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Aécio: sentimento de mudança no Brasil já foi vitorioso no primeiro turno

Para Aécio Neves, candidatos de oposição, somados, ganharam mais votos e mostram o sentimento do brasileiro pela mudança.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Agradecimento

Eu queria agradecer a cada um de vocês, profissionais de imprensa que nos acompanharam ao longo de toda essa caminhada, possibilitando que os brasileiros conhecessem as nossas propostas, os nossos compromissos com o Brasil. E o agradecimento muito especial a cada brasileiro, a cada brasileira que em cada parte desse extraordinário país acreditou na possibilidade da mudança.

A minha primeira confirmação, a minha primeira constatação é que esse sentimento de mudança amplamente presente em todo o Brasil já foi vitorioso no primeiro turno. Candidatos de oposição somados foram vitoriosos, tiveram a maioria dos votos. E é isso que nós temos que buscar agora no segundo turno. Eu me sinto extremamente honrado em ser o representante deste sentimento.

Nessas três semanas que nos separam da eleição, vamos já, a partir de amanhã [06/10], intensificar as nossas ações. Quero aqui, desde já, deixar uma palavra de homenagem muito pessoal a um amigo, a um homem público honrado, digno, que foi abatido por uma tragédia no meio dessa campanha, o governador Eduardo Campos. A ele, aos seus ideais e aos seus sonhos, também a minha reverência. E nós saberemos, juntos, transformá-los em realidade.

É hora de unirmos as forças. A minha candidatura não é mais uma candidatura de um partido político ou de um conjunto de alianças. É o sentimento mais puro. E todos os brasileiros que ainda têm a capacidade de se indignar, mas principalmente a capacidade de sonhar. Vamos acreditar que é possível, como sempre acreditei, dar ao Brasil um governo que una decência e eficiência. Quero aqui, ao lado de tantos companheiros de Minas Gerais, da minha família, da minha esposa Letícia, agradecê-la também pela paciência ao longo de todo esse período. A minha ausência em casa, durante todo esse tempo, na verdade, foi uma tentativa de me fazer presente na vida de milhões e milhões de brasileiros, buscando dar a eles um caminho melhor na qualidade da saúde, da educação, da segurança pública.

Tenho enorme orgulho das companhias que tive nessa caminhada. Quero saudar aqui, como mineiro, não apenas como candidato à Presidência da República, mas como cidadão mineiro que compreende a dimensão exata do que é política feita com espírito público e com correção, quero dizer do meu orgulho de poder dizer que Minas Gerais tem como senador da República eleito um dos mais completos homens públicos do nosso tempo, o governador Antonio Anastasia.

[Estou] Extremamente honrado, senador Anastasia, em fazer essa caminhada ao seu lado, ao lado do governador Alberto Pinto Coelho, extremamente correto capaz e leal companheiro.  Quero saudar através deles a todos que nos acompanharam até aqui. Uma palavra também de reconhecimento ao esforço, ao trabalho, ao nosso companheiro Pimenta da Veiga, que infelizmente não venceu as eleições, mas conduziu as nossas bandeiras com extrema dignidade. E desejo ao governador eleito de Minas Gerais, pelo enorme amor que tenho a essa terra e à minha gente, que tenha enorme êxito nas funções que passará a exercer a partir de primeiro de janeiro.

Sobre o resultado

Todos aqueles que puderem ou quiserem contribuir para esse projeto de mudança são muito bem-vindos. Eu tenho enorme respeito pessoal pela ex-ministra e senadora Marina Silva, mas tanto em relação a ela quanto a outras lideranças, é preciso que nós aguardemos que cada um tome o caminho que achar mais adequado. O que posso dizer é que nesse projeto de uma dimensão tão grande, todos aqueles que tiverem uma contribuição a dar à nossa plataforma, no nosso projeto de governo e na construção da nossa vitória, serão extremamente bem-vindos. Eu não posso antecipar qualquer apoio. Não tive ainda nenhum contato até agora. Vamos aguardar que nesses próximos dias essas questões possam ser definidas.

Sobre a chegada no 2º turno

Sinto-me um grande vitorioso. Todos os números em qualquer parte do Brasil estão muito acima, vocês vão concordar comigo, que as melhores expectativas, inclusive, dos institutos de pesquisas. Não podemos em uma campanha dessas privilegiar uma região.  Vou continuar andando todo o Brasil. Temos um ousado e qualificado projeto para o Nordeste brasileiro, que quero ter mais tempo para discuti-lo no Nordeste. Talvez, tenha nos faltado um pouco de tempo para isso. Vamos continuar andando pelas outras regiões do país tendo como minha companheira de viagem a verdade, a coragem, a compreensão de que nós temos o melhor projeto. O que nós fez chegar até aqui da forma que nós chegamos é que nós temos o melhor projeto do país. O que nós ouvimos ao longo desses últimos meses foi a candidata oficial lutando, os seus assessores ou as pessoas mais próximas achando que vencia essas eleições no primeiro turno e quem venceu essas eleições no primeiro turno foi o povo brasileiro, foi o sentimento de mudança que hoje se alastra por todo o país. No primeiro turno quem venceu as eleições foi o provo brasileiro. Foi um sentimento de mudança que hoje se alastra por todo país. O que temos que fazer – e eu quero lembrar aqui e reverenciar uma frase que foi dita há 30 anos pelo meu avô Tancredo, quando iniciava a sua caminhada e que trazia de novo a liberdade e a democracia. Talvez, seja essa frase síntese que eu gostaria de dizer a todos os brasileiros nesse instante: “Nós estamos apenas na metade da travessia. Portanto, não vamos nos dispersar”.

Sobre o papel de Tancredo Neves na sua vida pública

Ele sempre teve um papel extremamente estratégico – de um grande conselheiro e de um grande amigo e continuará a ter. Eu tenho um orgulho enorme das minhas companhias. Todas elas estiveram presentes, cada uma a seu modo, da forma que achava mais adequado, que era mais estratégico pra campanha. Ele continuará extremamente presente.

Eu vou amanhã a São Paulo. Eu me reúno com alguns dos coordenadores da campanha e pré-estabelecemos a nossa agenda de viagens que deve começar esta semana. Eu não vou parar um minuto. Amanhã já é dia de campanha.

Faço aqui uma convocação a todos os nossos companheiros e companheiras de todas as partes do país, inclusive aqueles que tiveram vitória em primeiro turno, que não desmobilizem os companheiros. Que não desmobilizem as suas estruturas de campanha porque a campanha não terminou ainda.

Repito: Nós estamos apenas na metade da travessia. Vamos concluí-la com a mesma determinação, com a mesma coragem e, por que não, com a mesma leveza com que chegamos até aqui. É muito importante que todos companheiros de cada parte do país compreendam que a eleição final ocorrerá no dia 27.

Sobre a parceria com o agronegócio

Tenho sido muito claro em relação à nossa parceria com o agronegócio. Não fosse a presença do homem do campo na vida nacional, nós teríamos tido, ao longo desses últimos anos, um crescimento ainda mais inexpressivo do que aquele que tivemos até aqui. Parceria, logística, simplificação do sistema tributário, agregar capital privado pra fazer os investimentos em infraestrutura e logística e, principalmente, na criação na ampliação de novos mercados para quem produz no Brasil. A minha candidatura representa a possibilidade do Brasil voltar a crescer, voltar a gerar empregos de qualidade e melhorar os seus indicadores sociais. Por isso eu tenho muita, mas muita convicção mesmo, de que nós vamos vencer essas eleições.

Como dizia lá atrás: Nenhuma razão se sobrepõe a todas as outras. Temos o melhor projeto para o país. Aqueles que estão no governo perderam. Perderam agora no primeiro turno porque, então, teve um resultado muito abaixo do que esperavam e perderam porque tiveram a chance de melhorar a vida dos brasileiros e não melhoraram. Tiveram a chance de fazer o pais crescer, o país parou de crescer. Tiveram oportunidade de controlar inflação, a inflação volta a subir. Tiveram a oportunidade de resgatar a credibilidade e o respeito da administração pública federal e isso não aconteceu, sobretudo com esses escândalos que se sucedem a cada dia no país.

Sobre a campanha

Minha campanha não é contra quem quer que seja. Minha campanha é a favor do Brasil. No que depender de mim [a campanha] será altamente propositiva. Quero aproveitar esses próximos dias, os nossos programas – agora teremos tempo, né, muito mais adequado e proporcional à nossa adversária na televisão – para mostrar o que nós queremos fazer. Eu não faço a política do ódio, do medo, eu não trato um adversário como um inimigo que tem que se abatido a qualquer custo, não, eu sou um democrata, eu respeito nossos adversários. Têm eles lá os seus projetos, eu tenho os nossos, eu represento um conjunto de forças da sociedade brasileira que se qualificou e se preparou para governar o Brasil.

A minha candidatura não tem qualquer marca de improviso, a minha candidatura traz consigo a experiência, a competência, a coragem e a liderança necessária para que o Brasil avance. É isso que eu vou dizer em cada parte do Brasil. Nós temos as melhores condições de fazer com que a vida dos cidadãos e das cidadãs melhore. É por isso que estou aqui e repito para encerrar extremamente grato a cada brasileiro, a cada brasileira, que já demonstrou que o sentimento de mudança é o que deve permanecer. A vitória nesse primeiro turno foi da mudança, os candidatos de oposição tiveram a maioria dos votos. Vamos continuar unidos para que nós possamos, num segundo turno, vencer as eleições e darmos aos brasileiros um governo honrado, um governo digno e um governo eficiente.

Sobre possível conversa com Renata Campos, viúva de Eduardo Campos

Não, não tenho nada marcado. Tenho um respeito enorme pela Renata, mas não tenho nenhum encontro marcado, ouvi até especulação sobre isso. Eu sou muito cauteloso em relação a essas questões. Estamos com os resultados ainda no forno, vamos aguardar amanhã, os próximos dias. Acredito que todas aquelas forças políticas que acreditam na mudança, que percebem, como nós percebemos, que este ciclo de governo tem que se encerrar em benefício do Brasil, espero que possam estar ao nosso lado. O nosso projeto é um projeto generoso, repito: Não é um projeto de um partido, é um projeto da sociedade brasileira, e todos aqueles que quiserem se somar a ele, e tiverem contribuição a dar a essas mudanças serão muito bem-vindos. Obrigado.

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06/10/2014 Posted by |  2º TURNO,  AÉCIO NEVES,  AÉCIO OPOSIÇÃO,  AÉCIO PRESIDENTE,  AÉCIO PROPOSTAS,  AECIO,  AECIO: PRESIDENTE 2014,  ELEIÇÕES 2014 | , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Filha de Juscelino Kubitschek presta homenagem a Aécio

Filha de Juscelino Kubitschek, Maria Estela Kubitschek, prestou homenagem a Aécio e leu carta de apoio ao ex-governador de Minas.

Aécio Neves: eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Carta a Aécio Neves – Maria Estela Kubitschek

presidente do PSDBsenador Aécio Neves (MG), visitou nessa sexta (13/06), a cidade de São João del Rei, dando início à caminhada para a convenção nacional do partido, que será realizada amanhã, em São Paulo, e o indicará candidato à Presidência da RepúblicaAécio Neves se encontrou nesta amanhã com sua família e amigos na residência onde viveu seu avô, o ex-presidente Tancredo Neves. Assim, Aécio repete o gesto de Tancredo, que visitava a cidade antes das grandes decisões.

A filha do ex-presidente da República Juscelino KubitschekMaria Estela Kubitschek, prestou homenagem a Aécio e leu carta de apoio e estímulo ao ex-governador de Minas.

Em respeito à legislação eleitoral, o senador Aécio Neves não discursou, fez apenas uma saudação pessoal aos amigos presentes.

Segue abaixo íntegra da carta de Maria Estela Kubitschek entregue ao senador Aécio Neves.

“Querido amigo, Senador Aécio Neves

Há 30 anos, Tancredo partiu de Minas, viajou por todo o Brasil, fazendo sua obstinada pregação em defesa da democracia e da justiça.

Cerca de trinta anos antes, outro mineiro, meu pai, Juscelino, ousou olhar para um futuro em que poucos acreditavam, e nos legou o grande e decisivo salto na direção da modernidade.

Ao que parece, de 30 em 30 anos, o espírito de Minas, de que nos falava Drummond, visita as razões da nacionalidade, para oferecer ao Brasil o que temos de melhor:

Nossa coragem;

Nossa sede de justiça;

Nosso compromisso com a construção um país íntegro e generoso, capaz de abrigar os sonhos de cada um dos brasileiros.

Mais uma vez, hoje, 30 anos depois de 1984, a história se repete.

Hoje, Aécio, depositamos em suas mãos limpas nossa confiança e nossa esperança, de que finalmente poderemos realizar o Brasil  que tantas vezes foi sonhado pelos nossos e que ainda permanece intocado.

Segue em frente, senador!

Com os compromissos e princípios que um dia orientaram os passos de Tancredo

Com a ousadia, a coragem e o inconformismo de meu pai, Juscelino.

Vamos fazer cumprir o destino.

Segue em frente, Aécio!

Com a bênção das montanhas de Minas,

Com a bênção de milhões de mineiros,

Segue em frente, Aécio!

Com Minas, pelo Brasil!

Maria Estela Kubitschek Lopes”

16/06/2014 Posted by | Política | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

São João Del Rei: Aécio repete tradição de Tancredo antes de Convenção

Inspiração: Nas vésperas da convenção nacional do PSDBAécio Neves viveu clima de campanha em visita a São João Del Rei. terra de Tancredo

Na caminhada rumo ao Planalto buscará apoio com as dissidências nos estados de partidos aliados à presidente Dilma Rousseff

Fonte: O Globo 

Aécio aposta em dissidências da base aliada de Dilma nos estados para fortalecer sua campanha

Tucano repete tradição do avô e visita São João Del Rei antes de convenção do PSDB, que acontece neste sábado

Às vésperas da convenção nacional do PSDB que confirmará o senador Aécio Neves como candidato à presidência, o tucano, viveu clima de campanha em sua visita, na manhã desta sexta-feira, à cidade São João Del Rei, a 184 km de Belo Horizonte. Em entrevista, ele disse que sua caminhada rumo ao Planalto se fortalecerá com as dissidências nos estados de partidos aliados à presidente Dilma Rousseff em nível nacional.

— No âmbito regional, a maioria dessas forças (PP, PMDB e PSD) estão se somando ao nosso lado. Elas querem mudanças. A presidente da República, com um esforço enorme com a oferta de cargos públicos a rodo hoje no Brasil, consegue ficar com mais tempo de TV, mas não ficará com o trabalho e com a crença desses partidos no seu projeto. Portanto, podem esperar que vamos ter dissidências cada vez mais amplas. Essas dissidências fortalecem a oposição porque elas representam o sentimento do Brasil, de uma mudança profunda — afirmou Aécio.

No Rio, por exemplo, Aécio conquistou o apoio da maior parte do PMDB, já que o partido não engoliu a pré-candidatura do senador Lindbergh Farias. Aécio vai para a convenção do partido sem escolher o vice para sua chapa, embora muitos nomes sejam cotados, como o do senador Aloysio Nunes (PSDB). O tucano lembrou que a data para o fechamento dos nomes da aliança é o dia 30 de junho.

— Temos o tempo. Felizmente, nosso caso é de abundância de nomes qualificados. Como a legislação permite que até o dia 30 essa decisão possa ocorrer, como ainda existem instabilidades em outras forças políticas, nós estamos aguardando que o cenário se desenhe de forma mais clara para vermos qual é o perfil mais adequado — declarou o senador, afirmando que o PSDB nunca esteve tão unido em torno de uma candidatura.

DILMA COLHE O QUE PLANTOU, DIZ AÉCIO SOBRE VAIAS

Depois de falar ontem que as vaias e xingamentos à presidente Dilma ontem no Itaquerão são um sinal de que ela está sitiada, o tucano voltou a usar a mesma expressão e completou:

— Ela (Dilma) colhe o que plantou ao longo dos últimos anos. (Ela é) Alguém que governou com um mau humor permanente, com enorme arrogância, sem dialogar com a sociedade, de costas para a sociedade brasileira, achando que ter a caneta na mão tudo pode, sem se preocupar com o que virou o governo do ponto de vista ético, com essas sucessivas denúncias de corrupção, querendo vender um Brasil que não existe, um país virtual, onde, na propaganda oficial a Petrobras é a melhor das empresa, a mais bem gerida do mundo, onde a saúde é de alta qualidade, onde não existe inflação — afirmou Aécio, dizendo que esse Brasil que a presidente mostra “não é real”.

Aécio lembrou que, ao longo do governo Dilma, sete ministros foram demitidos por denúncias de corrupção, e o governo não concluiu as investigações. E aproveitou o tema para falar novamente dos escândalos na Petrobras.

— Estamos vendo aí os sete ministros que foram afastados por denúncias de corrupção no início do governo. Estamos caminhando para o final e o que aconteceu? O que foi apurado pelo governo? Qual as consequências daquelas demissões? Estão aí as denúncias em relação à Petrobras que aviltam, trazem indignação para todos nós brasileiros. A nossa principal empresa pública hoje vale metade do que valia quando ela (Dilma) assumiu — declarou o candidato à presidência.

TRADIÇÃO DO AVÔ

O pré-candidato esteve em São João Del Rei para seguir uma tradição do avô, Tancredo Neves, que visitava o município antes de suas grandes decisões. Neste sábado vai acontecer em São Paulo a convenção do PSDB que proclamará Aécio Neves candidato à Presidência da República.

O senador tem mantido as tradições do avô: participa da Procissão do Enterro, em que carrega a lanterna de prata que foi de Tancredo, visita São João Del Rei em datas simbólicas e vai ao santuário da Serra da Piedade.

No Largo do Rosário, onde fica a residência da família do tucano em São João Del Rei, mineiros se concentraram para ver Aécio. O tucano apareceu na sacada ao lado de Maristela Kubitschek, filha do ex-presidente Juscelino. Ela leu uma mensagem para Aécio.

— Hoje, Aécio, depositamos em suas mãos limpas nossa confiança e nossa esperança, de que finalmente, poderemos realizar o Brasil que tantas vezes foi sonhado pelos nossos e que ainda permanece intocado — afirmou Maristela, num trecho da mensagem.

Em seguida, o pré-candidato falou brevemente aos mineiros na sacada e disse que, em respeito à legislação eleitoral, não discursaria.

— Esse é um dos momentos mais emocionantes da minha história — afirmou ele. — Saio a partir de hoje para caminhar pelo Brasil levando Minas Gerais sempre.

Ao fim, os presentes ao Largo do Rosário gritaram “Aécio, guerreiro, orgulho dos mineiros”. Nas casas e comércios em frente à residência da família Neves, haviam várias faixas de apoio, como: “Aécio é coragem para mudar o Brasil”, “Aécio com Minas pelo Brasil” e “Aécio, o coração de Minas bate pelo Brasil”. Moradores dos imóveis disseram ao GLOBO que a equipe que organizou o evento pediu autorização para colocar as faixas nas paredes.

Dois pequenos palcos foram montados no Largo e músicos tocaram algumas canções. Depois de fazer um breve discurso da sacada de sua casa, Aécio seguiu para a Igreja de Santo Antônio. Como faz em campanha, abraçou moradores e pegou crianças no colo. Na igreja, ganhou a bênção do padre. Depois, ele foi à Igreja de São Francisco e, em seguida, ao Teatro Municipal, onde encontrou amigos rapidamente.

De Minas, Aécio segue para São Paulo onde irá participar da convenção que legitimará sua candidatura.

16/06/2014 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Os jovens precisam saber mais sobre 1964, artigo Aécio Neves

Senador Aécio Neves comentou: “Foram anos penosos. Não era apenas a construção política que demandava reuniões varando as noites”.

50 anos do golpe militar

Fonte: Carta Capital 

Sociedade

Especial / 50 anos do golpe

A longa noite

Os jovens precisam saber mais sobre aqueles anos, para que esse conhecimento se reverta numa profissão de fé inabalável: o de que a liberdade é um bem insubstituível

por Aécio Neves

Em 1964, data do golpe militar que tirou do país duas décadas de liberdades, tinha apenas 4 anos. Somente bem mais tarde, já na adolescência, pude compreender a real dimensão da longa noite do regime de exceção que se abateu sobre a vida nacional. Mesmo ainda sem ter militância política, era impossível não respirar o clima de terror em vigência nos anos de chumbo. Para mim, particularmente, a ele acrescentavam-se as aflições do meu avô, Tancredo, na sua longa, paciente e determinada jornada em direção à redemocratização do País.

Foram anos em tudo penosos e angustiantes. Não era apenas a construção política que demandava reuniões varando as noites intermináveis. Lembro-me, ainda muito jovem, do telefone insistente e os pedidos de ajuda que se acumulavam.

Tancredo trabalhava diuturnamente cerzindo sua teia incomparável de contatos e, ao lado de outros muitos nomes prestigiados da intelectualidade, do clero e da própria política, tentava fazer valer apelos e argumentos em defesa de estudantes, artistas, ativistas de correntes diversas, quando não de seus familiares, atingidos em sua integridade pela fúria do totalitarismo militar.

Comecei minha atuação política na luta pela redemocratização do Brasil, no começo dos anos 80, quando as oposições viviam um grande impasse sobre o futuro imediato.

De um lado, já havia alguma abertura, a anistia e as eleições diretas para governadores de estado. Metalúrgicos, bancários, professores e outras categorias haviam reconquistado o direito de greve e se organizavam em centrais sindicais de expressão nacional. Os estudantes tinham reerguido a UNE. Exilados e banidos estavam de volta ao convívio de suas famílias e retomavam a militância. Uma profunda reorganização partidária começava a brotar da aglutinação de diferentes correntes de opinião.

De outro lado, o conflito de interesses demonstrava que os militares não deixariam facilmente o poder. Para quem não acreditava na determinação desse continuísmo, atentados como o da OAB e do Riocentro se incumbiram de dissipar a dúvida. A batalha pela democracia estava pela metade, inconclusa. Sem eleições diretas para presidente da República, o fim da ditadura militar, que assombrava o país desde 1964, seria uma miragem.

O caminho a seguir era o do fortalecimento crescente da unidade entre as oposições. E o de uma condução madura, para que a reconquista plena da democracia não desaguasse num banho de sangue, como ocorreu em tantos episódios na história das transições políticas – direção apontada, não sem polêmicas e dissensões, por brasileiros da grandeza de Tancredo Neves e Ulysses Guimarães, para citar apenas dois nomes, por meio dos quais rendo homenagem a inúmeros combatentes daquelas jornadas.

Ao final, o golpe militar de 1964 impactou minha vida definitivamente. Foi na luta para sua superação – iniciada ainda na campanha de Tancredo ao Governo de Minas; depois na memorável campanha das “Diretas Já” e na vitória de Tancredo à Presidência –, que iniciei minha vida política, incorporando as grandes lições e aprendizados que me acompanham até hoje. Entre eles, a compreensão da política sem sectarismo, respeitando as diferenças e a contribuição que cada um pode dar ao país.

Acredito que o “Diretas Já” foi um movimento que deveria estar mais presente na nossa memória, pelo que ainda é capaz de nos ensinar. Lideranças como TancredoUlysses, Fernando Henrique CardosoLeonel BrizolaMiguel Arraes ou Luiz Inácio Lula da Silva reuniram suas melhores energias em torno de uma grande causa nacional. Tudo muito diferente do que acontece no Brasil de hoje, com o estimulo à intolerância política e as reiteradas tentativas de dividir o país entre “nós” e “eles”, como se o fato de ser oposição nos tornasse menos patrióticos.

Recuperar a história é sempre importante. Os jovens, sobretudo, precisam saber mais sobre aqueles anos, para que esse conhecimento se reverta numa profissão de fé inabalável – o de que a liberdade, em todas as suas dimensões, é um bem insubstituível e que a Pátria, como dizia Tancredo, é tarefa de todos os dias.

*Aécio Neves é senador eleito pelo PSDB. Seu relato faz parte da série de 50 depoimentos coletados para o especial Ecos da Ditadura, sobre os 50 anos do golpe civil-militar de 1964

18/03/2014 Posted by | Política | , , , , , , , | Deixe um comentário

Biografia: musa das Diretas de volta com Aécio Neves

Biografia: Fafá de Belém volta ao túnel do tempo, no passado o apoio a Tancredo, hoje ao lado de Aécio.

Biografia e eleições 2014

Fonte: Estado de Minas 

ELEIÇÕES

Solta a voz nos palanques

Musa da campanha Diretas Já nos anos 1980.

musa das Diretas, que virou no início dos anos 1980 uma espécie de cantora oficial do hino nacional brasileiro, está de volta aos eventos políticos. Três décadas depois de marcar presença em dezenas de comícios em que estiveram reunidas as mais diversas colorações partidárias, a cantora Fafá de Belém esteve este ano ao lado dos principais nomes cotados para disputar a Presidência da República em outubro de 2014. Sempre trazendo referência ao movimento que lutou pela redemocratização do país, a intérprete teve em novembro o mês mais intenso de participações.

Em Poços de Caldas, no Sul de MinasFafá participou de evento do PSDB em 18 de novembro, em comemoração aos 30 anos da Declaração de Poços, uma das primeiras manifestações dos então governadores de São Paulo, Franco Montoro, e Minas GeraisTancredo Neves, contra o autoritarismo e pelas eleições diretas para presidente. O encontro, com a presença do ex-presidenteFernando Henrique Cardoso e de todos os governadores tucanos, serviu de trampolim para afirmar a candidatura do senador Aécio Neves à Presidência da República. Além de entoar o hino nacional, Fafá ajudou a reforçar o clima cantando Menestrel das Alagoas, música que se tornou símbolo da época.

No mesmo dia, Fafá seguiu para Belém do Pará, onde protagonizou cena considerada inusitada para um evento do Judiciário. Escolhida pelo próprio presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para cantar o hino no 7 º Encontro Nacional do Judiciário, a paraense deu um caloroso abraço no magistrado, dias depois de ele decretar a prisão dos condenados pelo chamado esquema do mensalão, protagonizado por petistas e aliados durante o primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Joaquim Barbosa é cotado para concorrer à Presidência ou mesmo ser candidato a vice em uma chapa de oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

Antes, porém, de estar com os tucanos e com Barbosa, a musa das Diretas participou de evento em Recife, onde deu um bom incentivo ao governador pernambucano, Eduardo Campos (PSB), outro pré-candidato à sucessão presidencial. Em uma cerimônia de entrega de prêmios da Unicef em que participava como “amiga da criança da Amazônia”, Fafá lembrou conversa que teve com o avô do “amigo Dudu”, o ex-governador Miguel Arraes, e declarou sua torcida. “Lindo governador, meu amigo Dudu, você aprendeu tudo. Tem feito por este estado e fará por este país”, afirmou.

No Senado FederalFafá participou em 29 de outubro de reunião especial em comemoração aos 25 anos da Constituição. Ela representou os artistas que se mobilizaram na época do movimento Diretas Já. Em Belo Horizonte, na Assembleia de Minas, a cantora apresentou o hino nacional e a música Coração de estudante durante a inauguração do Memorial do Legislativo mineiro. Na ocasião, foi informado que ela cobrou R$ 30 mil de cachê.

A última aparição da musa ao lado de políticos este ano foi no dia 18, com a presidente DilmaFafá cantou o hino em sessão solene no Congresso para a devolução simbólica do mandato de João Goulart (1919-1976), presidente cassado há 49 anos no golpe de Estado que iniciou o regime militar no Brasil. A cantora foi procurada pelo Estado de Minas, mas optou por não falar sobre sua relação com a política. A assessoria dela contou que a maioria das participações foi a convite e que ela não recebeu cachê. No caso da devolução do mandato de Jango, o pedido veio da própria presidente DilmaFafá estava em Portugal, de onde voltou para Brasília e ficou apenas por algumas horas em solo brasileiro antes de retornar para a Europa.

Além de Miguel Arraes e Tancredo Neves, estiveram nos palanques das Diretas os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o ex-governador José Serra (PSDB) e nomes como Ulysses GuimarãesMário Covas e Leonel Brizola.

30/12/2013 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

Aécio Neves: senador ataca inflação e mostra Choque de Gestão

Aécio na TV apresentou ações de fomento ao empreendedorismo criado em Minas como porta de saída para beneficiários dos programas sociais.

Aécio: choque de gestão em Minas

“É preciso trabalhar para a superação real da pobreza, criando condições para que as pessoas possam trabalhar e crescer na vida. Não acho que a herança que um pai de família pode deixar pro seu filho é o cartão do Bolsa Família.”

Aécio Neves critica a inflação em programa de TV

Aécio Neves critica a inflação em programa de TV

Fonte: O Estado de S.Paulo

Aécio usa inflação e gestão em Minas para criticar Dilma

PSDB usou seu programa de TV que foi ao ar ontem à noite para apresentar ao eleitor de fora de Minas Gerais as realizações do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à frente do governo do Estado e para tentar desgastar o governo de presidente Dilma Rousseff (PT) com a inflação.

Além disso, os tucanos apostaram no tema do fomento ao empreendedorismo como um contraponto aos programas de transferência de renda do governo petista, que tem neles seus “carros-chefe”, como o Bolsa Família e o Brasil Carinhoso.

Atacado por petistas por não ter usado palavras como “povo” e “pessoas” em seu discurso crítico aos dez anos do PT no poder, feito na tribuna do Senado em fevereiro, o presidente nacional do PSDB apareceu no programa visitando a população do interior de Minas e também em uma roda de conversa com um grupo de eleitores.

Veja o vídeo em: Aécio mostra a nova cara do PSDB para o Brasil

Aécio também aparece dentro de uma van em movimento, no qual percorre seu Estado. De saída, em São João del-Rei fala do avô, Tancredo Neves, e diz ter sido um “espectador privilegiado” da luta pela democracia por ter estado ao lado dele e de Ulysses Guimarães. Em traje informal, o mineiro usa jeans e camisa para fora da calça.

Em deferência ao PSDB paulista, em parte resistente à candidatura de Aécio, o programa mostrou trechos dos discursos do ex-governador José Serra, do atual governador, Geraldo Alckmin, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na convenção do partido, há duas semanas.

Tomate. Na conversa com eleitores, o assunto foi a inflação. Uma mulher pergunta se os salários diminuíram ou se o custo de vida aumentou. Uma segunda reclama que o salário “não chega até a metade do mês, não dá nem para pagar as contas”. Uma terceira sustenta, em referência ao fruto que encarnou a alta dos preços, que “a sensação é de abuso, porque o tomate chegou a R$ 10 o quilo”.

Dizendo-se estar “muito preocupado” e tratar-se de “uma questão muito grave”, porque penaliza mais os pobres, o senador afirma que “a inflação deve ser tratada com tolerância zero”. “É preciso que o governo dê o exemplo.”

“Um governo que gasta mais do que arrecada é o governo que vai estar ao final estimulando a inflação”, diz Aécio aos eleitores. O tucano ainda recupera o Plano Real – “o mais exitoso plano de controle da inflação” – para defender a tese de que “tudo o que veio depois, veio com a estabilidade”. “A gente não teria os investimentos que o Brasil teve se não tivesse estabilidade. Não ia ter os programas de transferência de renda.”

Ele ainda critica a duração desses programas. “É preciso trabalhar para a superação real da pobreza, criando condições para que as pessoas possam trabalhar e crescer na vida. Não acho que a herança que um pai de família pode deixar pro seu filho é o cartão do Bolsa Família.”

O programa mostra uma artesã e um produtor rural mineiros que sustentam ter se desenvolvido profissionalmente a partir de ações de Aécio como governador – a primeira, porque o governo estimulou um circuito de artes; o segundo, porque fez estradas para escoar a produção.

O mineiro também voltou a defender o setor privado, tema abandonado pelos tucanos desde a eleição presidencial de 2002. Segundo Aécio, esse setor “é essencial” e não pode “ser tratado como inimigo”.

31/05/2013 Posted by | Eleições 2014, Política | , , , , , | Deixe um comentário

Andrea Neves: Tancredo, o encanto possível

Andrea Neves escreveu artigo que lembra o lado afetuoso de Tancredo Neves que se estivesse vivo teria completado 103 anos no dia quatro de março.

Andrea Neves: artigo

Abaixo um belo texto escrito pela neta Andrea Neves,

Era um período de mudanças, acima de tudo de esperança de um Brasil melhor e acima de tudo um olhar especial, a visão de um outro lado de um personagem que utilizou a boa política como instrumento de transformação social.

O texto não exalta o político, mas sim o homem Tancredo e o legado de seus valores.

Fonte: Blog Andrea Neves

 Andrea Neves: Tancredo, o encanto possível

Algumas pessoas sugerem que eu escreva mais sobre a minha história.

Aí vai, então, mais um pedaço dela.

Esse é um artigo que fiz sobre o meu avô e foi publicado na revista Vogue em 1984. Eu tinha 25 anos.

Tancredo, o encanto possível

Paulo Mendes Campos dizia, em crônica, já antiga, que os grandes milagres, ao contrário do que pode parecer, não acontecem depressa, mas devagar, muito devagar.

De certa forma é também o que acontece com as “grandes lições” que a vida nos oferece. Na falta de um adjetivo melhor chamo “grandes lições” ao processo de incorporação daqueles princípios éticos básicos, sem os quais o homem perde a sua referência, sua identidade, sua ponte própria com o mundo.

Hoje, a cotidiana violência das manchetes dos jornais nos treina para o silêncio, e o caos em que se encontra a humanidade nos faz beirar o imobilismo: de agentes da nossa própria história corremos o risco de nos transformar em espectadores amedrontados cujo único mérito é o de ainda ter forças para torcer por um final menos infeliz.

E vamos envelhecendo precocemente em cada gesto contido, em cada indignação não mais sentida, em cada lágrima não repartida.

É esse o sentido maior deste texto: através dos olhos, da voz e do coração de primeira neta revelar um pouco do afeto e da ternura que o dia-a-dia insiste em tentar nos fazer esquecer.

No tempo em que vivemos, quando parece ter se tornado normal essa total desorganização de valores, esse cruel ceticismo diante da quase impossibilidade do amanhã, essa cor opaca que trazemos nos olhos, o grande aprendizado que meu avô vem repartindo conosco, vem sendo tecido com calma e emoção ao longo de toda a nossa vida.

A primeira lembrança, a mais remota, é de uma tarde no apartamento de Copacabana. Ele, com infinita paciência, cantava Se Essa Rua Fosse Minha. Eu, excitada pelo fascínio que o ambiente (a biblioteca) me despertava e pela impressão que as ilustrações de A Divina Comédia, que minha curiosidade folheara algumas horas antes, me causara, relutava em conseguir dormir.

Depois, como em todas as manhãs, vieram as estórias (verdade que sempre as mesmas…) e eu seria capaz de jurar que ele se divertia tanto quanto eu com as nuances de voz e expressão que criava para os personagens.

Avanço um pouco no tempo e lá estávamos nós, passeando pelas ruas de São João del Rei. Em cada esquina, uma história; a cada passo, um amigo, um dedo de prosa, um abismo de recordações. Lembro-me, numa dessas ocasiões, do desassossego que me tomou conta, quando, entreouvindo uma dessas conversas, descobri, encantada, que ele também já fora menino, nadara no Olho d’Água e brincara nas torres da Matriz…

Chegou a minha adolescência e com ela a descoberta de uma nova dimensão da sua figura. Agora, as conversas eram verdadeiras aulas de história e a facilidade com que discorria sobre os mais diversos assuntos me ingressou num mundo novo. É até hoje fascinante vê-lo, na descontração do universo familiar, falar com a mesma intimidade sobre os grandes clássicos da literatura universal, sobre alguns aspectos de determinada teoria política ou mesmo comentar a técnica de uma jogadora de basquete. A ecleticidade da sua formação faz com que navegue com segurança e naturalidade sobre as mais diversas áreas do conhecimento humano.

É também nessas ocasiões que melhor se revela a agudez do seu espírito: bem-humorado, domina com maestria o uso da ironia sem jamais chegar ao sarcasmo, ao mesmo tempo em que é capaz de levar um “oponente” ao exaspero sem sequer alterar o tom da voz. São presentes dele alguns dos meus melhores livros e só não foram mais importantes na minha formação do que as dedicatórias que os acompanham.

No espaço de vida real, o avô e o político se confundem revelando o homem na sua dimensão maior. E é esse quem vem nos legando a mais valiosa de todas as heranças: o seu exemplo vivo de coragem, lealdade e serenidade. Coragem que revela ao sustentar as suas posições contra as platéias mais adversas; lealdade quando reserva, mesmo aos adversários, toda a sua atenção e respeito (embora nem sempre receba o mesmo tratamento) e a serenidade que caracteriza os que sabem discernir entre a limitação e o infinito dos fantasmas que povoam as almas humanas.

A sua inteligência já é por demais conhecida e só é superada pela dimensão da sua lucidez. Não aquela lucidez fria, exclusivamente racional, mas aquela outra, a lucidez comovente dos que conseguem não deixar de sonhar. E se algum lampejo de altivez ilumina de quando em vez o seu olhar, ele se deve exclusivamente ao orgulho que devem sentir os homens capazes de viver, e, vivendo, se manterem fieis não só aos compromissos que estabelecem com o mundo exterior, mas principalmente aos que travam consigo mesmos e que se revelam naqueles princípios básicos a que me referia no início do texto.

Por outro lado, a humildade com que se comporta nos vem mostrando desde criança que a vaidade não é a melhor das madrinhas, assim como o aplauso fácil não é o melhor dos troféus. A rigidez do seu caráter, a profunda solidariedade que o liga aos amigos e a fé que ainda consegue ter nos destinos do país são aspectos da sua personalidade que transparecem para todos que partilham do seu convívio.

Se é verdade que a minha infância o quis mais por perto e que a minha adolescência lhe cobrou alguns arroubos, também é verdadeiro o profundo encantamento que sua alma sempre exerceu sobre o meu coração.

O tempo tem a sua medida e foi justamente ela quem foi aos poucos me revelando novas dimensões da sua figura humana. Ainda me lembro que no tempo em que meus pais se dedicavam à tarefa inglória – de resto reservada a todos os pais – de tentar me poupar das dores inevitáveis do crescimento, foi dele a bênção cúmplice e silenciosa que recebi, seja quando deixei o Brasil para descobrir o mundo, seja quando a prática política me levou para caminhos distintos dos seus.

E foram exatamente esse silêncio e essa cumplicidade os elementos utilizados para tecer, ao longo dos anos, o que eu hoje chamaria de nosso “pacto de convivência familiar”, cujo principal objetivo era o de tentar separar o mundo “lá de fora”, o das manchetes dos jornais, do mundo “aqui de dentro”, o da segurança afetiva, revelando aquela que durante muito tempo foi uma das suas maiores preocupações: separar a política da sua vida privada.

Tinha assim a ilusão, acredito eu, de nos preservar de aborrecimentos e preocupações, mal sabendo que cada problema não trazido para casa era ansiosamente adivinhado em cada olhar, cada gesto seu.

Nesse sentido, esse texto é uma pequena traição (pela qual peço desculpas) a essa fantasia que durante tanto tempo orientou a nossa vida familiar, na medida em que cria a inevitável interseção entre esses dois mundos: a interseção da realidade.

Fecho os olhos e o vejo no aniversário de sua irmã cantando Elvira Escuta. No instante seguinte é Natal e sua voz grave ecoa pela sala através dos versos de Noite Feliz. Vou à janela, respiro fundo e penso que apesar de serem poucos os meus anos e muitas as coisas já desacreditadas, algum encanto que ainda não me foi revelado deve existir num mundo capaz de produzir homens como este.

A sua bênção, meu avô.

05/03/2013 Posted by | artigo | , , , , , , | Deixe um comentário

Marcus Pestana: FHC, 80 anos – a herança definitiva

FHC, 80 anos: a herança definitiva

Fonte: Deputado federal (PSDB-MG) Marcus Pestana – Publicado em O Tempo

A política é controversa demais para gerar ídolos, mas…

Descobri o mundo da política no movimento estudantil. Já tinha desenvolvido o sentido da solidariedade no convívio com as jornadas católicas ligadas à Igreja carismática. Daí para a Teologia da Libertação, foi um pulo. Na universidade, no ambiente de refundação da UNE, liguei-me à ortodoxia marxista-leninista. Contradições e dúvidas foram me afastando da esquerda ortodoxa. Elegi-me vereador já orbitando em torno do pensamento progressista independente. Dialoguei com os “eurocomunistas” cariocas. Mas a verdade é que, nos dois primeiros anos do meu mandato, ressentia-me de uma referência ideológica mais sólida.

Foi aí, em 1985, passando por uma banca de jornal, que me surpreendi com uma capa da revista “Status” pendurada. Geralmente a capa da revista era povoada por mulheres bonitas. Essa, não. A chamada era “Um intelectual produzido para o poder” e apontava o “Felipe González brasileiro”. A guinada editorial da revista tinha levado FHC para sua capa. A entrevista do senador, naquela época ainda no PMDB, marcou minha trajetória e me deu o rumo que até hoje sigo.

Naquele ano, FHC perderia a eleição para Jânio Quadros. Lembro bem que, no 15 de novembro, em São Pedro da Aldeia, ao saber o resultado pela TV, recolhi-me ao quarto com uma tristeza enorme.

Recentemente, na antevéspera da 10ª Convenção Nacional do PSDB e próximo ao seu aniversário de 80 anos, visitei FHC em seu instituto, no centro da capital paulista. Foi uma divertida e produtiva conversa. Encontrei um líder cheio de energia, de bem com a vida e no auge da maturidade intelectual. Como sempre, bem-humorado: “80 anos? Isso é intriga do PT. Vou fazer bem menos”.

Não gosto muito de colecionar ídolos na política. Meus ídolos sempre foram Pelé, Tostão e Zico, Milton, Chico, Caetano e Paulinho, Drummond, Guimarães e Pessoa, Picasso, Van Gogh, Portinari, Beatles, Miles Davis e Louis Armstrong. A política é controversa e complicada demais para gerar ídolos. Mas, da política no Brasil, se há alguém que é referência para mim é FHC. Ao lado de JK, Tancredo, Ulysses e Covas.

Mas a identificação e a admiração maior sempre foram na direção de FHC. Desde a leitura de “Desenvolvimento e Dependência na América Latina” até o acompanhamento de sua militância em favor da democracia nos anos 80.

O destino foi generoso. Entregou a condução do país a um dos poucos estadistas que ocuparam a Presidência. A democracia se consolidou, a inflação foi domada; o Estado, reformado; a economia, modernizada; a miséria e a pobreza, atacadas; o Brasil, preparado para o mundo globalizado; a faixa presidencial (em momento raro de nossa história republicana), passada para um operário da oposição, democraticamente eleito.

O Brasil deve muito a FHC. Quem contar a história brasileira e não der papel de destaque a FHC ou estará desinformado ou estará mentindo. Viva a seus 80 anos! Ou será mesmo (a idade) um boato espalhado pelo PT?

27/06/2011 Posted by | politica | , , , , , , , , , | Deixe um comentário