Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

‘Governo do PT tratou o rio São Francisco com descaso’, lamentou Pimenta

“O São Francisco é um patrimônio nosso, de Minas, mas é um rio nacional, que atravessa 6 estados. Dilma registra o abandono” – diz Pimenta.

Governo do PT deficiente

Fonte: Pimenta 45

Pimenta lamenta descaso do governo do PT com o Rio São Francisco e anuncia programa de revitalização

Para o candidato a governador do PSDB, rio da integração nacional sofreu com obras bilionárias e inacabadas do governo federal

O candidato a governador de Minas Pimenta da Veiga conferiu de perto, nesta quinta-feira (25/09), a grave situação pela qual passa o Rio São Francisco em Pirapora, no Norte do Estado, e lamentou o descaso do governo federal do PT, que não investiu na revitalização do rio da integração nacional. Um dos patrimônios de Minas, o ‘Velho Chico’ enfrenta uma das piores secas de sua história e tem, inclusive, sua nascente ameaçada.

“O Rio São Francisco é um patrimônio nosso, de Minas, mas é um rio nacional, que atravessa seis estados. Portanto, é preciso registrar o absoluto abandono do governo federal em relação a ele. É incrível que estejam desviando águas do rio no Nordeste, antes de cuidar da revitalização. Estão fazendo uma obra bilionária, que começou em R$ 3 bilhões, já está em R$ 9 bilhões, e não sei em quanto vai parar, para desviar águas de um rio que precisa ser revitalizado. A verdade é que o governo do PT não tem prioridade, não sabe administrar o país e, ainda, é capaz de fazer com o Rio São Francisco isso que está fazendo”, salientou Pimenta da Veiga.

Durante a visita a Pirapora, ao lado do candidato a senador Antonio Anastasia, Pimenta anunciou que percorrerá nos próximos dias um trecho do São Francisco e afirmou que investirá fortemente na recuperação do rio, assim como foi feito nos últimos anos pelo Governo de Minas na recuperação do Rio das Velhas. O candidato ressaltou que R$ 1,3 bilhão já foram destinados pelo Estado à bacia do Rio das Velhas, um dos mais importantes rios de Minas.

“O Governo do Estado fará tudo o que for possível para recuperar o São Francisco. É preciso que todas as margens do rio e de seus afluentes estejam protegidas, e protegidas num amplo sentido. Primeiro, com a recuperação das matas ciliares e, depois, com o saneamento de todas as cidades do Vale do São Francisco. Em poucas palavras, repetir no Rio São Francisco o que fizemos no Rio das Velhas – que, aliás, é um grande tributário do Rio São Francisco”, garantiu Pimenta.

Além de investir na revitalização do rio, o candidato a governador enfatizou os compromissos para a região semiárida de Minas, que envolve as regiões Norte, Noroeste e vales do Jequitinhonha e Mucuri, para garantir o abastecimento da população nos longos períodos de seca. Pimenta reafirmou que o semiárido mineiro terá um projeto ousado, como nunca se viu no Estado.

“Vamos fazer em toda região do semiárido um programa de barragens de grande alcance. Estamos projetando algumas barragens grandes, vamos fazer um número muito expressivo de barragens médias e as barraginhas, e quero dizer aqui que o número é este mesmo, vamos fazer milhares de barraginhas, milhares, porque é uma maneira de atender a cada região, a cada pessoa, a cada casa e nós estamos concluindo um projeto como nunca se viu em Minas em relação a isso”, assumiu.

Pirapora transformada

O prefeito de Pirapora, Leo Silveira (licenciado do PSB), entusiasmado com a visita dos candidatos pela Coligação Todos por Minas, afirmou que o apoio a Pimenta e Anastasia se deve à gratidão por tudo o que o Governo de Minas realizou na cidade nos últimos anos, como o Centro de Convenções, Hospital, CTIs, Centro Viva Vida, asfalto, praças, sistema de bombeamento de água e diversas outras obras.

Na cidade, o Governo de Minas já investiu R$ 8,5 milhões no aeroporto, incluindo melhorias na pista de pouso e decolagem, intervenções no pátio principal, além da construção de uma estação de passageiros e seção de combate a incêndio. Também foram destinados R$ 4,4 milhões, entre 2006 e 2008, para a construção do Centro de Convenções José Geraldo Honorato Vieira – R$ 4,4. Além de repassar 13 viaturas à Polícia Militar, o Estado investiu R$ 1,6 milhão no Corpo de Bombeiros.

A saúde da população teve um salto de qualidade nos últimos anos. Minas implantou em Pirapora um Centro Viva Vida, sendo 1.108 gestantes atendidas pelo Mães de Minas, repassou R$ 5,5 milhões para o Hospital Dr. Moisés Magalhães Freire de R$ 5,416 milhões, além de promover mais de 53 mil atendimentos pelo Sistema Estadual de Transporte de Saúde e uma unidade do Farmácia de Minas em funcionamento.

“Toda a população tem enorme gratidão por tudo que Aécio e Anastasia fizeram por Pirapora e pela região. Isso nos dá esperanças sobre o que virá pela frente, por isso, apoiamos Pimenta da Veiga. Pimenta vai conduzir um programa de proteção às veredas, que são os berçários das águas do São Francisco, e vai estabelecer um grande sistema de hidrovia para ligar a nossa região ao Nordeste do Brasil. Temos plena confiança de que o Norte de Minas tem muito ganhar com as vitórias de Pimenta e Anastasia”, disse Leo Silveira.

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25/09/2014 Posted by | Anastasia,  ANTONIO ANASTASIA,  ELEIÇÕES 2014,  GESTÃO DO PT,  GOVERNO DE MINAS, POLÍTICA | , , , , | Deixe um comentário

Serra da Canastra em risco: Governo do PT quer transformar santuário ecológico em área de exploração mineral

Gestão ambiental sem eficiência,  sem fiscalização ambiental, ação insustentável, mineração

Fonte: Cleide Carvalho – O Globo

Medida libera extração de diamante na Serra da Canastra e pode pôr Brasil como grande produtor

Procurador argumenta que a mudança nos parques só deve ser feita por meio de lei, uma vez que os efeitos podem ter impacto sobre todo o bioma Amazônia

Explorando um santuário

Um acordo entre parlamentares e o governo federal prevê a redução do Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais, de 200 mil para 120,5 mil hectares. Nesse parque fica a nascente do Rio São Francisco. Da área excluída, 76,4 mil hectares serão transformados em Monumento Natural, onde a propriedade privada e atividade econômica são permitidas, desde que de baixo impacto e com plano de manejo, como produção de queijos e atividades agropastoris.

A principal novidade, porém, é a exclusão total de terras destinadas à mineração. Uma área pequena, de apenas 2.159 hectares, será destinada à pesquisa e à extração de diamantes. As duas partes, localizadas em pontos diferentes do atual parque  e denominadas Canastra 1  e Canastra 8,  podem  colocar o Brasil  entre os dez maiores  produtores de diamantes do mundo.

Um estudo realizado em 2006, coordenado pela Casa Civil, indica que, na pior das hipóteses, o Brasil poderá produzir 2,6 milhões  de quilates por  ano. A Namíbia,  o oitavo produtor  mundial, produz, segundo  o relatório, 2,2  milhões de quilates de diamante por ano. “Esses dados justificam plenamente, sob o ponto de vista econômico, a lavra de diamante nesses dois locais, inserindo o Brasil em uma situação similar à do Canadá, que produz cerca de US$1 bilhão/ano em lavras de  diamante de kimberlito  ocorrentes no Parque  Nacional de Yellowknife, no  interior de áreas  indígenas. Em termos de geração de emprego, a empresa titular da área estima 1.300 postos de trabalho, o que também justifica a atividade em termos sociais, a qual será desenvolvida nos tempos médios estimados de sete anos em Canastra 1 e de 16 anos em Canastra 8″, diz o relatório.

Votação pode ser ainda esta semana

A área de exploração de diamantes pertence à Qualimarcas Comercio Exportação de Cereais Ltda, em joint-venture com Socios Quotistas de Mineração do Sul Ltda. O negócio foi fechado no ano passado pela Mineração do Sul, antiga detentora de licenças de exploração emitidas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Além da área destinada à exploração de diamantes, também será retirada do parque a parte onde já ocorre a exploração de quartzito, de cerca de 5,7 hectares. Sem a exclusão destas áreas do parque, tanto a exploração de diamante quanto de quartzito na Serra da Canastra eram consideradas ilegais, já que este tipo de unidade de conservação é destinada apenas à exploração pelo ecoturismo.

– Estávamos num conflito  em que nenhuma das partes conseguia avançar; nem  as atividades econômicas, nem a preservação. Agora, temos o desafio de implantar um modelo novo, o de Monumento Natural, criado há apenas dez anos, e liberamos as áreas de mineração e duas vilas que estavam dentro do parque – explica Rômulo Mello, diretor do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Na semana passada, a redução do Parque Nacional da Serra da Canastra foi incluída, por meio de emenda do deputado Odair Cunha (PT-MG), na Medida Provisória 542/11, apresentada em agosto passado pelo Executivo e que altera os limites de três parques na Região Amazônica, com o objetivo de garantir a instalação da Hidrelétrica de Tabajara, no Rio Machado, e das Usinas de Jirau e de Santo Antônio, em Rondônia.

A previsão é que a votação da MP ocorra ainda esta semana, mas ela já é contestada.

Na última sexta-feira, a mudança nos limites dos parques nacionais por meio de Medida Provisória tornou-se alvo de ação da Procuradoria Geral da República. O procurador Roberto Gurgel apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ação direta de inconstitucionalidade contra a MP 542, com pedido de liminar para suspensão de seus efeitos nos parques nacionais da Amazônia, Campos Amazônicos e Mapinguari.

Procurador condena ‘caráter de urgência’

O procurador argumenta que a mudança nos parques só deve ser feita por meio de lei, uma vez que os efeitos podem ter impacto sobre todo o bioma Amazônia. Para ele, não se justifica o caráter de urgência para separar as áreas de preservação, uma vez que algumas destas usinas sequer têm licenciamento ambiental concluído. Além de regularizar a construção das usinas, a MP também desafeta áreas para mineração e terras ocupadas por famílias que vivem na região.

Relator da  MP,  o deputado José  Geraldo (PT/PA)  disse na  última sexta-feira que  a emenda  de redução  do Parque Nacional da Serra da Canastra só foi incluída porque já havia um outro acordo para reduzir o tamanho do parque, em torno de um Projeto de Lei em tramitação no Senado.

– Fiz questão de incluir. Se já estava acordado no Senado e já íamos aprovar alterações em três parques, por que não colocar junto?

O presidente do  ICMBio lembra que a exploração  de minérios na Serra  da Canastra – as zonas  de exploração de diamantes  ficam coladas  às  áreas  de preservação  do  parque e  do  monumento natural  e  a  poucos quilômetros da nascente do Rio São Francisco – terá de ser feita apenas após licenciamento ambiental.

Leia também: Ação insustentável: Deputado Odair Cunha do PT de Minas propõe em Medida Provisória com ‘contrabando’ reduzir área da Serra da Canastra em 70%

23/11/2011 Posted by | gestão, Meio Ambiente | , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Minas tem gás em volume capaz de garantir autossuficiência

A nova energia de Minas

Fonte: Alberto Pinto Coelho, Vice-governador de Minas Gerais – Estado de Minas

Há 135 anos era criada, em Ouro Preto, a Escola de Minas, destinada a formar os primeiros profissionais de pesquisa nas áreas de geologia e mineração no Brasil. Quase um século depois, também em Ouro Preto, a Fundação Gorceix, vinculada à mesma escola, criou o Núcleo de Geologia do Petróleo (Nupetro), buscando estabelecer uma melhor avaliação do potencial petrolífero do Brasil. Fazendo jus ao seu nome, Minas Gerais tem dado, portanto, histórica contribuição ao desenvolvimento mineral do país. O que ninguém poderia supor, nem os pioneiros de 1876 e tampouco os precursores do Nupetro, hoje parceiro estratégico do governo de Minas, é que o estado surgiria, em pleno século 21, como um dos principais reservatórios de gás natural do Brasil. Coube ao governador Antonio Anastasia anunciar a boa-nova em outubro de 2010: Minas tem gás em volume capaz de garantir autossuficiência do estado numa fonte de energia limpa e considerada, na avaliação de especialistas, elo de transição da cultura do petróleo para um mundo onde haverão de prevalecer fontes de energia alternativas e sustentáveis.

O gás natural, com suas vantagens comparativas, lidera a matriz energética da Rússia (54%) e desponta como segunda principal fonte nos Estados Unidos (25%), com posição semelhante em países como a Alemanha, Inglaterra, França, Canadá e Irã. Já no Brasil, sua utilização, na mesma matriz, é de apenas 7,5%, enquanto o petróleo e seus derivados alcançam a taxa de 43%, contra a média mundial de 35%. Há no país, portanto, um grande potencial para o uso do gás natural na indústria e no consumo residencial, em processos de produção de calor e vapor. Até 2013, a Usiminas utilizará o gás natural fornecido pela Gasmig em toda a sua linha de produção, substituindo os derivados do petróleo.

Note-se que as reservas estimadas na bacia sedimentar do Rio São Francisco, de Morada Nova de Minas a Montalvânia, de Brasilândia de Minas a Paracatu, de Buritizeiro a Unaí e Paracatu, são de tal monta que, em Morada Nova de Minas, as reservas correspondem a 25% da distribuição diária do gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol), ou seja, 7,5 milhões de metros cúbicos/dia. Já as reservas totais estimadas para a região, em prospecções feitas pelo consórcio Cobasf, que reúne a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas (Codemig), a Cemig e os players privados Orteng, Delp e Imetame, com estudos conduzidos pela Schlumberger, gigante internacional prestadora de serviços na área petrolífera, apontam para um volume estimado da ordem de 195 bilhões de metros cúbicos de gás natural.

É com o exato objetivo de estabelecer um planejamento estratégico para a exploração e o melhor aproveitamento dessa extraordinária riqueza natural que aflora em Minas que o governo Anastasiaempossou, dia 1º, o Comitê Especial Mineiro de Gás e Petróleo. A missão deste comitê contém a diretriz central de incentivar a agregação de valor à cadeia de produtos mineiros, como também a de estimular o desenvolvimento da rede de fornecedores de equipamentos e serviços à Petrobras, no âmbito do pré-sal. No caso do gás natural, um produto nobre, todos os esforços convergem no sentido de que seu aproveitamento tenha o maior valor agregado possível, tanto na substituição de combustíveis como nas indústrias gasoquímica, siderúrgica, com aproveitamento do potencial de minério de ferro do estado, ou na produção de fertilizantes, no caso de amônia e ureia. E, ainda, como cogerador e ferramenta complementar da energia elétrica, contribuindo para fortalecer um setor estratégico do desenvolvimento brasileiro e que utiliza energia renovável, importante diferencial do país na matriz energética do mundo.

O comitê mineiro agrega, por sua vez, um valor institucional de primeira ordem: a par dos representantes dogoverno estadual, dele participam instituições de grande prestígio, como a Petrobras, e as mais expressivas entidades representativas da iniciativa privada, como a Fiemg, a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip); a Associação dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abrip) e do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Mas a melhor de todas as notícias, certamente, é a de que esta nova riqueza de Minas está localizada em uma região social e economicamente povoada por múltiplas demandas. Com essa verdadeira revolução econômica que se avizinha, ela desperta para uma nova etapa de desenvolvimento capaz de elevar, rapidamente, os indicadores de renda e de emprego no Noroeste são-franciscano. Com as bênçãos sagradas do Velho Chico.

11/07/2011 Posted by | Energia | , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Governo Aécio dá prosseguimento a obras de revitalização das sub-bacias do Rio São Francisco

O Programa de Revitalização das sub-bacias do Rio São Francisco, realizado em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), já beneficiou 42 municípios, com  500 km de estradas de terra readequadas e  a construção de aproximadamente 10 mil bacias de captação de água de chuva e mais de 7 mil hectares de terraços executados em encostas. O trabalho obedece o cronograma de obras da Fundação Rural Mineira (Ruralminas).

As obras, que contam também com recursos do governo federal, via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estão sendo executadas atualmente nas cidades de Patis, Japonvar, Sete Lagoas e Brasília de Minas. A conclusão desta etapa está prevista para este mês. Em seguida os próximos municípios serão Capim Branco, Chapada Gaúcha, Dom Bosco, Esmeraldas, Fortuna de Minas, Luislândia, Maravilhas, Matozinhos, Prudentes de Morais, São Francisco e Várzea da Palma.

A escolha dos municípios é feita de acordo com uma logística sistematizada para facilitar e otimizar os trabalhos. “Por meio de levantamento piloto das sub-bacias mais representativas da bacia do rio São Francisco, iniciamos os trabalhos de recuperação. Dividimos os municípios em grupos por regiões próximas e separamos as frentes de trabalho”, ressalta o presidente da Ruralminas, Celso Cota.

Criado para melhorar também as vias de acesso municipais e locais que tiveram o crescimento desordenado nos últimos anos, as obras de baixo custo beneficiam produtores rurais e comunidade em geral, o que facilita o acesso às localidades, contribui para o transporte escolar, o escoamento de produção e para o desenvolvimento do Estado de Minas Gerais.

De acordo com o produtor rural Sebastião Silva, um dos vários beneficiados com a chegada do programa em Sete Lagoas, o trabalho é de extrema importância e instrui também as pessoas a como manter esta obra para que dure por bastante tempo. “Desde o início eu recebi bem o pessoal da frente de obras. Já trabalho com isso há muito tempo então sei da importância disso para minha fazenda também e para a comunidade local”, ressalta.

O programa, além de contemplar a recuperação de estradas de terra e construção de bacias de captação de água de chuva, terraços em nível, também faz o cercamento de nascentes e matas ciliares. Estas intervenções promovem a infiltração de água no solo com consequente melhora na qualidade e quantidade da água nas sub-bacias, garantindo o abastecimento de água para os animais, como também a manutenção de pequenas culturas e até mesmo o consumo humano durante quase todo o ano.

O programa conta com três importantes convênios, um com a Agência Nacional de Águas(ANA), outro com a Codevasf por intermédio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Emater e outro diretamente com a Codevasf. Todos os convênios contam com a execução e fiscalização da Ruralminas.

A Fundação Rural Mineira (Ruralminas), órgão do Estado ligado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é responsável por desenvolver, dentre outros projetos, a construção e conservação de estradas vicinais com enfoque ambiental, elaboração e execução de projetos de conservação de água e solo e elaboração e execução de projetos de barragens e de irrigação.

19/03/2010 Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , , , | Deixe um comentário

Livro editado em Minas conta histórias de pescadores do Rio São Francisco

Um olhar sobre o ofício diário, as crenças e as expectativas do personagem mais marcante do Rio São Francisco, compartilhado por jornalistas e uma ambientalista resultou em um livro com depoimentos e belas imagens retratando o universo do pescador do trecho mineiro do Velho Chico, incluindo os principais afluentes onde a pesca é autorizada e praticada.

O Guia do Pescador foi distribuído gratuitamente na abertura oficial da Semana do Meio Ambiente de 2009 da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), na terça-feira (26), no edifício-sede da empresa, em Belo Horizonte, e, na próxima semana, durante a programação da Semana do Meio Ambiente em Três Marias, na região Central do Estado. O livro também será entregue aos pescadores e à população ribeirinha do São Francisco e seus afluentes.

O trabalho de pesquisa foi realizado durante três semanas, entre agosto e setembro de 2007, com equipes que desceram 350 quilômetros do Velho Chico, de Três Marias a Januária, no Norte de Minas, em um pequeno barco a motor e outra percorrendo o trajeto de carro.

Fé e esperança

Segundo o jornalista Paulo Boa Nova, que escreveu o guia, o trabalho mostra um pescador que afirma ser um privilegiado por manter um contato estreito e diário com o rio, mesmo com todas as intempéries da natureza e os desafios com as agressões do homem ao rio. “É um ser integrado ao ambiente e que sente orgulho de sua condição e sempre agradece e acredita no rio, por tudo o que ele já passou e lhe proporcionou. E a liberdade de fazer o que quer e viver em paz garante o sorriso no rosto”, relatou.

Para Boa Nova, a fé na vontade divina e a esperança é um prato cotidiano entre os pescadores que, junto à simplicidade do ribeirinho, dá origem ao imaginário repleto de mitos e crenças como o caboclo d’água, o minhocão e até o sono do rio. “Aqueles que têm uma vida urbana não acreditam muito. Porém os que vivem mais ligados ao rio do que à cidade são mais crédulos e têm um imaginário menos contaminado pela racionalidade.”

À medida que a equipe descia o rio, testemunhava também as dificuldades da profissão. “Os pescadores que moram mais ao norte têm um perfil um pouco diferente, tendo que diversificar suas atividades para garantir o sustento da família. Nas proximidades de Januária, um pescador me disse que naquela região o “peixe” são as abóboras. Eles têm que plantar para sobreviver”, relembra o jornalista.

O livro também traz dicas de pescador para a saúde, receitas, exemplos de projetos bem sucedidos na região como o grupo artesanal do peixe defumado, as belezas naturais e o patrimônio cultural que existe às margens do rio, as modalidades de pesca e a legislação afeta a ela e não deixa de falar da mulher pescadora. O maior prêmio para todos eles também é destaque na obra: o peixe, incluindo suas espécies e sua trajetória de vida.

O projeto gráfico é de Jura Camargo, a produção de Bárbara Johnsen e as fotos de João Marcos Rosa. A obra contou ainda com a colaboração dos pescadores Norberto Antônio dos Santos e Pedro Melo e de representantes das colônias de Três Marias, Pirapora, Januária e São Francisco. As fotos do guia renderam uma exposição que ficará aberta à visitação de 27 de maio a 9 de junho, também integrando a programação da Semana do Meio Ambiente 2009, promovida pela Cemig.

27/05/2009 Posted by | Meio Ambiente | , , , | Deixe um comentário