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Eleições 2014: Aécio diz que diferença entre ele e Campos é nunca ter apoiado o governo PT

Em entrevista ao “Roda Viva”, na TV Cultura, o tucano disse que não vai mudar suas estratégias de acordo com pesquisas eleitorais.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Aécio diz que diferença entre ele e Campos é nunca ter apoiado o governo PT

Em entrevista ao programa “Roda Viva”, pré-candidato tucano disse que primeiras medidas no governo seriam a redução dos ministérios e secretaria para simplificar sistema tributário

pré-candidato do PSDB à Presidênciasenador Aécio Neves (PSDB-MG), afirmou que a diferença entre ele e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) é que ele nunca participou de um governo do PT.

Em entrevista ao programa “Roda Viva“, na TV Cultura, o tucano disse que não vai mudar suas estratégias de acordo com pesquisas eleitorais. Com as disputas por palanques estaduais acirradas, o pacto de não agressão entre Aécio e Campos ficou fragilizado.

– Eu não vou mudar minha estratégia em função de uma outra pesquisa de opinião – afirmou o senador referindo-se implicitamente ao pernambucano que já fez parte da base da presidente Dilma Rousseff.

– O grande desafio da oposição é apresentar uma mudança (…) O governo é tão ruim que até o PT quer mudar – afirmou o senador em uma referência indireta ao movimento “Volta, Lula“.

senador tucano voltou a afirmar que as duas primeiras medidas em seu eventual governo seria o corte de metade dos atuais 39 ministérios e criar uma secretaria extraordinária para simplificar o sistema tributário e avançar em três pontos da reforma política: o retorno da cláusula de desempenho, para reduzir o número de partidos, o voto distrital misto e o fim da reeleição.

No programa, Aécio reafirmou sua posição contra a descriminalização da maconha.

– Não acho que o Brasil deva ser laboratório para descriminalização de qualquer droga, vamos observar o que está acontecendo no mundo. O que precisa é ter uma política nacional de segurança.Bandeira petista, o programa Bolsa Família não vai acabar em uma eventual gestão tucana, de acordo com o senador.

– Nossa proposta transforma o Bolsa Família em política de Estado, tira da órbita de uma secretaria subordinada a um ministério regulada por decreto, para não ser usado como instrumento eleitoral. Para nós, o Bolsa Família é o ponto de partida, para o PT é o ponto de chegada.

Questionado sobre políticas de alianças, tema incômodo ao PT, o tucano prometeu fazer acordos de acordoo com seu plano de governo.

– Apoio você não nega, mas isso não quer dizer que essas pessoas precisam estar no governo.

Sobre política externa, o senador fez críticas ao “alinhamento ideológico” do governo petista com o bloco bolivariano.

– Temos que flexibilizar as amarras do Mercosul, fugir desse alinhamento ideológico e procurar parcerias com o mundo desenvolvido.

Ao deixar o estúdio, Aécio disse não ter se incomodado com as questões abordadas.

– Quem tem uma disputa como essa, com o PT, não pode esperar facilidades.

04/06/2014 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Intenções de voto: queda de Dilma e crescimento de Aécio

Eleições 2014: recentes pesquisas apontam queda nas intenções de voto da Presidenta Dilma Rousseff e o crescimento de Aécio Neves.

Eleições 2014: tudo indica que na pesquisa Datafolha que sairá esta semana, Aécio Neves apresente novo crescimento.

Fonte: Jornal do Brasil 

Eleições: Dilma enfrenta mais perdas nos estados; Aécio cresce

Recentes pesquisas apontam queda nas intenções de voto da Presidenta Dilma Rousseff, e o crescimento de Aécio Neves. O Jornal do Brasil  já vinha publicando editoriais antecipando que o cenário político em 2014 será bem diferente do enfrentado por Dilma em 2010, que era amplamente favorável.

Nos últimos dias, Aécio cresceu em Brasília e no Espírito Santo, passando a estar à frente de Dilma. E também vem aumentando as intenções de voto em Mato Grosso do Sul, equilibrando a disputa. Tudo indica que na pesquisa Datafolha que sairá esta semana, o tucano apresente novo crescimento.

Histórico

Nas eleições de 2002, Luís Inácio Lula da Silva tinha, em março, 24% das intenções de voto, contra 16% de José Serra. Já nas eleições de 2006, Lula somava em março 43% das intenções de voto, contra 19% de Geraldo Alckmin.

As diferenças se acentuam entre os cenários enfrentados por Lula e Dilma quando se faz uma análise das alianças nos estados e nos resultados das eleições para governador.

Em 2002, Lula contou, no segundo turno, com o apoio dos então também candidatos à presidência Ciro Gomes e Anthony Garotinho, ex-governadores do Ceará e do Rio. O ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, e outro ex-governador do Rio, Leonel Brizola, também manifestaram apoio a LulaAntônio Carlos Magalhães, então o político mais influente da Bahia, foi mais um a aderir ao petista. Os ex-presidentes José Sarney e Itamar Franco levaram as forças do Maranhão e de Minas Gerais também para Lula.

Entre os governadores que se elegeram naquela ocasião estavam José Reinaldo Tavares, no Maranhão (com apoio dos Sarney), e Rosinha Garotinho, no Rio.

Lula obteve 46,44% dos votos, contra 23,19% de Serra, no primeiro turno. No segundo, Lula somou 61,27%, contra 38,72% de Serra.

Já em 2006, Lula ampliou a base de apoio nos Estados com a vitória de mais cinco aliados: Ana Júlia Carepa (PT-PA), Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Eduardo Campos (PSB-PE), Roberto Requião (PMDB-PR), Wilma de Faria (PSB-RN) e Jackson Lago (PDT-MA). Dos 27 governadores eleitos, Lula contava com o apoio de pelo menos 15.

No Norte-Nordeste, o PT venceu no primeiro turno na Bahia, com Jaques Wagner; em Sergipe, com Marcelo Déda; no Piauí, com Wellington Dias; e no Acre, com Binho Marques. Com Ana Júlia no Pará, o PT conquistou o poder em cinco Estados – dois a mais que na eleição de 2002.

Na base aliada, o presidente contava com o apoio de Eduardo Campos (PSB) em Pernambuco; Cid Gomes (PSB), no Ceará; e Wilma de Faria (PSB), no Rio Grande do Norte.

No Centro-Oeste e no Norte, Eduardo Braga (PMDB), no Amazonas; Jackson Lago (PDT), no Maranhão; Wáldez Góes (PDT), no Amapá; Marcelo Miranda (PMDB), em Tocantins; e Blairo Maggi, reeleito do Mato Grosso, apoiavam Lula.

No Sul-Sudeste, Lula contava com apoio de Sérgio Cabral, no Rio; e de Roberto Requião, no Paraná, ambos do PMDB.

Mesmo com todo este apoio, Lula teve um primeiro turno apertado em 2006: obteve 48,61% dos votos, contra 41,64% de Geraldo Alckmin. No segundo turno, o petista obteve 60,83% dos votos, enquanto Alckmin somou 39,17%.

Para 2014, no âmbito dos estados, o cenário é bem diferente do vivido por Lula.

Em Minas Gerais, dificilmente conseguirá chegar aos 46% obtidos em 2010. No Maranhão de Roseana Sarney, após os escândalos das péssimas condições dos presídios, Dilma não deve repetir os 70%.

Na Bahia, com a má administração de Jaques Wagner e a derrota na prefeitura para o DEM, Dilma vai ter dificuldades para conseguir os 62% que obteve nas últimas eleições. Em Pernambuco, de Eduardo Campos – pré-candidato à Presidência -, não repetirá os 61%.

Em São Paulo, reduto tucano, Dilma não repetirá a performance que teve em 2010, com 37% dos votos. No Rio de Janeiro o cenário é ainda pior. Dilma não alcançará os 43% de 2010.

No Rio Grande do Sul, Dilma pode também não repetir o desempenho que teve em 2010, quando obteve 46% dos votos, já que Ana Amélia conta com o apoio de Aécio Neves contra Tarso Genro.

07/05/2014 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

2014: Aécio tem preferência de 70% dos empresários

2014: 67% dos empresários dão nota ente 0 e 4 para o Governo Dilma. Falta de diálogo é o principal entrave com a presidente.

Eleições 2014

Fonte: Valor Ecônomico

No ‘Executivo de Valor’ Aécio colhe 70% dos votos

A melhora do candidato do PSDB, Aécio Neves, nas mais recentes pesquisas eleitorais e a perspectiva mais clara de que o futuro presidente da República será eleito em 2º turno estão levando empresários a convergir no apoio à candidatura do senador mineiro.

Votação realizada pelo Valor na festa de entrega do prêmio Executivo de Valor, na segunda-feira, mostrou o franco favoritismo de Aécio Neves na elite empresarial. De 249 convidados presentes, entre os quais os CEOs premiados de 23 setores econômicos e gestores influentes de grandes empresas brasileiras, votaram 103. Aécio Neves ficou com 72 votos, 70% do total. O candidato do PSB, Eduardo Campos, teve 17 votos, 16,5% das preferências. A presidente Dilma Rousseff teve apenas 3 votos.

Até algumas semanas atrás, era nítido o crescente interesse dos grandes empresários por Campos. O argumento repetido por muitos era que, em eventual 2º turno, as chances do candidato pernambucano seriam muito maiores, porque ele contaria com o voto dos eleitores de Aécio enquanto o contrário não se daria. Dificilmente, diziam, os eleitores atraídos à candidatura de Campos pela sua vice Marina Silva votariam em Aécio. Seria alta a probabilidade de que os eleitores de Marina se dividissem entre Aécio e Dilma levando a candidata do PT à vitória em 2ºturno. A saída seria então trabalhar para Campos passar ao 2º turno, única forma de tirar o PT do poder.

A presidente colhe frutos de seu pouco diálogo com a classe empresarial. O Valor pediu aos convidados que dessem nota de zero a dez ao governo. 88,5% dos votantes deram notas de zero a cinco, sendo que 16,67% atribuíram nota zero. Somente uma pessoa deu 10.

A votação realizada pelo Valor, obviamente, não tem relevância estatística, mas é um termômetro do que discute nesse momento a elite empresarial. Vários executivos, ao fazer uso da palavra no momento de receber seus prêmios, não economizaram críticas à situação do país e, com diferentes palavras, repetiram o conselho a seus pares de que esta é a hora de mudança.

Nas rodas, a conversa ia do entusiasmo com a subida nas pesquisas de Aécio, que para muitos surpreendia, às críticas à situação fiscal, à situação da indústria, cada vez mais irrelevante no PIB, até a preocupação com a crise energética.

07/05/2014 Posted by | Político | , , , , | Deixe um comentário