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Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Governo Pimentel: número de professores na rede estadual será reduzido

 Helvécio Magalhães disse que houve redução de alunos matriculados no ensino fundamental e alegou que pagamento da folha salarial é muito alto.

Sind-UTE contesta dados do Governo de Minas e afirma que não há profissionais ociosos nas escolas e o número de matrículas caiu nos últimos anos porque o Estado reduziu o número de vagas.

Fonte: O Tempo

Minas pode reduzir número de professores na rede estadual

Segundo o secretário, o número de alunos matriculados caiu e o de educadores aumentou

O governo de Minas estuda reduzir o número de professores na rede estadual. O corte de vagas, segundo o secretário de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, seria justificado pelo fato de que, nos últimos 12 anos, as matrículas de alunos caíram, e a contratação de professores aumentou.

Levantamento da Secretaria de Estado de Educação mostra que de 2002 para 2014, o número de matrículas nos ensinos fundamental, médio e EJA (educação para jovens e adultos) foi reduzido em 17%, passando de 2,5 milhões para 2,1 milhões. De outro lado, segundo a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), o total de professores ativos no período aumentou 23%, indo de 152 mil para 189 mil.

A redução pode ser feita durante o processo de transição que os profissionais da educação terão que passar em função da inconstitucionalidade da Lei Complementar 100, de 2007. Cerca de 59 mil servidores ativos – incluindo professores e outros funcionários da área – terão que se desligar do Estado. Eles serão substituídos por concursados. O restante dos atingidos já se aposentou.

O prazo para que isso aconteça será definido pelo Supremo Tribunal Federal, que analisa o pedido do governo para que os designados permaneçam nos postos até dezembro. A decisão inicial era que todos fossem demitidos em 1º de abril.

“É possível (reduzir o número de vagas de professores) porque tem um dado que nos alerta. Há uma redução no número de crianças nas escolas do ensino fundamental. No ensino fundamental não tem crescido a rede porque não têm crianças nessa idade, tem crescimento necessário no ensino médio. Diminuiu o número de crianças, mas não diminuiu o número de professores”, afirmou em entrevista exclusiva a O TEMPO.

Para o governo, a extensa folha de pagamento é um problema. Os profissionais da educação respondem por quase 50% dela.

Segundo Magalhães, houve um descontrole na contratação dos designados. “Foram efetivados milhares na Lei 100. Três anos depois, já havia o mesmo tanto de designados. Algo aconteceu. Não tem nenhum controle sobre a folha de designados. Não tem sequer um sistema que gere milhares de funcionários. Não estou fazendo juízo de valor sobre fraudes. Vamos investigar. Imediatamente, estamos contratando um sistema para gerir a folha de designados”, afirmou.

No STF

Lei 100. A modulação dos efeitos da Lei 100, que estava para ser discutida nesta semana no Supremo Tribunal Federal (STF), acabou retirada da pauta da Corte. Não há prazo para sua análise.

SIND-UTE

Categoria diz que faltam profissionais

 Governo Pimentel quer sucatear a Educação e reduzir número de professores

A coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), Beatriz Cerqueira, criticou a proposta estudada pelo governo de Minas de reduzir o número de vagas de professores. Segundo ela, não há profissionais ociosos nas escolas e o número de matrículas caiu nos últimos anos porque o Estado reduziu o número de vagas.

“Vivemos o contrário do que o secretário diz. Temos um número menor de trabalhadores que assume mais demandas nas escolas, uma política do governo anterior. O Estado não ampliou vagas do ensino médio. Estão diminuindo a oferta. Faltam cerca de 900 mil vagas no ensino médio em Minas”, afirma Beatriz. Segundo ela, em 2012, o déficit de professores era de 5.000 profissionais. “Se o número não é o mesmo hoje, aumentou”.

Para o vice-presidente da Associação dos Diretores de Escolas Oficiais de Minas (Adeomg), Washington Oliveira, este é o momento de “estudar políticas públicas para atrair os jovens para a escola”.

Segundo levantamento do governo sobre as gestões anteriores, 14% dos jovens entre 15 e 17 anos estão fora da escola. Em nota, a Secretaria de Educação informou que “trabalha, de forma prioritária, para construir um ensino médio atrativo para o jovem”.

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10/04/2015 Posted by | Educação, Política | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Minas Gerais: Aécio e aliados do PT questionam gestão de Fernando Pimentel

Pimentel quer responsabilizar tucanos pelo seu mal início de governo, CUT e Sind-Ute disparam contra o governador por ter loteado a Educação.

“Chega a ser patético esse discurso. Eu desejo que o governador Pimentel comece a governar, está na hora de parar de choramingar. Setores do PT vêm com esse discurso de [que a] responsabilidade [é] sempre dos governos anteriores”, afirmou senador Aécio Neves

Fonte: O Tempo 

Aécio e aliados do PT questionam gestão de Pimentel em Minas

Crise: Pimentel vem sendo cobrado por funcionários públicos e empresários que querem, respectivamente, os reajustes prometidos e as dívidas de obras pagas. Divulgação

GESTÃO

Fernando Pimentel vira alvo de aliados e tucanos

“Encontramos uma situação difícil do ponto de vista financeiro, orçamentário e também do ponto de vista de gestão. A gestão dos anos anteriores deixou muito a desejar”, afirmou Pimentel

Próximo de completar três meses de gestão, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), vê a lua de mel com aliados e a então relação cordial com o senador tucano Aécio Neves (PSDB) chegarem ao fim.

Apesar de argumentar que o Estado enfrenta dificuldades econômicas e pedir “compreensão”, o petista vem sendo cobrado por funcionários públicos e empresários que querem, respectivamente, os reajustes prometidos e as dívidas de obras pagas.

Como ainda não conseguiu aprovar o Orçamento de 2015 no Legislativo, o governo teve de suspender obras e pagamentos. Donos de construtoras, por exemplo, cobram pela imprensa um débito de R$ 500 milhões.

“Encontramos uma situação difícil do ponto de vista financeiro, orçamentário e também do ponto de vista de gestão. A gestão dos anos anteriores deixou muito a desejar”, afirmou Pimentel.

O fato de ele culpar a herança recebida das gestões anteriores levou Aécio, que governou Minas por oito anos e elegeu seu sucessor, Antonio Anastasia (PSDB), a deixar de lado a sua boa relação com o petista e reagir.

Menina dos olhos do PSDB mineiro, o “choque de gestão“, conjunto de medidas tomadas pelos governos tucanos para organizar as finanças e os programas do Estado, foi defendido por Aécio.

“Chega a ser patético esse discurso. Eu desejo que o governador Pimentel comece a governar, está na hora de parar de choramingar. Setores do PT vêm com esse discurso de [que a] responsabilidade [é] sempre dos governos anteriores”, afirmou o senador.

Minas Gerais foi um dos poucos Estados que passou para o sucessor o Estado cumprindo todos os seus compromissos”, completou o tucano.

Pimentel prometeu para os próximos dias um “balanço geral” da herança tucana, mas seu discurso não tem conseguido aplacar nem as críticas de aliados de primeira hora do PT, como o sindicato dos servidores da educação (Sind-UTE) e a CUT-MG.

As duas entidades são presididas por Beatriz Cerqueira, que começou acusando o governo, nas redes sociais, de “loteamento” na educação, “como fazia o PSDB“. A crítica já chegou às rádios, em forma de publicidade.

Cerqueira diz que o PT pratica o “neocoronelismo” e que a gestão está “comprando a sua governabilidade”.

O sindicato dos servidores cobra o pagamento do piso nacional de salários e a recomposição da carreira. Assembleia e paralisação estão marcadas para o dia 31.

Segundo o governo, não será possível pagar o piso nacional à categoria neste ano. Foi oferecido abono de R$ 160 a ser pago até abril de 2016.

A classe médica também pressiona por reajuste e melhoria das condições de trabalho –Pimentel cancelou um aumento de 5% concedido pelo governo anterior e diz que vai negociar caso a caso.

24/03/2015 Posted by | Aécio Neves, Política | , , , , , , | Deixe um comentário