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Petrobras: Aécio diz que oposição está animada com criação da CPI

Aécio Neves: em Ouro Preto, senador disse que país não suporta mais escândalos de corrupção, aparelhamento, compadrio e desvios de conduta.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Em Ouro Preto, Aécio diz que CPI da Petrobras é ‘uma demanda da sociedade’

Senador mineiro e pré-candidato à Presidência da República foi orador da solenidade de entrega da Medalha Inconfidência

O senador e pré-candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) usou a tradicional solenidade em homenagem a Tiradentes, na cidade histórica de Ouro Preto, para reafirmar as fortes críticas que vem fazendo ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Orador oficial do evento de entrega da Medalha InconfidênciaAécio evitou nomes, mas em discurso forte declarou que o país não suporta mais escândalos de corrupção. Em rápida entrevista antes da solenidade, ele voltou a comentar sobre a expectativa positiva da oposição em relação à criação da CPI da Petrobras, que nesta semana será avaliada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

— A CPI é uma demanda da sociedade, é um instrumento da minoria. Estamos animados com sua criação.

Em seu pronunciamento, o senador tucano também fez referência à falta de infraestrutura, inflaçãoviolência e da necessidade de novo pacto federativo e reforma política.

— O país também nos exige rigor, responsabilidade e austeridade na condução do estado. Rechaça, e rechaça de forma vigorosa, os escândalos em série, intermináveis e vergonhosos, que nos humilham como povo e reduzem nossa dimensão perante a comunidade internacional. Não é esse o Brasil que queremos. O país nos cobra, exausto e indignado, a necessidade de uma reforma política, onde não haja mais qualquer espaço para a conivência, o aparelhamento, o compadrio, os desvios de conduta e a corrupção endêmica que tomou de assalto o estado nacional — defendeu.

Neste ano, o evento em Ouro Preto homenageou 240 personalidades, entre elas políticos, empresários e membros do judiciário. No grande palanque montado na praça principal da cidade, o presidenciável criticou o aumento da violência nos estados.

— Apesar dos avanços das ultimas três décadas, resultado da contribuição de diferentes líderes e gerações de brasileiros, permanecemos portadores de uma das maiores desigualdades do planeta. Novas crises se acumulam e nos exigem vigilância atenta e disposição à luta. O país assiste, passivamente, um forte recrudescimento da violência em cada um dos estados federados. São mais vidas perdidas do que nas guerras ao redor do mundo. Uma geração inteira de brasileiros se esvai vitimada pela brutalidade ou aliciada pelo crime. Da mesma forma, o país não aceita o regime de insuficiências elevado à enésima irresponsabilidade, que tanto precariza o sistema nacional de atendimento àsaúde pública: as filas intermináveis, a espera humilhante, a falta de médicos, leitos, remédios e respeito a quem mais precisa e menos tem — discursou.

Primeiro a discursar, o prefeito de Ouro PretoZé Leandro (PSDB), explicitou o tom de campanha eleitoral ao evento.

— Minas Gerais vai eleger o presidente da República — declarou.

Dezenas de PMs foram destacados para fazer o isolamento de pessoas e manifestantes que foram afastados da Praça Tiradentes, onde a solenidade foi realizada. Várias barreiras foram montadas em diversos pontos de Ouro Preto, impedindo o acesso de carros e pessoas ao centro histórico. Apenas grupos de militantes governistas puderam acompanhar de perto a solenidade.

Medalha da Inconfidência foi criada em 1952, pelo governador Juscelino Kubitscheck, para homenagear pessoas que prestaram relevantes serviços para a promoção de Minas. É a maior comenda concedida pelo estado.

Nos últimos dez anos, a cerimônia já rendeu homenagens a diversas personalidades brasileiras, cada um em seu campo de atuação, desde o ministro Joaquim Barbosa, orador em 2013, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, orador em 2012, até a atriz Fernanda Montenegro, em 2004.

Também foram oradores da Medalha da Inconfidência nos últimos anos a presidente Dilma Rousseff (2011), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003), a ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia Rocha (2010), o embaixador da França no Brasil, Antoine Pouillieute (2009), o então vice-presidente da República José Alencar(2008), o arquiteto Oscar Niemeyer (2007), Maria Estela Kubitschek (2006) e o ex-presidente de Portugal Mário Soares (2005).

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23/04/2014 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

Governo Anastasia: Árvores derrubadas para reforma do Mineirão são doadas a ateliês de arte popular, gerando renda

Gol de placa para artesãos de Minas

Fonte: Marta Vieira – Estado de Minas

Árvores derrubadas para reforma do Mineirão são doadas a ateliês de arte popular, gerando renda e redução de custo

Artesãos de peças em madeira, entalhes, marchetaria e móveis de diversas regiões de Minas Gerais darão vida às árvores que estão sendo derrubadas para ceder lugar às novas instalações do Mineirão, em Belo Horizonte. A madeira será doada aos ateliês da arte popular típica do estado, vendida no Brasil e no exterior, como alternativa de aproveitamento nobre dos troncos e galhos de 900 árvores de uma centena de espécies, conforme acordo negociado entre o consórcio responsável pela reforma do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Minas-Arena, e o Instituto Centro Cape, braço do Mãos de Minas, maior central de cooperativas mineiras de artesãos. A primeira leva de 400 árvores começou a ser entregue na semana passada.

A matéria-prima deverá gerar renda para os artesãos e reduzir os custos dos ateliês em pelo menos 40%, dependendo da quantidade de madeira aplicada ao trabalho artesanal. Picadas em cortes de 2 metros, as árvores vão chegar às oficinas de BH e do interior em no máximo 60 dias, informou a presidente do Instituto Centro Cape/Mãos de Minas, Tânia Machado. Além do uso nobre de uma madeira que seria queimada, emitindo gás carbônico na natureza, o material será legalizado pelos órgãos ambientais do governo estadual, com certificado de origem. Só com a declaração de procedência legal da madeira é que o artesanato alcança o mercado internacional.

“É algo importantíssimo do ponto de vista do uso de madeira legalizada pelo artesão e da preocupação que nós temos enfatizado nos ateliês com a consciência de preservação do meio ambiente”, afirma Tânia Machado. As árvores derrubadas no entorno do Mineirão serão transformadas em peças gigantescas de madeira esculpidas no município de Prados, na Região Central de Minas, famoso pela habilidade dos artesãos locais em esculpir animais retratados em movimento (leões, cavalos e patos); nas carrancas e nas peças dos mestres santeiros de Pirapora, no Norte do estado; nos móveis rústicos de Tiradentes, São Brás do Suaçuí e Lagoa Dourada, também na porção central de Minas, e de Maria da Fé, no Sul. Atenderão, também, oficinas de artesãos de pequenas peças variadas da Grande BH.

Entre as espécies de árvores derrubadas pela empresa especializada HS Jardinagem, a serviço do consórcio Minas Arena, estão exemplares de mangueira, sibipiruna, flamboyant, sete-copas, jacarandá- mimoso, quaresmeira, magnólia, goiabeira, cedro, oiti, cajá-mirim, ipê-rosa, embiruçú- branco e paineira. O material será armazenado até a distribuição num depósito cedido ao Mãos de Minas pelo Serviço Social da Indústria (Sesiminas) na capital mineira. Os artesãos cadastrados e selecionados terão de arcar com o transporte até as oficinas.

PLANOS O Instituto Centro Cape vai acompanhar o caminho e o uso da madeira até o produto nos ateliês beneficiados pelo projeto. Ansiosa por receber a madeira, a artesã e designer de produto Sophia Felipe Melo, de BH, planeja criar peças adicionais à produção a que se dedica de brinquedos pedagógicos e do teatro de sombras, um conjunto de peças abrigadas numa mala de madeira que quando aberta conta histórias. Dependendo da espécie, ela planeja fabricar bonecos e marionetes, se possível.

“O projeto permite que o artesão use uma madeira que tem história e vínculo com a cidade”, afirma Sophia Melo. A artesã renova a cada três meses o estoque de madeira, que consome até 40% dos gastos na confecção dos brinquedos. No ano passado, ela desembolsou R$ 1 mil com a compra da matéria-prima de fornecedores de BH.

A cooperativa Dedo de Gente, de Curvelo, na Região Central de Minas, que reúne 89 jovens artesãos do Vale do Jequitinhonha e do Norte do estado, já se ofereceu para transformar as árvores do Mineirão em móveis e peças de decoração. O grupo usa, além de madeira, bambu, ferro, cartonagem, cerâmica e tinta à base de terra.a

27/06/2011 Posted by | politica | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário