Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Aécio e Campos mobilizam oposição para viabilizar CPI da Petrobras

Oposição em tese conseguiu apoio de 27 assinaturas de senadores necessárias para instalar a comissão mista.

CPI da Petrobras

Fonte: Estado de S.Paulo

Por CPI da Petrobrás, Aécio e Campos repetem tática eleitoral no Congresso

Pré-candidatos da oposição à Presidência da República unem forças, aprovam ida de presidente da estatal e ministro de Minas e Energia a comissões temáticas, obtêm assinaturas no Senado suficientes para investigação e agora travam batalha na Câmara

A estratégia conjunta de não-agressão na campanha eleitoral firmada entre os pré-candidatos a presidente da República, senador Aécio Neves (PSDB), e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), foi transformada nesta terça-feira, 24, em uma outra aliança, desta vez no Congresso, para viabilizar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar irregularidades na Petrobrás.

Ao final desta terça, a oposição já tinha as 27 assinaturas de senadores necessárias para instalar a comissão mista, com trabalho conjunto entre Senado e Câmara. Além dos 11 senadores do PSDB, os quatro do PSB, quatro do DEM, um do SDD e um do PSOL, só foi possível obter o número mínimo após a adesão de senadores da base, como Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Simon (PMDB-RS), Pedro Taques (PDT-MT), Ana Amélia (PP-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Sérgio Petecão (PSD-AC).

As negociações em curso para a formação dos palanques eleitorais em seus Estados foi um elemento fundamental para a adesão. Taques, por exemplo, deve ser o candidato a governador que dará palanque a Campos no Mato Grosso. Ana Amélia, por sua vez, caminha para fechar com o PSDB e dar palanque a Aécio no Rio Grande do Sul. O partido deCristovam, o PDT, negocia com o PSB uma candidatura contrária ao PT no Distrito Federal.

Mas o que mais pesou foi o interesse dos dois principais candidatos de oposição em desestabilizar a presidente Dilma Rousseff a poucos meses do início da campanha eleitoralAécio, após se reunir à tarde com lideranças da oposição na Câmara e no Senado deixou claro esse interesse, ao mencionar a possibilidade de a própria Dilma comparecer para depor. “Queremos trazer o senhor (Nestor) Cerveró, o diretor Paulo Roberto (Costa), o ex-presidente da empresa (José Sérgio Gabrielli) e até a própria presidente da República, se achar necessário, que venha aqui também prestar esclarecimentos. É o que queremos”. Também falou sobre a importância do PSB no processo: “A colaboração do PSB para alcançar a adesão necessária é indispensável”.

De São Paulo, onde participou de um evento, Campos orientou parlamentares do PSB que deveriam assinar qualquer proposta: CPICPMI, requerimento, tudo o que fosse possível para desgastar a imagem de “boa gerente” de Dilma. Ligou para o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e disse que havia se convencido da necessidade de aderir ao movimento dada “a gravidade da situação”.

Convites. O efeito foi imediato. Já pela manhã, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), principal aliado de Campos no Senado, conseguiu aprovar na Comissão de Meio Ambiente e na de Assuntos Econômicos, requerimentos de convite para que a presidente da PetrobrásGraça Foster, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, compareçam à Casa. Foster para falar sobre Pasadena, e Lobão para discorrer sobre problemas no setor de energia do País.

A opção preferencial por uma CPI mista foi definida à tarde por Aécio na reunião com lideranças da oposição. O motivo é que seria improvável conseguir abrir uma CPI exclusiva na Câmara, tendo em vista que a lista de requerimentos para instaurar uma comissão na Casa é extensa e não há disposição do presidente, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), em furar essa fila.

“Já tem o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Polícia Federal investigando. Nunca tantos órgãos investigaram ao mesmo tempo uma matéria como esta. Então, agora é aguardar essa apuração. Uma CPI meramente para atear fogo em questões políticas em ano eleitoral, eu acho que não é a vontade do País”, disse ele nesta terça pela manhã. Já uma CPI exclusiva do Senado teria de ter o aval do presidente, Renan Calheiros (PMDB-AL), que já declarou, na semana passada, ser contrário a ela.

Com as 27 assinaturas do Senado asseguradas, o objetivo nesta quarta é conseguir fechar as 171 assinaturas mínimas de deputados necessárias para que o requerimento seja apresentado. A tarefa de coleta na Câmara cabe a quatro partidos: PPSPSDBDEM e PSB. Até o fechamento desta edição, faltavam aproximadamente 50 deputados para completar o número obrigatório e muitos oposicionistas sequer haviam assinado.

A expectativa é de que o número será obtido e também com a ajuda da base aliada.

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27/03/2014 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio: PT quer ganhar eleições por W.O.

Aécio Neves: candidatura de Campos é “muito bem-vinda na discussão política brasileira”.  PT tenta inibir candidaturas.

Eleições 2014

‘PT quer ganhar eleição quase por W.O.’, diz Aécio. De acordo com o tucano, o PSDB talvez seja o partido que terá o maior número de candidaturas próprias nos estados no pleito de 2014

Fonte: Estado de Minas

PT quer ganhar eleição quase por W.O.’, diz Aécio

De acordo com o tucano, o PSDB talvez seja o partido que terá o maior número de candidaturas próprias nos estados no pleito de 2014

senador mineiro e provável candidato do PSDB ao Palácio do PlanaltoAécio Neves, fez críticas à condução do país pelo PT e avaliou como natural a aliança com o PSB, do possível adversário Eduardo Campos, governador de Pernambuco, nos estados. Em entrevista à TV Estadão na tarde desta quarta-feira, 15, Aécio disse que a candidatura de Campos é “muito bem-vinda na discussão política brasileira” e criticou o PT por tentar inibir candidaturas. “Quem buscou inibir candidaturas como a da própria Marina, inviabilizando a criação da Rede do ponto de vista congressual, ou criando dificuldades para a candidatura do governador Eduardo foi o PT. O PT quer ganhar quase por W.O. essa eleição”, afirmou.

De acordo com o mineiro, o PSDB talvez seja o partido que terá o maior número de candidaturas próprias nos estados no pleito de 2014, com número entre dez e 12 candidatos. As alianças nos outros estados deverão se manter sempre no campo oposicionista. “É importante que as alianças locais sigam o sentimento de vencer a eleição nacional“, disse.

Ao dizer que a aliança com o PSB em muitos estados brasileiros é natural, Aécio falou ainda que “as coisas naturais na política são as que devem prevalecer”. “Eu portanto estimularei sempre que possível a continuidade dessas alianças“, afirmou. Ele lembrou que o PSB participa do governo de Geraldo Alckmin” desde o início”.

A discussão sobre a vice-candidatura presidencial, de acordo com ele, é uma questão que deve ser debatida pelo partido a partir de maio. “Política é a arte de administrar o tempo”, disse, ao ser questionado sobre a composição da chapa. “O que estamos definindo nesse instante, em primeiro lugar, é o discurso do PSDB.”

Críticas

Aécio reforçou suas críticas ao “aparelhamento da máquina pública” e à “má condução da economia” durante a gestão petista. “Estou cada dia mais confiante de que o Brasil precisa encerrar esse ciclo de desgoverno do PT, que nos tem levado a crescer esse ano passado apenas mais do que a Venezuela na América do Sul, com a inflação já infelizmente saindo do controle”, disse. “A visão de mundo não pode mais ser atrasada”, completou.

O tucano disse ainda não avaliar que a presença da presidente Dilma Rousseff no segundo turno eleitoral seja garantida. “Estamos vendo hoje muitas conquistas em risco, inclusive o controle inflacionário”, apontou ele, que citou a perda de credibilidade do país junto a agentes internacionais.

Mesmo o cenário do emprego no Brasil, apresentado pelo governo como um ponto positivo devido às baixas taxas de desemprego, foi avaliado pelo provável adversário de Dilma como um problema porque o país está perdendo a qualidade dos empregos. “O emprego industrial vem caindo”, apontou Aécio, dizendo que este é o emprego de melhor qualidade. Com as críticas, Aécio voltou a falar em “herança maldita” deixada pelo PT. Ele citou ainda a crise no sistema penitenciário no Maranhão e a omissão do governo federal na condução do problema da segurança.

Sobre o caso conhecido como mensalão mineiroAécio defendeu a “apuração de todas as denúncias” e disse que o PSDB não irá cometer o “equívoco do PT” de “transformar políticos presos em presos políticos”.

16/01/2014 Posted by | Política | , , , , , , , | Deixe um comentário

Eleições 2014: Aécio quer fortalecer aliança com PSB

Eleições presidenciais: grande dor de cabeça é São Paulo. Marina defende candidatura própria. Campos alertou que o martelo não foi batido.

Alianças da oposição

Fonte: Correio Braziliense

O plano de Aécio com o PSB

Senador tucano prevê alianças em, pelo menos, 15 estados. Segundo ele, possível veto de Marina Silva à união entre os partidos é pior para os socialistas

O presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), declarou, na tarde de ontem, que o seu partido deve se aliar ao PSB, do governador Eduardo Campos (PE), em pelo menos 15 estados, incluindo São Paulo e Minas Gerais. Em entrevista na sede tucana em Brasília, o senador afirmou que um possível veto da ex-ministra Marina Silva, que será oficializada como vice na chapa de Campos ainda neste mês, prejudicará mais o socialista. “Se houver veto, altera o quadro, mas em prejuízo maior do próprio PSB, o que seria antinatural”, afirmou. A grande dor de cabeça é justamente São Paulo. Marina defende candidatura própria. Campos alertou, na segunda-feira, que o martelo ainda não foi batido.

O político mineiro avaliou que a aliança com o PSB nos estados é natural. “As coisas naturais são aquelas que o eleitor respalda. Por isso, é absolutamente normal a continuidade dessa aliança em São Paulo. Seria um prazer estar ao lado de Eduardo.” Quando questionado quem seria o vice na chapa do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin(PSDB), o senador desconversou. “Não é comigo. A vice cabe a Alckmin.” O mineiro defendeu também a união do PSDB e PSB em Minas Gerais. “Lá, o PSB tem secretários no governo e o governo da capital. As pessoas não entenderiam um distanciamento entre nós”, afirmou.

Na primeira semana de fevereiro, Aécio participa de uma reunião com a executiva nacional do PSDB para que todas as coligações nos estados tenham o aval do partido. “Em 15 estados, as alianças caminham naturalmente. Se empurra, chega a 20″, declarou. Aécio aproveitou a entrevista para criticar o PT. “Eles acabam nos ajudando. O PT quer tudo, o Senado, o governo e a Câmara. Talvez acabe ficando sem nenhuma dessas coisas.” O tucano disse esperar as oposições unidas no segundo turno das eleições.

Na segunda-feira, Eduardo Campos afirmou que quem apostar no desentendimento dele com a ex-ministra Marina Silva vai perder. “Quem está torcendo para dar errado aposte barato porque, se apostar caro, vai perder muito”, afirmou. Ele também alfinetou o PT. “Há um desejo de que essas coisas (aliança com Marina) não deem certo. Tem muita gente que deseja muita coisa e não consegue. Não vão conseguir essa, por exemplo”, ressaltou o político pernambucano. Para Campos, em pelo menos 20 unidades da Federação, não há nenhuma divergência entre o PSB e a Rede Sustentabilidade, partido que Marina tentou criar.

Maranhão
Aécio Neves aproveitou a crise do sistema prisional no Maranhão para atacar a gestão da presidente Dilma Rousseff. “O governo federal não tem interesse em melhorar o sistema prisional brasileiro. Isso fica claro na baixa execução orçamentária do fundo para segurança. Nos três anos do governo Dilma, apenas 10,8% dos recursos para a segurança foram liberados. Do total, de R$ 1,4 bilhão, apenas R$ 156 milhões foram efetivamente executados. Para o sistema penitenciário, dos R$ 246 milhões previstos apenas R$ 90 milhões foram aplicados”, criticou.

De acordo com ele, os recursos são contingenciados porque o governo gasta muito e gasta mal. “Este governo só reage no improviso. Foi assim com a questão da Caixa Econômica Federal e também com o caos no sistema prisional do Maranhão“, disse. Aécio ainda ressaltou que, quando governador de Minas Gerais, amenizou o problema da segurança pública e do sistema penitenciário mineiro com parcerias público privadas, as chamadas PPPs. ”Porém, os estados precisam da ajuda do governo federal para investir no setor e não estão sendo atendidos”, lamentou.

15/01/2014 Posted by | Política | , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio: veto de Marina prejudica PSB

Eleições 2014: “Se houver veto, obviamente altera o quadro, mas acredito que seja em prejuízo do próprio PSB”, afirmou Aécio.

Eleições 2014

Fonte: Valor Econômico

Veto à aliança com PSDB prejudica PSB, diz Aécio

Com o veto da ex-senadora Marina Silva (PSB) à coligação de PSB e PSDB nos Estados, o presidente nacional dos tucanos, senador Aécio Neves (MG), afirmou ontem que respeita o posicionamento que o aliado vier a adotar, mas que o principal prejudicado do rompimento seria o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pré-candidato à Presidência.

“Em pelo menos 15 Estados, como São Paulo, Minas Gerais e Paraná, PSDB e PSB já tinham afinidade, eram aliados naturais. Se houver veto, obviamente altera o quadro, mas acredito que seja em prejuízo do próprio PSB“, afirmou Aécio, principal nome no partido para disputar à Presidência. ”Desfazer uma aliança de tantos anos agora pode incorrer em prejuízo de quem saia, de quem não está com a posição de maior força nessa aliança”, pontuou.

Marina Silva, que fracassou ao tentar fundar seu próprio partido, o Rede Sustentabilidade, para as eleições de 2014, filiou-se ao PSB em outubro e agora pressiona para que a legenda rompa os acordos regionais com os tucanos para lançar candidatos próprios nos Estados. O alvo é São Paulo, onde o PSB apoia o governo Geraldo Alckmin (PSDB) e discutia indicar o vice do tucano para a próxima eleição. O acordo esfriou com o veto de Marina e com a vontade de Campos de ter a ex-ministra como sua vice.

Segundo Aécio, a negociação em São Paulo será conduzida por Alckmin, mas, para a candidatura nacional, o PSB não estar aliado aos tucanos no Estado não faz diferença. “Não há palanque duplo. Os candidatos do PSDB farão campanha para o candidato nacional do PSDB, e os do PSB para o candidato do PSB“, disse. O senador comentou, contudo, que seria um “prazer” estar ao lado de Campos também em São Paulo.

Já em seu próprio Estado, Aécio prevê que a aliança continue. ”O prefeito da capital [Marcio Lacerda] foi eleito com nosso apoio, toda a base do PSB no Estado foi estruturada junto com o PSDB. A aliança é um caminho natural, não é invenção, e as pessoas não entenderão o distanciamento entre nós. E o governador Eduardo Campos também pensa assim”, afirmou.

A avaliação foi feita em entrevista à imprensa convocada por Aécio para falar sobre as ações contra o encerramento de 525.527 contas de caderneta de poupança pela Caixa Econômica Federal em 2012 que, segundo o banco, estavam com o CPF irregular. O montante depositado nestas contas foi usado para aumentar o lucro líquido da empresa em R$ 420 milhões.

“Mais uma vez o Brasil é surpreendido por uma irresponsabilidade do governo que traz enorme apreensão aos brasileiros, com o confisco dos valores da caderneta de poupança de milhares de brasileiros, em uma ação considerada irregular pelos próprios órgãos de controle do governo”, afirmou Aécio. A decisão da Caixa foi questionada pela Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Banco Central (BC), que ordenou que compensação no balanço de 2013.

Para Aécio, as explicações do banco foram insuficientes e é preciso saber quem ordenou a transação. O PSDB protocolou ontem representação para que o Ministério Público Federal (MPF) analise se houve crime de gestão temerária e fraudulenta na instituição e para que os promotores entrem com ação pública para “assegurar a defesa dos poupadores atingidos”.

Os tucanos vão tentar convocar no Congresso Nacional os ministros da Fazenda, Guido Mantega, da CGUJorge Hage, e o presidente do BC, Alexandre Tombini, além de convidar o presidente da Caixa, Jorge Hereda, para dar explicações sobre o caso. Também foi protocolado pedido de informações à Fazenda requisitando documentos da Caixa.

Conforme o Valor revelou ontem, bancos privados também incorporaram a seus resultados valores de contas irregulares. Executivos de dois bancos de varejo disseram, em anonimato, que as instituições em que trabalham adotam procedimento parecido ao da Caixa depois de esgotadas as tentativas de encontrar os clientes.

Aécio disse que o partido não vai incluir os bancos privados na representação ao MPF, mas cobrou posição do BC sobre o tema.

15/01/2014 Posted by | Política | , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio: Dilma improvisa gestão

Gestão deficiente: presidente nacional do PSDB diz que improviso é para “remediar falta de planejamento e incapacidade executiva.”

Gestão deficiente e falta de transparência

Fonte: O Estado de S.Paulo

Adversários criticam veto de Dilma na LDO

Para Campos, retirar tabelas de referência para preços de obras públicas da lei é ‘regressão’; Aécio vê ‘improviso’ por parte do governo 

Após a presidente Dilma Rousseff vetar pontos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que ajudavam a controlar os custos de obras, editando-os em decreto, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, provável candidato à Presidência pelo PSB, afirmou que a retirada desses parâmetros da lei “é uma regressão” e “um equívoco”. O senador Aécio Neves, que deve disputar o Planalto pelo PSDB, criticou o que chama de “improviso” do governo.

Como o Estado informou ontem, a presidente vetou da LDO aprovada pelo Congresso trechos que definiam tabelas oficiais da Caixa Econômica Federal e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) que são usadas como referências de preços para projetos de construção civil (chamada Sinapi) e de rodovias (Sicro).

Os valores são baseados em pesquisas de mercado e servem para orientar licitações e contratações públicas, além de fiscalização de órgãos de controle. Editadas em decreto presidencial, em vez de lei, as regras valem só para o Executivo e podem ser mudadas sem precisar de aval do Congresso. O Judiciário e o Legislativo podem adotar outros parâmetros, a seu critério.

Para Campos, o governo precisa explicar qual foi o motivo que o levou a tomar tal medida. “Se o decreto continua prevendo as mesmas tabelas, qual é a razão para retirar essas referências da LDO? Seria para tirar as estatais desses parâmetros? E quais serão as referências dessas estatais ou dos outros órgãos? Eletrobrás e Petrobrás terão uma nova tabela?”, disse Campos. “Não estou entendendo bem, acho que o governo precisará clarear bem essa questão.”

O governo alega que o decreto é permanente, ao contrário da LDO, substituída a cada ano. O Planalto, no entanto, não explicou por que não propôs uma lei específica para manter o uso das tabelas.

Além disso, Campos lembrou o motivo pelo qual essas tabelas foram adicionadas à LDO. “Sinapi e Sicro surgiram depois de uma CPI criada no fim dos anos 90 para investigar o cemitério de obras inacabadas que tomava conta do Brasil. E então se percebeu a falta de referências para os órgãos de controle”, afirmou Campos. “Tirar da LDO é uma regressão, um equívoco. Tudo o que ouço de órgãos de controladoria é que a aplicação desses parâmetros é importantíssima.”

Improviso. Presidente nacional do PSDB, Aécio evitou criticar a medida em si, mas queixou-se da falta de debate para a tomada da decisão por parte do governo Dilma. “A principal crítica que faço é com relação ao improviso com que regras importantes têm sido alteradas pelo governo federal sempre com o propósito de remediar sua falta de planejamento e sua incapacidade executiva”, disse o tucano.

Para Aécio, “a substituição das bases utilizadas nos cálculos das obras devia ter merecido um amplo debate, incluindo setores da sociedade, os órgãos de controle e fiscais públicos. Não simplesmente a edição de um decreto presidencial“, afirmou. “São mudanças que preocupam exatamente porque é um governo que administra mal e que soma à má gestão uma baixa transparência.”

07/01/2014 Posted by | Política | , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio 2014: união da oposição fortalece briga contra o PT

Aécio Neves: segundo o senador o PSDB e a oposição entram nas eleições fortalecidos no Nordeste.

Eleições 2014

Fonte: Valor Econômico 

Para Aécio, oposição unida fará a diferença

Por Raymundo Costa e Rosângela Bittar

O pré-candidato do PSDB a presidente, Aécio Neves, vai lançar na terça-feira, 17, “um conjunto de diretrizes” no qual deve assentar as bases de um futuro programa de governo. “É mais do que um conjunto de princípios”, afirmou Aécio. “É um conjunto de prioridades”. A palavra chave será “mudança“.

O presidenciável não quis antecipar algumas dessas diretrizes. O que Aécio considera fundamental é que desde já começou a “sinalizar” qual é a sua turma – inclusive na economia – e consequentemente o que pretende fazer no governo federal, na hipótese de vencer as eleições de outubro do próximo ano.

Ontem à noite Aécio participou de um jantar com cerca de 30 grandes empresários, em São Paulo. Na segunda-feira, haverá outro grande encontro com empresários do Rio de Janeiro. Organizados pelo economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Armínio é o denominador comum desses encontros, o que não quer dizer que ele será necessariamente ministro da Fazenda ou czar da Economia num futuro governo do PSDB. Mas se Aécio Neves for eleito presidente de um novo governo tucano, certamente será influenciado pelas ideias econômicas professadas por Armínio Fraga.

A “turma” a que se refere Aécio é integrada pelo ex-presidente Fernando HenriqueArmínio, o governador de Minas GeraisAntônio Anastasia (que deve ser peça-chave em eventual governo de Aécio) e o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), cotado para compor a chapa como candidato a vice-presidente, na hipótese de os tucanos concorrerem com chapa pura – a ideia seria dar densidade para Aécio em São Paulo, já que espera sair de Minas com uma grande votação.

“Se houver o mesmo empenho em São Paulo que nós tivemos em Minas Gerais [o ex-governador José Serra ganhou da presidente Dilma Rousseff a eleição em Belo Horizonte, em 2010], nós ganhamos a eleição”, disse.

Na conversa que teve com repórteres e colunistas de jornais, televisão, rádio e portais da internet, na quarta-feira, Aécio registrou alguns “fatos novos” na eleição de 2014 e que justificam seu otimismo, apesar do favoritismo da presidente da República, segundo apontam as pesquisas de opinião pública.

Aécio acredita que um fato diferencia a campanha de 2014 das campanhas anteriores, desde que o PT venceu em 2002: “Nas outras, as oposições em nenhum momento construíram algum tipo de entendimento”. Agora ocorre exatamente o oposto. “O Eduardo [Campos, do PSB] não conseguirá fazer uma campanha que não seja de oposição. Haverá uma convergência natural”. Segundo o presidenciável, “nós temos 80% de afinidade [PSDB e PSB] no Brasil hoje”.

Aécio disse que apoiará Campos se ele for para o segundo turno e se diz “cada dia mais convencido de que Eduardo o apoiará”, em caso contrário. Com a ressalva de que será ele, Aécio, quem estará no segundo turno.

O segundo “fato relevante” destacado por Aécio, que também é presidente do PSDB, é a ressurreição do partido no Nordeste. “Uma fênix mesmo”, disse. “Nós renascemos das cinzas, tínhamos sido dizimados, não tínhamos nada. Tínhamos Maceió”, afirmou, referindo-se às duas últimas eleições no Nordeste. Agora, “ganhamos muito mais que o PT, as capitais mais pobres. A periferia mais pobre do Brasil é a de Salvador, nós ganhamos do PT [com ACM Neto, do Democratas e provável aliado na eleição]. Aracaju (SE), Maceió (AL) e Teresina (PI), nós ganhamos nas três, Campina Grande, na Paraíba”

Segundo Aécio, 35% dos domicílios desses cidades, em média, recebem o Bolsa Família. “E votaram no PSDB“. No Norte, nas duas principais capitais – Belém (PA) e Manaus (AM) “nós ganhamos, sendo que o Pará tem mais eleitores do que o conjunto da Amazônia. Lá ganhamos o governo e a prefeitura da capital. Ganhamos Manaus”. Aécio lembrou que a diferença a favor obtida por Serra nos três Estados do Sul do país, perdeu “só no Amazonas – foi 99% a 1%”. De fato, Serra não conseguiu desfazer a versão disseminada de que acabaria com a Zona Franca de Manaus. “Nós vamos diminuir a diferença nas regiões mais pobres. Deixou de ser o ativo que era do PT“, disse.

Por via das dúvidas, Aécio também tratou de fazer uma “vacina” e aprovou um projeto, em comissão técnica da Câmara, que classifica o Bolsa Família como política de Estado. Pura precaução, pois diz que as acusações de insensibilidade social dos tucanos já estão “precificadas”.

O terceiro fato novo em relação a 2014, de acordo com Aécio, é a mudança na qualidade da candidatura da presidente Dilma Rousseff. A presidente se elegeu em 2010 com o “figurino da continuidade”, analisou. “Hoje o sentimento é claramente de mudança e não acho que vá ser revertido, mas ampliado”, afirmou, numa alusão às pesquisas segundo as quais dois terços do eleitorado apontam para a necessidade de mudanças no próximo governo. “Estamos vivendo um fim de ciclo. A presidente fará uma campanha na defensiva na questão da economia, na questão das entregas de obras. A marca da ineficiência vai crescer durante a campanha”.

Aécio escolheu um local sugestivo para o jantar com os jornalistas: o salão no segundo andar do restaurante Piantella em que seu avô, o presidente Tancredo Neves, falecido em 1985 antes de tomar posse, e o deputado Ulysses Guimarães, ambos à época do PMDB, conspiraram contra o regime militar e articularam o fim da ditadura dos generais. Na conversa, o tucano não fugiu dos temas mais espinhosos para o PSDB.

No momento em que ex-dirigentes do PT estão na cadeia e começam a ser reveladas relações perigosas de tucanos com o cartel que operava licitações de trens e metrô em São PauloAécio assegura que “a ética” será um tema que vai permear sua campanha às eleições de 2014.

Em sua opinião, só tem o que temer quem está envolvido. “Para mim é zero”. Tanto no que se refere ao escândalo Siemens / Alstom, em São Paulo, como no suposto “mensalão mineiro“, assim chamado mais por associação com o escândalo do PT que pela natureza das acusações – um inquérito se referiu claramente à compra de votos; o outro trata do financiamento da campanha a governador do atual deputado Eduardo Azeredo, um ex-presidente do PSDB, como um clássico caso de caixa dois eleitoral. “Se tiver alguém do PSDB que cometeu irregularidade, que recebeu propina, e isso ficar provado, tem que ir para a cadeia também”.

“Se alguém do PSDB cometeu ato ilícito, vai responder”, disse. Mas, garantiu, não transformará os casos em questão política.

presidenciável do PSDB encarou com bom humor todas as questões propostas pelos jornalistas, inclusive a mal resolvida relação com o ex-governador José Serra – para muitos tucanos e até adversários, Serra atrapalha o bom desenvolvimento da campanha de Aécio, ao se manter candidato. Afirma não se preocupar com as viagens de Serra pelo país. “Se ele estivesse viajando para falar bem do governo, me preocuparia”, disse. E garantiu: “Vamos fazer desse limão uma limonada”. Aécio espera anunciar o entendimento em março.

13/12/2013 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

2014: Aécio admite possibilidade de apoiar Campos

2014: senador acredita que chegara no 2º turno, mesmo assim, diz que se for Campos o candidato terá o seu apoio.

Eleições 2014

Fonte: Folha de S.Paulo

Aécio admite apoiar Campos no 2º turno

Pré-candidato à Presidência pelo PSDB, senador afirmou, porém, que é ele quem disputará fase final com Dilma

Tucano disse que irá ‘falar muito de ética, muito’, ao comentar as acusações contra colegas em MG e SP

Pré-candidato do PSDB à Presidência, o senador Aécio Neves (MG) afirmou que apoiaria o governador Eduardo Campos (PSB-PE) caso ele vá para o segundo turno da disputa presidencial

Durante jantar de fim de ano com jornalistas, Aécio respondeu com um “isso” à afirmação de que apoiará Campos caso o socialista vá para o segundo turno

Aécio, porém, acrescentou que será ele o adversário de Dilma Rousseff (PT) na fase final. E frisou estar “cada dia mais seguro” que a recíproca é verdadeira, apostando no apoio de Campos: “Eduardo não conseguirá fazer uma campanha que não seja de oposição. Não teria lógica”.

Há meses os dois negociam um pacto de apoio mútuo em eventual segundo turno.

Eles jantaram no domingo, no Rio. Segundo o tucano, as duas siglas estão “afinados em 80% dos Estados”.

Aécio comentou ainda as acusações contra membros de seu partido em São Paulo e Minas, nos casos do cartel montado por multinacionais para fraudar licitações do metrô paulista e do mensalão mineiro, a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

“Eu vou falar muito de ética. Muito. Se alguém do PSDB tiver feito algo errado, se recebeu propina, que vá para a cadeia também”, afirmou.

ACUSAÇÕES
Indagado se os dois episódios podem ter “impacto” em sua candidatura, ele respondeu: “Só se for para quem está envolvido. Para mim? Zero.” Avaliou ainda que nem o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deve ser atingido pelas acusações de pagamento de propina a seus secretários pelo cartel.

Sobre o mensalão mineiro, ele afirma que é preciso esperar o julgamento, que envolve o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB). E aproveitou para alfinetar o PT. “Qual é o PT da Dilma? É o PT que a homenageia ou é o PT que faz desagravo, inocentando politicamente o pessoal do mensalão? Ela é refém de uma estrutura. Mas é bom que ela fale também [de ética]. Se ela puder falar.”

O tucano reconheceu que o Programa Mais Médicos “é um ativo” de Dilma, mas prometeu explorar o tema na campanha, prometendo contratar os médicos cubanos diretamente e propondo que eles fiquem no país.

13/12/2013 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio Neves: Lula age como sombra de Dilma

Aécio: “O que eu vejo é o PT hoje muito ansioso, aflito, duvidando das condições da presidente da República”.

Eleições 2014

Fonte: Folha de S.Paulo

Lula age como ‘sombra’ de Dilma, diz Aécio

Senador tucano afirma que PT está inseguro sobre as chances de reeleição da presidente e que, por isso, está ‘aflito’

Para o PSB, partido do presidenciável Eduardo Campos, Lula se coloca na linha de frente para ser ‘cover’ da sucessora

Opositores do PT disseram ontem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se coloca como “sombra” e “cover” da presidente Dilma Rousseff porque tem dúvidas sobre a capacidade dela de se reeleger em 2014.

As críticas são uma reação aos ataques do petista à política econômica do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e às declarações da ex-senadora Marina Silva, que recentemente defendeu a gestão tucana.

Segundo o senador mineiro Aécio Neves (PSDB), possível rival de Dilma no pleito do próximo ano, Lula “vai criando uma sombra” sobre Dilma “mesmo sem querer”.

“O que eu vejo é o PT hoje muito ansioso, aflito, duvidando das condições da presidente da República, que eu acho que não são boas. Alguém para disputar a reeleição deveria estar numa condição muito melhor do que ela está.”

O tucano diz que o PT vive “inseguranças internas” decorrentes da suposta pressão para que Lula assuma a candidatura no lugar de sua sucessora. Segundo Aécio, o governo Dilma deixará duas marcas principais: a ineficiência e os desvios éticos.

Lula, que esteve anteontem com Dilma no evento dos dez anos do Bolsa Família, criticou a ex-aliada Marina Silva por ela destacar a contribuição do governo Fernando Henrique Cardoso para a estabilidade econômica do país. Segundo o petista, Marina tem tomado lições erradas de economia.

Marina se aliou em outubro ao projeto presidencial do governador Eduardo Campos (PE), cujo partido, o PSB, apoiou os governos do PT desde 2003, tendo só recentemente rompido com Dilma.

Para AécioLula tem que “parar de brigar com a história”. Ele também criticou o que chamou de “agenda de candidata” de Dilma.

“Os brasileiros pagaram um ato de campanha eleitoral no ato de comemoração dos dez anos do Bolsa Família. Nada ali é de governo, mas às custas do governo.”

Entre os aliados da dupla Campos e Marina a ordem é mirar em Dilma mediante a avaliação de que o PT tem a estratégia de colocar Lula na linha de frente para poupar a presidente.

“O Lula é o craque do PT e temos que registrar apenas o quanto ele é importante e o quanto ele está preocupado com a gente. Por que ele não fala do Aécio?”, diz o deputado federal Márcio França (PSB-SP), um dos principais aliados de Campos.

“O Lula está querendo ser o cover’ da Dilma e nós não vamos entrar nessa, queremos debater é com a Dilma, que é quem tem a caneta. Ao Lula, rendemos nosso carinho e homenagem por tudo o que ele fez pelo país”, afirmou o líder da bancada do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS).

01/11/2013 Posted by | Política | , , , , , , , | Deixe um comentário

Ibope: Aécio pode herdar 40% dos votos de Marina

2014: pelos dados da pesquisa Dilma Rousseff é rejeitada por 60% dos eleitores de Marina Silva.

Eleições 2014

Ibope: Aécio pode herdar 40% dos votos de Marina

Ibope: do total de eleitores que diziam votar em Marina no mês passado, 40% admitiam poder votar em Aécio Neves.

Fonte: Monica Bergamo – Folha de S.Paulo

BALANÇA
A análise é de dirigentes do PSB, endossada por profissionais experientes da área de pesquisaMarina Silva, ao menos oficialmente fora da disputa, deve murchar nas pesquisas presidenciais até o começo de 2014Eduardo Campos, candidato declarado, ganhará visibilidade e deve inflar nas sondagens. Com isso, o percentual de intenção de votos dos dois candidatos (ela chegou a 26% no último Datafolha e ele, a 9%) pode se equilibrar.

NÃO CAI
No cenário acima, estaria afastada a possibilidade de pressões para que ela assumisse a cabeça da chapa presidencial pelo PSB.

ESPÓLIO
Cruzamento recente feito pelo Ibope é observado com lupa: do total de eleitores que diziam votar em Marina no mês passado, 40% admitiam poder votar em Aécio Neves, 36% admitiam migrar para Dilma Rousseff e 32%, para Eduardo Campos. A presidente, no entanto, é a mais rejeitada pelos marineiros: 60%, contra 31% de Aécio e 27% de Campos.

10/10/2013 Posted by | Política | , , , , , , , | Deixe um comentário

2014: Aécio, Campos e Marina defendem maior produtividade

2014: os três pré-candidatos sublinharam a necessidade de o Brasil estabelecer regras claras para atrair mais investimentos.

Eleições 2014

2014: Aécio, Campos e Marina defendem maior produtividade

2014: Aécio NevesEduardo Campos e Marina Silva apresentaram discursos semelhantes nas prioridades para aumentar a produtividade no país.

Fonte: Valor Econômico 

Pré-candidatos confrontam receitas

Prováveis adversários da presidente Dilma Rousseff na eleição de 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), a ex-senadora Marina Silva (sem partido-AC) e o governador de PernambucoEduardo Campos (PSB) levaram ontem a empresários, em diferentes momentos, discursos semelhantes nas prioridades e diversos nos caminhos para aumentar a produtividade no país.

Em evento promovido pela revista “Exame”, os três pré-candidatos sublinharam a necessidade de o Brasil estabelecer regras claras para investimentos, de o governo desenhar outra relação política com aliados, que não seja apenas baseada na ocupação de cargos e, consequentemente, profissionalizar o setor público, que consideram loteado.

“Você acha que dá para fazer diferente com as velhas raposas políticas se apossando de partes do Estado?”, questionou Campos, numa fala que resumiu o ímpeto dos três presidenciáveis.

senador Aécio Neves, primeiro a participar do evento, afirmou que o Brasil tem quatro desafios principais para aumentar produtividade: simplificar o sistema tributário, aumentar a qualidade da educação, abrir a economia e elevar o investimento em inovação. ”Em um eventual governo do PSDB, vou reduzir o número de ministérios atuais para algo como 22 pastas”, disse.

Aécio também criticou a postura que considera intervencionista do atual governo. “Na última semana, observamos a presidente Dilma Rousseff ter que ir a Nova York para garantir que Brasil cumpre contratos”. E continuou, dizendo que “o governo hoje atrapalha o ambiente de negócios mais do que ajuda. Setor privado não é adversário, é parceiro fundamental”.

senador pregou ainda que o ensino médio no país seja mais direcionado às necessidades dos mercados locais, com “currículos regionalizados” e que o Bolsa Família, em que pese já estar adequado à “paisagem social” brasileira, precisa de mais fiscalização. Para Aécio, uma saída para o programa seria estender o benefício a pais de família durante os seis primeiros meses em um novo emprego. “Muitos deixam de aceitar um trabalho por medo de perder o benefício, de ser mandado embora dois meses depois”, justificou.

Em palestra esvaziada pela própria ausência de sua palestrante, que estava em Brasília e falou aos presentes por videoconferência, a ex-senadora Marina Silva pregou a necessidade de se criar um “novo acordo político” no país. Para ela, as manifestações populares, que perderam força nos últimos meses, continuam na ordem do dia.

“Um grupo significativo está se desvencilhando dessa ideia do poder pelo poder. Está sendo gerado um novo sujeito político. Esse novo sujeito político não é dirigido pelos meios clássicos, pelos partidos, pela academia”, afirmou a ex-senadora. “Estamos saindo do ativismo dirigido para o autoral, que não precisa de porto, mas de uma âncora. O porto está atracado ao continente, que é o sindicato, o partido. A âncora depende de si mesmo”, continuou.

Marina afirmou que o Brasil precisa ter posição em relação a temas como energia renovável, por exemplo, para criar uma agenda que não se interrompa em função do partido que esteja no governo. Sobre a demora na concessão de licenças ambientais, reclamação corrente dos empresários, Marina esfriou ânimos ao dizer que “não se pode confundir agilidade com flexibilização”.

Já Campos fez uma avaliação mais política, na qual afirmou que o PT entrou em um período de “fadiga de poder”, o que indica a necessidade de novas práticas e grupos políticos na gestão federal. Seu partido fez parte da coalizão governista desde 2003 e recentemente entregou os cargos que tinha no governo para discutir o lançamento de candidatura própria à sucessão presidencial.

“As forças políticas envelhecem, como as pessoas envelhecem, como os métodos de uma empresa envelhecem. Quando um partido chega ao governo, acha que vai ficar ali para sempre. É o caminho para ele perder o fio-terra, o link com a sociedade”, avaliou Campos. “O PSDB construiu um processo importante na vida democrática do Brasil e agora está descolado desse sentimento. O que está acontecendo com oPartido dos Trabalhadores também é o processo da fadiga de poder. De 10 anos com equívocos, mas também com acertos que não se deve deixar de reconhecer”, continuou.

Para Campos, “há uma agenda a ser construída e nenhum partido tem essa agenda, isso é conversa. É o debate com a sociedade que vai construir a agenda de reformas, de um salto na qualidade do serviço público brasileiro”.

Por isso, o governador avaliou que a próxima eleição não vai se resumir ao embate de situação versus oposição. “A questão brasileira é muito mais complexa do que uma posição bipolar”. Outra mudança será, acredita, no parlamento. “Acho que vem um vento de mudança forte no legislativo”.

10/10/2013 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário