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Propaganda do PT zomba dos brasileiros, diz Aécio

“O governo do PT perde hoje mais uma extraordinária oportunidade de falar a verdade. O programa zomba da inteligência dos brasileiros”, disse Aécio.

Presidente do PSDB voltou a criticar o partido ao comentar inserções que foram ao ar nesta quinta-feira e citam a crise política.

Fonte: Estadão

 

Aécio diz que propaganda do PT ‘zomba dos brasileiros’

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), criticou o teor da propaganda do PT que foi ao ar na noite de quinta-feira, 6. Para o tucano, o partido “zomba da inteligência dos brasileiros” ao não fazer sequer uma referência às investigações da Operação Lava Jato.

“O governo do PT perde hoje mais uma extraordinária oportunidade de falar a verdade. O programa zomba da inteligência dos brasileiros”, disse Aécio.

Ele também criticou o fato de a propaganda ironizar os panelaços, ao dizer que o PT foi o partido “que mais encheu a panela dos brasileiros”. “Ao final, a propaganda zomba e zomba de forma agressiva daqueles que se manifestam contra a corrupção que este governo implementou no Brasil”, afirmou.

Veja a íntegra do programa que vai ao ar nesta noite:

O tucano também “agradeceu” o PT pelo partido ter usado a sua imagem no programa. Na propaganda, o tucano e outros líderes da oposição são acusados de não aceitarem a derrota na eleição do ano passado. “Agradeço a oportunidade dada a milhões de brasileiros de saberem que eu não estou do lado do PT, eu estou do lado do povo. Eu sou contra este governo que infelicita cada dia mais o Brasil”, disse.

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07/08/2015 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Pesquisa Sensus: Governo Dilma é reprovado em Minas Gerais

67,4% dos entrevistados em Minas Gerais têm uma avaliação negativa de sua gestão, enquanto 20,5% consideram seu desempenho regular.

Outros 10,7% afirmam que a petista tem uma atuação positiva à frente do Palácio do Planalto enquanto 1,4% não souberam ou não responderam.

Fonte: Estado de Minas

Pesquisa Sensus: mineiros reprovam Governo de Dilma

Minas reprova governo Dilma, diz pesquisa

Segundo levantamento, 67,4% dos entrevistados no estado têm uma avaliação negativa da gestão da petista

O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) é reprovado pela maioria dos mineiros, segundo pesquisa Sensus divulgada ontem. De acordo com o levantamento, 67,4% dos entrevistados em Minas Gerais têm uma avaliação negativa de sua gestão, enquanto 20,5% consideram seu desempenho regular. Outros 10,7% afirmam que a petista tem uma atuação positiva à frente do Palácio do Planalto enquanto 1,4% não souberam ou não responderam.

Para 89,6% dos ouvidos pelo Instituto Sensus, o governo da presidente Dilma não é aquele que ela prometeu durante a campanha eleitoral. Deste universo, 62,5% consideram a gestão muito diferente do proposto e 27,1%, diferente. Outros 5,7% afirmam que a linha de atuação está dentro do que foi prometido e 4,7% não souberam ou não responderam. Entre os ouvidos, 75,6% acreditam que Dilma mentiu para os eleitores ao tentar se reeleger. Já 11,8% acreditam que ela falou a verdade e 8,1% acham que ela mentiu às vezes.
A situação econômica do país e o escândalo da Petrobras estão entre os pontos que podem ter influenciado a opinião dos entrevistados. Para 90,4% dos ouvidos, a inflação está instaurada e o poder de compra hoje está menor do que há 12 meses. Para 6,3% a situação está igual e para 3,2% a capacidade está maior. Sobre os fatos investigados na Operação Lava-Jato, a maior parte dos mineiros, 74,4%, acredita que Dilma sabia da corrupção descoberta dentro da estatal. Outros 12,9% responderam que ela não tinha conhecimento e 12,7% não souberam ou não responderam.
Para 73,1%, o PT, partido da presidente, teve participação nos crimes denunciados pela Polícia Federal e investigados pelo Ministério Público. Já 10,1% acreditam no contrário e 16,8% não opinaram sobre este ponto. Entre os entrevistados, 47,5% tiveram conhecimento do escândalo e 44,9% têm acompanhado os seus desdobramentos. Questionados sobre o rumo do país, 75% dos mineiros afirmaram que ele está errado. Para 13,9%, o direcionamento está mais ou menos certo e 9,7% acreditam que o Brasil está no rumo certo.
Se as eleições presidenciais fossem realizadas hoje, o vencedor em Minas Gerais seria o senador Aécio Neves, que alcançaria 56, 9% dos votos (79% dos votos válidos). A atual presidente da República teria 15,1% dos votos (21% dos votos válidos) e haveria 28% de indecisos, votos brancos e nulos. Em outubro de 2014, Dilma teve no estado 52,41% dos votos válidos, enquanto o senador obteve 47,59%.
A avaliação do governador Fernando Pimentel (PT), que está há quase quatro meses no poder, também foi testada pelo instituto. A maioria dos entrevistados, um total de 51,7%, não soube ou não quis responder. Entre os que responderam, o petista tem um desempenho negativo para 14,1%, positivo para 16,7% dos consultados e foi considerado regular por outros 17,5%. Já o desempenho do petista foi considerado igual ao que se esperava por 26, 4% dos entrevistados, pior do que se esperava por 21,4% dos consultados e melhor do que se esperava por 4,7% – nesse quesito, 47,5% dos consultados não souberam ou não responderam.

28/04/2015 Posted by | Minas Gerais, Política | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Lista fraudada de Furnas: Aécio rebate acusação do PT

Aécio rebateu a tentativa de reabrir o caso e afirmou que a Lista de Furnas é “uma das mais conhecidas fraudes políticas do País e já foi reconhecida como falsa em 2006 pela CPMI dos Correios.”

As fraudadas listas de Furnas têm sido insistentemente divulgadas pelo deputado do PT de Minas Gerais Rogério Correia e pelo falsário Nilton Monteiro desde 2005.

Fonte: O Estado de S.Paulo 

Aécio rebate tentativa do PT de Minas de retomar a fraudada Lista de Furnas

Aécio: Ao contrário do alardeado pelo PT, não existem uma, e sim três diferentes versões de listas de Furnas, que têm sido insistentemente divulgadas pelo deputado do PT de Minas Gerais Rogério Correia e pelo falsário Nilton Monteiro desde 2005. Divulgação

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Deputados do PT pedem investigação contra Aécio por lista fraudada de Furnas

Aécio rebate acusação de petistas sobre ‘lista de Furnas

Segundo o senador tucano, citado na Lava Jato, documento ‘é uma das mais conhecidas fraudes políticas do País’; parlamentares pediram a Janot que investigasse o caso

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), por meio da assessoria de imprensa, rebateu o pedido de deputados petistas para que o parlamentar seja investigado por suposta participação na chamada “lista de Furnas“. “A chamada lista de Furnas – relação que contém nomes de mais de 150 políticos brasileiros de diferentes partidos – é uma das mais conhecidas fraudes políticas do País e já foi reconhecida como falsa em 2006 pela CPMI dos Correios“, diz a nota do tucano. Segundo a nota, a “lista de Furnas” surgiu em 2005 como “tentativa de dividir atenção da opinião pública” em meio à revelação do mensalão.

Mais cedo, os deputados federais Adelmo Leão e Pedro João, do PT de Minas Gerais, e o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), encaminharam uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo que seja aberta investigação para apurar a eventual participação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na chamada “lista de Furnas“. NaLava Jato, o doleiro Alberto Youssef citou o nome de Aécio ao explicar como ocorria o pagamento de propinas na estatal de energia que, segundo o doleiro, era dividido entre PP e PSDB.

“Ao contrário do alardeado pelo PT, não existem uma, e sim três diferentes versões de listas de Furnas, que têm sido insistentemente divulgadas pelo deputado do PT de Minas Gerais Rogério Correia e pelo falsário Nilton Monteiro desde 2005. Em 2011, o PSDB apresentou denúncia contra o deputado petista junto à PGR e espera que as autoridades investiguem a natureza da relação de Correia com Nilton Monteiro, processado e condenado por falsificação de inúmeros documentos”, diz a nota do tucano.

Entenda como foi montada a farsa sobre a fraudada Lista de Furnas

20/03/2015 Posted by | Aécio Neves, Política, PT | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Lava-Jato: MPF pede a condenação de nove por organização criminosa

Entre eles estão Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. Todos os investigados são réus em processos decorrentes da Lava-Jato.

Fim da linha

Fonte: O Globo 

MPF pede a condenação de Costa, Alberto Youssef e outros sete por organização criminosa

Documento encaminhado à Justiça Federal do Paraná pede a condenação por envolvimento no esquema de corrupção dentro da Petrobras

Ministério Público Federal (MPF) pediu, em documento encaminhado na quarta-feira à Justiça Federal do Paraná, a condenação de nove suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção que atuava dentro da Petrobras. Entre eles estão o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. Todos os investigados são réus em processos decorrentes da primeira fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Os procuradores disseram que Costa associou-se, em organização criminosa, ao doleiro Alberto Youssef e outras pessoas. Ele usava sua influência dentro da estatal para obter propina de grandes empresas que recebiam em troca contratos com a Petrobras. O MP também aponta como lavagem de dinheiro a aquisição de um veículo de luxo por Youssef em benefício de Costa. O ex-diretor recebeu um Land Rover, adquirido pelo doleiro, como parte da propina. Segundo admitiu em depoimento, obteve ainda 2,8 milhões de reais diretamente da construtora Camargo Corrêa por serviços de consultoria inexistentes para disfarçar o recebimento de suborno.

Além de Costa e Youssef, os procuradores pediram a condenação do sócio da importadora Sanko-Sider, Márcio Andrade Bonilho; do dono da MO Consultoria, Waldomiro Oliveira; do contador das empresas RCI Software e Empreiteira Rigidez, Antônio Almeida Silva; dos sócios da Laboegen Leonardo Meirelles, Leandro Meirelles e Esdra de Arantes Ferreira; e do sócio da Piroquímica Pedro Argese Júnior.

No mesmo documento, os procuradores pediram ainda a absolvição de Murilo Tenio Barros, sócio da Sanko Sider e um dos investigados no processo. O MPF argumenta que durante a operação foram encontrados elementos que comprovam a existência de lavagem de dinheiro, resultante de corrupção ativa e passivapeculato e fraude de licitações em um contrato da estatal.

05/12/2014 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

Se confirmada doação, Brasil tem governo ilegal, diz Aécio

Senador chamou de “ilegítimo” o governo de Dilma, caso seja confirmado que o PT recebeu de forma legal doações com base em propina.

Denúncia foi realizada por um dos delatores da Operação Lava Jato

Fonte: O Estado de S.Paulo

Senador tucano disse que é preciso apurar o que disse em depoimento um dos delatores da operação Lava Jato

senador Aécio Neves (PSDB) chamou de “ilegítimo” o governo da presidente Dilma Rousseff caso seja confirmado que o PT recebeu de forma legal doações com base em propina na Petrobrás, conforme denúncia realizada por um dos delatores da Operação Lava Jato. “É preciso que isso seja apurado e, se for (verdade), temos um governo ilegítimo no poder”, afirmou.

A doação foi denunciada pelo diretor da Toyo SetalAugusto Mendonça, no âmbito da delação premiada na Lava Jato. Em depoimento à Polícia Federal, ele afirmou que o esquema envolvendo contratos da estatal incluía doações oficiais a campanhas eleitorais e o pagamento de propina.

Aécio também criticou o projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias que altera o superávit primário, apreciado nessa quarta-feira pelo Congresso Nacional. Ele acusou a presidente Dilma Rousseff de cometer “crime de responsabilidade” fiscal e fazer “chantagem explícita e documentada” ao vincular a aprovação do superávit à liberação de emendas parlamentares. “Nunca vimos um presidente negociando com tamanha fragilidade com sua base”, disse. “A presidente vive hoje sob chantagem da sua base”.

04/12/2014 Posted by | Política | , , , , , , , | Deixe um comentário

Petrobras: relator da CPI já ofereceu jantar a Costa

Relator da CPI mista da Petrobras ofereceu um jantar a Paulo Roberto Costa, delator da Lava Jato, quando era presidente da Câmara.

Relações perigosas

Fonte: Folha de S. Paulo

CPI da Petrobras: Marcos Maia (PT) já ofereceu jantar a Costa

Hoje relator da CPI mista da Petrobras, o deputado Marco Maia (PT-RS) ofereceu um jantar ao ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, delator da Operação Lava Jato, quando era presidente da Câmara dos Deputados.

O encontro ocorreu na residência oficial da Câmara em 2011 e, segundo a Folha apurou com advogados que acompanham a investigação, foi citado em um dos depoimentos que ele prestou à Justiça.

O deputado confirmou o evento à Folha. Segundo ele, o jantar foi solicitado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras para tratar de assuntos gerais e institucionais sobre a estatal, em especial o marco regulatório do pré-sal” que, na época, era debatido na Câmara.

No cargo, Costa era responsável pela implantação de refinarias e produção de combustíveis.

Maia afirmou não ter “absolutamente nenhuma” relação com o ex-diretor e que não foi solicitado “nenhum favor nem se tratou de assuntos pertinentes a cargos na Petrobras” na conversa.

O deputado petista ressaltou ainda que, assim como Costa, o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli foi recebido em “outra oportunidade”. “Convém salientar que, no caso específico, para atender o pedido do encontro, o horário do jantar foi o que permitiu a melhor acomodação na agenda”, disse.

Um segundo parlamentar do PT, o deputado federal Luiz Sérgio (RJ) não estava na lista de convidados do jantar, mas aceitou ficar para o evento a pedido de Maia.

Ele era ministro da Secretaria de Relações Institucionais do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff na época e estava na residência oficial para uma reunião “rotineira” com Maia.

Perguntado sobre o que trataram, a sua assessoria respondeu: “assuntos diversos, entre eles o pré-sal, tema bastante em voga na época”.

Sérgio também disse que não houve pedido algum ao ex-diretor e que não tem relação com Costa.

Em troca de aliviar sua pena, o ex-diretor da Petrobras afirmou em delação premiada que havia um esquema de pagamento de propina em obras da estatal e que o dinheiro abastecia o caixa de siglas como PT, PMDB e PP.

Costa compareceu à CPI mista em setembro, mas se recusou a responder questionamentos intercalando as frases “nada a declarar” e “me reservo no direito de ficar calado”, para preservar o acordo de delação premiada.

28/11/2014 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

Petrolão: executivo apresenta nota de propina e revela novo operador de desvios

Foi revelado ainda o nome de Shinko Nakandakari. Empresário atuava como operador do esquema de corrupção na Diretoria de Serviços da Petrobras.

Operação Lava-Jato

Fonte: O Globo

Executivo mostra ‘notas fiscais’ de propina e aponta novo operador de desvios na Petrobras

Diretor-presidente da Galvão Engenharia se dispõe a fazer acareação com Paulo Roberto Costa e Youssef

Primeiro dos executivos presos na Operação Lava-Jato a admitir que pagou propina no esquema da PetrobrasErton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia, trouxe à tona um novo nome a ser investigado. Trata-se do empresário Shinko Nakandakari, que, segundo o executivo, atuava como operador do esquema de corrupção na Diretoria de Serviços da Petrobras, comandada por Renato Duque, ao lado de Pedro Barusco, ex-gerente executivo da área de Engenharia da estatal que se dispôs a contar o que sabe ao Ministério Público Federal e devolver US$ 97 milhões. Os advogados de Fonseca entregaram nesta segunda-feira à Justiça Federal do Paraná várias notas fiscais relativas à propina. Elas foram emitidas a favor da LFSN Consultoria e Engenharia, no valor de R$ 8,863 milhões, e teriam como finalidade pagar a propina a políticos(Veja os comprovantes de pagamento de propina entregues à Justiça)

LFSN Consultoria pertence a Shinko, a Luís Fernando Sendai Nakandakari, que seria filho dele, e a Juliana Sendai Nakandakari. O endereço informado à Receita Federal é um apartamento num prédio residencial no bairro do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo, que está em nome de Luís Fernando. Os pagamentos da Galvão foram feitos por meio de transferências eletrônicas a Luís Fernando e Juliana. Nas notas, aparece que o pagamento foi feito por serviços prestados.

As notas fiscais — várias delas com o valor de R$ 660 mil — foram emitidas entre 2010 e 2014. Segundo a planilha de pagamentos apresentada à Justiça pela Galvão Engenharia, o primeiro pagamento ocorreu em novembro de 2010 e o mais recente é de 25 de junho de 2014 — cerca de dois meses depois de a Operação Lava-Jato ter sido deflagrada pelaPolícia Federal. As notas têm valores entre R$ 115 mil e R$ 750 mil.

Fonseca se dispôs a fazer acareação com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e com o doleiro Alberto Youssef, na tentativa de provar à Justiça que, ao contrário da acusação que lhe é imputada, ele não fazia parte da organização do cartel de empreiteiras, mas foi vítima de extorsão. É o mesmo argumento apresentado em depoimento pelo vice-presidente executivo da Mendes Júnior, Sérgio Cunha Mendes, que pagou R$ 8 milhões ao doleiro.

Em depoimento à Justiça, Fonseca afirmou que cedeu à pressão de Shinko porque a Galvão Engenharia vinha sendo sucessivamente preterida, e o nome da empresa havia sido excluído da lista das “convidadas” a participar da licitação. Disse ainda que o dinheiro era destinado ao caixa do PP.

Shinko Nakandakari é um dos denunciados num processo de improbidade administrativa envolvendo a construtora Talude, contratada pela Infraero para obras no aeroporto de Viracopos, em Campinas. O valor inicial do contrato, assinado em 2000, foi de R$ 13,892 milhões. Seis meses depois da assinatura, foi feito um aditivo de R$ 1,904 milhão. O segundo aditivo, de R$ 1.540.352,97, ocorreu em 2011. Para o Ministério Público Federal, não havia razões para firmar os aditivos, que tornaram a obra mais cara. O caso está na Justiça.

Fonseca cumpre prisão preventiva na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Ao pedir pela liberdade dele, os advogados argumentam que a Galvão Engenharia pertencia ao “grupo A”, a elite de fornecedores da Petrobras, mas havia deixado de receber os convites da estatal para disputar licitações. Inconformada, a construtora teria encaminhado pelo menos 20 requerimentos à Petrobras, entre 2006 e 2014, relembrando aos executivos da estatal o padrão de excelência de seus serviços e pedindo que fosse incluída em certames em curso.

Os advogados dizem ainda que, se estivesse participando de um “conluio” com outras empreiteiras, a Galvão Engenharia não precisaria pedir à Petrobras que a convidasse para as licitações. Os depoimentos de Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef incriminam Fonseca. Costa afirmou que ele participava do esquema de cartel, e Youssef diz ter tratado com ele o fechamento de contratos entre a Galvão Engenharia e suas empresas de fachada, como forma de viabilizar o pagamento das propinas. Foram apreendidos pela PF contratos da Galvão Engenharia com empresas que eram usadas pelo doleiro para movimentar recursos ilícitos. A empresa depositou pelo menos R$ 4,179 milhões na conta da MO Consultoria, uma dessas firmas de fachada.

A Galvão informa ter participado de 59 licitações na Petrobras. Os contratos individuais da empresa com a estatal, entre 2009 e 2013, somaram R$ 3,474 milhões. A Galvão atuou também em consórcios. Na semana passada, o advogado de Fonseca, José Luis Lima, disse que a empresa obteve contratos com a Petrobras “de forma lícita”, mas depois passou a ser vítima de extorsão.

26/11/2014 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Abreu e Lima: Dilma soube em 2009 de problemas em refinaria

Abreu e Lima: documentos revelam que Dilma foi informada em 2009 sobre “indícios de irregularidades graves” nas obras da refinaria.

PT desmontou a CGU que não tem servidores para apurar denuncias

Fonte: O Globo

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Doleiro abre a boca e inicia delação de políticos

Dilma soube em 2009 de problemas em refinaria, mas caso foi arquivado

Denúncia foi repassada à CGU, que alegou falta de pessoal para investigar

Documentos obtidos pelo GLOBO revelam que a presidente Dilma Rousseff foi informada em 2009 sobre “indícios de irregularidades graves” nas obras da refinaria Abreu e Lima, quando era ministra da Casa Civil. Na época, ela pediu para a Controladoria Geral da União (CGU) apurar o caso, mas o processo acabou arquivado sem punir ninguém.

CGU apenas requereu informações da Petrobras sobre os indícios de superfaturamento apontados em auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e mandou o processo ao arquivo em janeiro de 2014, sem qualquer avanço. Outro processo havia sido arquivado pela CGU em 2012. Ontem, o Palácio do Planalto afirmou ao GLOBO que a CGU“acompanha” as deliberações do TCU e as providências adotadas pela Petrobras.

CGU deu duas justificativas para arquivar o processo que tem como origem informações levadas a Dilma. A primeira foi o “avanço físico” das obras em Pernambuco, com 80% da refinaria construída até o dia do arquivamento. A outra foi uma nota informativa elaborada pela área técnica da CGU responsável por acompanhar os processos da Petrobras.

Na nota, consta a informação de que a CGU tem apenas três servidores — “incluindo o chefe de divisão” — para planejar e executar ações de controle da Petrobras, da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e da Secretaria de Petróleo do Ministério de Minas e Energia. Por isso, auditorias em obras como Abreu e Lima não recebem prioridade, diz a área técnica. O documento foi elaborado em 7 de janeiro de 2014. O arquivamento do processo ocorreu dois dias depois.

Em campanha pela reeleição, Dilma adotou o discurso de que precisa ter acesso às denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso no Paraná, para adotar medidas administrativas. Também costuma exaltar o trabalho da CGU, que passa por uma crise de desinvestimento e falta de pessoal, exposta pelo próprio ministro, Jorge Hage. O esquema de Costa passava por contratos de Abreu e Lima. Quando teve a oportunidade de investigar, o governo de Dilma em nada avançou.

SUSPEITA JÁ NA TERRAPLANAGEM

A suspeita de irregularidades graves informada à então ministra se referiam a um dos primeiros apontamentos feitos pelo TCU, ainda na fase de terraplanagem. O consórcio de empreiteiras responsável teria se beneficiado de um superfaturamento de R$ 59 milhões, segundo auditoria.

O TCU enviou ofícios tanto para o presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, senador Fernando Collor (PTB-AL), quanto para a ministra Dilma, em julho de 2009. Em agosto do mesmo ano, Collor enviou ofício a Dilma sobre o tema. No mês seguinte, a Casa Civil repassou o caso à CGU para a abertura de processo. O arquivamento ocorreu em janeiro de 2014. Com a polêmica sobre o voto favorável de Dilma à compra da refinaria de Pasadena, no Texas, e novas denúncias contra a estatal, a CGU desarquivou o caso em 15 de maio. Não se sabe qual encaminhamento foi dado desde então.

Outro processo sobre a refinaria teve tramitação semelhante na CGU. Em 2010, o então presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), repassou ao governo informações sobre irregularidades apontadas pelo TCU. Dois anos depois, foi tudo ao arquivo. Assim como no outro caso, em maio último o processo foi desarquivado.

O órgão de controle da Presidência tem demorado a levar adiante investigações. No caso de Pasadena, a CGU abriu investigação em dezembro de 2012. Trocou correspondências com a Petrobras por seis meses, e o processo ficou parado até abril de 2014, quando foi apensado a um novo.

O Palácio do Planalto afirmou que a CGU tem investigações em andamento sobre a Petrobras. Em relação à refinaria de Pasadena, diz que o relatório está “em conclusão” e poderá resultar “na apuração de responsabilidades de agentes públicos e empresas”. Sobre Abreu e Lima, afirmou apenas que a CGU “acompanha as deliberações do TCU em relação às obras e as providências adotadas pela Petrobras”. O Planalto destacou que há investigações em andamento sobre a atuação da Petrobras em “diversas frentes”.

Em nota, a CGU informou que os processos que instaurou em 2009, 2012 e 2013 não eram auditorias. Os processos, segundo a CGU, foram abertos apenas para monitorar o atendimento pela Petrobras do que fora determinado pelo TCU.

“Em razão da elaboração de novos acórdãos do tribunal em 2013, a CGU arquivou os processos de monitoramento anteriores (por estarem desatualizados) e autuou novos processos, incorporando o diagnóstico atualizado do TCU. Assim, não houve prejuízo para o trabalho de monitoramento feito pela CGU ou perda de continuidade no objeto pretendido”, diz a nota.

26/09/2014 Posted by | Política | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário