Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Projeto Manuelzão e ações do Governo Aécio Neves já revitalizaram mais de 580 km do Rio das Velhas

O maior afluente do Rio São Francisco, o Rio das Velhas, começa a apresentar melhoria na qualidade das águas, isso é comprovado pela volta dos peixes ao rio, que dá sinais de rejuvenescimento. Em dez anos, os peixes que subiam cerca de 200 km na bacia desde o Rio São Francisco agora são identificados ao longo de 580 km, já bem mais próximos as áreas consideradas mais degradadas, que ficam na região metropolitana de Belo Horizonte. Essa foi uma das constatações feitas pela Universidade Federal de Minas Gerais, por meio do Projeto Manuelzão, na “Expedição Rio das Velhas 2009: encontros de um povo com sua bacia”.

Um outro índice que comprova a qualidade da água do Velhas é o parâmetro “Demanda Bioquímica de Oxigênio” (DBO). O estudo é feito pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e mede a quantidade de material orgânico presente na água.

Os dados mostram uma melhora significativa na média de DBO no Rio das Velhas, diminuindo de 15,25 miligramas por litro, em 2003, para 7,6 em 2009. Quanto menor o índice, melhor a qualidade dos corpos de água. A diminuição da DBO e o aumento do oxigênio nos rios é um importante fator para a manutenção e reprodução da fauna aquática.

Este resultado está ligado ao Projeto Estruturador Meta 2010, criada na gestão Aécio Neves e uma iniciativa que reúne governo do Estado, a maioria das 26 prefeituras municipais que fazem parte da bacia do Velhas em seu trecho metropolitano, a sociedade civil organizada e a população em geral. O principal objetivo é elevar a qualidade das águas de “Classe III” para “Classe II”, que prevê a destinação ao abastecimento doméstico após tratamento convencional, às atividades de lazer, entre elas, nado e mergulho, à irrigação de hortaliças e a criação de peixes.

Para isso acontecer uma das principais ações é a eliminação do esgoto não tratado no rio, uma das metas do Plano Diretor dos Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas. Em janeiro de 2010 foi inaugurado o tratamento secundário da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Onça, o que representa a retirada de cerca de 90% da matéria orgânica presente nas águas, mais precisamente, o tratamento de uma vazão de 3.600l/s.No final do ano passado, o volume de esgoto coletado no Rio das Velhas pela Copasa alcançou 57,33% e a previsão é que este índice suba para 75% até o final de 2010. São 22 ETEs na bacia do rio, 8 em obras e 3 em fase de planejamento.

Poluição Difusa

Paralelo à implantação de grandes empreendimentos em saneamento ambiental, a Copasa realiza importante ação para a Meta 2010. Implantado em 1997, o programa Caça Esgoto é responsável por identificar e retirar o esgoto despejado inadequadamente nas galerias pluviais, nos córregos e nos rios, encaminhando-os para as ETEs. De 2003 a 2008 foram eliminados aproximadamente 550 lançamentos. Atualmente, estão sendo realizados 57 empreendimentos e outros 23 em fase de licitação.

O Caça Esgoto e as operações do Comitê Gestor de Fiscalização Integrada (CGFAI) ligado ao Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) são duas ações governamentais de combate à poluição difusa, (gerada pelo escoamento superficial da água em zonas urbanas e rurais, é dita de origem difusa, uma vez que provém de atividades que depositam poluentes de forma esparsa sobre a área de contribuição da bacia hidrográfica).

Em 2009, o Comitê Gestor de Fiscalização, órgão responsável por promover e planejar o monitoramento da fiscalização ambiental no estado de Minas Gerais, realizou quatro grandes operações integradas na bacia, nas quais foram suspensas as atividades de 37 empreendimentos.  Em todas as operações são feitos boletins de ocorrência, autos de infração e os técnicos e policiais fornecem orientações aos empreendedores para buscarem a legalização ambiental.

Navegação

Um outro objetivo da Meta 2010 é a navegação turística no trecho metropolitano do Rio das Velhas. Uma empresa começou em março deste ano a fazer o levantamento batimétrico, os estudos hidrológicos, a definição do canal navegável e dos locais para implantação de terminais de embarque e desembarque de passageiros, além de determinar o impacto ambiental nas áreas de cada terminal projeto. O trecho analisado abrange cerca de 117km da ponte de Sabará até Jaguara Velha e o estudo deve ficar pronto até o final de 2010.

Estas e outras ações que englobam o programa de revitalização do Rio das Velhas, o maior projeto de recuperação de bacia hidrográfica desenvolvido no país, vão ser apresentadas no II Seminário Internacional de Revitalização dos Rios. O evento será realizado em Belo Horizonte e faz parte de um projeto de criação de um movimento internacional pela revitalização de rios. Um dos objetivos é contribuir para o intercâmbio de projetos desenvolvidos em diferentes pontos do planeta, dando continuidade também nas ações do Projeto Estruturador do Estado de Minas Gerais “Meta 2010”.

O encontro será também uma oportunidade para debater modelos e conceitos diferentes de gestão das águas nas bacias hidrográficas, nas cidades e no campo, com apresentação de novos paradigmas, além de conhecer outras práticas de revitalização de rios no mundo, promover intercâmbio e fomentar novas iniciativas. A inscrição será efetivada após o envio do comprovante de depósito pelo fax (31) 3915-1917 ou pelo e mail:  participativo@meioambiente.mg.gov.br.

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28/04/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Governo Anastasia: IEF Minas realiza consulta pública para implementação das unidades de conservação do Vertor Norte de BH

Instituto Estadual de Florestas (IEF) realiza consultas públicas para criação de unidades de conservação que fazem parte da primeira fase do Sistema de Áreas Protegidas (SAP 1) do Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Em março de 2010 foram realizadas audiências públicas para criação de cinco das dez unidades previstas para a primeira fase de implantação do Sistema. A partir de maio, serão realizadas audiências para outras cinco. A previsão é que essas unidades sejam criadas em junho.

Os documentos com as informações sobre as unidades propostas estão disponíveis na internet, no endereçowww.ief.mg.gov.br. Os representantes das comunidades, instituições públicas e privadas de todo o Estado poderão conhecer os projetos e enviar suas sugestões até 24 de maio. As informações também se encontram a disposição dos interessados na sede do IEF, na rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/n, Edifício Minas, 1º andar, bairro Serra Verde, em Belo Horizonte, e nas prefeituras dos municípios que onde estão inseridas as unidades.

A criação do SAP no Vetor Norte é uma das medidas do Plano de Governança Ambiental e Urbanística da RMBH (Decreto Estadual no 44.500/07). Foi elaborado como medida compensatória diante dos impactos previstos na implantação e operação de grandes empreendimentos públicos na região.

O gerente de Gestão de Áreas Protegidas do IEF, Roberto Alvarenga, explica que as unidades formarão corredores ecológicos para a proteção efetiva do patrimônio arqueológico, espeleológico, paleontológico, natural e paisagístico existente na região. O IEF estuda a criação de quinze unidades num total de 11 mil hectares de áreas protegidas sendo que as cinco que fazem parte da segunda fase do projeto serão criadas até novembro de 2010.

Alvarenga afirma que o sistema será uma importante ferramenta do Governo de Minas Gerais para a proteção da biodiversidade na região norte da RMBH. “As áreas serão uma referência para ações de planejamento e controle dos processos que envolvam a supressão vegetal, ocupação do solo e proteção do patrimônio natural da região”. O Vetor Norte compreende os municípios de Ribeirão das Neves, Santa Luzia, Vespasiano, Pedro Leopoldo, Matozinhos, São José da Lapa, Confins, Jaboticatubas, Lagoa Santa, Capim Branco, Baldim, Taquaruçu de Minas e Nova União.

A criação do SAP Vetor Norte insere-se ainda no Projeto Estruturador “Conservação do Cerrado e Recuperação da Mata Atlântica”, uma das principais ferramentas do Governo de Minas Gerais para a proteção da biodiversidade do Estado. Executado pelo IEF, tem como uma de suas metas a criação e implantação de 400 mil hectares em novas unidades de conservação em Minas até 2011.

Unidades propostas para a primeira fase do Sistema de Áreas Protegidas do Vetor Norte da RMBH:

• Monumento Natural Experiência da Jaguara – 36,3 hectares – Matozinhos

• Monumento Natural Vargem da Pedra – 12,08 hectares – Matozinhos

• Parque Estadual da Serra do Sobrado – 376 hectares – São José da Lapa

• Refúgio da Vida Silvestre Serra das Aroeiras – 1.411,2 hectares – Pedro Leopoldo e São José da Lapa

• Monumento Natural Várzea da Lapa – 25,3 hectares – Lagoa Santa

• Refúgio da Vida Silvestre Macaúbas – 1304,7 hectares – Santa Luzia

• Parque Estadual Cerca Grande – 135 hectares – São José da Lapa

• Monumento Natural Salto Antônio – 38 hectares – São José da Lapa

• Monumento Natural Lapa Vermelha – 30 hectares – Pedro Leopoldo

• Refúgio de Vida Silvestre Cauaia – 2047 hectares – Pedro Leopoldo

28/04/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , | Deixe um comentário

Governo Antonio Anastasia: Conselho Consultivo do Sistema de Áreas Protegidas do Jaíba toma posse

Toma posse nesta quarta-feira (28) o Conselho Consultivo das Unidades de Conservação (UC) do Sistema de Áreas Protegidas do Jaíba, formado pela Reserva Biológica do Jaíba (RBJ), Reserva Biológica de Serra Azul (RBSA), Parque Estadual Lagoa do Cajueiro (PELC), Parque Estadual do Verde Grande (PEVG), Parque Estadual da Mata Seca (PEMS),APA Serra do Sabonetal  e APA do Lagedão. A solenidade será realizada no Hotel Projeto Jaíba, no distrito deMocambinho, às 9h.

A criação de um conselho único para as unidades deve-se ao fato de todos pertencerem aos mesmos municípios,Jaíba, Itacarambi, Matias Cardoso, Manga e Pedras de Maria da Cruz no Norte do Estado, o que acarretaria em conselhos com praticamente os mesmos membros, segundo explicou a gerente da RBJ e do PEVG, Cristiana Batista. Os gerentes de cada uma das unidades atuarão como presidente do conselho quando o assunto se relacionar com as unidades de sua responsabilidade. Além de Batista, assumirão a condição de presidente Neilton Viana, gerente doPELC e da APA do Lagedão, Paulo Fernandes, gerente da RBSA e da APA Serra do Sabonetal e José Luis Vieira, doPEMS.

Principal instrumento de relacionamento entre as Unidades de Conservação e a sociedade em seu entorno, o conselho “vai ampliar a conscientização das pessoas da região. Com isso, poderemos ensinar mais sobre o ecossistema, osbiomas e garantir sua preservação em trabalho conjunto com a comunidade”, afirmou Batista.

O Conselho Consultivo tem como atribuições: contribuir para a administração do Parque; opinar sobre a elaboração do plano diretor, sugerindo diretrizes para compatibilizar as funções de proteção dos ambientes naturais do Parque aos diversos usos possíveis e acompanhar a execução do plano diretor, bem como sugerir as modificações que nele se fizerem necessárias, a partir da implantação e funcionamento do Parque.

De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), cada UC deve ter seu próprio órgão consultivo, presidido pelo órgão que administra a unidade, no caso, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), órgão ligado à gestão do Governo Antonio Anastasia. O Conselho deve ser composto por representantes da sociedade e dos órgãos públicos federais, estaduais e municipais, com representação paritária entre o poder público e a sociedade civil.

28/04/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Meta 2010 realiza oficina dediagnóstico da situação ambiental das sub-bacias que compõem o Rio das Velhas

A equipe do projeto estruturador Meta 2010 realiza oficina temática nesta segunda-feira (26), no município de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), das 12h às 17h, dando continuidade ao  diagnóstico da situação ambiental das sub-bacias que compõem a bacia hidrográfica do Rio das Velhas. A oficina irá abranger as sub-bacias dos ribeirões Caeté e Sabará, e dos rios Taquaraçu e Jaboticatubas.

A ação faz parte do projeto “Diagnóstico Velhas Sustentável”, que visa elaborar um panorama da situação ambiental da área correspondente à Meta 2010.  O Projeto prevê, também, armazenar em um único banco de dados todas as informações ambientais e socioeconômicas produzidas por diferentes instituições, permitindo a gestão e o planejamento no desenvolvimento das diferentes atividades da bacia.

As oficinas regionais temáticas pretendem também indicar os principais problemas ambientais e direcionar para ações de melhoria da qualidade ambiental das regiões da bacia hidrográfica do Velhas. Elas têm como meta discutir com as populações locais suas prioridades ambientais.

As oficinas temáticas terão uma apresentação resumida das características ambientais, dos problemas e suas possíveis soluções para cada área e, posteriormente, serão formados grupos de trabalho para que os participantes opinem tanto para a correção dos problemas levantados quanto para a incorporação de novas informações. Serão criados seis grupos para discutir as ações necessárias para melhorar a qualidade ambiental da bacia.

A coordenadora executiva da Meta 2010, Myriam Mousinho, ressalta a importância da discussão das intervenções regionalizadas. “A Meta 2010 surgiu da vontade da sociedade civil e é importante discutir com a sociedade ações permanentes para garantir a revitalização do Rio das Velhas”, afirma.

O diagnóstico Velhas Sustentável foi desenvolvido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), em parceria com o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam),Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam)Instituto Estadual de Florestas (IEF)Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa)Instituto Mineiro de Agropecuária(IMA)Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Projeto Manuelzão, AGB- Peixe Vivo e o Comitê de Bacia Hidrográfica do rio das Velhas.

Por meio do Velhas Sustentável será feito um diagnóstico ambiental das sub-bacias do rio das Velhas, tratando informações secundárias obtidas nas instituições parceiras, tais como a qualidade de água, outorgas, empreendimentos licenciados, unidades de conservação (UC), proposta para a criação de outras UCs, cobertura vegetal, resíduos sólidos, pontos de lançamento, captações da Copasa, estações de tratamento de água e zoneamento ecológico econômico de Minas Gerais.

Dessas informações serão identificadas as principais características, mostrando os pontos de vulnerabilidade ambiental e dos principais focos de degradação, que servirão de subsídio para as ações da Meta 2010, orientando as intervenções na bacia. O levantamento servirá também para unir esforços e recursos dos setores públicos e privados na resolução dos problemas identificados. A finalização do Diagnóstico Velhas Sustentável está prevista para julho. Na oportunidade será apresentado o diagnóstico completo com as contribuições da sociedade participativa.

Serviço:

Evento: Oficina Ribeirão Caeté-Sabará, Rio Taquaraçu, Rio Jaboticatubas

Local: Hotel Casa Nova, rua João Evangelista Dolabela, nº 72, Centro, Santa Luzia (próximo à antiga rodoviária)

Data: 26/04/2010

Horário: 12 às 17h

26/04/2010 Posted by | Meio Ambiente | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Instituto Mineiro de Gestão das Águas e Instituto dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar de Minas assinam convênio técnico

OInstituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e o Instituto dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar de MinasGerais (ITTAF) assinaram nesta quarta-feira (14), em Belo Horizonte, convênio de cooperação técnica. O objetivo é beneficiar os produtores rurais em regime de agricultura familiar com a regularização do uso dos recursos hídricos considerados insignificantes.

Com o convênio, serão beneficiados os produtores rurais que têm suas propriedades localizadas nos 85 municípios do semiárido mineiro e estão cadastrados no programa “Minha Casa, Minha Vida”. “Ao total são cerca de 750 famílias já cadastradas, que precisam da regularização ambiental para liberação dos recursos do programa”, explicou a presidente ITTAF, Tereza dos Santos de Oliveira.

De acordo com o convênio, o ITTAF será responsável por regularizar os usos considerados insignificantes, ou seja, captações de águas superficiais até 0,5 litro de água por segundo, subterrâneas até 14 mil litros por dia ou acumulações, como pequenos barramentos, de até 5 mil m³. O Igam isentará todos os custos de análise e publicação dos cadastros efetuados durante a vigência do convênio, que se encerra no dia 31 de dezembro de 2010.

“Esta parceria vem somar aos esforços do Igam em desenvolver uma ação diferenciada com os pequenos proprietários rurais de Minas Gerais e em uma área do Estado que tem necessidades de políticas públicas específicas”, destacou a diretora-geral do Igam, Cleide Izabel Pedrosa de Melo.

O procurador do Igam, Breno Lasmar, ressaltou que nos casos de captações que ultrapassam os valores definidos como insignificantes, o ITTAF deverá orientar os produtores a solicitar a outorga de direito do uso da água. Os formulários e as orientações básicas para a obtenção de outorga estão disponíveis no site www.igam.mg.gov.br.

15/04/2010 Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , | Deixe um comentário

Vale do Aço discute ações para o desenvolvimento sustentável com apoio do Governo Anastasia

O governador Antonio Anastasia participou, nesta sexta-feira (9), em Ipatinga, no Vale do Aço, da abertura do Seminário Internacional de Gestão Integrada do Território para o Desenvolvimento Sustentável. O governador defendeu o debate permanente sobre o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável entre as várias instâncias de governo, empresários, especialistas e a sociedade. Para ele, esse é o melhor caminho para a superação de obstáculos e a construção de políticas públicas voltadas para a preservação.

“É fundamental o debate permanente sobre a questão ambiental. Minas é o estado considerado como caixa d’água do Brasil. Temos um grande patrimônio hídrico e a região do Rio Doce é uma das regiões mais irrigadas do Brasil. Este simpósio vai mostrar novas alternativas de preservação, que não podem ser só do governo e, aí a importância do evento. São alternativas que vêm da sociedade, dos técnicos, dos especialistas, dos ambientalistas, dos professores. Todos discutirão quais os melhores caminhos. E o governo está aberto para receber essas propostas”, afirmou o governador em entrevista para imprensa local.

O seminário acontece até o dia 11 com o objetivo de discutir modelos de desenvolvimento sustentável adaptados à realidade da região. Organizado pelas entidades ambientalistas brasileiras Instituto BioAtlântica (IBio) e Fundação Gorceix em parceria com o Instituto português Politécnico de Tomar, o seminário faz parte de um programa de formação nos níveis técnicos e de especialização, envolvendo lideranças empresariais, acadêmicos, representantes do governo e da área de meio ambiente.

Em seu pronunciamento para lideranças empresariais, acadêmicos, e especialistas da área ambiental, o governador ressaltou a importância de discutir o desenvolvimento sustentável para regiões como o Vale do Aço que tem grande potencial de crescimento econômico.

“Na região Vale do Aço que tem muitos empreendimentos e receberá mais ainda, precisamos conceber como esse desenvolvimento econômico será compatível com o meio ambiente e a sustentabilidade. Tenho certeza de que seremos capazes de apresentar uma gestão integrada para região”, afirmou o governador.

Mata Atlântica

O seminário discute, entre outros itens, a preservação da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do planeta. O governador Antonio Anastasia destacou a diversidade da flora e fauna de Minas Gerais e a riqueza hídrica do Estado.

“O Estado tem uma política bastante agressiva para a sustentabilidade e manutenção, não só através dos parques – e o próprio Parque do Rio Doce é um exemplo disso. Já investimos aqui alguns milhões de reais e, há poucos dias atrás, com a presença do governador Aécio Neves, inauguramos a expansão das obras de infraestrutura do parque. Investir e debater a sustentabilidade é também muito importante, é uma questão fundamental para nós”, disse ele.

Minas aderiu ao Pacto pela Restauração da Mata Atlântica no início deste ano, com o objetivo de recuperar 15 milhões de hectares até 2050. O documento foi assinado durante inauguração das obras de infraestrutura no Parque do Rio Doce, que abriga a maior área de Mata Atlântica de Minas. O Governo do Estado investiu R$ 3,5 milhões na obras.

Em 2009, o Parque do Rio Doce recebeu 18 mil visitantes. Em seus 36.970 hectares podem ser encontradas cerca de 10 mil categorias de espécies da Mata Atlântica. Já foram identificados 325 espécies de aves e 77 mamíferos, inclusive, espécies ameaçadas de extinção. O Parque do Rio Doce está na região considerada o terceiro maior ecossistema lacustre do Brasil, perdendo para o Pantanal e a Amazônia. A região tem 40 lagos naturais.

Após a abertura do seminário, foi realizada conferência com a participação do ex-ministro de Minas e Energia e de Planejamento, Eliezer Batista, atualmente membro do Conselho Deliberativo do Instituto BioAtlântica (IBio). Cerca de 60 lideranças da região da Bacia do Rio Doce se reuniram em um workshop realizado contribuir com as diretrizes do Programa de Fortalecimento do Capital Social e Qualificação em Gestão Integrada do Território (GIT) para o Desenvolvimento Sustentável na Bacia do Rio Doce, em fase de elaboração.

12/04/2010 Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , , , | Deixe um comentário

Governo Aécio dá prosseguimento a obras de revitalização das sub-bacias do Rio São Francisco

O Programa de Revitalização das sub-bacias do Rio São Francisco, realizado em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), já beneficiou 42 municípios, com  500 km de estradas de terra readequadas e  a construção de aproximadamente 10 mil bacias de captação de água de chuva e mais de 7 mil hectares de terraços executados em encostas. O trabalho obedece o cronograma de obras da Fundação Rural Mineira (Ruralminas).

As obras, que contam também com recursos do governo federal, via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estão sendo executadas atualmente nas cidades de Patis, Japonvar, Sete Lagoas e Brasília de Minas. A conclusão desta etapa está prevista para este mês. Em seguida os próximos municípios serão Capim Branco, Chapada Gaúcha, Dom Bosco, Esmeraldas, Fortuna de Minas, Luislândia, Maravilhas, Matozinhos, Prudentes de Morais, São Francisco e Várzea da Palma.

A escolha dos municípios é feita de acordo com uma logística sistematizada para facilitar e otimizar os trabalhos. “Por meio de levantamento piloto das sub-bacias mais representativas da bacia do rio São Francisco, iniciamos os trabalhos de recuperação. Dividimos os municípios em grupos por regiões próximas e separamos as frentes de trabalho”, ressalta o presidente da Ruralminas, Celso Cota.

Criado para melhorar também as vias de acesso municipais e locais que tiveram o crescimento desordenado nos últimos anos, as obras de baixo custo beneficiam produtores rurais e comunidade em geral, o que facilita o acesso às localidades, contribui para o transporte escolar, o escoamento de produção e para o desenvolvimento do Estado de Minas Gerais.

De acordo com o produtor rural Sebastião Silva, um dos vários beneficiados com a chegada do programa em Sete Lagoas, o trabalho é de extrema importância e instrui também as pessoas a como manter esta obra para que dure por bastante tempo. “Desde o início eu recebi bem o pessoal da frente de obras. Já trabalho com isso há muito tempo então sei da importância disso para minha fazenda também e para a comunidade local”, ressalta.

O programa, além de contemplar a recuperação de estradas de terra e construção de bacias de captação de água de chuva, terraços em nível, também faz o cercamento de nascentes e matas ciliares. Estas intervenções promovem a infiltração de água no solo com consequente melhora na qualidade e quantidade da água nas sub-bacias, garantindo o abastecimento de água para os animais, como também a manutenção de pequenas culturas e até mesmo o consumo humano durante quase todo o ano.

O programa conta com três importantes convênios, um com a Agência Nacional de Águas(ANA), outro com a Codevasf por intermédio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Emater e outro diretamente com a Codevasf. Todos os convênios contam com a execução e fiscalização da Ruralminas.

A Fundação Rural Mineira (Ruralminas), órgão do Estado ligado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é responsável por desenvolver, dentre outros projetos, a construção e conservação de estradas vicinais com enfoque ambiental, elaboração e execução de projetos de conservação de água e solo e elaboração e execução de projetos de barragens e de irrigação.

19/03/2010 Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , , , | Deixe um comentário

Governo Aécio: Cemig apresenta inovações no uso eficiente de energia em evento internacional – destaque para veículo elétrico e unidade móvel de Eficiência Energética

A experiência da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) nas áreas de eficiência energética e energia eólica será tema de palestras da 1ª Jornada Internacional sobre Energias Renováveis, Eficiência Energética e Poder Local em Betim, que acontece a partir desta quarta-feira (17), às 18h, na sede da prefeitura. Também ficarão expostos um veículo elétrico (VE) e a unidade móvel Eficiência Energética, ambos da Cemig, na 1ª Feira de Tecnologia de Energias Renováveis e Eficiência Energética.

Os eventos são organizados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Betim e pelo Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade, por intermédio do Centro de Referências em Energias Renováveis de Betim (Crer). As inscrições para as palestras já estão encerradas, mas a feira terá entrada franca a partir dessa quinta (18), às 8h.

Unidade móvel

Ao visitar a unidade móvel da Cemig, as pessoas são conscientizadas sobre o uso eficiente e seguro da energia, a fim de combater o desperdício, e recebem informações sobre como evitar queimadas e acidentes envolvendo a rede elétrica. Além disso, ficam por dentro das ações ambientais e campanhas de prestação de serviços da empresa.

Dentre as principais atrações da unidade móvel, destaca-se o protótipo de aquecedor solar, equipamento que mostra o aproveitamento térmico da energia solar em aquecimento da água. Outras atrações são o protótipo do sistema fotovoltaico, o painel de eficiência em iluminação, onde os visitantes podem ver a diferença de consumo de energia elétrica entre diferentes lâmpadas e o reaproveitador de calor, equipamento instalado em um chuveiro para que as pessoas o vejam em funcionamento.

Veículo elétrico (VE)

Os veículos elétricos são silenciosos e não emitem poluentes. Utilizam energia elétrica a custo inferior ao do combustível fóssil tradicionalmente usado no transporte veicular. O motor elétrico demanda menos manutenção, é mais econômico e possui maior rendimento em relação ao motor a combustão interna.

O VE é uma parceria da Cemig com Itaipu Binacional, Fiat Automóveis e a suiça KWO – Kraftwerke Oberhasli AG. Quatro unidades estão sendo utilizados em caráter experimental na frota da Cemig, visando à introdução e aperfeiçoamento dos veículos elétricos no mercado brasileiro. O veículo elétrico ficará logo na entrada do pavilhão da feira, para que as pessoas vejam como ele funciona e quais as diferenças para os demais veículos.

De acordo com o técnico da Cemig, Ney Eustáquio Rocha Alencar, a grande importância do veículo elétrico é a contribuição para a redução dos níveis de poluição do ar, além de ser viável tecnologicamente. “O que prevemos é que a qualidade de vida nas cidades melhorará extraordinariamente com a introdução do VE, já que ele não emite poluentes e seu funcionamento é silencioso”, afirma Ney Eustáquio. Além disso, sua bateria é de níquel e cloreto de sódio, totalmente reciclável e não-poluente.

Palestras

O engenheiro de soluções energéticas da Cemig, Luciano Jorge Barreto, apresentará os benefícios trazidos pela implementação da eficiência energética. De acordo com ele, a eficiência energética deve ser tratada como assunto institucional, pela sua abrangência, comprometimento, valores e benefícios que permeiam todos os segmentos de uma empresa de energia, uma vez que é uma forma de otimizar o sistema elétrico e maximizar os investimentos, além melhorar o relacionamento com o cliente e reduzir de inadimplências.

Na palestra “Casos de sucesso: a implantação de empreendimentos eólicos pela Cemig”, o engenheiro Alexandre Heringer Lisboa abordará a experiência na exploração da energia eólica, desde as primeiras experiências com as estações de radiocomunicação de Pompéu, Porto Indaiá e Morro do Camelinho, no interior de Minas, até a aquisição dos três parques eólicos no Ceará, no ano passado. Será destacada também a instalação da Usina Eólio-Elétrica Experimental do Morro do Camelinho, no Vale do Jequitinhonha, a primeira do Brasil.

De acordo com Heringer, a jornada é um oportunidade para troca de experiência com as demais empresas. “Estarão presentes grandes nomes dos especialistas em energia renovável do Brasil e a Cemig, por ser uma das referencias nesse campo, tem que estar representada para divulgar sua experiência”, afirma. Segundo ele, o público presente também vai demandar todo tipo de informações sobre as tecnologias solar, eólica, carro elétrico e eficiência energética, assuntos que a Cemig domina com maturidade.

Serviço:

Evento: 1ª Jornada Internacional sobre Energias Renováveis, Eficiência Energética e Poder Local em Betim e 1ª Feira de Tecnologia de Energias Renováveis e Eficiência Energética.

Data: 17 a 19 de março de 2010.

Horário: das 8h às 18h

Local: Centro Administrativo da Prefeitura de Betim

Endereço: rua Pará de Minas, 640, Brasiléia, BetimGoverno Aécio

19/03/2010 Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Governo Aécio implementa estudo e controle da cianobactérias – algas que podem liberar toxinas prejudiciais à saúde

Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) iniciou neste mês de março o projeto “Consolidação de Laboratórios de Referência para Detecção, Identificação e Estudos sobre Cianobactérias”. Em janeiro foi publicado no Diário Oficial do Estado a ordem para liberação de recursos do projeto. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) irá liberar em torno de R$ 520 mil para a compra de equipamentos e adequação da infraestrutura do Cetec para a criação do novo laboratório.

A iniciativa, que faz parte doPolo de Excelência em Recursos Hídricos de Minas Gerais da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e terá duração de dois anos, prevê a instalação de infraestrutura na instituição que a capacitará para realizar análises de amostras de águas dos rios do Estado para detecção de cianobactérias e determinação da presença ou não das cianotoxinas nos cursos d’água. Também será possível a quantificação dessas toxinas mediante comparação com amostras padrão.

As cianobactérias, também conhecidas popularmente como algas azuis, apesar de serem bactérias, estão presentes em qualquer tipo de curso d’água, mas quando se proliferam em excesso podem liberar toxinas que causam a morte de peixes, animais e seres humanos. Normalmente essa proliferação sem controle acontece em áreas que sofrem eutrofização, ou seja, o excesso de nutrientes na água. Essas substâncias químicas, particularmente Fósforo e Nitrogênio, são mais presentes em rios nos quais são despejados esgoto doméstico, rejeitos de processamento de laticínios e fertilizantes.

De acordo com a pesquisadora do Setor de Biotecnologia e Tecnologia Química (SDB), Patrícia Faleiro Pimentel, o atual laboratório de microbiologia ambiental e biotecnologia passará a ter um espaço destinado à biologia molecular, que será utilizado para detecção dos genes das cianobactérias, o que vai gerar uma previsão mais rápida e precisa a respeito da presença desses organismos tóxicos no ambiente. “Para a implantação dos novos equipamentos, estamos numa etapa de disponibilização de espaço, reorganizando as coisas dentro do laboratório. Também estamos realizando treinamentos fora do estado, levantamento do material que precisaremos comprar, e contratação de estagiários. Outras atividades desenvolvidas são reuniões entre os setores envolvidos para determinação de planos de trabalhos e cronogramas”. Ao todo, 15 pesquisadores da instituição estarão envolvidos. Além do SDB participam os setores de Medições Ambientais (SAM) e Recursos da Água (SAA).

Além de resolver uma demanda do estado que estava se tornando um problema de saúde pública, particularmente no Norte de Minas, o novo laboratório do Cetec será uma instalação multiuso que estará à disposição de outros projetos da casa. “Atualmente o pesquisador Agostinho Clóvis, do SAA, realiza para a Regap a filetagem de peixes e eles são levados para laboratórios do Rio de Janeiro para serem analisados. Depois que o laboratório estiver funcionando, isso não será mais necessário e poderemos fazer a análise de cianotoxinas em peixes no próprio Cetec. Isso será bom para a Regap e para nós, agregando mais uma possibilidade de pesquisa às que já efetuamos”, completou.

18/03/2010 Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Operação Pá de Cal: Governo Aécio intensifica fiscalização em 32 mineradoras no Centro Oeste de Minas

Teve início nessa segunda-feira (15) aOperação Pá de Cal que conta com a participação da Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) do Alto São Francisco. A operação prevê a fiscalização de 32 mineradoras na região do município de Pains, no Centro-Oeste do Estado. As empresas serão fiscalizadas em diversas áreas, cabendo a Supram avaliar questões do ponto de vista da regularização ambiental referente à exploração de calcário. As atividades se encerram nesta sexta-feira (19).

Além da Supram, participam da operação 150 membros de diversos órgãos sendo eles: Ministérios Públicos Federal (MPF), Estadual (MPE) e do Trabalho (MPT); polícias Federal e Militar; Exército Brasileiro; Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM); Ministério do Trabalho; Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO); Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Todas as ações estão sendo coordenadas da cidade de Arcos, onde foi montado um Centro de Apoio que conta com representantes dos órgãos envolvidos. Pains é o município com o maior número de cavidades naturais subterrâneas conhecidas no país. São 804 cavernas, o que representa uma média de duas cavidades por quilômetro quadrado. O Estado de Minas Gerais abriga 38,87% das unidades espeleológicas brasileiras.

A extração e o beneficiamento do calcário, principal atividade da região, provoca grande impacto no meio ambiente. As mineradoras degradam o solo e podem causar abalos que fazem desmoronar cavernas, além de gerar poluição atmosférica e sonora.

18/03/2010 Posted by | Meio Ambiente | , , , , , | Deixe um comentário