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PSDB diz que redução de meta do superávit é prova de incapacidade do Governo Dilma

Presidente Nacional do PSDB, Aécio Neves criticou os repetidos erros na condução da política econômica nos últimos anos.

Expectativa para queda do PIB é de 2% para esse ano e de crescimento “zero” ou negativo em 2016.

Fonte: PSDB

PSDB diz que redução de meta do superávit é prova de incapacidade do Governo Dilma

Aécio Neves diz que a responsabilidade da crise é de quem “fez o diabo” para vencer as eleições. Foto: George Gianni

Nota PSDB – Revisão do superávit primário

A revisão para baixo da meta do superávit primário é mais uma prova da incapacidade do governo de cumprir com os compromissos assumidos e decorre de inúmeros e repetidos erros na condução da política econômica nos últimos anos. A medida já era esperada e demonstra que, ao contrário do que havia sido divulgado pelo governo federal, o ajuste ainda é incerto e não será rápido. O cenário para os próximos anos é de um ajuste fiscal difícil e que exigirá um aumento do superávit primário ao longo dos próximos três anos.

Se antes havia a expectativa de crescimento do PIB de 1% este ano, a expectativa agora é de uma queda de 2% e de crescimento “zero” ou negativo em 2016. A queda do PIB se transforma em perda de arrecadação. Segundo a Receita Federal, no primeiro semestre deste ano, a arrecadação de receitas federais teve queda real de R$ 18,3 bilhões, diminuição de 3% em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Do lado da despesa, o que se cortou foi investimento público, cortes temporários, sem nenhum ajuste estrutural. Adicionalmente, as despesas de custeio no primeiro semestre deste ano continuaram crescendo muito acima do PIB porque o governo não teve a coragem de fechar um único ministério e ainda está pagando contas atrasadas da primeira gestão da presidente Dilma.

O que mais preocupa na revisão para baixo da meta de superávit primário, de hoje, não é o ano de 2015, mas se o governo terá condições políticas para aumentar o resultado primário a partir do próximo ano e fazer uma economia fiscal (superávit primário) que seja suficiente para evitar um crescimento excessivo da dívida pública até 2018.

Depois de mais de seis meses, tem-se a impressão de que se avançou quase nada e a responsabilidade desse desastre ocorrido com o Brasil é do governo do PT que gastou ao longo dos últimos anos além do crescimento da economia, adiou o pagamento de despesas e “fez o diabo” para vencer as eleições. Se o governo tivesse tomado as medidas corretas no tempo certo, não estaríamos passando por uma recessão, com aumento do desemprego e ainda com um elevado risco de desequilíbrio fiscal. Se o governo tivesse agido com responsabilidade com o país, os brasileiros não estariam hoje tendo que pagar a conta dos erros do PT.

Senador Aécio Neves
Presidente nacional do PSDB

23/07/2015 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

Firjan: Aécio conversa com empresários no Rio

Brasil vive com equação extremamente perversa, de crescimento baixo, inflação alta, com uma perda crescente e veloz de credibilidade.

Brasil em gestão

Fonte: Jogo do Poder

Sobre a palestra na Firjan

É uma troca de informações. A Firjan acompanha ativamente a vida não só do estado do Rio, mas do país. O diagnóstico é muito claro, hoje, para todos nós. O Brasil vive com uma equação extremamente perversa, de crescimento baixo, inflação alta, com uma perda crescente e veloz da nossa credibilidade, e a emoldurar isso um processo grave de desindustrialização, de perda de competitividade das nossas empresas, no setor industrial, em especial. Voltamos a ser aquilo que éramos na década de 1950. Hoje, apenas 13% do nosso PIB são constituídos pela atividade industrial. E o Brasil, que hoje é a sétima economia do mundo, é apenas a 25ª maior economia exportadora, o que mostra uma grande defasagem.

É preciso que encontremos um caminho. Primeiro, o resgate da credibilidade do país, através de uma política fiscal transparente, uma política fiscal que inspire confiança. É um instrumento vital para a retomada dos investimentos no país. O Brasil apostou, ao longo desse último período, no crescimento da economia via praticamente apenas o consumo, através da oferta de crédito farto. Isso foi importante, mas isso era uma medida anticíclica, tinha um prazo de maturação. Era preciso que, na outra ponta, estivéssemos criando um ambiente favorável ao estímulo dos investimentos. E aconteceu o inverso.

Sobre algumas medidas necessárias

O que precisamos, vou dizer isso daqui a pouco, é iniciar, e esse é um compromisso nosso, se vencermos as eleições, a partir do início do próximo ano, uma guerra ao Custo Investir em infraestrutura de forma planejada, eficaz, com prazo determinado para que as coisas aconteçam, com os custos dos projetos sendo efetivamente cumpridos durante todo o empreendimento, é algo que está distante da realidade brasileira de hoje. O que vamos buscar é criar um novo ambiente econômico. Queremos ser um país que gera empregos de maior qualidade, e para isso o papel da indústria é absolutamente fundamental.

E vamos falar um pouco do setor de petróleo, e das questões que não necessariamente dizem respeito à pauta da indústria, mas dizem respeito à pauta da cidadania, e a indústria está inserida nela. Como por exemplo, o fortalecimento da Federação, como vamos enfrentar essa gravíssima crise de segurança pública que vem crescendo, sem que haja no Brasil até hoje uma política nacional de segurança, a calamidade da saúde pública, com a omissão crescente do governo federal. Há 10 anos, eram 56% os recursos do governo federal no conjunto dos investimentos na saúde. Passaram-se 11 anos do governo do PT, e 45% apenas. Quem paga essa conta? Os municípios, que são os que menos têm.

Essa reorganização, a refundação da Federação, é um pano de fundo para outras medidas pontuais que, obviamente, um governo que preze a eficiência e a ética terão que assumir.

Sobre o PMDB-RJ

Acredito muito nas coisas naturais na política. O que tenho percebido é que há, não apenas na oposição, mas na sociedade brasileira e isso se reflete em setores da base governista, um cansaço em relação a isso tudo que está acontecendo no Brasil. Acho que não há mais estomago para tanta propaganda e tão pouco resultado. Pode escolher a área, a grande realidade é que o governo da presidente Dilma falhou na condução da economia, falhou na condução da infraestrutura. O Brasil é um cemitério de obras inacabadas, mal planejadas. O PT demonizou durante 10 anos as privatizações e as concessões, portanto, é um tempo que não volta mais. O mais valioso ativo da política é o tempo. Tempo perdido você não recupera. Você pode encontrar em outro tempo, outra velocidade, outras prioridades, mas aquele foi. Durante 10 anos nós perdemos em várias áreas de investimento.

O setor do petróleo, por exemplo. Os cinco anos de alteração do processo de concessões do Brasil, entre aspas, não esteve no mercado, não abriu licitações, significou que US$ 300 bilhões da indústria do Petróleo andaram pelo mundo e nenhum real veio para o Brasil. É essa uma questão que tem que ser efetivamente discutida. E quero aqui ouvir também, quero subsídios de quem vive efetivamente esse

Sobre declaração da presidente Dilma

Chegava há pouco da Bahia e ouvi uma declaração dada agora pouco pela senhora presidente da República em Pernambuco falando, acusando, vejam só a oposição de alguma forma ferir, sujar a imagem da Petrobras. Quem está ferindo, sujando a imagem da Petrobras, é o aparelhamento que o PT estabeleceu já há vários anos na empresa e, a partir desse aparelhamento absurdo, estamos vendo todo tipo de irresponsabilidades, para usar um termo brando.Diretores da empresa presos, a Polícia Federal fazendo o que jamais havia feito na história, tendo que entrar dentro da empresa. É isso que fere, que suja a imagem da empresa. O caminho correto nesse instante seria a presidente da República pedir desculpas. Desculpas aos brasileiros, desculpas aos servidores da Petrobras, que construíram durante 60 anos essa extraordinária empresa, desculpas em especial aos trabalhadores, que colocaram ali recursos do seu Fundo de Garantia.

Quem, em 2009, colocou R$100 na Petrobras, hoje tem R$ 35. Perdeu 65% daquele investimento. Está na hora da presidente da República devolver limpo o macacão da Petrobras.

Sobre Petrobras

Se ela considera irrelevante o fato de uma empresa do porte da Petrobras ter uma governança que permita a aquisição de um ativo por S$ 1,2 bilhões que valiam US$ 45 milhões, se considera adequado que um diretor da empresa tido e reconhecido como muito poderoso, hoje preso, tivesse todas essas relações estabelecidas, sociedades com doleiros, arrecadação junto a empresas fornecedoras de recursos sabe-se lá para quem. Por isso que defendemos e vamos continuar defendendo a Petrobras. Isso não é pouco. A Petrobras é um patrimônio dos brasileiros.

Tenho dito que demonizaram muito a ação do PSDB nos anos passados em relação à Petrobras, com a acusação leviana de que o PSDB privatizaria a Petrobras. Queremos reestatizar a Petrobras, queremos tirá-la das garras de um grupo político e entregá-la aos interesses da sociedade brasileira. Petrobras é um instrumento vital, fundamental ao crescimento da economia brasileira. Talvez, o maior alavanque ao crescimento da economia brasileira. Foi submetida a instrumento hoje de política econômica para controlar a inflação.

A empresa está descapitalizada e, infelizmente, tentam desmoralizá-la. Mas não é a oposição. A oposição não tem essa capacidade e essa força. O que a oposição quer é impedir que ela continue sendo conduzida da forma que vem sendo, infelizmente, até aqui.

Sobre inflação e Custo Brasil

Há muito tempo não focamos no centro da meta. O teto da meta tem sido o objetivo do governo, a referência principal. Precisamos vencer etapas. Entre elas, adequar, por exemplo, os gastos públicos, os gastos correntes ao limite do crescimento do PIB. Não fechará jamais uma equação em que os gastos correntes crescem mais do que cresce a própria economia. Isso é um pressuposto para que possamos abrir um espaço fiscal que leve, inclusive, a médio prazo, ao início da redução horizontal da carga tributária. Não deu certo para o Brasil essa política das desonerações pontuais, patrocinadas até agora pelo governo, atendendo determinados setores, mas não significou nenhum estímulo claro, palpável, mensurável em relação ao crescimento da economia. No momento em que tivermos uma política fiscal transparente e focarmos objetivamente no centro da meta, acho que nós criamos um ambiente adequado para a retomada de investimentos e, aí sim, para estabilidade necessária à retomada desse crescimento.

15/04/2014 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

Aécio e Campos criticam incertezas na economia

Oposição: “o país gasta muito e gasta mal. A má gestão das contas públicas derrubou pela metade o superávit primário”, criticou Aécio.

Governo do PT: Gestão deficiente

Fonte: O Globo 

Oposição critica recuo do PIB e aponta falta de confiança de investidores

Eduardo Campos diz que Brasil atravessa ‘crise de expectativas’ sobre a economia que começa a afetar a atividade do país

Sob a condução da gerentona Dilma Rousseff, o país caminha a passos largos para o buraco’, diz instituto ligado ao PSDB

oposição criticou duramente o recuo da economia do país entre julho e setembro deste ano, que foi de 0,5% frente ao segundo trimestre, conforme informou o IBGE nesta terça-feira. O presidente do PSDB e provável candidato à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), criticou o resultado e a condução da política econômica pela presidente Dilma Rousseff. Ele afirmou que o governo se concentra em discurso eleitoral e deixa de priorizar superação de problemas.

“Não há mais como terceirizar responsabilidades. O país gasta muito e gasta mal. A má gestão das contas públicas derrubou pela metade o superávit primário realizado até agora. O governo atrasou, inexplicavelmente, a agenda de concessões, só agora iniciada, apesar do crônico problema da ineficiência da infraestrutura. Quando aparentemente superou os conflitos ideológicos existentes, o fez de forma titubeante e improvisada, em relação às regras e ao modelo, gerando mais insegurança, menor concorrência e, assim, redução de potenciais, resultados e de perspectivas”, afirmou Aécio, em nota.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, avalia que o Brasil atravessa uma crise de expectativas em relação à economia e que isso começa a afetar o desempenho da atividade econômica. Ele lamentou o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos pelo país) no ano e a retração da economia no terceiro trimestre de 2013.

“A economia é um jogo de expectativas”, afirmou o presidenciável em nota enviada ao GLOBO, após ser questionado sobre o assunto. “Quando os agentes econômicos se mostram inseguros quanto ao futuro, constroem um presente ainda pior, num processo que se realimenta e é difícil de reverter”.

Segundo Eduardo Campos, a preocupação aumenta na proporção em que a falta de confiança atinge os fundamentos da economia brasileira. Para ele, a crise de expectativas deve ser combatida com diálogo e visão de longo prazo. “As pessoas precisam saber para onde o país está indo, como podem alinhar seus próprios projetos ao rumo estratégico do país”, frisou.

Instituto Teotônio Vilela (ITV), ligado ao PSDB, afirmou em artigo que o resultado “foi pior do que se esperava” e responsabilizou o PT pela falta de confiança dos investidores. “O PT mergulhou o país num mar de desconfiança, de falta de credibilidade, de temor em relação ao futuro, ao mesmo tempo em que implode diariamente os alicerces que nos fizeram chegar até aqui. A experiência com Dilma Rousseff é desastrosa”, aponta o instituto.

“Sob a condução da gerentona Dilma Rousseff, o país caminha a passos largos para o buraco. O Brasil não cresce quase nada. A despeito de ter os maiores juros do mundo, convivemos com uma inflação que só não explodiu os limites de uma meta que já é muito generosa porque o governo manipula fragorosamente preços como os dos combustíveis e da energia elétrica”, afirmou o ITV, que ainda afirmou que o governo está destruindo a credibilidade fiscal, com “manobras fiscais”.

Do outro lado, o recuo da economia recebe panos quentes. O presidente do PTRui Falcão, minimizou o baixo crescimento. Ele afirmou que o resultado do último trimestre será melhor e ressaltou que o acumulado do ano e dos últimos 12 meses é positivo.

– O resultado do último trimestre vai ser melhor e no acumulado de setembro a setembro, e no do ano, é positivo. O importante é que questões fundamentais como poder aquisitivo e emprego continuam sustentados, tanto que a crítica de setores do empresariado é que o governo insiste em manter a política que garante bom nível de emprego e renda – afirmou o presidente do PT.

O líder do PTJosé Guimarães (CE), mostrou-se esperançoso com os próximos meses e apostou nas privatizações para alavancar o crescimento.

– Acho que os últimos incentivos do governo, as concessões, o leilão Libra, vão ajudar a consolidar o crescimento da economia. A tendência é de que haja uma melhora no último trimestre do ano, o resultado (do PIB do terceiro trimestre) não atrapalha – disse.

Oposição no Senado chama modelo econômico de ‘desastrado’

No Senado, lideres da oposição disseram que Dilma e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não têm noção da gravidade das consequências do desastrado modelo econômico adotado.

– A presidente Dilma está no mundo da lua, vive num autismo completo. Parece o Beato Salu, com os pés fora da realidade. Tem um conhecimento pífio das coisas. Isso tudo corroi o calcanhar de Aquiles da economia desse governo, que é a falta de credibilidade. A indústria está derretendo e ela nega que o Brasil esteja mirrando. O investidor estrangeiro olha e diz: de que país esta senhora está falando? – criticou, duramente, o líder do PSDB, senador Aloysio Nunes Ferreira (SP).

Ele criticou também declarações de Dilma ao jornal El País, semana passada, dizendo que o IBGE revisaria o PIB de 2012 e que ele subiria de 0,9% para 1,5%.

– A ideia que passa é que vivemos numa casa de loucos, onde cada um diz uma coisa. Mas quando um País caminha para o descalabro, o principal sintoma é quando os governantes começam a colocar em dúvida seus órgãos e estatísticas oficiais. Isso é clássico. É a escola Kirchner – disse Aloysio Nunes.

A falta de credibilidade também foi apontada pelo líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), como uma das causas da retração da economia.

– Quem acredita hoje, numa situação em que está havendo revisão do PIB de 2012? Estão brincando com o país, o cidadão não acredita mais, estão manipulando os números, estão blefando com os números. Quem não tem segurança jurídica para investir, prefere evitar. O empresário prefere escutar. Como investir se não há regras? – afirmou o líder do DEMRonaldo Caiado (GO).

O presidente e líder do DEM, senador José Agripino (RN), diz que o mais preocupante do que o pibinho do terceiro trimestre é a insistência do comando da economia num modelo que já se mostrou ineficiente para correção de rumos.

– O problema maior é que o governo não está tomando as providências que deveria. Isso tudo é o resultado de um modelo econômico equivocado que está mostrando os primeiros resultados agora. E o mais preocupante é a falta de soluções, o gasto público de má qualidade que não é atacado. O modelo econômico está exaurido e falta providências para corrigir – diz Agripino.

democrata diz que não adianta a presidente se lançar numa campanha desesperada de privatizações e concessões para resolver problemas de caixa se a má gestão continuar.

– A presidente Dilma procura suprir o caixa com migalhas. Só que a receita é espasmódica e não resolve os problemas estruturais – diz Agripino.

Em defesa do modelo econômico do governo petista, o vice presidente do SenadoJorge Viana (PT-AC), diz que a oposição não pode torcer contra o país, e que esses resultados são o preço que se paga pela distribuição de rendas e do quase pleno emprego.

– Proponho um pacto à oposição. A oposição não ganha prestígio no Brasil porque o seu discurso exterioriza uma torcida contra. Vamos ter um PIB que será o dobro do ano passado e isso não conta? No governo do PT é que aconteceram as duas piores crises mundiais. Quanto custa manter a distribuição de renda e o quase pleno emprego? É melhor crescer menos do que o sonho ou manter o povo trabalhando? O Brasil está no caminho certo – disse Jorge Viana.

O líder do PSB no SenadoRodrigo Rollemberg (DF), lembra que o pré-candidato de seu partido em Pernambuco, Eduardo Campos, demonstrou capacidade de gestão acima da média, fez os ajustes necessários e cuidou do planejamento. Ele diz que os resultados da atual política econômica de agora certamente pontuarão o debate da corrida presidencial.

– O governo está tomando tardiamente medidas para recuperar a infraestura, no final do terceiro mandato. Isso poderia ter sido feito lá atrás, num ambiente de maior confiança. É importante recuperar o ambiente de confiança perdido na economia brasileira – disse Rollemberg.

O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS) criticou a “contabilidade criativa” do governo Dilma no campo da política fiscal.

– Recuou, né? PIB zero, não é PIB. Esses números, em que pese a contabilidade criativa, mostram que é preciso prestar atenção para o que está acontecendo na economia. O crescimento já é pequeno, recuando pode comprometer os investimentos. Essa discussão não pode ser escamoteado. Faz tempo que os investidores não enxergam o Brasil como a bola da vez. Números que hora sobem, hora descem, geram incertezas – disse o líder do PSBBeto Albuquerque (RS).

A alta dos juros, com aperto monetário que pode segurar os investimentos, também foi lembrada pelos opositores de Dilma.

– Num governo que não faz prevenção dos juros, os juros só majoram por conta da inflação, e não cumpre seu papel de garantir logística para a produção, que é quem segura o PIB, só pode dar nisso. O governo não faz a parte dele para garantir logística – disse o líder da minoria, Nilson Leitão (PSDB-MT)

04/12/2013 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio critica Pibinho do PT e gestão deficiente

Aécio Neves: “A má gestão das contas públicas derrubou pela metade o superávit primário realizado até agora”, criticou o senador.

Pibinho do PT

Fonte: Jogo do Poder 

Nota do presidente do PSDB, senador Aécio Neves, sobre resultado do PIB

O recuo de 0,5% do PIB no terceiro trimestre de 2013 indica a permanência da desaceleração da economia e do ambiente de incerteza sobre o futuro do país.

A desculpa do governo tem sido que o mundo não está crescendo. Isto é fato na zona do Euro, mas os EUA crescerão 1,6%, Índia em 4,9%; China em 7,7%. Na América do Sul, Chile em 4,4%; Colômbia 4% e Peru 5,3%. Portanto, os maus fundamentos da economia brasileira fazem toda diferença.

Não há mais como terceirizar responsabilidades. O país gasta muito e gasta mal. A má gestão das contas públicas derrubou pela metade o superávit primário realizado até agora. O governo atrasou, inexplicavelmente, a agenda de concessões, só agora iniciada, apesar do crônico problema da ineficiência da infraestrutura. Quando aparentemente superou os conflitos ideológicos existentes, o fez de forma titubeante e improvisada, em relação às regras e ao modelo, gerando mais insegurança, menor concorrência e, assim, redução de potenciais, resultados e de perspectivas.

O país deve lamentar a reunião sigilosa organizada pela presidente da República e ministros de Estado neste fim de semana, segundo registro da imprensa, não para discutir saídas para o desarranjo econômico instalado, mas sim com o objetivo eleitoral de “construir uma narrativa” aos brasileiros para o PIB medíocre, a ineficiência e a perda de credibilidade do governo, a inflação, o aumento nos gastos e o baixo investimento.

Ao concentrar esforços para construção de um discurso eleitoral ao invés de priorizar a superação dos problemas, o governo evidencia sua preocupação maior em manter a qualquer custo o poder em lugar de corrigir os erros que levaram ao estado lastimável da economia e a sérias consequências na vida dos brasileiros.

A perspectiva para 2013 e 2014 é que o mundo cresça 4%, o dobro do nosso crescimento. As exportações poderão ser favorecidas devido ao câmbio mais desvalorizado, mas, por outro lado, o câmbio mais desvalorizado é fruto do aumento do risco Brasil.

Esperamos que o governo do PT assuma e corrija seus erros e equívocos a tempo de os brasileiros alcançarem uma realidade melhor.

Presidente Nacional do PSDB, senador Aécio Neves

04/12/2013 Posted by | Política | , , , | Deixe um comentário

Aécio: déficit público alto é consequência de gestão deficiente

Aécio: presidente do PSDB critica preço da má administração da economia que reduziu a economia fiscal, além de aumentar dívida bruta.

Gestão pública deficiente

Fonte: PSDB 

Nota do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), sobre o recorde no déficit público

No ano passado, quando já estava clara para a sociedade o fracasso da política econômica da presidente Dilma Rousseff, uma política baseada no relaxamento do tripé macroeconômico, representantes da equipe econômica sinalizavam que as contas fiscais estavam equilibradas e que não havia preocupação alguma com a trajetória das contas fiscais.

Ainda este ano, em depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, em junho, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, falou da possibilidade de o Brasil zerar o seu déficit nominal ao longo dos próximos anos. Infelizmente, os dados fiscais divulgados ontem deixaram claro que houve um descolamento da economia real do discurso do governo.

Ao longo dos primeiros nove meses deste ano, a despesa não financeira do Governo Central (governo federal, previdência e Banco Central) cresceu R$ 79,2 bilhões, um crescimento nominal de 13,5% ou um crescimento real de quase 7%, que é mais do que o dobro do crescimento real do PIB. Infelizmente, apesar desse forte crescimento da despesa, o investimento público do governo federalcresceu apenas R$ 1,3 bilhão (2,9%).

Ou seja, a despesa não financeira do governo federal cresceu este ano até setembro R$ 79 bilhões e o investimento público apenas R$ 1,3 bilhão. Em valores reais, houve uma queda do investimento público federal.

É importante destacar que ao longo dos nove primeiros meses do ano, a receita líquida do governo federal cresceu R$ 52,4 bilhões (8,2%), um crescimento maior do que no mesmo período do ano passado, mas insuficiente para fazer frente ao crescimento muito rápido do gasto público.

O resultado foi que a economia do governo federal para pagar a dívida, o chamado superávit primário, passou de R$ 54,8 bilhões ao longo dos nove primeiros meses de 2012, para R$ 27,9 bilhões no acumulado deste ano, uma redução de 49%.

Dada essa forte redução do superávit primário do governo federal, o resultados fiscal do setor público consolidado (governo central, estados e municípios) teve uma nova piora. O resultado primário em 12 meses até setembro deste ano foi de 1,58% do PIB, ante um superávit de 3,17% do PIB há dois anos.

Quando se inclui na despesa a conta de juros do setor público, o déficit nominal do setor público no Brasil nos últimos 12 meses até setembro foi de 3,33% do PIB , o pior resultado desde 2009 quando o Brasil teve um crescimento negativo do PIB.

Infelizmente, a leitura que o PSDB faz da contas públicas é que sua deterioração é estrutural por três motivos. Primeiro, o crescimento do gasto foi nas despesas de custeio e de pessoal, que são gastos do tipo permanente e não podem ser reduzidos de um ano para o outro.

Segundo, várias das despesas do governo federal com subsídios não estão sendo pagas. Essas despesas estão sendo atrasadas e a conta está sendo jogada para o futuro e vai aumentar ainda mais o gasto público no futuro. O melhor exemplo disso são os subsídios do BNDES que não vêm sendo pagos.

Terceiro, o Brasil não pode crescer sem investimento público. Assim, em algum momento será preciso recuperar a capacidade de gestão e investimento do setor público o que significa um maior crescimento da despesa no futuro. Se não houver um controle maior da despesa de custeio, o aumento do investimento público reduzirá mais ainda o resultado primário colocando em risco as contas públicas.

O problema é que o governo federal, por sua irresponsabilidade na administração do tripé macroeconômico, criou uma armadilha fiscal e agora há um novo problema para este e para o próximo governo: como reduzir o gasto público para aumentar o superávit primário para pelo menos 2% do PIB e ainda recuperar o investimento público?

O governo está pagando o preço da má administração da economia que reduziu a economia fiscal, reduziu o crescimento e aumentou a dívida bruta. Se o governo estivesse terminando hoje, já deixaria para o próximo uma herança maldita nas contas fiscais.

Senador Aécio Neves (MG)
Presidente Nacional do PSDB

04/11/2013 Posted by | Política | , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio: cenário para 2014 é positivo, avalia pesquisa

Aécio: presidente do PSDB-MG, Marcus Pestana, disse que resultado obtido pelo senador estimula construção de “projeto vitorioso”.

Aécio: eleição presidencial de 2014

Fonte: PSDB

Pesquisa com Aécio anima tucanos e especialistas prevêem crescimento

 Aécio 2014: pesquisa anima tucanosBrasília – A pesquisa do Instituto Datafolha divulgada no último sábado (15) traz o senador Aécio Neves (PSDB-MG) com 14% das intenções de votos para a eleição presidencial de 2014. O percentual é considerado bastante positivo por integrantes do partido e especialistas, já que o mineiro nunca participou de uma campanha com a exposição nacional que o pleito para a Presidência da República proporciona.

O deputado federal e presidente do PSDB-MG, Marcus Pestana, destaca que há uma diferença fundamental entre quem está – ou já esteve – no comando do Palácio do Planalto e representantes da oposição em termos de visibilidade. “Nesse sentido, o resultado colhido no momento pelo nosso potencial candidato Aécio Neves é extremamente estimulante para a construção de um projeto vitorioso”, diz.

Pestana ressalta, ainda, que a pesquisa não traz o cruzamento de duas informações que mudam qualitativamente de sentido os resultados: o nível de visibilidade e a intenção de voto. “É óbvio que quem tem 95% de nível de visibilidade no país tem uma intenção de voto maior que um político que nunca foi exposto em uma campanha de escala nacional”, complementa.

O professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer projeta, ainda, um crescimento natural de Aécio Neves a cada nova pesquisa.

“O senador tem margem de crescimento que também está ligado à aprovação do governo Dilma. O baixo crescimento do Produto Interno Bruno (PIB) ainda não afetou muito a questão do desemprego. No momento em que isso acontecer, a presidente, naturalmente, cairá nas pesquisas e os adversários tendem a crescer”, pondera Fleischer.

A busca dos eleitores por novas alternativas também é citada pelo historiador Marco Antonio Villa como um dos fatores que devem fazer Aécio subir nas pesquisas. “As pessoas querem encontrar novas possibilidades. Há os insatisfeitos com a gestão petista e que buscam uma nova via, um novo caminho”, completa.

Aécio: 2014 – Link da matéria: http://www.psdb.org.br/percentual-de-aecio-em-pesquisa-anima-tucanos-e-especialistas-preveem-crescimento/

26/12/2012 Posted by | 2014, Política | , , , , , , , , | Comentários desativados em Aécio: cenário para 2014 é positivo, avalia pesquisa

Aécio Neves: caos da economia no Brasil, artigo do senador

Aécio Neves: artigo revela que 2011/2012 foram períodos perdidos para a economia brasileira que ficará abaixo dos emergentes.

Aécio Neves: gestão deficiente do PT

Fonte: Folha de S.Paulo

O pior ano do século

Aécio Neves

Desde que o século 21 começou, a economia brasileira vive o seu pior ano: dados do PIB apontam, no terceiro trimestre, um crescimento de apenas 0,7% em relação ao anterior e indicam que fecharemos 2012 no patamar de 1%.

A inflação em alta superou o centro da meta e as projeções indicam que tende a crescer ainda mais. Os investimentos continuam em queda livre.

Os dois primeiros anos do atual governo foram períodos perdidos para a economia, para o país e para a sociedade brasileira – os resultados de 2012 conseguem ser ainda piores que os de 2011, quando o PIB registrou medíocre crescimento de 2,7%.

Foi um período de desperdício da capacidade de crescimento do Brasil e de explícita inoperância dos sucessivos “pacotes” anunciados com estardalhaço. Desnuda, ainda, a manipulação das autoridades econômicas de tentar vender à sociedade um ambiente de otimismo, que, agora, se confirma fantasioso. O governo federal começou o ano prometendo crescimento de 4% para o PIB.

O mundo real mostra que o Brasil crescerá bem menos que os emergentes – Rússia (2,9%), China (7,4%) e Índia (5,3%) -, ficando, ainda, abaixo da média da América do Sul (2,7%) e a um terço da média da América Latina e do Caribe (3,1%), só à frente do Paraguai.

O contraditório é que, mesmo assim, a máquina governamental bate novos recordes de arrecadação. Essa exuberância fiscal pouco tem contribuído para reverter a agenda negativa ou mesmo reabilitar os entes federados, à beira da insolvência em face da grave concentração de recursos e de poder em Brasília.

Está claro que não dá mais para responsabilizar as crises externas por tudo o que acontece no país. É uma terceirização que visa absolver os que vêm adotando uma sucessão de medidas equivocadas.

É hora de retomar as reformas iniciadas sob o governo Fernando Henrique Cardoso e paralisadas pelo petismo na última década.

Não se compreende por que o governo não coloca a serviço do país a ampla maioria que possui no Congresso Nacional e os índices de aprovação indicados pelas pesquisas, que poderiam criar as bases políticas necessárias para viabilizar as grandes mudanças que o Brasil precisa.

Já disse antes que popularidade é como colesterol: tem a boa e a ruim. A boa é aquela que é usada como instrumento para a superação de desafios que sufocam o país. A ruim é aquela que inebria, que faz seus detentores, na expectativa de mantê-la indefinidamente, acomodarem-se, evitando qualquer tipo de contencioso, e que acaba custando caro aos brasileiros.

Uma transforma, a outra paralisa. Uma serve à pátria. A outra, ao poder.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio Neves: Brasil – Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/84281-o-pior-ano-do-seculo.shtml

19/12/2012 Posted by | economia, Política | , , , , | Comentários desativados em Aécio Neves: caos da economia no Brasil, artigo do senador

Aécio: em artigo senador fala sobre eleições e o desempenho da economia

Aécio: Com o esgotamento das medidas emergenciais – não funcionou a oferta de crédito, queda das taxas de juros e benemerências fiscais.

Aécio: eleições 2012 e economia

 Aécio: as eleições e o desempenho da economia

Aécio: eleições e economia – hora das reformas. Foto G1

Fonte: Folha de S.Paulo

AÉCIO NEVES

Eleições e economia

As eleições realizadas ontem, em primeiro turno, e as últimas notícias sobre o desempenho da economia dominam, neste momento, o interesse dos brasileiros em razão das repercussões que têm sobre a vida nacional.

Pelo voto livre e soberano, o pleito reafirma a força da nossa democracia, expressa no encontro de milhares de candidatos e de milhões de eleitores nas urnas dos mais de 5.000 municípios brasileiros e no amplo debate sobre os problemas nacionais que incidem de forma aguda na realidade das nossas cidades: corrupção, gestão precária, saúde ruim, educação sem qualidade, o avanço da violência e os crescentes desafios na área da mobilidade urbana.

Na economia, relatório divulgado pela Cepal aponta que o Brasil crescerá apenas 1,6% neste ano. É o segundo pior resultado entre os 20 países analisados da América Latina e do Caribe, superior apenas ao do Paraguai e atrás de Panamá, Haiti, Peru, México, Costa Rica e Bolívia.

Referendado também por órgãos do próprio governo, como o Banco Central, o resultado desmente as previsões fantasiosas com as quais o governo tentou falsear a realidade.

O número da Cepal já havia sido antecipado por instituições financeiras internacionais e, à época, foi classificado como “piada” por nossas autoridades econômicas, que passaram o ano anunciando crescimento em patamar muito superior. Vê-se agora, de fato, com quem estava a realidade, neste lamentável espetáculo do PIB em queda livre.

Mesmo com tantas evidências, o governo insiste em debitar na conta de outros países a responsabilidade exclusiva sobre o problema, em vez de fazer o seu próprio dever de casa. Ao agir assim, cumpre agenda que atende outros interesses, sem se preocupar com os efeitos deletérios dessa estratégia, que condena o país a um crescimento medíocre, como nos dois últimos anos, e põe em risco a perspectiva brasileira como nação emergente.

Com o esgotamento das medidas emergenciais para tentar salvar o ano eleitoral – e a constatação de que não funcionou, como antes, o tripé oferta de crédito, queda das taxas de juros e benemerências fiscais a setores produtivos-, resta-nos voltar à cobrança das reformas ainda por fazer, único caminho para assegurar competitividade à economia e recolocar o país no rumo de um crescimento sustentado e duradouro.

Ao fim do ano eleitoral, o governo terá de se haver com os antigos desafios que se agravaram sem resposta: o peso dos impostos, o excesso de burocracia, juros ainda nas alturas, legislação trabalhista do século passado, inércia e incompetência para desatar o nó da infraestrutura, entre tantos outros que entravam o desenvolvimento nacional.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio: eleições 2012 e economia – Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/70774-eleicoes-e-economia.shtml

08/10/2012 Posted by | Eleições 2012, Política | , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Comentários desativados em Aécio: em artigo senador fala sobre eleições e o desempenho da economia

Aécio Neves lidera movimento para que Orçamento tenha mais controle sobre emissões do Tesouro para o BNDES

Aécio propõe mais controle sobre o BNDES na LDO

Fonte: Ribamar Oliveira – Valor Econômico

Congresso: Governo pede que relator rejeite emenda, mas oposição ameaça obstruir votação para garanti-la 

Os parlamentares reagiram às últimas operações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O senador Aécio Neves (PSDB-MG) lidera movimento para incluir no Orçamento de 2012 as emissões de títulos do Tesouro para o BNDES e para o Fundo Soberano. Aprovada a proposta, se o governo decidir realizar o empréstimo depois que a lei orçamentária tiver sido chancelada, terá que encaminhar um pedido de crédito adicional. O fato de empréstimo constar do Orçamento permitirá que os deputados e senadores estabeleçam na LDO regras para a concessão desses empréstimos a cada ano. O governo não gostou da iniciativa e pediu para o relator da LDO, deputado Márcio Moreira (PP-MG), não incluí-la em seu parecer. A oposição, no entanto, ameaça obstruir a LDO se o dispositivo não for acolhido.

O PSDB quer também que o superávit primário do setor público volte a ser fixado em percentual do Produto Interno Bruto (PIB), como foi até 2009. A partir de 2010, o governo passou a estabelecer uma meta em valor nominal. Como a economia cresceu muito em 2010, o superávit primário, fixado em valor nominal, encolheu em proporção do PIB.

O relator da LDO promoveu duas alterações na meta fiscal para 2012. Pela primeira vez, a LDO fará uma referência ao déficit nominal zero. O texto proposto por Moreira diz que a política fiscal será executada de forma a permitir a continuidade da trajetória de queda da dívida pública líquida, “compatível com os resultados nominais previstos no Anexo III da LDO”. Esse anexo prevê um pequeno superávit nominal (receitas menos todas as despesas, incluindo o pagamento dos juros das dívidas públicas), de 0,05% do PIB em 2014.

Essa referência na LDO, lembraram os consultores da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, não obriga o governo a obter uma meta de déficit nominal zero. Eles observaram que a LDO tem prazo de validade de apenas um ano e a LDO do próximo ano poderá tratar essa questão de forma diferente.

Outra alteração promovida pelo relator determina que a gestão orçamentária terá como diretriz o controle das despesas correntes discricionárias (ou seja, aquelas que não são obrigatórias) conjugado com o aumento real dos investimentos. Em outras palavras, o relator quer que o governo reduza os gastos de custeio e aumente os investimentos.

Ontem à noite, antes da leitura do parecer do relator na Comissão Mista de Orçamento, Moreira tentava um acordo de última hora com os coordenadores das bancadas para tornar possível a votação da LDO. O “adendo” que estava sendo negociado previa o acolhimento da emenda de Aécio e a mudança da meta de superávit primário, que passaria a ser fixada em percentual do PIB.

O PSDB, no entanto, não quer correr risco. Se o “adendo” excluir a emenda Aécio, o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) vai apresentar um destaque para que a emenda de Aécio seja votada separadamente. “Recentemente vimos esses empréstimos ao Friboi e a outras empresas e agora essa fusão do supermercado Pão de Açúcar com o Carrefour. Essas ações que lidam com recursos públicos, concedidos de forma subsidiada, precisam passar pelo crivo do Legislativo”, disse Marinho.

Embora os empréstimos do Tesouro ao BNDES sejam autorizados por lei, as emissões desses papéis não transitam pelo Orçamento, que registra apenas o valor anual dos subsídios concedidos no programa de sustentação do crescimento (PSI). O governo alega que os empréstimos não são concedidos em dinheiro, mas em títulos, e, por isso, não precisam estar na lei orçamentária. O PSDB alega que qualquer despesa pública precisa estar no Orçamento.

06/07/2011 Posted by | Aécio Cunha, Aécio Neves | , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Antonio Anastasia anuncia PIB mineiro recorde de 10,9%

Fonte: Agência Minas

O governadorAntonio Anastasia anunciou, nesta quarta-feira (16), no Palácio Tiradentes, resultados recordes do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais no ano de 2010, que apresentaram crescimento real médio de 10,9% em relação ao mesmo período de 2009, superando em 3,4 pontos percentuais o resultado nacional, que foi de 7,5%.

Avaliado pelo Centro de Estatística e Informações da Fundação João Pinheiro (FJP), a taxa de expansão do PIB mineiro de 2010 é a maior da série histórica iniciada em 1995 pela Fundação. Trata-se do melhor resultado de crescimento econômico do Estado dos últimos 15 anos. Até então, o recorde foi verificado em 2004, quando a economia mineira cresceu 5,9%.

O governador ressaltou que o resultado atesta a recuperação da atividade econômica do Estado, ante a crise financeira internacional que teve início no final de 2008, destacando a expressividade dos números frente ao crescimento nacional e até mesmo ao de países reconhecidos por apresentarem taxas de crescimento elevadas.

“Tenho a satisfação de informar aos mineiros e ao Brasil que o crescimento do nosso PIB foi de 10,9%. É um resultado extraordinário, superior, inclusive, aos padrões dos países que têm tido forte dinamismo econômico, como a China e Índia, e bem superior ao do Brasil, que foi de 7,5%. Isso sinaliza a retomada efetiva da economia do Estado e vamos continuar trabalhando para que tenhamos crescimento econômico sempre superior à média brasileira. Os últimos resultados demonstram o dinamismo da economia de Minas Gerais e o acerto da nossa política econômica”, afirmou Antonio Anastasia.

O governador anunciou o PIB mineiro acompanhado da secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothéa Werneck, da presidente da Fundação João Pinheiro, Marilena Chaves, e do diretor do Centro de Estatística e Informações da FJP, Frederico Poley.

Fatores de crescimento

O estudo da Fundação João Pinheiro avalia que a expansão do emprego, da massa salarial e da oferta de crédito no Estado, ao impulsionarem o mercado interno, foram fundamentais para o intenso crescimento do nível de atividade econômica de Minas Gerais em 2010.

A equipe técnica do Centro de Estatística e Informações da FJP, durante apresentação do PIB, destacou ainda que o contínuo aumento da demanda internacional por produtos da pauta de exportações mineira, junto com a valorização de produtos siderúrgicos, commodities agrícolas e minério de ferro, também contribuíram para o desempenho positivo da economia mineira em 2010.

A secretária Dorothéa Werneck destacou que o crescimento expressivo da economia terá impacto positivo na geração de emprego e renda e no aumento da qualidade de vida. “Todos comemoraram a taxa de crescimento do Brasil em 7,5% e estamos anunciando 10,9%, crescimento maior do que a China (10,3%) e maior do que a Índia (8,6%). Estamos vivendo em um Estado que está com um crescimento muito acima da média e isso significa para nós, mineiros, melhor qualidade de vida através da geração de mais empregos, mais renda, através de um potencial de maior consumo ainda em nosso Estado”, comentou a secretária.

No quarto trimestre de 2010, em comparação com o mesmo período do ano anterior, a taxa de crescimento do PIB estadual foi de 6,7%. O valor adicionado bruto da economia mineira aumentou 9,7% em 2010, enquanto, no país, o crescimento foi de 6,7%.

O estudo completo do PIB de Minas Gerais 2010 está disponível no site da FJP (http://www.fjp.gov.br/index.php/component/docman/doc_download/591-informativo-cei-pibmg-2010-iv).

Desempenho por setor

Em Minas Gerais, o desempenho do valor adicionado na produção industrial superou amplamente o observado no âmbito nacional ao longo de todo o ano, encerrando 2010 com crescimento de 15,6%. No Brasil, a taxa foi de 10,1%. A diferença de 5,5 pontos percentuais pode ser atribuída principalmente à forte expansão da indústria extrativa mineral. No quarto trimestre de 2010, em comparação com o mesmo período de 2009, a indústria mineira cresceu 8,1%, enquanto a nacional registrou crescimento de 4,3%. “Destacaram-se a indústria extrativa-mineral e a indústria de transformação”, afirmou a presidente da FJP, Marilena Chaves.

Na atividade serviços, o aumento de 7,1% da produção mineira em 2010 também foi maior que o resultado anual para o Brasil (5,4%). No último trimestre de 2010 o valor adicionado bruto estadual dos serviços cresceu 6,2% e o brasileiro, 4,6%.

Marilena Chaves ainda ressaltou os bons resultados obtidos no setor de serviços, citando o comércio (10,6%), transportes (13,4%), aluguel (3,6%) e administração pública (4,1%). Marilena Chaves disse que os valores positivos na agricultura foram puxados pelos acréscimos nas safras de café (25,9%).

A agropecuária foi a única atividade em que variações nos valores adicionados estadual e nacional apresentaram resultados praticamente similares no acumulado de 2010: 6,4% e 6,5%, respectivamente. No comparativo trimestral, entretanto, observa-se retração de 4,7% da agropecuária de Minas no quarto trimestre de 2010, enquanto, no Brasil, a atividade registrou pequeno acréscimo (1,1%).

No acumulado de 2010, a agricultura cresceu 8,5% e a pecuária, apenas 1,0%. No quarto trimestre de 2010, relativamente ao mesmo trimestre do ano anterior, a agropecuária estadual teve retração de 4,7%. No mesmo período, a produção vegetal apresentou queda de 6,6% e a produção animal caiu 6,5%.

16/03/2011 Posted by | Aécio Cunha, Antonio Anastasia, gestão | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário