Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Aécio: mensalão da internet, coluna Folha

Aécio: senador em coluna da Folha de S.Paulo critica o mal uso da internet para disseminar calúnias e destruir reputações.

Aécio: artigo Folha de S.Paulo

Fonte: Folha de S.Paulo

Mensalão da internet Na última sexta-feira, neste mesmo espaço, a ex-senadora Marina Silva fez uma corajosa abordagem sobre um tema que impressiona a quem frequenta o mundo das redes sociais.Classificado por ela como “Mensalet” ou “mensalão da internet”, trata-se da atuação de uma indústria subterrânea voltada a disseminar calúnias e a tentar destruir reputações.

Ninguém discute os benefícios da internet, que carrega o sonho de um mundo mais plural e democrático. Tamanha transformação exige, porém, um novo senso ético e de responsabilidade compartilhada.

Infelizmente, sob os novos horizontes tornados reais, existe um campo cinzento onde se instalou, no Brasil, um verdadeiro exército especializado em disseminar mentiras e agressões.

Fingindo espontaneidade, perfis falsos inundam as áreas de comentários de sites e blogs com palavras-chaves previamente definidas; robôs são usados para induzir pesquisas com o claro objetivo de manipular os sistemas de busca de conteúdo; calúnias são disparadas de forma planejada e replicadas exaustivamente, com a pretensão de parecerem naturais.

Absurdas acusações que jamais serão comprovadas, por serem falsas, são postadas e repostadas diariamente. A vítima pode ser um magistrado, um político ou um cidadão comum. Pode ser um jornalista, uma atriz, não importa.

Os objetivos são constranger, forjar suspeições, levantar dúvidas, transformar em verdade a mentira repetida mil vezes.

O mais grave é que esse roteiro se repete para buscar desconstruir a imagem de qualquer um que ouse defender ideias divergentes dos interesses daqueles que mantêm plugada essa verdadeira quadrilha virtual.

E, quando alguém recorre à Justiça para se defender de ataques infundados, é acusado de exercer censura, invertendo, assim, as posições. A vítima passa à posição de réu.

Esse tipo de ação covarde é um lado da moeda que, na outra face, tenta controlar a imprensa, impedir a formação de novos partidos, defender a remoção do direito de investigação do Ministério Público e a submissão das decisões do STF à maioria governista no Congresso Nacional.

A boa notícia é que esse movimento, cuja origem e objetivos ficam cada vez mais claros, ganha crescente descrédito, fazendo com que certas vilanias fermentem apenas nas trincheiras dos espaços ocupados, e eventualmente pagos, pela má-fé. Até porque não é apenas o conteúdo da internet, a mais importante revolução do nosso tempo, que deve permanecer para sempre.

A honra das pessoas também deveria. Liberdades de imprensa, de informação e de opinião são conquistas definitivas da nossa sociedade. Calúnia, injúria e difamação são crimes. E assim devem ser tratados.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna. 

31/05/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , | Deixe um comentário

Política: coluna de Aécio Neves na Folha

Aécio: “é preciso ter atitudes para que política não perca, aos olhos da população, a legitimidade como instrumento transformador”.

Aécio Neves: presidente do PSDB

Fonte:  Folha de S.Paulo

Artigo – Aécio Neves

Aécio Neves

Aécio Neves novo presidente do PSDB

Política?

Começo a semana diferente, com a responsabilidade de dirigir o maior partido de oposição do Brasil.

Ninguém desconhece as enormes dificuldades da representação política no país. Embalado pela profusão de cerca de três dezenas de legendas e pela lógica do modelo de governança de coalizão, o quadro partidário é anêmico: sofre de forte descrédito, movido por denúncias graves de apropriação e manejo indevido de recursos e um sem-número de outras incongruências.

Faltam nitidez programática e posicionamento. No lugar das ideias, prevalece a sobrevivência eleitoral, à reboque de alianças contraditórias. Algumas inexplicáveis.

O aliciamento político, a partilha de cargos e os interesses em extensas áreas da administração pública enfraqueceram o debate nacional e tornaram o exercício do contraditório cada vez mais raro, quase uma excentricidade. Para impedi-lo, lança-se mão do expediente de tentar transmudar cobranças legítimas, críticas e questionamentos em antipatriotismo, como se governo e país fossem um só.

A política de alianças e a composição de uma base congressual extensa e heterogênea, como a atual, só se justificam quando se constituem em ferramenta política para fazer mudanças estruturais necessárias, enfrentar corporativismos ou garantir viabilidade de reformas. É o preço que se paga para fazer o que precisa ser feito, o que, muitas vezes, requer medidas impopulares, que deveriam superar a conveniência da hora ou das urnas futuras.

O descrédito com a atividade política se amplia mais com o descompasso existente no país entre promessa e compromisso. O que, em política, deveria ser sinônimo, na prática são termos que não guardam nenhuma relação entre si.

Recordo, uma vez mais, apenas um dentre inúmeros exemplos, a promessa não cumprida da presidente da República na campanha de 2010 de desonerar as empresas de saneamento como forma de acelerar os investimentos na área.

Temos governos que não se sentem obrigados a cumprir o que pactuaram com a população nas urnas e uma população que, já amortecida por sucessivas frustrações, parece achar isso natural, a ponto de abrir mão de justas cobranças.

E, com isso, reveste de triste verdade a famosa frase de Apparício Torelly, o Barão de Itararé, adaptada à política: de onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada

Nesse ambiente de descrédito, onde todos perdem, os partidos precisam retomar a responsabilidade que lhes cabe na representação da sociedade.

Para nós, do PSDB, uma das principais tarefas nesse campo tem sido buscar formas de impedir que a política perca, aos olhos da população, a sua legitimidade como instrumento transformador da realidade.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

31/05/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , , | Deixe um comentário

2014: Aécio promete novo tempo na política

Aécio: “Onde estiver o PSDB, estejam absolutamente seguros, estará a defesa intransigente da ética, da liberdade e da democracia”, comentou o senador.

Aécio Neves: eleições 2014

Aécio Neves assume PSDB prometendo um novo tempo na política brasileira 

 “Ética e política devem ser como irmãs siamesas e jamais se separarem”. Foi relembrando um ensinamento de Aécio Cunha, seu pai e ex-deputado por Minas Gerais, que Aécio Neves resumiu o significado do PSDB para a política nacional.

Em seu discurso de posse como novo presidente nacional do partido, ele deu mostras de que irá liderar um movimento pela retomada da confiança da população na política, algo que vem se perdendo com os dez anos de escândalos protagonizados pelo PT e pelo governo federal.

Aécio Neves encheu de otimismo o público presente à convenção de seu partido, no último sábado (18/05) em Brasília, pois foi coerente e firme. De um lado, fez o que sempre disse que faria: exaltou o legado do PSDB, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mostrou respeito à geração mais antiga do partido.

“O que quero dizer a vocês, com a responsabilidade de presidente, a partir desse instante, do maior partido de oposição do Brasil, é uma palavra de honra e de orgulho. Orgulho da nossa trajetória, dos nossos companheiros, mas em especial, orgulho da nossa história”, disse em seu discurso, ao lado de FHC e de José Serra.

Por outro lado, Aécio Neves fez um discurso ousado e olhando para o futuro. Mostrou que será intransigente nas cobranças ao governo federal. Não deixará de apontar os desserviços do PT ao Brasil, com seu governo recheado de escândalos e agressões à democracia brasileira.

“Onde estiver o PSDB, estejam absolutamente seguros, estará a defesa intransigente da ética, da liberdade e da democracia. Os nossos adversários, e aqui isso já foi dito, vêm atentando contra a democracia, querendo colocar um garrote no Supremo Tribunal Federal, inibir as ações do Ministério Público, cercear a imprensa, inibir a livre movimentação das forças políticas. Mas sabem por que fazem isso? Porque temem, porque nos temem, porque sabem que no confronto, no olho no olho, nós poderemos dizer que temos coerência”, exaltou.

A eleição do novo presidente nacional do PSDB trouxe gás novo ao partido. O otimismo também é unânime. Tanto os velhos tucanos quanto a nova geração que forma a oposição no Brasil se sentiram representados no discurso de Aécio Neves.

21/05/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , | Deixe um comentário

Aécio: senador tem a oposição no DNA

Aécio Neves: senador assume presidência do PSDB e planeja investir em tecnologia para a integração em rede de todas as regionais do partido.

Aécio Neves: presidente do PSDB

Aécio Neves: biografia

Fonte: Estado de Minas

O lugar de Aécio

Diferentemente de Eduardo Campos e Marina Silva, egressos do lulo-petismo, Aécio é o único candidato que tem a oposição no DNA

Tereza Cruvinel

Nos últimos meses, o senador, ex-governador e ex-presidente da Câmara Aécio Neves ouviu, com a paciência das montanhas de Minas, conselhos e cobranças para elevar o tom ou aumentar a velocidade de seus movimentos como pré-candidato a presidente. Ignorou gentilmente os que o acusaram de ter pouco apetite para a disputa. Buscava as condições básicas para ser candidato, obtidas na convenção de ontem, que o elegeu presidente do partido e lhe deu maioria indiscutível nas instâncias decisórias. Agora, começa de fato a caminhada, avisou ele. Aécio queria, além do comando, a renovação dos quadros dirigentes e mudanças em sua gestão política e operacional. Tendo agora a faca e o queijo, seu desafio é ocupar o lugar que lhe pertence na disputa. Pois, diferentemente de Eduardo Campos e Marina Silva, egressos do lulo-petismo, Aécio é, até agora, o único candidato que tem a marca da oposição no DNA. Marina e Campos trafegarão na chamada terceira via, com roupa e discurso que não os distinguirão nitidamente do PT.

Em relação a Campos, Aécio tem não apenas a vantagem do DNA. O PSDB é, sem dúvida, muito mais estruturado e enraizado que o PSB. Governa estados com muito maior peso econômico, como São Paulo e Minas, vale dizer, máquinas mais potentes para enfrentar o equipamento federal. Até onde se enxerga, os governadores estão comprometidos com sua candidatura. No PSB, nem todos querem a candidatura de Campos, preferindo a zona de conforto do governismo. O empresariado, é verdade, tem simpatia pelos dois, especialmente aqueles que não gostam do estilo voluntarioso de Dilma. Mas eles, sabemos como agem: colocam um chapéu em cada cadeira, dão dinheiro a todos, proporcionalmente aos índices nas pesquisas. Não querem ficar mal com quem ganhar, seja quem for. Marina tem ainda mais dificuldades para romper o mimetismo com o PT – seus eleitores um dia foram petistas – e seu partido pode até não sair do papel.

Na presidência do PSDBAécio planeja investir em tecnologia para a integração de todas as regionais em rede. Quer fortalecer instâncias como as secretarias da Mulher e do Meio Ambiente. Promete correr o Brasil propondo uma nova agenda para o país. “O PT não tem o monopólio do diálogo com a sociedade. Queremos ouvir e ser ouvidos e apresentar nossa proposta de mudança.” Quando se pergunta que mudança é essa, o apetite verbal aumenta. Até aqui, ele foi quase monotemático, criticando o centralismo fiscal da União e as perdas de estados e municípios. Agora, ataca a “contínua dilapidação da herança bendita da estabilidade”, a seu ver, representada pelo descuido com a inflação, a complacência fiscal e as intervenções no câmbio. Afirma que Dilma foi uma decepção como gestora e ataca as políticas sociais, o que, em outros tempos, a oposição evitava como heresia. “O PT de fato alargou e consolidou a rede de proteção social hoje existente, mas ela nasceu no governo Fernando Henrique. Vamos combater verdadeiramente a pobreza, não apenas administrá-la para lucrar eleitoralmente, como faz o PT”, diz Aécio.

Certamente, Aécio e o PSDB sabem que não será fácil enfrentar, no cargo, uma presidente popular e favorita na disputa como Dilma. Mas, na luta política, joga-se para ganhar e também para acumular forças. E quem acumula é quase sempre quem se colocou claramente na oposição, como fez o próprio PT no passado, e não os que trafegam na terceira via.

Em pauta

Passado o furacão da MP dos Portos, o Congresso deve examinar outros assuntos sensíveis para o povo, não para o capital.

1. A Câmara precisa retomar a votação da nova lei antidrogas, de autoria do deputado Osmar Terra (PMDB-RS). Ponto polêmico, a internação compulsória de dependentes químicos. O lobby da liberação da maconha e drogas leves tentará pegar carona. Aparentemente, sem chance.

2. Mas, antes, os deputados devem votar a lei, que vem aprovada do Senado, alterando regras para a criação e a fusão de municípios. As assembleias legislativas recobram o poder de legislar sobre o assunto, mas dentro de regras que limitam a proliferação de municípios em busca das verbas do FPM.

3. Depois das domésticas, os garçons. Na agenda do Senado, projeto do hoje prefeito de Uberlândia Gilmar Machado, relatado pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), cria regras para a distribuição, entre os garçons, daqueles 10% que todos nós pagamos sobre a dolorosa conta, nos bares e restaurantes. Na era do cartão de crédito, a maioria dos estabelecimentos não lhes repassa a gorjeta.

Fora da pauta 
A indústria automobilística ganhou desonerações fiscais que alcançam os R$ 20 bilhões. Com a desoneração da folha de pagamentos de 42 setores, o governo renunciará a R$ 35 bilhões, entre 2013 e 2014, sem falar na isenção da cesta básica e em outras bondades. Autor de projeto que zera os impostos para todo tipo de medicamento (como é na Inglaterra, no Canadá e em outros países), o deputado José Antônio Reguffe (PDT-DF) consultou o Ministério da Fazenda sobre o impacto fiscal que ele teria – R$ 3 bilhões, respondeu a Fazenda. “Com essa renúncia, que representa apenas 0,11% do Orçamento, toda a população seria beneficiada com a redução de 35% no preço dos remédios. E, diferentemente do que ocorre com os carros, o governo poderia fiscalizar o repasse da isenção, pois já controla o preço dos medicamentos”, diz Reguffe. Mas o projeto está parado. A base não o abraçou como à MP dos Portos.

20/05/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , , , | Deixe um comentário

Oposição: PSDB investiga ligações perigosas do PT

PSDB lidera oposição e coloca sob suspeita contratos de comércio entre Brasil, Cuba e Angola.  Sérgio Guerra questiona sigilo dos contratos.

PSDB: oposição

PSDB suspeita de ligações perigosas do PT

PSDB suspeita de ligações perigosas do PT e Lula. Foto Brasil 247

Fonte: O Globo

Oposição levanta suspeitas sobre negócios do Brasil com Cuba e Angola

Ministério do Desenvolvimento tornou sigiloso apoio financeiro aos dois países

BRASÍLIA e SÃO PAULO — O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), divulgou nota ontem em que coloca sob suspeita contratos de comércio feitos pelo Brasil com Cuba e Angola. Segundo reportagem publicada ontem pelo jornal “Folha de São Paulo”, o ministro do Desenvolvimento, Indústria Comércio Exterior, Fernando Pimentel, classificou as operações com os dois países como sigilosas, com a divulgação dos termos e do conteúdo impossibilitada. A mesma restrição não se estende a contratos com outras nações.

Para Guerra, esse posicionamento de Pimentel mostra que empresas cujos interesses estão sendo defendidos pelo ex-presidente Lula no exterior podem ter tido acesso a financiamentos milionários do BNDES.

“Levanta suspeita o fato de o governo brasileiro ter tornado secretos os documentos que tratam de operações financeiras, via BNDES, da ordem de US$ 895 milhões, fechadas com Angola e Cuba. Não há dúvida de que o ex-presidente Lula vem utilizando o prestígio da condição pública de ex-presidente da República para participar de negociações privadas que beneficiam empreiteiras no exterior”, diz a nota.

BNDES destina US$ 9 bi para América Latina

Guerra vai além: “Do ponto de vista ético, o Brasil tem o direito de saber se Lula tem recebido vantagens pessoais ao se utilizar de relações internacionais estabelecidas no exercício de função pública. O Brasil tem o direito de saber se o ex-presidente está sendo pago por empreiteiras, seja diretamente ou através doInstituto Lula”.

Dados do BNDES mostram que, até 2012, Cuba recebeu US$ 550 milhões em financiamentos concedidos a empresas brasileiras na ilha caribenha. A maior parte dos recursos foram para o Porto de Mariel, além de bens e serviços para projetos relacionados a turismo, fármacos, produção agrícola e bens de capital diversos. O total de recursos do banco para toda a América Latina é de US$ 9,1 bilhões.

Os recursos aprovados para projetos em Angola somam US$ 5,2 bilhões, dos quais US$ 2,2 bilhões já foram desembolsados. Conforme o BNDES, o banco começou a financiar exportações brasileiras de bens e serviços para o país africano em 2006 e, até o momento, já foram aprovadas cinco linhas de crédito, voltadas para reconstrução da infraestrutura angolana, devastada com as guerras de independência e civil.

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) afirmou, em comunicado, que todas as negociações bilaterais conduzidas pela pasta são sigilosas, visto que a divulgação pode prejudicar ou pôr em risco negociações com outros países.

“Todas as operações de financiamento oficial às exportações de bens e serviços de empresas privadas brasileiras para qualquer país sempre foram cobertas pelos sigilos comercial, fiscal e bancário previstos em lei. Diferentemente do que sugere a reportagem, não há diferença, no que diz respeito a esse tratamento, entre as operações relativas a Cuba e Angola, e as operações relativas à venda de bens e serviços brasileiros aos demais países”, diz o comunicado.

Em 2012, a soma dos financiamentos para a exportação de bens e serviços brasileiros para outros países alcançou US$ 2,2 bilhões, informou o ministério. “As condições de financiamento para Cuba e Angola são exatamente as mesmas que valem para os demais países e seguem as regras estabelecidas pelos programas oficiais de apoio à exportação, relativos ao FGE (Fundo Garantidor de Exportações) e ao BNDES. Não apenas o Brasil, mas inúmeros países do mundo adotam o modelo de crédito oficial como forma de estimular e dar competitividade à empresas nacionais nas suas vendas de bens e serviços ao exterior”, diz a nota.

Exportações são financiadas para 28 países

Segundo o ministério, nos últimos anos o governo financiou exportações de bens e serviços brasileiros para 28 países. “Não há que se falar, portanto, em ineditismo. Em todos os casos, o sigilo é a regra. O valor total desembolsado por país, e apenas essa informação, é pública”, conclui a nota.

A decisão de proteger os documentos por 15 anos foi criticada por especialistas. Roberto Romano, professor de Ética da Unicamp, disse que “não há sentido decretação de sigilo.”

— Quebra o princípio de transparência que estamos conquistando a duras penas — disse o professor.

Para Claudio Weber Abramo, diretor da Transparência Brasil, há “obscuridade” nas relações das empresas que exportam serviços com empréstimos do BNDES. Ele lembra que esse modelo de empréstimo para as empresas exportarem começou no governo Fernando Henrique. Abramo não acha que as viagens de Lula às custas das empreiteiras que recebem empréstimos muda a necessidade de informação:

— Bastam os empréstimos para que se exija que as condições de concessão sejam transparentes.

15/04/2013 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio 2014: senador vai percorrer Norte e Nordeste

Aécio 2014: “Ele vai para Tocantins, Alagoas e Pará. No fim do mês deve ser no Paraná”, declarou presidente do PSDB-MG.

Aécio Neves 2014: Norte e Nordeste

Fonte: Hoje em Dia

Senador Aécio Neves começa ofensiva no Norte e Nordeste

Com vistas às eleições de 2014, o senador Aécio Neves (PSDB) fechou uma agenda política no Norte e Nordeste do país, regiões onde o governo da Presidente Dilma Rousseff (PT) possui os maiores índices de aprovação. O objetivo das viagens, que serão realizadas nos próximos dias, é a busca do consenso pela indicação de Neves à presidência nacional do PSDB.

Ocupar a cadeira de dirigente nacional é estratégia central para aumentar a visibilidade e a presença do senador mineiro em todas as regiões do país. Ele quer capitalizar seu poder eleitoral para o pleito do ano que vem, quando vai concorrer com a presidente Dilma.

Na última terça-feira (2), o senador se reuniu com deputados de São Paulo, estado considerado prioritário, tanto por já ter sido foco de oposição aos projetos do senador, quanto por ser o maior colégio eleitoral do país.

“Ele vai para Tocantins, Alagoas e Pará. No fim do mês deve ser no Paraná (Sul)”, declarou o presidente do PSDB de Minas Geraisdeputado federal Marcus Pestana.

Senado

Além de assegurar a pré-candidatura de Aécio ao Planalto, o PSDB de Minas decidiu começar a trabalhar a imagem do partido para disputar também uma vaga no Senado e se manter no Palácio Tiradentes.

Um grupo suprapartidário está sendo criado para começar a convocar os partidos aliados para a campanha.

Além disso, os aliados têm como prioridade “reforçar” a imagem do governador Antonio Anastasia (PSDB) pelo estado, que tem seu nome ventilado para o Senado. O grupo deve ainda correr o estado para divulgar os projetos tucanos.

“Vamos desencadear um plano de trabalho para o fortalecimento da figura do Anastasia. Precisamos disseminar suas conquistas”, disse Pestana. Questionado sobre a possibilidade de convidar o PMDB para fazer parte desse grupo, o dirigente afirmou que vê com bons olhos um apoio nesse sentido.

“Desse grupo, estamos falando dos partidos que já estão conosco desde 2002. Mas vamos continuar conversando com o PMDB. Existem lideranças que gostariam de compor conosco, mas isso agora ficou mais complicado com o Ministério da Agricultura que foi para Antonio Andrade”. Pestana será reconduzido à Presidência do PSDB.

03/04/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , | Deixe um comentário

Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio e Campos: 2014 – Senador e governador de Pernambuco se fortalecem com as eleições de 2012 e são alternativa ao PT.

Aécio Neves: presidente 2014

Fonte: Isto É

Os vitoriosos

Resultado na eleição municipal credencia o senador Aécio Neves e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como nomes decisivos para a eleição presidencial de 2014

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio e Campos de olho na Presidência 2014 – Fotos: Adriano Machado; frederic jean/ag. istoé

ROBUSTO
O PSB de Eduardo Campos (à esq.) destacou-se como o partido que mais cresceu proporcionalmente nas eleições municipais e Aécio Neves garantiu a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que obteve 52,7% dos votos

Qualquer negociação sobre a disputa presidencial de 2014 terá de passar necessariamente por dois nomes: o senador Aécio Neves e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Os dois líderes políticos se credenciaram para as discussões sobre a sucessão de Dilma Rousseff a partir de vitórias expressivas nas urnas este ano. Além do papel de fiadores das campanhas municipais do PSDB e do PSB País afora, ambos conseguiram eleger afilhados políticos nas capitais de seus Estados em confrontos diretos com candidatos do PT. Aécio, aliado a Campos, garantiu a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que obteve 52,7% dos votos sobre o ex-ministro Patrus Ananias (PT), que só chegou aos 40,8% de apoio com a ajuda de Dilma. No Recife, 51,1% dos eleitores deram vitória a um até então desconhecido Geraldo Julio, lançado candidato por Campos após racha com os petistas. Na capital pernambucana, o nome do PT era o senador e ex-ministro da Saúde Humberto Costa, que ficou em terceiro lugar com apenas 17,4% dos votos.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Tanto Eduardo Campos como Aécio Neves sabem que o caminho até 2014 é longo e, por vezes, acidentado. Não admitem oficialmente o desejo de concorrer à Presidência dentro de dois anos, mas mergulharam de cabeça nas eleições municipais numa óbvia tentativa de projeção nacional. Usaram jatinhos particulares para poder subir em diferentes palanques espalhados pelo País. Campos, segundo sua assessoria, percorreu mais de 25 mil quilômetros no período eleitoral. Visitou cidades de São Paulo, Mato Grosso e três Estados nordestinos, além de Pernambuco.

Já o tucano, conforme informações de assessores, esteve em 21 Estados, além de dezenas de cidades mineiras. Para o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), as viagens ajudam na divulgação do partido e de Aécio. “Ele é o nome mais credenciado para 2014″, afirma. Guerra é pragmático quando o assunto é uma eventual chapa com Aécio na cabeça e Campos de vice. “É nosso amigo, mas é aliado do governo”, avalia.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Embora se encontrem em campos opostos hoje, tanto o tucano como o socialista sabem que essa situação pode mudar e, intimamente, nutrem o desejo de subir no mesmo palanque nacional. A última vez que isso aconteceu foi há quase 30 anos, na campanha das Diretas Já. Eram então apenas netos de Tancredo Neves e Miguel Arraes, que militavam no PMDB ao lado de Ulysses Guimarães. De lá para cá, cada um seguiu seu caminho em trajetórias independentes, mas bastante semelhantes. A amizade se manteve e, ao despontarem como expoentes políticos de uma nova geração, voltam a alimentar o sonho de uma parceria. Além da aliança em torno da eleição de Márcio Lacerda, Campos admite que trabalhou para eleger Aécio Neves presidente da Câmara dos Deputados, em 2001.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Hoje, para evitar ferir suscetibilidades entre os petistas, o governador pernambucano é menos enfático que o senador tucano quando o assunto é uma eventual aliança para 2014. Diz que o PSB estará no jogo, mas que o “caminho mais natural” é permanecer na base do governo. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), no entanto, revela que Campos está formando a convicção de que o PT não o tolera. “O racha que houve aqui e em BH está evoluindo”, diz. Para o político veterano, restará ao socialista tentar um entrosamento com o PSDB, como vice do tucano, ou até uma candidatura própria pelo PMDB. Um rompimento na base do governo hoje é pouco provável, dependerá muito do ritmo da economia e da popularidade de Dilma daqui a dois anos. Até lá, Aécio promete elevar o tom contra o governo do PT e tomar as rédeas da oposição.

O PSDB, de Aécio, ficou em segundo lugar em número de prefeituras. Os tucanos conquistaram 693 municípios, uma queda de 12%, que foi compensada, segundo Aécio, com a reinserção da legenda nas regiões Norte e Nordeste, de onde havia sido praticamente extirpada em pleitos anteriores. O senador destaca as vitórias da oposição em Maceió e Aracaju, além da ida para o segundo turno em várias cidades importantes, como Salvador, João Pessoa, Teresina, Belém, Manaus e Rio Branco. O PSB de Campos, por sua vez, destacou-se como o partido que mais cresceu proporcionalmente. Com um discurso pautado pela eficiência da gestão e pelos índices de popularidade ostentados pelo próprio governador de Pernambuco, a legenda conquistou quase 40% a mais de prefeituras em relação a 2008, saindo de 203 para 433.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio vence em Belo Horizonte e abre frente para negociar com PSB em 2014

Aécio: presidente 2014 – Link par a matéria: http://istoe.com.br/reportagens/245177_OS+VITORIOSOS

15/10/2012 Posted by | Eleições 2012, Minas, Política | , , , , , , , , , , , , , | Comentários desativados em Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014