Minas Sustentável

Meio Ambiente, cidades sustentáveis

Andrea Neves: biografia social

Andrea Neves: presidente do Servas, entidade do 3º Setor que desenvolve ações para melhoria das condições de vida da população em Minas.

Andrea Neves: biografia social

Andrea Neves: atuação social e voluntariado

Andrea Neves: atuação social e voluntariado

Fonte: Wikipedia

À frente do Servas, Andrea Neves é responsável por um conjunto de iniciativas que visam complementar a atuação do Poder Público. São programas e projetos voltados para crianças, jovens, adultos e idosos, em apoio a instituições filantrópicas de serviços assistenciais, aos municípios e às comunidades, conforme descritos a seguir.

Programa Valores de Minas

Lançado por Andrea Neves, em 2005, o Programa Valores de Minas proporciona atividades culturais a jovens mineiros nas áreas de teatro, circo, música, dança e artes plásticas. A cada ano, são cerca de 500 estudantes da rede pública estadual integrantes do Projeto Escola Viva, Comunidade Ativa que tomam parte das oficinas de arte. Entre 2005 e 2009, formaram-se 3.000 pessoas, entre alunos, multiplicadores, professores de arte da rede estadual e ex-alunos que fizeram o curso de extensão, de acordo com dados do “Relatório de Atividades Servas – 2003 a março de 2010″.


Andrea Neves e Danielle Miterrand em visita às instalações do Programa Valores de Minas.

Em parceria com o Governo de Minas, o programa cria as condições para o crescimento pessoal e a construção da história de vida desses jovens. A iniciativa contempla a formação mais ampla do cidadão: história da arte, literatura, ética e cidadania, também estão no currículo, além da participação na vida cultural da cidade.

Um espetáculo multicultural sintetiza o Programa Valores de Minas, ao final de cada ano. Os estudantes participam da elaboração do roteiro, da trilha sonora, da produção do cenário, figurino e adereços. É uma vitrine onde a sociedade, a família, os colegas assistem e aplaudem o resultado de todo o processo de aprendizado, numa ação conjunta. Cinco espetáculos, assistidos por mais de 20.000 mil pessoas, elogiados pelo público e crítica, marcam a história do projeto: “Delírio Barroco”, “Estrada dos Sonhos” e “Opara”, este sobre o Rio São Francisco, “Sempre Alegre, Miguilim”, baseado na obra de Guimarães Rosa e “Metrópole.

Programa Vozes do Morro

Uma das iniciativas do Terceiro Setor de maior sucesso entre os moradores de vilas, favelas e aglomerados da Região Metropolitana de Belo Horizonte é o Programa Vozes do Morro , criado por Andrea Neves, sua principal incentivadora desde o começo, em 2008.

O objetivo é mobilizar as comunidades em torno da valorização do talento dos seus moradores, descobrir talentos e dar voz a músicos e à arte produzida na periferia, sem visibilidade por permanecer restrita aos círculos comunitários. O Vozes do Morro tem como parceiros o Governo de Minas Gerais, o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de Minas Gerais (Sert-MG) e o Sebrae-MG, com apoio de emissoras de rádio e televisão de Belo Horizonte. Entre 2008 e 2010, o Vozes do Morro divulgou o trabalho de 34 bandas e músicos, entre os quais quatro convidados, por meio de spots e clipes. Cada selecionado ou convidado recebeu 100 cópias de um CD e 100 cópias de um DVD com gravação de sua música.

Representando os artistas convidados para participar do projeto, Rogério Flausino, vocalista da banda Jota Quest, destacou o ineditismo do projeto e estimulou os músicos de vilas e favelas a participarem do Vozes do Morro: “São projetos como esse que fazem com que as pessoas tenham um ideal”, disse ele.

Campanha Volta

No início de 2006, o Movimento Minas Solidária e a Polícia Civil de Minas Gerais, desencadearam a Campanha Volta 4 5 , liderada por Andrea Neves, para localizar pessoas desaparecidas e reintegrá-las ao convívio de parentes e amigos, com amplo apoio dos veículos de comunicação. Até março de 2010, haviam sido cadastradas 6.711 pessoas desaparecidas, e foram solucionados 4.827 casos, conforme dados do site do Servas.

Brinquedoteca Hospitalar

Com apoio do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Minas Gerais (Cedca), Andrea Neves organizou a Brinquedoteca Hospitalar, com cinco unidades em funcionamento na capital mineira, de acordo com dados do “Relatório de Atividades Servas – 2003 a março de 2010″. Duas delas estão na Santa Casa de Misericórdia (alas A e B, no 3º andar), uma no Hospital Infantil João Paulo 2º, antigo Centro Geral de Pediatria (CGP), uma no Hospital da Baleia e uma Centro Psíquico da Adolescência e Infância (Cepai).

Andrea Neves em visita à Brinquedoteca Hospitalar instalada no Hospital da Baleia, em Belo Horizonte.

Pacientes infantis em hospitais públicos ou filantrópicos recebem brinquedos variados, figuras, livros e filmes e têm acesso a jogos. O objetivo é contribuir para a recuperação deles, por meio de atividades lúdicas e educativas, garantindo o seu direito de brincar em um espaço bonito, alegre e confortável. O material e as atividades servem como estímulos positivos na recuperação da saúde e também ajudam na aprendizagem.

As unidades foram projetadas considerando-se as necessidades afetivas, sociais e psicopedagógicas de crianças hospitalizadas. Buscam ainda tornar a criança parceira ativa em seu processo de tratamento, aumentando a aceitabilidade em relação à internação hospitalar, de forma que sua permanência seja mais agradável.

Foram implantadas também 170 unidades da Brinquedoteca Hospitalar Móvel em hospitais públicos e filantrópicos das diversas regiões de Minas. Trata-se de um módulo desenvolvido para atender pacientes até 14 anos de idade em hospitais do interior que não possuem ala pediátrica específica. Compõe-se de TV, DVD, filmes, CDs, jogos, brinquedos e livros, além de mesas de apoio.

Programa Digna Idade

Uma das primeiras iniciativas de Andrea Neves no Servas, em pareceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Esportes (Sedese), foi a implantação do Programa Digna Idade, lançado em outubro de 2003, para dar suporte às instituições que atendem à população idosa de Minas Gerais. Entre 2003 e 2009, 467 instituições foram atendidas, com a capacitação de 2.321 pessoas, beneficiando 17.761 idosos de todas as regiões do Estado7 .

O Digna Idade teve o apoio financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Fundação Djalma Guimarães, mantida pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), no seu lançamento, além da participação das prefeituras municipais e do Ministério Público Estadual e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio).

A finalidade é garantir melhores condições de vida aos cidadãos atendidos em instituições de longa permanência para a terceira idade, assegurando-lhes vida digna e residência de qualidade. O Digna Idade atua em várias regiões de Minas, garantindo apoio técnico e recursos para investimentos em infra-estrutura e capacitação de pessoal.

Movimento Minas Solidária

Ação inaugural de Andrea Neves no Servas, o Movimento Minas Solidária foi instituído em janeiro de 2003, na primeira semana em que ela assumiu a presidência do Servas, como resposta da sociedade organizada de Minas Gerais às conseqüências das chuvas que atingiram o Estado naquela época, as piores dos 18 anos precedentes. De acordo com a Defesa Civil Estadual, as águas haviam deixado um rastro de destruição em 204 municípios, com 50 mortos, 292 feridos, 12.500 desabrigados e 31.000 desalojados no período mais crítico.

Sob a coordenação institucional do Servas e operacional da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec-MG), o movimento reuniu entidades de classe, empresas privadas, sindicatos, veículos de comunicação, prefeituras e cidadãos com o objetivo de formar uma rede de solidariedade e apoio às famílias prejudicadas. Essa iniciativa permitiu a realização de uma das maiores campanhas de voluntariado e doações da história de Minas Gerais.

O Minas Solidária é resultado dessa parceria, que se deu inicialmente em duas etapas. A primeira foi de socorro emergencial, para atender às necessidades imediatas de abrigo, alimentação, agasalhos e medicamentos, entre outras: foram arrecadados e distribuídos mais de 2,1 milhões de donativos, entre colchões, cobertores, roupas e alimentos outros itens, para 201 municípios. Na segunda etapa, em ação inédita, houve a construção e doação de novas moradias para 953 famílias em 60 municípios.

Nos anos seguintes, o Movimento Minas Solidária se ampliou e passou a ajudar também os que sofrem os efeitos da seca. Da mobilização resultou, por exemplo, a aquisição de móveis e equipamentos para as casas doadas pelo Governo de Minas às famílias vítimas do terremoto ocorrido no município de Itacarambi, no Norte do Estado, em dezembro de 2007.

Combate à fome: VitaVida

Programa para combater a fome e o desperdício de alimentos, o VitaVida é uma evolução do programa Vitasopa, implantando em 1998, em Minas Gerais, mediante o aproveitamento de excedentes da produção agrícola doados por produtores rurais e comerciantes de várias regiões do Estado. Nos últimos anos, graças ao desenvolvimento de tecnologia de desidratação, produz mix de cereais e vegetais, batata, cenoura, mandioca e banana-passa, usados como complementação alimentar.

A partir de 2003, Andrea Neves deu grande impulso ao VitaVida, em colaboração com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Esportes (Sedese) do Governo de Minas Gerais. De acordo com o “Balanço de Resultados Servas – 2008″, foram instaladas três novas fábricas, em Janaúba, Montes Claros e Uberaba, permitindo a expansão do atencimento. No período de 2003 a março de 2010, foram produzidos mais de 12 milhões de refeições, distribuídos de maneira gratuita e permanente para cerca de 600 entidades assistenciais mineiras. Também foram atendidas 3.200 crianças de núcleos da Associação de Apoio, Amparo e Proteção à Crianças, da Pastoral da Criança, em Montes Claros, no Norte de Minas.

No começo de 2009, a produção era de 216.000 refeições por mês em três fábricas (Janaúba, Contagem e Uberaba). E também 750 quilos de banana-passa por mês, na unidade de Montes Claros, o equivalente a 15.000 porções por mês. No total, esses alimentos chegavam diretamente a cerca de 18.000 pessoas por mês, entre crianças, adolescentes, adultos e idosos, considerando-se três refeições/semana por pessoa. A distribuição é realizada pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) e pela Empresa Mineira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que também faz acompanhamento, avaliação da produção e monitoramento dos resultados.

Centro Mineiro de Referência em Resíduos

Localizado em Belo Horizonte, o Centro Mineiro de Referência em Resíduos busca alternativas de transformação de resíduos em oportunidades de trabalho e renda para a população, em cinco áreas prioritárias: apoio à gestão municipal de resíduos; qualificação profissional; comunicação e informação; pesquisa e desenvolvimento e educação ambiental e eventos. Ocupa espaço de 10.000 m², com auditório para 320 lugares, oficinas especializadas, biblioteca, salas de aula, ampla área coberta e descoberta para exposições e eventos.

Adolescentes comemoram a conclusão do Curso de Reciclagem do Centro Mineiro de Referência em Resíduos.

Sua implantação, em 2007, resultou de parceria do Servas com a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam). De junho de 2007 a 2008, ressaltam-se os seguintes resultados: qualificação profissional de 280 jovens no Curso Gestão e Negócios de Resíduos a sensibilização para o consumo consciente de 1.732 participantes do programa Poupança Jovem e a participação de 9.128 alunos de escolas públicas e privadas no Portas Abertas. Também foram realizadas sete mostras e exposições de arte sustentável; sete edições da Série Diálogos – Sustentabilidade e Resíduos; realização de sete mostras de arte, com público de cerca de 25.000 pessoas.

Veja tambémFacebook Oficial de Andrea Neves

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20/09/2013 Posted by | Desenvolvimento Social | , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Gestão social: Andrea Neves é homenageada por artistas

Andrea Neves: gestão social – presidente do Servas recebe homenagem dos artistas do programa Vozes do Morro que completou cinco anos.

Andrea Neves: gestão social

Fonte: Site do Servas

“Vozes do Morro” faz show em noite especial

Andrea Neves é homenageada pelos artistasEm noite especial, cantores e cantores solo dos mais diversos gêneros musicais fizeram show no Teatro Alterosa, em encontro que reuniu os selecionados da última edição do Programa Vozes do Morro.

Inédito no país, o Programa é uma iniciativa do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e apoio do Governo de Minas, em parceria com o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de Minas Gerais (Sert-MG),  que  abre oportunidades para divulgação e reconhecimento da criação musical de moradores de vilas, favelas e aglomerados de Belo Horizonte e região metropolitana.

Homenageada pelos artistas do Vozes do Morro na abertura do show, a presidente do ServasAndrea Neves desejou “a cada um dos artistas uma vida de conquistas e de muitas alegrias” Ela registrou ainda seu agradecimento “àqueles que somaram forças e sonhos para que o Vozes do Morro chegasse até aqui”.

“Os governadores Aécio Neves e Antonio Anastasia acreditaram que seria possível. Nós que éramos tão poucos, nos descobrimos muitos e essa é a maravilha da alquimia e da solidariedade, que mistura comprometimento e intenções e faz nascer a diferença”, destacou a presidente do Servas.

Vozes do Morro

O programa foi lançado em março de 2008 e registra um total de 47 artistas que tiveram suas carreiras impulsionadas pelo Programa. O Vozes do Morro divulga a produção dos selecionados em emissoras de rádio e TV do Estado, por meio de clipes e spots, valorizando a diversidade de linguagens musicais, além de mobilizar comunidades em torno do talento de seus moradores.

O Vozes oferece ainda cursos de formação gerencial, em parceria com o Sebrae-MG, preparando os artistas para a administração de suas carreiras. O curso “O nosso negócio é música” é um curso inédito, desenvolvido especialmente para o programa e oferecido aos selecionados, com aulas teóricas e práticas. O curso oferece noções de mercado, planejamento estratégico, que inclui estruturação das bandas e marketing; finanças, com fluxo de caixa e formação de preço; e venda e mercado, além de técnicas de negociação.

O show contou com a participação especial do sambista Domingos do Cavaco, do Morro das Pedras, Belo Horizonte. Artista já conhecido, o cantor e compositor foi convidado para a divulgação do programa em seu lançamento, em 2008.

Durante a abertura do show, os meios de comunicação que apoiaram o programa, veiculando as músicas dos artistas, foram homenageados com uma placa de agradecimento. De samba a rap e sertanejo, dos mais diversos gêneros musicais, se apresentaram no Teatro Alterosa: ADS (Aliados do Senhor), Douglas e Leon, Fabinho do Terreiro, Lúcio Monteiro, Marcello Matos, Nascidos do Samba, Raça DMCs, Ralfe Rodrigues, Rannah, Sem Meia Verdade, Tambor do Matição, Vanderli e Wardel.

07/09/2013 Posted by | Social | , , , , , | Deixe um comentário

Renata Vilhena: Choque de Gestão made in Minas

Renata Vilhena: ao Valor, secretária de Planejamento revela os caminhos que tornaram Minas uma referência em gestão pública eficiente desde o Governo Aécio Neves.

Renata Vilhena: gestão pública eficiente

Fonte: Valor Econômico

“Governo federal não é mais referência em gestão pública”

Renata Vilhena: “Reúno a bancada e mostro os programas estratégicos; se eles apresentam emenda dou contrapartida até maior”.  

Por Raymundo Costa e Rosângela Bittar 

Renata Vilhena choque de gestão Minas

Renata Vilhena: ao Valor, secretária de Planejamento revela os caminhos que tornaram Minas uma referência em gestão pública eficiente desde o Governo Aécio Neves.

Serviço público baseado na meritocracia, parceria com a iniciativa privadaequilíbrio fiscal. Trata-se de uma receita conhecida de gestão pública, encontrada fartamente na literatura mas raras vezes aplicadas. O motivo são as pressões políticas na alocação dos recursos públicos.

Quem diz isso fala de cátedra sobre o assunto. É Renata Vilhena, atual secretária de Planejamento de Minas Gerais, casada, 51 anos, mãe de dois filhos e estatística por formação acadêmica, mas cuja paixa de fato é a “gestão pública“. Primeiro na equipe de transição do governo Aécio Neves, depois como adjunta do então secretário do Planejamento, Antonio Anastasia, ela é desde o primeiro dia peça-chave no choque de gestão.

“Se uma empresa privada pode funcionar bem, o governo também pode”, foi a diretriz passada por Aécio Neves, em 2002, depois de eleito governador. Com uma ressalva que a equipe tentou cumprir a risco: ele não queria passar quatro anos no governo fazendo ajuste fiscal. Queria também um plano de desenvolvimento. Minas tornou-se um Estado exportador do choque de gestão, o cartão de visitas presidencial do atual senador Aécio Neves. Se Aécio for eleito Renata não vai pensar duas vezes: ” Eu venho (para Brasília) correndo”.

Valor: O que é o choque de gestão mineiro?
Renata Vilhena:
 O choque de gestão foi um grande desafio e hoje estamos na terceira etapa. Na primeira, centramos no equilíbrio das contas públicas, é o pressuposto para a gente ter um bom modelo de gestão, atingir os resultados. Segundo, foi a gestão de resultados, e a terceira, que é a gestão da cidadania.

Valor: Para a população, o que significa?
Renata:
 O desafio sempre foi buscar entregar melhores resultados para a sociedade, a melhoria dos nossos indicadores em saúde, educação, defesa, em todas as áreas de governo. Nós queremos, através da boa gestão, entregar melhores resultados, gastando menos com o governo para que a se possa direcionar nossos recursos para a sociedade.

Valor: Vocês fizeram parcerias, tiveram apoio financeiro?
Renata:
 O Banco Mundial esteve sempre conosco, acreditou no modelo de gestão. O primeiro financiamento que nós pegamos nunca teve contrapartida financeira. A contrapartida foram os resultados, e ele sempre nos cobrou muito. Até porque nós não tínhamos o financeiro, o que a gente tinha era uma enorme vontade de implementar uma nova meta de gestão. E eles sempre insistiram num aspecto que para nós é fundamental: para se ter uma cultura consolidada de boa gestão em Minas Gerais, não adianta ficar só no âmbito de gestão do governo do Estado e com os servidores públicos, que nos temos a convicção de que isso já está bastante institucionalizado. Nós precisávamos avançar isso para os municípios de Minas Gerais, principalmente dado a dimensão territorial e especificidades – 853 municípios.

Valor: Como é que vocês resolveram os três problemas principais apontados pela população nas pesquisas: segurança, saúde e educação?
Renata:
 Na saúde, um indicador é a diminuição da mortalidade infantil em Minas Gerais. O nosso desafio é termos, em 2015, uma mortalidade abaixo de 10 por mil; estamos com 13 mil.

Valor: E na segurança?
Renata:
 Houve diminuição de crimes violentos em Belo Horizonte. Um dos programas importantes era de educação em tempo integral para que pudéssemos afastar os jovens da criminalidade. Um programa que envolve a Defesa Social, com as polícias, as secretarias de educação, de esportes, para manter as quadras funcionando nos fins de semana, o Poupança Jovem, que é uma bolsa que nós damos para que os alunos fiquem na escola e completem o ensino fundamental. A cada ano que ele conclui do ensino fundamental nós depositamos R$ 1 mil de bolsa e ao final ele pode sacar os R$ 3 mil com rendimentos.

Valor: A base da gestão para melhorar a Educação está no professor?
Renata:
 Na Educação onde estamos em primeiro lugar no ensino fundamental, e em segundo lugar, nos anos finais, nós identificamos que precisávamos fazer programas de intervenção pedagógica para que pudéssemos melhorar no índice do Ideb (Índice de Desenvolvimento do ensino Básico). Para isso fizemos um programa já trazendo as escolas municipais, que é o intervenção pedagógica 2, ao qual os 853 municípios aderiram para que a gente possa fazer o acompanhamento pedagógico de cada uma dessas escolas a fim de melhorar nossos indicadores. Da mesma forma a gente tem também um programa, o Reinventando o Ensino Médio – hoje o grande desafio do Brasil é o ensino médio, com uma evasão muito grande – onde nós também mudamos a estrutura pedagógica, inclusive as matérias que são de empreendedorismo também, incentivando os jovens a procurar novas oportunidades de empregabilidade, fazendo monitoramento passo a passo.

“Sem liderança política não se faz choque de gestão porque a pressão é muito grande na alocação de recursos”

Valor: Como vocês resolveram o problema de financiamento da remuneração do professor, do policial do agente de saúde?
Renata:
 Buscando eficiência na alocação de recursos. No caso da Defesa (Segurança Pública, no governo mineiro, é definida como Defesa Social), Minas Gerais é o Estado que mais investe, 13% da nossa receita líquida vai para a área de Defesa Social, que é todo o sistema. Integra operacionalmente a PM, Polícia Civil, CMB e agentes penitenciários. Nós conseguimos antecipar a PEC 300. Negociamos com a categoria um aumento escalonado até final 2014, início de 2015, nós teremos um piso que é o da PEC 300, que é de R$ 4 mil. O princípio da equivalência está no centro da solução. O primeiro posto da PM, ganha o mesmo que o primeiro posto nas demais corporações e assim por diante, Quando eu estabeleço uma meta, ela é compartilhada. Todos têm que cumprir essa meta.

Valor: Em todas as áreas há prioridade para treinamento e remuneração de pessoal?
Renata:
 Nenhum professor ganha menos do que R$ 1386,00, que está mais de 47% acima do piso. Na Saúde também nós fizemos um investimento muito grande. De janeiro de 2010 até hoje nós conseguimos aumentar 77% o salário dos médicos. Para que possamos atingir todas essas metas nós precisamos ter servidores engajados. Não adianta estabelecer um programa de prioridades sem ter o engajamento. Há outras formas de incentivo, como prêmio de produtividade. Pelo lado do servidor público o foco é a recuperação da autoestima.

Valor: Vocês estão conseguindo algum resultado na Saúde?
Renata:
 Nos temos um indicador que pega 20 indicadores de qualidade do SUS. Minas é o primeiro da região Sudeste e o quarto do país.

Valor: O que define como o essencial num projeto de gestão?
Renata:
 Nós temos uma infinidade de demandas e tarefas, existe uma burocracia que é legítima na administração pública, então muitas vezes nós nos perdemos naquele emaranhado de coisas. A partir do momento em que nós definimos resultados e definimos metas, os servidores são focados nisso, são treinados na Escola de Governo, recebem remuneração que os valoriza. Por isso, o acordo por resultados é o instrumento mais importante porque desdobra isso para todas as equipes de trabalho. Ele sabe que o resultado daquilo pode levá-lo a receber até um 14º salário de prêmio de produtividade. O princípio da meritocracia avaliado pelo resultado que ele alcança, mas ele é avaliado também individualmente, porque a remuneração dele uma parte é fixa e outra parte pela avaliação de desempenho. A totalidade, 100% de nossos servidores passam por avaliação. Todos aqueles que ocupam cargo de comissão são avaliados. O governador me avalia, eu faço minha autoavaliação e o servidor me avalia.

Valor: O mérito não está mais nas prioridades da administração federal, há muito tempo.
Renata: As instituições são avaliados e os servidores são avaliados. Antes do governador Aécio o servidor tinha promoção na carreira a cada cinco ano de exercício, o chamado quinquênio. Bastava ficar sentado, de braços cruzados. Aumentava 10% a remuneração.

Valor: Mudou também a forma de fazer o Orçamento.
Renata:
 Nosso norte é o planejamento. Então nosso PPA não é só uma mera obrigação constitucional. Ali estão os programas estratégicos e as metas físicas. Então o Orçamento reproduz o PPA com as metas financeiras. A alocação dos nossos investimentos é feita com a meta física do PPA.

“O governo federal abre um leque muito grande de programas e não consegue executar tudo; é impossível”

Valor: Nesse choque de gestão, como Minas Gerais lida com as compras governamentais?
Renata:
 O segundo gasto de um governo, depois de pessoal, são as compras públicas. Então nós montamos um sistema que acompanha toda a cadeia de suprimentos, desde o cadastramento de um fornecedor até o bem ser patrimoniado. Tudo feito pela internet, monitorado durante 24 horas.

Valor: E o programa de melhoria de gestão dos municípios?
Renata:
 É o coroamento de todo esse processo. Nós queremos passar toda essa experiência, toda essa metodologia para eles. Nos fomos inclusive procurados pelo pessoal do movimento Brasil Competitivo, que vai acompanhar a execução do programa, inclusive os módulos à distância, para, se der certo, estendê-lo para outros Estados. Imagina capacitar 853 prefeituras. O governo vai anunciar também a escolha de 60 municípios para fazer acompanhamento in loco e não apenas à distância.

Valor: Independentemente do partidos político?
Renata: Nós nunca olhamos isso. Em nenhum programa. O ex-governador Aécio sempre frisou muito isso: para que Minas Gerais possa avançar, nós temos que fazer tudo independente de partido.

Valor: Uma das grandes críticas que o PSDB faz aos governos do PT é a do inchaço da máquina. O PSDB fez um choque de gestão sem aumentar a máquina pública?
Renata:
 O que a gente busca é a profissionalização, incentivar que servidores efetivos ocupem esses cargos. Nós fazemos certificação profissional para alguns cargos que são estratégicos para a implantação do modelo de gestão. Um exemplo clássico disso: os diretores regionais de Saúde. É um cargo emblemático para que a gente possa fazer a descentralização do SUS. É um cargo que, legitimamente, tem indicações políticas. Então pode haver indicações políticas, mas desde que seja de uma pessoa certificada.

Valor: O índice de acidentes nas estradas de Minas continua muito elevado. Qual é a causa?
Renata:
 Somente 25% da malha mantida é estadual. Mas na hora que eu faço a pactuação, a gente pactua tudo. Os indicadores da nossa malha estadual estão todos ótimos e regulares. Agora grande parte da malha é federal. Esse ano, quanto eu estou deixando de arrecadar com a Cide? R$ 260 milhões. Então isso é um problema. A gente tem que buscar cada vez mais ser eficiente, mais criativo. Se eu pegar o que nós perdemos de Fundo de Participação do Estado (FPE), Cide e agora da receita de energia (ICMS), são R$ 950 milhões este ano. É um baque muito grande.

Valor: Como ser mais eficiente e criativo num quadro como este?
Renata:
 O ideal seria que o governo federal pudesse passar a gestão das rodovias e fazer o acompanhamento e o monitoramento.

Valor: Que é a maneira antiga.
Renata:
 No fórum de secretários do Planejamento já estiveram representantes do Ministério dos Transportes favoráveis a isso. Se um Estado tem dificuldades de atuar no seu âmbito, imagine o Dnit fazer para o país inteiro. É muito mais difícil. Se fizesse uma parceria, passasse esses recursos e pactuasse metas conosco, também.

Valor: O que interessou aos outros Estados no projeto de Minas?
Renata:
 Esse programa de certificação, como a gente faz a avaliação de desempenho individual, que é um dos maiores desafios de um programa de meritocracia. Todos os Estados já nos visitaram. Eles querem conhecer o choque de gestão e depois eles focam nos problemas específicos.

Valor: O que precisa para o “choque de gestão” dar certo?
Renata:
 Liderança. Se não tiver liderança não se implanta um projeto desses, porque na hora que define quais são os programas estruturantes, e que recursos vão estar alocados nesses programas, a pressão política para ter uma alocação diferenciada é muito grande. Essa liderança é fundamental num modelo desses. Todo início de ano eu reúno com toda a bancada, independente de partido, e mostro quais são os nossos programas estratégicos. Se eles colocam uma emenda num programa que é estratégico, eu dou uma contrapartida até maior.

Valor: Qual sua opinião sobre o modelo de gestão do governo federal?
Renata:
 Isso é muito discutido no âmbito dos secretários: no passado nos tínhamos o governo federal como referência em modelo de gestão. Hoje o governo federal deixou de ser referência e nós temos os Estados como protagonistas. Minas Gerais é muito reconhecida como o Estado que conseguiu colocar isso de forma integral, mas todos os Estados têm alguma área em que eles avançaram mais, são referências e nos procuramos fazer muito essa gestão compartilhada de conhecimento no âmbito do fórum, tanto no campo do planejamento como da gestão.

Valor: Por que isso aconteceu?
Renata:
 Muita coisa em que o Brasil vinha avançando, houve uma perda agora. Em diversas áreas, como de ciência e tecnologia, de governança eletrônica em que o Brasil era uma referência muito forte e que se deixou de fazer. E apesar do PAC, quando o governo federal abre um leque muito grande de programas, ele não consegue executar tudo. É impossível. Um número excessivo de interlocutores torna muito difícil fazer uma gestão. Quanto menor o número de interlocutores, é mais fácil fazer um monitoramento e uma cobrança. É o grande desafio.

25/04/2013 Posted by | gestão pública | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Aécio Neves enxergou o futuro quando criou o Aeroporto de Confins

Gestão da infraestrutura, gestão eficiente, modelo de gestão

Fonte: Antônio do Nascimento Caderno Vrum – Estado de Minas, de 29/10/2011

Como o governo Aécio Neves transformou Confins no principal aeroporto de Minas

O aeroporto da Pampulha, hoje denominado Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, pode ter sido considerado um terminal de entrada para o interior.

Em 1933, ele servia de apoio às aeronaves do Correio Aéreo Militar (CAM), que ligavam a cidade do Rio de Janeiro à Fortaleza, voando ao longo do Rio São Francisco até as cidades de Petrolina(PE) e Juazeiro (BA). Por muitos anos, a linha do São Francisco esteve ativada e proporcionava aos ribeirinhos e interioranos a possibilidade de deslocamento rápido na busca do atendimento de suas necessidades primárias.

Se hoje as estradas de rodagem são precárias, o que pensar dos caminhos de 78 anos atrás? As aeronaves não proporcionavam apenas possibilidade de deslocamento rápido. A bordo, geralmente, seguia uma equipe médica com remédios para o atendimento básico a saúde. Não raras vezes, a tripulação era acionada para realizar uma evacuação emergencial. Apesar de todas as agruras, os pilotos do CAM e, posteriormente, do Correio Aéreo Nacional (CAN) cumpriam essas missões com grande satisfação. Aqueles voos representavam a presença do Estado em regiões remotas. Quem voou nas linhas do CAN se lembra com saudades dos bons serviços prestados pelas aeronaves militares, em especial os famosos DC-3.

Até 1984 o aeroporto da Pampulha era o único terminal aeroportuário de Belo Horizonte para atender a aviação regular.

Em 1985, foi inaugurado um terminal moderno e seguro no município de Confins. Começavam as idas e vindas das empresas aéreas de um para outro terminal. A TAM contribuiu para que o aeroporto da Pampulha levasse vantagem em relação ao aeroporto de Confins. Como ela fazia uma concorrência predatória %u2013 sendo na época uma empresa regional %u2013, todas as demais empresas migraram de Confins para a Pampulha.

Em 2004, o aeroporto da Pampulha acomodou 140 voos por dia e atendeu a uma demanda de mais de 3 milhões de passageiros/ano. O que foi um absurdo em termos de desconforto e insegurança. Chegaram até em pensar em construir um novo terminal de passageiros para acomodar a grande demanda.

Como o uso do cachimbo deixa a boca torta, os defensores do Aeroporto da Pampulha atribuíam a sua preferência à dificuldade de deslocamento até um terminal mais seguro e confortável, porém com ligação precária. Em 2004, o aeroporto de Confins, hoje denominado Aeroporto InternacionalTancredo Neves, apresentou uma demanda baixíssima: 388 mil passageiros/ano.

Algo tinha que ser feito para pôr um fim ao desconforto e insegurança do Aeroporto Carlos Drummond de Andrade e a equipe do governador Aécio Neves teve o bom senso de eleger o aeroporto de Confins como o principal aeroporto da Região Metropolitana de Belo Horizonte. O governo Aécio Neves não agiu como tem sido comum fazer atualmente. Hoje se cria o problema e depois se busca a solução. Foram oferecidos aos usuários uma ligação confortável de ônibus e acesso que permitia atingir o terminal em cerca de 40 minutos. Aproximadamente 10 minutos a mais do que o tempo gasto para chegar ao Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, partindo do Centro da cidade.

A mudança para o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, deixou para o Aeroporto Carlos Drummond de Andrade a demanda de voos regionais, com aeronaves de até 40 assentos, tendo atingido a marca de cerca de 750 mil passageiros/ano em 2010. Trouxe ainda a consolidação do uso de um terminal que já está ficando pequeno. O salto de mais de 100% no crescimento na demanda em seis anos foi muito expressivo. Passamos de 3,5 milhões para 8 milhões de passageiros embarcados e desembarcados/ano. Mais expressiva ainda é a demanda esperada até 2014, face aos indicadores de crescimento do transporte aéreo: já se fala em uma demanda de mais de 20 milhões de passageiros/ano.

Para atendê-la numa fase inicial, será construído um “puxadinho” para abrigar aproximadamente 5 milhões de passageiros/ano, independente do terminal atual. Bem situado, o terminal remoto ficará próximo a uma cabeceira de pista, que será ampliada.

O terminal 2 já teve o seu edital de concorrência publicado e mais de 150 mil metros quadrados serão oferecidos aos usuários, correspondendo ao dobro da área atual. Com ele, os terminais da Região Metropolitana de Belo Horizonte poderão atender a uma demanda de 23 milhões de passageiros embarcados e desembarcados/ano. Toda essa evolução é fruto do bom senso de equipes governamentais que enxergaram o futuro.

Link da matéria: http://estadodeminas.vrum.com.br/app/noticia/noticias/2011/10/29/interna_noticias,44748/como-o-governo-aecio-neves-transformou-confins-no-principal-aeroporto.shtml

03/11/2011 Posted by | Aécio Cunha, Aécio Neves, gestão | , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Ibope revela que candidato de Aécio vira sobre Hélio Costa e está a 2 pontos de vencer no 1º turno:

Ib Estado de São Paulo

Na virada mais expressiva da rodada de ontem da pesquisa Ibope/Estado/TV Globo nas disputas estaduais, o candidato do PSDB à sucessão em Minas Gerais, Antonio Anastasia, subiu 8 pontos e chegou a 35% das intenções de voto, contra 33% atribuídos a Helio Costa (PMDB) – que tinha 38% na pesquisa anterior, feita entre 18 e 20 de agosto.

Vanessa Portugal (PSTU) e Zé Fernando Aparecido (PV) têm 1% cada e os demais não pontuaram. Brancos e nulos somaram 6% e os indecisos chegam a 24%. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. A situação de empate técnico entre Costa e Anastasia se repete na pesquisa sobre segundo turno: o tucano teria 37% das preferências, contra 36% de Costa. Na conta dos votos válidos, segundo o Ibope, o tucano está hoje a um ponto mais um voto de vencer no primeiro turno: tem 49% das intenções, contra 46% do rival do PMDB. A rejeição do peemedebista é de 9%, contra 8% do tucano.

A pesquisa para o e 21% dados a Fernando Pimentel (PT). A pesquisa ouviu 1.806 eleitores, está registrada no TRE/MG sob protocolo 65090/2010 e no TSE sob protocolo nº 26113/2010.

Link da matéria: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100828/not_imp601646,0.php

28/08/2010 Posted by | politica | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Ações de Aécio junto à agricultura familiar permitiram expansão da atividade em Minas e regulamentação de lei federal facilitará obtenção de recursos de produtores mineiros.

Nova lei de extensão rural facilita acesso a recursos
Assistência técnica: Com apoio, produção dos agricultores cresce 9%
Fonte:
Rosangela Capozoli, para o Valor, de São Paulo

Menos burocracia e maior sustentabilidade e agilidade na obtenção de recursos. Esse é principal objetivo da Lei Geral da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) sancionada em janeiro e que está à espera da regulamentação para, em seguida, ser dado o sinal verde para as primeiras chamadas públicas para atendimento aos agricultores.

“O decreto de regulamentação está pronto na Casa Civil. Já avançamos e elaboramos o sistema de informática por onde a lei vai tramitar, começando pelo credenciamento dos produtores da agricultura familiar”, afirma Argileu Martins da Silva, diretor do departamento de assistência técnica e extensão rural do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA). A Lei Geral de Assistência Técnica e Extensão Rural, institui a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para Agricultura Familiar (Pnater) e cria o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (Pronater).

“A Lei de Ater reforça os investimentos do governo federal em assistência técnica e extensão rural”, diz Nilton Cosson, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Assistência Técnica Extensão Rural (Asbraer) e secretário de Extensão Agro Florestal e Produção Familiar do Acre. A lei avançou e o orçamento do setor acompanhou a evolução. Em 2003, os recursos disponíveis para o segmento eram de R$ 42 milhões e passaram para R$ 482 milhões no ano passado, um salto de 1.000% no prazo de sete anos, com um total acumulado R$ 1,57 bilhão no período. Para 2010, a proposta de lei orçamentária é de quase quadruplicar. “Podemos afirmar que deverá atingir R$ 1,8 bilhão em todo o Brasil”, diz Martins da Silva. O número de agricultores e assentados da reforma agrária atendidos pela extensão rural também cresceu. “O aumento de família assistida pela Ater passará de 3,04 milhões de famílias assistidas em 2009 para cerca de 3,5 milhões de famílias neste ano”, estima Cosson.

Depois de quase dez anos de luta para aprovação da lei, representantes do setor apostam que ela dará mais impulso a um serviço que anteriormente estava atrelado a convênios, impedindo que os recursos chegassem no momento de necessidade do agricultor. Agora, os repasses serão feitos por edital, para cada situação específica. “O apoio à produção familiar é dinâmico e às vezes os recursos não saem no momento exato. A Lei Geral de Ater tem dois aspectos principais: dá continuidade ao processo e não terá mais interrupção em função de projetos ou convênios”, diz Cosson. O serviço contratado através de edital, segundo ele, irá fortalecer e garantir uma assistência mais forte e mais qualificada aos produtores.

Com a lei, a extensão rural passa a ser reconhecida como “serviço essencial, da mesma forma que a saúde, a educação e a segurança, e os recursos federais vão chegar mais fácil e rapidamente aos agricultores familiares e de forma continuada e articulada com o calendário agrícola, possibilitando mais investimentos no campo”, diz Antonio Lima Bandeira, presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

Martins da Silva destaca a importância da assistência técnica na agricultura familiar e aponta o resultado da produtividade de algumas culturas que tiveram acesso, dando como exemplo o programa Mais Alimentos. “Os agricultores que receberam assistência técnica tiveram um aumento de 9% na produção de alimentos na última safra sobre a anterior”, afirma. O leite, por exemplo, teve um ganho de 18,25%, seguido da mandioca com 13,4%, milho 9,3% e o feijão 8,9%. Outras culturas como café, trigo e arroz tiveram aumento de 7,6%, 5,4% e 3,2%, respectivamente. “A assistência técnica é a mola propulsora das demais políticas. Quanto mais acesso a políticas públicas e conhecimento a agricultura familiar receber, maior o índice de crescimento”, garante.

Após o “esfacelamento” da extensão rural, ela foi restabelecida a partir de 2002 com a criação do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) dentro do MDA. “Hoje, em quase todas as unidades da federação houve uma recomposição do sistema de extensão rural. Entidades que não existiam mais estão sendo reconstruídas”, diz Cosson. Pelas suas contas, hoje são mais de 17 mil técnicos profissionais focados na extensão rural. “O serviço de extensão rural está em 5.561 municípios, ou seja, em 95,3% dos municípios com a presença da extensão rural. A meta é atingir 100% até 2011.”

“A aprovação da Lei Geral de Ater deverá trazer avanços importantes para afirmação da política pública de assistência técnica e extensão rural nos Estados, proporcionando às Emateres mais flexibilidade na aplicação dos recursos e investindo-os da forma mais apropriada”, afirma Lima Bandeira que também é professor e doutor em economia rural. Ele garante que vai dar sequência ao projeto atual do ex-governador Aécio Neves para a Ater no Estado e ressalva que, “às vezes, fará um necessário ajuste por questão de estilo. Não temos um projeto novo, mas temos ideias e a inspiração conceitual para reviver posições pessoais, tendo em mente a caminhada já iniciada e que vamos prosseguir”. Sobre os avanços da extensão rural mineira nos últimos anos, o presidente lembra que a empresa se modernizou graças aos investimentos do governo de Minas.

Segundo Cosson, desde 1990 o orçamento para extensão rural e assistência técnica tem sido sustentado pelos Estados, de acordo com suas possibilidade. “Hoje, os Estados estão bancando quase que a totalidade, mas com a lei esse processo deverá sofrer modificações e é possível que retome 50% por parte do governo federal e os Estados arquem com o restante”, comenta.

O aumento médio da safra da agricultura familiar tem sido entre 5% e 10%. “Todo ano temos recorde de safras e o importante não é só o aumento da produtividade, mas incorporar áreas que não estão no processo de extensão”, lembra Cosson. Ele diz ainda que na Amazônia, por exemplo, são 2 milhões de hectares a serem incorporados. “Temos um grande avanço a fazer e isso está sendo feito através do fortalecimento familiar que é responsável por uma média de 80% da produção de alimentos do país. Essa lei privilegia o setor”, resume.

22/06/2010 Posted by | Ação Sustentável, Cidadania | , , , , , , | Deixe um comentário

Programa Minas sem Lixões, criado no Governo Aécio Neves, realiza ciclo de seminários Sustentabilidade na Prática

O programa Minas sem Lixões realizará, no próximo dia 11 de maio, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o “I Encontro Técnico de Operacionalidade de Aterros Sanitários”, dentro do ciclo de seminários “Sustentabilidade na Prática”. O evento, que ocorrerá no Centro de Tratamento de Resíduos Macaúbas, das 8h às 17h, contará com a participação dos gestores ambientais dos municípios mineiros que possuem aterros sanitários ou estão em fase de implantação do empreendimento.

Promovido pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e pela Fundação Israel Pinheiro (FIP), que é parceira do Governo Antonio Anastasia no desenvolvimento do programa Minas sem lixões, o encontro tem como objetivo orientar os gestores para a operação, manutenção e monitoramento corretos dos aterros sanitários, seguindo as normas ambientais. “Um aterro sanitário mal operado causa sérios danos ao meio ambiente e à saúde pública, como a poluição do solo, das águas subterrâneas e do ar”, ressalta Vera Lanza, coordenadora técnica do Minas sem lixões/FIP.

De acordo com ela, o aterro sanitário é uma das técnicas mais seguras e de menor custo para a disposição no solo dos resíduos sólidos urbanos, que devem ser compactados e recobertos com uma camada de terra diariamente. “É fundamental o funcionamento adequado dos sistemas de proteção ambiental, como a coleta e o tratamento do chorume, que é um líquido de cor preta, mal cheiroso e de elevado potencial poluidor, gerado pela decomposição da matéria orgânica”, completa Lanza. Além de palestras com especialistas sobre biogás, consórcios e reciclagem de resíduos da construção civil, a programação inclui visita técnica ao aterro sanitário de Sabará, que também recebe resíduos de Belo Horizonte.

No total, serão realizados pelo programa Minas sem lixões, em 2010, 25 seminários do ciclo “Sustentabilidade na Prática”, voltados para os gestores municipais. As inscrições para o “I Encontro Técnico de Operacionalidade de Aterros Sanitários” são gratuitas e devem ser feitas pelo telefone (31) 3824.7814.

Metas

Em cumprimento às Deliberações Normativas 52/2001 e 126/2008 do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), todos os municípios com população urbana superior a 20 mil habitantes devem implantar sistemas tecnicamente adequados de disposição final de resíduos sólidos urbanos. Atualmente, estão em operação no Estado 28 aterros sanitários, que atendem a 44 municípios.

Criado em 2003 pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), o Minas sem lixões tem como meta, até 2011, viabilizar o atendimento de, no mínimo, 60% da população urbana com sistemas de tratamento e destinação final adequados de resíduos sólidos urbanos, além do fim dos lixões em 80% dos 853 municípios mineiros. Para alcançar os resultados, o programa conta, desde 2008, com a parceria da Fundação Israel Pinheiro (FIP), que promove diversas ações para orientar os municípios, como a realização do ciclo de seminários “Sustentabilidade na Prática” e a elaboração de manuais técnicos, disponíveis nos sites da Feam (www.feam.br) e da FIP (www.israelpinheiro.org.br).

06/05/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , | Deixe um comentário

Copasa implementa modelo sustentável criado no Governo Aécio Neves para tornar eficiente em energia as ETEs

O conceito de desenvolvimento sustentável, que diz sobre preservar os recursos naturais para gerações futuras, ultrapassou os discursos acadêmicos e ganhou o mundo corporativo. Hoje em dia, uma empresa só atinge a excelência quando associar suas práticas à defesa do meio ambiente e à economia de energia. Esse é o caminho que a Copasa trilha ao investir em usinas termoelétricas nas Estações de Tratamento de Esgoto.

Um exemplo dessa sustentabilidade poderá ser visto em julho na ETE Arrudas. Com um investimento da ordem de R$ 64 milhões, a Copasa colocará em funcionamento uma central termoelétrica, que transformará o gás produzido no tratamento de esgoto em energia. A potência dessa central atingirá os 2,4 megawatts, quantidade suficiente não só para abastecer todas as atuais estruturas da ETE como também as que estão planejadas para serem construídas. Uma medida que representará uma economia de até R$ 2,7 milhões por ano.

A nova estrutura irá aproveitar o gás eliminado em uma das fases do tratamento de esgoto, que é a reação anaeróbica realizada dentro de estruturas chamadas biodigestores. Nesse processo, o esgoto produz metano, gás altamente poluente para a atmosfera. O metano será canalizado para a central termoelétrica, onde será queimado, gerando calor que fará girar as turbinas que farão eletricidade.

Todo esse processo ajudará também a aumentar a eficiência da estação, cuja capacidade atual de tratamento é de 200 milhões de litros por dia. Num sistema chamado de cogeração de energia, o calor gerado na central termoelétrica, além de fazer girar as turbinas, aquecerá o lodo utilizado na reação anaeróbica. “Com o aproveitamento do gás, a central aumentará a eficiência dos biodigestores, acelerando o trabalho de toda a estação”, explica o superintendente adjunto de Gestão de Energia da Copasa, Marcelo Monachesi Gaio.

Segundo Gaio, a central estará apta para atender todas as novas estruturas da ETE Arrudas, que serão realizadas nas ampliações e melhorias da estação de tratamento de esgoto. Com recurso da ordem de R$ 200 milhões, as obras incluem a construção, dentre outros, de dois decantadores, um reator de lodo ativado, três digestores, dois flotadores e um sistema para controle de odor. Essas obras serão licitadas em maio deste ano. Quando concluídas, irão aumentar em 50% a capacidade da ETE Arrudas.

A experiência de sustentabilidade da ETE Arrudas poderá se repetir em outras regiões. No projeto de construção da ETE Ibirité, por exemplo, já está prevista a instalação de uma termoelétrica. “A Copasa pretende levar essa tecnologia para as suas estações que atenderem aos critérios da viabilidade econômica”, diz o superintendente adjunto.

05/05/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , | Deixe um comentário

Governo Anastasia: IEF Minas realiza consulta pública para implementação das unidades de conservação do Vertor Norte de BH

Instituto Estadual de Florestas (IEF) realiza consultas públicas para criação de unidades de conservação que fazem parte da primeira fase do Sistema de Áreas Protegidas (SAP 1) do Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Em março de 2010 foram realizadas audiências públicas para criação de cinco das dez unidades previstas para a primeira fase de implantação do Sistema. A partir de maio, serão realizadas audiências para outras cinco. A previsão é que essas unidades sejam criadas em junho.

Os documentos com as informações sobre as unidades propostas estão disponíveis na internet, no endereçowww.ief.mg.gov.br. Os representantes das comunidades, instituições públicas e privadas de todo o Estado poderão conhecer os projetos e enviar suas sugestões até 24 de maio. As informações também se encontram a disposição dos interessados na sede do IEF, na rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/n, Edifício Minas, 1º andar, bairro Serra Verde, em Belo Horizonte, e nas prefeituras dos municípios que onde estão inseridas as unidades.

A criação do SAP no Vetor Norte é uma das medidas do Plano de Governança Ambiental e Urbanística da RMBH (Decreto Estadual no 44.500/07). Foi elaborado como medida compensatória diante dos impactos previstos na implantação e operação de grandes empreendimentos públicos na região.

O gerente de Gestão de Áreas Protegidas do IEF, Roberto Alvarenga, explica que as unidades formarão corredores ecológicos para a proteção efetiva do patrimônio arqueológico, espeleológico, paleontológico, natural e paisagístico existente na região. O IEF estuda a criação de quinze unidades num total de 11 mil hectares de áreas protegidas sendo que as cinco que fazem parte da segunda fase do projeto serão criadas até novembro de 2010.

Alvarenga afirma que o sistema será uma importante ferramenta do Governo de Minas Gerais para a proteção da biodiversidade na região norte da RMBH. “As áreas serão uma referência para ações de planejamento e controle dos processos que envolvam a supressão vegetal, ocupação do solo e proteção do patrimônio natural da região”. O Vetor Norte compreende os municípios de Ribeirão das Neves, Santa Luzia, Vespasiano, Pedro Leopoldo, Matozinhos, São José da Lapa, Confins, Jaboticatubas, Lagoa Santa, Capim Branco, Baldim, Taquaruçu de Minas e Nova União.

A criação do SAP Vetor Norte insere-se ainda no Projeto Estruturador “Conservação do Cerrado e Recuperação da Mata Atlântica”, uma das principais ferramentas do Governo de Minas Gerais para a proteção da biodiversidade do Estado. Executado pelo IEF, tem como uma de suas metas a criação e implantação de 400 mil hectares em novas unidades de conservação em Minas até 2011.

Unidades propostas para a primeira fase do Sistema de Áreas Protegidas do Vetor Norte da RMBH:

• Monumento Natural Experiência da Jaguara – 36,3 hectares – Matozinhos

• Monumento Natural Vargem da Pedra – 12,08 hectares – Matozinhos

• Parque Estadual da Serra do Sobrado – 376 hectares – São José da Lapa

• Refúgio da Vida Silvestre Serra das Aroeiras – 1.411,2 hectares – Pedro Leopoldo e São José da Lapa

• Monumento Natural Várzea da Lapa – 25,3 hectares – Lagoa Santa

• Refúgio da Vida Silvestre Macaúbas – 1304,7 hectares – Santa Luzia

• Parque Estadual Cerca Grande – 135 hectares – São José da Lapa

• Monumento Natural Salto Antônio – 38 hectares – São José da Lapa

• Monumento Natural Lapa Vermelha – 30 hectares – Pedro Leopoldo

• Refúgio de Vida Silvestre Cauaia – 2047 hectares – Pedro Leopoldo

28/04/2010 Posted by | Ação Sustentável, Meio Ambiente | , , , , , , , | Deixe um comentário

Vale do Aço discute ações para o desenvolvimento sustentável com apoio do Governo Anastasia

O governador Antonio Anastasia participou, nesta sexta-feira (9), em Ipatinga, no Vale do Aço, da abertura do Seminário Internacional de Gestão Integrada do Território para o Desenvolvimento Sustentável. O governador defendeu o debate permanente sobre o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável entre as várias instâncias de governo, empresários, especialistas e a sociedade. Para ele, esse é o melhor caminho para a superação de obstáculos e a construção de políticas públicas voltadas para a preservação.

“É fundamental o debate permanente sobre a questão ambiental. Minas é o estado considerado como caixa d’água do Brasil. Temos um grande patrimônio hídrico e a região do Rio Doce é uma das regiões mais irrigadas do Brasil. Este simpósio vai mostrar novas alternativas de preservação, que não podem ser só do governo e, aí a importância do evento. São alternativas que vêm da sociedade, dos técnicos, dos especialistas, dos ambientalistas, dos professores. Todos discutirão quais os melhores caminhos. E o governo está aberto para receber essas propostas”, afirmou o governador em entrevista para imprensa local.

O seminário acontece até o dia 11 com o objetivo de discutir modelos de desenvolvimento sustentável adaptados à realidade da região. Organizado pelas entidades ambientalistas brasileiras Instituto BioAtlântica (IBio) e Fundação Gorceix em parceria com o Instituto português Politécnico de Tomar, o seminário faz parte de um programa de formação nos níveis técnicos e de especialização, envolvendo lideranças empresariais, acadêmicos, representantes do governo e da área de meio ambiente.

Em seu pronunciamento para lideranças empresariais, acadêmicos, e especialistas da área ambiental, o governador ressaltou a importância de discutir o desenvolvimento sustentável para regiões como o Vale do Aço que tem grande potencial de crescimento econômico.

“Na região Vale do Aço que tem muitos empreendimentos e receberá mais ainda, precisamos conceber como esse desenvolvimento econômico será compatível com o meio ambiente e a sustentabilidade. Tenho certeza de que seremos capazes de apresentar uma gestão integrada para região”, afirmou o governador.

Mata Atlântica

O seminário discute, entre outros itens, a preservação da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do planeta. O governador Antonio Anastasia destacou a diversidade da flora e fauna de Minas Gerais e a riqueza hídrica do Estado.

“O Estado tem uma política bastante agressiva para a sustentabilidade e manutenção, não só através dos parques – e o próprio Parque do Rio Doce é um exemplo disso. Já investimos aqui alguns milhões de reais e, há poucos dias atrás, com a presença do governador Aécio Neves, inauguramos a expansão das obras de infraestrutura do parque. Investir e debater a sustentabilidade é também muito importante, é uma questão fundamental para nós”, disse ele.

Minas aderiu ao Pacto pela Restauração da Mata Atlântica no início deste ano, com o objetivo de recuperar 15 milhões de hectares até 2050. O documento foi assinado durante inauguração das obras de infraestrutura no Parque do Rio Doce, que abriga a maior área de Mata Atlântica de Minas. O Governo do Estado investiu R$ 3,5 milhões na obras.

Em 2009, o Parque do Rio Doce recebeu 18 mil visitantes. Em seus 36.970 hectares podem ser encontradas cerca de 10 mil categorias de espécies da Mata Atlântica. Já foram identificados 325 espécies de aves e 77 mamíferos, inclusive, espécies ameaçadas de extinção. O Parque do Rio Doce está na região considerada o terceiro maior ecossistema lacustre do Brasil, perdendo para o Pantanal e a Amazônia. A região tem 40 lagos naturais.

Após a abertura do seminário, foi realizada conferência com a participação do ex-ministro de Minas e Energia e de Planejamento, Eliezer Batista, atualmente membro do Conselho Deliberativo do Instituto BioAtlântica (IBio). Cerca de 60 lideranças da região da Bacia do Rio Doce se reuniram em um workshop realizado contribuir com as diretrizes do Programa de Fortalecimento do Capital Social e Qualificação em Gestão Integrada do Território (GIT) para o Desenvolvimento Sustentável na Bacia do Rio Doce, em fase de elaboração.

12/04/2010 Posted by | Ação Sustentável, Água, Meio Ambiente | , , , , , , , | Deixe um comentário