da Mata Atlântica

Assembléia de Minas vai votar projeto de lei para reduzir limites de consumo de produtos florestais no Estado

Minas Gerais tem a maior área remanescente de Mata Atlântica no país. E para garantir a preservação da biodiversidade, deve ser votado nos próximos dias na Assembléia, um projeto de lei que reduz os limites de consumo de produtos florestais pelas indústrias no estado.

Árvores centenárias, grandes lagos e diversas espécies de animais fazem parte do cenário do Parque Estadual do Rio Doce. O parque tem a maior floresta tropical do estado e tem monitoramento por satélite. Os técnicos fazem o mapeamento científico de toda a região num projeto que permite a preservação da biodiversidade.

Um levantamento revela que Minas é o estado que possui a maior área remanescente de Mata Atlântica do país e vem reduzindo o desmatamento nos últimos 15 anos. O estudo mostra que, de 1995 a 2000 , o desmatamento foi de 121 mil e 61 hectares. No período seguinte, a área desmatada caiu para pouco mais de 41 mil hectares. De 2005 e 2008 continuou caindo e hoje o estado tem mais de dois milhões e seiscentos mil hectares de área remanescente da Mata Atlântica. O desmatamento que em 2000 era de 121 mil hectares caiu para 32 mil hectares em 2008, uma redução de 75% .

Veja a reportagem completa no canal do Youtube do Governo de Minas.

01/06/2009 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , | Deixe um comentário

Área remanescente de Mata Atlântica em Minas é a maior do país

Em relação aos dados divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) esclarece que Minas Gerais é o estado que possui a maior área remanescente de Mata Atlântica do país. São 2.637.150 hectares do bioma, 101.296 mil hectares a mais do que o estado de São Paulo, que tem 2.535.854 hectares, a segunda maior área.

O IEF informa que de acordo com dados da SOS divulgados na segunda-feira (25), entre 1995 e 2000 foram desmatados 121.061 hectares de Mata Atlântica, entre 2000 e 2005, o desmatamento do bioma em Minas Gerais caiu para 41.349 hectares. No período de 2005-2008, o desmatamento registrado foi de 32.728 hectares. No entanto, no cálculo do desmatamento realizado pela SOS Mata Atlântica, Minas é o terceiro colocado quando considerado o percentual de desmatamento de 1,23%, ficando atrás de outros estados, como Goiás e Bahia. O percentual revela estabilidade.

O IEF esclarece que a pressão exercida nas florestas nativas decorre, principalmente, da expansão agropecuária e do consumo ilegal de carvão vegetal.

Nova legislação

Um Projeto de Lei de autoria do Executivo que visa, primordialmente, a criação de mecanismos para eliminar a supressão de madeira nativa no Estado, está tramitando na Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O PL 2771/2008 elimina o dispositivo da Lei 14.309/2002, atualmente em vigor, que permite às indústrias consumidoras de matéria-prima florestal suprir a totalidade de suas necessidades com produtos provenientes de florestas nativas, desde que cumpram as exigências de reposição florestal que prevê o pagamento em dobro do que foi consumido.

De acordo com a nova proposta, as empresas precisarão reduzir gradualmente o consumo de produtos e subprodutos florestais até atingir o máximo de 5% em 2017. Outra modificação é a implantação de um sistema eletrônico de rastreamento do transporte de produtos e subprodutos florestais no Estado, permitindo o controle eficiente dos pontos de carga e descarga em Minas Gerais.

O IEF destaca que para reduzir o desmatamento vem atuando em duas frentes: Atividades de fiscalização e recuperação de áreas degradadas no processo histórico de ocupação. Por meio do Projeto Estruturador Conservação do Cerrado e Recuperação da Mata Atlântica, o Estado está investindo em 2009 cerca de R$ 15 milhões. Desse total, cerca de 60% é voltado, exclusivamente, para áreas de Mata Atlântica.

O trabalho de fiscalização também recebeu aportes para o fortalecimento das atividades. De 2003 até 2009 foram aplicados R$ 98 milhões no monitoramento e fiscalização.

Ampliação do Promata

Desde 2003, investimentos nas áreas de fiscalização e em programas de proteção e recuperação da vegetação nativa vêm sendo desenvolvidos em todo o Estado. Por meio do Projeto de Proteção da Mata Atlântica de Minas Gerais (Promata/MG), o IEF garantiu incentivos financeiros da ordem de R$ 884 mil a 263 produtores rurais, para que eles trabalhassem a recomposição de áreas degradadas e a regeneração da cobertura vegetal. O resultado foi a recuperação de cerca de 4 mil hectares de Mata Atlântica.

O Projeto de Proteção da Mata Atlântica de Minas Gerais (Promata), coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e executado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), irá investir 15,8 milhões de euros, o equivalente a 48 milhões reais, de 2009 a 2012 na proteção do bioma. Os recursos estão previstos na segunda fase do Projeto. O acordo já foi aprovado pela Comissão de Financiamentos Externos do Ministério do Planejamento e será encaminhado para aprovação no Senado Nacional.

Na Fase II do projeto, a área de abrangência passará de 140.000 km2 para 223.000 km2, um aumento de mais de 50%. A nova área vai da divisa de São Paulo à divisa com a Bahia.

O Promata resulta de um acordo de Cooperação Financeira Brasil-Alemanha, através do Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento (BMZ) e do KfW Entwicklungsbank (Banco Alemão de Desenvolvimento). Para a realização da primeira fase, iniciada em 2003 e concluída em 2007, o Promata recebeu uma doação de 7,7 milhões de euros do Governo Alemão, com aplicação de outros 7,3 milhões de euros como contrapartida, por parte do Governo Aécio Neves, aplicados pela Semad e pelo IEF.

Veja em imagens o quadro com a evolução do desmatamento do bioma Mata Atlântica em Minas Gerais

27/05/2009 Posted by | Meio Ambiente | , , , | Deixe um comentário