Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Programa de governo de Aécio vai propor mudanças nas regras do pré-sal

Aécio dará ênfase à manutenção dos investimentos no pré-sal – com modificação nas regras para aumentar exploração – e  fortalecer etanol.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Programa de governo de Aécio fala em mudar regras do pré-sal

Tucano questiona se em certos casos não é melhor o modelo de concessão para aumentar a competição na exploração

Provocado pela adversária Marina Silva (PSB) por não ter mostrado até agora suas propostas, o candidato do PSDB Aécio Neves prepara um grande evento para divulgar, semana que vem, seu programa de governo. A política energética, uma das áreas mais criticadas do programa de Marina, já está com suas linhas gerais definidas. O programa de Aéciodará ênfase à manutenção dos investimentos no pré-sal — com modificação nas regras para aumentar a competição na exploração — e ao fortalecimento do programa do etanol.

Após a sabatina dessa quarta-feira ao GLOBOAécio deu pistas do que significa aumentar a competição na exploração do pré-sal, o que poderia representar a volta do regime de partilha ao de concessão.

— Acho que nós temos que discutir o que é melhor para o Brasil, se em determinados casos não é melhor o modelo de concessão. É uma discussão que nós vamos fazer lá na frente, obviamente respeitando os contratos vigentes — afirmou o candidato.

Há também entre os tucanos quem defenda não mexer no regime do pré-sal, mas encontrar uma forma de reduzir a predominância da Petrobras. Não deve ser mencionada no programa de governo de Aécio a política de energia nuclear. A ideia é que o documento defenda um equilíbrio planejado da matriz energética entre as fontes existentes no Brasil, “sem radicalismo”.

Na sabatina do GLOBOAécio disse que não apresentou ainda seu plano de governo — preparado por especialistas em cada área — porque está tomando todos os cuidados antes do fechamento para que não tenha que fazer “erratas” em função da reação de setores insatisfeitos, como ocorreu com Marina.

O programa já foi concluído e está, nesse momento, sendo revisado por Aécio. Será o candidato que dará a palavra final sobre a redação que será apresentada semana que vem.

LANÇAMENTO IRÁ APRESENTAR NOMES FORTES DE EVENTUAL EQUIPE

O lançamento do programa de governo de Aécio servirá para o candidato apresentar pesos pesados de sua eventual equipe de governo e deixar claro que o time faz parte do projeto tucano e não irá “socorrer” Marina caso ela seja eleita.

A ideia é que Aécio faça a apresentação do programa ao lado dos economistas Armínio Fraga, Edmar Bacha, José Roberto Mendonça de Barros, Elena Landau e Mansueto Almeida; do escritor Affonso Romano de Sant’Anna, do ex-líder do PSDB Arnaldo Madeira — coordenador do programa —, além de José Serra, Antonio Anastasia, José Júnior, do Afroreggae, e outros que ajudaram na elaboração do conteúdo.

O foco de Aécio será no time econômico que criou o Plano Real e ajudou na estabilização econômica durante o governo Fernando Henrique Cardoso para mostrar que tem a melhor equipe para recuperar a “herança maldita” que herdaria da presidente Dilma Rousseff.

Arnaldo Madeira disse que é falsa a ideia repassada por setores da campanha de Marina de que se ela ganhar, mesmo sem equipe, poderia ser socorrida pelo ex-presidente Fernando Henrique e por quadros do PSDB.

— O pessoal está com a ilusão que o PSDB vai governar com a Marina, que o Fernando Henrique vai garantir isso. Imagina, chance zero! O Serra e o Armínio já disseram que não vão. Imagina o Mendonça de Barros trabalhando com a Marina. Se ela vencer, vai pegar mesmo é o pessoal do PT. A origem dela é o lulismo e é com eles que vai governar. Vai demitir 20 mil pessoas do segundo escalão e vai botar quem no lugar? — disse Madeira.

programa de Aécio também dará destaque para Educação e Saúde. Ele pretende criar o Promédio, um ProUni do ensino médio, para concessão de bolsas de estudos para alunos carentes em escolas privadas. O plano para a Educação também prevê a criação do programa Mutirão de Oportunidades, que concederia uma bolsa de um salário mínimo para levar de volta à escola jovens entre 18 e 29 anos que tenham parado de estudar para trabalhar.

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11/09/2014 Posted by | Política | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio Neves: quadrilhas virtuais atuam com calúnias e difamações

Aécio Neves: “Não conseguem dizer que sou desonesto, incompetente, então de alguma forma alguns dos ataques precisam vir.”

 “A calúnia, a infâmia, não podem tomar o tempo de jornalistas tão qualificados como os que estão aqui [no Roda Viva] e nem o meu.” – Aécio Neves

Aécio defendeu as reformas política e tributária

Assista na íntegra a entrevista de Aécio no Roda viva da Tv Cultura:

Fonte: Portal UOL

Acusações sobre uso de cocaína vêm do ‘submundo da internet’, diz Aécio

O senador e pré-candidato à Presidência pelo PSDBAécio Neves (MG), disse em entrevista na noite desta segunda-feira (2) ao programa “Roda Viva” da TV Cultura, que as acusações de que ele é usuário de cocaína vêm do “submundo da internet“.

A afirmação foi feita em resposta ao jornalista Fernando de Barros e Silva, diretor-responsável da revista Piauí, que indagou ao senador se ele já consumiu a droga. “Fernando, jamais [usei cocaína]. Talvez seja exatamente isso que busca esse submundo da internet: que um jornalista qualificado como você [faça esse questionamento].”

Barros e Silva citou uma partida da seleção brasileira contra a Argentina em 2008, no Mineirão, em que os torcedores fizeram um grito relacionando Aécio com Maradona, que já teve problemas com o uso da droga. O jornalista também lembrou um artigo escrito por José Serra em dezembro passado, no mesmo dia em que Aécio lançou sua pré-candidatura em Brasília.

No texto, Serra, que já travou disputas internas contra Aécio no PSDB, escreve que o debate sobre o consumo de cocaína deveria pautar o debate eleitoral em 2014.

“Nunca deixei de ser alguém de bem com a vida, me dedico à família integralmente”, disse. “Não conseguem dizer que sou desonesto, incompetente, então de alguma forma alguns dos ataques precisam vir.”

Aécio afirmou ainda que “não vale a pena perdermos tempo com o submundo”. “A calúnia, a infâmia, não podem tomar o tempo de jornalistas tão qualificados como os que estão aqui [no Roda Viva] e nem o meu.”

Antes de responder ao jornalista, Aécio referiu-se a “quadrilhas virtuais” que atuam na internet difamando-o e usando sites de buscas, como o Google, para relacionar seu nome a ilegalidades que ele diz não ter cometido. “Aécio é acusado de usar droga, Aécio é acusado de traficar diamante, Aécio é acusado de estelionato (…) São os absurdos de sempre. Se você olhar, tem uma listagem enorme de acusações.”

Em entrevista ao jornalista do UOL e da Folha Fernando RodriguesAécio já havia negado o consumo de cocaína, mas admitiu que experimentou maconha aos 18 anos.

Descriminalização da maconha

No Roda VivaAécio reafirmou ser contrário à descriminalização da maconha, posição divergentes de outras lideranças do PSDB, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e Pimenta da Veiga, pré-candidato tucano ao governo de Minas Gerais.

“Minha posição é clara. Presido o PSDB que é um partido plural, que todos têm direito de ter suas opiniões. Não acho que o Brasil deva ser o laboratório para a descriminalização da maconha ou qualquer droga. Essa não é uma agenda que atenda os interesses da sociedade brasileira”, afirmou.

Reformas, ministérios e reeleição

O senador disse que as primeiras medidas que tomará, caso seja eleito presidente, será criar uma secretaria extraordinária que terá como tarefa elaborar, em seis meses, uma proposta de simplificação do sistema tributário.

O tucano disse que proporia também uma reforma política para reduzir o número de partidos para “sete ou oito”, para estabelecer o voto distrital misto e listas partidárias. A reforma de Aécio compreenderia ainda o fim da reeleição, coincidência das eleições municipais, estaduais e nacionais e mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos.

Aécio reafirmou que cortaria os ministérios pela metade, mas se esquivou quando perguntado quais pastas eliminaria. O tucano também não se comprometeu em anunciar quais pastas cortaria antes das eleições de outubro. “Se eu tiver condições, pretendo anunciar antes das eleições.”

PMDB, Eduardo Campos e Lula

Indagado se permitirá que o PMDB faça parte de seu governo, Aécio não disse que vetaria a sigla, mas afirmou esperar “que não haja necessidade”. “Esse não será o núcleo do governo (…) É natural que num futuro governo forças que estejam na oposição se unam. Vamos ter que buscar um novo centro, um novo núcleo de poder”, afirmou.

“Acredito que o exemplo do governo, mas medidas concretas, tragam uma base de apoio a nós, sem aquilo que o PT estabeleceu na política brasileira, que é a absoluta mercantilização de todas as negociações,” disse Aécio.

Sobre Eduardo Campospré-candidato do PSB à Presidência, o tucano afirmou: “nós não somos iguais. Se fôssemos iguais, estaríamos dentro do mesmo partido, de um mesmo projeto. Nossas diferenças vão surgir na campanha”, afirmou Aécio, que citou apenas uma diferença entre ele e Campos. “Cito uma [diferença] que me ocorre aqui: eu nunca participei de um governo do PT.”

Instado a comparar os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e FHCAécio não apontou qual considera melhor, mas elogiou o governo do petista por ter unificado no Bolsa Família os programas sociais da gestão anterior. “Nós poderíamos e deveríamos ter feito a unificação desses programas lá atrás.”

03/06/2014 Posted by | Política | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Reforma política não chega a consenso no Congresso

Reforma política: propostas são tímidas e contraditórias. “É preciso fechar as portas para o predomínio do poder econômico nas eleições”, comentou Pestana.

Reforma política: sem consenso

 Fonte: O Tempo

Artigo de Marcus Pestana, deputado federal – PSDB-MG

A reforma política pela bola sete

Foram dois anos de trabalho na Comissão Especial. Durante todo o tempo, nos debates internos, nas audiências públicas, nas polêmicas de bastidor, ficaram claros os grandes obstáculos que teriam que ser superados. Há um sentimento conservador, que sempre se opõe a tudo que cheira a inovação, e um instinto de sobrevivência natural presente em todo o Congresso, já que a representação política atual é fruto das regras vigentes.

presidente da Câmara, deputado Henrique Alves, resolveu pautar aquilo que seria o último suspiro da reforma política. Confesso uma enorme frustração. Tudo indica que, se a montanha parir, irá parir um rato. O conjunto de quatro ajustes que está sendo proposto sequer merece o nome de reforma política.

O Brasil tem um sistema político-eleitoral único, sem igual na experiência das democracias avançadas. Não temos o distrital puro (Estados Unidos, França e Inglaterra), não temos a lista fechada (Espanha e Portugal) nem a combinação dos dois no distrital misto (Alemanha). Portanto, o voto não tem raízes sólidas no programa ou na regionalização da representação. Resultado: baixa identificação da sociedade com a representação, vínculos tênues entre eleitor e eleito, frágil controle social sobre mandatos, campanhas caríssimas, relações incestuosas entre financiador e financiado, fragilização dos partidos, péssimo ambiente para a governabilidade. Não se faz reforma por modismos, mas porque é necessário mudar.

As mudanças propostas são tímidas e contraditórias. O voto continuaria como é hoje: individual, caro, despolitizado, sem referência territorial ou ideológica, mudando apenas a fórmula de cálculo posterior, ao introduzir o chamado sistema belga. Para o eleitor, não muda nada.

Somar-se-ia o financiamento público exclusivo de campanha. Diagnóstico certo, remédio errado. É preciso fechar as portas para o predomínio do poder econômico nas eleições e para a corrupção potencial que nasce. Mas o financiamento público só seria viável se barateássemos as campanhas com a mudança radical do sistema eleitoral. A fórmula proposta é absolutamente inviável e contraditória: campanhas caras e dinheiro escasso. Resultado provável: mais caixa dois, judicialização e criminalização da atividade política.

Podemos ficar tranquilos: não há a menor chance de dar certo.

O terceiro item seria o fim das coligações proporcionais. Medida correta para evitar que o eleitor vote em A e eleja Z. Dar visibilidade e transparência às afinidades e diferenças. Mas, infelizmente, o jeitinho brasileiro já está engatilhado: serão permitidas as federações de partidos em escala regional.

Por último, a coincidência de mandatos em um único ano. Há traços positivos, mas, talvez, não na mesma data. Não dá para misturar a discussão do buraco da rua com macroeconomia e política externa.

Diante do fracasso em se construir um consenso mais ousado, talvez seja melhor deixar como está. Por incrível que pareça, sempre é possível piorar.

15/04/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , | Deixe um comentário

Aécio Neves defende reforma política em artigo

Aécio Neves: Senador disse que política nacional transformou-se em um varejão de partidos, muitos sem representatividade e ideologia.

Aécio Neves: reforma política

 Aécio Neves defende reforma política

Aécio Neves defende reforma política

Fonte: Folha de S.Paulo

Reforma Política

Aécio Neves

Neste outubro respira-se política no Brasil. Correm as eleições municipais e avança o julgamento do mensalão no STF, um divisor de águas no país.

Se da corte vem o recado inequívoco de que não há mais espaço para se tolerar práticas ilícitas na política, o julgamento teve outro mérito: expor, às claras, as entranhas e as fragilidades do atual sistema partidário brasileiro.

Nenhum governo, na história recente do país, foi capaz de lidar com o vespeiro da reforma política, preferindo o caminho da acomodação dos interesses para acolher um quadro partidário sempre favorável ao governismo.

Assim a política nacional transformou-se em um varejão de partidos, muitos sem representatividade, ideologia, ou razão de existirem, a não ser apoiar grupos de poder ou por motivações ainda inconfessáveis. Registradas no TSE existem hoje 30 legendas, das quais 24 com representantes no Congresso, 9 delas ou 37% com bancadas de 1 a 5 parlamentares.

O resultado é uma pulverização que leva ao empobrecimento do debate e do exercício da política. E também aos balcões em que presidentes, governadores e prefeitos têm que negociar a composição de suas bases legislativas nem sempre sob a força das convicções e dos programas, como se vê caso do mensalão, ou nos exemplos da generosa repartição de fatias da administração em contrapartida ao apoio político, em nome da governabilidade.

Se o não enfrentamento da reforma neste campo é pecado comum a todos os que tivemos a responsabilidade de governar, acredito que é ainda mais grave na órbita dos últimos governos. Com a notória popularidade verificada no início de seus mandatos, poderiam ter usado parte desse capital político acumulado para fazer avançar as bases da política brasileira. Ao invés disto, preferiram um Congressosubserviente para tocar o dia a dia da administração.

Não há como passar pelo primeiro turno das eleições municipais sem chamar a atenção para o grande número de abstenções e de votos brancos e nulos. Acredito que eles carregam um claro recado quanto ao tamanho do desalento do eleitor e a um sempre perigoso distanciamento da sociedade da política.

Ao mesmo tempo devemos saudar o processo inverso, que aponta para uma aproximação entre essa mesma sociedade e o Poder Judiciário.

Ao agir com responsabilidade, o STF honra a confiança e a expectativa de uma população cansada de ver amortecido o seu desejo por justiça. E a identificação da população com suas instituições é patrimônio valioso de uma sociedade.

Quem sabe agora, rompendo a barreira da impunidade, haverá espaço para o encaminhamento, em um novo patamar ético, da tão necessária reforma política?

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

Aécio Neves: Reforma Política – Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/72100-reforma-politica.shtml

15/10/2012 Posted by | artigo, Política | , , , , , , | Comentários desativados em Aécio Neves defende reforma política em artigo

Iniciar uma reforma política falando de janela para o troca-troca partidário seria um casuísmo desmoralizante. Mas não sou inflexível – observou Aécio.

Reforma política: troca de partido é 1a polêmica

Fonte: Adriana Vasconcelos e Isabel Braga – O Globo

Comissão foi instalada no Senado; financiamento de campanha e voto facultativo também serão discutidos

Num ato político que contou com a presença do vicepresidente Michel Temer, do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) José Antonio Dias Toffoli foi instalada ontem em sessão no plenário do Senado a comissão encarregada de elaborar uma proposta de reforma política, tema que vem sendo adiado há anos. A comissão, formada por 15 senadores e presidida por Francisco Dornelles (PP-RJ), pretende fechar uma proposta, com um mínimo de consenso, dentro de, no máximo, 45 dias.

A primeira polêmica da comissão deve ser a criação de uma janela para permitir o troca- troca partidário. O vice-presidente da República, Michel Temer, defende uma autorização para a troca de partidos nos seis meses que antecedem cada eleição, como forma de permitir que detentores de mandato insatisfeitos possam se filiar a outra legenda. A tese tem a simpatia do senador Aécio Neves (PSDB-MG). O tucano, porém, alerta que esse não pode ser o mote principal da reforma política:

– Iniciar uma reforma política falando de janela para o troca-troca partidário seria um casuísmo desmoralizante. Mas não sou inflexível – observou Aécio.

“Seria uma lipoaspiração na oposição”, diz Sérgio Guerra

Parte da oposição teme que o engajamento do governo federal na discussão tenha como objetivo principal criar uma janela para o troca-troca partidário.

– Essa janela serviria apenas para fazer uma lipoaspiração na oposição – advertiu o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE).

A comissão do Senado já desperta ciúme entre deputados, como o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), que defende o início da discussão pela Câmara. Dos cem projetos sobre o tema no Congresso, foram identificados pelo menos 11 tópicos que poderão nortear discussões iniciais da comissão: sistemas eleitorais, financiamento eleitoral e partidário, suplência de senadores, filiação partidária, coligações, voto facultativo, data da posse dos chefes do Poder Executivo, cláusula de desempenho, fidelidade partidária, reeleição e candidato avulso.

 

 

23/02/2011 Posted by | Aécio Cunha, Aécio Neves, politica, Senador Aécio Neves | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

O Senador Aécio Neves voltou a criticar o desrespeito à Constituição na discussão sobre salário mínimo

Aécio Neves defende fim das coligações em respeito à vontade do eleitor

Fonte: Assessoria do senador Aécio Neves

Senador mineiro voltou a criticar o desrespeito à Constituição na discussão sobre salário mínimo

O senador Aécio Neves defendeu nesta terça-feira (22-02), em Brasília, o fim das coligações nas eleições proporcionais (deputados federais e estaduais). Na avaliação do senador, o atual modelo tem provocado uma distorção da representação eleitoral quando, em razão das alianças entre os partidos, um candidato que obtém grande número de votos, o chamado “puxador de votos”, elege a si mesmo mas também candidatos de outras legendas, que, entretanto, não têm votação representativa.

Para por fim a essa distorção, o senador Aécio Neves disse que proporá o modelo misto como uma forma de garantir que a vontade do eleitor seja respeitada e os partidos fortalecidos. A Comissão de Reforma Política do Senado Federal tomou posse hoje, iniciando os trabalhos para reordenar o sistema político-eleitoral brasileiro.

“Esse (voto proporcional) é um sistema que desfigura o processo representativo, quando um eleitor vota num determinado candidato e elege um candidato de um partido que atuará de forma absolutamente distinta daquele no qual ele votou. Em todas as eleições nós temos, como maior ou com menor impacto aqueles chamados puxadores, que poderiam e deveriam ser eleitos, mas não necessariamente trazer consigo um conjunto de parlamentares eleitos por outros partidos e apenas ali coligados”, explicou o senador em entrevista.

Pelo modelo que tem sido chamado de “distritão misto” cada partido apresenta aos eleitores um número de candidatos equivalente às vagas existentes para seu Estado – transformado em um único distrito eleitoral – o chamado distritão – e também uma lista fechada com outros candidatos. Vencem os candidatos que obtiverem mais votos (voto majoritário) e também aqueles que estiverem nos primeiros lugares das listas mais votadas. Para o senador, isso permitiria que, o voto do eleitor seja respeitado e os partidos fortalecidos. Ainda de acordo com Aécio Neves, com esse sistema, o Congresso passaria a contar, além daqueles que têm um contado direto com cada região ou Estado, com representantes de segmentos de pensamento e de entidades e grandes debatedores.

“Há um sentimento crescente pela transição do voto proporcional para o voto majoritário. Eu temo apenas pela fragilização dos partidos com esse modelo exclusivo. Por isso, tenho proposto o modelo misto. O distrital misto seria nossa proposta original, mas considerando que de fato existam dificuldades para definição clara dos distritos, surge a ideia do distritão, que seria o Estado considerado um distrito. Um partido podendo lançar um número de candidatos correspondentes ao número de vagas para aquele Estado, acoplado a um percentual de parlamentares eleitos em lista partidária.”, afirmou.

Aécio Neves defendeu também que o prazo de 45 dias para que a comissão apresente sua conclusão seja respeitado

“O prazo estabelecido de 45 dias a meu ver deve ser improrrogável e essa é uma das propostas também que eu levarei na instalação da comissão. Acho que se chegarmos ao final com quatro ou cinco temas em condições de serem votados na Comissão de Constituição e Justiça, e em seguida no plenário do Senado, é um grande passo.”, disse.

Na sessão de instalação da Comissão de Reforma Política, a mesa diretora foi formada, ao lado do presidente do Senado, José Sarney, o vice-presidente da República, Michel Temer, o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Membros da comissão

Além do senador Aécio Neves, fazem parte da comissão o senador Francisco Dornelles, presidente da mesma, e os senadores Itamar Franco, Fernando Collor, Demóstenes Torres , Roberto Requião , Luiz Henrique , Wellington Dias, Jorge Viana, Pedro Taques, Antônio Carlos Valadares , Eduardo Braga, Ana Rita Esgario; Vanessa Grazziotin; e Lúcia Vânia.

Salário Mínimo

O senador Aécio Neves voltou a criticar a proposta do governo federal que retira do Congresso Nacional o direito de discutir e votar o valor do salário mínimo a cada ano. O senador mineiro afirmou que isso seria um desrespeito ao que determina a Constituição Federal.

“Acho um equívoco muito grande do governo, da base de sustentação da presidente da República buscar logo na sua primeira relação com o Congresso Nacional usurpar do Poder Legislativo aquilo que a Constituição lhe delega, que é o direito de, por lei, definir a majoração do salário mínimo. Essa é uma questão que se tornará central amanhã, a meu ver mais que os valores em discussão. Trata-se de nós dizermos se vamos cumprir o que prevê a Constituição aprovando a cada ano, por lei, ou se nós vamos permitir essa delegação ao Poder Executivo. Me parece um equívoco”, denunciou.

Para Aécio Neves, essa será a principal discussão amanhã, quando o Senado vota o aumento do salário mínimo. Ele frisou que o PSDB irá votar a favor da proposta de um salário mínimo de R$ 600, mas lembra que, sendo minoria, o partido sabe que não deverá vencer e por isso deverá apoiar a proposta de R$ 560, caso a proposta original seja de fato rejeitada.

“Não tenho ilusão em relação ao resultado, até porque nós estamos em início de um governo, o governo tem uma base muito sólida no Congresso. Mas eu farei amanhã, da tribuna, um apelo em especial à base do governo: mais do que ser fiel ao governo, mais do que ser leal à presidente da República, o que está em jogo aqui é o papel dessa casa na defesa da Constituição. A questão de fundo é exatamente essa:

O governo, se tem um projeto de reajuste do salário pelo crescimento da economia mais inflação, é legítimo que o tenha, mas é necessário que a cada ano o governo venha aqui com sua base política defender essa proposta de reajuste.”, concluiu, informando que, se for necessário, os partidos de oposição vão recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

 

23/02/2011 Posted by | Aécio Cunha, Aécio Neves, politica, Senador Aécio Neves | , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio Neves: ‘Não há condição de fazer nenhuma reforma constitucional sem antes concluir uma reforma política’

Reforma política une Aécio, Collor e Itamar

Fonte: O Globo

Os três integrarão comissão do Senado para tratar do tema

À frente da comissão que tratará da reforma política no Senado estarão juntos os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Itamar Franco (PSDB-MG) e Fernando Collor (PTB-AL) – os dois últimos, ex-presidentes da República.

Uma das prioridades do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), – que escalou e anunciou ontem os nomes dos três – a comissão vai estudar e elaborar o projeto de reforma política.

– Eu aceitei o convite do presidente José Sarney para fazer parte dessa comissão com esse sentimento de que ela terá prazo e que vai apresentar matérias ao plenário que não sejam absolutamente consensuais – afirmou, ontem, Aécio.

Segundo o senador mineiro, como haverá dificuldades em conseguir um acordo amplo para a reforma política, o assunto deve ser levado à votação para que a maioria decida sobre os pontos polêmicos. Para Aécio Neves, a reforma deve ser concluída ainda no primeiro semestre, porque dela dependem as outras reformas.

– Este é o semestre. A reforma política, na minha opinião, não pode passar deste semestre. Ela precede todas as outras reformas. Não há condição de fazer nenhuma reforma constitucional sem antes concluir uma reforma política.

Sarney deve indicar hoje os outros nomes que farão parte da comissão. Em discurso no Congresso durante abertura dos trabalhos do Legislativo, a presidente Dilma Rousseff pediu que os parlamentares se dedicassem à reforma.

Entre os itens que serão analisados pela comissão estão a proposta de financiamento público de campanha, de regulamentação da atividade do lobby, e do fim do voto direto a um político nas eleições, entre outros. A reforma política deve tratar ainda do aumento de regras de fidelidade partidária.

09/02/2011 Posted by | Aécio Cunha, Aécio Neves | , , , , , | Deixe um comentário